Oi pessoal seja bem-vindo bem-vinda novamente hoje a gente começa um novo novo módulo a gente vai falar um pouquinho sobre psicometria então nessa primeira aula a gente vai abordar um pouco eh de forma um pouco mais Ampla as diferentes técnicas que a gente tem e a gente utiliza nesse processo de investigação nos próximos vídeos a gente vai detalhar um pouquinho aspectos relacionados aos testes psicológicos bom Então a gente vai falar de alguns conceitos básicos em psicometria a gente vai falar né de adaptação e construção quando eu construo quando eu adapto ah Dione eu sou uma
psicóloga que trabalha eh em clínica né Não tenho interesse aí na área acadêmica na área de desenvolvimento na área de adaptação de instrumentos preciso saber disso sim porque essa entender o que tá por trás dos Testes enfim das técnicas ela contribui pra autonomia profissional então quando eu sei o que que um teste precisa ter o que que um teste fala né quando ele tem evidências de validade por exemplo baseada em conteúdo baseada na estrutura interna eu posso enquanto profissional escolher as técnicas mais adequadas aí pro meu contexto tudo isso faz parte né desse processo aí
de atuação profissional na avaliação psicológica nesse vídeo a gente vai explorar um pouquinho entrevistas observação registros né documentais a gente vai falar um pouquinho sobre como isso se comporta no processo de avalia ação os testes Apesar né de terem aí um maior destaque no processo de avaliação a gente já viu que eles sozinhos eles não se constituem enquanto processo de avaliação psicológica né E que é fundamental fazer o uso de outras fontes de informação e é isso que a gente vai trabalhar um pouquinho nesse módulo né bom primeiro a gente vai falar de uma técnica
que é indispensável tá pessoal indispensável que é a entrevista a gente geralmente ente começa o processo de avaliação psicológica com uma annese que é uma entrevista detalhada aí acerca acerca de aspectos né históricos do indivíduo aspectos de saúde a entrevista ela dá pra gente informações que vão falar muito sobre a percepção do indivíduo né como a gente já viu aqui em alguns momentos a gente tem alguns aspectos que podem aí est sendo eg sintonico ou ego distônico o que que isso significa quando eu falo né que determinado sintoma tá ego sint tnico Ele tá em
sintonia com o ego então o indivíduo não percebe aquilo como prejudicial os transtornos de personalidade eles têm essa característica muito latente né geralmente a pessoa ela não percebe que aquele comportamento né que aquele padrão comportamental aquele padrão afetivo tá aí sendo prejudicial e temos também pessoas né que já têm uma perspectiva mais ego dônica que são sinais e sintomas que tão eh em dissonância com o ego então eles causam aí problemas para esse indivíduo e esse indivíduo percebe isso como prejudicial pela entrevista né a gente consegue aí acessar tanto no histórico do indivíduo né em
termos de Marcos do desenvolvimento que são fundamentais quando a gente tá falando ali né de transtornos neurocognitivos ou ainda eh perdas na funcionalidade que é também outro aspecto fundamental quando a gente tá falando de transtorno do neurodesenvolvimento a gente pode investigar né Eh hábitos que a pessoa tem rotina que a pessoa tem tudo isso através da entrevista e a gente tem né tipos de entrevista a gente pode ter entrevistas estruturadas são entrevistas com roteiros né redondinhos no qual a gente vai segui-los de forma né bem precisa temos entrevistas semiestruturadas que são as mais utilizadas tá
nesse contexto de avaliação Então a gente vai ali a gente propõe um direcionamento uma série de perguntas e a partir do que for sendo ido a gente vai ajustando né a nossa conversa sempre com o objetivo de entender um pouco mais sobre o aquele indivíduo né sobre determinado aspecto do indivíduo e ainda a gente tem entrevistas né Livres no qual a gente não tem muito bem uma estruturação a gente né o que que vai dizer se eu vou usar uma entrevista semiestruturada uma entrevista estruturada ou uma entrevista livre gente é o objetivo que você tem
então tudo gente tudo que eu vá fazer no contexto ali do processo de avaliação psicológica eu tenho que ter um objetivo bom eu vou fazer essa pergunta mas qual é o meu objetivo com essa pergunta é entender um pouco mais sobre o quê é observar o quê né Porque apesar da gente trabalhar as técnicas separadinhos então Bom entrevista observação registro testes no final das contas o que a gente tem o que vai ser interessante pro processo de avaliação é uma integração dessas informações então quando eu tô entrevistando o indivíduo quando eu tô ali fazendo perguntas
né E esperando algumas respostas eu tô também observando o comportamento dessa pessoa ao me responder determinadas coisas então né eu posso observar mudança de postura mudança no tom de voz posso observar ainda né algum movimento repetitivo que emerge aí eh de determinada pergunta e tudo isso pessoal a gente precisa observar por quê bom tô fazendo ali uma entrevista com o indivíduo e faço uma pergunta talvez sobre a mãe e percebo que esse indivíduo fica ali um pouco mais nervoso né um pouco ele se desestabiliza um pouquinho isso pode ser já né enfim gancho para que
eu faça uma outra investigação isso já pode ser um sinal de alerta para algo que eu tenha que investigar ali então a entrevista ela tem um papel fundamental nesse nosso processo aí de investigação né e não pode hipótese alguma ser deixada de lado na verdade a gente faz entrevista durante todo o nosso processo né quando a gente tá ali bom hoje Tá previsto paraa sessão talvez administração de um teste padronizado mas quando eu termino esse teste eu pergunto para indivíduo E aí como é que foi para você responder esse teste né que estratégias você usou
Isso é uma entrevista né eu tô fazendo perguntas com o objetivo de obter informação específica sobre determinado aspecto além disso a gente tem né Eh a observação a observação ela também é fundamental nesse processo e como eu já Adiantei para vocês né muitas vezes ela ocorre concomitante a administração de outras técnicas então a gente observa enquanto tá fazendo a entrevista a gente observa enquanto tá administrando ali um teste padronizado né a gente vê os diferentes tipos de comportamento que emergem ali a partir dos diferentes estímulos sejam esses verbais sejam esses né visuais que eu tô
ali propondo pro indivíduo então na observação eu observo diretamente o comportamento do indivíduo e isso faz com que né eu tenha ali já uma percepção acerca do funcionamento dele por exemplo bom chega um paciente com uma queixa ali de eh comportamentos ansiosos né comportamentos repetitivos e e ele tá eh ele vem por exemplo para investigar té né acha que por ele ter os comportamentos repetitivos ele tem té bom você vai começar sua investigação vai mobilizar uma série de técnicas né vai personalizar uma avaliação Para ele porque como a gente já adiantou aqui não tem receita
de bolo para avaliação psicológica tá pessoal cada cliente é cliente cada paciente é um paciente e aí a partir disso a gente vai planejar a nossa execução do processo Então esse indivíduo né com comportamentos ansiosos eh comportamentos repetitivos chega na avaliação e a gente começa a fazer a nossa investigação só que a gente observa que esses comportamentos repetitivos dele né emergem ali num contexto no qual o indivíduo ele tá por exemplo eh exposto a situações sociais e ele não tem mais nenhum outros nenhum dos outros critérios do T né a gente pode estar investigando Talvez
um transtorno de ansiedade social Então percebam como a observação né o momento em que esse comportamento emerge é quando ele tá sendo Instigado a enfim socializar e isso são coisas que muitas vezes a própria pessoa não tem consciência Então ela talvez não perceba que esse comportamento ele venha naquelas situações nas quais ela tá mais ansioso para interagir socialmente né por isso é importante que o psicólogo esteja atento aos comportamentos do ind Indío e a gente observa pessoal não só dentro do consultório Tá mas desde a recepção a gente tá ali observando desde o momento em
que o indivíduo faz a primeira ligação né a gente já tá ali observando se atentando a aspectos que ele vai trazer na fala o tom de voz né como é que vem a demanda como é que ele explica a demanda tudo isso a gente vai estar observando e não só o comportamento do paciente né Por exemplo quando a gente fala de de crianças a gente trabalha muito com os pais também a gente conversa muito com os pais a gente a gente observa Muitos pais então a gente tem que considerar também essas técnicas eh aplicadas enfim
com terceiros Então vou observar por exemplo a dinâmica desses pais com esse filho quando a gente faz por exemplo o psicodiagnóstico da pessoa idosa muitas vezes a gente faz eh entrevistas com por exemplo os filhos em casa eh no no consultório né ou ainda com o marido bom o que que vai decidir se eu vou fazer por exemplo uma entrevista somente com o paciente ou vou fazer uma entrevista por exemplo com os filhos e o paciente junto né no caso de uma pessoa idosa ou ainda com a criança e os pais no caso de de
psicodiagnóstico infantil os meus objetivos quando a gente né Eh eh se propõe a entrevistar as pessoas juntas então paciente E pessoas próximas do Círculo a gente pode est aí observando a dinâmica intrafamiliar então eu posso Observar se o essa pessoa idosa por exemplo é interrompida constantemente por esse filho se esse filho tá por exemplo invalidando tudo que a pessoa idosa tá dizendo eu consigo ver como por exemplo no caso do psicodiagnóstico infantil como os pais se referem à criança como os pais tratam essa criança ali né naquele naquele ambiente tudo isso é informação pra gente
Pessoal informação muito rica Tá além da observação além da entrevista a gente tem também como uma das ferramentas utilizadas nesse processo registros e relatórios seria uma análise documental né então a gente pode muitas vezes pedir acesso né pedir que a pessoa traga relatórios médicos relatórios de professores relatórios né Eh que tenham informações que possam nos ajudar a entender o funcionamento desse indivíduo quando a gente faz psicodiagnóstico infantil é muito comum que a gente pea que os pais Tragam né Por exemplo eh algum relatório do professor ou ainda né de pediatra que acompanha ou ainda de
outro profissional de saúde Isso serve para que a gente possa ter uma noção maior né e mais especializada até e do funcionamento desse indivíduo então por exemplo é uma criança tá fazendo tratamento com a fono bom você tem relatórios da fono do seu filho pode trazer para que a gente possa ir estar dando uma olhadinha Então os pais trazem e a gente já tem ali né uma percepção tanto de evolução quanto de qual foi o problema né Por que essa criança foi a fono enfim a gente tem essas diferentes informações que vem né desses registros
enfim a gente também pode pedir por exemplo quando a gente tá falando de de adulto de Adolescente em idade escolar pode pedir o boletim pode pedir o caderno da pessoa para ver u é o caderno da pessoa da escola o que que isso vai me ajudar bom a gente consegue observar muita coisa pelo caderno de um indivído então se eu tô falando de uma pessoa que tem uma quecha de TDH vamos supor peço que ela me traga o caderno Bom pelo caderno dela eu consigo ver a organização consigo ver como é que ela dimensiona o
espaço da letra no espaço das Linhas isso tudo é informação que vai contribuir aí pro meu processo né investigativo a gente pessoal eh sempre peca pelo excesso tá então assim se é possível se eu tenho ali uma hipótese e que essa hipótese ela não foi confirmada né nem refutada e que eu preciso de diferentes eh informações para poder est ali dando um direcionamento eu peço então desde que seja um caderno Desde que sejam fitas né talvez da infância então eh os pais às vezes filmam muito a criança Quando é quando é pequena e aí né
vamos supor tá ali adolescente adulto tem ali alguma hipótese de um transtorno do neurodesenvolvimento Eu posso pedir que essa pessoa traga essas filmagens né que me dê acesso aí para que eu possa observar esse comportamento dela nessa fase do desenvolvimento Então a gente tem diferentes técnicas que não só os testes né além das entrevistas além da observação direta além né desses desse acesso a registros a documentos e sejam fotos filmagens e documentos escritos a gente tem também o uso de questionários e escalas de avaliação que não necessariamente são testes psicológicos tá teste psicológico a gente
considera aquilo que é aprovado pelo sats mas que são instrumentos de amplo domínio que nos permitem aí ter um recorte do comportamento do indivíduo já citei algumas aqui para vocês né então a escala de funcionalidade a gente tem escala de qualidade de vida todos esses instrumentos são instrumentos eh abertos ao público né são instrumentos esses dois especificamente que eu citei são da Organização Mundial da Saúde qualquer profissional de saúde pode ter acesso Então a partir dele a gente consegue ali ter eh uma perspectiva do funcionamento do indivíduo de determinado né aspecto então se eu quero
saber por exemplo eh a percepção que o indivíduo tem sobre determinado assunto eu posso também estar usando um instrumento uma escalin né vai depender ali do meu objetivo bom a gente tem então né diferentes técnicas Vocês já viram aqui e o ideal é que num processo de avaliação psicológica a gente faça uso de todas tá claro avaliando a adequação avaliando adequação ao contexto né avaliando as características do meu público Alfa porque muitas vezes eh eu não vou conseguir fazer uma entrevista por exemplo eh estruturada com uma criança né E aí no quando a gente for
falar do psicodiagnóstico infantil A gente vai vai ver a entrevista lúdica que é o que a gente usa muito nesse processo de psicodiagnóstico Então a gente vai fazendo pequenas adaptações para que a gente possa alcançar o nosso objetivo de coletar determinada informação né seja por meio da fala entrevista seja por meio de observação seja observação Direta do comportamento observação Talvez né de de cadernos fotos ou ainda pela análise de registros que a família o indivíduo enfim venha a ter Então essa foi nossa aula de hoje no próximo vídeo a gente vai falar um pouquinho sobre
alguns aspectos né alguns conceitos básicos de psicometria vejo vocês lá é proibida qualquer reprodução gravação transcrição ou outro uso deste material sem autorização por escrito a Elo cursos Educacional e profissional