[música] Bom dia, boa tarde, boa noite. Você tá na JGTV, que é o seu canal para empreendedores, para profissionais. Aqui falamos de carreira, trabalho, empreendedorismo e hoje eu tô aqui, tô com uma plateia nos assistindo. Hoje é o dia do JGTV Casa Aberta, que é esse projeto que a gente abre as portas do nosso podcast para todo mundo, para quem quiser assistir. Vocês não vão ver a plateia, mas ela tá aqui e a gente vai gravar, vai bater o papo, depois todo mundo vai interagir com as nossas convidadas. Se você não veio, você perdeu, você
pode nos assistir agora, mas você perdeu toda essa interação. Fica de olho para participar dos próximos. Eu tô aqui hoje com a Vanessa Costa. Vanessa Costa nutricionista. Eh, tem uma marca maravilhosa de suplementos para menopausa, a primeira Menotec do Brasil, né, Vanessa? Tá noutra live. Temos aqui a Mariana Espíndola, temos aqui a Fernanda Sotelo, que são da Kopes, uma empresa de tecnologia para família, né? E a gente vai bater um papo bacana aqui sobre empreendedorismo feminino, mas não só sobre empreendedorismo feminino, mas os desafios de empreender no Brasil. E vamos falar sobre liderança feminina, né,
e muito sobre os nichos aqui, né, das nossas empreendedoras que estão aqui com a gente. Eh, conversando hoje. Eu vou começar eh cada uma que tem uma história, né? A gente tava conversando Um pouquinho antes de de gravar. Eu vou começar eh perguntando para todas elas e aí a gente tira no palitinho quem começa. Eu sei eh qual foi a história que as levou, né, a a empreender no lixo que elas tão, enfim, eh o que que que ele que que motivou, né, a tomar essa decisão, que é uma decisão difícil no Brasil, uma decisão
corajosa, né, empreender. Então, com que eu começo, gente? Começo com as meninas e aí elas se cumprimentam. Pode começar. Então vamos de Fernanda e Mariana. Vamos lá. Bom, antes de qualquer coisa, obrigada pelo convite. Um prazer a gente tá aqui nesse papo entre mulheres empreendedoras. É maravilhoso que a gente possa se unir e trocar figurinhas. É muito rico. E empreender, para mim, Jara, sendo bastante honesta, sempre foi uma vontade, né? Eu venho de um caminho tradicional de mundo corporativo, porque eu acredito que a nossa geração, de maneira geral foi educado para isso, né? O sinônimo
de sucesso era trabalhar numa grande empresa. E eu cumpri esse protocolo. Então eu fui trabalhar em multinacionais, sou formada em publicidade propaganda com ênfase em marketing e fui trabalhar em grandes multinacionais. E para quem via de fora, né, eu tive uma carreira muito avacaladora, então com cargos de liderança já muito jovem, Muitas pessoas abaixo de mim crescendo, liderando os grandes produtos e lançamentos das companhias com as quais eu trabalhei. E eu era a que deu certo na família, né, que tava voando, que tinha vindo morar em São Paulo, tava com uma vida muito resolvida, mas
eu me via bastante infeliz, né, porque para mim e o o empreender, ele sempre foi desconectado do fato de querer ter uma empresa. Para mim, o empreender era o privilégio de poder colocar a minha energia e dedicar o meu tempo, algo que tivesse completamente conectada a quem eu sou, aos meus motivadores pessoais, aquilo que fazia eu brilhar meu olho, né? Então, teve muito nesse lugar de acreditar que empreender também é um privilégio de da gente dedicar o nosso maior ativo, que é o nosso tempo, a algo que de fato se estivesse conectado com aquilo que
eu acreditava. E aí no recálculo de rota dos 30, eu não sei quem passou por isso, mas eu passei, bateu 26, né? Cálculo de rota. Cada um não tem, mas precoce. Sou muito precoce. Eu achava que era uma lenda isso, tá? Ah, não, não. E mas assim como o ciclo dos 7 anos de tudo, é acontece. Aham. Acontece, não é à toa. E eu tive esse recálculo de rota com 30 anos, tava super infeliz e ficava naquele clássico De querer que os dias passassem logo para chegar ao fim de semana. Em contrapartida, aos fins de
semana, eu me dedicava a trabalhos voluntários em educação e com a infância. E aquilo me preenchia de uma maneira muito profunda. Então ali eu sabia que tinha alguma coisa errada, que eu tinha um, possivelmente um chamado, né? E e aí o o a coragem ela vem desse lugar de insatisfação, de muita inquietação. E eu tava num momento de vida também que eu acreditava que era o momento que me dava a possibilidade de arriscar, né? Porque a coragem ela tem que vir também, claro, com muita responsabilidade e a disponibilidade de você lidar com as consequências que
vão vir, né? Porque empreender é navegar num mar de incertezas, pode dar muito certo, pode dar errado, a gente pode ter que recomeçar. Então, veio desse lugar, eu falei: "Agora é a hora, né? Eu tô bastante, tava já com uma carreira muito bem estabelecida, não me via mais crescendo no mundo corporativo, tava muito infeliz e tinha encontrado uma grande paixão na educação, no poder da educação, olhando paraa primeira e segunda infância. E quando eu olhava pro mercado, eu falava: "O dinheiro não tá nesse lugar, tá na educação profissionalizante, tá em outros lugares, mas se a
gente quer de fato construir um futuro diferente, né, democratizar acesso à educação, oferecer Um futuro com mais poder de escolha, a gente precisa olhar pra base e vender esse lugar que junto com Mari, que trabalhava comigo nesse momento, a gente falou, né, a hora tava esperando para ver onde entrava a Mari. Ah, Mariana, cheguei. E aí, Mari? Eu acho que para não ser repetitiva, enfim, a minha história e minha trajetória é bem parecida com a Fé. Eh, eu também tive, tipo, acho que tem, desculpa, gente, a gravidez me deixa um pouco eh sem ar aqui
para falar, mas enfim, acho que tem um pouco do meu perfil, né? Acho que eu sempre fui uma pessoa muito inquieta, muito questionadora e e uma pessoa que sempre eh, vamos dizer, eu eu queria eu precisei sempre precisei trabalhar com muita paixão em tudo que eu fazia. E na verdade eu acho que a carreira que eu também acabei tendo no corporativo, né, de crescer muito rápido, enfim, e tal, também me fez chegar muito perto de lugares onde você acaba eh acessando algumas decisões, algumas questões que eu fui me frustrando um pouco com o mundo corporativo,
né? Eu falava: "Puxa, tô aqui colocando toda a minha força, toda a minha bagagem, todo o meu profissionalismo e começou a me incomodar e me frustrar muito eu ver que O que tava escrito na parede era muito diferente do que acontecia na prática". É muito comum, né? A gente e e aí vem a vontade de fazer eh diferente, né? De colocar as pessoas em situações diferentes dessa que a gente vive, né? né? E eu acho que foi isso, assim, você chegar em cargo de liderança, você entra em conversas muito, né, eh, íntimas ali da empresa,
você entende como as decisões são tomadas, enfim. E eu acabei me frustrando muito nesse sentido. E aí aquela paixão que sempre me moveu foi minando um pouquinho na porque eu falava: "Cara, já não consigo mais estar aqui assim, eu já não consigo colocar esse meu fogo, minha vontade, minha capacidade de construir em algo que eu não acredito." E aí eu comecei com a F, né? quando a gente se conheceu. Eh, o, o diferente dela, eu não, o lance de empreender nunca foi uma coisa assim super clara na minha cabeça. Eh, eu acho que o que
me moveu foi muito mais o propósito do que pensar em construir uma empresa, tipo, e tudo que tem, se você me assiste, [risadas] você que se dá conta o que que tem, em casa, como se desdobra isso, né? Mas enfim, aí a gente juntas eh eu comecei a fazer esse trabalho voluntário com ela de final de semana, né? E assim como preencher ela começou me preencher também. E aí Assim foi muito difícil eu conseguir desver. E aí junta uma vontade de transformar com também acho que uma maturidade já de eu tá num num momento profissional
que eu acreditava na minha capacidade de construção. E a gente olhou uma pra cara da outra e falamos: "Agora é a hora da gente botar essa energia e construir algo que a gente realmente acredite que vai transformar a vida das pessoas, né? Então, foi um pouco disso, assim, acho que é esse meu lado ariano aqui de construção, esse fogo de necessidade de fazer e de realizar, foi o que junto com a paixão e e descobri, né, esse propósito, foi o que me moveu aí a dar esse passo. Legal. Agora fala um pouquinho daqui do pés,
né? Vocês escolhem aí qual das duas tem mais paixão para falar para dúvidar difícil, viu? Eu brinco aqui. Falar de que pés pra gente é igual mãe falando de filho, tipo a gente não para. É uma é uma mistura de paixão. Colocar o reloginho na tela, porque se deixar É, mas a a a produção aqui avisa tiver demais. [risadas] E a gente quer saber e a gente quer saber. Somos todas mulheres e uma plataforma para família que lida com educação infantil, né? Então gente, pra gente é interessante. Conta, conta do começo, né? como que foi
construído tudo. Nossa, história longa. Bom, me parece fazendo um contexto que dou passa, aquilo que a gente chama de familyc, né? Então é uma solução pra família. A gente olha hoje pra principal dor dessa geração e dessas famílias. A gente tenta resolver essa dor que são bom pais e mães muito desafiados, com rotinas cada vez mais desafiadoras e uma geração que nasceu conectada cada vez mais exposta a um ambiente digital extremamente inseguro e vulnerável. Então a gente parte desse ponto de partida que é a dor dessa geração, né? Então, a gente costuma falar que essas
crianças elas nasceram deslizando o dedo na tela antes mesmo de aprender a ler, a escrever, né? Eh, é uma geração que tá sendo bombardeada de informações, mas num ambiente que não foi feito para elas, né? E aí, por isso a gente vê tantos perigos, tantos desafios, né? Então, crianças em situações de de violência mesmo na frente das telas, não só, só te interrompendo um pouquinho para lembrar nossa audiência que a gente tá numa semana em que o Discord foi retirado do ar, né, no Brasil. Então, por conta dessa insegurança, né, da dos jovens, das crianças,
enfim, dentro da plataforma, sem nenhuma mediação, enfim, isso é um baita desafio para pais e mães, né? Porque você imagina a gente num num país com um cenário com tantos desafios sociais, econômicos, né? Qual que é o momento mais desafiador da rotina de uma família? O momento que Essa criança tá fora da escola, porque ali ela está muito vulnerável, né? A maioria das famílias não tem rede de apoio, né? Tem toda uma questão de logística. O que que eu faço com esse período de natividade fora da escola? E as crianças hoje cada vez mais passando
tempos, né? Ã, eh, na tela e e expostas a conteúdos muito questionáveis, né? Então a Kid é uma empresa que vem resposta essa dor, né? Então um aplicativo pra família, uma assinatura como se fosse um Netflix. Então você assina e você consegue cadastrar até três crianças de 3 a 12 anos. Legal. Que é aquilo que a gente se conecta com a dor da primeira e segunda infância, que é o momento mais importante do nosso desenvolvimento como indivíduo. Ali eu descubro quem eu sou, né? Aquilo vai definir a geração de adultos que essas crianças vão ser.
Então a gente pega bem essa fase e cria um ambiente então seguro, digital para essas crianças se divertirem, explorarem e se desenvolverem, sem contato com desconhecidos, com conteúdos que são curados por pedagogos, ã, com uma relação completamente interativa com a tela. Então a gente tira eles da passividade da tela, coloca ele como protagonista do processo de aprendizagem e leva uma série de conteúdos que ao mesmo tempo que se conectam com os interesses dessa geração, legal, desenvolvem essas crianças. Então é uma uma ferramenta de apoio para pais e mães muito desafiados num ambiente eh 100% seguro
para essa geração que já nasceu conectada. Então, o que a gente eh Quando a gente funda aqui a gente olha paraa tecnologia como uma possibilidade de democratizar o acesso à educação do futuro, a educação financeira, a educação socioemocional, né? Então a gente olha pra tecnologia como um aliado, como é que a gente sai desse papel? E é claro que o tempo de tela é importante, deve ser discutido, mas mais do que isso, que tipo de conteúdo a gente tá oferecendo pras crianças, né? momento de tela tem que ter essa mediação. Exato. E aí alguns exemplos
legais para dar é que o que que a gente tem dentro da Kid, né? Então a gente tem aulas e atividades ao vivo todos os dias, né? Que cobrem desde o período de manhã até o período, no comecinho da noite ali, né? A gente chega. Então uma grade super extensa, né? com dezenas de modalidades e áreas de interesses diferenciados para criança. Acho que tem um papel pedagógico super importante naquelo, que é olhar para competências, habilidades que em geral hoje o a grade básica escolar não alcança. Então a gente vai a gente cruza o entretenimento e
educação no mesmo lugar. Além de conteúdos ao vivo, né, interativos, a gente tem também conteúdos gravados, né, que podem ser acessados 247. eh jogos e a gente tem hoje a maior biblioteca de livros interativos para crianças também. Então tudo dentro da KIDE passa por um olhar criterioso, né, pedagógico para garantir que essa criança tá num lugar seguro, que ela tá acessando eh conteúdos que são positivos pro seu momento, paraa tua idade, né? Enfim. E algo que a gente tem muito eh muito orgulho de falar é que desde o deserido do a gente é um ambiente
também inclusivo para crianças típicas e atípicas, né? Então tem um olhar muito legal nesse sentido. Legal. Bacana. Muito bom. Muito legal. Van, sua vez. Conta a sua história. Aliás, a história da Van eh, até chegar na noutra live, interrompendo um pouquinho, está no no na JGTV. Ela já esteve no podcast, mas falando sobre menopausa e produtividade, né? Eu não consigo lembrar agora qual programa que é, mas passa por todos que você vai chegar lá maratona o canal, que você vai chegar na Vanessa e o programa foi ótimo, né? E aí agora ela veio só para
falar da experiência dela como empreendedora, mas vai ter que contar um pouquinho dessa história até chegar aí. Eh, mas antes eu quero te agradecer pelo convite. É um prazer estar com você novamente, conhecer essas mulheres incríveis. Sim. e poder estar agora com plateia, né? Vem conhecendo outras mulheres. Então, parabéns pela sua jornada, por tudo que você entrega de conteúdo. Eh, para falar de noutra live, eu vou falar de educação e é o que elas fazem. Não tem como e o que você faz aqui todos os dias, entregando conteúdo, ensinando para as pessoas gratuitamente. Eu acho
que muito da nossa missão aqui converge numa coisa só. O acesso à educação Pode vai mudar esse país e toda a sociedade, né? Então eu fui bailarin na vida inteira, vou resumir muito rapidinho, vocês vão maratonar, ela tem uma hora de programa para vocês saberem toda a história. Mas, né, nós ficamos aquele dia, a gente a gente desvendou a menopausa do inicial f jornada de produtividade. Pois é, né? [risadas] Foi muito bacana. Eh, e por que que eu falo de menopausa hoje, né? Eu fui uma atleta de altíssimo rendimento. Eu trabalhava com acrobacia aérea, fui
bailarina de carreira, tive uma primeira formação pedagógica, sou socióloga por formação. Então, ciências e sociedade tá no meu DNA. Eu adoro eh estudar mulheres. Eu me especializei em gênero, sexualidade, família. Então, é mulher e foi com mulher que eu trabalhei a minha vida inteira, né? Eu sou uma apaixonada por estudar eh todas as nossas formas, né, de manifestação na sociedade, como que a gente pode viver de uma maneira melhor eh dentro do ambiente que a gente se coloca o tempo inteiro. E num determinado momento, eu me vi em menopausa precoce, aos 38 anos de idade,
no auge da minha vida produtiva, né? Eu tava numa fase que eu tinha construído tudo, eu cheguei no máximo da minha carreira e aí veio uma menopausa precoce, veio um divórcio e veio um uma ressignificação muito grande. Naquela época eu tive que pensar num plano de migrar de carreira. Eu já cursava a nutrição, já era uma outra opção, porque A gente que tem um bichinho, né, de de educação, a gente não fica quieto, né? Você já fez uma faculdade? Mas eu quero fazer outra. Você vai fazer essa faculdade para quê? Não sei, tô com vontade.
Eu tenho aqui é o conhecimento pelo conhecimento. Eu tenho aqui 30 minutos livres do meu dia. Eu vou, você vai fazer o que? Você vou estudar mais um pouquinho, né? A gente tem essa coisa. Eh, então eu já tava na minha segunda faculdade e eu já tinha feito duas especializações e aí veio a pandemia, veio um divórcio e eu um novo relacionamento. Uma mulher com 38 anos na menopausa, acho que eu desliguei aqui, oi. Foi. Na menopausa, num relacionamento. Uhum. sem filhos, perdi a minha fertilidade, eh, não pude ser mãe, mas no meio disso tudo,
eh, eu encontrei um significado, né? E quando eu olhei pra minha condição, ao invés de me desesperar e falar: "Meu Deus, acabou para mim", eu fui entender porque que aquilo tava acontecendo comigo e mesmo eu tendo tanto conhecimento, tanta educação, tanto estudo, tanto acesso, tantas possibilidades, ninguém me avisou que poderia acontecer comigo. Uhum. Ou seja, eu não fui alertada, eu não sabia o que estava acontecendo comigo. E depois que eu descobri, as pessoas não me ajudaram a resolver o problema. Uhum. Certo. Então eu fui a todos os médicos, eu rodei em todos os lugares e
eu tinha condições eh para fazer isso e mesmo assim para mim não foi, né? eu não consegui, eu não consegui congelar óvulos a tempo, então eh muitas coisas aconteceram que foram me frustrando no processo. E aí com toda essa história, eu falei: "Mas gente, se eu que tenho acesso a tudo isso que eu sei, eu não consegui evitar, imagina as mulheres que não t acesso a essa informação, elas estão sofrendo muito mais que eu. Uhum. Eu preciso fazer alguma coisa, né? Porque aí eu acho que vocês têm o mesmo, eu falo que é um, não
é um problema, mas é a mesma característica que eu tenho, que é se eu sei de uma coisa, eu não vou guardar, eu vou contar para todo mundo. É, eu também não consigo. [risadas] Eu não consigo saber que eu tenho algo aqui, um conhecimento que pode salvar a sua vida, a sua vida, a sua vida e falar: "Ah, eu eu eu brinco que eu falo que eh quando eu morrer, eu quero ser lembrada pelas coisas que eu fiz. Eu quero que as pessoas lembrem, falem: "Nossa, ela me contou uma coisa, ela ela mudou o meu
dia, ela me deixou mais feliz". Sabe, se eu passar por essa existência sem mudar a vida de ninguém, que graça teve, né? Então eu acho que isso foi o que me motivou a fundar Nutrali, né? Se a gente fosse pensar, não teria feito, né? Que empreender esse país. Sim. É no ramo da suplementação, com todas as coisas, né? com todas as demandas que que empreender eh traz para pra gente. Mas o que me movimenta todos os dias é saber que eu tenho 30 milhões de mulheres nesse país passando por essa Fase da vida. Todas nós
vamos passar, algumas mais cedo, outras mais tarde. E o quanto mais cedo for, vai depender única e exclusivamente do estilo de vida que você carrega. Sim. Numa sociedade que hoje carrega o pior estilo de vida possível, né? as meninas que vieram do ambiente corporativo carregavam, né, o pior estilo de vida possível, a pressão, o estresse, o cansaço, eh, a frustração, a falta de de paixão, porque aí tem todas as demandas e e o resultado não vem do jeito que a gente espera. E tudo isso vai contribuindo para que a gente não tenha qualidade de vida.
Então, a Nutrali, ela nasce como uma empresa de suplementação que educa. Eu sempre falo isso. Nós não temos uma linha de produtos, nós temos um produto para que eu possa chamar essa mulher para conversa e falar para ela: "Tudo bem, você vai passar por essa fase". Mas hoje, ao mesmo tempo que você ainda não tem o conhecimento, existem inúmeras ferramentas e aí surge a primeira menotecil. As meninas são uma startup, a Nutralive, ela vem para ser uma startup no ramo da menopausa, né? que é o nosso nicho. Então, o que me movimenta empreender é essa
vontade. Se eu souber cada mulher que me conhecer vai saber que a partir dos 35 anos ela vai ter declínio hormonal e que ela vai precisar aprender a lidar com isso, porque é isso que vai ditar como que ela vai viver a segunda fase da sua vida. E a nossa Segunda fase de vida hoje não é fazer crochê, não. É bem longa, né? A nossa segunda fase de vida hoje é trabalhar, mudar de carreira. Não tem mais idade, né? Eu posso mudar quantas vezes eu quiser. Eu posso fazer o que eu quiser da minha vida.
Eu só preciso ter mobilidade, massa magra, energia. E se eu não me cuidar, eu vou perder essas coisas. Então, e eu não vou perder porque é normal que é o médicos, né? Até agora os médicos precisam mudar esse discurso porque a gente vem ensinando muito, mas é normal, faz parte da vida, você vai envelhecer, tudo bem, mas eu hoje posso escolher como eu vou envelhecer, né? Então esse é o nosso papel. Legal. E aí você roda fazendo palestras, fazendo eh programas educativos aí eh paraa empresa, para grupos. Eh, então eu achava que ia ser mais
fácil e menos desafiador, né? que eu ia falar menos, eu já falo muito, mas eu descobri [risadas] que eu tenho que falar bastante. Então, a Nutrali, eh, ela tem um ano e meio, né? A empresa ela foi fundada eh em 2025, então ela tá aí caminhando para um ano e meio de empresa e na metade do caminho eu precisei dividir ela em duas empresas, né? Então, a empresa só de suplementação que entrega a suplementação e só a startup de educação, porque a gente entendeu que para que a mulher suplemente, primeiro Ela precisa saber em que
fase da vida ela tá. Sim. Uhum. porque esse conhecimento não chegava antes. Então hoje a Nutralive ela existe enquanto empresa de suplementação e existe a Menotec que é a startup que entrega a formação. Então ali a gente tem uma plataforma de educação com uma formação para profissionais de saúde na área de menopausa e longevidade feminina e mais os cursos, as palestras e aonde se vocês quiserem que eu fale me chamar que eu falo. Só chamar. Legal. Muito bom. A gente entrou um pouquinho no na pergunta seguinte, né? que assim, que desafios enfrentamos, né? Eh, onde
onde pega para vocês? Pega a questão eh operacional, pega a questão administrativa, pega a questão [roncando] eh pensar o mercado, acompanhar o mercado, qual que é o principal desafio para cada uma de vocês? Aí vocês escolhem quem quer responder primeiro. Eu acho que pensando um pouquinho na na trajetória, quando a gente fala de empreender, muita gente tem essa percepção e expectativa da liberdade, né? Que geram liberdade no fim, né, gente? Vamos combinar. Você fica refém do teu negócio, mas tem que tomar cuidado. Tem forma de não ficar. É. É. E eu acho que eh para
mim hã eu trocaria a palavra liberdade por autonomia. Eu acho que você tem mais autonomia, escolher, tomar decisões, enfim. Mas pouco se fala sobre a responsabilidade que tem por trás disso, né? É muito solitário, né, Marian? É uma questão e é pesado, né? Porque no fim, no começo, é muito sobre você, tipo, putz, sobre você e sua sócia, enfim, um sonho. E depois começa a virar sobre os as pessoas que estão junto com você, seus colaboradores, seus fornecedores, seus investidores. Então o peso, né, é de uma decisão quando você não tem para quem olhar para
cima e aí você não tem alguém chefe na estrutura de pessoa, tipo, se deu errado, alguém vai te ajudar. Aprovou, você aprovou, né? Então assim, tem o lado da liberdade. Eu acho que eh, né? E, e assim, eu acho que é importante falar sobre isso porque eh eu acho que pouco é é muito romantizado, né, o empreendedorismo, né? Eu tenho muita amiga minha de empresas grandes que olham e fala: "Ai, que delícia, queria muito empreender, ter minha própria empresa agora que eu tô grávida, né? Eh, nossa, você vai conseguir ter uma gravidez, uma gestação, gente.
E não Tenham licença maternidade, tá? já começa por aí. Eu falo que isso já muda muito, né? Então, eh, e é muito duro porque a caminhada, eh, você, na verdade, você assim não nunca tá preparado, né? A verdade é que primeiro você começa a se preocupar muito com achar o que a gente chama de PMF, né? ou você ter um produto que que o mercado tá a fim de comprar. Depois que você faz isso, você precisa montar uma estrutura que sustente isso. Depois você precisa pensar em fluxo de caixa. Depois você precisa pensar em como
você vai fazer sua empresa crescer sem eh se destruir ou destruir, tipo, a essência do que você quer construir. Então, assim, a autonomia eh e a liberdade, ela ela tem um um uma força, ela vem acompanhada de uma responsabilidade que tira essa esse romantismo da liberdade do empreender, né? Eu acho, eh, e hoje, né, nesse momento que eu tô com a Luía aqui no Forninho, enfim, 8 meses, eu acho que para mim a o maior desafio é eu olhar pro que eu consegui construir nesse período, olhar pro meu time e também você ter a certeza
que você vai conseguir ter uma estrutura, uma empresa que vai caminhar sem necessariamente você estar lá, né? E é difícil também, porque para mim a Kidole é meu primeiro Filho e eu pela primeira vez vou ter que estar longe dela para criar a minha primeira filha, né? Então eh também tem isso, você saber sair do circuito e e ver a engrenagem acontecer sem você, né? Então acho que que são esses dois pontos aqui na minha visão. Legal. Olha, sem dúvida, né? Eh, eh, para mim o momento mais desafiador é sempre o que você tá inserido,
né? O momento que você tá vivendo, queela fase. A única certeza que a gente tem é que vem mais desafio pela frente. Os desafios vão ficando cada vez maiores. Essa é a realidade. Com certeza. É, eu tava falando pra Mara esses dias, agora eu entendo que as pessoas falavam sobre a dor do crescimento. Agora começou a fazer sentido isso para mim. Mas é isso, porque nós somos ser empreendedor é ser um uma pessoa que tá ali para resolver problemas, né? É como eu enxergo, eu não acho que o empreendedorismo é para todo mundo, eh porque
exige uma tem uma demanda emocional muito grande, que é isso, né? É você tomar decisões na base da incerteza. a gente que vem de um mundo corporativo onde a gente tinha, funcionava que nem um banco, a gente tinha todas as respostas, conseguia análises profundas que davam todas as tendências e a gente foi navegar num mar de grandes incertezas que a gente precisou se reinventar todos os dias, porque no mundo corporativo eu cuidava do marketing. Kid, a gente cuida do marketing, do RH, de finanças e são as pessoas e a tecnologia. Como uma empresa Que o
coração é tecnologia, a gente não tem nenhuma formação em tecnologia lidando com educação infantil e não somos pedagogas. Então, era eram muitos desafios o tempo inteiro. Eu vou fazer uma intervenção aqui que às vezes eu acho que é até um pouco mais fácil empreender dessa forma, sem ser sem eh o teu produto ser ligado a tua atividade core, assim, porque eu acho que eh quando a gente eh a tendência da gente cair no operacional e o negócio estagnar, não crescer, porque você se envolve no operacional, porque é o teu core business, a tua, né, teu
conhecimento maior ali é muito grande, né? Eu acho que dessa forma você constrói uma estrutura em onde você consegue escalar, cobrar, crescer, né? Mais do que eh você sendo, por exemplo, um empreendedor eh um profissional liberal que vai pegar a sua própria área e vai, eu falo por experiência própria, que eu sou, né, comunicadora, eu tenho uma empresa, enfim, então é muito difícil, não? Total. E você se questiona mais, né? Sim, sim. A gente tenta jogar nas 11, essa é a realidade, né? Porque o teu core tá ali, né? Teu é é fogo. É isso.
E hoje a gente se policia muito para colocar o nosso tempo, investir nosso tempo no lugar certo, mas principalmente naquilo que a gente é muito boa. Porque se a a gente fala, se a gente não for muito bom, contrata alguém melhor do que você. Sim. Para ocupar aquela cadeira. Sem medo, né? Sem medo. Essa é uma decisão difícil também de quem empreende, né? colocar uma expertise ali que de repente pode superar e sair dali e fazer seu próprio produto. Mas assim, é um risco que você corre total e às vezes demora, né, F, por até
você conseguir ter dinheiro para contratar uma pessoa. Às vezes por muito tempo você tem que ser multill mesmo e fazer tudo. Assim, é normal o que o o que não pode virar uma uma constante, né? Eu acho que esse é o desafio de quem prende com a sua cor, sua atividade principal. Sim, né? tem esse momento de maturação, né? Então, no começo é isso, você é um grande povo resolutor, tem que resolver todos os problemas, tem que entender um pouco de tudo, se reinventar todos os dias profissionalmente, mas os desafios vão mudando ao longo da
jornada, né? A gente ano passado, lembro de uma conversa no final do ano e assim, né? Eh, aqui deu crescendo e a gente tomando algumas de ampliação de time e a gente até falando, né? Mário já tava com com os planos da chegada da Luía. E aí eu falei: "Bom, a gente vamos contratar tal pessoa, tal pessoa agora vamos ter um red de marketing, um red de vendas e tá tá tá". E com isso a gente vai dar uma desacelerada também, porque a gente tá num ritmo muito alucinante desde 2018. Aí corta pra semana passada
a gente falando, quanto maior o time, os os desafios mudam e mais você precisa tá ali, inclusive presente, né, paraas pessoas, criando um ambiente onde elas queiram e possam estar, trazendo as ferramentas necessárias, né? Então é isso, né? É, é, é, são, são muitos desafios que vão acompanhando ao longo da jornada. E eu acho que o grande lance é você não se distrair, porque o Empreendedorismo tem é uma montanha russa, então às vezes tá no topo e ele não deve te distrair. Sim. Porque no dia seguinte as coisas podem sair completamente do controle. Sim. E
aquilo também não pode te frustrar ao ponto de você parar. Sim. Então, para mim, acho que o grande segredo do empreendedorismo é você cuidar do seu emocional para você não se perder de você, não perder a sua saúde ao longo do caminho. E isso envolve não jogar nas 11, isso envolve tempo eh de expediente, né, assim, por limite. Isso é importante, né? Eh, semana eh, acho que semana retrasada estreu no podcast o programa com Gustavo Malavota, que é especialista em vendas. E ele falou uma coisa que eu achei muito divertida, engraçada, que eu acho que
todo mundo faz quando começa a empreender, né? Ele montou um, ele fez um e-mail financeiro, e-mail genérico, financeiro, @ qualquer coisa pra empresa dele, assim. Então, assim, eh, os e-mails genéricos dão a impressão de que você tem uma equipe enorme, né? Aí era ele que respondia tudo, ele atendia, né? [risadas] E todo mundo faz isso no começo, né? Todo mundo faz isso. Tá vendo? Eu me sinto menos sozinho. Marketing era marketing @akidpés. Financeiro @akdop. Todo mundo e não assina e responde não assina. Enfim, faz de conta que tem uma equipe vou falar com a minha
equipe e te trago o retorno. É, era eu mesmo, né? Isso é muito curioso. Eu tenho uma passagem muito boa no início da live. Toda reunião que eu fazia para trazer alguém, né, e contratar um prestador de serviço, a pessoa falava: "Mas qual o seu budget?" Eu falava, não tem budget. Que budget, né? Que a gente tá muito acostumada, vem do mundo corporativo. Então você tem lá tanto X para essa campanha, tanto X para esse lançamento. Aí você eu, presa, né, acreditando no seu sonho e você senta com qualquer pessoa e a pessoa te pergunta:
"E qual o seu budget para essa situação?" Fala: "Filho, me diz quanto vai custar que eu vou saber se eu posso te pagar, né? Vai, é que eu vou fazer, isso é um problema para pagar, não é um problema seu, me fala quanto vai". Então assim, o início essa coisa do empreender e acho que a Mari trouxe muito essa coisa de não romantizar. Sim, o empreendedorismo, ele é solitário, ele não é simples, porque ele passa por muitas questões, né? E os desafios são diários. Então eu acho que a nossa grande especialidade vira resolver problema. Sim,
né? a gente passa muito tempo resolvendo o problema e à medida que a gente vai escalando, os problemas só vão eh Aumentando e mudando, né? Então, eh você delega pro time, mas o time precisa de você para as decisões e as decisões começam a ser mais complexas e você precisa lidar também com as frustrações. Tudo pode acontecer, né? No meu caso é produto e produto envolve produção, fábrica, matériapra. Então, eh, eu tô com uma situação super curiosa agora que a gente vai produzir um próximo lote e o nosso terceirizador fala: "Olha, a minha máquina não
tá funcionando e eu não tenho previsão dela funcionar". Eu falei: "Oi, querido". Né? É, mas eu preciso que ela fechou. Então, vamos fazer o qu? Eu vou até aí consertar ela para você. Como é que a gente vai resolver esse problema? Se a sua única e exclusiva função é produzir, não só para mim, como pro Brasil inteiro. Então, vamos, vamos lá, vamos lá, vamos querer consertar, né? vai ser bom para você, para mim, para todo mundo. Mas eu acho que é isso. A gente precisa ter uma certa resiliência. A gente tem que ser muito resiliente.
A gente aprende a lidar com pessoas de um outro jeito. E eu acho que muito do nosso propósito aqui é quando eu resolvi empreender, eu resolvi empreender para não passar pelas coisas que eu passei quando eu ia para um ambiente onde eu não era a pessoa responsável pela empresa. Então eu também preciso ter a responsabilidade de dar pros meus colaboradores aquela qualidade que eu que eu gostaria que tivessem dado para mim. Então, com que cuidado que eu vou olhar para essas pessoas que também estão me prestando serviço? Então, como que eu vou manter, né, a
minha sanidade, A minha qualidade, mas também a sanidade de todo mundo que tá junto comigo, né? Até porque isso vai determinar muito a a vontade das pessoas de entregar, né? De darem seu melhor, de estarem sempre próximas. Então são muitos fatores, né? Eu não, eu não vejo uma dor. Eu acho que cada dia essa dor é igual a dor decer, entendeu? Cada dia essa dor ela anda um pouquinho. Um dia dói o joelho, um dia dói. Vai aparecendo uma novidade. É por [roncando] aí. É só que a gente não desanim, tá? A gente tá [risadas]
plateia. Não desanime. Pessoal que tá nos assistindo aí em casa, não desanime. Não é, não é bem assim. Vocês vão, a gente vai continuar o programa aqui, vocês vão ver que tem muito motivo para empreender. Claro, né? Como a Falou, empreendedorismo não é para todo mundo e não dá para romantizar de verdade. Mas aí a gente chega num ponto que assim, eh, todas maravilhosas aqui, bem-sucedidas, com o negócio rodando, né, a coisa acontecendo, né? Eh, mas eu acho que em algum momento vocês devem ter se deparado com uma situação eh em que vocês tinham um
olhar feminino sobre aquela gestão, sobre aquela eh solução, enfim. Eh, e aí a gente se depara com o mundo, né, em que de repente a gente é obrigado a imitar uma liderança eh masculina eh enfim, de um uma outra dinâmica, uma outra, né? Eh, vocês acham que esse mundo tá preparado para essa liderança feminina? Vocês estão conseguindo criar um novo modelo de de liderança ou operar um novo modelo de de liderança ou a gente ainda tá nesse ponto em que a gente eh eh tá arremedando uma liderança? Masculina que tá por aí. Uau! Olha, Gisara,
para mim, eu vejo que a gente tá, né, eh, olhando de forma otimista pro cenário num num modelo de transição, eu diria, né? Então, é claro que a gente tá falando de um modelo de liderança criado numa sociedade e num ambiente que foi, né, construído por homens. né, para homens. Então, se a gente, a gente tá falando aqui de mulheres empreendedoras, né, e falando de startups, se a gente pega, por exemplo, uma fotografia, tem um dado da AB Startups do ano passado, eh, que de que 19% só das startups são conduzidas e fundadas por mulheres.
Então, a gente tá falando de uma presença muito massiva masculina. Em contrapartidas, a gente pega um dado um pouquinho anterior da distrito de 2020, fala que menos de 1% do capital é destinado para startups que t founders mulheres. Então somos poucas navegando nesse mar, buscando um dinheiro que não está acessível a nós, que tá sendo também conduzido por homens, né? Então, eh, você acha que isso é, eu não sei se tem esse dado, não tive acesso a essa pesquisa, mas você acha que isso é uma questão eh do nicho que a gente resolve operar? Por
exemplo, vocês estão eh eh vocês têm uma um aplicativo para a família, é tecnologia, mas é um aplicativo para a família, nicho essencialmente, né, de preocupação, Eh, maciça, feminina, né? Eh, tem a ver com isso ou tem a ver realmente com eh quem toma decisão? O que que você pensa? respeito. Olha, para mim tem a ver com a a o modus operand da nossa sociedade, né? O quanto a gente cria na sociedade ambientes corporativos ou não, né? Profissionais onde as mulheres possam e queiram estar. Eu acho que esse é o grande desafio, né? Então, a
gente ainda se e a gente se questionou durante muito tempo, né, dentro do mundo corporativo, se a gente poderia dar próximos passos, como é que estava a nossa vida pessoal, quais eram os planos e mesmo quando a gente foi empreender, com isso enraizado na nossa mente, a gente se questionou: "Agora é a hora?" E muito da resposta que veio, nossa, foi agora por enquanto a gente não tem filhos, agora a gente pode arriscar. Então, com a mulher sempre ainda num papel de cuidadora, tendo que optar e amputar parte sua para se fazer caber, né? Então,
acho que isso vem muito desse lugar. Então, naturalmente os homens durante muito tempo foram crescendo em suas carreiras enquanto as mulheres foram tomando decisões difíceis, fazendo eh eh migrando, né, de um padrão de comportamento e tudo mais. Mas o que eu vejo é que a sociedade já tá aberta pro debate, que já é um passo importantíssimo, mesmo dentro das empresas, também abertos pro debate, saindo um pouco de estereótipos de liderança, indo mais para que tipo de líder que a gente precisa hoje, que essa geração precisa, né? entendendo de que Independentemente de uma liderança masculina ou
feminina, né, é possível a gente ser ter um drive para resultados, a gente ser objetivo, a gente ser firme, mas a gente construir um ambiente que cuida de pessoas, um ambiente mais empático, né? Então, eh, eu acho que que as estruturas vêm se questionando, porque a gente tem uma geração que é muito questionadora, é uma geração no que que tá incomodada e que se você não oferece um ambiente onde ele eh se sinta cuidado, olhado como indivíduo, ele não permanece, né? Então, tem feito com que as antigas lideranças olhem com mais cuidado. Eu acho que
isso, e aí isso se reflete inclusive nas startups e no mundo do empreendedorismo, porque o dinheiro durante muito tempo ficou na mão de homens, né? Então, obviamente, a gente teve muitos desafios porque a gente sentava em mesas, a gente senta em mesas, principalmente nas rodadas de investimento, quando a gente foi trazer capital externo para Kid, né, durante os dois primeiros anos eram eh eram capitais nossos, depois a gente trouxe investidores, mas eram mesas só de homens. Sim. E a gente falando de uma dor feminina em essência. Loucura. É, né? É. Eh, eu cobri a RH
durante quase 5 anos como jornalista e uma coisa que eu acompanhava dados, né, de mercado, área de tecnologia é é muito pouco impactada por mulheres, né? tem muito pouca liderança feminina, mas muito pouco eh muito poucas profissionais, né, na área de tecnologia, as empresas começaram a fazer ações afirmativas para formar mulheres, né, trazer eh a a eh essa expertise eh pro lado feminino dentro das empresas, enfim, porque elas não saem no mercado, né? As empresas têm que trazer, tem que, né, oferecer alguma coisa. E você, Van? Eu pulei, pulei a a Marisa. Pode ir. Vamos
lá. Ah, elas estavam, vocês estavam falando aqui, eu tava refletindo uma coisa. Eh, quando a gente vem pro pro ambiente da ciência, das pesquisas científicas, a, a obrigatoriedade de pesquisar com mulheres, ela só começou em 1993. Então, até então, todos os estudos científicos que foram feitos, foram feitos com homens e estendidos pro público feminino. Sim, nós não éramos objetos de estudo, nós não éramos vistas com essa necessidade de sermos estudadas. Hoje a gente sabe muito sobre a nossa saúde porque os os estudos são muito recentes, eles estão começando a aparecer agora. Então, eu acho que
eh é uma grande questão estrutural eh mundial. né? E eu que Gosto de ter sempre esse lado de olhar o copo, né, mais cheio, eh, eu falo: "Que bom que vivemos essa geração. Nós somos a geração que está podendo reescrever a história, né? Então, a gente hoje começa a reescrever a história. As mulheres da próxima geração, elas vão ter o espaço, o lugar, né, que nós estamos plantando. Nós somos responsáveis por isso hoje, porque é muito impactante, né? Então, como é que se lidera numa visão feminina? A gente tá aprendendo a fazer isso agora, né?
Não, não era permitido fazer isso antes. Então, hoje a gente está aprendendo a fazer isso. Eu acho que estamos todas tentando encontrar uma maneira de ter esse olhar. Quantas mulheres precisaram se masculinizar, né, no sentido de vestir roupas eh mais cobertas, se parecer com homens, mudar o tom de voz, eh, né, se comportar de uma maneira um pouco mais masculina para serem aceitas no ambiente de trabalho. E a elas devemos muito agradecer porque foram as responsáveis por abrir o espaço pra gente hoje. Então eu acho que a gente vem para aprender. Essa é essa nossa
geração. Para mim ela é a melhor de todas. Eu sou extremamente grata por poder viver hoje e ser responsável por mudar essa história. Muito bom. Você falou essa questão da da roupa, né? Eh, tive num evento com a Luía do Magalu e aí ela contando que ela sempre fez questão de andar toda imperectada. Ela se autointitulando Barbie, né, do mundo corporativo para marcar esse lugar. Quer dizer, eu Sou mulher, a minha roupa é essa, eu sou líder, sou empresária. E é isso aí, ponto final, né? Isso aí. Mari, quer colocar alguma coisa sobre tua experiência?
Eu acho que o que eu queria colocar aqui na mesa é o seguinte. Eu acho que lá na Kid, né, a gente se divide de formas, cada uma olha para áreas diferentes e eu tive uma uma experiência bastante intensa, né, na levantada de capital da operação. Então, as duas rodadas de investimento, quem acabou liderando fui eu. E e eu acho que assim, primeiro é foi muito difícil, porque eu acho que o mercado não tá preparado para ouvir mulher falando sobre ambição, falando sobre dinheiro, falando sobre business plan de empresa, trazendo um olhar ambicioso de construção
de uma operação, enfim. Então, por muitas vezes a gente esteve em rodadas de conversas onde as perguntas pros founders de homens eram totalmente diferentes das que faziam para mim, né? Então, para eles muito pensada em, né, em números, em em tipo em BP da empresa futuro, para mim era muito olhando paraa capacidade de de fazer o negócio acontecer, né? Então, eu acho que isso é muito difícil. Eh, não é fácil mesmo. A gente teve, acho que, se eu não me engano, menos de 5% do capital investido vem para para Empresas, né, lideradas por fundadoras 100%
femininas hoje no Brasil. E então é muito difícil. Acho que a gente tá abrindo aqui, sem dúvida, como a Vencia falou, né, abrindo espaço para essas gerações das meninas que estão chegando, então poderem ocupar esse lugar. E eu acho que tem um outro lado que que a gente também tem provocado e muito dentro do mercado corporativo eh um outro olhar paraa liderança, né? Porque nós mulheres a gente sempre a gente, enfim, eh acho que todo mundo passa ou passou por isso aqui. A gente não consegue ter o trabalho como um pilar tão central e e
se desligar de todo o resto, né? Tipo, hoje 50% das mulheres deixa o mercado de trabalho depois de terem filhos, porque simplesmente é impossível equilibrar as duas coisas para muitas mulheres, né? Então, quando a gente chega num lugar de liderança, eu acho que a gente tem a capacidade de olhar 360 para esse colaborador, ter um olhar mais empático, né? como eu e a F, a gente tipo o tempo todo a gente se questiona, a gente tá conseguindo construir um lugar onde o nosso time tá conseguindo, né, realizar-se pessoalmente e profissionalmente também. Eh, e isso, enfim,
é muito necessário. Então, acho que a gente precisa ser menos uma energia só masculina ou energia feminina. Eu acho que o a energia masculina ela traz eh esse olhar ambicioso, ela traz esse olhar de de realização, de fazer acontecer, de, né, a energia masculina é isso. Enquanto a Energia feminina ela cuida, né, ela ela frutifica ali, ela nutre. Então, o ideal é a gente conseguir ter um encontro e um equilíbrio entre as duas energias, né? Vamos falar em energia humana, né, que seria ótimo se a unidade fosse uma um mix de estudo. Exatamente. Exato. Seria
esse o caminho, né? Sem dúvida. Legal. Bom, como eu falei que não era para desanimar, [risadas] eu quero fazer uma última pergunta aqui pra gente fechar eh e para poder cuidar da plateia aqui. Vocês não vieram, vocês estão perdendo. Eh, eu queria perguntar para vocês assim, quem tá começando hoje, né, que muita gente aí tem uma ideia na cabeça e um sonho, né, e um jeans e sai pelo mundo, né? Mas eh para quem tá começando agora, qual que é o conselho principal? São muitos, né, gente? Acho que essa aqui foi uma aula, né, de
de empreendedorismo hoje, mas eh um resumo, uma coisa que para vocês seja essencial e que seja eh de repente um direcionador de todo o resto. Como vocês eh dariam pro nosso pessoal aqui, nossa audiência, esse conselho eu vou ser bem informal. Eu acho que coragem e cara de pau, eh, são duas coisas muito importantes. Primeiro, coragem porque o caminho não é fácil. Assim, não é que não é fácil no começo, você exige se nutrir de coragem em cada passo que você dá. Então, assim, a a minha meu ponto aqui não é, ah, tá com medo,
vai com medo mesmo, né? Enfim, não é isso. Acho que não dá para simplesmente se jogar, enfim, mas a coragem ela é muito Necessária, porque às vezes a gente espera, tá, as condições estarem perfeitas pra gente conseguir dar um passo e isso não vai acontecer. Eh, então, eh, como a Fê falou, empreender é navegar nas incertezas e, e a gente tem que ser vestida de coragem o tempo todo. E eu gosto muito de falar sobre a cara de pau, que eu brinco que é um tempero essencial na no empreendedorismo e que me ajudou muito, porque
eu acho que eh diferentemente do mundo corporativo, onde as pessoas eh defendem muito seus espaços, tem menos a abertura para trocar, no empreendedorismo, você tem pessoas muito mais empáticas, até por tudo que a gente já passou, né, e passa. Eu acho que todo mundo que tá um pouquinho na frente olha para uma pessoa que tá atrás e tem muito carinho e muita preocupação em em ajudar. Então, uma coisa que eu fiz ao longo do caminho, né, eh puxar pessoas que estavam passo na frente para conversar. E isso me ajudou muito, assim, muito. Eu puxo mesmo
assim, ó, gente, LinkedIn, eu vou lá, cara de pau, topa tomar um café comigo, eu tô passando por isso, eu tenho acompanhado tua empresa, sei que você tá, que você fez isso, você consegue conversar comigo porque eu acho que a gente, a gente que empreende, né? Eu já tive muitas conversas assim até hoje com muitas pessoas que me procuraram e a gente fala muito a real, sabe, um pro outro assim. Então, eh, sem esconder jogo, sem também romantizar nada. E quanto mais preparado você tá, quanto mais você conseguir Trocar com outras pessoas, eh, é muito
importante para você, às vezes tem uma coisa que você não tá vendo e aquela pessoa já passou, já bateu com a cabeça na parede, ela já sabe que ela tinha que ter feito aquilo, então ela te poupa eh alguns alguns sofrimentos ao longo do caminho. Então, acho que para mim são essas duas coisas assim que eu acho que são coisas importantes. Maravilhoso. Mara não precisa ser mais cara de pau. Vamos lá. Faz diferença. Muito ter coragem. Até que ser muito. Eu tô cansada de ter coragem. Exato. [risadas] Coragem cansa. Mas o que ela falou é
uma verdade assim absoluta, porque é maravilhoso na jornada empreendedora o quanto as pessoas que vão se unindo ao teu sonho ao longo do caminho e você vai encontrando pessoas muito generosas, sabe? que vem para te apoiar mesmo naquele teu desafio do momento ou na tua dor ou abrir o espaço, abrir caminho. Isso é isso é muito maravilhoso. Eh, talvez assim, o conselho que eu possa dar, eh, tem uma frase que para mim foi, ela marcou muito essa meu começo da da minha jornada empreendedora, que para mim significava empreender, viver para sempre livre do medo de
nunca ter tentado, né? Então eu enxergo o empreendedorismo de fato num país tão desigual quanto nosso, onde as pessoas estão fazendo o que podem com aquilo que tem. A gente colocar nosso Tempo, dedicação, amor, vontade, garra em aquilo que a gente escolhe, eu acho um baita do luxo de um privilégio, mas precisa vir essa coragem acompanhada de muita responsabilidade, né? Então eu diria que a primeira coisa é se preparar, porque a gente não é preparado pro pro empreendedorismo. Muitas empresas vão a falência nos seus primeiros dois anos porque há muita informalidade ainda, né? Então faça
contas, tese, né? Teste sua tese, conheça seu mercado, se conecte com pessoas. Esse trabalho inicial ele é fundamental, onde você ainda não viu o teu produto, o teu serviço tomar forma, mas ele é muito valioso, porque às vezes a gente se apega também a algumas ideias e algumas paixões, a gente fica muito cego, né? Então este trabalho do empreendedor, de se questionar o tempo inteiro, né? Porque não é normal também que o teu negócio demore muito para te trazer algum tipo de resultado. Possivelmente você tá batendo na porta errada ou teu produto e serviço não
atende aquela dor como você acreditou que ele atenderia ou o teu público não tá preparado e você vai ter que investir em prepará-lo, trazer educação, porque as pessoas nem conhecem ainda aquele desafio, né? Então eu acho que isso sair dessa informalidade, ela é muito importante para que você consiga, inclusive dar passos mais seguros. Legal. Vamos. Eh, acho que as meninas já deram na aula, né? É maravilhoso [limpando a garganta] demais poder saber da história. E eu acho que para completar, eu que venho do esporte, né? você vai precisar ser muito disciplinado, porque empreender, ele demanda
uma energia todo dia. Então, todos os dias você vai acordar pensando no seu negócio, você vai dormir pensando no seu negócio. Eh, você até pode tirar férias, mas a sua cabeça vai estar no seu negócio, né? O seu negócio vai depender de você. E é essa disciplina que vai manter toda a cadeia embaixo de você funcionando. Então, eh, seja minimamente disciplinado, seja minimamente planejado. Eh, se você acredita, busque as pessoas certas, né? E é exatamente isso. Eu sou muito cara de pau também, Mario. Então, eh, eu vou atrás do LinkedIn, eu chamo no Instagram, eu
marco o café, eu converso com todo mundo. O meu marido fala, ele fala: "É uma vereadora, todo mundo conhece, sabe quem é, ela fala com todo mundo." E e eu gosto muito de conectar eh com as pessoas que fazem as mesmas coisas que eu. Eu sento para ouvir. Aprenda a ouvir e ouça não só quem deu certo, mas quem deu errado também. Ouça muitas pessoas e acima de tudo ouça os seus colaboradores. Eles trabalham com você e às vezes eles têm ideias e eles têm vontades e a gente fica cego pel aquilo que a gente
acredita, né? E às vezes tem uma pessoa que é uma colaboradora que ela nem tá ligada ali no contexto, mas ela vai te Trazer uma informação. Se você for parar para refletir, às vezes ela pode mudar o teu jogo. Então ouça muito, ouça muito, seja minimamente disciplinado, planejado e aprenda a escutar. Muito bom, meninas. Maravilhoso. Muito bom. maravilhoso. E eu acho que acima de tudo, não vou deixar um um vou dar meu pitaco aqui também, eh não estar sozinho, né? E assim, não empreender sozinho. Não adianta você tentar empreender sozinho. Qualquer coisa sozinho não é
empreender, né? Você tá no mercado aí jogando as 11, eh, fazendo tudo, enfim, não é uma coisa Aham. eh, aceitável, que é uma realidade de, acredito, de 50% dos microempreendedores no Brasil, né? Eh, põe a família para ajudar, se for o caso. Chama, faz parceria, não tem dinheiro para contratar, faz parceria, parceria jurídica. Tivemos um programa aqui recentemente também com a Crisor Nelles falando sobre eh eu olhei para para Vamos que elas partiram a mesma assessoria de empresa. Eh, que falou aqui, né, assessoria jurídica super importante, eh, faz parceria, parte de vendas, faz parceria, terceiriza.
Eu acho que é uma coisa, eh, que você tem que começar a pensar logo, né? Tudo bem que a gente, né, se desdobra no começo e tudo mais, mas acho que eh quanto mais rápido você tiver ajuda, mais rápido o teu negócio Deslancha, né? Pessoas precisam de pessoas, né? Pois é. Negócios feitos feitos para pessoas precisam de pessoas. Eu acho que é, né? Tem que tem que ir por aí. Meninas, muito obrigada pela presença das três. Adorei o nosso papo. Acho que eh poderemos fazer outros programas aqui falando de outros temas, né? Sim. É muito
legal. Ã, para você que curte o canal, que tá sempre com a gente, tem o nosso apoia-se, né? Eh, apoia.se/jgtvpcast, vai lá, faz moderação pro canal, ã, curte, compartilha, comenta, enfim, maratom, um canal que tem muita coisa legal para você empreendedor, para você profissional que tá aí possuindo a sua carreira, fica com a gente que vai ser legal. Muito obrigada, meninas, mais uma vez. Muito obrigada para você que ficou aqui aqui com a gente até agora. Obrigada. [música] [música] เฮ [música] [música] [música]