Oi pessoal no vídeo de hoje eu quero conversar com você sobre os poderes da relação terapêutica muitas vezes durante a faculdade a gente acaba aprendendo aquele mito de que o psicólogo deve adotar uma postura neutra e que isso passa aquela ideia de que a gente tem que se transformar em um certo personagem adotar uma postura muito técnica e consequentemente se desconectar da nossa própria humanidade de quem nós somos atrás do psicólogo E por que isso se torna um problema porque no cenário Clínico a gente quando tá atendendo os nossos pacientes a gente tem uma relação
é uma relação profissional Mas acima de tudo é uma relação humana então pensem aqui comigo Muitas vezes os problemas que os nossos pacientes trazem as queixas vamos supor que a gente está atendendo um paciente que ele tem problemas de relacionamento ele não tá se vincular com as pessoas ou não tá conseguindo se comunicar muito bem esse mesmo problema que a pessoa apresenta fora do consultório vai ter semelhanças com coisas que a gente pode perceber nessa relação humana e terapêutica isso quer dizer que o jeito como uma pessoa age na sua vida cotidiana com as pessoas
do seu círculo social vão se assemelhar com o jeito como a gente percebe a pessoa agindo em terapia e naturalmente muitas coisas que essa pessoa sente pensa na sua vida cotidiana o próprio terapeuta vai ser um cenário e vai provocar e despertar esses mesmos sentimentos pensamentos e comportamentos isso quer dizer que muitas coisas que a gente vai sentir nessa relação provavelmente são coisas parecidas que as pessoas lá no cotidiano Desse nosso sentem também então vamos supor que a gente está atendendo esse paciente que tem essa queixa essa dificuldade de desenvolver vínculos profundos nós enquanto terapeutas
a gente pode sentir por exemplo uma dificuldade em aprofundar assuntos uma fala muito superficial um olhar desconectado O nosso terapeutas a gente pode pensar assim Poxa tem alguma coisa acontecendo aqui nessa relação eu tô com certa dificuldade de acessar de aprofundar Hum será que isso que eu terapeuta tô sentindo não é parecido com que as pessoas lá fora na vida do fulano não sentem também e é justamente nesse ponto que a fap que é uma das abordagens das terapias comportamentais contextuais trabalha entendendo que a relação terapêutica ela pode ser esse motor para provocar mudanças Clínicas
micro Terapeuta pode mostrar e fazer esses Paralelos mostrar como ele está se sentindo as dificuldades que ele tá percebendo incentivar o próprio paciente a trazer também o que ele sente nessa relação terapêutica as perguntas que talvez são difíceis para ele de responder o que ele pensa e sente com certas intervenções do terapeuta então aí gente a gente está trabalhando como problema acontecendo bem na nossa frente ao invés da gente ficar excessivamente técnicos e buscar determinada intervenção técnica específica para aplicar na sessão porque não desenvolver essa sensibilidade esse olhar para perceber o que acontece no momento
presente e na interação que está acontecendo bem na nossa frente e quando os nossos pacientes apresentam essas dificuldades nas relações interpessoais O que costuma acontecer na vida cotidiana deles é que os seus amigos né os seus vínculos não costumam apresentar como se sentem tentar modificar esse cenários O que costuma acontecer simplesmente as pessoas reagirem a esse modo de funcionar da pessoa que a gente está atendendo e ou se afastarem ou reagirem de uma forma não muito legal então nós terapeutas ao invés da gente reagir da mesma forma como as pessoas no cotidiano do nosso paciente
reagem a gente pode falar sobre isso que a gente está percebendo que tá acontecendo e mostrar para o paciente Será que não é exatamente dessa forma que as pessoas na tua vida tão se sentindo também a gente oferece dessa forma algo muito poderoso aos nossos pacientes que é essa possibilidade dele perceber de que forma o comportamento dele tá impactando nas pessoas na vida dele não é à toa também que uma intervenções mais poderosas que a gente vê dentro da Psicologia se chama auto-revelação que é quando terapeuta consegue se auto revelar falar aspectos de si e
esses aspectos de si podem ser tanto vulnerabilidades suas dificuldades que também tem e nesse cenário da relação terapêutica Pode ser vulnerabilidades na própria relação então um exemplo de uma auto-revelação nesse caso pode ser o terapeuta falar os próprios sentimentos que ele tá tendo ali naquele momento Então ele pode falar por exemplo Fulano quando eu tento te perguntar coisas quando eu faço a seguinte intervenção e tu não me responde ou tu olha para o lado eu sinto que talvez tu não tá gostando da terapia que talvez não tá fazendo muito sentido para ti que tu não
tá interessado ou que eu não sou um bom psicólogo ou que eu não sou uma pessoa que te agrada muito E aí quando o terapeuta faz esse tipo de alta Revelação ele já pode fazer uma autorevelação intencionada de acordo com o que ele tá analisando que é o problema dentro do caso então o terapeuta já pode fazer certos paralelos e costuras com que ele vê que são problemáticas que aquele paciente nos traz então um exemplo seria a gente conectar assim e esse jeito que eu tô me sentindo eu fiquei pensando será que não é parecido
com o jeito que a tua esposa se sente quando tu me diz que muitas vezes ela se afasta ou sente que não tem intimidade contigo percebam que as auto-revelações numa relação terapêutica e o terapeuta se mostrava vulnerável tem esse objetivo de contribuir para a mudança Clínica e de ajudar os nossos pacientes a perceberem o que tá por trás dos problemas que eles estão enfrentando na sua vida e assim como esse tipo de intervenção ajuda a clarear proble práticas esse tipo de intervenção também pode ser utilizado para conseguir evocar um novo repertório desse paciente que a
gente está atendendo não é como se a nossa relação terapêutica ela promovesse um novo cenário para esse paciente que dá para ele aquilo que ele precisa para desenvolver essas novas habilidades ou aquilo que faltou na vida dele o nosso terapeutas com esse tipo de estratégia a gente vai oferecer um novo tipo de modelo de relacionamento para essa pessoa e a gente pode dar para os nossos pacientes aquilo que Possivelmente faltou nas relações ao longo da sua vida então se a gente entende que é nas relações da nossa vida que muitas vezes a gente acaba desenvolvendo
feridas a gente acaba desenvolvendo problemas de se relacionar seja por a gente ter sentido invalidados não ouvidos vistos é nas relações que a gente também pode se curar no sentido da gente ter relações mais genuínas relações onde a gente sente que a gente pode se expressar onde a gente se sente vistos e validados e percebam que quando a gente utiliza a relação terapêutica como um motor da terapia a gente não fica dependendo apenas do que a pessoa nos fala então várias coisas que a pessoa faz gestos o jeito como a pessoa reage com determinadas perguntas
intervenções já vão nos dar pistas de como a pessoa tende a funcionar Eu particularmente gosto muito dessas estratégias na relação terapêutica principalmente porque essas estratégias incentivam que nós terapeutas sejamos humanos autênticos e vulneráveis nos nossos vínculos me contem aqui embaixo se vocês gostaram desse se fez sentido para vocês se vocês já costumam utilizar esse tipo de estratégia e não se esqueçam de se inscrever aqui no canal de ativar o Sininho para receber notificações e de acompanhar os próximos vídeos que vão vir por aí até mais