[Música] [Aplausos] [Música] como deve ser fundamentada ética no mundo contemporâneo essa questão surge com força diante da crise dos valores tradicionais baseados na idéia de um bem e mal absolutos no programa de hoje o filósofo psicanalista andré martins fundamento uma ética para a contemporaneidade valendo-se do pensamento de espinosa mit e o helicóptero a ontologia que estava por detrás dos valores tradicionais que a gente tem é basicamente que continuam presentes até hoje mas que basicamente taria um calcário na idéia de bem e de mal e que teriam durante séculos e séculos nego ou é o mesmo
desde o início da história do ocidente e na história da filosofia desde platão é fundamentado as ações humanas num ou pelo menos as intenções de ação humana ela sempre se basear ão e essa própria idéia de bem e de mal sempre se baseou num montou logia no sentido se de uma interpretação do real e da realidade de separação entre o corpo ea mente ou mais tradicionalmente entre o corpo ea alma e dentro dessa separação acreditava se que os valores verdadeiros não seriam ou eram valores verdadeiros justamente porque seriam valores universais platão acreditava que o homem
experimentava duas realidades distintas mundo dos sentidos mundo das idéias os sentidos por serem perfeitos não nos proporcionam um conhecimento claro da realidade por isso ela se apresenta de modo finito e imutável é a sua famosa alegoria da caverna já no mundo das idéias a realidade experimentada pela razão por isso conhecido em sua totalidade o mundo das idéias continha formas que nunca mudavam nem se extinguir essas formas correspondiam a valores ditos universais como bem belo a justiça dá moral tradicional ela buscava essa universalidade dos valores e foi justamente isso que no século passado num já século
passado século 20 entrou em crise entre o incrível por questões sociais num entrou em crise porque acreditava se que a razão universal era um sinônimo do bem e no entanto o século 20 que foi o século a de maior avanço da ciência foi também um século de das maiores guerras e das maiores catástrofes humanas e ecológicos [Música] essa vivência na prática desse limite da razão né não só de um limite da razão mas sem acende uma falência da proposta que se tinha antes de que a razão justamente por ser universal ea ciência que decorrer dela
seria capaz de determinar os tais valores universais e portanto verdadeiros e portanto o que é o bem né então isso foi posto em questão pelo século 20 e quem determinou não os filósofos os filósofos políticos os teóricos do direito e só entra quem determina os valores como sendo universais foram sempre seres humanos e portanto pessoas singulares né então a primeira abstração que essas pessoas tiveram que fazer foi da própria singularidade da própria particularidade para tentar supostamente alçar esses critérios universais válidos para todos uma vez estabelecido os valores ditos universais transcendente era necessária uma segunda abstração
de retorno um do mundo das idéias não uma segunda extração de aplicação desses valores na vida do particular novamente esse segundo movimento essa aplicação ela sempre foi falha em toda a história ea explicação de esforços dela é que essa volta era falha porque porque a conduta humana tinha que de novo lidar com o corpo então a falha do valor universal era sempre atribuída ao corpo o dito de outro modo sempre atribuída à pessoa ao indivíduo ao singular ao particular [Música] nunca se pensou na tradição filosófica que a falha era do valor universal sempre se pensou
que a falha era do indivíduo na religião isso fica claro os pecados se devem à carne a religião tradicional do acidente é uma religião da culpa a culpa se deve ao fato de que o indivíduo não consegue porque nasci pecador e não consegue se a se encaixar nos ditames que a razão universal determina hoje que toda a tradição filosófica se fundamenta nessa separação entre corpo e alma uma valorização da alma do imaterial e do inteligível sobre o sensível o o o corpóreo no eu particular o singular com a crise dos valores tradicionais novos valores passarão
a se impor na sociedade quais são eles quem oferece uma descrição dos valores do mundo contemporâneo é de que muito palma o filósofo polonês zygmunt bauman ficou conhecido pela série de cinco livros iniciada com a obra modernidade líquida essa série palma utilizou-se da metáfora da liquidez para explicar o efeito das mudanças da modernidade sobre a condição humana a idéia é que passamos de uma fase sólida para uma fase líquida da modernidade já que atualmente nada se mantém as convenções sociais mudam rápido e constantemente transformando de maneira radical a experiência de construção de identidade do ser
humano obama fala num dos livros dele modernidade líquida a gente eu vou traduzir supor identidades líquidas no e tentar pensar assim que que diante dos valores tradicionais incrível o que caracterizaria a nossa contemporaneidade nesse sentido seria o fato da gente está sempre buscando não mais uma identidade fixa um valor fixo mais valores móveis e uma identidade imóvel o modo como eu vou explicar o palma é com a um ponto sem um detalhe da teoria abdullah khan a idéia dele do objeto a o objeto a ou mais especificamente objeto a minúsculo é um conceito central da
teoria do psicanalista francês jacques lacan o objeto a menos que não pode ser descrito como um objeto de desejo necessariamente inalcançável por isso pode também ser chamado de objeto causa do desejo a partir do momento em que sentimos a mãe como algo separado do nosso corpo passamos a ansiar por algo externo a nós mesmos que possa resgatar a antiga sensação de completude a gente teria sempre buscando um objeto mas que sempre nos escapa só que ele voltando ao mon a vantagem disso na contemporaneidade não é claro a gente pode no depois vamos colocar essa vantagem
entre aspas mas a vantagem disso seria justamente o fato de que o objeto escapa então o enquanto antes se buscava objetos que não escapavam em uma identidade congelada é para fazer frente ao mundo de mudança e de vir hoje em dia há o que se buscaria nessa leitura seria justamente que o objeto escape por quê porque se eu obtivesse um objeto há a sensação contemporânea seria muito mais de que eu estaria perdendo todos os demais seria mais ou menos a idéia sim é eu me satisfazer com a minha namorada minha esposa o namorado ou marido
é algo assim é uma escolha muito difícil assim é uma decisão difícil porque porque significaria eu deixar de poder ter todos os outros as outras mulheres de todos os outros homens num é um sentimento de ter todas as possibilidades só existe a partir do fato de que de fato não realizou nenhuma delas ou se realiza alguma delas que eu realizo efemeramente da liberdade estaria significando não realizar nada nesse mundo contemporâneo a ideia seria assim ao invés da liberdade de escolha tradicional a liberdade de escolha atual significaria a liberdade de poder escolher sempre isto é de
não escolher nada ou então de escolher nunca definitivamente não é de escolher contanto que se saiba que essa escolha é bem volátil o bem liquida sente quiser pegar o termo agora o que há em comum nos nesses dois modelos num no modelo tradicional e nesse que é majoritariamente o vigente na contemporaneidade ainda essa tecnologia por exemplo mesmo quando a gente pensa sem a contemporaneidade ela é uma cultura do corpo num sentido que é o que eu vou tentar trazer contrapondo agora de imanência não é porque porque mesmo na cultura do corpo o que se cultua
não é o próprio corpo não é a potência do próprio corpo é um modelo de corpo ou seja uma idéia de corpo continua se no mesmo 4 nismo de fundo se antes se tinha valores universais do lado do bem e se esse bem ele não se sustenta mais agora se tem novos modelos e novos ideais que não são mais aqueles universais mas que são como se fossem universais substitutivos criados pela cultura pela mídia pela propaganda estão dentro dessa idéia que ser num lugar do bem enquanto verdade universal se teria universais efêmeros digitados no entanto tal
como os universais anteriores ainda na forma de uma moral só que não mais a moral tradicional mas uma moral do consumo apesar da crise moral o funcionamento da estrutura da moral ela se mantém tal qual ela se mantém justamente porque o que define a moral que seria se a gente é definir dessa forma o homem é o cada um de nós o indivíduo se guiar por critérios externos esse modelo continua vigente nessa contemporaneidade né então a idéia de causas externas para a nossa conduta para o nosso agir para os nossos afetos ela permanece não seja
na na época ou ainda hoje quando vigoram os valores tradicionais seja com novos valores ao longo da tradição essa primeira abstração nunca foi posta em questão a construção do bem em conta o valor absoluto e verdadeiro moral agora essa imposição desse valor o indivíduo sempre deu errado hoje em dia a ideia seria que justamente até aquela construção foi posta em questão até a construção da verdade universal foi posta em questão então como a aplicação nunca deu muito certo mesmo porque não tinha como data que nós somos singulares não tem como né em se submeter a
esses ditames universais o que resultou disso foi um certo nervosismo 11 acerto certo vazio de valor uma certa crise de valores e o que substituiu estaria substituindo isso na contemporaneidade feira então esses valores efêmeros baseados nessa busca sem fim do de um objeto de desejo que de fato não se quer encontrar na sensação de que caso seja encontrado o desejo de se deixar ele ir embora tenham substituído os valores rígidos da tradição os valores móveis e efêmeros da atualidade ainda funcionam de fora pra dentro ou seja não partem da própria vida mas de idéias modelos
externos aos quais todos os homens devem se adequar mas alguns filósofos apontar uma saída para isso no próximo bloco espinosa elite [Música] [Aplausos] [Música] tradicionalmente o homem valorizou exercício da razão o cultivo da mente sempre foi visto como uma atividade mais nobre do corpo como se ocorresse uma espécie de plano superior essa visão de corpo e mente como conceito separados se manteve ao longo da história está até mais acentuada nos dias de hoje alguns filósofos criticaram este modelo um deles foi espinosa que acreditava numa espécie de unidade entre os dois pouco antes de 1660 espinosa
conhecer o reino de kart na época o filósofo já com muitos seguidores o encontro foi marcante ea filosofia de espinosa acabaria se transformando tanto numa continuação como uma reação ao filósofo francês espinosa discordou profundamente de muitos aspectos da teoria metafísica cartesiana como a transcendência de deus o livre arbítrio ea separação entre corpo e mente para espinoza as doutrinas cartesianas impediam a compreensão do mundo e isso o estimulou a desenvolver sua própria teoria exposta na sua obra mais importante a ética agora essa unidade do indivíduo não quer dizer que ela seja uma unidade fixa ou para
usar é o nosso tema congelada ou sólida monolítica ao contrário a a a unidade de que fala o espinosa é a unidade de um indivíduo constituído de infinitos indivíduos então quando ele diz indivíduo não quer dizer que não possa ser dividido pode ser dividido só que existem certas divisões nossas na imprensa a gente perde sei lá um dedo o corta o cabelo é que essas partes que a gente perdeu não quebraram a nossa unidade não quer que a gente não mude né mas enfim mas é uma mudança uma variação dentro da nossa unidade e que
existem outras mudanças que quebram as unidade por exemplo quando a gente morre seja porque causa for não é então o nesse sentido que o indivíduo seria composto de infinito indivíduos que nós somos constituídos de infinitas partes mas porque infinitas e não numerosas também outra coisa extremamente contemporânea do espinosa que o numerosas estaria dizendo que as partes existem separadamente ea idéia dele de que nada existe separadamente são tudo todas as coisas são modificações de uma mesma substância nos permite dizer que se trata de infinitos indivíduos se a gente tem uma antologia como espinosa em que o
mundo a existência é é uma só substância não existe nada para além da do real da existência isto é o espinosa é o primeiro filósofo explicitamente contrário à idéia de transcendência e portanto o primeiro filósofo explicitamente favorável a uma criadora e favorável à teoria da imanência a primeira consequência dessa teoria é de que o bem o mal enquanto valores em si não existem e que o que os homens tradicionalmente consideraram como bem e como mal na verdade era simplesmente uma abstração feita por indivíduos por singularidade por pessoas a partir do que lhes afetava bem ou
mal então que na verdade ou bem e o mal eram projeções do bom e de ruim a partir de quem acreditava que era possível transformar essas projeções em algo considerado como bom e ruim para todos só que o problema dessa operação é que esse bom esse ruim uma vez estabelecidos como universais eles se destacam eles se separam do bom e de ruim real então por exemplo você seguir o bem talvez te faça sofrer e no entanto ao cerro bem ao ser a moral universal ao ser a verdade sexy o bem o mal eles podem ser
é construído com ideias mas sob certas condições para que eles não se não não tem uma um funcionamento transcendente o termo que espinosa usa ele prefere o termo universal é de idéia é nos sonhos comuns e propriedades comuns as coisas eu digo que existe uma característica que é universal essa característica tem que estar presente na imanência no concreto no sensível na realidade no real na existência se ela tiver presente supostamente só no mundo das idéias não é universal mas é universal no sentido tradicional da palavra de uma abstração uma ficção porque individualmente a gente tem
uma fonte ética singular individual que é a que vem de nós mesmos esse ponto é fundamental para a gente entender a diferença entre esse ele não usa esse termo mas esse individualismo hipnose vista eo individualismo contemporâneo mais comum o termo que o hospital vai dizer assim aqui todos os seres humanos buscam o que lhes é útil e o que lhes é útil é o que aumenta a sua potência de agir essa potência de agir traz a idéia de potência de agir de pensar ou seja a ideia de uma realização disse a gente se sentir realizado
porque se a gente existe só na existência a filosofia de hipnose ela tá pensando o conhecimento a partir dos nossos afetos 1 então quer dizer o que aumenta a potência de agir é aquilo que me realiza em mim mesmo que é traduzido por esforço e perseverar no ser em se realizar em se expandir e é chamado pela hipnose é o termo latim do original é conatus espinosa é que nós existimos de uma forma dinâmica e que o que nos caracteriza essa vontade de expansão e de realização a gente buscaria as coisas que nos apetece ou
seja todos nós nos movemos por apetite e essas coisas que nos acontecem são aquelas que a gente sente que se compõe conosco e que aumenta a nossa potência esse apetite ele vai chamar de desejo quando no pelo fato é o quando acontece a gente se dar conta do apetite não é que então se algo me apetece eu desejo aquilo e aí eu me dou conta desse desejo o fato que complica coisa mas que explica tanto os valores tradicionais quanto essa contemporaneidade líquida é é que é eu sou consciente de que desejo mas não necessariamente consciente
do que me leva a desejar é raramente o homem é espontaneamente consciente das causas que o leva a desejar e portanto essas causas podem ser duas uma ou o próprio renato por que de algum modo quiser sempre o conatus que nos leva a desejar é sempre essa força de expansão que nos leva a desejar a gente está sempre também recebendo impressões que espinosa chamar de afecções que são as que geram os nossos afetos e reagindo a elas isso quer dizer que os nossos desejos também são mediadas pelas causas externas então a gente podia dizer assim
que nós sempre desejamos de forma interessada a ideia seria assim quando eu desejo por exemplo é comer alguma coisa que não me alimenta o que não me nutre de algum modo também é movido pelo campeonato no sentido de que eu só desejo porque que seja por intermédio da propaganda da mídia setra eu tenho a impressão de que aquilo aumenta a potência de agir o que está dizendo é que isso não faz o menor sentido porque porque nem todos os meus desejos são eu precisam ser determinadas por causas externas existem desejos que são determinados por causas
próprias que são os que expandem o nosso campeonato de fato pra tornar mais simples essa idéia não é só a gente pensar não vou dar exemplos concretos mas cada um de nós pensarmos no que a gente faz que nos faz realizado o que a gente pensa conter erros do tipo isso que eu fiz tem a minha cara com isso nisso eu me senti realizado isso me realiza é desse outro tipo de desejo que espinosa está falando e que ele está frisando e esse desejo ele é por si só ético porque porque é um desejo que
não depende de um desejo do outro de uma não realização do outro mas que é um desejo que me realiza e que provavelmente não realiza outras pessoas estão sem a necessidade do bem e do mal a gente pode entender uma ética e mais porque o bem o mal justamente viu de fora então por si só por melhores que fossem por mais bem intencionados que fossem eles funcionavam como causa externa para a nossa ação enquanto que é essa esse olhar de perto no micro o nosso funcionamento efetivo como propõe espinosa nos permite pensar de que forma
o que nos realiza é bom também para o todo é bom também para a sociedade é certa ou seja de que forma existe a possibilidade da gente pensar entender e sentir uma ética imanente no lugar de uma moral transcendente e portanto no lugar de uma moral transcendência seja a tradicional do bem e do mal seja a reativa essa que é que obama descreve é por afirmar os desejos como sendo determinadas por causas internas que espinosa serve como contraponto à sociedade de consumo em que os desejos são criados por causas externas mitch também permite um contraponto
à contemporaneidade mas a sua afirmação trágica da existência funciona como resposta o ceticismo ao niilismo ao sentimento de que nada mais vale a pena diante da crise dos valores tradicionais a partir dessa filosofia da imanência que o dnit vai propor uma filosofia da vida de afirmação da vida e por quê da vida porque a vida é o único critério que está para além de todo critério é a vida enquanto tal que tal como a gente pode seja como for the experience ala vivenciá-la vivê-la então essa vida e manente ela não pode ser julgada nos moldes
tradicionais porque para jogar lá seria preciso se colocar fora dela e portanto essa afirmação da vida ela se dá como uma afirmação do que o limite é chamado o trágico dentro da idéia de que prazer e dor estão amorosamente no passado [Música] dissesse sim algum dia um prazer ao meus amigos então dissestes também a todo o sofrimento todas as coisas a chance encadeadas entrelaçadas em lançadas pelo amor e se quisesses algum dia duas vezes o que houve uma vez se dissestes algum dia gosto de ti felicidade envolve depressa momento então que fizestes a volta de
tudo então a marcha então ele traz a gente pressa assunção da realidade somente a partir da qual a gente pode ser ativo e se sente impotente segundo o dnit o mundo é constituído de é movido pela vontade de potência e portanto constituído de um emaranhado de forças que partem pra tudo quanto é lado em todas as direções e essas forças não são sequer forças em si ou seja não dá pra dizer essa aquela outra sem forças e interação contínua e que nós mesmos enquanto indivíduos somos também constituídos dessas forças e movidos pela vontade de potência
a vontade de potência inevitável fazer a associação nem a gente tendo apresentado o espinosa é algo muito próximo dessa idéia do conatus só existe a idéia de liberar be true quando eu penso que eu posso determinar a nomeação mas se eu penso a partir dos meus afectos ou seja se eu constato de que eu sou ágil afetivamente para que haja uma mudança na minha conduta no meu comportamento é preciso antes que haja uma mudança dos meus afetos é por isso que nós assim não adianta o conhecimento se ele não for afetivo por que só o
que transforma o afeto é outro feto e ele cita o poeta romano ovídio quando dispensou melhor faça o pior é uma idéia tão comum a todos nós né e que dê justamente o que não adianta você pensar no bem e querer agir corretamente o segundo bem o segundo a moral porque se você não tiver uma transformação afetiva o conhecimento é inócuo ele é capaz de modificar os nossos afetos que no entanto são os determinantes da nossa claro que essa operação de passagem de uma razão universal por uma razão afetiva ela já faz a passagem da
moral da ética e deontologia da transcendência promotor logia da maneira no próximo bloco trataremos da imanência do ponto de vista psicológico falaremos de outro importante pensador que via a existência ea transformação afetiva pela imanência e não pela transcendência winnicott [Aplausos] [Música] donald winnicott foi um célebre pediatra e psicanalista inglês que dedicou sua vida ao estudo do desenvolvimento físico e mental infantil segundo ele a criança passa por um processo de desenvolvimento bem particular durante o qual o experimento as situações boas ou ruins proporcionadas pelos cuidados de sua mãe ou substituta maturação foi o nome dado por
winnicott para descrever esse processo que acontece desde o nascimento até à maturidade emocional na fase adulta inicialmente encontramos uma fase de dependência absoluta do bb em relação à mãe que progride gradativamente em direção à independência e à busca de realização do próprio eu a idéia do iene pode assim falando brevemente que quando a gente nasce sem antes de nascer quando a gente vai se formando no ventre materno o bebê não têm nenhuma noção de que existe um e outro ele simplesmente começa a existir não o conatus dele já está em ação ali 91 terra e
essa então existe um ponto de partida mas não existe uma noção de limite com alguma outra coisa e portanto a única experiência de mundo de vida de resistência que o feto tem um é que o bb tem é a própria que o bebê que cada um de nós se integre num eu ou se integre não se mesmo no celf isso se dá paulatinamente gradativamente a partir do fato dele existe realmente como uma coisa separada das outras mas a partir do fato de que é ao nascer a mãe vai oferecer pra ele dentro do possível num
road então a idéia de integração ela está associada ao road ea interação se dá graças ao road a tradução mais próxima na serie a sustentação mas o road enquanto o conceito não a gente mantenham no original porque seria uma ideia de uma sustentação psíquica só que essa sustentação psíquica ela se dá no para o bebê antes de mais nada como uma sustentação física não seria basicamente a idéia de que a mãe sustenta o bebê no colo e ao sustentar o bebê no colo ela está passando uma firmeza para esse bebê que pode ser melhor compreendida
negativamente se por acaso e cai dentro da idéia de que o bebê não tem noção de que existe um em um ou outro a queda não é a queda de alguém não é a queda deles eu caio sem saber que existe é um outro não sou eu que tô caindo portanto é uma queda inominável então holding é o que permite dar ao bebê esse conceito fundamental para a gente entender a nossa formação segundo o único e também a vida em geral essa integração ela se dá concomitantemente mas digamos pra gente entender melhor colocar uma segunda
etapa mas concomitantemente com o processo de do que o único chama de personalização que é a possibilidade de se situar a nossa mente no nosso corpo só para dar exemplos que o único que dá na maioria de nós quer dizer isso acontece de alguma forma no único sempre chama atenção é importante que isso aconteça de uma forma suficientemente boa e não idealizar da mente boa e isso vem do hendlin que a tradução seria manejo e que seria no caso do bebê basicamente os cuidados ao trocar fraldas dar banho no bebê que dariam claro junto com
holding é esse essa sensação de limite de pele esse contato que vai de alguma forma aos poucos demarcando o bebê como um eu ea terceira etapa que ele chama de personalização dependeria da maneira como o bebê é apresentado aos objetos no caso do bb o primeiro objeto né pelo menos assim é de uma forma geral não é apresentado o bb vai ser o seio da mãe e aí o que o único que vai tentar mostrar com uma ideia é de que assim é se o bebê sente fome e o senhor aparece o bebê que ainda
não sabe que existe um em um outro ele vai sentir a aparição desse seio a partir da necessidade dele de mamar desse senhor da madeira enfim ele vai sentir essa aparição como uma criação dele e aí quando vai chamar a atenção de que é importante que seja assim porque porque é isso que vai dar ao bebê uma experiência de onipotência que é diferente de um sentimento o adulto não o posterior de onipotência que é obviamente um delírio mas para o bb a experiência de onipotência tem a força é imanente soma psíquica de uma experiência ou
seja se o bebê de fato vive essa ilusão de que é onipotente ele vai aprender por experiência de que ele tem uma potência de que ele é importante mas se ao contrário o bb tem fome e o senhor não vem a gente pensar em uma forma bem claro sem nuvens nunca ele tem uma experiência de privação 1 isso vai forçar de algum modo a que ele distinguir 11 e um outro porque porque ele teve a necessidade nada surgiu ele teve a privação e portanto como é isso que as coisas não lhe bastam e aí ele
vai começar a aprender antes da hora digamos no sentido da sua maturação psíquica emocional ele vai começar a aprender de que ele precisa desse fora desse outro passasse às necessidades dele então isso a medida em que o bb vai crescendo passa a ser uma submissão a causa externa ou seja há o bb vai tender a primeiro reagir ao fora ou seja brigar pelo seio é ou então no outro caso se o bebê não está conforme nenhum é bom vencer e aí seria de um de privação outro de invasão e também isso força ele a ir
concluindo de que existe um em um outro porque ele não está necessitando seio por uns hoje o senhor então surge de onde então isso vai na tendência de que existe um outro e portanto eu onde existe um erro que está sendo invadida e portanto um outro que me invade e 360 1 então a idéia do do único até é assim se a mãe for suficientemente boa isso se passa suficientemente bem a mãe não ser suficientemente boa seria o bebê é é ser muito invadido por esse ambiente né pelo ambiente que o certo seja pela invasão
propriamente dita seja pela privação pela ausência e se isso acontecer que porque é o caso também é quando a mãe idealiza o ser uma boa mãe de uma forma muito forte falhas sempre existiram e essas falhas são importantes não para serem provocadas mas é mais para existirem inevitavelmente de que modo uma falha no processo de maturação se relaciona a crença na transcendência traduzida pela rigidez dos valores universais ou a crença 7km lista representada pelos modelos voláteis da sociedade de consumo o que a gente podia pensar então a partir disso é que a aaa tanto a
busca por um bem um mau externo e pela proteção que essa identidade fixa ou congelada o sólido rígida da quanto tanto quanto há a busca de uma identidade líquida ou de valores líquidos voláteis efêmeros etc há duas formas de defesa maníaca de proteção contra o medo o risco é fantasioso de desintegração que seria o medo pelo medo de não me sentir contínuo de é pelo medo de me sentir fragmentos de sentir o hoje eo amanhã como não seguros e portanto um medo de que entre hoje e amanhã aconteça uma catástrofe um colapso ou algo que
cause dano ou que me tire a vida etc etc aí eu parto ou para uma crença transcendente o transcendental oprah uma crença mais de cunho cético niilista de um consumo de pequenos prazeres e pequenas alegrias do mesmo modo por medo de uma falha na personalização um que está ligado à história do ocidente ou seja por uma sensação de que a minha mente não necessariamente se encontra no nosso no meu corpo a nossa mente não necessariamente se encontra no nosso corpo então que a partir dessa dúvida digamos que a filosofia encontrou tantos meios land justificar isso
que é tão contrário a nossa experiência ou se a gente quiser então contrário a realidade aos fatos ao fato ao real a existência por este medo aí eu tentar me fixar em coisas que seriam eternas ou ao contrário em coisas que seriam fúteis mais do mesmo modo ideais modelos ea gente poderia talvez entender melhor isso com a idéia de realização o porquê é curioso e bom pra explicação que o único que tenha dado esse nome realização e o que a gente estava pensando a partir de barro era justamente o que é que essa contemporaneidade límpida
ela não quer realizar nada porque realizar significa perder todo o resto que não se realizou então que é melhor manter o virtual do que realizar algo e mantendo no virtual mais uma vez a gente mantém as coisas no imaterial num certo sentido na idealização no modelo então seria basicamente e descem eu nunca alcança o modelo da revista da televisão que apresentar que seja um modelo de corpo e apresentar na revista na televisão mas é como se a própria pessoa tiver dizendo que bom que assim eu posso continuar correndo atrás né da da cenoura ali daquela
idéia do que ela estaria tradicional do carro em cima do burro segurando uma vareta com a cenoura eo burro vai trazer a cenoura e ainda né e então a vida continua e eu vou me anestesiando me analgesia ano a partir desses bens fetiches o que seria necessário para a realização e que encontra portanto se junta ao que o espinosa eo nit estão propondo eu acreditar que eu posso criar o mundo a idéia seria assim se o bebê teve essa experiência de impotência isto é acreditou que criou seio o que é mais interessante nisso é que
o cm existe porque se ele teve a experiência de potência ele teve a experiência de criar o que já existe isto quer dizer o quê né que eu só criou o que não existe quando eu não consigo criar o que existe então esse criar o que existe depois da experiência de potência passa a ser eu transformar o que existe e que é o que se dá em qualquer criação em qualquer realização eu me realizar elm realizar no mundo na realidade não a fantasia seja uma obra de arte seja fazendo um esporte seja o que for
e daí até enfim grandes transformações em criações na sociedade mas o fato é que eu só crio isto é eu só transforma eu só que o transformando elementos se eu crio na realidade o extremo oposto seria a idéia de um delírio ou mesmo de uma alucinação mesmo de um surto psicótico um psicótico que é justamente quando quando a pessoa naquele momento tá se sentindo tão impotente face às causas externas que ela necessita para sobrevivência psíquica inventar uma alucinação alucinar um mundo que não existe ou seja por uma falta de poder transformar o que já existe
espinosa unit o único que estão dizendo é que todos nós trazemos essa possibilidade de criar o que já existe dentro da gente e que talvez a gente possa pensar essa origem na gente e essa concepção de mundo como o mundo necessariamente afetivo como um ponto de partida que a gente já conhece por experiência é de uma idéia de uma concepção de mundo e de contemporaneidade que não sejam nem uma nostalgia uma volta aos valores tradicionais e nem uma assunção niilista a valores universais transitórios o de consumo [Música] [Aplausos] [Música] na sociedade do consumo um homem
busca sua realização através de objetos de prazer mas essa busca interminável fortalece apenas a competição eo individualismo ela não conduz a uma atitude ética que conclusões podemos tomar a respeito da busca ética de realização a partir de espinosa ritchie eo e nicole a ideia seria de da gente pensar 111 individualismo não necessariamente como negativo mas como vindo do nosso campeonato e dos nossos afetos ao ponto de não mais ser individualista só para brincar com as palavras né a gente entender o sentir que é só a gente estando bem que a gente consegue afetivamente querer de
fato o bem das outras pessoas então a ideia é assim se a gente vê atento a essa potência que nos é intrínseca e ao fato de que a gente está sempre se afetando que é só a partir dos afectos que pode existir uma ética talvez isso coloque um contraponto à tradição e à essa contemporaneidade consumista vigente que não seja mais de retorno nem de ceticismo onirismo e mais e que seja de positivação e de afirmação da contemporaneidade porque talvez enquanto a a razão universal moral que determinavam bem um mau absolutos vigorava devia ser muito mais
difícil a gente ter essa familiaridade que a gente tem hoje com essas idéias de espinosa net único tão mal ou bem é só a partir da crise desses valores tradicionais e transcendentes que se por um lado surgiram esses valores consumistas é por outro lado também se torna mais possível essa experiência que já existia tanto que está lá o espinosa no século 17 o último século 19 já existia mas que talvez encontre um solo mais fértil hoje do que antes o café filosófico fica por aqui até o próximo programa [Música]