eu acho que olhar com a hipótese da finitude trabalhar com a hipótese que a escolha bonitas porque terminam é fundamental porque uma flor natural é tão mais bonita que uma artificial que não vai morrer logo mas é tão triste isso não combina com aquele momento histórico da felicidade não entendeu mas a beleza da vida está na sua brevidade isso a torna única e irrepetível a torna um desafio eu acho isso maravilhoso maravilhoso se você prefere um conselho de epicuro ele diz não se preocupe você nunca deve estar a commodity que quando a moto estiver você
não estará mais enquanto você estiver a morte não estará mas é preciso trocar de assunto de boston audiência vai cair não é bom escreveu a morte é terrível mas as pessoas também eu sinto que não importa a idade as pessoas têm pavor é meu filho tem seis anos ele está numa fase que ele fala de morte com muita naturalidade ele fala pra minha mãe quando eu morrer vou poder fazer não sei o quê não sei o que ela falou e ele me deixa me dá a cada surto que eu falei meu deus o que ele
está falando a criança administra melhor a morte porque ela não tem noção do que seja nem a doença nem a morte estão próximas da sua consciência então você pode falar com muita naturalidade de morte uma criança de seis anos mas talvez não possa falar com alguém de 90 porque quando está distante nós não temos essa esse terror presente que a morte provoca em todo mundo mas volto a epicuro não se deve viver temendo a morte e não se deve amar a vida de tal forma que suponhamos que sair dela seja uma tragédia deve-se honestamente viver
tranquilamente morrer é eu gostaria de perguntar se você acha que a tomada de consciência do ramo faz com que ele perca o medo da morte e se você acha que a nossa sociedade se esquece um pouquinho e se esse fato que nós vamos morrer a pergunta objetiva seria por que ter medo do que é inevitável como eu não posso ter medo do pôr do sol eu não posso ter medo da morte não adianta eu dizer acho que amanhã o sol e nascer eu não posso ter medo daquilo que independente da minha vontade vai ocorrer então
a morte é absolutamente estranho medo da morte as pessoas chegam a um grau do eu que como diz um belíssimo livro boris fausto o brilho do bronze ele fala de um amigo que disse que não acredita em deus mas se houver algum eu volto para lhe dizer ou seja talvez não exista um deus mas o meu existe ele vai sobreviver na eternidade e vai voltar é uma crença de que meu e mais forte até do que deus é interessante isso eu acho que o medo da morte tenho uma resposta religiosa clássica eo medo da morte
é negado na nossa cultura mas na verdade nós não pensamos que nós possamos ser mortais o fato de que cada vez mais nós queremos prolongar a juventude é um momento histórico muito específico ou seja o fato de que a velhice seja tida como um defeito e não como estágio apenas da existência é um fato muito contemporâneo desde a ascensão da juventude a partir da década de 60 do século 20 o fato de que os jovens dominam uma tecnologia que os mais velhos não dominam e pela primeira vez na história os mais velhos não são os
detentores do saber da tribo mas os mais jovens faz com que nós inclusive nos submetamos a coisa absolutamente estranhas aparecermos jovens eu tenho colegas da minha faixa etária alguém chama de cinzas vai aparecer e eu sou velho é sempre uma questão de comparação se vou me comparar com uma plenária com a pirâmide kells saber se eu sou velho o seu som jovem como eu já cumpri mais da metade da existência dizer pelo menos que eu sou uma pessoa experiente é justo e é inevitável que assim seja mas o que eu quero dizer é que o
medo da morte há sinal de falta de conhecimento a grande sabedoria de vida é a preparação para aquilo que vai dar sentido a tudo que eu fiz que morrer quando eu morrer eu terei dado sentido a tudo que eu fiz e poderei dizer que só o que disse grande um pouco antes de ser assassinado em janeiro de 48 qual mensagem o senhor deixa pra índia ele responde a minha mensagem a minha vida esta é a grande questão a morte é inevitável ter medo dela é absolutamente estranho aí eu tenho medo vai morrer igual bom se
você acha que deve se matar seja discreta pelo local famoso nem jogar um avião mas max discretamente a índia tomou um copo d'água numa praça e pronta discretamente suavemente sentado numa praça e pronto não precisa levar dezenas porque a pessoa que quer se matar no local famoso levar um avião mais 149 pessoas junto é uma pessoa que não é um suicida é um carente eu nasci zico que quer dar um sentido glorioso a sua morte já que sua vida não teve absolutamente nenhum a vida da gente sem a morte hamlet andamento falando seria insuportável a
segui la romana que pediu à juventude eterna ao deus apolo e se esquecer a vida eterna esqueceu de pedir juventude quando completou mil anos queria morrer mas não conseguia os vampiros são melancólicos porque são eternos em crepúsculo alvorecer pôr do sol é bom os vampiros são sempre depressivos então sempre mal sempre olham pra baixo meia luz porque os vampiros não morre é só morrer que torna a vida plena de sentido se eu chego e digo este último se essa fosse a última aula eu vou dar na minha vida de professor essa aula teria um sentido
extraordinário é exatamente o fim que torna algo mais importante morrer é o que nos torna úteis e práticos e quando eu for esquecido a minha vida ter atingido seu pleno patamar que ser esquecido significa que o papel foi cumprido e como qualquer ser eu desapareci não é melancólico que não é depressivo é absolutamente alegre melancólica e depressivo é você querer esconder a idade ou a falência inevitável da vida absolutamente inevitável a morte biológica é um dado universal de todas as culturas em todas as épocas como eu a penso como eu ajo diante da morte com
a memória que estabeleci antes da morte um dado absolutamente cultural a ascensão do dia de finados tem a ver com a ascensão da idéia de purgatório que a partir do século 11 12 13 cresce na igreja católica a morte como uma festa no méxico a morte pública entre os acionistas uma morte épica e pública que sirva de exemplo para toda a comunidade a morte com cremação a morte com enterro a morte com velórios enormes ou a morte com o velório curto tudo isso depende cultura a morte biológica é um dado absolutamente técnico a morte como
eu reajo diante dela é fruto de cultura e história nós temos uma sociedade marcada hoje pela tanatofobia por um certo horror da morte não se fala de mortos se executem público os corpos devem ser cobertos morre-se como você lembrou no início de forma cética em hospitais de forma cada vez mais medicalizada bem os jovens como bem lembrou ele não são muito íntimo dessas demonstrações sociais e simbólicas prefeririam inveja aos cemitérios que vem rastec de luto talvez fosse mais prático do que tudo isso os jovens estão mais longe da morte os jovens são menos solidários a
uma ideia que está tão distante delas nós vamos provavelmente temos raiva do que os jovens dizem porque nós também não gostamos de velórios nós também não gostamos de hospitais e não temos essa liberdade como escrevi hoje no artigo não temos a liberdade de dizer eu não quero estar num lugar onde só a tristeza mas nós fomos educados a uma ideia social de solidariedade na verdade o tema da morte diz muito pouco respeito aos mortos diz respeito sempre quem fica diz respeito à nossa dor a ausência ea fila andando que nos lembra a nossa própria finitude
que é sempre uma coisa difícil como diz o diálogo não tenho nada contra a morte só não gostaria de estar presente como nós temos inteiro os rituais pré históricos com amuletos flores e outros elementos mas não sabemos em que o risco de que a gente chama a área de humanas de fenomenologia estabeleceu uma continuidade que talvez não exista mas certamente empate para que os mortos descansem empate para que se afastem do nosso mundo o que não nos causem mal nós cercamos os cemitérios com elementos religiosos túmulos como lembro que thomas com grades de ferro são
elementos de isolar a magneticamente os mortos há uma crença judaica de não vir direto do enterro para casa para que o anjo da morte não nos acompanhe nós temos respeito e medo dos mortos haja vista que os mortos são para serem lembrados no dia de finados e os mortos também são para assustar todos os filmes de terror os mortos são uma coisa amigo na nossa cultura porque como você disse muito bem a única certeza universal é assim estamos fazemos o que é muito mais do que uma psicóloga com marina pode defender que uma delegação da
morte nós ficamos transportando para discursos simbólicos ficamos atenuando o nome finados o que é dia dos mortos ficamos dizendo que fulano faleceu quando ele morreu ou como preferem os kardecistas desencarnou são várias maneiras de o dizer quase igual à do meia róbson em breve gerúndio fulano está morrendo é o gerúndio também a morte nos assusta assusta quase todas as pessoas mas nós não falamos dela porque o simples nome é uma espécie de voldemort o simples nome já atrai a idéia da morte seria bom pensarmos em busca e buscar uma forma de viver para sempre pra
nunca sofrermos que você acha que eu acho a eternidade os vampiros são sempre melancólicos não é porque é de viver muito é demais você tem uma pele além da mitológica de uma pitonisa uma sacerdotisa de apolo que pediu a vida eterna mas esqueceu de pedir à juventude a sibila humana como era chamada começou a envelhecer depois colocaram numa gaiola ela só dizia quero morrer quero morrer eu acho que a finitude da vida é um dos grandes chaves da beleza da vida por isso que flor natural é melhor do que flor artificial porque a flor natural
vai passar um pouco artificial fica naquele brilho plástico por muito tempo e dizer uma estátua é pior do que o ser humano é o sermos feito de matéria finitas estarmos imbuídos na finitude que dá vida grande parte do seu prazer agora é a nossa contradição todas as religiões nos garantem que vai ser muito melhor depois e todas as religiões têm ritos que falam da dor e da tristeza e de tudo isso se nós fossemos de fato religiosos comemoraríamos a morte de uma pessoa no sentido de festa mas como não somos de fato religiosa apenas temos
crenças religiosas nós sentimos essa dor interna ainda é religião seja sem dúvida a ideia mais completa para se tratar simbolicamente da perda o que da morte e da dor a ciência não seca lágrimas não posso dizer uma mãe que acabou de perder um filho seu filho é feito de moléculas de carbono tudo que é feito de carbono tende a desaparecer inclusive ea senhora eu devo dizer ele está no céu está nos olhando não sofre mais vamos nos reunir a ele isso consola na a ciência não consola ninguém ciência criou prozac mas não criou uma simbologia
para poder enfrentar a dor