[Música] Olá, pessoal, todos bem? Como vocês estão? Então, hoje eu vim aqui para dar início à nossa disciplina do trabalho de campo em geografia um, introdução a extensão.
Lembram que no vídeo de apresentação eu comentei com vocês que nós teremos quatro unidades temáticas. Então, agora iniciamos a unidade temática número um, o campo e a extensão, diálogos para uma universidade emancipatória. A ideia dessa unidade é compreender o papel histórico e social da extensão universitária, refletir criticamente sobre as possibilidades de construção de uma universidade realmente emancipatória e analisar as práticas extensionistas que realmente vão promover transformações sociais concretas.
Então, diante destes objetivos e desta unidade temática, nós vamos começar com a nossa aula e a nossa atividade número um, onde nós trataremos sobre a extensão no Brasil, ou melhor, um histórico da extensão no nosso país. Preparados? Vamos lá.
Então, gente, como previsto, eu disponibilizei aqui na plataforma, então, um texto, né, o texto base da nossa da das nossas discussões sobre este assunto e também o material sobre forma de eh PowerPoint, né, de um arquivo onde tá a base também pra nossa aula, a nossa discussão que começa agora, tá bom? Bom, então sobre o histórico da extensão no Brasil, não tem como eu iniciar a discussão sobre essa evolução, essa linha do tempo, se antes não conversar sobre o que é extensão universitária. Então, né, o start vai ser a partir dessa contextualização e dessa conceituação, tá?
Então, o que diz o Plano Nacional de Extensão Universitária? Já faço um parênteses aqui. Lembrem deste nome.
Daqui a pouco eu vou retomar ele. Vou repetir. Plano Nacional de Extensão Universitária do ano de 2001.
Bom, segundo o PNEU, extensão universitária é o processo educativo, cultural e científico, que articula tanto ensino quanto pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre dois grandes polos, universidade e sociedade. A extensão é uma via de mão dupla, com trânsito assegurado à comunidade acadêmica que encontrará na sociedade oportunidade de elaboração da praxis de um conhecimento acadêmico. Então, tudo que é produzido na academia dentro da universidade pode e deve chegar até a comunidade, até a sociedade, através da extensão.
retorno na universidade. Dois personagens vão ser sempre muito importantes aqui. Os docentes e os dicentes tratarão um, né, ou trarão um aprendizado que submetido à reflexão teórica será acrescido aquele conhecimento.
Então, eu busco beber do conhecimento popular, social e dentro da universidade eu vou fazer toda a transformação. Esse fluxo que estabelece a troca de saberes sistematizados, acadêmico e popular, trará como consequências a produção de conhecimento resultante justamente do confronto com a realidade brasileira e regional, a democratização do conhecimento acadêmico e, principalmente a participação efetiva da comunidade na atuação. dentro da universidade.
Além da instrumentalizadora deste processo dialético, teoria e prática, a extensão é um trabalho interdisciplinar que favorece então justamente essa visão integrada, essa visão do todo, essa visão social. Então, percebam, gente, que realmente a extensão ela tem uma importância muito grande, não só paraa universidade, não só para nós docentes, para vocês decentes, mas para quem está para além dos muros da universidade, como a gente fala, né, para a comunidade. Bom, diante deste conceito, diante, né, desta contextualização, vamos conversar sobre essa linha evolutiva.
Vamos montar como se fosse, né, uma linha do tempo, né, quando nasce, quando emerge então a extensão no nosso país. Antes de falar da extensão, acho que vale a pena a gente conversar sobre a universidade. Então, no início do século passado, no início do século XX, nós tivemos a criação da primeira universidade no Brasil, primeira universidade federal brasileira, que é a Universidade do Rio de Janeiro.
Tá claro que essa universidade ela tinha como base todo o modelo europeu que era voltado basicamente para o ensino e pra pesquisa. Claro que não tem uma relação direta com a extensão, essa primeira universidade lá em 1920, tá? Mas a gente observa que é o início da estrutura de universidade enquanto instituição.
E a extensão como prática institucionalizada, ela veio bem depois, né? principalmente após a década de 1960, 1970, mais forte em 80, conforme a gente vai conversando na aula de hoje. Bom, primeiro marco, segundo marco temporal é o ano de 1931, onde nós realizamos a chamada reforma de Francisco Campos, onde nós criamos o Estatuto das Universidades Brasileiras, tá?
foi a primeira forma ou a primeira estratégia utilizada para estruturar o ensino superior, né, aqui no nosso país. Obviamente, ainda percebam que não há destaque para extensão universitária. Então, percebam que o pilar, né, que sustenta a universidade, que é pesquisa, ensino e extensão, por hora, ainda não aparece fortemente a extensão.
Agora, em 1968, a gente realiza o que nós chamamos de reforma universitária. E é aqui um grande marco temporal para a nossa disciplina, porque essa reforma universitária aprovada pela lei número 5540, então lá do ano de 1968, que nós instituímos oficialmente a extensão como uma das finalidades da universidade. Então agora o nosso tripé está, né, concluído, está posto, né, pesquisa, extensão e ensino.
Gente, uma questão que essa reforma universitária lá em 1968 nos diz que ela considera a extensão como uma forma de difundir conhecimentos, né? Porque geralmente, lembro do tripé, geralmente o ensino e a pesquisa se dão acontecem muito restrita, né, dentro do meio acadêmico, muitas vezes não atingindo a comunidade. Então este é um dos grandes objetivos aí da extensão que tá iniciando, né, o curso no nosso país, tá?
uma questão, eh, né, até um trecho, eu tiro aí, tirei aí da nossa reforma universitária. Olha só, entre aspas, as atividades universitárias compreenderão obrigatoriamente ensino, pesquisa e extensão, tá? Então o start foi dado, então 1987, vão acompanhando essa linha do tempo.
Nós criamos ou realizamos o fórum de pró-reitores de extensão das universidades públicas brasileiras. Uma sigla bem peculiar, vocês tentem não esquecer ela, o Forroex. For Proex, tá?
Fórum de pró-reitores de extensão das universidades públicas brasileiras. O que foi este fórum? N, qual foi a sua, seu grande objetivo?
O fórum foi um espaço dedicado, um espaço público, né? um espaço importante justamente para discutir a extensão, para fortalecer esse, né, esse braço do tripé, como chama assim, né, que tá começando a ser, né, a emergir no nosso território. Então, ele foi muito importante, né, é importante justamente para consolidar a extensão, tá?
Paraa troca de saberes entre universidades, tá? para justamente a gente crescer enquanto universidade, enquanto política, tá? Então, 1988, a criação deste fórum permanente, o Forro X.
Agora, chegamos na nossa linda e maravilhosa, né, Constituição Federal, né, lá em 1988. Professor, mas tem a ver a Constituição Federal com extensão, né, com a universidade? foi sim, tá?
no artigo 207, de forma mais específica e de forma especial, onde eh prevê, né, a nossa Constituição prevê uma autonomia universitária, né, onde nós observamos explicitamente as fundações, né, para o papel social da universidade. Então assim, ó, deixando, né, de forma muito muito muito aberta o caminho pronto para as políticas extensionistas acontecerem, né? Então, eh, legitimando tudo isso que tá, né, no cenário brasileiro no final praticamente do século passado.
Ainda no século passado, o fórum, né, lembra do fórum que eu comentei? o fórum dos pró-reitores de extensão das universidades brasileiras, eles criaram em 1990 as diretrizes da extensão universitária. Por que isso, gente?
Porque uma coisa é a gente instituir enquanto política, outra questão é clarear, né? clarear, dar diretrizes mais concretas, o que é realmente extensão, como eu posso fazer extensão lá na minha universidade, como isso tudo pode acontecer dentro do meu cenário específico e regional. Então, essas diretrizes elas vão definir alguns princípios importantes paraa extensão, que é a interdisciplinaridade, o impacto social e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, tá?
A extensão não pode e não deve e ela nem consegue, né, andar sozinha, né? Então essa indissociabilidade ela é importante e se faz agora presente numa diretriz nacional, tá? Eh, essa diretriz também a gente observa que, eh, mostra, né, eh, um processo dialógico com a sociedade.
a gente observa que então que essa minha sociedade precisa invadir, né, como eu falo, os muros da universidade e embora não formalizadas como uma lei federal, porque eu comentei que são diretrizes, né, essas diretrizes são amplamente utilizadas pelas instituições públicas e vão orientar todo e qualquer projeto de extensão. Se vocês observarem os documentos oficiais, por exemplo, da nossa universidade, vocês vão ver, né, muito do que tá escrito lá nessas diretrizes de extensão universitária presente aqui na nossa universidade. Bom, chegamos no século XX.
Chegamos no século XX e agora no ano de 2001, olha a palavrinha que eu falei bem no início desse vídeo, o cria-se o Plano Nacional de Extensão Universitária, o PNE o Plano Nacional de Extensão Universitária, ano 2001. O que diz nesse plano para que, né, para que ele serve esse plano? Ele vai articular as metas e as diretrizes para a institucionalização da extensão no Brasil.
Percebam que tá cada vez, né, o caldo, como eu digo, tá ficando cada vez mais grosso, né, a gente tá ganhando corpo, né, enquanto enquanto prática extensionista. há nitidamente um avanço na integração, então, do que acontece dentro da universidade, com a comunidade, com as políticas públicas, né? E é publicado então pelo MEC e pelo fórum que a gente comentou inicialmente.
Esse plano, pessoal, ele é um grande marco no planejamento estratégico da extensão no nosso país. Muito bem, como eu falei, já estamos no século XX, agora é a hora do Plano Nacional de Educação. Estamos no ano de 2012, né?
Quando a gente aprova esse plano aí que vai do ano de 2014 até 2024, neste plano existem uma série de objetivos, uma série de metas e estratégias para serem alcançadas na educação, seja básica, seja superior. Observem a meta 12. 7, tá?
onde está explícito que nós precisamos destinar 10% da carga horária dos cursos de graduação para extensão universitária. Então não, a partir de agora, percebam que não é eu faço se eu quiser, eu faço se eu acho interessante, eu faço não, né? Começamos a instituir cada vez mais forte enquanto política.
Então, enquanto universidade, eu preciso organizar a grade curricular de vocês, alunos, tá? Prevendo 10% de toda a carga horária durante os 3, 4, 5, 6 anos de curso, né? Seja uma licenciatura, seja um bacharelado, enfim, 10% para a extensão.
Percebam que essa política, o que que ela quer com esta meta? fortalecer cada vez mais o vínculo entre comunidade e prática social de vocês, em especial estudantes. Agora, gente, vamos para 2018, tá?
2018 a gente tem uma resolução do Conselho Nacional de Educação, a resolução número sete, exclusiva específica para o ensino superior, onde ela vai regulamentar, olha essa palavrinha que eu vou usar muito durante a nossa disciplina, a curricularização da extensão, tá? Então, a extensão ela não pode, a partir de agora estar subentendida dentro dos currículos dos cursos de ensino superior, tá? elas estão curricularizadas durante a disciplina, por exemplo, de cartografia, tem que tá, né, eh, também presente a disciplina, não disciplina, né, o assunto, né, um dos tripés extensão.
Durante a disciplina de, eh, geografia política, tem que ter também uma, vamos dizer assim, uma pitada de extensão. Então, isso é a curricularização da extensão em nosso país. E é justamente, né, eu vou vou vou exigir que aquela meta, lembram, 12.
7, ela seja concretizada. E esse, gente, esse essa resolução é o principal instrumento legal, tá? onde a gente vai realmente colocar em prática a extensão dentro do curso de geografia, dentro do curso de história, do curso de biologia, do curso de medicina, do curso, né, de engenharia e assim por diante, tá?
Chegamos cada vez mais próximos da atualidade, gente. Estamos em 2023 e o que acontece? tá na hora da gente ampliar cada vez mais as políticas extensionistas dentro das universitários.
Então, há um incentivo, há uma certa pressão dos órgãos federais, em especial do MEC, para realmente acontecer e a gente vê, a gente, que eu digo, principalmente vocês estudantes, essa curricularização dentro dos cursos, dentro das disciplinas, né, que vocês cursam barracursarão durante, né, a o ensino superior. E o que que a gente observa, né, agora 2023, 2024, 2025, um crescimento cada vez maior realmente da extensão ã na universidade. a gente observa muitas práticas extensionistas com foco na diversidade, na inclusão, em com trabalhos belíssimos em prol do meio ambiente, muitos trabalhos extensionistas sobre direitos humanos, enfim, né?
Então, de acordo com as especificidades dos cursos, né, de graduação, a gente observa então as práticas extensionistas realmente acontecendo, certo, gente? Percebam a linha do tempo que a gente traçou, né? Eu comecei lá no século passado, né?
e cheguei agora, né, no século XX, cheguei agora na atualidade. O que eu quero sugerir para vocês, né, nessa nessa nossa videoaula, é que vocês acessem os dois materiais que eu deixei à disposição de vocês, que é o Plano Nacional de Extensão Universitária e também a resolução número sete do Conselho Nacional de Educação, em especial falando então do ensino superior. São dois documentos importantíssimos, importantíssimos pra gente realmente ver a extensão acontecer.
Pessoal, não esqueçam de ler, então, estes textos, de acessar a plataforma com frequência. Não esqueçam de realizar a atividade avaliativa desta unidade, tá? E a gente se vê na próxima videoaula.
Gente, já dando spoiler para vocês de qual vai ser a nossa próxima videoaula, falaremos sobre os conceitos de universidade tradicional versus universidade emancipatória, além de conversar cada vez mais, né, tá faltando alguns detalhezinhos da gente conversar sobre as diretrizes da extensão nas políticas públicas de educação superior, o PNE, tá? Aguardem, aguardem, se preparem, tem muita aula pela frente, gente. Um abraço.
Fico à disposição para dúvidas e caprichem nos estudos. Um abraço. Até.
Ciao. Ciao.