Onde foi que esse menino aprendeu a falar palavrão? Meu Deus, vamos procurar. Pra quê procurar?
Importa onde ele aprendeu? Vamos Conversar! Inúmeros, inúmeros pedidos de ajuda e inúmeras conversas sobre palavrão.
O número de palavrões vem crescendo. As crianças aprendem a falar palavrão cada vez mais cedo, e a preocupação do adulto é: “onde ele aprendeu a falar? ” “Quem ensinou isso para ele?
” Eu sempre pergunto, para que você precisa saber onde ele aprendeu? O importante é saber onde ele vai usar ou onde ele não pode usar. Não onde ele aprendeu.
Hoje, a cultura do palavrão, ela vem se disseminando de forma assustadora, como tudo. Então, hoje toda a informação, ela chega de forma agressiva e passa de forma agressiva. Não adianta a gente entender onde ele aprendeu.
Não adianta também querer nos impor, o que para nós era um palavrão e que hoje virou gíria. O que é mais importante e que costuma ser minimizado é: onde eu uso esse palavrão. Nós não estaremos na conversa deles, nós não estaremos presentes na conversa deles com uma tecla SAP falando assim: “Ei, esse nome é feio.
” “Opa, isso não pode falar. ” Onde nós não estamos, também não está o nosso ouvido. É muito importante que os meninos saibam a diferença entre público e privado, que eles entendam o que fica desrespeitoso, em que lugar que fica desrespeitoso, e onde eles estão mais à vontade para isso.
Há muito tempo atrás, um estádio de futebol era o lugar onde se podia descarregar todo o palavreado, “aquela coisa linda” que eles aprendem a falar. Hoje em dia tem outros lugares que eles acham que tem o mesmo, a mesma liberdade. Então, o nosso papel, o papel de adulto, é fazer uma curadoria disso e mostrar para as crianças bem pequenas, onde eles podem falar e onde eles não podem falar, não é onde eles não devem falar.
Aí cabe ao adulto essa coisa, assim: “Aqui nesta casa não se fala! ” “Aqui nesta sala de aula, não se permite! ” Isso é o nosso papel.
O nosso papel não é entender onde ele aprendeu. Pouco importa onde ele aprendeu. Importa o que você vai fazer com isso.
Muitas vezes, as famílias falam “Claudinha, aqui em casa eu sei que ele não aprendeu. ” Mas não interessa. É lógico que ele não aprendeu na sua casa, se você não fala, ele não aprendeu ali.
A grande dúvida do adulto é justamente, ir lá na raiz da questão. Hoje em dia não existe raiz da questão. Hoje, as manias, os modismos, isso tudo não tem mais parada.
Nós precisamos entender, não onde isso vai parar, mas onde isso não vai prosperar. Em casa não, na escola não. Mas onde eles encontram os iguais, certamente, o palavrão é solto.
É muito importante que o adulto seja o regulador. Os meninos precisam de regulação. Eles precisam entender a hora de começar e a hora de parar.
Como surgiu, não está mais em questão. Vamos Conversar!