[Música] [Aplausos] [Música] Olá pessoal hoje eu quero convidar vocês para aprenderem um pouquinho mais junto com o Pedro gaioto que é s fundador e diretor de operações da vivalá uma empresa de turismo sustentável no Brasil também é uma empresa bicada então Pedro seja muito bem-vindo quero te convidar para fazer tua falar um pouquinho de você muito obrigado Débora bom dia boa tarde boa noite para todos que estão ouvindo Eh sou o Pedro vocês podem me chamar de PG já é o apelido consolidado institucionalizado da todas as comunidades que a gente trabalha se eu chego lá
ninguém vai se você perguntar do P da vivalá ninguém vai saber se você falar do PG da vivalá Talvez as pessoas lembrem eh sou cofundador da vivalá ho já tu como diretor de operações aqui e nós somos um negócio social de turismo sustentável no Brasil que surgiu em 2015 na verdade a semente surgiu em 2011 como TCC meu e do Daniel meu sócio eh foi parte do nosso da nossa conclusão da graduação eh E desde lá né quando a gente entregou esse trabalho a gente fica pensando em sempre teve o o o desejo de criar
um negócio que gerasse Impacto e a gente era apaixonado por turismo por viagens e também a éramos apaixonados por Impacto social e por voluntariado a gente gostava de se envolver nesse tipo de ação então no início lá em 2015 quando a gente começa viva lá a gente começa com uma plataforma de volum turismo que é o turismo mesclado com atividade de de trabalho voluntário foi como a gente começou e ao longo do tempo a gente foi evoluindo e expandindo para outras frentes como turismo de Aventura turismo de base Comunitária ecoturismo eh etnoturismo né um braço
dessas dessas em aldeias indígenas Então essa é um pouco da nossa história e Como que essa ideia surgiu e hoje 9 anos depois a gente tem aí um grande Impacto para para para mostrar para vocês e um cas que eu espero que vocês gostem falando do nosso trabalho tanto na Amazônia quanto no Brasil como um todo em outros biomas então Dada essa parte Inicial quero confutar um pouquinho para vocês da nossa missão a gente acredita que as viagens e o tipo de turismo que a vivalá realiza consegue ressignificar as pessoas a gente espera que ele
ressignifique a relação das pessoas com o Brasil com a nossa biodiversidade que é a maior do mundo e com as nossas comunidades tradicionais que T uma cultura extremamente diversa a nossa visão é de transformar o Brasil na maior potência do turismo sustentável do planeta essa palavra sustentável é importantíssima dentro dessa visão porque não adianta nada a gente trazer triplicar o número de Viajantes que vem ao Brasil por ano e aqui uma um parênteses e uma curiosidade o Brasil Recebe menos turistas do que o museu do do luvre sozinho então existe um potencial gigante considerando que
nós somos um país Continental a gente tem 8000 km de costa a maior biodiversidade do mundo e como eu falei um país que tem uma cultura extremamente diversa uma cultura eh muito acolhedora e um uma uma população que é já é conhecida por ser hospitaleiro eu vou falar um pouquinho mais de hospitalidade mais para frente mas a gente acredita que a gente tem essa vocação e só faltam né algumas algumas coisas e a gente tá tentando fazer parte e ser protagonista desse processo em transformar o Brasil nessa potência Contando um pouquinho sobre a vivalá as
nossas conquistas nesses 9 anos de atuação eh nós atuamos não só na Amazônia mas também hoje encerrado cating Mata Atlântica estamos começando no Pantanal em junho eh e aí chegaremos em quase todos os biomas né quando possível a gente vai chegar mais ali pro sul nos Pampas em 24 unidades de conservação que juntas elas somam 4.4 milhões de hectares então unidad de conservação e terras indígenas tá gente então é um território que se beneficia direta e indiretamente pela execução do Turismo de base Comunitária lá e pelo ecoturismo turismo de natureza Aventura por quê Porque são
os territórios que hoje sofrem mais pressão por desmatamento portanto precisam de uma alternativa de desenvolvimento sustentável Que Valorize a floresta de pé que valorize a floresta como geradora de riqueza também e a n isso que a gente acredita acredita que o turismo pode ser eh uma das se não a maior na nossa né opinião que é um pouco embasada aqui pro turismo eh a maior uma das mais eficientes ferramentas para gerar esse tipo de desenvolvimento nesses territórios hoje nesses destinos todos a gente tem mais de 700 famílias comunitárias eh indígenas ribeirinhas Caiçaras tumbol sertanejas por
aí vai trabalhando diretamente conosco e a contratação dessas 700 famílias que hoje tão distribuídas em centenas de negócios comunitários já injetou mais de R 4 milhões deais na contratação direta dos serviços de base comunitária A gente estima que esse valor que o que o turismo calá fez eh ao longo desse tempo nessas comunidades seja até 50% maior do que isso quando a gente estima o o que os Viajantes gastam dentro da da das Comunidades então a gente também eh coleta dados de quanto que o os os Viajantes eh costumam consumir em nossas expedições e esse
número aí esses 4 milhões são apenas o que a viva lá como empresa contratou agora a gente acredita que aí podem pode ter entre 1,5 milhão e e 2 milhões Que também foram injetados através do consumo local dos Viajantes também é muito importante ao longo desse tempo a gente fez 9.000 horas de voluntariado com os Nossos programas de volunturismo como eu falei lá no começo foi como a gente começou foi o que acendeu a faísca na gente né Eh de unir o ato de viajar com voluntariar e os Nossos programas de volunturismo que a gente
executa desde 2017 a gente eh já teve um total aí de 9.000 horas e um pouco dos dos impactos eu vou contar mais para frente dessas horas todas e desse Impacto nas comunidades das dos Viajantes indo lá não só né consumindo e não só se hospedando eh fazendo refeições comprando produtos nas com mas também deixando um pouco do seu conhecimento do seu repertório eh para fazer com que as comunidades evoluam eh durante a estadia né e deixar algum tipo de contribuição durante a viagem a gente tem uma série de de reconhecimentos nacionais e internacionais e
um pouco dessas organizações que estão aqui nesse slide são algumas que fizeram parte dessa trajetória também e tudo isso culminou no ano passado 2023 a vivalá foi certificada no sistema B com com a maior nota que é do setor de turismo a sétima do Brasil e sétima maior do setor do Turismo no mundo com alguns destaques né Principalmente no nosso trabalho com comunidades e trabalhadores e aqui eu coloco essa esses esse o Bom desempenho da vivalá nesses dois pontos dentro da nossa avaliação de impacto por muito por conta dessas 700 famílias que a gente fala
aqui em cima porque a gente faz o máximo para que o dinheiro ele Não passe por intermediários a gente faz o máximo para que esse dinheiro do Turismo a gente eh contrate diretamente faça contratos diretos com as famílias com os com por exemplo lideranças indígenas com lideranças comunitárias e a gente tem no nosso time de campo que é uma extensão do nosso time de escritório ou seja a gente tem pessoas que trabalham dentro do nosso escritório virtual porque somos uma empresa remota hoje espalhada pelo Brasil e temos as pessoas que são do nosso time e
acompanha as viagens né lá no começo eu e Daniel A gente ia em quase todas as viagens até 2021 hoje é como a gente tem muitos destinos expedições acontecendo praticamente todos os meses em vários destinos a gente tem pessoas recrutadas das próprias comunidades para serem essas facilitadoras essas anfitriãs essas pessoas que articulam os roteiros Então dentro do nosso time a gente tem uma uma diversidade super bacana de pessoas indígenas ribeirinhas nativas das próprias comunidades fazendo parte do nosso time vestindo a camiseta da vivalá literalmente eh e recebendo esses Viajantes na ponta então eles essas pessoas
eh fazem parte do nosso time São extensão e a e enfim trouxe tudo isso porque é é parte dessa avaliação do sistema B que a gente tem muito orgulho e e conseguimos conquistar assim com esse trabalho que eu também acredito que é muito bacana aqui eu não posso ficar falando muito também senão eu me empolgo mas Mas vamos lá e no ano passado a gente também fundou o Instituto samaúma que é um braço sem fins lucrativos da vivalá que tem e um um viés de também eh conseguir atrair eh e e prover essas experiências de
turismo sustentável para uma parte da da população em específico crianças em situação economicamente vulnerável que não tem Às vezes a oportunidade de realizar esse tipo de turismo e a gente tá abriu esse braço e mas por enquanto a gente tá ainda engatinhando com esse Instituto eu não vou me alongar aqui nele aqui o foco vai ser mais a vivalá mas só colocando aqui como uma uma ação recente Nossa também seguindo onde a gente atua a gente como eu falei lá em cima né 24 unidades de conservações e terras indígenas eh nos últimos 2 anos a
gente evoluiu muito no nosso na nossa abertura de destinos principalmente pro Sudeste até então então dizemos digamos aí que até 2022 a nossa atuação tava muito concentrada pro norte Amazônia legal que é também onde a gente começou e é onde a gente tem o maior impacto o maior eh track Record né o maior histórico de impacto e onde a gente também eh tem mais história para contar e todas as histórias que eu vou contar daqui para frente a maioria tá lá mas os nossos destinos no Norte são eh hoje também além de tudo isso que
eu falei né em questão de experiência e tempo também são Hoje os que mais atraem Viajantes né isso é uma coisa que às vezes surpreende as pessoas mas sim hoje a vivalá é não só é referência em turismo sustentável no Brasil mas em especial na Amazônia eh também pelo tempo mas é onde mais pessoas chegam seja por indicação seja por curiosidade e também é um é um um bioma que as pessoas estão se sentindo cada vez mais atraídas a conhecer eh então isso desde desde o início do nosso trabalho sempre a Amazônia tem sido uma
protagonista né dentro desse portfólio extenso de destinos que nós temos porém trabalhar na Amazônia não foi fácil e é cercado de desafios eh mas as respostas também estão sendo encontradas por nós e por mais uma infinidade de negócios acho que vocês vão conhecer não somente a vivalá mas outros cases que também estão encontrando respostas muito interessantes para pros desafios e pros vazios institucionais que acontecem e que existem na Amazônia e aqui tem um pouco desses desses Desafios que a gente encontrou desde 2017 e algumas das respostas que a viva lá encontrou então para trabalhar com
o turismo lá né a gente entendeu que existe um certo despreparo paraa hospitalidade eh e aqui é muito bom fazer uma uma separação Clara de que existe aquela hospitalidade que é extremamente intuitiva e quem talvez já tenha visitado alguma comunidade por lá acho que isso fica muito claro que é as pessoas abrem as portas as pessoas sorriem oferecem uma refeição oferecem eh uma uma bebida um chá ou qualquer outra coisa um suco porém às vezes ess esse despreparo que a gente sente não é nem essa parte intuitiva que às vezes é a mais cativante de
todas porém é aquela hospitalidade mais turística então um exemplo que que a gente encontrou que eu vou citar aqui para vocês que inclusive eh veio através dessas 8.000 horas aqui tá oit mas são nove né aqui faltou atualizado lá em cima tá um nome eh de trabalho voluntário que a gente investiu na capacitação profissional das pessoas das comunidades que a gente atua e atua na Amazônia eh um dos exemplos uns primeiros assim é uma das coisas que eu mais gosto de citar porque veio na na segunda ou terceira mentoria indo paraa RDS reserva de desenvolvimento
sustentável do Rio Negro eh voluntários chegaram e falaram assim pô adorei a sua Pousada mas sabe o que seria legal se você preparasse uma uma uma toalha e você botasse junto com a toalha um sabonete e um shampoo da suea que é a sua vizinha literalmente mora no mesmo terreno e faz sabonete e cosméticos com ingredientes da Amazônia alguns que ela coleta no próprio quintal outros que ela compra da região e ela faz ali eh eh os produtos dela por que que você não compra os produtos dela coloca como um Mimo na recepção e a
verdade é que a a a a proprietária da pousada não fazia isso não porque ela não queria tomar esse custo ou qualquer coisa do tipo mas simplesmente porque ela não tinha esse repertório de que é bacana é legal receber eh as pessoas seus hóspedes com essa arrumação com esse preparo Então as vezes esse trabalho de capacitação profissional não somente ele vai trazer uma parte técnica mas também vai trazer uma parte de repertório Então as pessoas né que viajam o Brasil ou o mundo e visitam Às vezes a Amazônia elas podem trazer sugestões claro que a
gente sempre fazia uma uma também uma preparação para pra pessoa não chegar lá achando que ia mudar tudo de uma hora para outra também não tem nada disso A ideia é fazer com que isso seja uma troca eh de igual para igual né aquela coisa que a gente sempre falava também nos nossos treinamentos de mestre e aprendiz todo mundo é Mestre Todo too mundo é Aprendiz ali naquela conversa então não tem nada de Ah eu tenho esse repertório então eu vou falar para você fazer tudo mudar tudo aqui na comunidade não era isso também mas
não dá para negar que esse trabalho todo e essas horas de voluntariado ajudaram no desenvolvimento das Comunidades eh outro problema que a gente encontrava e encontra ainda nessas comunidades é a parte de informalidade quando a gente chegou 95% dos negócios que a gente trabalhava como fornecedor turísticos eram informais hoje ainda existe uma parcela que tá nesse processo eh existem vários desafios para formalização mas a gente tem feito um trabalho muito intenso de eh ajudar pegar na mão das pessoas que precisam às vezes de alguma de algum apoio e pô Vamos conectar com órgãos públicos Vamos
conectar com com articuladores que podem apoiar na parte de formalização como que essas pessoas podem eh formalizar seus negócios sem sem que haja também nenhum ônus né para elas no quesito de Putz o turismo nem é a minha a minha atividade principal Será que eu preciso mesmo me formalizar e a gente vai vendo qual que é a melhor o melhor caminho para cada um desses negócios para que a gente consiga eh eh formalizá-la e também assim né formalizando o negócio garantindo direitos eh para esses negócios né também e depois cobrar também alguns direitos e alguma
participação eh e voz também nas tomadas de decisão que podem influenciar ali na região e nas comunidades por fim a dificuldade de atração de Viajantes é algo também que a gente vê muito nessas nessas eh eh comunidades e existem vários desafios embutidos aqui que extrapolam o turismo desde conectividade eh né falta de comunicação e etc isso existe mas o que a gente consegue fazer como um projeto uma empresa que fala de turismo eh junto com a parte de trabalho voluntário a gente também apoia na criação das oficinas e dos produtos turísticos então trabalhar esses empreendedores
para que eles criem produtos que possam ser eh incluídos dentro de eh experiências turísticas vivências então a pessoa que fazia geleia de Caçu agora ela faz também uma oficina de doces Amazônicos onde as pessoas podem fazer uma gel com Açu ou um doce de leite com castanha do Brasil que se você falar do Pará no Amazonas o pessoal não vai gostar ISO foi uma coisa que das primeiras coisas que eu aprendi eh então um um doce de leite com castanha ou com outras frutas dependendo da época é uma experiência que a hoje faz parte de
boa parte dos roteiros turísticos dentro de uma das comunidades que a gente trabalha é um meliponário que faz que uma empreendedora faz Mel agora ela também eh recebe não só Viajantes mais escolas para apresentar seu projeto e por aí vai E com isso né com esse trabalho na ponta Eu acho que isso é muito importante também né tá próximo da ponta principalmente no turismo a gente fala de desse dinheiro chegar na ponta da da vida da ponta ser impactado através do Turismo com esse trabalho de base lá a gente consegue criar uma rede de possibilidades
e com esse produto sólido e encorpado a gente consegue fazer com que eh o produto seja bom Isso vá né quando um viajante vai ele espalha a palavra de que pô esse roteiro é incrível você deve ir lá tem muita coisa para fazer não é só navegar no barco ou observar fauna e flora o que é excelente muito legal também mas também tem muita gente né na floresta não é só aquela imagem de Drone que a gente vê o Rio e as a Copa das Árvores ali embaixo tem muita gente fazendo coisa legal também e
isso é uma coisa muito bacana da gente trabalhar nos roteiros Principalmente quando a gente fala de base Comunitária né fala das pessoas que estão na Amazônia também aqui eu vou passar rapidinho pelos cases também há dois cases aqui que a gente tem eh numa na RD do Rio Negro também que eu tô falando mais aqui que é uma das unidades de conservação que a gente tem mais presença a gente também na Amazônia tem na flona Tapajó tem na aldeia indígena chanau que eu citei lá em cima vamos começar com terra indígena e anomi em breve
no pico da neblina mas aqui dois cases eu trago da RDS do Rio Negro primeiro deles é um case de um trabalho de Meio Ambiente eh existe lá o projeto quelônios do Rio Negro inspirado no Projeto Tamar de um ribeirinho que é uma liderança Comunitária e tem essa essa assumiu a missão de regenerar a vida marinha do Rio Negro partindo dos quelonios né como que são animais de casco né tartarugas cágados E aí a ideia aqui é trabalhar com tanto a parte pedagógica então o o projeto kones recebe eh escolas recebe os grupos faz uma
apresentação esse dinheiro do Turismo eh faz a roda do projeto girar também e é muito importante para que eh eles façam ali todas as dinâmicas que eles precisam para remunerar também as comunidades que preservam e levam por exemplo ovos de quelônios pro projeto para serem chocados lá então existe toda uma dinâmica aqui que o dinheiro que vem através da visita est ação do Turismo ele no final das contas ele chega até as comunidades como incentivo para as comunidades não matarem Esses animais ou não consumirem né seja para eh eh existe até uma uma cultura de
consumo né para para alimentação para evitar que isso aconteça eh esse dinheiro ele é revertido para as comunidades e as comunidades eh apoiam também na preservação dos quelônios concentrando lá toda a preservação e os ovos e chocagem criação dos animais e por isso para conseguir fazer esse esse Impacto acontecer o projeto também precisa de voluntários e aí a gente com aquele programa com alguns daqueles programas de voluntarismo a gente manda voluntários para lá para que eles apoiem as pessoas do projeto e apoiem esse Impacto eh fazendo com que né Essa parte do volunturismo aconteça também
com o impacto ambiental e os voluntários ficam hospedados na casa de comunitários ou seja famílias da Comunidade recebem e com isso também conseguem eh isso gerar renda paraas comunidades gera renda PR as famílias então é um projeto bastante Bacana esse daqui do do Case do projeto dos kelos segundo Case é o parte das empreendedoras de bioeconomia como eu falei também na RDS do Rio Negro aqui todo esse mosaico né todas essas mulheres são empreendedoras que foram mentoradas dentro do nosso programa e hoje fazem parte de alguma maneira dos nossos roteiros turísticos com suas oficinas então
a Carlin e Ariane fizeram Carimbó da Amazônia fazem uma oficina super bacana de Carimbó e agora tão já fazem dois anos que incluírem o boib bumbá né parte do ritmo que agora também o festival de Parentins se popularizou ainda mais né Para Além do Amazonas Mas elas também já incluíam a parte algumas danças do boib bumbá eh nas oficinas a Gisele que chegou no momento super difícil da vida dela numa das nossas numa das nossas mentorias falou que ela Deus tinha dado um dom para ela que eram as mãos dela e que ela precisava queria
muito fazer algo com aquilo que e ela era com esse dom né de massagear ela precisava eh saber como que ela conseguiria aproveitar isso e hoje ela é uma das ela é a prestadora de serviço de massagem em várias pousadas e da região a nild tem acabou House uma pousada que cresceu muito nos últimos SOS anos Alessandra foi o exemplo que eu falei da gele cupuaçu hoje faz oficinas de doce neua que tem meliponário flor do Taxi que também faz as oficinas de de mel e aqui a gente tem outros exemplos principalmente de artesãs que
trabalham ali com insumos da floresta seja semente de Açaí algumas fibras para fazerem seus produtos madeiras também que coletam e algumas de eh alimentação também que lá se extremamente bem eu sou um fã da culinária Amazônica e quem ainda não provou prove porque é incrível e aí para finalizar a minha fala né Eu tô aqui para deixar algumas possibilidades de impulsionamento através do Turismo ou também em negócios que estão dentro da Amazônia né então Eh isso daqui se se Alia não só com quem quer trabalhar com turismo mas também com quem quer trabalhar na Amazônia
como um todo então quando a gente gente fala né de desenvolvimento territorial e de desenvolver comunidades é muito importante que a gente envolva as comunidades Ouça as comunidades E aí trabalha um programa de capacitação profissional eh aqui no nosso caso né orientado a hospitalidade envolvimento turístico mas em outros casos é possível que seja orientada por exemplo a educação ambiental ou para outros diversos temas que podem se encaixar em diversos perfis de negócios eh o grande ponto aqui é entender também o que a comunidade quer receber né então isso foi foi parte do nosso projeto foi
parte do nosso processo de sempre ouvir o que que as comunidades gostariam de receber não é porque se a gente foi falar de vendas e de marketing não é porque a gente daqui trouxe e falou ó é muito importante que vocês aprendam marketing não as pessoas falaram falavam que queriam aprender a divulgar seus negócios que precisavam atrair mais pessoas precisavam definir melhor os seus negócios não sabiam direito como explicar e e a gente encapsulou isso em alguns conceitos e conteúdos de marketing levou isso e o resultado foi muito positivo Mas se a gente fosse só
trouxesse o que a gente quisesse eu tenho certeza que não não teria adesão que teve ao longo desse tempo quando a gente fala de conservação de biodiversidade a gente também consegue construir produtos turísticos como o cas de meio ambiente que a gente acabou de ver viés pedagógico preparado para receber grupos e escolas contando também e tendo em mente que o eco turismo o turismo de natureza de base Comunitária ele por definição é uma experiência Educacional é uma experiência pedagógica então às vezes é claro que um viajante que vai passar suas férias na na Amazônia ele
não necessariamente quer passar o tempo inteiro ouvindo Eh eh palestras sobre um projeto ou sobre Impacto ele também quer o ter o tempo de descanso ele quer ter o tempo de rede de navegação mergulho no rio porém é importante e para pra gente é inegociável também que isso faça parte da experiência como um todo para que essa pessoa também aprenda né com toda essa experiência e visite Eh esses projetos ao longo da sua experiência para recebimento de Viajantes a gente sempre tem aqui tem que fazer uma avaliação de estrutura né de camas cozinha banheiro gestão
do lixo e aqui né Tem coisas que o nós como turismo e às vezes com projetos que atuam nas comunidades podemos fazer e e e ajudar de alguma maneira como construção de banheiros eh ajuda na melhoria de estrutura sinalização isso tudo é possível Porém quando a gente começa a falar de questões um pouco mais estruturais como saneamento numa escala um pouco maior aí a gente já começa a bater nas Barreiras do que é possível fazer como projetos locais ou como o que é possível fazer como uma empresa de turismo no nosso caso então a gente
consegue apoiar às vezes pontualmente nessa melhoria da estrutura mas eh às vezes não de comunidade de uma comunidade inteira ou de comunidades no plural a gente às vezes não consegue né assumir esse desafio de pô vamos fazer aqui uma estrutura de vários banheiros ou de uma uma estrutura de receber Viajantes isso é sempre eh é importante saber o limite também das organizações e tentar a máximo né se se aliar com todas as as órgãos gestores para que às vezes essas melhorias sejam feitas em conjunto tem a possibilidade de voluntaristas que a gente que eu acabei
de falar também né às vezes projetos que precisam de de mão de obra precisam de apoio eh com esses voluntaristas pode ocorrer também essa parte não apenas no no modelo que a vivalá trabalha que é eh vendendo essa experiência de turismo de base Comunitária mesclada com volum turismo e O Viajante ele paga né o valor de um produto turístico é um pouco mais encorpado mas também é possível fazer o que é chamado de work Exchange que é o Qual a pessoa paga na verdade só um valor mais simbólico pela viagem eh pela estadia principalmente e
troca essa estadia normalmente por eh seu trabalho por sua força de trabalho eh por fim existe uma oportunidade aqui muito grande que é a cop 30 2025 Belém do Pará recebe a cop e a gente já vem recebendo muita demanda de pessoas querendo pelo menos preparar o terreno para receberem o o alto volume de Viajantes e de profissionais pessoas envolvidas na sustentabilidade que estarão na Amazônia durante esse período já começando ali no final desse ano de 2024 indo até 2025 eh muita gente interessada em conhecer a Amazônia em t lá e também as pessoas da
Amazônia com quem a gente trabalha também interessadas em fortalecer aquela estrutura para estarem Preparadas e preparados para receber esse esse Impacto gigantesco que a cop vai trazer então isso daqui tem uma oportunidade muito grande que tem aí pela frente Nossa Pedro muito interessante a a experiência de vocês a gente conseguiu visualizar aqui com com tudo que você trouxe eh da forma com que a vivalá tá estruturada como vocês operam nesse Território que de fato o os os grandes temas que a gente tá trabalhando aqui no curso eles estão muito presentes né porque quando a gente
fala de espiritualidade e empreendedorismo tem essa ética né do Cuidado com as pessoas com as relações com o planeta acho que isso também de outra forma tem sido abordada enquanto isg né que é é olhar paraas relações eh então Eh apesar de ser né uma atividade né uma empresa existe toda uma ética de como fazer isso então a gente sempre fala né que o que a gente faz é importante mas talvez como a gente faz seja tão importante assim então eh e eu acho que isso também fica evidente com a pontuação que vocês têm no
Bia na Bia eh e ser uma empresa b certificada então muito feliz de conhecer mais de pertinho o case de vocês e aí queria aproveitar que a gente tá aqui junto hoje e te perguntar um pouco sobre né esse dia a dia a gente tem falado aqui também muito sobre a questão da justiça climática e a gente queria queria ouvir um pouco de ti como que vocês nesses últimos anos 7 anos pelo menos trabalhando diretamente na Amazônia O que que você já percebeu de mudanças né dos impactos das mudanças climáticas eh como que vocês têm
lidado com isso porque nós estamos nesse momento né de gravação do curso enquanto o Rio Grande do Sul tá lá embaixo d'água uma tragédia enorme sem precedentes né ambiental uma crise humanitária e ambiental eh já tem anunciado que a na Amazônia esse ano a gente vai ter uma seca mais mai do que ano passado que já tinha sido a maior seca da história né então a gente olhando né pro cenário onde a gente tá vivendo agora como que vocês visualizam assim o que já aconteceu e como que vocês estão enfrentando esse os efeitos das mudanças
climáticas certo Dora obrigado pela pergunta olha é visível de que os eventos né Talvez o que eu fale seja já Óbvio para algumas pessoas mas eh nós que estamos um pouco mais indo para lá recorrentemente estando na ponta e conversando com essas pessoas é claríssimo que esses eventos mais os eventos extremos eles estão cada vez mais frequentes então eu vou te falar assim que em 2021 eu tive em julho no Amazonas Que que foi a maior cheia da história eh superando uma que ocorreu em 2012 se eu não não me engano e na época eu
vi a gente não conseguiu realizar alguns passeios porque a água chegou onde nunca antes tinha chegado e tinha alagado o atelierê de alguns provedores de oficina Em contrapartida no ano passado que foi a maior seca do do do da história ou seja com 2 anos e meio 2 anos e 4 meses mais ou menos de intervalo entre um evento e outro a gente teve a maior cheia da história a maior seca da história e essa foto aqui desse slide esse trecho aqui ele era terra ele tem aqui cerca de de 4 m de profundidade mais
ou menos tudo aqui E esse Lago virou areia tinha só um um um corgozinho praticamente passando no meio ali que é onde algumas algumas eh Canoas bem leves conseguiam se se locomover essa Canoa por exemplo de madeira que é onde a gente leva grupos maiores e ela é pesada ela não conseguia Navegar então eh é muito quando a gente começa né aí todo mês por exemplo pras comunidades isso esse é exemplo do Amazonas né a gente começa a ver é muita como isso tá tá influenciando não somente né claro no na atividade turística aqui que
eu t te dei exemplos de como as nossas expedições foram afetadas Mas a vida dessas pessoas é completamente ditada pela pela possibilidade pela acessibilidade que o rio provê a elas né nesse caso no caso de aldeia indígena no Acre a gente também já trabalhou com aldeias trabalha hoje com aldeias que também em 2022 em janeiro de 2022 se eu não me engano ficaram debaixo d'água com risco de deslizamento parte do o o o Igarapé que circunda a aldeia eh foi alargado porque as margens foram eh pela chuva elas elas tiveram deslizamentos e isso colocou em
em uma situação um pouco de alarme Algumas casas Então é isso tudoo eh mostra como né Não somente que as mudanças climáticas TM uma influência gigantesca na vida dessas pessoas na atividade turística em todas as atividades que essas comunidades realizam mas também né mostra aquela aquele conceito do racismo ambiental né e da desigualdade que que isso tá refletido que esses que são os guardiões da floresta são as pessoas que que estão ali na floresta preservando e e cuidando de territórios e e enxergando aquele território como casa como vida como parte da da da família deles
eh porque em algumas em algumas aldeias que a gente visitou também eles consideram o rio um irmão consideram a floresta parte da família eh são as primeiras a serem né a sofrerem e talvez as que estão mais vulneráveis com esse tipo de mudança climática porque depois com com esse tipo de de seja uma aldeia alargada ou um rio seco ou casas sendo alargadas pela cheia eh acessibilidade de água muito do que a gente tá vendo também agora né no Rio Grande do su mas acessibilidade de água de alimentos toda a logística pras pessoas irem se
abastecerem eh Então isso é um é um impacto que é muito visível e eu só vou terminar porque semana passada eu tava lá eh e conversando com um dos nossos canoeiros e foi muito interessante né Eu tava comentando com ele putz você viu que O pessoal já tá se movimentando porque esse ano parece que a seca vai ser difícil de novo tal né ele falou assim Ah mas isso não me surpreende não o meu pai sempre falava que quando vinha uma seca Severa eram mais dois anos assim de seca ruim até voltar ao normal e
quando vinha uma cheia grande era também mais um dois anos até voltar ao normal isso né Há Décadas atrás o pai dele falava isso para ele e ele falava assim ah não me surpreende que esse ano vai secar tanto porque esse ano esse ano passado secou aqui acho que a gente já tá acostumado de que esse ano vai secar bem de novo então acho que também é muito interessante a gente entender como esse né esse esses conhecimentos ancestrais que estão lá com Esses povos há séculos eh no final né é algo natural para eles então
Eh mas de fato eles sabem não somente sabem que que vai ser Severo mas eles também né Essa mesma pessoa não tô falando aqui que é normal nem nada não tô minimizando os efeitos mas ele também falou que tá cada vez mais difícil de prever né então eles também estão sentindo que não dá mais para para entender tanto como eles entendiam a natureza eles estão sentindo mudanças então Eh as mudanças climáticas estão sendo muito sentidas sim na ponta e é Um Desafio gigantesco de como a gente adapta essas comunidades para que a vida eh nesse
durante esses eventos ela não seja tão prejudicada então adaptação e mitigação desses da adaptação das Comunidades mitigação desses riscos é algo que a gente também tem trabalhado em alguns aspectos não somente paraas nossas petições Mas paraa vida nas comunidades muito bom Pedro é isso aí né Porque de fato esse as mudanças climáticas elas não são provocadas eh isoladamente né a gente vê os efeitos sendo sentidos de de formas diferentes por em lugares diferentes mas com certeza a ação precisa a ser coletiva né então não é só uma pessoa um setor se preocupando Mas de fato
eh nós enquanto sociedade a gente precisa perceber entender como é que acontece e cada um se envolvendo né onde pode para que a gente possa fazer as mudanças necessárias para pra gente poder enfrentar o problema e sobretudo começar a construir soluções eh e mudanças estruturais de fato no nosso estilo de vida na forma com que a gente eh eh no que a gente apoia no nosso dia a dia né porque senão ficar esperando que os resultados mudem e fazendo as mesmas coisas é uma é uma baita de uma ilusão né Então queria te parabenizar pelo
teu trabalho pelo trabalho da vivalá desejar uma vida longa aí para vocês paraa empresa e para todas as ações que vocês estão fazendo e sempre muito bem-vindos aqui no no projeto Amazônia viva em todo o nosso ecossistema muito obrigada Eu que agradeço a oportunidade né de falar sobre a viva Live sobre assuntos que eu sou apaixonado deixa aqui meus contatos né Se as pessoas quiserem entrar em contato conosco entender um pouco mais a gente tá à disposição aí para para conversas e trocas de ideias a respeito desse que é desse bioma Amazônicos do Turismo de
base Comunitária sobre negócios sociais e por aí vai empreendedorismo então Eh estamos muito feliz em fazer parte aqui da Amazonia viv então agradeço novamente o convite [Música] [Aplausos] [Música]