só dele, mas de outros grandes bilionários aí que tudo vieram debaixo. Eu falei, eu vou mudar minha vida, não vou pensar mais no lucro. Foi aonde eu virei o jogo.
>> É, >> e eu falo para todo mundo, foi o que eu aprendi com esse cara. Eu queria que você falasse disso, porque nem todo mundo, talvez vai poder ter a chance de estar lá dentro dessa de uma mentoria daquela que eu participei sua, de ser convidado para ir na sua casa, de ir ousadamente falar aqui comigo. Eu, o Flávio olhou para mim, tipo, você tá doido, você acredita?
Não acredito, não é certeza. Pode orar. Eu saí de lá, quando eu terminei a reunião, eu peguei o telefone e liguei num um amigo meu, falei: "Eu quero comprar sua empresa".
Tremendo, senhor. Eu não sei como, mas como você vai pagar? Não, isso não interessa.
Eu quero saber se tá vendendo ou não. Foi por causa desse cara. Então eu queria que você falasse, Flávio, sobre esse negócio de equory de como é que você destravou nisso?
Que eu acho que você foi o primeiro cara do Brasil que eu vi. Não, tecnicamente, acho que tecnicamente os caras da Faria Lima sabia antes de você e tal, mas eu vi o primeiro cara se posicionando, ensinando, fazendo, que uma coisa é falar, outra coisa é fazer. Uhum.
>> Ele tem uma uma venda e uma recompra de uma empresa de uma forma milagrosa, que se não for Deus não tem mágica para fazer o que ele fez. Vender um negócio por quase 1 bilhão, depois comprar tipo 10% do valor e fazer o negócio crescer de novo e virar bilhão. O negócio mais louco que eu já vi.
Fala de Ecor que eu acho que é uma uma grande aula pro Brasil assistir isso. >> Tá legal. Eu tenho certeza que muita gente que nos assiste é empresário e aqui na plateia que é empresário também, só levanta a mão.
Pronto. Então, a galera que é empresário. Então, grande parte dos empresários brasileiros, principalmente, mas também em outros países, Pablo, eh trabalham pelo lucro.
E o lucro é bom. Lucro não é uma coisa do mal, como algumas pessoas que têm determinadas ideologias pensam que é o lucro. É o que move é o que gera impostos, é o que gera empregos.
O lucro ele é o que gera uma empresa possibilitar fazer investimentos, fazer novas contratações. O lucro é muito bom, mas o lucro ele é gorgeta do empresário. O lucro ele é gorgeta do escuta o que ele acabou de falar.
Talvez vocês estão, vocês não estão entendendo. O lucro é a gorgeta, o lucro não é o a principal fonte de geração de riqueza para um empresário. E eu até 2008, que eu já tinha, eu já era empresário há 13 anos, já minha empresa devia faturar alguma coisa perto de R 80, R 90 milhões deais em 2008, eu já devia ter ali uns 27, 25 a 27 milhões de lucro por ano.
Ou seja, 2008 eu tinha 36 anos e e esse resultado já era um resultado notório naquele momento de onde eu tinha vindo. Ah, tinha acabado de receber uma proposta de compra do meu negócio na ocasião por 200 milhões de de reais, que eram 100 milhões de dólares na época. E foi quando eu falei: "Cara, que que é isso?
Que que que parada é essa? " Entendeu? Foi quando eu entendi que existia uma riqueza que é maior do que o lucro, que é o Equid.
O que que é o Equid? é o valor do seu negócio, é quanto vale o seu negócio. É como se fosse o seguinte, você tem uma impressora que imprime 10 milhões por ano.
Vamos supor que o Banco Central te desse uma impressora legal que imprimisse 10 milhões por ano. Ou seja, você gera 10 milhões de riqueza por ano. Beleza?
Mas quanto vale essa impressora? Quanto vale essa impressora? Se ela tivesse a venda numa loja, uma impressora que pudesse imprimir dinheiro de maneira legal, isso é só uma ideia hipotética, conceitual, tá?
Aí você vai entender perfeitamente o que que é. >> É quanto vale esse essa impressora? Uma impressora normal que imprime papel custa talvez R$ 1.
000, R$ 500. Eu não sei quanto custa uma impressora, mas deve custar por aí. Mas é uma impressora que imprime um 10 milhões por ano.
Quanto vale essa impressora? Esse valor, esse valor se chama equity. Esse valor se chama o valor do seu negócio.
Então, portanto, trabalhar para construir o valor do seu negócio, trabalhar para que o seu negócio seja uma impressora, uma máquina de produzir dinheiro, de forma que esta máquina tem um valor o qual o mercado, bancos, fundos ou grandes investidores se predispõe a pagar por essa por essa máquina, por essa impressora. Isso é um outro jogo. É um jogo diferente do jogo do lucro.
Então, desde quando eu eu aprendi, eu aprendi isso muito tarde, eu aprendi isso, eu já tinha 13, já era 13 anos como empresário, tava bem sucedido, ganhando lucro, mas no dia que alguém me fez uma proposta de me pagar 100 milhões de dólares, na ocasião era era 200 milhões, o dólar era dois para um, eu fiquei assim, cara, que jogo esse cara tá jogando? Esse cara tá jogando um jogo diferente do meu. Por que que ele me paga isso?
Como é que ele tem essa grana? De onde que ele arrumou esse dinheiro? Por que que vale a pena isso para ele?
Eu me senti assim, caramba, R milhões de reais era bom, era uma boa grana para mim naquela época para para eu receber. E aí eu, mas por que que ele tá jogando esse jogo? Aí eu pedi 30 dias para pensar.
Pedi a ele, cara, me dá 30 dias para eu pensar. Quando eu pedi para ele 30 dias, no fundo, eu não tava querendo só pensar se eu ia aceitar ou não a proposta. Eu queria entender que jogo é esse que ele tá jogando, cara.
>> Que jogo é esse? E ele era meu concorrente. E aí eu falei: "Pô, ele tá jogando o jogo, eu não tô jogando".
E aí eu fui pesquisar. Em 30 dias eu comecei a entender que existia uma riqueza. que eu nem sabia que existia.
Alguém já achou R$ 100 no no bolso do, sei lá, achou R$ 50, R$ 10, achou um dinheiro que você esqueceu no bolso? >> Tem gente, gente que acha conta de luz. >> Você acha, tem gente que acha conta de luz, mas você acha, vai achar R$ 100 no bolso é bacana.
Aquele dia eu tive a sensação que eu achei 100 milhões de dólares no bolso. Uau! Porque era um valor que existia, era uma riqueza que existia, que eu nem sabia.
O meu negócio ele tem um valor e esse valor, se eu aprendo a construir esse valor, cara, é uma riqueza muito maior do que o lucro. O lucro é uma gorjeta. Então, o empresário que trabalha apenas para o lucro, ele tá trabalhando apenas por uma gorgeta.
E olha só, eu não tenho nada contra gorgeta, eu gosto de lucro, gosto de gorgeta. Todo mês lá, quando meu financeiro de cada empresa liga: "Olha, esse mês é tanto, eu fico super feliz, a gorjetinha é boa, mas a riqueza que a gente constrói é a riqueza do equ. A riqueza do equity é a riqueza que a gente constrói.
Ó, dá só uma uma pausa aqui antes dele continuar nisso, que eu acho que isso aqui é uma das coisas mais ricas que vão passar na televisão brasileira para 21 milhões de pessoas. São 21 milhões de empresários tem no Brasil. 6 milhões são empresas de grande e médio porte.
As demais são pequenas ou microempreendedores que tem um CNPJ. O que eu quero que você entenda é simples. Eu encontrei dois caras discutindo uma ideia no resort e a ideia dos caras era: "Nós precisamos urgente achar um lugar para colocar R$ 10 milhõesais".
Eu falei: "Se você tá doido, eu sei fazer isso, se gastar isso. " Aí ele falou: "Não, você não tá entendendo. Nós pegamos um dinheiro de um fundo, 300 milhões e a gente tem que mais dinheiro rápido.
Eu queimar dinheiro, olha a conversa dos caras. Enquanto você tá pensando numa coisa, os caras pegaram dinheiro de um fundo para acelerar o negócio, eles têm que dar a resposta rápida que esse dinheiro tá sendo aplicado. E você ouve isso da do lado de lá, você fala: "Cara, não é possível que existe isso".
Aí você vai ter essa sensação, cara, que loucura que é essa que essa pessoa tá falando? Como assim eu tenho que queimar dinheiro de um fundo? Quando fala quear, não é jogar fora, é voltar com teste, falar: "Eu te dei 300 milhões para você dar um resultado.
Eu quero o resultado. " Você sabe a loucura que é isso. Então não é sobre eh criar uma ONG na sua empresa.
É sobre você entender que a sua empresa te dá a gorgeta. Eu acho essa essa frase do Fláio fenomenal. O lucro é fala com a boquinha assim, ó.
Lucro >> lucro >> é gorjeta. >> É gorgeta. >> A riqueza, >> a riqueza >> está no valor.
>> Está no valor. >> Vamos, por exemplo, fazer uma pergunta para ele. Ele continua partindo dessa resposta.
Presta atenção. Se a empresa der prejuízo, ela quebra. Prejuízo?
>> Não necessariamente. >> Por quê? >> Porque o o ela pode tá dando prejuízo no caixa porque você tá fazendo um investimento muito alto >> em valor, né?
Gerando, >> ela pode tá, você tá gerando, você pode tá gerando valor. Muitas empresas foram compradas quando ainda não davam lucro. O Instagram, por exemplo, foi comprado pela meta, que é o do Facebook, por, se eu não me engano, por R 1 bilhão deais de dólares.
E ela não tinha nem receita. Ela obviamente era uma empresa que operou até pouco tempo. >> Uber operou até pouco tempo, no Bank operou até pouco tempo e por aí vai, né?
>> Porque o que vale na na construção de riquezas é a projeção. Então beleza, eu tô dando 1 milhão de prejuízo hoje, amanhã eu tô dando 500, no outro dia eu tô dando 100. 000, no outro dia eu empatei 0 a zer.
No outro dia eu tô dando lucro, no outro dia eu tô dando 100 milhões de lucro, no outro dia eu tô dando 1 bilhão de lucro. Então essas essa jornada é que gera o agora as pessoas o o isso precisa ser muito bem fundamentado para que um investidor ele acredite na na sua tese e decida fazer parte dessa jornada com você enquanto você não tá dando lucro, porque enquanto você não tá dando lucro, você tá mais baratinho e depois você vai valer muito. É assim que funcionam essas startups, essas empresas do Vale do Silício, essas grandes empresas de tecnologia.
No Brasil a gente precisa eh gerar caixa. No Brasil não tem essa essa coisa do ventry capital que tem nos Estados Unidos, que o cara vai botar dinheiro na tua ideia simplesmente do nada. No Brasil a gente precisa mostrar resultados.
A gente é mais raiz aqui no Brasil. Mas o mais importante da gente entender, o empresário é entender que o principal valor está no equity, o principal a principal riqueza está no valor da sua companhia. Quando você entende isso, você vai dirigir todas as suas ações, todos os seus, o teu trabalho, o seu esforço para a construção de valor.
Então, por exemplo, aquela empresa que eu não que em 2008, que eu recebi a proposta de 100 milhões de dólares, que era de um concorrente, que eu fui estudar, depois que eu estudei, eu fiquei encantado com aquele assunto. Eu falei: "Não, tá cedo ainda para eu vender". Eu dei não pro cara, pô, difícil é dar não para 100 milhões de dólares, entendeu?
Hoje seriam R$ 600 milhões deais, não é fácil. Eu dei não. Só que 5 anos depois nós vendemos a mesma empresa por 500 milhões de dólares.
Eu falo em dólar por causa do tempo, né? Já faz tanto tempo que o dólar é uma boa referência. >> Ele sempre fala em dólar.
A cabeça dele é dolarizada porque ele patrimonializou, dolarizou. É outra fase que você vai aprender também. E sempre que ele tá discutindo, ele vai falar o valor do carro, ele fala: "Esse carro era tantos dólares".
Aí eu já Mas para que ficar falando dólar? É porque a cabeça tá numa única moeda que é a moeda forte. que aí depois que você aprender a proteger seu patrimônio, você vai entender que a conversa gira só em dólar, principalmente, Marçal, num país em que a gestão política do país, ela não é responsável do ponto de vista fiscal.
Nós, por exemplo, esse ano no Brasil vai ter, tá com tá com déficit aí de 1. 3 trilhão de réal. Défic o quê?
É prejuízo. Ou seja, faturou muito e gastou 1 trilhão a mais, 1. 3 trilhão a mais do que faturou.
E aí para poder pagar essa conta emite títulos, sabe? O tesouro direto aí você emite um papel. Esse papel paga juros.
Esse juros chama Selic. É o é aqueles juros que que paga a remuneração do teu tesouro direto, por exemplo. Agora, quanto mais deve quem empresta, quem compra um tesouro Selic, por exemplo, um tesouro direto, por exemplo, está emprestando dinheiro pro Brasil.
Então, quando você empresta dinheiro pro Brasil ou para qualquer outra pessoa, tu fica preocupado, será que esse cara vai ter capacidade de pagar depois? Ele disse que vai te pagar daqui a 5 anos com 10, 12, 13%, o que for de juros ao ano. Será que ele vai ter capacidade de pagar?
Então, quanto mais o investidor desconfia da capacidade do governo honrar com aquele papel, menos ele compra. E quanto menos ele compra, mais o dólar sobe. E aí, quanto mais o dólar sobe, para o governo continuar atraindo investidores, ele faz o quê?
Ele aumenta os juros. Ó, eu te pago mais. Vem aí.
Eu te pago mais. Tem mais risco, mas eu te pago mais. E aí, na medida em que o juro sobe, a inflação sobe, o dólar sobe, a população enfraquece.
Qual é a origem disso? Gasto do governo. >> Que gera desconfiança.
Gostou da aula ou não? Massa. Gera de confiança.
Ah, cara, se se eu sou um cara gastão que gasto mais do que eu ganho, tu não vai emprestar dinheiro para mim? >> Vou vou cobrar mais juro. >> Vai cobrar mais juros?
Pois é, porque tem mais risco. >> É, eu vou cobrar mais juro. >> E só que no caso aqui, quando o país cobra mais juro, quem paga essa conta é a população.
>> E aí você não entende, porque o segredo é a fidúcia, a confiança. Se as pessoas começam a perder confiança, tem um problema nos mais ricos. Tem uma configuração de rico que a Receita Federal mesmo tem, chama super ricos, pessoas que tm mais de 30 milhões de dólares de patrimônio, que hoje tá ultrapassando R0 milhões deais.
E tem esse grupo de pessoas nessa definição. Essas pessoas são as primeiras a desconfiar, não é? povão.
Essas pessoas que têm esse patrimônio, o que que elas fazem com dinheiro, com o governo, não sabendo regular a forma fiscal de um país, as entradas, os gastos governamentais, o consumo interno, a exportação, importação, que é a forma do PIB. Se se essas pessoas desconfiarem desse governo, como estamos desconfiados, estamos não tô falando de política, falando de dinheiro. Essas poucas pessoas retraem os investimentos >> no Brasil.
>> No Brasil. Aí elas vão para outros países onde tá pagando melhor, onde tem a situação mais, a gente não gosta de uma palavra chamada estável, mas aonde a gente vê solidez, a gente leva mais patrimônio para lá, >> mais confiança, né? >> Mais confiança.
Aí acontece o quê? Se esse grupo para de confiar no país, o segundo grupo, que é o grupo que não tem de patrimônio, mas tem que produzir e ter o dinheiro no caixa o tempo inteiro, eles já sentem a nossa desconfiança. Eles param de confiar e desanimam.
Você não tá entendendo o que que é uma crise de confiança. A gente pode até não ter dinheiro, mas se a gente confiar a gente trabalha. Trabalha ou não trabalha?
A gente pode até ter dinheiro, mas se a gente desconfiar a gente não faz mais. Aí todo mundo até chegar lá na ponta, o último ele não desconfia. O último perde o emprego.
O último não faz essa conta. Essa conversa aqui não é do último. Às vezes ele até trocou de canal agora porque a cabeça dele tá doendo.
Não, deixa isso para lá. Só que a gasolina acabou de subir, a carne subiu, tudo subiu. Aí esse processo repetido de novo faz eu ligar para esse cara e ligar para outro.
Você tá investindo? Você tá fazendo loteamento, você tá fazendo não sei o quê. Essas conversas que para mim as que mais dói no meu peito.
Você não quer comprar um prédio meu aqui não pela metade do preço. Mas por quê? Porque eu quero liquidez.
Quando isso vai repetindo uma vez, duas vezes, três vezes, a gente faz o que aconteceu em 2013, que é travar a economia. M.