Lança-se isso aqui com promessa de conectividade. E hoje nós nos conectamos a estranhos e nos desconectamos de pessoas importantes em casa. Eu tô gastando muita energia vendo os outros aqui, é porque eu tô no padrão da inveja, da comparação e aí isso vai me dar menos valia, autodestruição.
Quantas pessoas eu tô seguindo que quando eu olho a postagem me dá um sentimento ruim, cara, silencia. Será que é erro, pecado ou processo? Por exemplo, seus filhos aprendendo a andar.
>> Uhum. Quando eles caíam, eles estavam pecando, não é processo. >> Estavam errando, é processo.
Quando eu tô aprendendo a ler e eu gaguejo, eu errei ou pequeiro é um processo. >> Processo. >> Quantas coisas eu chamo de pecado ou erro quando na verdade é processo.
E quando eu boto pecado e erro, eu boto carimbo moral e começo a me sentir menor e você também me julga. Mas quando entendo, é o processo, eu estou melhorando. Ao final dessa jornada nós só vamos levar o que nós entregamos.
Nada do que acumulamos, nada contra ter coisas, mas elas são eh objetos que apenas devem se ver uma omissão maior, um propósito. Porque como diz Gonzaguinha, se nós somos um sopro do criador numa atitude repleta de amor, que possamos soprar isso na vida dos outros todos os dias. Quanta energia eu gasto do meu dia observando os outros e quanta energia eu gasto me observando?
Vamos pegar uma uma frase clássica, né? >> Eh, nós temos um país de Maria Cristã, então a gente pode citar muito bem o evangelho para levar autoconhecimento. Por que que você se preocupa com a trave que tem no um argueiro que tem no olho do teu irmão se tem uma trave no teu?
Parece um julgamento moral de Jesus, né? >> Coisa feia. Caio falando de João.
Não, Caio. Caio, meu filho. Vê só, olha o tempo que você tá gastando vendo a vida de João sem ver a tua.
Porque você não muda a vida de João, mas você muda a sua vida. E Freud dizia uma coisa interessante, quanto mais João fala de Pedro, mais eu sei de João do que de Pedro. vai ser muito boa, >> porque eu me projeto, me revelo.
Então é o seguinte, é, eu tô gastando muita energia vendo os outros aqui, por exemplo, é porque eu tô no padrão da inveja, da comparação e aí isso vai me dar menos valia, autodestruição. [música] Quantas pessoas eu tô seguindo que quando eu olho a postagem me dá um sentimento ruim, cara, silencia, cancela, diminui o tempo disso aqui. E não é que a internet só tenha conteúdo ruim, a gente tá produzindo conteúdo ótimo aqui pr as pessoas.
Seu produto aqui é de levar consciência para as pessoas. Eu vi outros episódios. Então, ou seja, vai ouvir quem quer que você cresça e não quem quer dizer para você, olha a minha vida como é mais do que a tua vai ouvir quem quer dizer, você quer crescer.
Eu posso te dar dicas, eu posso te ajudar nesse processo. Olha para esse movimento da tua vida e percebe o quanto você pode mover-se nesse sentido, senão você vai ficar num loop só. Então, como é que eu vou metrificar isso?
Por exemplo, eu tenho muito medo da opinião dos outros e eu sei, eu tô ouvindo Caio com Rando de falar que parte do sucesso depende de dizer não, que não é uma palavra, é uma frase definitiva que eu não preciso me justificar para que eu não seja manipulado pelas pessoas. Quando eu disser não vai ser desagradável. >> Uhum.
>> Eu tenho que suportar isso. >> Sabe como foi que eu aprendi a dizer não? >> Hã?
Como? >> Eu era o cara do sim. >> É, era do sim.
>> Putz, o cara do sim que fazia trabalho pros outros. Tudo para agradar no fundo. No fundo que você quer?
Olha para mim que eu tenho pouca Coca-Cola no meu copo. [risadas] Não me amar o suficiente. Então, será que se eu fizer o exercício para você, você olha para mim?
Será que se eu, Será que se eu fizer bem muita piada no grupo, vocês deixam ser o cara que fica no grupo? Nem que eu seja o palhacinho do grupo. Sabe quantas pessoas querem ser subalternas nas relações?
E o que é que acontece quando você faz isso? Acontece o contrário. Quanto mais você é carente, mais você é rejeitado, porque a carência é repelente.
>> Muito bom. >> O sim. O sim constante é repelente e o não dado é atraente.
Cara, geralmente a gente não suporta carência por dois motivos. >> Porque um dia a gente foi, [risadas] doeu >> terapia ao vivo aqui. >> Um dia a gente foi e no fundo no fundo a gente não suporta ver o Caio do passado.
>> É verdade. >> Isso dói, pô. Aí eu já eu sei, eu sei, eu sinto isso, tá?
Quando a gente eleva o nosso padrão de consciência, a gente em vez de ficar com irritação do carente, a gente vai se tornar um colaborador dessa pessoa para dizer assim para ela: "Você não vai ser assim". >> É. Aí hoje eu vou dar atenção o que você quer, mas não para você ficar como vítimo, eu vou dar atenção o que você quer, para você saber quem você é, finalmente se tornar quem você pode [música] e contribuir com o mundo em que quando você para de chorar e ser carente, você se torna um instrumento de ação no mundo.
Seja um instrumento da paz, da elevação de consciência, de Deus, [música] da coletividade. Porque enquanto você tá chorando, você é mais um na multidão dos desvalidos. Quando você começar a acordar e levar consciência, você estende a mão para ajudar.
Então, quero que você deixe carente. Então, vou te ajudar, cara. Vem cá.
Eu lembro que vez eu tava com uma pessoa no carro e a pessoa só se esqueixando da vida. Eu tentava dar uma opinião a pessoa: "Não, não sei o quê". Aí eu fiz, eu tive que ser meio apelativo.
Eu olhei pra pessoa e fiz assim: "Ó, eu tô aqui tentando te dar algumas opiniões e você não não deixa eu te falar. Você tá no discurso da dor, a gente tá, a gente tem duas horas de trânsito até o aeroporto e as pessoas pagariam muito para ficar duas horas comigo. Você quer continuar com seu discurso de vítima ou quer me escutar?
>> Eita! >> Tá, a pessoa parou para me escutar. >> Sim, >> né?
Carente. Digo, eu não vou ficar aqui dizendo: "Ai, você é vítima". Eu também podia contar aqui o meu passado e os dois chorar juntos.
não resolve na sua vida, resolve te dizer como foi que eu fiz, não como se fosse a tua pauta, mas para te inspirar, fazer o teu movimento. Então, o carente, ele quer atenção e mendiga. E diz sim.
E as pessoas vendo isso abusam você, te humilham, te tratam como um lixo. Tem gente que é tão carente que prefere ser um espécie terreno baldil pro lixo afetivo dos outros do que ter a dignidade de se amar na própria solidão. >> Eita!
Aí fica em relações tóxicas, se aceita humilhação, traição, a pessoa faz piada e você fica. [música] Porque no fundo talvez você acha que não merece nada melhor que isso. [música] >> Você falou uma coisa, geralmente a gente não suporta aquilo que a gente já foi.
>> É verdade. Até que de fato a gente não é mais nada daquilo e a gente entende que ter sido aquilo nos dá a missão de ajudar quem [música] tá sendo. Sabe a pirâmide da necessidade?
>> Sim. Eh, necessidades fisiológicas de segurança, de afeto, de status e chega autorrealização. Percebe que pouca gente chega aqui?
>> Uhum. >> Porque no status você fica dobrando apostas. Agora eu quero um carro de 1 milhão, quero um carro de 3 milhões.
Agora eu quero um jatinho. Não, quero um jatinho com um banheiro foliado a ouro assinado pelo designer da Luis Vitton. Não para no looping aqui do consumo.
Na autoalização acontece o seguinte. Você chega lá e faz cara sabe o que é incrível? [música] O que é muito massa mesmo?
é descer nessa pirâmide para ajudar a galera a subir. >> É quando a gente descobre que o melhor da grana não é o que ela proporciona pra gente, mas o que a gente proporciona pros outros. >> É, >> não é?
Olha, olha o seu sorriso de leveza aí, lembrando de várias coisas que talvez o que você deu para alguém que você ama foi muito mais incrível do que quando você se deu o melhor desejo da sua vida. O carro que você sempre sonhou, ele vale menos do que um carro que você deu para uma pessoa que você ama de segunda mão. A alegria dela e o contentamento dela.
É por isso que Santo Agostinho, grande teólogo, dizia o seguinte: "Se o homem soubesse como é bom ser bom, seria bom por egoísmo". Eu faço parte de uma organização não governamental internacional chamada Fraternidade Sem Fronteiras. >> Muito lindo o trabalho do pessoal profissional, né?
>> Pois é. Criado por um amigo meu aqui de do Brasil chamado Wagner Moro. Não é o ator, apesar do nome seu mesmo, é de Campo Grande, mora hoje na África, tem 15 filhos adotados.
Caramba. >> E cuida de 37. 000 pessoas por dia em [música] oito países.
Eu fui com minha esposa e um grupo de amigos para o campo de refugiado de Desaleca no Malaui, que pega pessoas que vêm das guerras, especialmente da República Democrática do Congo. A nosso projeto lá chama-se Nação Bunto, que é um conceito africano que eu sou porque você é >> porque nós somos. >> Nós temos lá 1000 pessoas acolhidas no campo tem 67.
000. Nós temos projetos em oito país inclusive no Brasil, em São Paulo também. E quando chegou lá era incrível, porque quando a gente chegava diante daquelas mulheres que vendiam um corpo no campo de refugiados por 80 centavos de real, quando os caras pagavam?
Porque vinham da guerra sem marido, que tinha morrido para dar folha de batata doce pros filhos. Não era batata doce, era frio de batata doce, mas que tinha uma grandeza no olhar. Eu nunca vi elas como prostitutas, mas como guerreiras que chegava ao sacrifício de deitar com quem gosta para alimentar quem ama.
Isso é grandeza. E quando a gente dizia, "Nós estamos chegando aqui para saber se você aceita [música] o nosso convite de você trabalhar conosco na fraternidade, ou seja, ela seria resgatada daquela vida, ela enchia o rosto de uma alegria, de uma liberdade. E quando a gente dizia isso significava que nós iríamos sustentar aquela mulher no campo que a gente, cada pessoa que você acolhe, né?
Com R$ 300 a gente muda a vida de uma pessoa lá. A gente sentia um contentamento que a gente brigava, não, quem vai acolher essa mulher sou eu, não, quem vai acolher essa mulher? E era uma briga boa, porque a gente sentia assim a alegria de ser instrumento, de ver grandeza e e às vezes esse trabalho social é interessante porque a pessoa fica assim: "Poxa, mas tem 67.
000 no campo de concentração". A pessoa me perguntou isso lá, né? Rossando, o que que você acha que a gente tá enxugando o gelo aqui?
Os cara, pra gente que tá vindo, eh, resgatar algumas famílias parecem enxugar gelo. Pra fraternidade que já resgata 37. 000, é uma piscina olímpica.
Mas para uma pessoa que é resgatada é o oceano inteiro que muda. Então, que é gota para mim, é oceano pro outro. Eu vou continuar gotejando porque quando eu tô aqui e eu chego aqui no terceiro dia, eu descubro, cara, eu vou chegar aqui na base.
Vamos lá galera, é possível. Então, se ama, se respeita e perdoa, porque quando alguém colocou mais Coca-Cola ou menos, gerou uma mágoa em você e essa mágoa te impede de crescer. E se esse sentimento tá dentro de você, você gasta tanta energia administrando o ressentimento que os teus sonhos ficam apenas no papel.
Porque todo dia você gasta tanta energia para administrar a dor que falta em você a capacidade de planejar e construir o seu futuro. É como se o passado sabotasse o teu presente, inviabilizasse teu futuro. Eu posso viver do passado, ele é inapagável, [música] é indelével, mas eu não preciso viver no passado.
Entende? Eu posso viver da marca da dor que me aconteceu, mas eu também posso olhar para isso e perguntar assim: "O que isso me ensinou? Porque veja, a vida é tudo um caráter pedagógico.
É verdade. Então eu fico apenas olhando a lição e com raiva porque eu não gostei da disciplina ou pergunto o que que ela me ensinou para que eu não precise repetir e seguir em frente. O o erro é um processo educativo, né?
E a gente aprende com ele, né? [música] Vamos combinar. E aí talvez vamos aí uma questão mais também filosófica.
Talvez a forma como a gente encare a coisa tire energia da gente. Será que é erro? pecado ou processo.
Por exemplo, seus filhos aprendendo a andar. Uhum. >> Quando eles caíam, eles estavam pecando.
>> Não é processo. >> Tavam errando. >> É, >> é processo.
Quando eu tô aprendendo a ler e eu gaguejo, [música] eu errei o pequei ou um processo? >> Processo. >> Quantas coisas eu chamo de pecado ou erro quando na verdade é processo.
E quando eu boto pecado e erro, eu boto carimbo moral e começo a me sentir menor. E você também me julga. Mas quando entendo, é o processo, eu estou melhorando.
Porque veja só, tava conversando com uma pessoa uma vez, ela ligou para mim dizendo assim: "Poxa, eu me sinto uma pessoa muito ruim, merecedora, porque vem tanto pensamento disfuncionando na minha cabeça, [música] eu penso tanta merda". Ela disse: "Exatamente isso". Eu disse: "Olha o que é perspectiva, né?
você me contando isso e eu te conheço há tanto, há tanto tempo e eu acho que você é incrível porque eu penso muita merda, porque só pensa, não faz nenhuma das coisas que você pensa, porque eu não controlo necessariamente os pensamentos, mas quando eu não faço o que os pensamentos me dizem, eu sou mais forte que eles. [música] Ou seja, eu não posso não pensar a besteira, mas eu posso não fazer as besteiras que eu penso e aí eu tô sendo senhor da minha vida. Até que um dia de fato nem a besteira eu pense mais.
Mas se eu me julgo porque o pensamento vem, eu não entendo que faço parte do processo. Eu penso, mas não realizo. Eu fazia uma palestra nas empresas que vendia pouco que era assim, conflitos no ambiente de trabalho.
Aí eu mudei o título. >> Você colocou o quê? >> Como conver com os colegas de trabalho sem vontade de matá-los?
[risadas] Se precisar, viu, gente? Tô aqui, tamos junto. Mas pela alegria da galera, eu já senti aqui do isso que eu vim que a galera gosta de estar aqui.
Então assim, o que a gente entende é: "Eu posso sentir vontade, mas aquela vontade não determina quem eu sou. A minha escolha final de não ter o comportamento, que o sentimento que tá querendo trazer, diz que eu sou mais forte que ele. É processo.
" >> E é isso que eu ponto. Por que que é tão difícil esse diagnóstico? A gente perceber isso sozinho?
Porque o caminho, o que você falou agora é brilhante, é brilhante dessa pessoa. A pessoa que pensa besteira e não faz, olha a força que essa pessoa aqui. >> Então a pessoa já tá resistindo, ela tá num processo de melhoria absurda, grande, muito grande.
>> Mas de novo, por que que é tão difícil a gente um autodiagnóstico, né? >> Porque primeiro a gente >> esse autodesenvolvimento. >> Vamos voltar às questões iniciais.
Qual é o estímulo que o mundo que a gente tá, esse sabe o conceito alemão desite gast espírito da época? >> Qual é o estímulo que esse mundo que a gente tá Caio dá? pra gente se conhecer é pouco.
O dia inteiro a sociedade nos chama para distração e fuga de si. Pelo álcool, pelos vícios de todas as ordens digitais, qualquer coisa. É sempre distração.
Não é tão gostoso ficar horas no fío infinito das redes sociais vendo um videozinho engraçado, uma piada ou vendo a vida dos outros. E é tão doloroso chegar em casa e dizer: "Cara, eu sou ridículo". Às vezes [risadas] que pensamento ridículo.
Eu digo no carro, Rossandro, cara, melhora. Eu falo alto no carro, sabe assim, pr, cara, melhora, velho. Ajuda, ajuda a ecologia é é energética do mundo.
Se você deixar de pensar besteira, melhora, melhora o planeta. Já tem muita gente pensando besteira. Seja uma pessoa.
Eu digo isso brincando comigo que hoje eu não me julgo quando eu identifico. Quando digo assim, melhora, não é? Melhora, cara.
Melhora. Vamos lá. Você você pode mais, né?
É só um pensamento. Se dar um exemplo para você. Uma vez eu atendi uma menina de 14 anos que tava com ideação de seifar a própria vida.
E a mãe disse assim, ó, não posso deixar ela com você porque ela é uma menina. Era de uma religião muito sectária, assim, muito, né? Eu digo: "Ó, se a senhora não confia na minha ética profissional, vou encaminhar sua filha para uma mulher, mas eu não atendo ninguém com alguém família dentro do consultório, porque aí eu vou estar atraindo a minha, vou est atraindo a minha ética de profissional.
" Ela: "Não, tudo bem, porque disseram que você ia ajudar, então a senhora vai ter que confiar". A mina tava com ideação de seifar a própria vida. E aí eu perguntei: "Por quê?
" Ela disse: "Eu tenho um pensamento sobre Deus que é tão terrível que eu já vou pro inferno. E como eu já vou pro inferno, eu vou logo. Cansei de esperar.
Então me conta. Se eu contar, você vai pensar o que eu tô pensando. Se você pensar, você vai também.
Aí f a gente vai junto. [risadas] Me conta. Aí você tem que se colocar no lugar dela.
14 anos, uma pessoa que tem um profundo respeito por Deus >> e que tinha uma visão de Deus muito sectário, fundamentalista. >> E disse assim: "O que que você pensa? Eu toda vez que tô lá na minha religião específica, tal, eu fico vendo Deus no banheiro fazendo cocô.
Isso é tão indigno que eu vou, né, pro inferno. Por isso, qualquer movimento meu de julgamento condenaria ela assim, né? Aí cheguei para ela e fiz assim, fiquei curioso agora.
Quer ele também peida? Ela riu. Eu tô rindo essa época esse é só um pensamento.
Não é mais nada do que isso. E olha, quando diz que Deus é nossa imagem de semelhança, não necessariamente é física. Provavelmente ele não tem corpo, não come, logo ele não vai no banheiro.
Então, e a gente é incapaz de afetar Deus. É só um pensamento. Isso não define quem você é.
Você ama seus pais? Amam. Você ama Deus?
Amo Deus. Você procura fazer o que ele preconiza paraa sua vida, preconundiz. Essa é você, não seu pensamento.
[música] Entende a diferença? >> Uhum. >> Só que a gente tá num momento da história em que vivemos crises conjugadas, simultâneas.
Esse é o momento de maior risco psicológico da história humana. >> Sério? >> É, eu considero, não eu, mas todos os especialistas, né, conhece o conceito de tempestade perfeita?
Tempestade perfeita é quando um conjunto de eventos climáticos se somam por uma tempestade avaçaladora. >> Uhum. >> Chama-se tempestade perfeita.
Nós estamos num período de tempestade perfeita por causa emocional, humano. [música] São tantos os riscos que é por isso que alguns pais se cobram. Minha avó teve 20, eu não consigo dar conta de dois.
Tua avó não tinha que lutar contra a internet. o TikTok, Instagram, Facebook, influenciadores, ódio, divisão política, geopolítica, conflitante, guerra, não sei o quê, era desafios menores, era mais fácil e um irmão criava outro também. Era muito assim.
E às vezes você pode assim, a gente poderia fazer assim, a há alguém roçando que possa fazer isso e a gente ter essa análise prospecta, né? A gente pode ler no Arari, como a gente sabe que ele é um grande pensador, o Banchan, filósofo coreano, que vão dando dicas pra gente, mas eu queria pegar um cara dos anos 90 que fez uma previsão dos dias de hoje. Topa?
>> Hum, top. >> Tá, ele é um poeta bem conhecido >> e ele fez uma análise que chega nos dias de hoje. Olha só, >> 1990, década de 90.
>> É, vê o que que ele faz. É um brasileiro, tá? Você você vai saber que cagem ele fazendo tudo atenção aqui, né?
>> É. Você sabe quantos anos você tem, Caio? Dizer Pronto, tá?
Eu tenho aqui uns uns 15 anos a mais que você, mas talvez você tenha pegado a época das locadoras de fita gás. >> Peguei, peguei. >> Devolvi rebuinada para não pagar multa.
>> Você é da época de sessão da tarde, tela assente, >> né? Imagina a pandemia nessa época seria um car lagoa azul 10 vezes. É a faca de chocolate curti na vida doidado.
>> Imagina quando a gente usava conga que chute bamba. Era o que tinha de ter na loja hoje tem opções para caramba. A gente chegava em casa e >> só tinha aquele filmeção da tarde a gente assistia.
chegava na locadora, tinham locado os lançamentos, a gente pegava para não perder o rolê com a namorada, pegava qualquer fita, não era assim, ia para casa, via qualquer filme trash, porque tinha locado o filme, tinha pagado e tinha que devolver rebuinado. E era a sensação de que tudo era mais complicado e ao mesmo tempo você tinha muitas privações. E hoje você pode chegar em casa à noite, tipo, ah, vou ver um pouquinho de sério.
Aí você começa vendo alguém que fala de sério no Instagram, no TikTok. Ah, fulano. Ou então, ah, porque o Joj também recomendou Rossandú tal, não sei o qu, eu vou ver.
>> E aí quando chega sua esposa, aí bota na Netflix, vê 10 mais bombando, vamos ver a Apple TV, aí olha lá, aí depois vai para Amazon Prime, GL Play, vai para tudinho. Aí uma hora depois já aconteceu com você e você foi dormir e não viu nada >> já. >> Ó o que é que esse poeta diz sobre o tempo de hoje.
Parece cocaína, mas é só tristeza. Renato Russo, parece que é tudo tão fácil, tanto tênis, tanta coisa e nunca tivemos tanta liberdade política, tanto crescimento material e tantas pessoas tristes, deprimidas, duvidando de si, pensando em seifar a própria existência. Então, parece cocaína, mas é só tristeza.
Lança-se isso aqui com promessa de conectividade. E hoje nós nos conectamos a estranhos e nos desconectamos de pessoas importantes em casa. [música] E vivemos todos e só nesse Black Mirror, espelho preto, solitários, como eu vi ontem no shopping, as pessoas, os casais se ignorando, cada um com seu smartphone.
[música] E por causa disso, muitos temores nascem do cansaço e da solidão que vivemos hoje. E o que é que isso gera na música? [música] descompasso, desperdício.
E ninguém te escuta. >> Uhum. >> Ele diz assim: "Dissestes que se tua voz fosse ouvida, acordarias não somente a tua casa, mas a vizinhança inteira".
E há um declínio tão grande em na área da pósverdade, tudo é duvidado, a justiça, a política, a fé, tudo entra em cheque que há tempo nem os santos sabem ao certo a medida da maldade. Por isso há tempo são jovens que adoecem. o nosso [música] tempo de múltiplas crises de sentidos simbólicos, mas ele diz uma chave no final da música, ele não fica só no diagnóstico, mas meu amor, disciplina é liberdade e a licença poética, né, para na mesma palavra eu ter disciplina e liberdade, porque disciplina parece prisão e você fala muito no livro.
Sim, >> mas só quem tem disciplina de fazer o que tem que ser feito no segundo dia é quem vai ter a liberdade de chegar no terceiro. E quando chega no terceiro, compaixão é fortaleza. Então você percebe que nos dias de hoje há uma responsabilidade sobre você, sobre mim, sobre qualquer pessoa que tem uma visibilidade na internet de entender que isso é só instrumento de servir.
É muito menos sobre o meu ego. >> Exato. >> E muito mais sobre a minha entrega.
É muito mais sobre aquilo que eu vou levar pras pessoas do que aquilo que eu recebo delas. Tem uma música da família Cim, inclusive Nana Cimi faleceu nessa semana aqui agora, enquanto a gente estava gravando podcast, >> diz assim: "Tudo que você tem não é seu, tudo que você guardar não te pertence, nunca te pertencerá. Só é seu aquilo que você dá.
" Ao final dessa jornada, nós só vamos levar o que nós entregamos, nada do que acumulamos, nada contra ter coisas, mas elas são eh objetos que apenas devem se ver a omissão maior, um propósito. Porque no fundo, no fundo, nessa crise de sentidos, se ser bom é tão bom que eu seria egoísta, queria ser melhor do que você em ser bom, como diz Santo Agostinho, eu entendo que o que significa eu não vim para servir, para ser servido, eu vim para servir. [música] É que isso aqui é um instrumento.
A tua visibilidade é um instrumento. A minha visibilidade é um instrumento. chegar aqui para nós.
Pode ter até sido movido pelo ego, pela dor, mas é preciso chegar aqui com consciência de entender eu tenho responsabilidade com os outros para que eu também consiga fazer com que mais pessoas cheguem aqui, para que mais pessoas eleve o padrão de consciência, para que mais pessoas consigam perdoar mais, para que mais pessoas se amem e assim possam de fato amar. E a gente de fato tem uma humanidade que de fato merece o o título de humanidade, não de projeto de humanidade como nós temos hoje, em que o ódio, a divisão toma conta dos corações, em que eu seja de fato o instrumento da paz e não o cara que toca fogo no parquinho e que aumenta a discórdia, que eu seja realmente uma pessoa que serve e que entenda que tudo que me é ofertado e todos os espaços que me são abertos é para construir potências nas outras almas. para tentar pagar um pouco da conta impagável do amor de Deus derramado na minha vida.
Porque como diz Gonzaguinha, >> se nós somos um sopro do Criador numa atitude repleta de amor, que possamos soprar isso na vida dos outros todos os dias. Nossa, sempre, amigo, fazer isso. >> Caraca.
>> Caraca. Sabe o que é? Acho que é esse podcast é um convite.
Esse podcast é um convite pro respiro. Sim. Se aceitar, se amar, se respeitar, entender tua dor, saber que doeu porque alguém gostava mais de do outro que de você.
Mas isso não define quem você é, não vai definir tua vida. sabe que você inveja não é menor por isso, porque você não é só esse é o pai que sai da casa, acorda cedo, pega o engarrafamento, passa 3 horas e volta para casa para botar teu filho na escola para ir mais longe onde você foi. Você é esse cara, você é essa mulher que acorda, vai também trabalha, ajuda teus filhos.
Você é essa pessoa, você não é só essa pessoa que viu que a outra tá mais bem vestida de você e ficou mal por isso. Você é sobretudo essa pessoa grandiosa. Existe talvez uma coisa, sabe, cai hoje no mundo da coisa de você achar que só as pessoas que tm uma vida digna de nota são as pessoas celebradas, as celebridades.
É como se houvesse um mantra no mundo doente que a gente tem hoje de que uma vida comum, uma vida ordinária, é uma vida ordinária no mau sentido da palavra. Mas eu pergunto para para você que tá aqui comigo e para quem tá nos vendo nesse vídeo aí, talvez de madrugada acordou e quis uma coisa, chegou aqui, não foi por acaso, né? Se você volta para casa e você tem onde dormir e tem pessoas te esperando, isso é extraordinário.
Isso nunca foi ordinário. Se você tá no reveon aí da sua casa, imagina que você quem nunca, né, olhar assim, ah, eu queria passar em Dubai, em Nova York, na Champions LZ em Paris, eu queria estar em Copacabana e de repente você tá lá com a sua família, na sua sala, no quintal, com aquelas mesinhas de plástico, a crise grande, você comprou uma cidra, mas tá cercado de quem você ama. Isso é extraordinário.
Posso dizer que tinha muita gente em Nova York soltando champanhe com montes estranhos. Isso é ordinário. Extraordinário.
As coisas já existem do seu lado. Tem uma música bem conhecida aqui de São Paulo, né? Demônio da garu.
Ó, >> não posso ficar nem mais um minuto com você. >> Sinto muito amor, mas não pode ser. Moro em Jaçanã.
Se eu perder esse trem que sai agora às 11 horas, só amanhã de manhã. Olha a frase mais linda. E além disso, mulher, tem outra coisa.
Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. Você pode ser a pessoa mais pobre do mundo. Se tem uma mãe que não dorme enquanto você não chegar.
Você tem uma vida extraordinária. >> Nossa, minha mãe amava essa música. Eu sei que eu tava por causa dela.
[música] Minha mãe amava essa música. >> E hoje sua mãe não tá mais aqui, >> não. >> Nem [música] a minha.
Não dói saber que ela não dorme enquanto a gente não chegar. >> É. Uma vez eu tava chegando em minha mãe faleceu, eu tinha no dia seguinte que viajar pra Europa tinha palestras lá e claro que eu cancelei a agenda, mas eu tive que voltar para fazer agenda depois.
E aí quando eu tava voltando de Viena, fiz uma conexão em Lisboa, liguei pra minha esposa, que eu sempre fazia isso e pra minha mãe, porque era um um condicionamento psicológico e o chip da minha mãe tava ativo, porque como ela teve lupos pulmonar, então tinha muitos cuidadoras, equipamentos que estavam tirando da casa. E o telefone tocou, ela não atendia, óbvio. Mas eu, minha mãe não atende tão rápido, aí eu lembrei que ela não ia atender e eu tinha oceano atlântico para atravessar com uma escolha, duas, aliás.
Ou eu ia chorar toda a viagem lamentando porque eu não escutaria. Meu filho, Deus lhe abençoe e volto para casa em paz. Mamãe te ama.
tá te esperando ou eu passaria todo esse tempo agradecendo por todos os Deus te abençoe que eu ouvi e que me tornou, que eu me tornei. Não se trata do que eu não escuto mais, mas de tudo que eu escutei. [risadas] Não se trata delas não estarem aqui, porque elas estão aqui, Caio.
Elas estão é em 50% do DNA, 50% do meu em cada memória, em cada letrinha encoberta, sabe? Em cada vitória que a gente pensa, foi por você, você fez parte disso. Então, a vida de todos nós é extraordinária.
Se comparar é que torna a vida ordinária. Olhar para si. Por isso que Yung dizia, quem olha para fora sonha, mas só quem olha para dentro acorda e realiza o [música] sonho, né?
Então é um convite hoje para que as pessoas olhem para si. Olhem olha o teu redor, quanta coisa extraordinária você já tem. Você pode estar aí agora vendo esse podcast com seu filho do lado dormindo, [música] porque você quer vencer na vida, quer empreender.
Que legal. Talvez por ele, por ela, né? Que bom.
Mas já tenho coisas incríveis do teu lado. É preciso ver esse extraordinário que acontece. É preciso olhar o milagre que tá dado, senão fico sempre achando que lá na frente tem e eu não consigo colher as pétalas do meu jardim que tá sendo plantado no caminho.
[música] Ah, um respiro, né? Ah, a gente que é a geração que pula os áudios, que bota tudo no vezes dois, que não vem introdução de vídeo, [risadas] que já começa algo, não vem da hora de acabar, já querendo pro último episódio. >> Então, nesse nesse mundo da super aceleração, quem sabe respirar e dar pausas é rei rainha, né?
É porque você diz pro mundo o seguinte: "Quem determina a velocidade da vida sou eu, não vocês". Tem hora que a gente acelera, faz parte. Tem hora que a gente tem que dar pausa, senão a vida faz por nós.
E quando a gente diz sim para todo esse mundo acelerado, vem um AVC, >> é >> pro corpo parar, vem um ataque cardíaco. Às vezes alguém que a gente ama doece, a gente tem que parar. Então, é preciso que a gente pare por consciência, por escolha.
[música] É preciso que a gente faça as coisas com consciência do que tá fazendo para saber agora eu tô pausa, né? Eu faço muito isso hoje em dia. Eu eu tenho uma rede social, tal, mas tem coisas que eu não faço.
Eu teria muito mais seguidores se eu fizesse stories, mas não faço stories. Não faço stories. Por quê?
Não tô condenando quem faz. É porque para mim geraria um sofrimento psicológico e uma e uma e uma um pensar toda vez sobre aquilo que eu preciso est ajudando, conversando, lendo. Eu quando tava vindo para cá, eu queria ficar em silêncio para me concentrar no que a gente ia falar, mas o Uber queria conversar comigo e eu queria e eu não podia não conversar com o cara.
[risadas] Eu di, pô, Deus me mandou para ser um cara que acolhe, vou ficar em silêncio. Não vou, vamos começar o podcast agora, amigão. O que é que você tem?
E o cara foi desabafando a vida dele. Ah, porque eu sigo você quando eu vi que era você. Sabe isso.
Uma vez eu cheguei, eu cheguei em Curitiba à noite no aeroporto. Essa cara, essa foi a foi a mais incrível, cara. [risadas] Eu cheguei no aeroporto à noite, que é uma cidade vizinha Curitiba, São José dos Pinhares, né?
>> Peguei Uber, o cara, poxa, eu eu tem pouco rossante no Brasil, eu queria saber se era você mesmo, cara. Eu te sigo para caramba. Ó, tá dando 50 minutos pro hotel.
Então eu sei. Então é o tempo de uma sessão, mas era 2 da manhã, caiu doido para dormir. [risadas] Aí eu lembrei, lembrei, lembro do dia que você pediu a Deus para est aqui, né?
Então tá, vamos lá. Você tá querendo conversar comigo? Sim.
Porque você, ouvi você falando no podcast uma vez que todo o trabalho é digno e que todos eles têm sentido, mas eu faço uma coisa para mim que não tem sentido. Ser Uber, não, Uber é um outro profissão, porque eu ganho mais na outra. Mas tem até vergonha de falar para ela.
Eu pensei: "Meu Deus, eu peguei um traficante e [risadas] o que que eu faço? " Eu fiquei >> no da manhã. Será que eu vou pro for no microondas?
[risadas] Eu faço a estratégia de você ridiculariza o seu pânico para ele perder força. Eu comecei a brincar com a situação, né? Aí perde força.
Aconteceu comigo uma vez, eu te conto metrô. Aí, mas eu tô OK. Eu vou te ajudar, mas preciso saber o que você faz.
Eu esqueci o nome da profissão, mas é a pessoa que higieniza e cuida dos cadáveres quando chega nos naquelas empresas que trabalham com enterro, né? Való. Então você veja, eu chego, as pessoas chegam lá e eu tiro sangue.
Se for um acidente, eu coloco o rosto no lugar, eu boto o nariz, eu meio que crio, é quase uma cirurgia plástica, eu maqueio para ir pro velório. Eu não vejo sentido nisso. Olha, certamente o corpo humano é uma das coisas mais lindas do mundo, viva.
[música] É uma das coisas mais terríveis de ver morta, inegavelmente. Mas vamos criar uma situação hipotética para você entender o sentido do seu trabalho. Imagina que dona Marta que mora aqui em Curitiba à noite, o filho foi sair pr pr com os amigos na moto dele com 18 anos e a mãe pediu naquela noite: "Filho, só hoje?
Só hoje não sai. Mamãe tá pedindo, o coração dela tá pedindo para você não sair. " Mas ele tinha 18 anos.
Ela podia fazer o que? Ele saiu. Ela não conseguiu dormir, ficou em casa a noite inteira acordada.
E aquilo que ela mais temia aconteceu. O telefone tocou e intuitivamente ela já sentiu que alguma coisa tava errada. E quando ela atendeu, era um policial rodoviário federal dizendo que o filho dela tinha morrido num acidente de moto.
E você tá lá no seu plantão à noite, no seu trabalho, áspa sem sentido. E chega o filho da dona Marta, que você não conhece, [música] que você não tem afeto por ele, mas tem responsabilidade sobre o que faz. O traumatismo craniano quebrou o capacete e metade do rosto dele foi deslocado.
E você, sem conhecer dona Marta, nem o pai, [música] nem os irmãos, você cumpre o seu papel. você deixa o corpo dele o mais próximo do filho que ela abençoou naquela noite da última vez. No outro dia, o luto dela não vai diminuir, a dor dela não vai diminuir, mas por seu trabalho, ela vai poder olhar pro filho e não sentir chocada, porque você com seu trabalho, cujo sentido é minimizar o impacto da dor de alguém lutado, cumprir o seu dever.
>> [música] >> Então, sim, tem sentido. Tudo que a gente faz, a gente consegue encontrar um sentido, consegue encontrar uma entrega sobre que o outro tá passando. O que que vai acontecer na ponta quando o que eu estou fazendo chegar no coração do outro?
É, é sempre se perguntar isso quando a gente sai, como é que eu vou impactar o outro lá na ponta? Porque senão você começa a ficar preso na rotina, é só documento, assinitando papel e esquece que aqueles papéis vão chegar a vidas no final e aquela rotina vai impactar pessoas. No fim, nós estamos todos servindo uns aos outros, >> não é?
>> É uma cadeia de serviço em que nós servimos. O mundo doente é que coloca: "Você é melhor do que eu, porque você serve, ganha mais do que eu e você pode botar uma carona porque você é mais do que eu. " Não é, é o mundo de suas doenças.
Nós servimos. Alguns servem mais e por isso compensam, recebem mais, porque servem mais. Outros servem menos, mas todos servem e nenhum de nós estaria aqui sem serviço.
Para que isso tivesse acontecendo aqui agora, quantas pessoas vieram aqui antes, higienizaram a sala, ligaram as câmeras? Tem gente aqui nos acompanhando, tem gente aqui chorando, tem gente aqui rindo, tem gente aqui curtindo, gente aqui pensando nas vidas. Ou seja, tem tanta gente, as pessoas que vão fazer os cortes, as pessoas que vão republicar e repostar, é uma cadeia de afeto.
Acho que a gente precisa olhar essa delicadez humana acontecendo, porque tem tanto bope o mal. E eu tenho um jargão com meus amigos, né? Eles sabem.
Meu jargão é: se o crime é organizado, organizemos o bem. >> Muito bom. para que a gente entenda que a gente na verdade precisa, apesar das diferenças, perceber tudo que nos une.
Às vezes tem uma diferença religiosa, diferença política, mas o desejo de tornar o mundo melhor é o mesmo. Então, cara, fazemos parte de um grande partido que é dos seres humanos que querem o mundo melhor e não só desejam, mas fazem o mundo melhor. Então, a gente tem tanta coisa em comum que as pequenas divergências são completamente insignificantes.
E esse é o movimento da gente, de entender que nós estamos servindo e da dignidade. A gente tem que dar visibilidade à bondade humana. Caio tem muito ibope no mal.
Lembra quando aquele é menino adolescente matou o a mãe? Matou a irmã, foi na padaria, foi na academia, esperou o pai voltar para matar o pai. >> Acho que >> e naquele dia eu dei entrevista para várias emissoras de TV e rádio, enfim.
E a minha frase começava assim, a pergunta do jornalista era sempre: "Randro, o que está acontecendo com a humanidade? " E eu disse: "Vabe que antigamente a coisa mais como era matar o pai? Antigamente era assim: "Rei morto, rei posto.
" Geralmente o filho, príncipe matava o pai rei e assumia imediatamente o reinado. Era a coisa mais comum do mundo. Hoje nós nos chocamos porque nós evoluímos como civilização.
E esse menino, esse rapaz aí, ele não representa os filhos do mundo. Ele é uma distorção. Milhões de filhos do mundo hoje estão esperando os pais chegar para dar um beijo de boa noite.
Esses são os filhos do mundo, não esse. Nós temos que lembrar disso. O mal tem muita visibilidade, mas o bem é preponderante, silencioso diariamente acontece nas pessoas.