TONY: Bem-vindos de volta ao podcast. Finalizaremos a semana falando sobre uma luta matrimonial. Ao longo dos anos já falamos sobre diversas lutas e tensões que os casais enfrentam.
Aqui está mais um desses tópicos, um que ainda não abordamos diretamente. Recebemos de uma jovem esposa, que escreve anonimamente e diz o seguinte: "Olá, pastor John, obrigado por este podcast! Eu tenho uma dúvida sobre sua visão de que os homens devem um tipo especial de cuidado às mulheres.
Você disse isso diversas vezes no podcast. “Em particular, Paulo ordena aos maridos: "amai vossa esposa e não a trateis com amargura". Ele diz isso em Colossenses 3.
19. Você disse: ‘Esta advertência aos homens é devido a uma tentação peculiarmente masculina de ser áspero — até mesmo rude — e a uma vulnerabilidade peculiarmente feminina a esse ultraje, por um lado, e a um contentamento feminino natural, por outro lado, por ser honrada com muito cuidado e afeição’ (fecha a citação). Minha pergunta principal é esta: O meu marido não é violento comigo, graças a Deus.
Mas ele é áspero. Ele não é um homem gentil. Como devo abordar esse assunto com ele?
" PIPER: Bem, se eu estivesse falando com o marido — preciso apenas dizer isso para pavimentar o caminho e ter certeza de que não ficará sem ser dito — se eu estivesse falando com o marido, eu teria muito a dizer biblicamente, espiritualmente e relacionalmente, sobre como ele precisa lidar com os seus próprios pecados e peculiaridades ou fraquezas de personalidade. Mas essa não é a pergunta que ela fez. Ela nos perguntou: Como posso abordá-lo de maneira mais útil sobre esse assunto?
Então é sobre isso que vou falar, talvez com cinco sugestões. Então, lá vão elas. Primeiro, gostaria de encorajar nossa amiga a orar tanto por seu marido quanto por ela mesma nesta questão de sua aspereza.
Jesus disse que devemos pedir a Deus que Sua vontade seja feita na terra — e isso inclui os nossos casamentos — como é feita no céu. E isso inclui que sua vontade seja feita da maneira que os anjos fariam. Os maridos devem amar suas esposas, e as esposas amar seus maridos, da mesma forma que os anjos obedecem a Deus — ou seja, alegremente, plenamente e sem má vontade.
Portanto, é completamente apropriado que ela interceda junto ao Pai no céu que seu marido seja quebrantado e conformado a uma semelhança maior com Cristo em seu comportamento em relação a ela. E eu digo que ela deve orar por si mesma também, porque mesmo que ele tenha seu próprio fardo peculiar de responsabilidade perante Deus por sua própria mudança, sabemos pelas Escrituras e pela experiência que Deus usa o comportamento de maridos e esposas para operar mudanças um no outro. Ele usa as pessoas ao nosso redor para afetar a maneira como fazemos as coisas e nos sentimos sobre elas.
Então, o que Deus faz nela terá um efeito sobre o que ele faz nele. Assim, ela também ora por si mesma. Número 2, em 1 Pedro 3.
1–2, Pedro diz às esposas que elas devem tentar conseguir uma mudança piedosa em seus maridos por meio do "vosso honesto comportamento cheio de temor". Em outras palavras, Pedro destaca o que conhecemos por experiência, que uma pessoa pode ser ajudada em sua libertação do seu próprio pecado pela maneira piedosa que os outros se comportam ao seu redor, especialmente as pessoas próximas a ele e que ele ama, como sua esposa. Eu penso que entre o tipo de conduta que Deus poderia usar no caso de um marido áspero para operar uma mudança seria o que Deus disse em Provérbios 15.
1 (para a esposa, por exemplo): "A resposta branda desvia o furor" — ou talvez "desvia a aspereza". Ou Provérbios 25. 15: “A língua branda esmaga ossos” — os ossos da aspereza.
Em outras palavras, eu a encorajaria a não pagar o mal com o mal ou a aspereza com aspereza, a qual provavelmente simplesmente caminhará para uma situação pior, mas sim tentar conquistá-lo através da gentileza com brandura. Terceiro: provavelmente chegará um ponto em que ela desejará e precisará do apoio de outros nesse esforço de amar seu marido áspero. Ela precisará deles para orar por ela, encorajá-la e aconselhá-la.
Mas eu a aconselharia sinceramente a não falar mal do marido pelas costas com outras pessoas. É praticamente certo que isso sairá pela culatra para uma situação mais desesperadora. Então, a pergunta é: "Ora, o que ela pode fazer?
" Bem, deixe-me levantar uma hipótese. Durante alguns dos nossos dias mais difíceis no casamento, Noel e eu sabíamos que atingimos um ponto em que precisávamos de outros para nos aconselhar. Ainda não tínhamos certeza se precisava ser um conselheiro profissional, um conselheiro cristão (o que acabou acontecendo), mas queríamos que alguns amigos nos encorajassem e orassem por nós, onde pudéssemos desabafar e sermos ouvidos com empatia - mas não ingenuamente, como se tudo fosse culpa dela ou dele.
Queríamos que outros orassem por nós. Assim, sabíamos que não queríamos falar sobre os nossos problemas aleatoriamente para todos que apareciam. Isso teria sido prejudicial.
Então perguntamos um ao outro, e nós simplesmente concordamos um com o outro sobre um punhado de amigos um tanto confiáveis. E nós demos um ao outro a liberdade e a confiança para dizer qualquer coisa que parecesse útil ser dito, e para pedir que o outro casal não compartilhasse nada. Na verdade, foi interessante.
Um dos conselheiros a quem escolhemos insistiu que levássemos conosco para todas as sessões de aconselhamento - bem, não para todas, mas para a maioria delas - outro casal conosco. Isso não é incrível? Que estratégia!
Eu pensei: isso é muito bom. Investir tempo com outro casal é um compromisso enorme, e isso significa que alguém sempre sabe com o que você está lidando, e você não pode se safar de muita coisa quando isso está ocorrendo. Isso requer muita confiança, mas essa foi a nossa escolha.
E isso nos impedia de falar sobre os nossos problemas com pessoas aleatórias. Confiávamos um no outro com aqueles que tínhamos escolhido. Então, esse é um possível caminho a seguir - talvez.
Em quarto lugar, eu encorajaria esta esposa a reconhecer que muito provavelmente, parte do que ela está experimentando com a aspereza do seu marido é por causa do pecado, e parte disso provavelmente é devido a — como podemos dizer? — Às tendências genéticas herdadas e incorporadas em sua própria personalidade básica ou em sua educação. Não estou defendendo nenhum pecado ao dizer isso, mas estou sendo realista e reconhecendo como os seres humanos são complicados.
Conheço pessoas cuja personalidade é tal que você deseja que elas sorriam mais. Você adoraria que elas lubrifiquem as rodas relacionais com algumas palavras mais gentis ou encorajamentos e afirmações. Mas, em vez disso, a pessoa é praticamente curta e grossa, há concisão e diálogo sem emoção.
E eu aprendi ao longo das décadas que, em certos casos, isso simplesmente não é pecaminoso. Este é um traço de personalidade profundamente arraigado, sem má vontade. Não há má vontade por trás disso.
Você descobre isso com o tempo. E as coisas só vão piorar se as pessoas ao redor delas continuamente imputarem pecado a elas, onde na verdade não é isso que está acontecendo. Para terminar, o meu último ponto.
Quando se trata de realmente se aproximar do marido, aqui estão algumas ideias de como fazer isso. É perfeitamente bíblico - como você pode ver pela maneira como Paulo aborda os problemas, digamos, em 1 Coríntios - encontrar coisas nítidas que você pode dizer através da gratidão, do encorajamento e da afirmação (chame-as de evidências da graça de Deus que você vê em sua vida), para que as críticas, quando vierem, sejam inseridas em um rico contexto de amor e afirmação verbal. Então, no contexto geral do seu relacionamento, de vez em quando também pergunte a ele, talvez, se há algo em seu próprio comportamento ou em suas próprias atitudes que o incomodam ou o frustram, que o irritam ou o importunam, e peça a ele para apontar todas as maneiras pelas quais ele gostaria que você mudasse.
Estou dizendo isso em um contexto maior, mais amplo — não dizendo de uma forma artificial: “Ok, aqui estão três afirmações que vou fazer e três vulnerabilidades que vou expor, e agora vem a minha crítica. ” É apenas um relacionamento mais amplo e saudável que você tenta construir para que, quando abordar um problema, não faça parte de um padrão disforme. Quando você tenta descrever a ele o que você quer dizer com "sua aspereza", tente não generalizar.
Isso é algo que eu tive que aprender sobre mim mesmo ao lidar com a minha esposa. Tente não generalizar. Ou seja, tente não dizer: “Você sempre faz isso.
Você está sempre dizendo isso dessa maneira. Você sempre faz assim". Posso lhes dizer: os seres humanos não gostam da palavra sempre.
Se você quiser afastar alguém, generalize qualquer crítica; estará tudo acabado. "Isso é tudo o que você é como ser humano. " Porque o que isso diz para a outra pessoa é o seguinte: "Não há esperança para você".
Eles se sentirão paralisados e indefesos. Então, em vez disso, você dá um ou dois exemplos concretos que você gostaria que eles fizessem de outra maneira — um tom de voz diferente ou uma maneira diferente de responder. E isso lhes dá algum senso: “Ok, eu entendo isso.
Consigo me colocar em seu lugar. Tentarei não fazer mais isso". E incrementalmente, então, quem sabe como Deus pode ter prazer em trabalhar.
E assim, finalmente, eu diria que se ele indica e dá sinais de abertura para falar sobre isso, então você pode explicar os seus sentimentos mais profundamente, você pode pedir o que você deseja e talvez explicar por que seria tão regozijante para o relacionamento se ele fosse menos áspero nessas diversas situações. E se ambos se sentirem travados depois de um tempo, é perfeitamente bíblico e correto procurar ajuda de amigos íntimos, ou mesmo, se chegar a isso, de um sábio conselheiro cristão. TONY: Sim.
Obrigado, pastor John. Temos dezenas de episódios arquivados sobre lutas matrimoniais que vocês podem pesquisar e encontrá-los em nossos arquivos - vocês podem encontrar on-line em desiringgod. org/askpastorjohn.
Ou você pode simplesmente digitar askpastorjohn. com que você também conseguirá acessar.