[Música] [Aplausos] [Música] Eu tô muito grato a Deus por estar aqui e ver, eh, vocês reunidos, todos nós reunidos aqui. E eu creio que um acampamento como esse pode gerar mudanças significativas na alma da gente, no coração e na mente. E eu espero que Deus possa fazer aquilo que só Ele pode fazer, mesmo que é trabalhar nosso coração e nossa mente para que a forma da gente pensar comece a ser uma forma de pensar como Deus pensa.
Nós vivemos uma dualidade, um conflito tremendo, porque nós muitas vezes temos uma forma de pensar que é completamente oposta à palavra de Deus. E Deus, quando criou o homem, ele fez um manual, e Ele então deu um manual à palavra de Deus; a Bíblia Sagrada, as Escrituras Sagradas são esse manual, e a gente segue esse manual. E muitas vezes a gente precisa lê-lo e dizer: "Deus, me ajuda a voltar para aquele lugar de onde eu não deveria ter saído", né?
Voltar pro jardim. E me ensina a cultivar e a guardar, tá? E o texto que me veio para essa devocional da agora à noite já tá bem tarde, eh, Gênesis, capítulo 35.
Eu vou ler os versículos 16 até o 20: Gênesis 35:16. "Partiu de Betel, e havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata, deu à luz Raquel um filho cujo nascimento lhe foi a ela penoso. Em meio às dores do parto, disse-lhe a parteira: 'Não temas, pois ainda terás este filho.
' Ao sair a alma, porque morreu, deu-lhe o nome de Benone, mas seu pai lhe chamou Benjamim. Assim morreu Raquel e foi sepultada no caminho de Efrata, que é Belém. Sobre a sepultura de Raquel levantou Jacó a coluna que existe até ao dia de hoje.
Então partiu e armou sua tenda além da Torre de Éder. " Essa é a palavra de Deus. Ah, a gente às vezes lê a Bíblia e a gente não consegue fazer um mecanismo que é simples e importante, que é da gente, eh, tentar imaginar o que está acontecendo aqui.
Esse texto é um texto muito interessante e provocativo, porque ele fala-nos de um momento de muita dor de um homem que amava uma mulher, amava muito essa mulher, e essa mulher morreu. E o nome desse homem é Jacó, e a sua esposa, Raquel. Ele trabalhou 14 anos para ter essa mulher, no meio de muita malandragem do sogro e tal, a gente conhece a história, né?
E agora a Raquel está grávida do segundo filho. E tenta imaginar o cenário: você tá no deserto, eram nômades, né? Você tá no deserto!
Eu tô baixando aqui o volume, parece que tá aumentando, então eu espero que você esteja ouvindo bem aí. Ah, então tenta imaginar o cenário: é uma tenda, várias tendas, e as pessoas estão ali vendo o que tá acontecendo. É uma correria tremenda, porque Raquel não está muito bem, os gritos dela, a dor dela.
. . Tá na hora de dar à luz e o parto complicado e a coisa não acontece.
Os homens estão lá, tomando chá, e Jacó tá apreensivo; os amigos de Jacó também estão apreensivos, mas todo mundo ouve porque é tenda, barulho da mulher tentando dar à luz. As parteiras correm, água quente pra cá, não sei o quê, tentando socorrer Raquel, que não tá bem. O parto não vai, né?
É coisa muito difícil, é coisa muito difícil. E daí um pouco, os gritos de Raquel param, cessam, e uma criança chora. O silêncio de Raquel não foi nada bom, não foi nada bom.
Todo mundo que tá do lado de fora já entendeu o recado: Raquel morreu. E aí vem a parteira agora, com aquela criança no colo, e entrega para Jacó, que recebe agora o seu filho recém-nascido. E a parteira diz: "Ah, ela não deu conta, ela morreu".
Mas antes de morrer, ela pediu para dar o nome nessa criança de Benone. Benone é o nome do filho que ela escolheu antes de morrer. E aí Jacó faz uma coisa absurda, estranha.
Ele toma uma decisão que parece de uma insensibilidade, de uma grosseria que nem nós, nos momentos mais difíceis, com a nossa mulher, somos capazes de fazer, porque ele simplesmente quebra toda a regra de amor, de sensibilidade, de cuidado. E ele diz: "Não, esse menino não vai chamar Benone, não. O nome dele vai ser Benjamim.
" E ele não aceitou o nome que a mulher deu, a mãe dele, a esposa dele, que acabou de morrer. Esse é o nome que ela escolheu para o filho que ela tinha dado à luz. Jacó não quis aceitar o nome dessa criança.
E aí você começa então a perguntar: "Que que tá acontecendo aqui? Rapaz, esse cara é doido? Insensibilidade é essa?
" Mas aí, quando você vai estudar, você entende: Jacó foi tão radical e, estranhamente, tomou a decisão contrária ao pedido final e último da sua mulher. Qual era o problema? É que a palavra, o nome Benoni significa literalmente "filho da minha dor".
Esse aqui é o filho da minha dor; eu quero que seja chamado assim. Quando Jacó recebe, diz: "Eu não quero que o meu filho tenha o nome do meu filho associado à dor da minha esposa. Eu não quero que, quando ele se encontre com os amigos, os amigos perguntem: 'Qual é o seu nome?
' Ele diga: 'Eu sou filho da dor da minha mãe. '" Hum, que trem estranho, né? A vida inteira esse garoto vai estar estigmatizado por um nome que a mãe lhe deu, e um nome que vai puni-lo o resto da vida.
Jacó resolve fazer uma coisa diferente, talvez porque ele também vivenciou isso no seu drama, porque quando ele nasceu lhe deram o nome de Jacó, que significa o quê? Malandro. Por quê?
Porque ele nasceu literalmente pegando no pé do irmão. Aí, rapaz, o negócio agora tá complicado. Jacó disse: "Eu não vou".
. . Permitir que o meu filho tenha que passar pelo mesmo processo de autocondenação que eu passei a vida inteira.
A vida inteira eu chegava, os caras perguntavam: "Qual o seu nome? " "Meu nome é 171, meu nome é trapaceiro, malandro, é um cara que dá nó em gota d'água. " Eu não quero ter isso.
A vida inteira, Jacó persegue um nome que ele não tem, porque quem lhe dá o nome não teve sensibilidade com ele. E agora ele diz: "Esse menino que nasce, o nome dele será Benjamim. " E sabe o que significa a palavra Benjamim?
O nome Benjamim significa "filho do meu peito". É isso que ele disse: "Esse garoto que vai nascer agora, nasceu agora, é filho do meu coração, é filho do meu lado direito, aqui comigo. " Chega de estigma, chega de dor, chega de você estar a vida inteira condenado a uma afirmação paterna que rouba de você o direito de experimentar a graça.
E olha, presta atenção: esse negócio de ser Benjamim foi levado a sério, porque a tribo de Benjamim se tornou, em Israel, uma das tribos mais vaidosas. O primeiro rei de Israel saiu da tribo de Benjamim: Saul. E tem mais: uma vez aconteceu um escândalo não numa tribo de Benjamim, mas um levita e os benjamitas estupraram a sua concubina a tal ponto que ela morreu.
E aí Israel todo ficou escandalizado com aquilo, porque o levita cortou a mulher dele em 12 partes e mandou um pedaço para cada tribo, dizendo: "O que fizeram com a minha mulher aqui? " E aí Israel inteiro, as 11 tribos, vieram na direção dos benjamitas e disseram: "Dá esses caras para eles poderem matar! " Sabe o que fizeram?
"Não, ele é nosso irmão, não vai sair daqui. " Aí virou uma briga civil, uma guerra civil tão violenta, tão violenta entre irmãos, que praticamente a tribo de Benjamim acabou. Eles ficaram só com 400 homens, e nenhum, nenhum, nenhum homem de outra tribo queria dar suas filhas para casarem com esses benjamitas por causa do ódio que eles desenvolveram entre si.
A história é muito interessante, muito dramática, pesada demais. Mas Benjamim é o menino que cresce agora, e quando perguntam para ele: "Qual é o seu nome? " Ele diz: "Eu sou filho do lado direito do meu pai.
Pai tem orgulho de mim. Meu pai olha para mim, ele me afirma. " Sabe, eu sou do meu pai.
Ponto. Ah, meu querido, isso aqui vai mudar a cabeça e a mente de Benjamim. E quando eu leio esse negócio aqui, meus queridos irmãos, eu fico pensando: qual é o nome que você tem dado ao seu filho?
Como é que seu filho percebe você? Que adjetivo chega para ele? Nós precisamos dar nome aos nossos filhos, e nós damos.
Infelizmente, nem sempre o nome que nós recebemos dos nossos pais e o nome que nós damos aos nossos filhos são os melhores nomes. "Você é um estorvo, meu filho, você só me dá dor de cabeça! " Isso é um problema para a minha vida.
Eu me arrependo tremendamente de você ter nascido um problema na minha história. Você está dando nome para ele, cara. Você está nomeando o seu filho, você está dizendo quem ele é.
Qual é a identidade que eu dou ao meu filho? Quais são os adjetivos que simbolicamente eu empresto a ele? E aí, meus queridos irmãos, eu queria tirar algumas lições desse negócio aqui, dizendo que, primeiro, nomear é dar identidade aos filhos.
Os filhos recebem essa identidade que nós damos a eles e somos nós que damos a primeira compreensão que um garoto tem de quem ele é. É da figura dos pais e do pai e da mãe, principalmente do pai. A primeira imagem que ele tem, a primeira coisa que vai acontecer.
Por isso que John Eldridge, num livro fantástico chamado "Coração Selvagem", afirma o seguinte: masculinidade é outorgada. Aí, ele abre aspas: "O menino aprende o que ele é e o que ele tem de outro homem ou na companhia de homens. " Feminilidade não transmite masculinidade.
Interessante, né? Feminilidade não transmite masculinidade. Na Bíblia, pai abençoa o filho.
O pai abençoou o filho. E sabe o que significa a palavra "abençoar"? Eu cresci num ambiente onde as pessoas falavam "bena pai", "bena mãe".
Muitos aqui já nasceram assim, e tempos depois eu fui estudar o que significa isso. A palavra "benedicere", "benedict", significa afirmar o outro. Eu estou dizendo para o meu filho: "Eu reconheço o bem de Deus em você!
Você é uma bênção para mim, você é uma fonte de alegria para mim. Eu tenho prazer em você, eu tenho orgulho de você. " Nós estamos outorgando aqui masculinidade, nós estamos outorgando identidade.
Somos nós, como homens, que vamos transmitir isso. Adão recebe o nome de Deus. Adão, "Adam", terra, né?
Adam é terra, Adam é homem. E é interessante que, quando você vai ler na Bíblia, você percebe que Deus então dá o nome Adão. É Ele que dá.
Aí, depois, Ele diz: "Agora você pode nomear os outros, mas o nome sou eu que te dou. " Abraão dá nome a Isaque, mas quando chegam Jacó e Esaú, quem dá é Rebeca. Pimba!
Fez besteira, chamou o menino de 171. Tem besteira! Não era ela que tinha que dar nome.
E a vida inteira de Jacó vai ser o quê? "Eu quero roubar do meu pai o que meu pai não quis me dar. " Ele vai lá, roubado do pai dele, obviamente estimulado e encorajado pela mãe.
Nós precisamos afirmar os nossos filhos. Você já viu aquela expressão que diz: "Praga de mãe pega"? Não é que praga de mãe pega, é que nós roubamos os nossos filhos da beleza.
Da identidade que eles têm. Quando nós nomeamos os nossos filhos de forma negativa, nós estamos roubando deles o que eles têm. É Deus quem vai dar um novo nome a Jacó lá na frente.
O pai dele não consegue porque, a vida inteira, o negócio dele é buscar essa bênção que ele não tem, estigmatizado, marcado, ferido, o nome dele é Jacó. Então, meus queridos irmãos, nós temos riscos modernos muito grandes que vão determinar muito a identidade dos nossos filhos. O nome deles.
Nós temos um grande problema de ausência paterna e alienação parental. Eu não gostaria de falar desse assunto aqui agora, tendo Claus aqui perto da gente, né? Mas vamos lá, né?
Eu vou ter que entrar nesse assunto. Não sabia que ele vinha aqui, né? Então, vamos lá.
O anseio do filho é: "Eu valho alguma coisa. " É isso que o homem espera do pai; ele espera que o pai diga para ele: "Você vale alguma coisa. Eu gosto de você.
Eu tô impressionado com você. Tô feliz com você. " Isso significa autoestima, coisa que muitos de vocês aqui sabem na pele, que não receberam dos pais de vocês.
Existem muitos filhos aqui que gostariam de receber um abraço do pai e nunca receberam. Eles já estão barbados aqui a vida inteira, anseiam por uma coisa que às vezes não vai mais acontecer porque o pai até já morreu, mas nunca tiveram um reconhecimento do pai. Nunca o pai chegou para apreciar algo que tivesse sido feito.
Nunca houve reconhecimento nenhum. É o anseio do filho exatamente esse aqui, né? Há um relato muito interessante na história do Chuck Colson.
Colson se converteu na prisão. Ele foi envolvido naquele escândalo chamado Watergate, de Richard Nixon, e ele era ministro do Richard Nixon. Foi pego em uma espécie de mensalão, petrolão brasileiro, né?
Os caras foram para a cadeia mesmo e continuaram na cadeia até cumprir a pena. Deixa para lá. E o que aconteceu ali na cadeia?
Ele encontrou Cristo, reunindo-se com homens em reuniões de oração. Alguns pastores iam lá, e aquela palavra de Deus começou a entrar no coração dele, e ele se converteu mesmo. Quando ele saiu, ele ficou muito preocupado com a situação prisional dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos têm o maior número de presos do mundo: são 2 milhões de pessoas presas. É muita gente, né? No Brasil, acho que chega a 700, 800 mil pessoas presas.
É muita coisa também. Mas, de qualquer forma, ele desenvolveu um projeto e o nome do ministério é Prison Fellowship, Companheiros da Prisão. E ele desenvolveu esse projeto cuidando dos presos.
A nossa igreja lá nos Estados Unidos era envolvida nesse projeto. A gente levava presentes para os filhos dos presos, para as esposas dos presos, na época do Natal, e na árvore do Natal aparecia o rostinho dos meninos, né? A gente orava por eles e pela família, adotávamos as famílias.
Era uma coisa bem interessante. E aí, um dia, a equipe do Chuck já, o ministério reconhecido e tal, resolveu fazer o seguinte: dar cartas de papel para que os presos pudessem escrever uma carta para as suas mães no Dia das Mães. E foi um sucesso!
Cara, 95% dos presos mandaram carta para as suas mães. Eles davam um envelope, davam um selo e davam o papel, e a pessoa escrevia um recadinho e mandava para a mãe. 95% de adesão.
Disseram: "Joia! Vamos fazer isso com os homens agora, o Dia dos Pais tá chegando, aí vamos fazer com os homens. " Foi um fiasco, apenas 5% mandaram.
Foi o oposto! Por quê? A realidade é que eles constataram que a maioria daqueles presos não tinha relação paterna.
Eles não tinham vínculos parentais, ou os pais eram muito distantes, ausentes ou violentos. E eles cresceram nesse ambiente onde a figura paterna desapareceu. 95% dos presos nos Estados Unidos não tinham vínculos parentais.
É absurdo, não é? Assustador, não? Assustador!
Então, meus queridos irmãos, a gente precisa dar nome aos nossos filhos, precisamos nomeá-los. Isso é extremamente interessante. Na maneira tradicional de criar filhos, no movimento tribal, sempre foi: o filho pesca com o pai, o filho leva a flecha, o filho trabalha.
O filho ensina o que o pai faz, ele aprende a profissão do pai. A dor que a mulher tem na história, a dor de Eva, que a mãe tem que soltar o filho, ela não quer soltar. Então, o papel do pai é fazer o filho avançar, sair um pouco das garras da mãe e se tornar independente.
Mas a ferida mais profunda que um garoto pode ter no coração é a ausência paterna, seja essa ausência ativa, agressiva, ou passiva, silenciosa. O que é ausência agressiva? É quando o pai está presente, mas ele é agressivo; ele é violento.
Ou então, quando é passiva, silenciosa, que desenvolve um senso de orfandade no filho. É um negócio complicado. Robert Bly, um cara que estuda muito a questão de masculinidade, disse que um pai que só pensa em trabalhar é uma ferida no coração de um filho.
Olha que louco, né? Porque o silêncio, a indiferença, o afastamento são ensurdecedores, são mortais e ferem. O filho tá olhando para o pai dizendo assim: "Se o meu pai não se interessa por mim, é porque eu não valho muita coisa.
" James Dobson fala que, para o filho, a moeda emocional é a presença. Não presença, essa é a moeda emocional. Presença, estar presente.
E as palavras são incapazes de substituir isso. "Você é uma mocinha", "você é isso", "aquilo", essas coisas todas, vão pegando o filho, levando o filho a um senso de orfandade, sofrimento muito grande. Então, uma vez eu falei.
. . Desse assunto na igreja, uma psicóloga me procurou e disse: "Pastor, da próxima vez que o Senhor falar, fale também sobre o relacionamento do Pai com as meninas.
Você só fala dos meninos, né? As meninas sofrem a mesma coisa, só que a diferença é que o grande anseio delas é estar relacionado à estética, à beleza. Essa coisa de você dizer 'você é linda', 'como você está bonita', 'que roupa bonita', 'como você é bonita'.
O filho também precisa ouvir isso, mas para a menina essa questão da beleza e da estética é extremamente importante. Elas buscam afirmação. Quando não há figura paterna, elas buscam afirmação em homens.
E muitas vezes, o resultado é um caos, porque elas buscam um pai nos namoros que nunca tiveram. Alguns anos atrás, apareceu na minha igreja uma mulher que tinha ido uma vez e nunca mais a vi. Ela foi uma vez, não me lembro dela, de repente, até se perdeu na minha lembrança.
Mas o fato é que ela veio me procurar para conversar. Ela disse: "Pastor, eu tô aqui porque eu ouvi a palavra ontem e estou muito irritada, porque tenho percebido que todos os relacionamentos nos quais eu entro são relacionamentos que me machucam. Eu me firo demais, eu só faço escolhas ruins, sou péssima para escolher namorado.
" Começou a falar das frustrações dela nos relacionamentos e estava com um cordão que tinha um medalhão muito bonito. Enquanto ela falava, eu resolvi fazer uma dinâmica complicadíssima. Eu nunca fiz isso antes nem depois, mas às vezes Deus faz umas coisas assim no nosso coração durante o aconselhamento.
Olhei para ela e perguntei: "Quanto custou esse medalhão que você está usando? " Essa pergunta horrível, né? Perguntar a uma moça quanto custa o medalhão no cordão dela.
Ela ficou muito constrangida com isso, pegou o medalhão, olhou e disse: "O senhor gostou? " Eu falei: "Achei lindo, quanto custou? " Ela ia falar, então eu disse: "Hum, não quero saber preço não, só quero que você entenda uma coisa.
Quando a pessoa achou essa pedra, que foi elaborada, foi trabalhada, ela entendeu que essa pedra seria alguma coisa interessante e que valeria a pena dar um preço. Então ela trabalhou a pedra e levou para um determinado lugar. Outro comerciante apreciou e achou: ‘Isso aqui dá para fazer um cordão bonito, dá para fazer um medalhão bonito.
’ Fez um medalhão bonito, aí o outro cara pegou e disse: ‘Esse aqui eu quero levar para a minha loja. Vou vender. ’ E deu um preço.
Alguém foi lá, olhou e disse: ‘Eu acho que vale o que está pedindo’ e comprou, ou você ganhou. Alguém achou que valia a pena pagar, ou você pagou. E aí, ela não estava entendendo do que eu estava querendo dizer.
Eu falei assim: "Quem dá preço em você é você. Seu preço está muito barato! Comece a melhorar, valorize mais você.
Assim, as pessoas que vão se aproximar de você serão aquelas que vão saber que você vale mais. " Ela me agradeceu, oramos, ela foi embora, mas às vezes é exatamente isso que acontece. Então, nomear, meus queridos irmãos, é importante, porque todos nós precisamos discernir nossa identidade, e nós discernimos a partir da figura paterna.
Jacó estabelece essa perspectiva. Benjamim se torna uma tribo forte. É isso que Deus faz conosco.
Vamos lembrar algumas figuras bem fáceis de identificar. Quais foram as afirmações que Jesus recebeu do Pai verbalmente? O Pai fez duas declarações verbais, no mínimo: "Esse é o meu Filho amado, em quem eu tenho prazer.
" O Pai está dizendo: "Eu sinto muita alegria em Jesus. " O que nós precisamos dizer aos nossos filhos? "Eu tenho alegria, tenho orgulho, eu me sinto muito bem em estar com você.
" Aqui está um enorme senso de alegria. É isso que Deus fala a Jesus. É interessante porque, quando Jesus sai dessas afirmações — pelo menos na primeira vez que ele recebe, foi no batismo —, ele é levado pelo Espírito para o deserto e vai ser tentado.
Quarenta dias depois, Satanás vem para tentá-lo. A primeira tentação foi: "Se és Filho de Deus. " Nós falamos das três tentações, mas para mim a maior tentação foi a que antecede todas essas tentações, porque em todas elas vem uma crise sobre a identidade dele.
"Você de fato é Filho? " O fato de Jesus reconhecer-se Filho dá-lhe força também para enfrentar o diabo, porque, se você não se reconhece Filho amado, certamente vai ter muita crise. Na primeira vez que você passar por tribulação, vai dizer: "Como é que Deus não gosta de mim?
Deus não se interessa por mim, eu sou órfão, eu me sinto órfão. " É assim que eu me vejo. Mas se você entende que é Filho amado do Pai, no meio da crise você vai dizer: "Tudo bem, eu não estou gostando de estar sofrendo o que estou sofrendo.
. . " Esse momento para minha vida é muito ruim, mas eu sei de uma coisa: o Pai me ama.
Eu sou filho amado. Preguei domingo passado na igreja sobre 1 Tessalonicenses, quando o apóstolo Paulo fala no capítulo 1, versículo 6, reconhecendo a vós como filhos amados, a vossa eleição. Você tem que se reconhecer eleito de Deus e filho amado de Deus.
E Paulo está elogiando a igreja tessalônica porque esses irmãos se reconhecem como filhos amados do Pai eleitos. É essa afirmação que o Pai quer fazer, por isso Ele tira você da orfandade por meio de Cristo e lhe dá uma identidade de filho de Deus. Rompe o vácuo da ausência da sua identidade.
E aqui, meus queridos irmãos, aqui está a coisa mais significativa para nós em termos de espiritualidade, porque a espiritualidade cristã é uma espiritualidade dos afetos. Ela passa pelas entranhas, por essa compreensão de que nós somos de Deus, amados de Deus. Mas nem sempre nós temos essa identidade.
Boa parte da nossa vida, nós nos sentimos órfãos e não recebemos essa identidade. Nomear vai nos livrar de ser nomeados como filhos de Deus, vai nos livrar do medo do futuro, vai nos livrar da tribulação do presente, da aflição que a gente tem muitas vezes. Na tribulação do presente, mas, no caso dos nossos filhos, quando nós nomeamos nossos filhos, também livramos nossos filhos de estigmas.
E é exatamente isso que vai acontecer agora, nos diálogos que você vai encontrar. Muitos deles acontecem em torno do nome. Por exemplo, Moisés.
Quando Deus se apresenta para ele lá no deserto, ele pergunta para Deus qual é o seu nome. Moisés quer saber o nome de Deus. Por quê?
Porque na cultura semita, nomear significa ter o controle do outro. E Deus disse: "Eu não vou te dar o meu nome. O meu nome é Yavé", um nome tão confuso no hebraico que ele é um tetragrama, ele não tem vogal.
Aliás, o hebraico não tem vogal, né? É uma língua sem vogal. Então é YHWH.
Isso que significa Yavé. O som disso aí ninguém sabe. Ninguém sabe, nem o judeu sabe direito como é.
A gente acredita que é Yavé, mas isso é uma possibilidade, né? Mas poderia ser outra coisa. Deus não quis dar o nome dele.
Ele diz: "Eu sou o que sou. " Ponto. Você não tem o meu nome, você não me nomeia.
Eu não estou entregue a você, eu que te nomeio. E essa coisa da nomeação vai acontecer de uma forma muito bonita na vida de Jacó, esse que anda sempre desorientado atrás do próprio nome, porque quando ele se encontra com Deus lá no vale de Jaboque, já no final da vida dele, né? A Bíblia diz que ele luta com o anjo (Gênesis 32) e essa luta é muito pesada.
Ela vai atravessando a noite. Eu não sei se você já teve lutas à noite, seja com o diabo ou seja com doença em família. É pesado, é pesado.
E Jacó vai lutando, vai lutando, a coisa pesada, pesada, pesada. E aí Deus, o anjo, fala assim: "Deixa eu ir embora, eu preciso ir, estava amanhecendo. " E eu disse: "Senhor, eu não vou embora se não me abençoares.
" E Deus então dá um toque no joelho de Jacó e diz: "Olha, seu nome agora não é mais Jacó. Seu nome agora é Israel. " Foi a primeira vez que Deus usa, que a Bíblia usa o termo Israel.
Deus tirou o nome do suplantador e deu aquilo que Jacó sempre estava buscando, que era a identidade dele que o pai dele ou a mãe dele lhe negaram. Disse: "Você agora é Israel, não mais suplantador, mas príncipe com Deus, porque você lutou como príncipe e você venceu. " É isso aqui.
E aí Deus dá um nome novo para Israel. E o nome Israel que você tem hoje, de uma nação, é exatamente esse nome que Deus dá agora a um homem desorientado na sua própria história, com a identidade perdida e que anseia por essa bênção, tentando furtar do pai, lutando com o irmão. A vida inteira dele é uma vida de atropelos, desejando encontrar a sua própria afirmação, que vai encontrar em Deus.
Seus pais podem ter negado a você a sua identidade, mas Deus pode dar essa identidade para você. É isso que Ele faz. Eu teve uma vez que eu preguei um sermão lá na igreja sobre Jacó.
Eu acabei com Jacó, bati nele de todo lado, porque Jacó é pouquinho confuso, complicado, cheio de divisões, luta com anjo, mas era complicado o meu caráter, um negócio assim difícil. Eu fui batendo no Jacó, e já batendo no Jacó, e o pastor Jacó estava lá. Eu esqueci que o pastor Jacó estava lá e, na porta da igreja, ele veio todo simpático a me abraçar.
Eu disse: "Ô pastor Jacó, desculpa, acabei com o senhor hoje. " Ele disse para mim uma coisa muito bonita. Ele disse assim: "Fique tranquilo, porque eu tenho um nome novo que o Pai me deu e que só eu e Ele sabemos.
Eu ainda não sei o nome, ainda, mas já tenho um outro nome que foi me dado numa pedrinha. " E o livro de Apocalipse fala disso, né? Foi bom, cara!
Foi muito bom ouvir isso. Eu não sei se você tem perdido o seu nome ou a sua identidade, mas quero te dizer que Deus tem um nome para te dar, por meio de Jesus. E eu queria também, hoje, começar com esse tema que te vai guardar, pensando exatamente nisso: nomeie seus filhos corretamente, não prive o seu filho da identidade de filho amado.
Bata no peito e diga: "Está comigo, é comigo esse negócio aqui. Você é filho amado, do lado direito do meu peito, anda comigo. " Vamos!
Junto, filhão, tenho muita alegria em estar contigo. Tenho muito orgulho de você. Vamos lá!
Isso muda completamente a vida de uma criança. Ah, eu li um tempo atrás um livro chamado "Point", do Steve. É um livraço, tá traduzido em português.
Não li "Point" ainda. O cara do êxito, que quando ele faz patrulha, o comandante chega ali e fala assim: "Você vai ser o point. Eles vão pra patrulha, aquele cara a quem toda a equipe — aquela equipe pequena na patrulha — precisa olhar, quando ele der uma ordem para deitar, todo mundo tem que deitar.
Tem que questionar? Não. Todo mundo tem que deitar.
Se ele disser corre, é para correr. Se disser atira, é para atirar. " Sabe por quê?
Ele é o pointman, ele é o cara que fica responsável por aquilo ali. E o Farr disse que nós somos, na nossa casa, o pointman. Nossos filhos estão olhando para nós, dizendo: "Para onde eu vou agora?
Preciso saber para onde eu vou, para onde eu vou. " Somos nós que vamos apontar esse lugar pros nossos filhos. E é isso que eu percebo aqui.
Eu queria deixar essa devocional para vocês hoje porque eu olho para a história de Jacó. Que cena! Que cena!
Que cena! Que momento difícil! Tá aqui o Benoni.
Humm. . .
Esse aqui não vai ser Benoni nunca. Ele é o filho do meu lado direito, é do meu coração, é Benjamim. Deus nos abençoe, pai.
Ensina-nos a sermos assim. Muitos de nós, ó Deus, fomos privados de uma identidade de filhos amados, e muitos de nós estamos atrás dessa identidade, tentando nos encontrar na nossa história confusa. Precisamos, ó Deus, nos redescobrir um novo nome que o Senhor tem para nós por meio da cruz.
Ajuda-nos a interpretar corretamente a nossa identidade, a nossa história, em nome de Cristo. [Música] [Aplausos] [Música] Amém.