[Música] [Risadas] [Música] [Música] bem agora eu convido a professora Franciele maraboti Costa Leite é para fazer a mediação da mesa sobre [Música] a violência e seu Impacto social na saúde com a Sueli das landes Stefani Pereira Caroline Que farão as nossas convidadas nesse momento Bom dia de novo né que satisfação a minha né eu iria presidir a mesa da professora Débora mas o Professor Getúlio teve um problema pessoal e a gente fez essa inversão Mas é uma satisfação também estar aqui agora para presidir a mesa dessas três grandes mulheres né que vão compor essa mesa
querida Sueli que já é uma parceira Nossa esteve no Nosso segundo seminário que foi online professora Sueli é doutor em ciências pela Fundação Oswaldo Cruz pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz Editora associada de Ciências Sociais nos Cadernos de Saúde Pública desde 2000 e editora da coleção criança mulher e Saúde da editora Fiocruz componha o conselho editorial da revista Saúde do coletiva integra o comitê de assessoramento de saúde coletivo e Nutrição do CNPQ Com Certeza quem estuda a parte de violência já leu vários artigos da professora Sueli desde uma satisfação Nossa muito obrigada linda bom dia
né bom dia a todos todos todos é um prazer estar aqui agradecer muito ao convite da professora Franciele uma alegria tá participando da da terceira Edição eu consegui participar quando foi ainda no momento da pandemia e mesmo assim o grupo Manteve né a continuidade Dos trabalhos parabenizar todas as pessoas que estão fazendo uma diferença que disseram senão eu vou fazer um curso eu vou me qualificar eu vou dar prosseguimento né a essa formação eu vou pedir licença para ficar ali poder interagir né então gostaria também saudar a mesa alegria de poder rever colegas tão queridas
como Sheila e Débora Edileuza e me foi demandado e a todas as colegas Desse momento né Desse encontro da mesa discutir um pouco sobre a violência e os seus impactos né seja Impacto sociais e impactos no campo da Saúde eu vou trazer uma reflexão Talvez um pouco diferente né pela própria formação eu sou socióloga de Formação então eu brincava com o Edileusa dizer assim quando você pede para um sociólogo falar você impactos sociais é tudo né é toda uma reflexão né então Mas eu acho que é interessante a gente poder ouvir né tantos diferentes Campos
do conhecimento e as suas múltiplas perspectivas e a possibilidade exatamente desse diálogo rico com os dados essas interpretações do campo das ciências sociais acho que enriquecem a leitura dos dados e dessas evidências então eu vou pedir por favor para passar eu organizei aqui essa fala pensando num certo encadeamento tá e trazer começar a partir de alguns Dados né A partir desses dados começar essa reflexão trazer alguns pressupostos teóricos para esse debate né E aí sim empreender Um percurso obviamente muito breve né até por conta do nosso tempo sobre os impactos sociais da violência né então
quando a gente está falando de impacto né a gente tá numa perspectiva de longa duração a gente não tá falando de efeitos nem de resultados a gente tá falando de uma perspectiva de Permanência né de impacto então por favor o próximo então a gente vai trazer alguns dados entendendo que esses dados eles constituem uma superfície de relações superfície não é porque é superficial é porque o que veio à tona o que pode vir à tona a partir né de uma certa sensibilidade social do que que é considerado por aquela sociedade como digno de ser registrado
como Digno importante de ser visibilizado né Superfície de dados também porque é o que a gente conseguiu construir com um sistema de informação né então quando a gente fala de dado a gente fala sempre de uma superfície de relações complexas densas e de que muita coisa não veio essa superfície não foi então próximo por favor esses dados são Dados bem recentes e eu trouxe dados do [Música] Fórum Brasileiro de Segurança Pública dados de 2022 né E que adotam uma certa metodologia que conversa com os dados da Saúde Mas tem uma outra perspectiva né então a
gente vai ter um colega também aqui né o Daniel né que vai estar certamente trabalhando com os dados com os dados [Música] eles estão trabalhando com uma categoria muito interessante que são as mortes intencionais tá então tá aí eliminando Os homicídios que não tem dolo que não tem intenção né então eles estão trabalhando com um conjunto de eventos que tem uma intencionalidade a gente vai falar um pouquinho disso à frente então foram registradas 47.5 mortes intencionais em 2022 e quando a gente vai olhar essas mortes intencionais a gente vê o que a gente já sabe
que a grande maioria das pessoas que morreram foram negras Isso é uma novidade para a gente que trabalha com dados há tantos anos não e que a maioria está nessa faixa jovem e são homens né A maioria dessas desses eventos letais com intencionalidade foi em abrangendo homens homens pretos e pardos Isso é uma novidade para quem trabalha com os dados de violência Não essa tendência permanece a mais de 30 anos a Mais de 30 anos que a gente acompanha esses dados e ver esse esse quadro aqui próximo por favor E aí olha assim o que
que compõe essa categoria mortes intencionais os homicídios dolosos tá o latrocínio que é o roubo seguido de morte lesão corporal seguida de morte e morte por intervenção policial né então Aqueles confrontos batidas nas comunidades etc etc e aí O Amarelinho né são os brancos as pessoas que morreram De cor branca e os o verde são os negros então cerveja como que isso se distribui e chama muitíssimo atenção né que das mortes por intervenção policial 83% né matou pessoas negras tá então a gente vê uma ação institucional é uma instituição do Estado né que tem uma
marca que tá aqui OK assim o latrocínio é o que mais se aproxima de um comportamento mais aproximado próximo por favor eu vou ter que correr aqui são Os dados também do fórum de segurança pública sobre violência contra mulher e aqui a gente não tem feminicídios né como vocês sabem o Brasil infelizmente também é um dos principais países né no assassinato de mulheres trans da população trans Então esse quadro também de vítima de feminicídio também traz essa marca de uma predominância da população negra Então vamos à frente pressupostos para o nosso debate próximo Por favor
todas as violências interpessoais elas estão ligadas a modelos estruturais elas estão ligadas ao modo como Aquela sociedade se organiza violência é consequência claro que essa consequência gera outras consequências né numa rede causar o complexa mas violência é sempre consequência de algum modelo social Então vamos à frente próximo por favor E qual é o tripé né qual é a o tripé dessas desses modelos estruturais que provocam as nossas violências interpessoais e as nossas violências cotidianas qual é o grande tripé um modelo um certo modelo de Capitalismo especialmente de cunho neoliberal que é o que tem crescido
com a globalização dos anos 90 para cá é um capitalismo neoliberal que fala que as políticas públicas e os direitos sociais tem que migrar para uma lógica de Mercado né política pública deve virar mercadoria é um modelo de capitalismo que diz que se você não tem poder de compra você tem menor mérito E aí começa uma rede de relações menor menor valor social que vidas que importam que vidas que não importa o modelo do patriarcado Débora já aprofundou um pouco esse modelo desse machismo estrutural né E que a gente fala isso é novo não isso
não é novo e como que se produz esse reproduz na Educação né nos modelos parentais e sobretudo e nesse fio de meada que eu tenho que falar bem rápido pelo uma herança colonial e que herança colonial é essa o racismo né O que que mobilizou o colonialismo modelo Colonial lá no 1600 uma lógica racista mas Nações coloniais diziam nós precisamos salvar Esses povos inferiores da sua própria barbare e justifica portanto que nós colonizamos a herança disso é um racismo estrutural a herança que e é uma herança É uma herança que se atualiza né que se
mantém presente nesses dados que a gente acabou de ver e o campo da Saúde acho eu trabalho nesse Campo bastante algumas décadas a gente avançou muito no enfrentamento da violência contra crianças adolescentes mulheres tá e a gente ainda discutiu muito pouco a violência contra jovens pretos de Periferia então a gente ainda tem que avançar Muito nessa discussão do racismo estrutural porque isso tá na base de olhar esses dados né e começar assim porque que é sempre nessa ordem de 70% enfim e tendências que de quanto 30 anos né então nós Profissionais de Saúde temos que
começar a discutir esses modelos claro que as suas consequências mas sobretudo esses modelos o próximo por favor eu não vou discutir sobre a questão do racismo mais próximo por Favor eu já vou pular aqui essa é a coleção de direitos humanos que no último relatório ela ratifica o que a gente já sabe no campo das relações nós temos inúmeras evidências em dados em mortes que nós somos uma sociedade racista que se reproduz na violência policial que se reproduz na violência obstétrica que se reproduz na violência do cotidiano e das relações próximo por favor não é
uma novidade o que alguns autores Como aquele me lembrem tá falando de uma necropolítico Ou seja quando uma ação de estado é responsável por definir que vidas vão valer mais e que vidas vão valer menos e esta lógica de leitura é vista por um filtro do racismo estrutural a gente está falando de uma necropolítica no caso brasileiro isso é da época da colônia isso tá implicado na história na nossa história e isso precisa ser enfrentado discutido e desconstruído próximo por favor né Quais São as estratégias que ajudam essa reprodução primeira negação dizer não nós somos
cordiais nós somos não não somos racistas a naturalização dessas desigualdades e a invisibilização a gente que trabalha com dado né uma das formas de reprodução desse racismo é quando você tira variável o próximo por favor Pode vamos passar por favor E aí os impactos né a gente já tem mil reflexões sobre os anos de vida Potencialmente perdidos com a violência a gente tem todo uma discussão o impacto da quase que da perda da do solapamento de uma geração porque quem morre são jovens isso tem repercussões na questão da Seguridade Social isso tem repercussão na reprodução
das famílias isso tem uma reprodução nas comunidades um impacto econômico de ordem de país né Tem vários estudos que já mostra que o impacto econômico das perdas por mortes por violência está numa ordem 5% do PIB Brasileiro socila né de acordo com os referenciais da pesquisa de 5 a 7% do PIB nacional agora tem um impacto para a vida das famílias uma família que perde um menino de 20 21 anos de 17 18 isso tem um impacto enorme para vida e para sustentabilidade dessa família né o impacto social de longa geração violação de um conjunto
enorme de direitos desde o direito mais fundamental que o direito à vida até o Direito reprodutivo de ter a sua maternidade garantida porque se você é uma mulher que já perdeu como a gente vê dois ou três filhos por assassinato o teu direito a maternidade também está sendo negada enfim a gente tem relação dos direitos sexuais E por aí E por aí vai né próximo por favor agora quando a gente fala de impactos Meu tempo acabou e a culpa é toda minha né porque eu me empolgo não é coisa de Professor né Professor empolga né
dois impactos que são fundamentais o da banalização da violência e o dos pânicos sociais e dos usos políticos de como administrar o enfrentamento dessas violências vou passar muito rapidamente eu posso avançar dois minutos professora Franciele Muito obrigada então dá banalização a gente tem né que alterna entre a banalização e o uso Político de um Pânico social sobre a violência Esses são os Talvez os principais impactos porque deles decorrem um monte de coisa da violência nas relações cotidianas minimiza papel o papel das instituições na produção e reprodução dessas violências se invisibiliza se naturaliza né diminui solidariedade
social né a morreu é porque tinha culpa porque fez alguma coisa porque de uma tava no lugar Errado tava vestindo a roupa errada e assim sucessivamente né E se reforça a ideia que de fato algumas vidas podem ser descartadas próximo por favor Isso é banalização se é um estudo de 1969 gente uma autora do campo da sociologia que a mil Desde da década de 60 tá discutindo o quanto que a violência é banalizada no conjunto das relações sociais do nosso país próximo por favor isso é um curso inteiro me perdoe o outro lado é o
pânico social Né e a ideia de que estamos né é a disseminação da Insegurança do Medo do Pânico e do uso político desse medo deste Pânico né então a ideia de que é preciso ter uma ordem punitiva Imperial que acabe com sempre na Perspectiva da criminalidade do controle da criminalidade isso vai dando margem né a identificação de Inimigos de classes perigosas de grupos que precisam de uma solução dura punitiva nunca tinha inclusão né então vamos para o próximo Por favor é um terreno fértil para a ideia né de que é preciso de soluções e com
salvadores com político que é mantura e quem corruptível enfim essa mitificação da ordem política a gente já conhece isso vai e volta não vai volta a novidade não próximo por favor não é à toa que essas soluções geram este dado né a ideia de que a gente precisa responder não é um estado através de políticas públicas são as decisões e as soluções Individualizadas e aí a gente tem né um crescimento exponencial de soluções né totalitárias que são contraponto de uma cultura de paz o próximo por favor pode passar E aí eu fecho aqui né a
ideia de que essas soluções geradas pela administração política de um panos Pânico social elas dão soluções que não são soluções né é a ideia de que tem uma classe perigosa que quem é essa classe perigosa tá reforçada tá sustentada num Estereótipo que é classista e racista né E que geram né soluções chamadas definitivas duras que a solução do encarceramento ou eliminação dessas pessoas e o que gera né uma alimentação né que alimenta né esse estereótipo de que existe uma classe perigosa que ela é a responsável pelo aumento da criminalidade e isso vai num ciclo né
e por fim esse é o nosso último Próximo por favor é o último cada violência que é naturalizada gera impactos sociais que alimentam seus ciclos de reprodução e assim reforçam suas causas então toda vez que a gente e essa eu acho que a reflexão que fica para nós como profissionais que trabalham com o tema ou que estamos nos qualificando nesse tema enfrentável é tá sempre com olho na causa e na consequência porque elas atuam de forma sinérgica Então se a Gente trabalha com violência contra mulher é fundamental sim ter toma cuidado de proteção de atenção
de cuidado mas tem que ter um olho nas causas O que quais são os modelos sociais que geram essas violências contra as mulheres que violências né e sobretudo O que que a gente está fazendo do ponto de vista de enfrentamento e promoção das violências contra os meninos meninos jovens pretos de Periferia né a gente tem que ter esse Olhar na causa e nas consequências senão a gente fica infelizmente reatura alimentando esse esse conjunto de relações então eu agradecer mais uma vez e estou aqui à disposição Obrigada Sueli Se eu pudesse eu daria até uns 15
minutos a mais né mas infelizmente a gente tem um tempo convido então agora Stephanie Pereira que a enfermeira mestre doutoranda em ciências pelo departamento de medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP onde que compõem o grupo de pesquisa gênero violência e saúde muito obrigada tá Stephanie Bom dia a todas a todos e todos eu queria dizer que é um prazer enorme tá aqui queria agradecer o convite Em Nome do grupo de pesquisa intervenção violência e gênero nas práticas de saúde que é coordenado pelas queridas professoras Lilian e Ana Flávia de Oliveira que infelizmente não
puderam Estar aqui hoje com a gente e queria dizer também que é um prazer ainda maior estar aqui porque eu sou capixaba Eu Sou de Aracruz e faz muito tempo que eu não venho para cá para vocês terem uma ideia eu fiquei chocada com o aeroporto gente eu ainda fecho o olho e vem a imagem daquele banheiro para Pet que é uma coisa que eu tá assim eu saí daqui o aeroporto era um galpão com segundo andar aberto e aí eu volto para viver esse novo Aeroporto de Vitória Então vou ficar ali em cima na
frente também queria agradecer eu fiz uma apresentação pensando num enfim Um percurso de de pensamento para justificar porque a violência de gênero mas eu acho que isso já foi um tempo dada aqui a Débora que falou antes de mim né as apresentações incríveis Eu também daria meus 20 minutos para continuar te ouvindo professora Sueli vou pedir para passar só fazer uma volta só um Pouquinho só para o pessoal conseguir só fazer uma propaganda também aquele QR Code é o nosso site do grupo de pesquisa durante a pandemia com fechamento dos Campos e da possibilidade da
gente ir para né para produção de dados a gente falou vamos fazer um site memória e colocar disponível para todos pesquisadores para os trabalhadores de saúde toda a nossa produção técnica e científica no site então quem quiser saber um pouquinho mais é sobre essas Pesquisas que eu vou apresentar e sobre o nosso modelo de atendimento que é o condá de conflitos familiares difíceis eu convido vocês a entrarem ali pode passar eu acho que uma primeira questão né que a gente pensa mas eu acho que já foi bastante colocado pela mesa de abertura e pelas palestrantes
anteriores é porque que a saúde se interessa pelo tema da violência né recentemente em 2020 a gente fez uma revisão bibliográfica Sobre os obstáculos e os facilitadores da tensão primária para lidar com os casos né e a gente viu esse percurso histórico nas pesquisas de quando a gente ia para campo e falava não a violência não é um problema de saúde A violência é um problema de Segurança Pública não A violência é um problema da vida privada em briga de marido e mulher não se mete a colher e as pesquisas mais recentes mais atuais que
os profissionais reconhecem que sim esse é Um problema do campo da Saúde também mas não apenas mas a gente permanece na dificuldade beleza é um problema de saúde mas o que que eu faço com esses casos a partir da saúde né pode passar E aí eu queria só fazer uma lembrança histórica muito rápida do relatório Mundial que foi feito pela Organização Mundial de Saúde em 2002 que deixa para trás o termo de mortes por causas externas e nomeia essas causas externas e lembra também né como já foi comentado Aqui que essas esses números nessas estatísticas
elas vão variar de acordo com o país com a faixa etária e com sexo lembrando aí dos marcadores sociais da diferença que vão não apenas determinar né quem é que vai sofrer determinado tipos de violência mas lembrar também que ele vai determinar como é que o serviços também vão responder a isso né o meu mestrado eu fiz dentro da Lei Maria da Penha a gente fez uma análise de 1339 processos que Estavam em andamento em uma vara que foi criada a partir da Lei e a gente entrevistou em profundidade mulheres que chegaram no momento final
da sentença né então Elas tiveram ali é o último encontro com juiz e a gente fez essa entrevista metade das nossas entrevistadas era branca e a outra metade era Negra e a gente foi tentar investigar essa rota crítica que essas mulheres percorreram né então esse caminho quando elas decidem que isso é Um problema e que elas precisam de ajuda para isso até o momento final é ali da sentença e pensar aqui também a Lei Maria da Penha né e sim a gente fez essa pesquisa dentro de uma vara mas pensar na lei Maria da Penha
Não só como uma ação punitiva né pra pra esse tipo de violência Mas também como uma política pública de articulação intersetorial que é quando também a saúde é reconhecida como parte dessa rede fundamental pro Cuidado desses casos e o que a gente achou é que as mulheres negras elas percorrem um caminho mais longo e mais tortuoso para conseguirem chegar no final desse processo e ter um direito básico de viver uma vida livre de violência e ele é mais tortuoso porque elas recebem menos informação e elas são mais hostilizadas elas vivem mais violência institucional dentro dos
serviços né porque o serviços eles não são operados Por política né Por operadores que estão ali iluminados no vácuo do espaço Mas eles estão imersos na mesma cultura nesse mesmo caldo de cultura que vai produzir os casos de violência de gênero pode passar vou passar muito rápido agora pode passar já foi colocado queria só lembrar essa nesse meio tempo ali no começo do desse século que foi colocado essa pesquisa multi países e eu sei que vai ter a tarde um tempo para falar Sobre essa a diferença das pesquisas né e como é importante a gente
pensar como é que a gente produz esses dados e como é que a gente consegue comparar esses dados de prevalência Mas essa é a primeira pesquisa que unifica e consegue comparar 10 países nos de violência por parceiro íntimo então é um estudo de base populacional que o Brasil fez parte com mais outros novos países e que buscou investigar por inquérito domiciliar a prevalência de violência Por parceiro íntimo na vida e ele foi feito e pode passar aqui aqui desculpa esqueci que eu tô no Espírito Santo em São Paulo um grande centro Urbano e na zona
da mata de Pernambuco e a gente teve enfim números alarmantes né acho que a violência é uma um dos últimos agravos em saúde que a gente fala em porcentagem e não por 100 mil habitantes né tamanha a proporção tamanho a magnitude desse problema pode passar e é desse estudo que sai aquela estatística Que tanto a gente ouve que uma em cada três mulheres ou vive ou já viveu uma situação de violência física e sexual por parceiro antígena na vida eu nem tô falando da violência psicológica aqui e eu nem tô falando de comportamentos controladores porque
esse número aumenta muito mais né E isso tem consequências Claras para a saúde pode passar agora vocês que passam slides vocês vão me odiar porque esse é daquele super animado sabe eu vou pedir bastante para Vocês passarem Então como é que a violência por parceiro íntimo a violência doméstica de gênero ela chega no serviço de saúde pode passar pode passar duas vezes isso então daquele jeito clássico né que acho que a gente já espera quando a gente pensa numa violência um hematoma uma fratura muitas questões relacionadas à saúde sexual e reprodutiva das mulheres e ST
infecção sexualmente transmissível de Repetição infecção do trato urinário dor pélvica aborto recém-nascido de baixo peso Lembrando aqui né que as mulheres em situação de violência doméstica fazem um início tardio do pré-natal né E também justifica esses resultados em saúde desmaio tontura insônia diarreia colo irritável dispneia asma pode passar e muitas e muitas e muitas questões ligadas à saúde mental Quem é que tá trabalhando em serviço de saúde eu acho Que se identifica muito né com essa chegada das mulheres apresentando esses sintomas e uma questão importante também que a gente esquece que é a negligência de
cuidados né Então as mulheres em situação de violência e por uma questão de gênero e de desigualdade da divisão do trabalho doméstico é e de cuidado são as mulheres as responsáveis pelo cuidado das crianças e dos idosos então a negligência de cuidados desse grupo Também tem sido fortemente associado a violência de gênero na literatura e uma questão que une né bastante isso pode passar mais uma vez Desculpa aí gente eu achei que eu ia ter o que passa é a dor crônica Então essas mulheres elas são bastante conhecidas na literatura e no serviços como hiperutilizadoras
então é aquela mulher que hoje deu entrada com uma dor na barriga semana que vem tá com uma dor de cabeça e depois tem uma dor na coluna [Música] e já fizeram vários exames e procedimentos e a gente não consegue chegar aí a um diagnóstico a uma terapêutica que consiga ajudar essa mulher né pode passar e quando a gente não visibiliza a violência quando a gente fica ali então preso nesses sinais e nesses sintomas a gente acaba se sentindo impotente enquanto profissional né porque a gente não consegue ajudar essa mulher a ter uma Qualidade de
vida melhor a gente gera um alto custo da assistência né porque a gente vai ali se debruçar nessa medicina mais tecnológica para a gente conseguir fazer um diagnóstico que a gente não vai conseguir né porque a gente não visibiliza essa real causa né desses sintomas a gente vai ser pouco resolutivo e a gente vai gerar um custo muito alto para todo o sistema pode passar e eu queria lembrar aqui também né que Essas mulheres elas também assim como os operadores não estão ali sozinhas no vácuo do espaço Mas elas estão inseridas em contexto familiares e
que muitas vezes elas são mães e que a violência doméstica ela vai impactar não apenas a saúde das mulheres como a dos filhos e é muito importante a gente pensar isso no plano das políticas e também no plano das práticas né hoje a gente fez recentemente uma análise das políticas voltadas para violência contra criança e Voltadas para violência contra as mulheres e a gente tem uma um problema né de hierarquização de prioridades aqui então quando a gente olha para as políticas para as mulheres a gente tá pensando nessas mulheres que vão sair de casa que
precisam se separar que precisam de emancipação e não tô dizendo que não precisam precisam sim mas essas mulheres muitas vezes tem filhos né E quando a gente olha para essas políticas na perspectiva das Crianças a gente tem Essas políticas de família margarina mantém uma família junto o melhor lugar para criança na família e não tô negando que talvez seja mas a gente esquece que às vezes essa pessoa que precisa Cuidar dessa criança também vive uma situação de violência e na hora que a gente vai pensar as práticas A Hierarquia do cuidado das crianças acaba prevalecendo
e a gente acaba reiterando uma violação de direitos que é essa mulher continuar nessa situação pode passar E aqui só mais algumas repercussões né que a mortalidade infantil em menores de cinco anos ela é maior nas mulheres em situação de violência e questões ligadas aí ao próprio cuidado como diarreia desnutrição e a porcentagem de crianças imunizadas pode passar então como eu já comentei o uso de serviços né pela repercussão na saúde o uso de serviços de saúde ele é comum e ele é frequente entre mulheres em situação de violência E isso coloca o serviço de
saúde numa num lugar muito privilegiado para conseguir visibilizar e cuidar desses casos e por que que eu falo privilegiado porque o nosso papel é cuidar a gente não tá ali para apunir ninguém a gente não tá ali para dizer né se acontecer ou se não aconteceu para averiguar os fatos de um crime a gente tá ali para cuidar de um sofrimento de uma pessoa é com uma finalidade de melhorar a qualidade de Vida dessa pessoa e de emancipação pode passar e quando a gente olha a prevalência nos serviços de saúde e esse foi uma pesquisa
que foi feita ali em 2007 pelo grupo de pesquisa sobre a prevalência de violência parceiro íntimo em usuário de serviço de atenção primária a gente vê que a prevalência é maior do que na população geral Então se a gente for separar só violência física e sexual a gente está falando que a cada duas Mulheres que vocês viram na atenção primária uma vive eu já viveu uma situação de violência se a gente for colocar violência psicológica dentro disso a gente está falando de três em cada quatro então a gente tá falando de muita gente mas a
gente permanece com um problema né E apesar dessa pesquisa tal tanto desatualizada né Já tá em 2023 da invisibilidade dos casos quando a gente olhou prontuário dessas mulheres a gente viu que tinha registro da violência só Em 3,8% deles né então é um número muito baixo pode passar e como é que o serviços então tem respondido é essa questão da violência por parceiro íntimo no cotidiano com a medicalização né então a gente trata sintomas a gente trata as queixas que essas mulheres trazem e a gente mantém a violência na invisibilidade e a gente mantém na
invisibilidade porque os profissionais não estão preparados para abrir essa caixa de pandora né os Profissionais têm medo do que vai sair dessa caixa de pandora os profissionais não sabem o que fazer dentro dos casos e na ausência de uma tecnologia que seja reconhecida no campo da saúde para o cuidado desses casos a gente usa a tecnologia que a gente sabe que é medicar que é fazer exame ou a gente empresta uma tecnologia do direito vai para a delegacia Você Tem que denunciar né E aí a gente acaba caindo nessa mesma lógica prescritiva do Cuidado em
saúde Pode passar pode passar também e como é que o serviços podem se organizar né para oferecer um cuidado que vai ultrapassar a medicalização né que não medicalize na verdade que vai ultrapassar a medicação para esses casos propiciar a revelação dos episódios de violência combater a banalização desses episódios dentro do serviço então é preciso que a gente pergunte ativamente né E lembrando que tem toda uma técnica para a gente fazer isso né a gente tem Que sigilo a gente tem que garantir privacidade para que esses casos possam ser revelados oferecer um primeiro acolhimento tendo em
vista o cuidado integral abordar a violência fazer uma conexão direta da violência com a saúde e as mulheres já fazem essa conexão quando você consegue abordar essa questão né é muito claro para elas o quanto a violência faz mal para elas faz mal para as crianças e buscar decisões que sejam compartilhadas com a mulher Apoiando o fortalecimento e a emancipação e aqui lembrando Como já foi falado por outras palestrantes que a violência ela é um problema de saúde mas não apenas da saúde e que é necessário que seja feito uma articulação em rede pensando que
cada um vai ter um foco parcelado dentro de um objetivo comum que é a garantia do direito é uma vida sem violência pode passar mas a violência ela é um desafio para o Serviço de saúde porque ela é um tema complexo e que ela vai demandar respostas igualmente complexas né a gente está falando de respostas que sejam interprofissionais que sejam intersetoriais e que vão demandar um trabalho de equipe articulado para conseguir cuidar das diferentes demandas que essas mulheres vão ter no dia a dia e ela é um tema sensível porque enfim também tem uma questão
que Eu acho que a gente esquece né quando a gente vai falar de violência que é a questão da feminilização digamos assim dos Profissionais de Saúde e essa também é uma mudança histórica né quando a gente olha Então quem tava lá cursando medicina cursando fisioterapia e enfim antigamente e hoje que a gente tem massivamente mulheres em sala de aula né então se a gente tá falando que a prevalência de violência por parceiro íntima e uma em cada três a Gente tá falando que profissionais mulheres que viveram uma situação de violência também vão estar ali para
atender esses casos né E que isso vai mobilizar uma série de sentimentos porque se você não viveu né pela alta prevalência você com certeza conhece alguém que já viveu a sua mãe a sua irmã uma amiga próxima né então a violência ela demanda uma supervisão constante para que a gente consiga trabalhar os casos com qualidade numa perspectiva de Gênero e de direitos humanos dentro do serviço Meu tempo acabou mas esse é o meu último slide agora no final obrigada gente Obrigada Stephanie Olha aqui eu também te daria mais 15 minutos tá mas como somos caprichados
a gente não pode perder o almoço porque a gente precisa mostrar a melhor moqueca né que é capixaba né gente mas eu adoro a baiana também tá gente para ninguém ficar Então vamos lá convida então a querida Carol Call né que é Mestre Doutor empidemiologia pelo programa de pós-graduação da Universidade Federal de Pelotas com estágio na universidade de Oxford pesquisador em pós Doutora pós doutorado com atuação no centro internacional de Equidade em saúde e do centro de desenvolvimento humano e violência da Universidade Federal de Pelotas pesquisadora visitante da Universidade de Miami e pesquisadora Júnior da
comissão do lancet foi contemplada com prêmio pela Fundação inglês Welcome que estudos efeitos da violência doméstica sobre a parentalidade Eu acho que o mais importante vai ser mamãe daqui a pouquinho né gente muito obrigada Carol já estive nessa posição viajar gestante com 32 semanas não é fácil então assim é muito prestígio para nós né gente muito obrigada se ela quiser ela pode apresentar Sentadinha né gente [Música] a gente agradecer a Fran porque é uma satisfação tá aqui quando eu recebi o convite eu pensei bom votar entre 31 e 32 semanas de gestação mas não posso
perder essa oportunidade né como a Débora já falou e outras já falaram acho que é um espaço muito importante de troca a gente tem poucas oportunidades na área de ter essa troca não tem um outro evento Nacional né Para a gente Discutir violência e saúde a gente tem um pouco de inserção no Congresso de epidemiologia no Congresso de saúde coletiva Mas ainda é pouca então fico muito feliz com a oportunidade de estar aqui e também vou levantar para fazer a minha apresentação como epidemiologista também Trouxe uns dados e acho que vai complementar muito bem a
fala da professora Sueli da Stephanie da Débora que eu vou falar um pouco dos impactos na parentalidade né vou falar de Violência contra mulher acaba que a gente fala muito mais de violência contra mulher porque a de violência mais comum e que nos traz maiores impactos nas sociais e na saúde embora a Sueli trouxe também ali a questão dos homicídios muito importante e como Débora mostrou também nos slides onde a gente tem mais homicídio a gente tem mais violência contra mulher é tudo muito relacionado né as minhas pesquisas no momento ela Elas Têm focado nesse
Impacto né da violência contra mulher como isso interfere na parentalidade também no desenvolvimento da criança a gente vê na área da violência que muitas vezes até não sou tão próxima dos Profissionais de Saúde né como pesquisadora mas espero cada vez mais essa aproximação de como é evidência pode impactar realmente na prática mas o que a gente vê até mesmo na pesquisa que as áreas da violência contra mulher e contra criança elas não Dialogam sempre né em conjunto A gente vê os profissionais da área da violência contra mulher querendo da mulher e os profissionais da violência
contra criança focando na criança sem pensar na perspectiva de que tudo isso é uma família muitas vezes a gente tem que agir em conjunto então quando atualmente Eu tenho um financiamento que é da Inglaterra né para estudar Isso acaba que muitas vezes a gente não tinha incentivo aqui no país então atualmente Tem sido financiada por lá para estudar esse tópico né então vou sempre tentar trazer essa abordagem da intersecção entre a violência da mulher Valença da Criança e a família pode passar por favor trazendo só para a gente ter uma ideia que não é muito
fazem três décadas né que a gente tem Marcos importantes que nos dizem que a violência contra mulher é um problema de saúde pública né a gente teve lá em 93 Essa declaração né na conferência de beijinho declaração de que realmente a contra mulher é um problema de saúde pública e um problema de direitos humanos né que a gente tem que atuar e depois em 2015 como a Débora já trouxe também a agenda 20 30 muito importante para a gente pensar que é uma prioridade Global atualmente a gente reduzir essa violência né contra as mulheres contra
as meninas e tentar buscar essa igualdade de gênero e era uma agenda Muito focada até 2015 em prevenir mortalidade né hoje a gente tem uma agenda que é de desenvolvimento e já se reconhece que a violência ela prevenir a violência é essencial para a gente pensar nesse desenvolvimento foco não é mais imprevine mortes né e sim pensar em desenvolvimento E então 2016 a gente tem esse lançamento né de uma estratégia para a gente pensar em como usar evidência para reforçar o sistema de saúde para pensar em Como Prevenir essa violência pode passar bom então Débora
já trouxe mas aqui só trazendo a importância né Desse objetivo que a gente tem dentre os todos os objetivos da Agenda de desenvolvimento sustentável a gente tem o cinco né que busca essa igualdade de gênero e lá dentro a gente tem um indicador muito importante para monitoramento dos países né que é essa eliminação de todas as formas de violência contra mulher contra as meninas e ali eu sublinhei que é a Primeira vez que a gente reconhece que a gente também tem que cuidar desse espaço privado né o que acontece na vida da família e dentro
da casa também é para se pensar em termos de políticas e de governos né a gente tem que atuar não é responsabilidade Só do que tá acontecendo não é responsabilidade Só da família o que acontece dentro da casa né E aí a gente traz um indicador dentro desse monitoramento que é a violência entre Parceiros íntimos contra mulher e se reconhece a importância também de estudar separados efeitos dessas dos tipos de violência física sexual e a psicológica Nossa já passou 10 minutos pode passar só justificando um pouco né Porque que a todo mundo acaba falando de
violência por parceiro íntimo contra mulher porque é a forma de violência mais comum que a gente vê com se a gente for falar violência de gênero violência contra Mulher violência por parceiro íntimo tá lá né nessa intersecção e tá relacionada a vários outros tipos de violência né na família e entre outros próximo por favor E aqui as meninas já falaram bastante dos impactos na saúde mas a gente vai ter impactos diretos né como as lesões e tudo que que vai para o serviço de saúde né as doenças sexualmente transmissíveis mas a gente vai ter consequências
indiretas desse estresse crônico né que muitas vezes a mulher passa como trauma Da violência próximo bom eu como sou de Pelotas né Eu também tô representando o grupo de violência e desenvolvimento humano e aí eu trouxe para vocês um pouco dos dados do primeiro artigo que eu escrevi como parte desse financiamento que vai falar dos impactos da violência na parentalidade só mostrando para vocês quem não conhece Pelotas tá lá no extremo sul do Brasil tá tem aproximadamente 340 mil habitantes é uma Cidade considerada relativamente pobre para as cidades do sul do Brasil lá em Pelotas
então não sei se vocês já ouviram falar mas a gente tem quatro grandes estudos que são as cortes de nascimento de Pelotas tá a primeira cor que ela iniciou em 1982 por 2 pesquisadores que resolveram fazer o seu doutorado seguindo é todos os nascidos em 82 na cidade de Pelotas e depois a gente teve uma continuidade desses estudos que dá exatamente por Coincidência dos financiamentos mas dá exatamente o intervalo de 11 anos entre cada um tá e a minha atuação maior tem sido na corte de 2015 que a corte onde a gente tem mais dados
coletados de violência né Tem um professor um professor Joseph Mury que veio da Inglaterra e conseguiu financiamento e tem muito Interesse nessa temática Então a gente tem buscado coletar muito dado de violência também a primeira cor tipo um acompanhamento desde a gestação Então a gente tem seguido mais ou menos essas 20 mil famílias uma oportunidade muito grande da gente estudar essa violência ao longo do ciclo vital e gerar evidências aí que são muito importantes para a gente pensar em prevenção próximo aí só para ilustrar os acompanhamentos de cada uma das cortes de nascimento tá na
2015 Então a gente tem acompanhamento desde a gestação lá e atualmente finalizamos o acompanhamento dos 6 7 Anos dessas crianças nascidas em 2015 e a taxa de resposta tem sido muito boa em todas elas de 82 hoje tem mais de 30 anos as pessoas a gente segue com o acompanhamento de 70% né 2015 que é a mais nova Ainda temos cerca de 96% de acompanhamento próximo só para trazer aqui essa ilustração né quando a gente pensa em prevenção de violência estudar os determinantes as consequências a gente acaba focando muito mais os estudos em estudar o
nível Individual o que que acontece dentro da família como as características da família interferem nessa nessa violência mas a gente tem sempre lembrar que a gente está dentro de um modelo sócio Ecológico né a gente tem que pensar como as características da comunidade e também né maior ainda dos estados e da sociedade vão interferir nessa relação individual é uma área que o campo ainda não tem tá crescendo agora explorando né como macro tá influenciando essas Relações individuais que eu acho que é super importante então hoje eu vou falar que muito mais do nível individual mas
sempre lembrando que a gente tem que pensar nesse modelo próximo pode passar E aí puxando para área que eu vou falar agora né a gente tem todo esse sistemas influenciando as relações da família e hoje a gente tem esse modelo né de cuidado ideal para um desenvolvimento da criança onde a gente sabe que a Violência lá na família vai acabar afetando né aqueles cinco componentes ali que é a saúde a nutrição a segurança o aprendizado e as relações próximo eu vou passar brevemente então o estudo né que eu queria falar mais para vocês vou pular
os detalhes metodológicos mas a gente buscou ver como essa violência experimentada pela mãe dos três aos quatro anos da criança vai influir nas relações da mãe com o filho no mesmo momento e aos seis sete anos dela pode Passar pode passar a gente usou questionário da OMS né onde a gente investigou os três tipos de violência e eu fiz questão de nesse estudo separar a violência emocional das outras violências porque eu queria realmente mostrar esse efeito independente que a área tem focado muito mais violência física sexual e a gente fica um pouco não sabendo né
o impacto da violência emocional que também é Grande pode passar só para ilustrar para vocês a prevalência de violência por parceiro íntimo no último ano na nossa corte de 2015 então vocês podem ver lá na tabela é de 22.8%, pode passar aqui como a gente avaliou essas interações mãe e filho né a gente tem atividades que foram filmadas e codificadas por psicólogos pode passar o próximo só uma ilustração Então a gente Tem desfechos tantos positivos quanto negativos dessa parentalidade então a sensibilidade da mãe a responsabilidade e também os atos punitivos dela e a gente pergunta
tanto filmou e codificou por psicólogos quanto usou o auto relato da mãe nesse questionário que tem diferentes escalas pode passar só mostrando que é sempre um questionamento né mas quanto os outros fatores estão influindo nessa relação a Gente controlou para vários fatores que podiam né interferir na exposição no desfecho então a educação materna a renda a violência prévia da mãe tá tudo controlado nessas associações e mesmo assim a gente vê efeitos muito fortes próximo aqui podem ignorar a tabela mas só mostrando que a gente achou o resultados muito consistentes tanto para violência emocional quanto para
física sexual Então do impacto da mãe ter sido vítima de violência pelo parceiro íntimo dos três aos quatro anos da criança sobre ela relatou se ela sofreu violência emocional ela relatou uma pior relação com o filho né isso relato dela e aqui a gente não tá discutindo os mecanismos a gente sabe que a saúde mental também é profundamente impactada por essa experiência e para ambas violências a gente vê que mães que foram vítima de violência elas foram menos consistentes Nas suas práticas parentais eu não vou entrar nos detalhes dessa consistência mas depois quem tiver interesse
pode também entrar em contato e foram mais coercivas e mais punitivas com a criança próximo próximo então só mostrando que a gente tem quase todos os estudos de país de baixo média renda como o Brasil se encaixa eles mostram essa relação né de mães que sofrem mais violência também serem mais Coercitivas com os filhos mas a gente discute poucos mecanismos né E é isso que eu quero fazer nas próximas etapas da minha pesquisa que é onde qual o que que tá mediando essa relação né as mães são mais tem mais stress envolvido tem a saúde
mental né que pode estar mediando essa relação tem a questão da identidade materna e também vários estudos mostram que muitas vezes a mãe é mais coerciva porque ela tenta proteger a criança de atitudes mais severas do pai também Então ela pune primeiro para depois para tentar prevenir uma agressão mais séria tá então esses são mecanismos muito importantes para a gente avançar na área isso aí dessa culpabilização né da mãe porque senão ela tá é uma vítima de violência e daqui a pouco a gente está dizendo que ela também não é uma boa mãe a gente
sabe que a gente tem que intervir nessas práticas parentais para quebrar esse ciclo de violência intergeracional mas tem esse cuidado Próximo Então é isso só deixando essas mensagens finais né primeiro a gente tem que prevenir violência sempre pensar na prevenção primária mas a gente precisa desses programas pensados na parentalidade como abordar junto a violência contra a mulher e também as relações parentais e a violência contra criança essa importância de não culpabilizar a mãe mais uma vez e também o estudo foi super importante para Mostrar que os efeitos da violência emocional são tão importantes quanto os
da física sexual a gente viu coeficientes praticamente iguais nesse estudo tá de mostrando esse Impacto próximo e é isso a terminar com essa imagem né Eu Fico muito honrado como Débora falou e outras de estar cercado de mulheres aqui mas também acho muito importante queria parabenizar aos poucos homens que estão na plateia porque é essencial para A gente poder progre ir na área que cada vez mais homem se envolvam também obrigado [Aplausos] muito obrigada Carol excelente dados riquíssimos eu vou abrir para pergunta agora inclusive para pergunta para professora Débora né caso alguém tenha aí a
gente tem as pessoas do ladinho acho que tem algumas pessoas são tímidas né que não querem falar no microfone podem fazer no papelzinho que a gente lê Aqui mas quem quiser a gente tem um microfone aqui que a gente pode descer vem alguém da comissão aqui Tamires e pega o microfone e ver se alguém tem perguntas para plateia para mim é uma satisfação muito grande tá nessa mesa né como pesquisadora da área a gente sempre cita né Sueli a cheirar e ver né o grupo da USP é muito potente o pessoal de Pelotas então assim
essa aproximação é riquíssima para gente essa troca e É nesse grupo que tá aqui nessas Instituições que a gente se espelha né para poder fazer semelhante né então Vitória a gente também já tem feito bastante pesquisas na área da violência em 2013 2014 perdão a gente pesquisou quase mil usuários do Serviços de Saúde de Vitória pesquisando sobre a sobre as questões as violências e os dados muito próximos aos dados de São Paulo mais próximo ainda os dados de Zona da Mata já que nós nosso estado é um ficou muito tempo nos Primeiros lugares contra violência
contra mulher e a gente tem melhorando melhorando isso aos poucos e eu tenho muito orgulho de dizer que o nosso laboratório foi o primeiro a fazer o primeiro estudo de base populacional no Espírito Santo em Vitória né que é muito difícil acho que uma das grandes dificuldades no Brasil é a gente tem estudos de base populacional para a gente poder ter comparabilidade então assim como São Paulo Zona da Mata a Gente tá agora nesse grupo aí de ter dados de base populacional para mostrar a violência contra mulher na nossa capital né então assim muito grata
pela parceria né Espero que a gente estava vendo conversando isso espero que a gente possa ter trocar figurinhas né Tem muita coisa aí para se aprofundado muita coisa para ser para ser discutido ainda tá e fiquei feliz saber que você é capixaba tá Stephanie facilita muito alguém tem alguma pergunta que queira Fazer lá em cima a pergunta pode ser para Débora também tá inclusive Débora pode subir um pouquinho por gentileza Bom dia a todas grande maioria de mulheres brancas A grande maioria de mulheres brancas isso é importante a gente ressaltar assim a mesa também mulheres
brancas Então porque a pontuação aí vai a pergunta né a gente escutou aqui que é Muito importante parabéns a fala de cada representante da mesa parabéns por todo o seminário tá sendo muito produtivo mas aí quando a gente pensa em causa e consequência das violências a pergunta da professora o que fazemos para prevenção das violências E aí eu pergunto a área da saúde área ser é uma área de privilégio quanto que a gente vai racionalizar assim quando a gente vai se ver nesse Lugar de pessoas brancas que realmente quer fazer um enfrentamento das violências eu
pergunto que cor de boneca vocês compram para as filhas de vocês que literatura vocês estão lendo para as crianças de vocês que que a gente está fazendo realmente para o enfrentamento das violências essa é uma pergunta de uma mãe que tem um filho preto de 18 anos e que tá nesse risco aí olha De morrer e lá nos consultórios nos postos de saúde na própria academia quanto que a gente vai mudar a linguagem da gente claro claro claro vamos trocar previdente que a gente já Clareou demais então a gente enquanto ciência enquanto academia quando que
realmente a gente vai fazer a provocação das violências para chegar para fazer esse estreitamento entre ciência academia e povo que tá morrendo e é o povo Preto Não gente é triste isso é triste a gente só não chora quando fala porque de tão calejado que já tá já Acostumar em falar então meu nome é Sarita Faustino Eu Sou professora da rede pública tu na comissão de práticas restaurativas trabalho no enfrentamento as violências dentro da secretaria de educação junto com minha parceira merinha sou mãe do Luiz Murilo o menino preto pianista jogador de beach soccer e
que corre o risco de correr na rua e ser morto pela Polícia por ter o corpo Preto eu sou branca né então a gente sabe que nós não sofremos O que foi posto pela Sarita Mas sou filha de uma mulher negra é difícil porque a minha mãe quando ia com a gente na loja em algum lugar [Aplausos] acho que eu não vou conseguir mas quando a minha mãe ia com a gente na loja ou em algum lugar e sempre perguntavam quem era E a gente muito pequeno e ela se sentia muito mal com isso né
e eu e minha irmã Branca loira do olho azul né a gente não conseguia entender e minhas tias e sempre de uma família de prioridade de mulheres fortes então assim só para encerrar que eu quero comer a mulher que chega é muito difícil estar na cor da pele fala por si só quem é sabe Sarita e por Mais que eu não seja dessa cor mas eu sofri com isso por ter uma mãe negra Dias negras que sofrem com isso até hoje no seu dia a dia e eu tenho muito orgulho de ter no nosso grupo
pessoas negras que são tão ou mais capazes do que a gente que é de cor branca então a cor não fala por si tá o que fala por si a competência a vontade de fazer e a qualidade do que você tem feito é isso não vou falar mais nada porque eu Não estava no meu script essa parte então assim queria saudar Sarita né companheira Então é isso eu trabalho na área de violência 30 anos mais ou menos e a despeito da persistência dos dados a gente trabalha com dados né e a despeito da persistência dos
dados que não isso não é uma novidade né Essa discussão da necropolítica não é uma novidade né é persistente a gente e aí eu falo do lado de dentro Eu não tô falando do lado de fora não é uma crítica do lado de fora a gente da Saúde Tá começando a enfrentar essa discussão e tem que fazer ela com muita coragem porque a gente não aprendeu como é que que trabalha com essas questões Ah porque são questões estruturais porque são questões da história do país enfim e aí na prática as nossas respostas históricas tem sido
sempre com a discussão não sejam respostas Eficazes o efetivas ou enfim mas a gente tem historicamente apostado na questão da violência contra mulher por uma ótica de gênero que é super necessário e a discussão de violência contra por segmentos etários né a discussão da criança da mulher e tardiamente a discussão da violência contra as pessoas idosas as pessoas mais velhas Mas a questão ética e corracial o racismo das instituições né instituições de ensino de educação Policiais enfim essa é uma discussão que a saúde pública tem que enfrentar e tem que aprender aprender com quem com
os movimentos sociais aprender com quem com quem né enfim né então é um É uma longa jornada aí então é isso aí tudo bem eu acho que Sarita trouxe uma questão tão fundamental que o auditório inteiro né ficou em posição de reflexão eu acho que a cor do auditório também fala por si né e eu gostaria que Inclusive de destacar a importância da política de cotas [Aplausos] é isso que vai mudar essa realidade né e assim e progressivamente né a gente que tá na docência Vai vendo a como as nossas salas de aula vão progressivamente
mudando né E hoje eu tenho muito mais alunos negros né do que eu tinha no passado e outra coisa que é o FMG também acatou Além das cotas né também o número Extra de alunos indígenas né então esse semestre eu tenho três alunas indígenas né ela se quer disputam então se elas demandam elas entram automaticamente né E essa reflexão também tem que ser feita com os povos indígenas né Nós temos uma população minúscula né de fato a gente não tem em torno de 400 mil indígenas né e várias tribos inclusive em fase de de Extinção
que a gente tem em termos de mortalidade infantil entre indígenas é completamente né assim discrepante nós temos padrões né dos piores países do mundo e a semana no meio de Julho nós tivemos uma reunião no cidax com pesquisadoras indígenas e elas trazendo exatamente uma questão muito semelhante ao que a Sarita traz olha cansamos de ser objeto de pesquisa e nós hoje já temos algumas pesquisadoras que já estão Capacitadas encaminhando as suas pesquisas né E nós temos um outro olhar e eu acho que é isso que a gente tem que investir temos que ampliar né e
dar mais espaço né para pesquisadoras negras para pesquisadoras indígenas porque enfim As perguntas são diferentes né porque falam de um outro lugar então eu acho que a gente tem que fortalecer cada vez mais a presença de pesquisadoras negras pesquisadoras Indígenas nos nossos grupos de pesquisa para que as perguntas enfim também mudam de lugar né então obrigada Sarita pela sua reflexão eu gostaria de saudá-la também Sarita agradecer a sua reflexão e falar o quanto tem sido caro eu acho para os grupos de pesquisa né é de incluir a questão da interseccionalidade dentro das pesquisas Porque por
mais que a gente esteja estudando gênero né e o meu grupo de pesquisa fala sobre gênero e Fala sobre a violência que as mulheres vivem as mulheres não partem de uma mesma condição né E esses outros fatores vão influenciar não só viver na casa de violência doméstica a gente tem pouca diferença nos estudos populacionais né para violência por parceiro íntimo não todas as violências mas violência por parceiro íntimo e inclusive essa foi uma colocação do grupo brasileiro nessa pesquisa do MS porque ela começou com questionário sem raça cor e o Brasil Falou gente isso não
tem condição de seguir né tanto que os outros países precisaram voltar em alguns domicílios para fazer recoleta desse quesito que é essencial para a gente poder pensar e que por mais que a gente esteja falando aqui que não seja aí de forma isolada né sem pegar renda assim e a gente sabe quem são os pobres no país também né então por isso que no Brasil a gente pode falar que sim tem uma diferenciação mas é a gente Precisa pensar a partir do enfrentamento E aí eu queria citar o dossiê das mulheres negras que pegou né
desde 2003 até 2013 os feminicídios E por que que 2003 para a gente né que que tá aí no enfrentamento da violência de gênero é um Marco importante porque a criação da secretaria de política para as mulheres né e a partir disso uma série de desdobramentos como a Lei Maria da Penha em 2006 e uma expansão nunca antes vista dos serviços para atender essa população E o que esse doce mostrou pra gente é que nesse período de 10 anos o feminicídio de mulheres brancas diminuiu em 10% quase enquanto o de mulheres negras Aumentou e 54%
então a gente está falando é de novo de políticas universais que não vão abranger a todas as mulheres né e enquanto a gente fizer políticas que só algumas mulheres conseguem acessar a gente não tá falando de direito a gente ainda tá falando de Privilégio né então Privilégio de não morrer o privilégio de ser protegida pela lei Maria da Penha Não é para todas as mulheres e a gente precisa pensar isso também na formação né a gente tem se deparado agora no grupo de pesquisa e a gente tá tentando responder a pergunta do Milhão de como
é que a gente ensina Os Profissionais de Saúde né os profissionais da rede intercessorial a cuidar da violência de gênero né a incluir essa perspectiva na prática né E aí a gente tem esse Debruçado bastante no trabalho de uma pesquisadora espanhola chamada goicoléia que tem feito um trabalho muito interessante na Espanha para responder isso e a ideia de fazer treinamento e a ideia de uma capacitação ela também é importante também precisa incluir a questão racial para a gente poder pensar diferentes mulheres e as diferentes demandas né é que o movimento feminista negro tem ensinado para
a gente por muito tempo existiu epistemicídio né Dessas vozes dentro da academia então existem pesquisadoras que há muito tempo vem falando isso né E a gente tem uma contemporânea que ainda tá aqui que é a Suely carneiro e que a gente pouco ouve dentro da discussão de gênero né nas pessoas que pesquisam e que escrevem sobre o assunto então de novo Obrigada e a gente precisa estar mais atento enquanto pesquisador para incluir essa questão em todas as nossas pesquisas em todo o nosso olhar Essa é uma lente que quando a gente coloca não dá mais
para tirar obrigada eu posso Edileuza Cupertino que trabalha com violência desde 2004 Quero Agradecer esse público feminino que sustenta uma negra defendendo a violência o enfrentamento da violência né a gente falar política para as mulheres negras é muito difícil E aí você está no lugar de fala dentro da saúde para falar de violência muito mais difícil uma Pedagoga dentro da saúde para falar de violência para o público da saúde eternamente difícil muito difícil mas a gente consegue fazer alguma coisa porque a gente tem mulheres brancas né como vocês estão vendo a composição da mesa como
a Sheilinha que vem ensinando a gente negra como conduzir políticas para ajudar as mulheres em geral mas lembrando da Bel Hulk ela disse que mesmo as políticas para as mulheres não alcançam as mulheres negras e é preciso Que a gente se discuta políticas para as mulheres negras e o apoio das mulheres brancas que estão em posição de destaque para colocar a gente também condições de disputar esse espaço branco para enfrentar a violência contra mulher é muito importante esse empoderamento das mulheres brancas para as mulheres negras vai fazer a diferença daqui uns tempo é o que
eu penso muito obrigada mulheres brancas que luta por nós [Aplausos] Acho que é melhor o microfone Boa tarde a todos em relação as palestras né nós tivemos a oportunidade de termos hoje né mulheres assim de excelência aqui para nos falar da importância da violência não só aqui no estado do Espírito Santo como a gente pode ouvir de outros estados também né e assim o que eu pude perceber é que muito e grandemente do número maior de violência é o ciclo de violência o ciclo de violência em que muitos dessas Mulheres né elas passam a vida
ali naquele ciclo que não tem fim e muito disso é porque após a violência elas não conseguem de verdade sair daquela situação porque elas não tem por onde ir elas acabam retornando para aquele lá para aquele cônjuge e permanecem ali tanto elas quanto os filhos e infelizmente eu digo isso porque eu sou advogada e hoje às 10 horas da manhã eu estava numa audiência em relação a Lei Maria da Penha por violência doméstica Porque muitas das mulheres elas não conseguem sair do Lar Onde estão e mesmo que o parceiro tenha que realizar um cumprimento uma
medida protetiva ele não tem uma parente uma parede entre eles é para ele no fim é tão somente um pedaço de papel e ele não consegue na hora das emoções controlar o ponto de não se aproximar dela ao ponto de não está próximo ao ponto de não ligar porque a violência doméstica ela não é só física como vocês muitos de vocês falaram o Psicológico também é muito afetado e o psicológico ele pode estar sendo afetado à distância então infelizmente a gente ainda não consegue visualizar Pelo menos eu é um projeto algo que possa de verdade
fazer com que essas mulheres se sintam protegidas Essa não é uma pergunta eu só queria mesmo expor porque eu acho que a gente tem sim que abrir esse leque falar sobre isso de formas como a gente pode fazer com que essas mulheres se sintam Protegidas ao ponto de saírem realmente dessa situação e esse ciclo possa ter um fim Bom dia ainda a todos e a todas sou enfermeiro Antônio Coutinho Sou coordenador da comissão nacional de enfermagem forense do Conselho Federal de Enfermagem sou aqui de Vitória queria agradecer o convite também homenage a colega Franciele Maria
bote preço convite aqui e todas as palestrantes nós estamos desenvolvendo quem é Enfermeiro aqui o enfermeira presente nós estamos tentando buscar trazer um enfermeiro forense para atender as mulheres e as pessoas vítimas de violência que chega aos prontos socorros dos nossos hospitais do Brasil o Enfermeiro forense tem um olhar realmente de assistência de buscar os vestígios no corpo da mulher vítima de violência que chega ao pronto-socorro nós entendemos que a violência tá em todos os campos né da sociedade mas Existe uma falha muito grande porque as pessoas que chegam aos prontos atendimento as upas deste
país muitas vezes não são assistidas de forma adequada Ou seja você faz o atendimento assistencial pelo enfermeiro pelo médico pelo técnico de enfermagem mas aqueles vestígios que são as evidências daquele corpo maltratado aquele corpo ofendido eles muitas vezes aqueles vestígios eles se perdem com o tempo então nós precisamos Colher esses vestígios para ter as provas ao judiciário para poder realmente é buscar de alguma forma a reparação contra aquele agressor aquele perpetuador das pessoas vítima de violência então participando aqui deste debate eu acho interessante as Pesquisas mostram realmente a violência tá no patamar muito elevado desse
país mas nós queremos enquanto enfermeiros forenses Dar esta contribuição justamente daquelas pessoas que chegam nas prontas atendimento vítimas de violência para que a gente possa oferecer esses vestígios ao judiciário de uma certa forma contribuir nessa cadeia e nessa rede de proteção contra em defesa das mulheres das pessoas vítimas de violência então aparece de vocês aqui muito contribui para que a gente possa entender este cenário realmente caótico de violência Que encontramos Neste País [Aplausos] Bom dia a todos a todas e a todos eu sou Márcia trabalho com agravo violência em Vitória Sarita Muito obrigado desculpa Vila
Velha eu tô até emocionada Sarita muito obrigada pelas suas palavras e aí eu queria fazer um desabafo nós mulheres pretas somos invisibilizadas a todos os momentos e o que me choca é você ainda tem que ficar ensinando a palavra é essa para o profissional que tá na pronta Sobre letramento racial sobre as especificidades dessa mulher sobre a política pública que para essa mulher nunca chega nós somos o maior número de população Tá mas somos as que menos tem políticas públicas voltadas verdadeiramente para elas Então eu penso que as pessoas e os profissionais que estão na
ponta eu estou cansada de falar sobre letramento racial eu estou cansada de falar que é a lei 10.639 e eu estou cansada de muitas outras coisas porque a Minha mãe que é uma mulher branca que eu sou adotada não saber e olha para mim e fala para com isso que você não é preta você é morena né minha mãe fala isso eu aceito agora uma profissional falar não entender sobre colorismo sobre etnia sobre raça cor aí prejudica o meu trabalho que tô lá na ponta prejudica os dados de pesquisa do meu Município e eu tenho
sempre que ficar pagando incêndio e isso é muito grave porque não dá eu estou cansada de ficar explicando o Profissional que tá na ponta ele tem por obrigação de saber de saber lidar com as questões porque ele vai atender Justamente eu falo que nós trabalhamos com quem e com que a sociedade não quer então eu faço um acolhimento péssimo Principalmente quando uma mulher vítima de violência eu tenho que agarrar a mulher no primeiro momento se for para o segundo eu perdi a mulher porque ela não volta para o serviço se eu não conheço a rede
eu não conheço a rede do meu Município como é que eu vou encaminhar essa mulher e outra coisa tá Me desculpe pelos meus cabelos brancos não é todo profissional que tem capacidade para trabalhar com mulheres e com violência se você acha que você entende que você não tem capacidade chama o seu colega porque pior do que você o melhor entender que a sua capacidade não cobre é você revitizar essa mulher e perder ela no processo de acolhimento e serviço de saúde muito obrigado Nós vamos encerrar Márcia brilhante tá ouvindo mas é muito obrigada tá pelas
suas colocações fez fez o fechamento completo aqui para gente tá obrigada a todos a gente vai dar por encerrado Se a gente pudesse a gente continuaria aqui né falando mas a gente tem muita mesa ainda à tarde só deixa eu só avisar rapidinho uma coisa a gente tem uma um a gente tem um evento às 14 horas a gente tem uma apresentação do coral da Favela do alagoano Então são 25 crianças que estão vindo então em ponto às 14 horas eles vão apresentar Então vou pedir para vocês prestigiarem não chegarem atrasados Tá bom obrigada até
daqui a pouco [Aplausos] [Música]