[Música] que o Estadão faz quase 150 anos você já sabe mas você sabia que o jornal nasceu ainda sob a monarquia de Dom Pedro I e foi fundado para defender ideais republicanos é o segundo jornal mais antigo do país em circulação sua logomarca foi inspirada em um jornaleiro francês que percorria a cidade a cavalo tocando uma corn antes disso os leitores assinavam ou Compravam o jornal diretamente na porta onde era produzido outra curiosidade o clássico da literatura os Sertões nasceu nas páginas do Estadão Euclides da Cunha foi o correspondente do jornal na guerra de Canudos
e você sabia que o escritor Monteiro Lobato escreveu diversos artigos para o Estadão ele até assumiu a redação do jornal por um período em 1918 durante a gripe espanhola em 1916 em uma Rara entrevista Santos Dumon disse ao Estadão que no futuro o avião Seria usado como um meio de transporte para passageiros edições especiais levaram ao leitor a cobertura dos conflitos que mudaram o mundo durante as duas guerras mundiais por exemplo o jornal circulou em edições noturna e vespertina o Estadão está até envolvido na criação da USP uma das mais importantes universidades do país a
necessidade surgiu como apontamento de um estudo sobre o ensino em São Paulo desenvolvido pelo jornal em 1926 em 1959 a jovem tenista Maria estter Bueno contou Com patrocínio do Estadão para competir em Wimbledon e voltou com a taça para casa o jornal também apoiou outra lenda do esporte o mais célebre Boxeador brasileiro da história Éder durante a ditadura militar O Estadão se recusou a exercer censura prévia e por isso teve sensores instalados na redação em 1986 é lançado o caderno dois um Marco Do jornalismo cultural brasileiro com um projeto gráfico ousado e diferente o portal
Estadão pcom.br estreou oficialmente no ano 2000 reunindo todo o conteúdo produzido pelo grupo estado em 2021 o jornal impresso Passou por uma transformação histórica passou a adotar o padrão germânico ou berliner que facilita a leitura O Estadão foi o primeiro grande veículo do país a divulgar sua política de uso de ia para produção de conteúdo traduções simples e Transcrições já foram incorporadas à rotina dos Jornalistas que revisam rigorosamente o trabalho tecnológico muda a forma de entregar a notícia mas a credibilidade é a mesma a quase 100 50 anos Olá sejam todos muito bem-vindos e bem-vindas
estamos ao vivo via YouTube LinkedIn Facebook Instagram x e também pelo portal do Estadão com a transmissão de mais um fórum Estadão F trazendo o tema a indústria no Brasil hoje e amanhã a importância do econômico para o futuro Do setor industrial este evento é uma realização do Estadão com criação do Estadão Blue Studio e apoio institucional de Fiesp Cesp firjan e CNI contamos também com o apoio da Rádio al Dorado FM 107,3 a rádio dos melhores ouvintes eu sou a jornalista Carla fiorito É uma honra ser a mestre de cerimônias deste encontro que acontece
aqui na icônica sede da Fiesp a Federação das indústrias do Estado de São Paulo localizada na Avenida Paulista E que foi e segue sendo palco de tantos momentos históricos paraa cultura e também paraa democracia do nosso país este Edifício aqui em que estamos um dos cartões postais da nossa cidade foi inaugurado em 1979 e é um símbolo da vocação de São Paulo para o desenvolvimento falando em desenvolvimento na década de 80 a indústria de transformação representava 22% do produto interno bruto mas hoje Essa participação caiu para 12% para reverter essa tendência é preciso superar uma
série de desafios e a análise dessas questões com a contribuição de profissionais e pensadores econômicos é essencial para identificar caminhos que possibilitem a recuperação do papel da indústria brasileira e é justamente este o foco do nosso evento de hoje antes de partirmos pros painéis que vão reunir aqui diversos especialistas No tema eu gostaria então de convidar ao nosso palco para iniciar a abertura oficial o diretor de Jornalismo do grupo estado seja muito bem-vindo por favor vem para cá eurípides Alcântara [Aplausos] bem bem-vindos ao nosso encontro a indústria do Brasil hoje amanhã e a importância do
ambiente econômico para o futuro do setor industrial uma realização do cidadão com apoio da Fiesp da ciesp do CNI firjan ses Senai serei Breve para que a gente possa ouvir quem realmente conhece os problemas e está pensando nas Soluções 24 horas por dia luques do CNI do ses Carlos Hernani Aguiar da firjan Rafael servon do ciesp e o presidente dessa casa Josué Gomes o Brasil enfrenta um desafio muito claro avançamos lentamente Enquanto o mundo impulsionado por políticas adequadas e pela revolução digital oferece ambientes favoráveis à suas indústrias prop proporcionando vantagens com com as Quais elas
conquistam mercados existe uma disparidade muito grande entre o Brasil e as economias industriais avançadas que estão vencendo a gente lá fora isso se deve a em grande parte ao nosso ambiente de negócio gostaria aqui de contar eh isso tá sobejamente demonstrado por pesquisas por por trabalhos acadêmicos mas o jornalista às vezes consegue eh ouvir coisas na sua crueza especialmente em off né e eu ouvi duas histórias assim Recentemente que que retratam bem o contraste entre o nosso ambiente de negócios e o de outros países em uma delas a primeira um industrial brasileiro que instalou uma
fábrica nos Estados Unidos me contou que o governador do estado onde ele instalou essa fábrica sempre que sabe que ele tá lá pede para fazer uma eh para ter uma foto opportunity só queria tirar uma foto com o senhor até hoje esse empresário brasileiro não encontrou Tempo pro Governador lá eu falei poxa Mas isso é uma indelicadeza ele falou não não é indelicadeza então vamos descontar aqui a a as a as idiossincrasias e as vaidades mas ele disse não o governador lá não pode fazer nada por mim e nada contra mim então por que que
eu vou encontrar ele olha a diferença eu perguntei e aqui no Brasil bem aqui no Brasil se me chamar para tomar uma cerveja bem quentinha eu vou correndo e é isso assim claramente Define o poder do Príncipe lá e do Príncipe aqui e das dinâmicas eh eh eh entre entre entre as autoridades e a indústria o outro empresário mais recentemente tem 18 fábricas em 18 países diferentes eu falei Opa tem aqui Um bom laboratório de de de comparação de ambientes de negócios nesses 18 países ele prometeu fazer isso de uma maneira mais eh eh estruturada
comigo mas ele já me contou o seguinte não já vou te dar um Resumo em nenhum dos 18 países onde nós estamos tem juros mais altos que no Brasil e em nenhum dos 18 países que nós estamos tem regras que mudam com a velocidade no Brasil uma regra nova a cada três dias seja Municipal Federal seja do Ibama seja o que for é outra coisa lá a gente faz planejamento de longo prazo e pode ficar tranquilo que as coisas vão vão acontecer dentro daquele planejamento Então são coisas que você ouve como jornalista e que eu
Acho que que l bem o que vocês veem no dia a dia né esses casos mostram que é excessivo o peso burocrático do Brasil comparado a outros países e e é excessivo poder que tem o o o a autoridade aqui para definir o destino de vida e morte dos Estados né a falta de previsibilidade cria dependência exagerada do Estado isso é péssimo isso resulta em mais obstáculos paraa Nossa competitividade global e para mudar esse cenário precisamos Eu acho assim pelo Que eu vejo principalmente previsibilidade os senhores precisam ter aquilo que um um um economista do
século XIX disse que que o empreendedor é alguém que paga um Premium Price para correr risco Então essas pessoas precisam ser entendidas como pessoas que correm risco e precisam de gente que corre risco e que o ambiente de negócio seja favorável a elas eu acho que a reforma tributária é promissora mas necessitamos de uma estabilidade fiscal Que abre espaço para uma política monetária com taxas de juros compatíveis com o crescimento econômico sustentável é crucial incentivar a Inovação e a tecnologia promover integração ao comércio internacional mas de modo planejado e estratégico neste encontro debateremos esses temas
em profundidade Espero que identifiquemos desafios e proponhamos soluções para revitalizar a indústria com políticas adequadas um ambiente favorável podemos recuperar Terreno e nos tornar líderes em diversos setores industriais pelo mundo obrigado pela presença desejo um dia produtiva a todos muito obrigado Carlinha com você Muitíssimo obrigada eurípides pela apresentação aqui pela sua presença bom neste momento eu convido Rafael Luque ele é diretor de desenvolvimento industrial da CNI e diretor superintendente do Sesi representando aqui o presidente da CNI e antnio Ricardo Alvarez alban Então seja muito Bem-vindo Rafael por [Aplausos] favor bom rápidas palavras queria começar cumprimentando
Presidente Josué ao presidente a servon também do do Cesp a todos vocês ao empresariado nós vivemos um signo do tempo diferente ele é marcado na nossa avaliação por três grandes mudanças que marcam esse período a primeira uma nova Revolução Industrial a toda a revolução digital a inteligência artificial Internet das coisas o Big Data entre outras rotas tecnológicas nós vivemos um período também de extremos climáticos o mundo precificou as emissões de carbono então a transição energética é uma realidade bem como a descarbonização produtiva e nós vi vivemos também um período com uma nova geopolítica com um
desacoplamento do ocidente ao Oriente com Profundas transformações com tensionamentos e guerras do século XX no século XXI como É o caso da guerra da Ucrânia o Brasil pode tirar vantagens desse processo normalmente nesses períodos de incerteza é quando você abre oportunidades para que novas Nações e se posicionem Ah nós crescemos há 100 anos atrás e nos tornamos o país que mais cresceu no mundo exatamente num período de crise de hegemonia que houve entre a Primeira Guerra Mundial a crise de Wall Street e a Segunda grande Guerra e o Brasil inflexion pensando com pensamento Original e
foi o país que mais se desenvolveu no mundo por cinco décadas e esse movimento nasceu aqui nessa casa na Fiesp liderado pelo presidente dessa instituição Roberto Simons E hoje nós vivemos um momento semelhante de oportunidad para o Brasil o Brasil pode sim buscar nas nossas condições fiscais que não são tão favoráveis como os países ricos mas uma estratégia ativa de desenvolvimento industrial por quê Porque o Brasil pode Se colocar como Arábia Saudita para a indústria verde para a energia verde para a transição ecológica e isso vai criar uma enorme potência de desenvolvimento Assim como as
relações a de geopolítica do Brasil no conserto das Nações seja dentro do B20 que hoje nós lideramos o G20 né liderado pelo Brasil e consequentemente o setor industrial brasileiro a seni lidera e novamente um vice-presidente dessa casa Don iosp é o líder desse processo no país cria uma Energia muito favorável da mesma maneira no próximo ano o Brasil vai liderar o CBX porque o Brasil vai liderar os Bricks então isso cria uma agenda muito interessante do Brasil ter oportunidad de geopolítica que vão impulsionar o seu desenvolvimento mas precis vamos fazer mais não vai ser deitado
em berço esplêndido que nós vamos avançar na transição energética precisamos Ter uma estratégia precisamos ter uma missão de Reindustrialização produtiva Não podemos pensar o hidrogênio Verde como uma nova commodity temos que pensar é no aço Verde no cimento verde na Química verde na indústria Verde como forma do nosso desenvolvimento mas fazemos pouco a NIB é um ótimo signo da mesma maneira a que eh em 2003 o governo de então criou o plano safra E isso se tornou um programa de estado e no ano seguinte 2004 criou as lcas as letras de crédito agrícola que acaba
criando uma exeção fiscal e Reduz o custo do investimento Agora nós estamos criando o plano mais produção isso no tem que ser um plano de governo tem que ser um programa de estado e para isso é fundamental numa democracia moderna agenda de pressão política da mesma maneira que estamos criando a LCDs as letras de crédito desenvolvimento reduzindo o custo do investimento no país esse tem que ser um programa de estado e essa agenda será fundamental a partir da capacidade da indústria Brasileira fazer a política necessária E aí novamente nós temos um signo muito positivo que
é uma atuação muito articulada da Confederação Nacional da Indústria da Fiesp e da firjan a não à toa são as partes integrantes desse seminário aqui eu acho que esse é um signo de construção do Futuro o estado brasileiro Ele custa 3,3 trilhões nós temos um plano mais produção de 300 B para 4 anos são 75 bi na sua maioria comprometido eu tô na presidência do Conselho do BNDS as operações de contratação da indústria saltaram a de 10 B ao ano que foi o que a indústria contratou em 2021 a para mais de 80 bi a
partir de 2023 então é um salto há uma mudança há uma inflexão há dinheiro novo sendo colocado para PID para inovação salta de um bi para mais de 10 bi então há uma mudança há um espírito do tempo que possa criar essa energia transformadora que é extremamente importante mas o mundo tá alocando os Países ricos estão alocando 12 trilhões em políticas industriais o último relatório do FMI é absolutamente claro e taxativo com esse reconhecimento com esse diagnóstico para paí emergentes e países industriais estão com políticas industriais ativas o Brasil não pode se prender ao fracasso
o fracasso das ideias que nós adotamos como verdade única nos últimos 40 anos aonde nos levou a Adesão Incondicional A dos princípios que nortearam a agenda de Política pública do Brasil nos últimos 40 anos foi o país que mais perdeu o Brasil é o país que mais retrocedeu em complexidade produtiva tá aqui o Paulo gala que não me deixa mentir se nós falarmos sobre isso isso é lamentável Isso é muito ruim para o país nós precisamos ter uma ambição maior e essa ambição é fazer o que o Brasil fez em escolhas do futuro da mesma
maneira como eu citei H há pouco menos de 100 anos atrás o que o Brasil fez no Desenvolvimento industrial fez nas últimas décadas com Agro foi uma escolha de futuro o Brasil escolheu ser altamente competitivo no Agro o que como eu acabei de conversar com o presidente Josué é uma vantagem competitiva natural do Brasil o que é importante capturar mas ela tem um limite a de expressão no PIB o Brasil dá crédito agrícola dá subsídio dá isenção tem uma atuação forte para produzir toda essa competitividade do Agro a partir da de Políticas públicas nós temos
que fazer a a receita que Nós criamos para o Agro nós temos que fazer isso para o desenvolvimento industrial eu acompanhei o presidente Ricardo Oban na reunião da China da cosb essa Inclusive essa viagem que teve uma cena Épica que o presidente Oban acabou desacoplando dessa missão do governo brasileiro por conta da MP 1227 O que foi muito importante para reverter algo de interesse da Indústria brasileiro mas lá eu vi o vice-ministro Da indústria dizer o seguinte da indústria chinesa ao tempo em que o Brasil só falava de café a o vice-ministro da indústria chinesa
com um discurso muito mais contemporâneo disse olha Nós já chegamos no platô a China Já chegou no platô do desenvolvimento industrial nós vamos manter essa posição porque isso é estratégico pra China mas nosso próximo Grande Desafio não é o ag nosso próximo Grande Desafio é os serviços de alta Complexidade então Que Se Prepare a WS a a Google porque eles vão partir para isso porque é aí que está o valor adicionado Então essa é uma agenda de estratégia de país o Brasil já foi mais ousado na construção da sua imagem de futuro e é aqui
a partir dessa casa da ci da firjan das demais entidades empresariais é que como grupo de pressão organizada nós temos que com construir um ambiente mais favorável para uma escolha de futuro de prosperidade para o Brasil não é singular que todos os países ricos enriqueceram a partir da indústria não uma defesa corporativa dos industriais essa é uma escolha de futuro de prosperidade de projeto de país de sociedade os os países líderes hoje investem 12 trilhões de dólares que eles querem construir o futuro e é óbvio depois desse ciclo de transição que é a primeira das
grandes características do mundo que nós vivemos hoje eles vão empurrar as escadas eles vão reconstruir A OMC eles vão falar novamente de livre comércio eles vão é mudar o jogo o jogo é determinado No conserto das Nações porque tem mais influência de geopolítica hoje nós temos uma janela de oportunidade mas essa janela de oportunidade ela é cur ela é Estreita se nós ficarmos pensando apenas em equilíbrio fiscal e alocando os recursos para essa siranda financeira brasileira com esse rentismo improdutivo que não gera um prego num sabão do ponto de Vista de riqueza e prosperidade seguramente
nós vamos estar condenando o futuro romper com isso não será fácil e a união é o elemento chave de transformação a indústria brasileira tem que tá unida a FIESP a firjan CNI tem dado esse exemplo Muito obrigado nós que agradecemos a presença Rafael luquez e agora eu convido o vice-presidente da firjan Federação das indústrias do Estado do Rio de Janeiro Carlos heran de Aguiar seja muito Bem-vindo Carlos [Aplausos] Bom dia a todos Quero iniciar inicialmente saudar o diretor do Estadão drp Alcantra e quero saudar também o nosso Presidente Josué em nome do qual eu Saúdo
os demais autoridades e convidados presentes meus amigos é com muita honra que me dirijo a vocês neste importante evento para discutirmos o futuro da indústria no Brasil abordando temas cruciais como a reforma tributária a política monetária e o financiamento a reforma tributária é uma necessidade urgente para a competitividade da nossa indústria o sistema tributário atual com a sua complexidade alta Carga Tributária desincentiva investimentos e reduz a competitividade das nossas empresas no Mercado Global a simplificação dos tributos a Redução da carga fiscal e a eliminação de redundância são Passos fundamentais para criar um ambiente mais favorável
ao crescimento industrial precisamos Estar atento aos desdobramento da reforma no senado federal de maneira que não tenhamos na discussão das exceções uma desculpa para elevação da Carga Tributária a política monetária também desempenha um papel crucial na saúde econômica do nosso setor a Estabilidade dos juros e da inflação é essencial para a previsibilidade Econômica que é a base para investimento de longo prazo sem o posicionamento político sóbrio e austero a manutenção de uma política monetária que equilibre o controle inflacionário com o estímulo ao crescimento econômico se torna impossível precisamos imediatamente diminuir o ruído da comunicação e
inal alacer os sólidos fundamentos da nossa Economia de forma a garantir uma política monetária equilibrada entre a infração e juros o acesso ao financiamento é outro Pilar essencial a disponibilidade do crédito a custos competitivos é determinante para a Inovação e expansão das empresas precisamos de políticas públicas que Facilite acesso ao capital especialmente para as pequenas e médias indústrias que são verdadeiramente espinha dorsal da nossa economia e para Isso acontecer precisamos da política monetária ajustada ao ambiente político mas meus amigos se enganam quem acredita que podemos falar de futuro da indústria sem da questão mais proper
para um ambiente saudável para negócios chama seguran públ essa seguran públ se liga a ambiente saudável para o negócio através de duas vertentes uma bem conhecida palpável para todos nós que é a segurança que a força de Trabalho tenha paz para instruir ter acesso a sistemas básicos de saúde possa se locomover para o ambiente de trabalho sem medo e de forma que os que os industriais possam instalar e manter suas indústrias segundo a reportagem do nosso querido Estadão de fevereiro de 2024 as empresas gastaram em 2022 cerca de 170 bilhões de reais para se protegerem
quase 6% do PIB a outra vertente trata do mercado Ilegal composto por contrabando pirataria roubo de propriedade intelectual fraude fiscal furto de água e furto de energia e outras atividades ilías que que em apenas 16 setores mapeados que gerou um prejuízo de 453 bilhões 500 milhões para a nossa economia em 2022 segundo dados calculado pela Fiesp e pela Firjan meus amigos esse valor é equivalente ao PIB de Santa Catarina Essas atividades legais não apenas drenam recursos vitais mas também distorce e a concorrência compromete a arrecadação de tributos e causa a perda de 370.000 postos de
de trabalho na indústria O Impacto é devastador para toda a sociedade desde a perda de receita fiscais que pode ser investida em infraestrutura e Serviço públicos até a insegurança para investimento na na indústria do amanhã já finalizando minhas palavras quero dizer que a construção de um ambiente econômico saudável para a indústria brasileira Exige uma abordagem integrada envolvendo reform estruturais a tributária comunicação política austera e madura em linha com políticas monetárias estáveis e Segurança Pública com combate efetivo ao mercado Legal que permite as pessoas se desenvolverem num ambiente sem medo somente assim verdadeiramente abraçando o conceito
Artigo 144 da constituição que reza que segurança pública é dever do Estado mas responsabilidade de todos nós conseguiremos garantir assim o desenvolvimento sustentável e inclusivo promovendo o bem-estar da população e a competitividade da nossa Indústria Muito obrigado a todos e um excelente evento Muitíssimo obrigada aqui a presença de Carlos erani de Aguiar bem o nosso próximo convidado é o presidente do Cesp o centro das indústrias do Estado de São Paulo e primeiro VP da Fiesp Então seja muito bem-vindo vem para cá Rafael servon [Aplausos] [Música] muito bom dia a todos quero dar um Abraço especial
a nossos parceiros aqui Eurípedes Josué Carlos erani e o meu xará Rafael Luque senhoras e senhores muito bom dia É uma honra recebê-los na casa do Cesp da Fiesp por ocasião desse fórum tão relevante sobre o futuro da indústria razão de ser de nossas entidades e nosso compromisso no contexto do desenvolvimento Paulista e Nacional cumprimento O Estadão por esse evento bem como a CNI fijan que se soma ao Cesp E a FIESP no apoio à realização deste oportuno encontro Agradeço aos palestrantes cujo conhecimento e experiência agregarão muito ao debate sobre questões expressas no título desse
fórum Estadão think Ou seja a indústria do Brasil hoje e amanhã a importância do ambiente econômico para o futuro do setor O tema é instigante pois São muitos os desafios a serem vencidos para o fomento da indústria e a recuperação de seu vigor já no contexto Da chamada manufatura avançada permeada pela descarbonização como falou Luque pela transformação digital Inteligência Artificial generativa realidade aumentada e viral internet das coisas e todas as tecnologias revolucionárias do nosso tempo que é tão disruptivo para falar de futuro e entender melhor os caminhos a serem percorridos é necessário sim voltar um
pouco no passado a partir da década de 50 como lembrou aqui a Carla a indústria De transformação teve um novo impulso no Brasil chegando a representar 25% do PIB Nacional porém infelizmente retrocedeu nas últimas quatro décadas foi e tem sido premida por problemas como o custo Brasil dificuldades de crédito investimento insegurança jurídica ciclos longos de juros elevados desequilíbrio fiscal e falta de políticas de longo prazo para o seu fomento como também lembrou aqui o luquez o setor portanto retrocedeu e Perdeu competitividade responde hoje por cerca de 12% do PIB embora arque com aproximadamente 30% do
total de tributos isso estranhamente não retrocedeu num Claro e e preocupante desequilíbrio o que demonstra o peso dos impostos e dos demais fatores que citei para uma atividade que demanda altos níveis de investimento em tecnologia em máquinas equipamentos e capital humano com necessária e urgência mudança também de mindset Esperamos que A reforma tributária corrija a tal distorção Nesse contexto muito nos preocupa assistir a inclusão de tantas exceções no projeto de lei de sua regulamentação em curso no Congresso Nacional os desnecessários benefícios e isenções já introduzidos levarão uma alí alíquota padrão em torno de 26,5 Lando
Como di sempre o meiro Josué que se não tivéssemos os puxadinhos poderíamos ter uma alíquota em torno de 20% será o segundo maior imposto de Valor agregado do mundo atrás apenas da Hungria é preciso rever e urgente essa questão no âmbito do Legislativo Federal além dos problemas macro que como eu disse são muito nocivos para uma atividade que exige pesado e constante aporte de Capital a indústria é brutalmente atingida por medidas pontuais não menos contundentes uma delas objeto de surpresas diária diárias é a novela da desoneração da folha de pagamentos de 17 Setores intensivos em
mão deobra a incerteza persiste Por isso as empresas sequer conseguem planejar o fluxo de caixa no curtíssimo prazo Outro fator foi a inacreditável isenção em agosto de 23 dos impostos para encomendas de até 50 de plataformas internacionais de e-commerce Agora após uma batalha sem fim foram taxados somente em 20% mais um ICMS que é inferior ao que pagam muitos dos Estados Brasil Além de estender a redução a produtos até 000 E ainda tem a Audácia de chamá-lo de imposto das blusinhas Ou seja ainda sofremos uma absurda concorrência desleal em relação a totalidade de tributos pagos
pelas empresas brasileiras e injustificável inconcebível e irresponsável benefícios a empresas estrangeiras lembro ainda outras duas decisões muito lesivas a indústria e economia a tributação das subvenções para investimento e custeio Os incentivos de cms que acarreta perdas estimadas de quase R 26 bilhões deais e a limitação temporal do aproveitamento de créditos tributários federais decorrentes de decisão de judicial com perdas estimadas em 24 bilhões de reais são medidas duras que se somam ao ambiente macroeconômico complexo atingindo novamente a indústria assim exigem-se amplas estratégias Mas acima de tudo inteligência bom senso vontade política E senso de urgência para
que vislumbrem um futuro mais promissor E que reverta esse perigoso êxito de jovens talentos do nosso país é preciso ainda ajustar as alíquotas da reforma tributária e realizar a administrativa que Segue ainda dormente mas que é decisiva para melhorar o desempenho e o custeio de um estado inchado e ineficiente bem como resolver a questão do orçamento público também é necessário equalizar definitivamente as políticas fiscal e Monetária reduzindo-se os juros e especialmente o spread é imprescindível ainda um olhar mais amplo e bom senso na adoção de medidas que oneram o setor avaliando-se os imensos danos que
podem causar ao longo de sua cadeia produtiva todos os problemas macro e pontuais que abordei afetam e reduzem os efeitos positivos do plano de depreciação acelerada que favorece investimentos de modernização e do prama nova indústria Brasil que prevê financiamentos de 300 Bilhões de reais até 2026 São políticas públicas que as entidades representativas do setor TM proposto e defendido com ênfase cujo êxito é crucial seguimos mobilizados na viabilização das soluções que são complexas mas exequíveis evento como esse eventos como esse fórum do Estadão nos ajuda encontrar caminhos para a nova reindustrialização do Brasil a educação o
contínuo aprimoramento do conhecimento as mudanças de mindset o desenvolvimento De materiais avançados o trabalho em rede o reposicionamento das cadeias globais e regionais de fornecimento a modernização os ganhos de produtividades e o desenvolvimento sustentável a através de uma economia circular São determinantes para impulsionar a economia deixarmos de andar de lado e acendermos ao patamar das Nações de alta renda tudo isso porque só através de uma Indústria forte teremos um país forte um ótimo evento a todos e muito obrigado [Aplausos] Rafael servon a quem agradeço pela presença pela saudação bom e pra gente fechar aqui esse
ciclo de abertura eu convido neste momento o presidente da Fiesp seja muito bem-vindo josoé Gomes Bom dia a todos eh eu gostaria de cumprimentar eh em primeiro lugar o Eurípedes Alcântara diretor de Jornalismo do grupo estado agradecer ao Estadão por estar eh se importando com um ponto tão Relevante para o futuro do nosso país que é a indústria de transformação brasileira eh O Estadão sempre foi ao longo dos seus 150 anos eh uma instituição sempre precursora né aqui no vídeo Inicial foi mostrado que o Estadão se ocupou com a educação em São Paulo e foi
uma das líderes na criação da melhor universidade da América Latina que é a USP não é E isso tem vários episódios na História eh desse pioneirismo do Estadão e portanto mais uma vez a gente fica muito feliz de ter o Estadão se preocupando com esse tema tão relevante e como parceiro da firjan da CNI da Fiesp do ciesp eh neste trabalho eh que eu tenho a certeza euripides que vai surtir muito resultado gostaria de cumprimentar o Carlos erani aqui representando o nosso querido amigo estimado amigo presidente da firjan parceiro nosso Eduardo Eugênio o Rafael Luquez
representando eh o nosso querido alban presidente da CNI que está fazendo uma grande gestão o companheiro Rafael servon presidente do Cesp cumprimentar o reitor José Vicente reitor da Universidade zumbidos Palmares que é nosso parceiro aqui em várias iniciativas a nossa querida Marta Lívia presidente do cofem eh os presidentes e Delegados de Sindicatos vice-presidentes e diretores da Cesp do ciesp todos os empresários Aqui presentes e um abraço especial a todos os palestrantes que estarão aqui hoje na verdade eu vou fazer uma fala muito breve né até porque eu tenho a certeza que todos que vieram aqui
que estão nos acompanhando pelas redes sociais eh se interessam de fato e pelo que TM a dizer os que vão participar dos três painéis que seguem essa abertura né são painéis super relevantes e que eu tenho a certeza que vão trazer muitas informações e recomendações do que o Brasil precisa fazer para recuperar o protagonismo desse setor que é fundamental pro desenvolvimento de um país de dimensão Continental como o Brasil eu estava comentando com Euripedes H pouco que há um fenômeno muito interessante que nós todos precisamos eh olhar com atenção que é uma mudança de posicionamento
de parte do conservadorismo americano especialmente eh de parte da nova geração dos líderes Do Partido Republicano nos Estados Unidos da América dentre eles se encontra o atual nomeado vice-presidente não é na Chapa republicana obviamente ainda não ganharam a eleição J vence que juntamente com outros senadores também eh jovens como Tim coton Harley Mark Rubio seguem eh conceitos de um think Tank americano chamado American Compass e de um ex-assessor do Mit romney chamado Orc que dá uma importância fundamental à indústria Americana e como bem destaca Paulo gala não é a indústria que vai trazer de de
volta um grande número de empregos Porque a indústria moderna é uma indústria altamente automatizada mas é a indústria que produz sim aumentos de produtividade na economia como um todo e principalmente produz inovação e desenvolvimento tecnológico a ideia de que é possível desenhar na Califórnia e montar o produto na China Na verdade você acaba ficando sem a montagem sem a fabricação e sem o desenvolvimento tecnológico porque o desenvolvimento tecnológico ele tem que estar próximo daquele centro de produção centro de desenvolvimento de produtos ele está intimamente ligado aos centros de manufatura e de produção portanto os Estados
Unidos estão se dando conta de que exportaram a sua indústria dentro de esse extremo neoliberalismo de que era preciso ser eficiente e buscar a Eficiência significava buscar os países de menor custo de produção especialmente em função do cujo trabalho mais baixo às vezes das regulações mais simples das regulações ambientais mais flexíveis vamos dizer assim e eles estão se dando conta de que perderam Inclusive a sua classe média e agora o próprio partido conservador volta atrás em seus conceitos e passa a defender a indústria americana com vigor Espero que o país como o Brasil que tem
Dimensão também Continental como os Estados Unidos da América se deem conta da importância da indústria de transformação e passemos a defender a indústria de transformação com vigor há pouco tempo nós tivemos um artigo de um economista brilhante que nós respeitamos muito Edmar Bacha que ele faz uma análise do por que o Brasil perdeu a sua indústria de transformação ao longo dos últimos 30 40 anos como já destacaram aqui meus colegas eh nós saímos de um Patamar equivalente a esses números varia um pouco eu uso o número de 27 do PIB para algo hoje abaixo de
12% do PIB quando já ao longo de 50 anos como bem destacou luquez fomos A locomotiva que puxou o crescimento nacional e que era o maior crescimento Mundial ao longo de 50 anos crescemos a uma média anual composta de mais de 7% nos catapultando para sermos eh uma economia dentre as 10 economias mundiais hoje em torno da oitava isso varia um pouco de acordo com O câmbio né A verdade é que nós perdemos esse dinamismo e o Edmar Bacha que tem um sonho que ele conta que ele estava aqui na Avenida Paulista vindo de em
direção à Consolação e olhou o prédio da Fiesp e o prédio da Fiesp tinha se tornado no Museu da indústria brasileira mas que ele depois no próprio sonho Ele está na direção oposta vindo da Consolação em direção a Paraíso e vê que a o prédio da Fiesp era a Federação da indústria exportadora brasileira Querendo dizer que o grande ponto para que a indústria brasileira Voltasse a recuperar protagonismo e dinamismo é a sua inserção nos mercados internacionais o Bacho é um craque e ele tem razão é preciso que a indústria brasileira eh esteja mais inserida nos
mercados internacionais mas muitas vezes a hipótese simplificadora de que a indústria de transformação hoje perdeu protagonismo porque a sua produtividade caiu ela pode Deixar de lado algumas causas básicas para esta queda da produtividade da indústria e que se nós não endereços e o objetivo eu tenho a certeza do Estadão da CNI da firjan da Fiesp do Cesp é endereçar essas causas e acharmos caminhos para corrigirmos esses problemas nós nunca teremos a recuperação da produtividade da de transformação e com isso nunca teremos a indústria de transformação voltando a ocupar o papel de locomotiva do Desenvolvimento econômico
e social do nosso país nós já tivemos uma produtividade na indústria de transformação brasileira equivalente a cerca de 55% da produtividade da indústria de transformação norte--americana hoje está em torno de 25% aliás caindo talvez já esteja aproximando-se de 20% E qual é o principal fator que levou a isso excesso de Carga Tributária sobre A indústria de transformação e um custo de Capital absolutamente incompatível com a atividade produtiva especialmente de um setor que é mais intensivo em capital seja no que se refere aos investimentos em bens de Capital em edificações em instalações seja no que se
refere ao uso de capital de trabalho já que são setores muito mais longos e portanto muito mais intensivos em capital de trabalho Nós Estamos comemorando esse mês 30 anos do plano real feito extraordinário da sociedade brasileira Presidente Itamar Franco depois de demitir alguns até pelos jornais cinco ministros da economia convoca Fernando Henrique Cardoso que é era o chanceler e Fernando Henrique Cardoso teve a habilidade de juntar grandes economistas nacionais dentre eles destaco dois especialmente André Lara Rezende e p Arida que de fato Criaram um mecanismo de desindexação da inércia inflacionária nãoé que depois foi batizado
de URV que era no fundo o plano larida que eles já tinham feito referência em um artigo publicado anos antes o plano real pôs fim a um flagelo nacional que era o flagelo da hiperinflação mas infelizmente algo que deveria ser transitório como instrumento de também ajudar no combate à hiperinflação e a quebra da inércia Inflacionária que era uma taxa de juros Real alta acabou se transformando em algo permanente ao longo dos últimos 30 anos se nós tivéssemos aplicado r$ 1 100 a 30 anos atrás no dia da criação do plano real em CDI em títulos
públicos denominados ou corrigidos pelo CDI sem qualquer spred bancário nós teríamos hoje R 8093 enquanto um bem ou um serviço que custava r$ 1 100 há 30 anos atrás hoje Custaria em média se medido pelo IPCA R 808 Ou seja a taxa de juros real ao longo desses 30 anos é 10 vezes maior do que a taxa de inflação no Brasil viver de renda se tornou O Bom Negócio produzir é um péssimo negócio mesmo se levarmos em consideração os 25 anos desde a criação do tripé macroeconômico colocado em prática por a Fraga nós vamos ver
que a taxa de juros em média foi de 12,4 contra uma taxa de inflação medida pelo IPCA de menos de 65% taxa de juros real de quase 6% ao longo de 30 anos 25 anos 25 anos dos quais em pelo menos 15 ou 20 anos nós convivemos com taxas de juros reais negativas no mundo desde 2008 Ora como que um setor que é altamente intensivo em capital geraria recursos necessários para manter a sua produtividade para Investir em bens de capitais modernos para e passo com seus competidores se por um lado você não pode tomar recursos
de terceiros porque eles são proibitivos você tem uma carga tributária pesada o que faz com que a sua geração própria de caixa que é a outra fonte de investimento também seja diminuída como se quer que se mantenha produtividade num contexto como esse ao mesmo tempo temos que aplaudir o grande Desenvolvimento do Agro brasileiro mas temos que lembrar que desde 2003 contam com o plano safra plano safra que cresce ano a ano o deste ano São R 475 bilhões deais grande parte deles mostrando não só uma estabilidade de planejamento em termos de recursos disponíveis como também
reduções implícitas ou explícitas de juros Além disso é um setor que paga muito pouco imposto a carga tributária sobre a indústria de transformação é de 45% do seu valor adicionado em média no Agro é menos de 5% e de novo nada contra o Agro pelo contrário nós temos que aplaudir e entrar na mesma porta que eles entram Mas se nós não recuperarmos a indústria de transformação Nacional dificilmente teremos um desenvolvimento econômico e social compatível com as necessidades de nosso país de maneira que eu acho que esse seminário que vai ser seguido de outros esse trabalho
liderado pelo Estadão e com o apoio da CNI da firjan da Fiesp do Cesp podem render muitos bons frutos para a economia nacional para a sociedade brasileira e para terminar eu só quero também fazer um meia culpa um meia culpa das entidades de classe que não tem conseguido fazer com que o Brasil se torne um país normal nós há pouco tempo lutamos por uma reforma tributária que estava estava em discussão há cerca de 30 anos no Congresso Nacional aprovamos uma reforma tributária que é um avanço um avanço importante e a FIESP deu um apoio decisivo
a CNI deu um apoio decisivo a firjan deu um apoio decisivo mas infelizmente por culpa nossa da sociedade brasileira e das entidades de classe que representam produtivos nacionais nós temos uma reforma tributária muito a quém do que poderíamos ter temos uma reforma Tributária que poderia ser mesmo com a manutenção do simples que já é um sistema que deveríamos Criticar é uma questão de sobrevivência e por isso defendemos o sistema mas deveríamos criticar porque ela é uma exceção uma regra básica deveria ser o seguinte todo mundo paga uma alíquota baixa de imposto e ponto não é
e não termos exceções diferenciadas que criam estas distorções que nós vemos hoje na alíquota de Referência do Iva a alíquota de referência do Iva já ultrapassa 26,5 Esperamos que essa regra que foi inserida na aprovação da Lei Complementar na Câmara ainda vai ao Senado ela de fato se torna eficaz e que ela fique no máximo em 26 a FIESP já era liberal e defendia uma alíquota máxima de 25% e nós poderíamos ter uma alíquota mesmo com a manutenção do simples mesmo com a manutenção da zona fraca de banus de cerca de 20% ou 2,5% como
o próprio Ministério da Fazenda coloca há poucos dias atrás tem um artigo muito bem feito por um ex-presidente da casa Horácio Lafer Piva juntamente com Pedro voves e Pedro passos que falam corretamente não adianta nós empresários apenas reclamarmos das despesas públicas o orçamento público tem dois lados tem um lado das despesas que está inchado certamente e principalmente a melhoria de eficiência pode ser grande mas tem um Lado dos chamados hoje gastos tributários são mais de 600 bilhões de recursos que muitas vezes foram programas de subsídio os programas e incentivos que foram pensados inicialmente e que
tinha uma lógica quando foram criados e que já perderam esta lógica a muito tempo mas continuam sendo perpetuados se o Brasil não aprender como sociedade a analisar seja pelo lado da despesa seja pelo lado da receita Esses programas que podem ter sentido num primeiro momento mas que perdem a sua eficácia e revermos eles periodicamente vai ser difícil nos tornarmos uma sociedade normal Então eu tenho a certeza que os que de fato todos nós viemos aqui para assistir que são os que vão compor os três painéis que seguem essas falas iniciais vão trazer muitas boas sugestões
de como podemos tornar o Brasil um país mais normal um país que Tributa menos com alíquotas menores que tributa de forma de fato eh equilibrada equânime sem exceções que de fato levam a famosa meia entrada não é outro dia o Igor Rocha publicou um artigo nosso economista chefe que fala justamente disso a lei de Gerson Na verdade o publicitário foi inteligente porque ele pegou uma característica da sociedade brasileira e O Brasil precisa parar de olhar dessa maneira O Brasil precisa olhar para o todo da sua sociedade e não Um setor tentando levar vantagem em relação
a outro setor um setor tentando perpetuar um benefício que ele obteve em relação a outros setores porque isso custa muito a sociedade então este é o meia culpa que eu gostaria de deixar aqui de que todos nós líderes de classe acabamos sendo responsáveis também por esse problema do Brasil que é um problema intrincado e que por isso mesmo precisa de grandes pensadores como os que estarão aqui nos três painéis que Nos seguem propondo soluções como aqueles grandes economistas que ainda estão aqui hoje no Brasil propuseram uma solução e que acabou com um flagelo que tínhamos
que era o flagelo da hiperinflação eu espero que esses seminários que vão se seguir Tragam soluções que nós como sociedade possamos abraçar e finalmente rompermos esse NOG córgo que nos trava o crescimento econômico há quatro décadas e que faz com que a gente cresça muito abaixo da Média mundial Muito obrigado e bom seminário para todos Muitíssimo obrigada pelas palavras pelas informações e pelo contexto trazido por Josué Gomes muito bem vamos então ao primeiro painel do nosso evento no qual será discutida uma das principais pautas deste ano de 2024 a reforma tributária e fiscal ela elas
são cruciais para aliviar a carga fiscal sobre a indústria simplificar o sistema e estimular o investimento em Capacidade produtiva e inovação ao longo de todos os painéis você da nossa audiência tanto quem nos acompanha aqui no salão nobre da Fiesp quanto Quem assiste ao evento online vocês estão mais do que convidados a participarem dos debates enviando as suas perguntas os seus comentários e essa interação acontece pelo número de WhatsApp anotem aí 11992 77 748 o número aparece aqui na tela também Então por favor participem bom e para explorar este primeiro assunto eu convido e recebo
aqui ao palco para mediar o painel a rosean Kennedy colunista de política no Estadão e apresentadora do vodcast dois pontos bem-vinda tudo bem receber aqui por favor recebo também o economista sor do Banco Mundial baseado no Brasil cornélios Flash seja muito bem-vindo cornélios convido também o professor da Faculdade de direito da USP José Maria ruda de Andrade vem para cá professor por favor tudo bem convido també a consultora internacional para o banco interamericano mento o bid a Melina Rocha bem-vinda Melina também participa com a gente remotamente o sócio fundador do escritório de advocacia fcr LW
Eduardo fleu que já já aparece aqui no nosso telão José então agora é com você você Vai ficar aqui com a missão de fazer a história né de transformar todo esse cenário que a gente ouviu eu volto no final do painel uma boa discussão a todos vocês Até já muito bom dia muito bom dia a todos eh já vou começar diretamente eu sei que o nosso tempo é curto e de fato é muita questão para colocar aqui para essa discussão aqui já dando o bem-vindo também no nosso painel agora a gente já está com a
Com a imagem presente então muito obrigada também pela presença aqui virtual mas vou começar eh aqui na sequência da forma que foi chamada começar com o cornélios falando sobre a reforma tributária cornélios de forma eh da forma que está porque a gente sabe que a regulamentação ainda Depende de votação no senado e sabe lá o que que vai mudar se volta pra câmara e muda de novo enfim mas eh da forma que está você acredita que de fato há uma melhoria em Especial pro setor industrial e acaba distorções ou as distorções ainda existem O que
é que precisaria ser feito para acabar com elas ainda nesse texto de regulamentação bem-vindo Muito obrigado ligado sim muito obrigado e muito prazer estar aqui em São Paulo na Fiesp como Estadão H A pergunta é muito importante eu acredito que a reforma tributária sim eh ela vai ajudar muito em melhorar negócio ambiente de negócio no Brasil sobretudo Para setor da indústria isso por quê Porque o sistema atual tributário no Brasil é horroroso né Hã e sobretudo na questão da dos setores mais complexos da indústria das cadeias mais longas né aqui no Brasil tributa serviço diferente
de bens dentro do bens né se tributa Diferentemente em cada estado por causa do ICMS no IPI tem sei lá né centenas de de linhas né que distorce todo o processo depende como você vai produzir porque cada estado vai é um jeito Diferente de dar incentivo ou não dá eh fazer eh regime eh presumido etc etc né então sair desse sistema é um avanço fundamental né isso a gente acho que nunca deve esquecer quando a gente debate a reforma tributária né a reforma tributária mesmo só tratar do da tributação indireta né do do consumo de
bens e serviços né ela mexe do sistema tributário podemos pensar em três níveis né E ela muda completamente a estrutura O fundamento do sistema de tributação indireto né vai extender impostos que existem que como acabo de falar são muito ruins muito destrutivos e vão criar impostos novos que vão ser bastante melhor e ao mesmo tempo né Isso também não tem como mexar no fundamento do prédio sem mexer nos outros andares que as questões de n política tributária tradicional alíquotas exões questões e administração tributária né E então como a reforma Mexe em tudo né Teve essa
oportunidade de melhorar não só o sistema que ela vai fazer mas também melhorar e melhorar muito a política tributária e a administração até o Brasil tinha a chance tem uma chance nessa reforma de pular de um que deve ser o sistema de tributação indireto pior entre grandes países do mundo para um sistema bem bem melhor que é a média o mediano né hh melhorando o sistema e depois também modernizar a política tributária e a Administração e ficar lá na na fronteira né do que a boa tributação de hoje h certamente teve alguns retrocessos né na
questão de né O que o que entre na na sesta básica h a grande variedade de eh reduções de de alíquotas né que faz com que de certa forma o Brasil abru mão de pular do pior para algo perto do melhor e ficar um pouco mais perto do que o normal mediano né mas mesmo assim tomando em conta o ponto de partida acho que melhora muito a situação né mesmo do Jeito como está e ainda tem chance de de melhorar eu acho alguns desses assuntos H queria só retomar um um ponto que foi mencionado na
na primeira palestra desse evento né aquela questão né O que o empresário fala como Governador né Eu acho isso muito interessante eu acredito eu trabalho muito com com governos estaduais aqui no Brasil eu acredito que até hoje o que o empresário gosta de falar como Governador como governo estadual né É questão tributária né cadê Cadê o meu o meu benefício tributário você me vai dar no ICMS o que dá o estado x né H imagino isso acontecer todo dia como a reforma tributária isso vai vai ter que acabar né mas eu acredito e espero de
que não vai ser Como foi mencionado de que não vai ter mais fala entre empresário e Governador Acho que sempre vai ter H mas eu espero que essa essa conversa Eh pode se virar para questões que são muito mais socialmente produtivas né porque essa Conversa e essa discussão né que leva a guerra fiscal né ela ajuda o empresário individual que consegue um benefício mas piora o o o sistema econômico né então espero que daqui para frente essas conversas vão ser sobre questões que de fato dão para para melhorar né a situação produtiva do Brasil né
conversa sobre infraestruturas produtivas sobre qualificação de mal deobra né sobre coisas que de fato vão ajudar o Brasil ficar mais produtivo e mais competitivo Obrigado eu ainda ainda vou insistir aqui numa pergunta com ele porque a gente até tava conversando antes um pouquinho tá gente trazer desse bastidor e falávamos justamente sobre esse ponto viu Eurípedes assim essas conversas O que é que se vai conversar a partir do momento que for superada essa discussão essa discussão sobre a reforma tributária então o Cornélio já deu uma uma pincelada aqui mas eu queria saber também da tua impressão
em quanto tempo De fato em especial para o setor industrial eh vocês vão Vocês conseguem perceber eh um um resultado efetivo um impacto efetivo para que essa indústria Com base no que está sendo feito da reforma tributária sinta no dia a dia o que vai poder projetar paraa frente Bom eu acho que é uma questão difícil e depende um pouco o que a gente acredita sobre a importância das expectativas né H obviamente a reforma tributária é desenhada de um jeito que Ela não vai H mudar bruscamente a tributação eh de de dia para noite né
isso até foi foi muito necessário para para facilitar né Essa essa reforma poder Ser aprovada né Hã Não é coincidência de que se fala de uma reforma tributária há décadas e só agora que ela acontece né porque esse esse problema de de risco para quem fez investimento baseado no sistema tributário né que organização industrial no Brasil por décadas foi muito Orientado por questões tributárias né então obviamente Se você quiser mudar isso de um dia para outro vai ter muita resistência né então a transição eh para Latina faz com que a resistência eh seja menos acho
que isso foi muito importante nesse nesse tudo Hã mas eu acho quem quem vai investir agora em produção hã já já vai fazer isso pensando na na estrutura tributária futura né Eh já não já não resta falar com né sobre sobre incentivos Tributários que vão deixar de existir né então eu acredito que pelo menos na no lado de de investimento né que obviamente muito influenciado pelas pelas expectativas eh vai ter um impacto eh rápido sim né Hã obviamente para para de fato Hã está completamente refletido isso vai demorar né Hã o Banco Mundial teve o
o o famoso estudo de doing Business que H tinha um um quesito sobre tributação né o Brasil sempre saiu muito muito ruim Nesse quisito né Hã e o banco vai daqui a pouco lançar um novo estudo que chama eh eh be Ready H Business Ready que também sobre ambiente de negócio também vai ter um quesito sobre tributação Então eu acho que como a a reforma se é implementado o Brasil não vai melhorar muito de um dia para outro né mas daqui vai ter uma década de de mudança de melhoria contínua né e acho que essa
expectativa pode fazer diferença Sim muito obrigada vou passar já agora a pergunta para Melina e a gente tá aqui aberto também para as perguntas de vocês e Melina no teu ponto de vista da forma que essa reforma está o Brasil fica de fato e eu trago sempre pra questão Industrial principalmente Principalmente diante dos números apresentados aqui sobre o que representa tava a indústria eh de transformação no PIB brasileiro e a situação que está hoje mas o Brasil fica com essa reforma dentro do setor Mais competitivo comparando os os parâmetros internacionais trazer essa tua experiência específica
Claro primeiramente queria agradecer a oportunidade de estar aqui agradecer ao Estadão e a FIESP a CNI e a f jama a honra estar aqui com vocês discutindo esse tema bom eu não tenho dúvidas né que a indústria tem muito a comemorar Então como foi dito aqui nas palestras iniciais a indústria é a maior prejudicada no atual sistema tributário Que a gente tem hoje por uma série de fatores né primeiro pela complexidade segundo pela guerra fiscal e principalmente pela cumulatividade da cadeia Então eu acho que a carga tributária que incide hoje sobre o setor ela é
muito alta né E a gente tem uma grande diferença como foi dito aqui também com relação aos demais setores O que que a reforma tributária vai fazer eh E por que que a indústria é maior beneficiário eu não tenho dúvidas disso E tem muito a comemorar e por isso até mesmo a indústria como foi dito pelo presidente Josué apoiou muitíssimo e foi uma das grandes responsáveis aí da da do setor eh eh Empresarial eh pela aprovação da reforma não tenho menor dúvidas com relação a isso bom a reforma primeiramente vai trazer uma redução da cumulatividade
na cadeia né E hoje Ah é quase impossível de se estimar nas diversas cadeias produtivas qual que é o resíduo tributário né Porque como foi Dito aqui cada empresa cada H cadeia Econômica tem certos benefíci que só se aplicam para aquela cadeia então não pode nem se comparar como um todo é muito difícil essa estimativa e mesmo quem detém a os dados como por exemplo a Receita Federal as receitas estaduais tem muita dificuldade de estimar qual que é o resíduo tributário que a gente tem hoje na cadeia eh produtiva então a reforma vai trazer com
esse modelo internacional que é o Iva a Não cumulatividade plena isso tá garantido constitucionalmente em que o empresário vai ter a recuperação integral de crédito de todo o tributo que é pago no meio da cadeia e a indústria hoje em dia ela não tem essa recuperação integral primeiro né porque os investimentos e bem de ativo fixo e como foi dito aqui eh representa uma grande parte do dos investimentos da indústria hoje não os tributos que recaem sobre esses investimentos não são Recuperados eh se segundo né até mesmo uma série de todos os tributos que a
gente tem hoje PIS cofins ICMS o próprio IPI tem uma série de restrições com relação ao creditamento e por fim a devolução do crédito acumulado que é um grande problema hoje eh pra indústria pro setor Agro também principalmente nas exportações em que o empresário simplesmente nunca vê a cor desse dinheiro né então ou se vê vê ao longo de muitos anos então só a a o fim da Cumulatividade na cadeia vai ter um impacto exponencial aí pro setor produtivo e pra indústria brasileira há um estudo da CNI que estima que a a indústria que exporta
hoje tá exportando 10% de resíduo tributário Ou seja a gente tem aquela aquela aquela visão de que as exportações são desoneradas mas a gente tá exportando os produtos brasileiros com uma carga tributária de 10% como que o produto brasileiro vai competir internacionalmente com outros Produtos no cenário internacional se já vai já sai do Brasil com uma carga tributária de 10% enquanto todos os outros países a exportação é completamente imune E desonerada então já tem um diferencial competitivo Respondendo a sua pergunta de 10 mínimo 10% né então há diversos estudos então aí o brulo Borges aqui
fez um estudo muito importante na discussão da reforma tributária que a reforma tributária vai ter um impacto de ao longo de 15 anos de Um aumento de 20% do PIB potencial do país e há uma outra eh pesquisa também da Débora Freire que estimou o impacto nos setores produtivos e ela né Só o Fim da não da cumulatividade só acabar com esses créditos que não são recuperados esses resíduos tributários só isso já tem um impacto de 88% na indústria a indústria vai aumentar a produtividade em 88% só de eliminar eh esse resíduo tributário se a
gente acrescentar tá os impactos na produtividade aí Com base no Que foi estimado pelo brulo nós temos num cenário conservador um aumento na indústria na atividade econômica Industrial que vai ser trazido pela reforma em 16% E se a gente incorporar um cenário mais positivo que eu eu pessoalmente eh acredito que ele vai ocorrer um aumento para a indústria da produtividade da atividade econômica em 25% então vocês imaginam o potencial que a reforma vai a a tributária vai trazer Pro pra indústria eh principalmente em termos de crescimento econômico crescimento da demanda e Roseane eu acredito que
assim apesar do que foi dito aqui também que e o o cornélios também repetiu nós teríamos o potencial perdemos a oportunidade ter um sistema Iva sem muitos eh desvios digamos assim sem muito a alíquota reduzida sem muitos produtos na alíquota zero eh infelizmente né Eh foge um pouco eh da parte técnica né Nós técnicos e eu tive A oportunidade de dar Assessoria Técnica ao secretário Bernarda pi ao tentar implementar esses melhores modelos internacionais de Iva infelizmente foge do nosso controle porque a escolha é sempre política e do Parlamento né e considerando o sistema que a
gente tem Hoje realmente fica difícil de segurar essas diversas demandas por uma alíquota menor ou uma cesta básica mais alargada mas mesmo com todas as essas diferenciações eu acredito que o nosso Modelo é muito melhor está na média na mediana do padrão internacional do que que a gente tem hoje e eu também acho que um instrumento que foi colocado no PLP e na na emenda constitucional que eu acho que a gente pode contar muito com ele que é a avaliação com equ enal né então Tá previsto na emenda constitucional que a cada 5 anos tem
que ser revistas todas esses alíquotas reduzidas para ver o impacto que tem em termos de eficiência EC Econômica o Impacto que tem em termos de diminuição do preço o impacto redistributivo Quem é que tá ganhando mais com uma desoneração da Carne são os mais ricos ou os mais pobres e nessas avaliações com quais Eu acho que vai ser a nossa oportunidade de reduzir esses benefícios tributaris que foram dados agora pela nossa nossa ã nosso congresso nacional então eu tô colocando bastante fé nessas avaliações que o quena pra gente retomar um padrão eh modelo internacional aí
do Iva na Nossa reforma é Você tocou muito no ponto da questão do crédito que os empresários não conseguem ver esse crédito né Nem sinal de fumaça da forma que foi posto o prazo ali dos 60 15 dias de análise 60 dias até esse pagamento isso é o suficiente no teu ponto de vista novamente fazendo essa comparação com o cenário internacional ou ainda deixa muito a quem do que seria o ideal Bom eu acho que assim há ainda um medo e um medo por parte de certos setor né de Que a não cumulatividade plena ela
não vai se concretizar e de novo por conta da ponto de partida o empresário tem muito medo né porque assim a não cumulatividade plena já estava prevista no cms mas nunca foi implementada então é natural que haja esse medo né de como que realmente vai ser implementada a reforma tributária e e por parte da administração pública também né Nós temos ainda quem tá fazendo a reforma tributária são os estados os municípios A quem tá na Receita Federal e ainda esse medo digamos assim esse histórico eh de devolver crédito por exemplo e de garantir o creditamento
pleno então há um certo medo né de todas as partes aí por isso até que há esse esse tipo de eh prazo para devolver o crédito em países em que o Iva funciona perfeitamente bem essa devolução de crédito é em coisas de semana dua eu moro no Canadá tô morando há 7 anos no Canadá eu sei que no Canadá devolve se há crédito acumulado em duas Semanas cai na conta corrente do Empresário é assim que funciona tem razão de ser Ah porque ser diferente disso né então aqui eu acho que esse prazo que foi colocado
inicialmente foi um prazo conservador Acredito que quando o modelo tiver rodando e é vai ser um modelo super tecnológico e isso o Brasil tem é Pioneiro né em termos de nota fiscal eletrônica de instituições financeiras e de e tecnologia voltada à administração tributária eu acredito que Esse prazo pode ser bem menor mas foi uma vitória principalmente da indústria né Eu acho que a indústria tava eh justamente no Congresso Nacional demandando por um prazo menor e o Congresso Nacional diminuiu esse prazo de 60 que tava previsto inicialmente para 30 dias e o prazo de 270 dias
foi diminuído para 180 eu acredito que esses 180 tem condições plenamente eh de ser devolvido o crédito acumulado em um período Menor Mas como eu disse É um Cenário conservador principalmente por parte da administração pública eh para devolver esse crédito mas eu tenho Total confiança que esse crédito é Primeiro vai ser devolvido e segundo pode ser devolvido num prazo muito menor tá joia Flori daqui a pouquinho eu te chamo aí mas porque eu até tenho uma pergunta de projeção para você que que eu quero deixar bem para um desfecho aqui nessa conversa eh falar com
com o José Maria de um outro ponto que tem causado de Fato uma preocupação no setor industrial que é a questão do Imposto seletivo fazer merchandising também né do livro porque o José Maria inclusive acabou de lançar o livro imposto seletivo e pecado juízos críticos sobre tributação saudável Então ninguém melhor do que ele pra gente conversar aí sobre esse imposto do seletivo e aliás eu pergunto esse imposto seletivo é um pecado da forma que ficou ou não é uma excelente pergunta Bom dia a todos todas é um Prazer estar aqui Saúdo todos os organizadores e
os meus colegas indo direto ao ponto né Eu acho que ão pecado ela é muito bem aplicada a esse tipo de tributação não estou falando especificamente do Brasil não é uma metáfora apenas eh jocosa ou engraçada É porque ela mexe muito com os valores sociais os oportunismos concorrenciais quem vai ficar no campo de incidência ou não como balanço indo a sua pergunta como balanço eu acho que o Brasil na regulamentação Acertou em alguns pontos ao não tratar uma uma lista enorme com mistura entre produtos que seriam insumos e outros que seriam eh finais como sei
lá petróleo plástico embalagem produto acabado poderia ter sido uma confusão isso aí então foi mais conservador colocou seis itens agora h incluíram o de apostas e o Fantasy games né Isso é um acerto mas há muitos pontos críticos e o principal e a principal crítica que eu acabo me empenhando muito Em em em falar é a estrutura fiscal que é a parte constitucional do Imposto porque o imposto seletivo ele mistura ideias muito antigas de tributação especial a tributação sobre consumo Não começa como um bom Iva né Melina ela começa como tributos eh especiais específicos século
X tributação do álcool na Holanda açúcar de beterraba no século X sal e por aí vai né com o IPI que existe hoje né né e as tributações específicas de todos os tributos e um Pouco de debate mais atual né que vai desde a economia do século passado externalidades negativas e também muita coisa mais atual do século XX uma pauta ambiental cada vez mais expressiva com razão e também a preocupação com saúde pública combate excesso de peso etc Então esse vocabulário sobretudo mais século XX acaba chamando despertando muito mais interesse nãoé e atenção porque eu
tenho um imposto novo e uma boa causa né e um certo desconhecimento Da parte fiscal então o pecado do Imposto seletivo é a estrutura fiscal dele porque ele é um retrofit ficando aqui na metáfora arquitetônica ele é um retrofit do IPI tá eh ele é novo em relação ao IPI porque pode ter serviço porque entrou eh a tributação dos Minérios mas toda a parte fiscal não tô falando da parte tributária não tô falando D re das empresas eu tô falando que toda a arrecadação tem que ser compartilhada com estados e municípi 60% Via fpe via
fpm as despesas não podem ser destinadas a qualquer finalidade ou seja do ponto de vista fiscal de orçamento público ele é o IPI e a disputa dos estados e municípios com que a união vai repassar tanto que o que ficar abaixo da arrecadação atual de IPI em o is né O que o is não arrecadar em relação ao IPI vai ter que ser compensado pela união Federal e esse é o preço da reforma tributária da negociação ele escapa a nossa atividade Acadêmica a união banca não é então se não chega nos 60 bilhões mais ou
menos 60 bilhões a união tem que tirar não é simplesmente aumentando a líquida da CBS ela tem que mandar dinheiro não é então vejo que isso desmobiliza totalmente a fantasia idealizada de que se trata de um imposto novo para gerar novos recursos orçamentários para o atingimento de certas finalidades relevantes que a sociedade tem de relevante num Determinado país não é então estudar o o sintex o imposto sobre o pecado na experiência internacional não é simplesmente um concorda ou não concorda olha nesse país funciona bem nesse país faz sentido nesse país tá um debate de importação
de ideias fraco nãoé Então esse é o pecado do is ele vem com uma estrutura de Pi e ele Entrega somente uma coisa do ponto de vista da agenda política ele cria uma distorção de preço para cima Claro ele incide no começo da Cadeia que vai caminhar né vai impactar na CBS no ibs até chegar o consumidor final e ele cria essa distorção Então qual que tem que ser a sabedoria do do do do Legislativo aqui escolher bem as suas distorções quais são é o debate odierno atual de saúde pública etc O que é não
vamos lá relatório de arrecadação do IPI Quais são os grandes itens as estrelas da arrecadação automóveis bebidas alcoólicas bebidas não alcoólicas né e fumo Quem que tá no Imposto seletivo esse grupo aí coloca Claro minérios como uma uma polêmica algo que entrou no senado não estou falando nem contra nem a favor apenas colocando como polêmica e agora na última rodada apostas com essa carinha mais de imposto pecado a século XXI né então de novo agora eu eu eu como que a união vai abrir mão se ela tem que chegar nos 60 bilhões desses itens do
IPI e cria outras distorções como quem estava numa alíquota alta do IPI ao sair Do imposto vai para zero fica parecendo uma cara de incentivo tributário né na imprensa se fala muito dos das Armas né mas eu poderia pegar outros itens aleatórios qualquer como filmes para fotografia que também tinha uma alíquota elevada ou cosméticos enfim Então esse é um outro problema se não não adequar compreender a nossa regra fiscal o debate sobre imposto seletivo vai ficar nas platitudes eu vou debater relatório do Banco Mundial que é ótimo da do da OMS da Organização Mundial de
Saúde que é um relatório interessante né mas eu não vou falar de Brasil o comportamento na indústria brasileira é não é esse que eu tô falando como que ele chega há uma preocupação aí cada item vai ter a sua distorção tá joia eh tem algumas perguntas que chegaram aqui já vou deixar um aviso que uma delas é sobre financiamento no próximo painel eu faço ela eh e uma das perguntas eu já abro abro agora com com o Flori com essa Pergunta do público que é do Anderson febo do grupo kse ele diz o seguinte eh
pega até um gancho um pouco no que você vem falando e que casa aí com essa questão do imposto do pecado mas não só eh o Anderson ele ele fala aproveitando o diagnóstico da Nasa divulgado ontem de que o Brasil daqui a 50 anos teremos um calor extremo preocupante para as próximas gerações o que a reforma tributária está de fato contribuindo de forma eficaz para a evolução da Indústria neste tiddo e eu e eu resolvi juntar aqui porque a questão do Imposto seletivo faz toda uma abordagem de saúde meio ambiente Então acho que dá para
casar agora e já jogo essa essa é uma certa bomba tá flor para já te introduzir aqui nessa conversa e depois a gente falar também eu queria ter esses cenários contigo já vou jogar logo o que é que eu quero abordar contigo também porque o tempo é curtinho e já jogo também além dessa questão posta pelo Anderson eh os cenários de antes e depois que você ver fica em situações dessas reformas eh pelo mundo você tem estudos nesse sentido bem-vindo bom antes de tudo aí bom dia para todos eh um prazer estar aqui com o
Estadão com a FIESP Cesp firjan CNI né Obrigado pelo convite eh gostaria de destacar as palestras iniciais os as falas iniciais dos representantes da da indústria eu achei assim realmente eh Fora do Comum em termos de qualidade Acho que a gente eh endereçou assuntos importantes como por exemplo Deixar claro que a gente não quer mais uma indústria como se fosse uma espécie de uma autarquia que faz tudo né então quer dizer eu acho que tem que se procurar os nichos que são mais importantes as oportunidades enfim ser estratégico né olhar os principais pontos os principais
problemas né que vem desde a taxa de juros até a questão dos tributos Então eu acho que e até pela presidente pelo Presidente da da Fiesp eh zoé Gomes ele coloca também uma uma espécie de vamos falar um pouquinho da minha culpa sobre a questão dos incentivos fiscais né sobre os gastos tributários eu acho que tem que ser repensados então eu acho assim um evento que começa com uma um um diagnóstico né já bem avançado então acho que é bastante importante isso e e realmente é bem bacana a gente ouvir isso nesse dia eh com
relação à pergunta né sobre a Questão de aquecimento e tudo mais eu eh digo a vocês o seguinte o imposto seletivo Como já foi dito pelo nosso colega é realmente a gente tem que eh refazer um pouquinho a gente até eu trabalhei como consultor do Banco Mundial sobre eh tributação né eu chamo de imposto seletivo excise taex para a área de de poluição e tudo mais realmente O Brasil precisa avançar um pouco n isso né para que a gente possa digamos assim trabalhar no sentido de Endereçar o caminho da indústria para eh diminuir a a
a poluição Então eu acho que também a gente Mas isso não é um problema só do Brasil é um problema também da Europa a Europa Tá engessando novamente esse assunto recentemente até com mais uso de tributos do que anteriormente mas eu acredito também que a regulação tem um papel bastante importante nesse nesse caso Então eu acho que não é só o tributo que vai fazer o papel principal assim como no Caso dos cigarros né que o hábito de fumar foi reduzido no Brasil ao longo do tempo né Muito mais pela regulação talvez do que pelo
próprio tributo embora o tributo tenha a sua parte importante e olhando um pouco sobre a pergunta que a Rosiane me fez eu queria só dar um uma uma ideia também meu inicialmente sou economista depois que ferei advogado tributarista mas eh é óbvio que o problema na indústria brasileira assim como qualquer problema De qualquer indústria é a produtividade e eu realmente acho que a questão brasileira a produtividade a baixa produtividade brasileira na indústria e não só na indústria tem muito a ver com com a área tributária para mim eh não só o custo né da da
máquina tributária que é uma máquina não é a máquina governo é a máquina das empresas que elas têm que usar para ir para administrar a tributação ela é muito custosa e o Banco Mundial aí no no relatório que foi Citado pelo cornélius mostra bem isso então Eh esse é um ponto depois a absolutamente metralhadora giratória que é o nosso sistema tributário dizer qual é a carga tributária como disse a Melina Qual o resíduo tributário de cada cadeia não depende de de do produto depende da empresa dependendo da empresa Você pode ter um resíduo tributário A
ou B então quer dizer é muito mais quer dizer o nosso sistema virou digamos uma coisa muito difícil de identificar eu Trabalhei como consultor do banco para tentar calcular a carga tributária de cada produto da pesquisa de orçamento familiar foram mais de 8.000 produtos eh eu que já tinha trabalhado como no estado na área Federal na Receita Federal e 20 anos de advocacia me surpreendia a cada momento quando a gente ia tentar fazer esse cálculo de Carga Tributária pela absoluta pela absolutamente diferenciação que a gente tem nisso né Eu gosto de contar uma uma Uma
historinha né pra gente ter uma ideia do que é o antes e o que é depois né O que pode ser feito numa reforma tributária Quais são os efeitos que podem ser feito principalmente na indústria né que a indústria também tem essa metralhadora giratória de alíquotas muito diferentes principalmente no IPI né e também no ICMS muitas vezes então quer dizer isso tudo Eu acho que a gente tem que olhar porque quando uma empresa né Eu eu acho que a produtividade a Problema da produtividade da indústria brasileira tem muito a ver com a questão digamos da
área tributária eu acho que a reforma vai fazer uma diferença muito grande então só pegando uma um setor que aqui eu romantizei um pouco a história mas a gente pegou tem parte de histórias reais né então você tem uma um setor que basicamente é que tem quatro empresas né que produz um determinado produto e esse essas quatro empresas Você tem uma empresa Líder que É organizada produtiva e depois você tem três empresas satélites que são menos produtivas e alguma e duas são muito pouco produtivas o que acontece esse esse eh essa empresa vamos dizer esse
setor né esse produto ele é agraciado com o incentivo fiscal e o que que acontece só que esse incentivo fiscal não é bem definido não se sabe se ele aplicado ou não ao produto da empresa o que que vai acontecer a empresa mais organizada vai entrar com uma ação Judicial logo no começo entra com o processo E aí vai tomando tempo isso daí alguma duas empresas resolvem falar assim olha quer saber uma coisa eu vou eh já assumir que o incentivo fiscal é para é pro meus meu produto e eu vou começar a pagar menos
e essas duas empresas são menos eficientes E aí o que acontece ela começa a ganhar mercado a empresa da empresa mais eficiente que tá esperando o resultado da ação judicial o resultado disso é um desequilíbrio total Mais do que isso uma dessas empresas por exemplo se desloca Para onde Para um estado onde ela ganha um incentivo fiscal para tentar equilibrar a menor produtividade bom ao final da história você pode ter eh digamos assim alguns prêmios né Pode ser que uma empresa tenha ganho aquela ação judicial E aí ela tem um grande prêmio Pode ser que
ela perca ação judicial e uma outra empresa do setor né faça esse essa ação judicial mais à frente e aí o STF STJ Mude a decisão E aí ela ganha um grande prêmio e ao final de 5 7 8 anos você tem um setor totalmente desregulado algumas multinacionais por exemplo que pode ser essa empresa Líder resolve sair do país porque ela perdeu a ação e ela tá sendo digamos assim eh perdendo a concorrência com empresas menos produtivas então quer dizer tudo isso faz com que investimento fuja daquilo ali fuge daquele setor depois empresas que que
são mais eficientes acabam perdendo espaço então Quando eu vejo a gente vê isso é que é exatamente a Contramão do aumento da produtividade com a reforma tributária O que que a gente vê eh a maioria dos produtos industriais vão ter uma mesma alíquota E aí portanto eh a a nivelação do investimento vai ser de acordo com efetivamente com o preço né os preços relativos vão funcionar o resíduo tributário é tirado da cumulatividade e o que importa realmente é o preço relativo então a gente para definir os Investimentos então isso é muito importante do meu ponto
de vista acho também que a administração tributária vai administração do tributo pelas empresas vai melhorar substancialmente acho que as empresas que é a a indústria tem que apoiar mais do que nunca o processo de Split payment ou de pagamento do imposto do fornecedor is é a garantia de que você só vai tomar crédito baseado no pagamento isso inclusive evita a ilegalidade que foi Citado como nos problemas da queda de produtividade se você faz isso você começa a diminuir bastante a ilegalidade a a competição des Deal com de Marcas e Patentes quer dizer você traz todo
o negócio para uma legalidade então e no futuro talvez reduzindo a própria alíquota do Imposto porque você pode arrecadar mais Então esse é um outro ponto fundamental que não só diminui a carga de administração das empresas mas também traz mais certeza né certeza nos Negócios é um ponto Fundamental e adicionalmente né Eh eu queria dar uma uma palavrinha aqui sobre a questão das exportações né sobre o prazo de devolução do crédito acumulado a gente tem que lembrar que uma das razões ou a principal razão do porque o crédito acumulado não é devolvido não é tanto
pela apuração do próprio crédito ele é complexo né quem trabalhou com crédito acumulado sabe mas também porque o dinheiro fica na mão dos governos o Comitê gestor que está sendo criado agora ele não tem razão para ficar sentado naquele dinheiro entendeu ele não vai distribuir aquele dinheiro que é o crédito acumulado para estados e municípios então por isso ele tende a ser mais eficiente mais rápido então mecanismos como eh o crédito né o tomar crédito Com base no efetivo pagamento pelo fornecedor e também garantir que o comitê gestor seja independente São dois mecanismos que podem
melhorar bastante Também o resultado então olhando o resto eh do mundo acho que eh a gente tem que eh a implementação dessa dessa reforma tributária é fundamental é importante e eu acho que a gente vai ter ganhos até mais cedo entendeu Eu acho que quando a gente já substituir o pisic fins em 2027 a gente já vai começa vai começar a ver resultados importantes e todos os investimentos que a gente já tem visto agora a gente trabalha muito com empresas no exterior querendo investir No Brasil e eles já tá o panorama já tá sendo diferente
a procura por incentivo fiscal já tá sendo menor e eles já estão pensando em realmente racionalização dos investimentos Obrigada fui pode ter sido só impressão minha mas olhando aqui quando você falou especificamente do split payment a a Melina tava ali parecendo que queria complementar ou conversar alguma coisa desse ponto a impressão minha você queria realmente ali por favor Bom eu acho que eu Concordo com o fui eu acho que esse mecanismo inovador que tá sendo implementado na reforma que é o split payment vai possibilitar justamente uma redução da evasão fiscal uma redução da fraude E
com isso uma redução da alíquota né então a gente realmente tem esse problema em nível Mundial ível Europeu é muito conhecido a fraude carro ao céu que é justamente essa questão de você ter o crédito sem o efetivo recolhimento e a reforma Traz esse Mecanismo inovador que já foi foi tentado inclusive na Europa mas na Europa por uma série de motivos não funcionou tão bem né porque na Europa a gente não tem ainda nota fiscal eletrônica a gente não tem um sistema bancário tão desenvolvido mas o Brasil com todo eh esse eh Campo inovador tanto
na administração tributária quanto na nas instituições financeiras vai ter esse modelo implementado que eu acredito que vai ser o modelo internacional para Redução de fraude e para manter uma alíquota mais baixa então como o floril falou eu acho que a indústria principalmente deve ser uma que deve apoiar esse mecanismo de Split payment porque vai ser uma inovação eh em termos mundiais E aí com isso o Brasil pelo menos nesse aspecto eh cornélios né a gente ficou na mediana em termos de benefício fiscal mas com relação a arrecadação eletrônica do tributo acho que a gente vai
ser modelo internacional A gente tem só um minuto eu vou fazer quase que um ping-pong aqui né um minuto vai dar para responder nada mas vamos lá só rapidinho eh começar com Cornélio a questão do do da trava que foi Poa Você acredita que essa trava vai ser suficiente que de fato da forma que tá ali vai impedir que se passe esse imposto de 26,5 ou não é isso muito difícil de dizer né Porque de fato o que vai ser a alíquota necessária para arrecadação eh ficar igual ninguém hoje Sabe né Por causa dessas dessas
todas essas microd distorções que tem hoje que não tem como calcular direito e também a questão da umidade né enquanto a a administração tributária muito moderna muito mais avançada que vai ter vai fazer com que eh ter menos evasão e fraude E aí precisa de menos alícota para para ter né Eh mas eu acho interessante esse mecanismo né que de fato vai espero forçar né as as partes sentem e rediscute esses esses eh Benefícios tributários que foram incluídos e daí talvez dá como tempo ainda melhorar mais a a política tributária dess sistema Zé Maria para
você a reforma tributária da forma que está ela se encerra por si mesma ou será que a gente tem risco de ir daqui paraa frente ou quem sabe daqui a 10 anos tá pensando em uma nova reforma eu acho que ela essa todas as principais questões para encerrar os problemas que nós tínhamos antes né finalmente se coloca Agora crédito amplo para valer eh crédito imediato Então acho que ela supera defeitos eh enormes da nossa tributação atual né mas fica muitos desafios desafios que precisam ser eh enfrentados os repasses vão ser bem feitos entre os entes
a união vai compensar as perdas eh o comitê gestor vai funcionar bem que é uma inovação e assim por diante eu também Manifesto minha eh declaração na fé do split Payment como o grande impulsionador assim é o quase Como correu por fora e vai salvar muita coisa Ah joé acabou mesmo o nosso tempo fica uma luz aqui piscando em vermelho para mim Oli esgotado esgotado esgotado então esgotado teria mais perguntas mas temos mais debates pela frente muito [Aplausos] obrigada fonia do seu microfone com o meu pessoal Muitíssimo obrigada a todos que participaram deste painel vou
pedir Paraa rosean continuar aqui comigo no palco porque a gente já segue adiante com o tema do próximo painel estamos aqui correndo contra o relógio porque tem muito assunto né pela frente então vamos aí ao próximo para reverter o baixo investimento é necessário adotar uma política monetária que viabilize de forma Responsável a redução estrutural das taxas de juros nós vamos entender mais sobre isso Lembrando que todos vocês estão mais do que convidados a Interagir aqui com os nossos painelistas enviando perguntas pelo WhatsApp tá aí na tela 11992 77 7048 e os convidados para aprofundar o
assunto nessa rodada de discussão são o economista chefe do banco Master Paulo gala vem para cá Paulo seja muito bem-vindo tudo bem convido também o empresário Professor consultor e conselheir convo també o pesquisador associado da FGV e professor do ibem Ricardo Barbosa vem Ricardo bemvindo tominha mediação segue aqui com você ela que é a colonista política no Estadão e apresentadora do vodcast do pontos sejam todos muito bem-vindos uma ótima discussão mais uma vez vamos lá correndo aqui com o tempo porque agora um tema tão amplo que é política monetária mas que eu já vou até
aproveitar depois também o Paulo gala para avançar um pouquinho na na questão Da produtividade mas vou começar dessa vez com Winston eh com uma pergunta mais Ampla até para entender o seguinte o arcabouo Winston Olha que pergunta Ampla hein O tempo é curto o arcabo da política monetária da forma que está está certo Opa bom dia a todos bom dia rosin obrigado pela pela pergunta eh nós temos um arcabouço de política monetária de primeiro mundo não precisa mudar nada eh O que que é um arcabouço de política Monetária de primeiro número um arcabouço né Depois
a gente vai ver as políticas em primeiro lugar tem que ter um banco central independente e segundo tem que ter objetivos Claros Por que objetivos Claros são importantes porque a política monetária através ela funciona através de expectativas e nós temos graças a Deus um objetivo muito claro que é o combate à inflação e Instrumentos consistentes tivemos na saída do plano real para tratar do Doente bêbado a política cambial com Mundo Quase sem inflação estabilizar a caixa de câmbio é estabilizar a inflação doméstica funcionou a custa de taxas de juros imensas porque a economia internacional funcionava
muito mal a balança de de capitais a curto prazo flutuava muito a gente T que acabar abandonando isso em 99 com doente mais ou menos curado o Deus é Brasileiro deu certo Passamos um regime que é o de hoje é um regime de taxas de câmbio Flutuantes e target inflation target o instrumento é a taxa de juros né isso eh funciona bem funciona os americanos adotam isso etc mas a política o arcabouo é uma coisa outra coisa é a política ela ela atua num contexto em que a política fiscal é dada e especialmente paraa economia
periférica a conta de capital do balanço de pagamentos é bastante exogen determinada Então ela é esse esse contexto em que Ela opera com esses instrumentos com Esse Banco Central competente é que vai definir o que é taxa de juros é né E nós temos isso muito mal hoje por quê primeiro porque essa política de inflation target foi muito valorizada na literatura internacional porque ela consertou a inflação crescente da década de 70 né ao longo ao longo da década de 80 90 os últimos 40 anos são considerados pela literatura internacional a essa política que o Brasil
adota Hoje os americanos adotaram A partir da década de 80 é uma política muito bem sucedida ela ancorou as expectativas mais ou menos eu escrevi um artigo no Brasil jorno meio Profético em 21 quando a política americana saiu do covid e com a política do biden fiscal para um déficit que é hoje de 7% do PIB disse essa política não vai funcionar tão bem porque ela funcionou ao longo dos anos de sucesso no ambiente de globalização que os custos internacionais caíram brutalmente era um Ambiente deflacionário no mundo e com o mercado de trabalho também com
com com com mulheres entrando etc era tudo que não tinha antes as políticas fiscais muito mais eh conservadoras nos Estados Unidos 90 então isso tudo mudou essa política não funciona bem em qualquer situação tanto é que não tá funcionando bem agora os Estados Unidos bateram numa taxa que um Fed fund tá no nível da crise da Lima 5.5 sei lá quando a economia Tá saindo fumaça é totalmente Essa ideia de que en T você liga e vai dormir é um erro eh como tá se vendo agora isso tem consequências pro Brasil eu posso explorar isso
mais na frente por com a taxa de câ americana subindo inesperadamente en quanto nós tentávamos descer tivemos que parar porque a turma que entrou fazendo eh Carry trades etc agora tá saindo então quer dizer a balança de de Capitão a curto prazo começa a ser um uma coisa que o banco central Tem que olhar ele Não olha só para taxa de Jú olha parax de Campo também né eu olho você olha e é por isso que você tem que olhar a política o desenho da política é corretíssimo não é uma maravilha vai dar certo sempre
mas é é o que se faz e se fazendo bem a gente entende para onde o banco central tá indo ele tá pensando na inflação Futura é bom mas ela não vai sempre entregar uma taxa de juros baixa eh como está se vendo agora e e o que é Então assim ó o acabolso tá com esse desenho da política monetária Tá certo agora o que que tá acontecendo de fato então que gera essa dificuldade tão grande aqui para o Brasil de diminuir os jures ão Duas né quer dizer primeiro que seria melhor ter um superá
fiscal brasileiro de 2% primário do que um déficit ajuda né Eh mas isso também não é tão absurdamente importante eu acho que hoje no curto prazo F no curto prazo né agora onde a vista Alcança Hoje nós estamos a taxa de J brasileira tá dominada pela incapacidade do feds de ter se enfiado numa armadilha ter demorado um ano e meio depois do Brasil para subir a taxa sendo quem lidera a a a o espectro de taxa de juros internacionais mundiais e agora não tá conseguindo viu que a não era mágica botava em 2 3 4
5 5 E5 e a inflação continuava numa economia que tá crescendo com um bom chum peteri ano com inovações etc não tá nem nem olhando Para ta os empresários estão em Altos espíritos animais como falava o o k então é difícil você usar este instrumento para frear uma economia como a economia americana num ciclo competitivo com impulso fiscal gigante que ela ganhou do B inclusive para investimentos com Ira etc então é algo complicado e como a taxa vai ficar juro as faras de I can see como todo mundo fala nos Estados Unidos nós temos que
ficar quietinhos aqui esperando o Império baixar a ta jur para ir atrás agora um ainda só para encerrar com com Winston aqui há uma expectativa de em 2025 já uma Projeção de queda nessas taxas de juros internacionais O que que você projeta para cá eu sou otimista e adoro ter cenários otimistas mas sempre racional também eh descontando o meu otimismo meu otimismo eu tô bastante positivo em relação a pós do pós 25 primeiro porque as taxas Americanas vão cair isso independe de eleição né as Taxas de juros Americanas devem cair quer dizer tudo mais constante
2025 e no Brasil bom aí você tem que acreditar que o ministro hadade vai continuar trabalhando fazendo um excelente trabalho que ele tá fazendo que vai continuar com arcabo fiscal funcionando você vai ter o o o a restrição doméstica vai desaparecer e a restrição externa vai virar completamente eu acho que a gente não entendeu ainda que o balanço de pagamentos brasileiro tá passando por Uma mudança estrutural do ponto de vista da conta de comércio que o ano passado foi mor de 30 anos o petróleo tá zunindo o o setor agrícola produz o produtor de alimento
vai continuar alimentando o mundo e agora n a China quando a a a Índia passar a crescer 7 88% mantiver esse crescimento mantendo uma agricultura de baixa produtividade o Brasil vai ter que um outro mercado gigante então eu eu vejo balanço de pagamento balanço comercial brasileiro Com alguma coisa que vai ser só boa até onde você vê e a conta de Capital aí a gente vai ter que esperar pro próximo eh intervalo você fala da turma do financiamento porque o financiamento Verde no Brasil vai trazer uma montanha de Capital estrangeira seos indíos corretos forem montados
uma montanha e por causa das nossas vantagem comparativa nisso isso a conta de Capital com super com com com déficit contracorrente pequeno porque a conta de Conta de comércio ninguém projeta um contra corr m com 1% nos próximos anos a qua de Capital pode ser muito maior né então eu vejo ros uma coisa bastante positiva porque a regão externa que é hoje a regação ativa vai voar agora tem que botar ordem na casa embora eh eu não tenho medo do que tá acontecendo em política fiscal lendo como eu leio o o que o ministro tá
tentando fazer mas uma coisa aqui eu entro que eu termino o Brasil Não tem uma crise Brasil tem uma crise fundamental de governabilidade o nosso sistema não funciona porque esse sistema de presidencialismo de coalizão funcionou durante o período Fernando Henrique ele com três governos tinha 53% do congresso com três partidos 53% do congresso o Lula entrou numa numa jogada perigosíssima primeiro governo Lula o o governo Lula tinha 20 30% do Congresso mas como presidente extremamente Popular se aproveitando da excelente onda de Investimentos internacionais etc comércio internacional ele tinha 80% de popularidade aí você governa o
presidente Popular governa o presidente e de príncipe vira sapo é impeach essa é a lógica da coisa e se você tentar governar popular como ele ainda é Não muito né Mas com esse congresso que hoje você tem uma nova direita comos seus 20% à esquerda com seus 20% e o centrão Tentando ganhar em qualquer coisa que se coloque lá para se negociar é complicado Esse sistema de governabilidade do Brasil é que é o problema do ajuste fiscal não o governo o governo no sentido o Executivo é o governo é o executivo e o congresso a
gente tem que mudar isso de alguma maneira Barreiras a entrada de partidos ajuda parlamentarismo ajuda não dá para continuar assim você ter achar que você vai ter 2% es primário no Brasil com esta governança Federal esquece Obrigada Won eh vou puxar de Dois pontos aí dele já para introduzir também uma pergunta que foi feita eh pelo Fernando Freitas de certa forma o winon eh abordou né sobre as eleições dos Estados Unidos mas eu passo pro Paulo agora eh para para ver um complemento em relação a isso porque o Fernando Freitas ele diz assim como as
eleições dos Estados Unidos podem impactar a nossa política monetária bom antes mais nada Agradecer o convite é um prazer estar aqui Participar dessa dessa conversa e parabenizar todos eh a gente tá numa situação meio curiosa em que há uma convergência muito grande nos Estados Unidos entre as duas plataformas de governo né tradicionalmente a diferença entre Democratas e republicanos é que republicanos gostam de cortar gasto público e reduzir impostos e Democratas gostam de aument gastos públicos e aumentar impostos né mas a gente tá numa Num momento histórico de de conflito com a China de tal ordem
nos Estados Unidos que a plataforma dos tanto do do do governo Democrata quanto Republicano convergiu muito na na na agenda né Presidente Josué já mencionava aqui na agenda de proteção industrial de nacionalismo de estímulos para produção em solo americano então no final do dia tudo isso para dizer que eu não vejo grandes mudanças eh em relação à política americana Seja lá Quem ganhe né Eu acho que essa plataforma made in America vai continuar muito forte e a luta contra a China vai continuar forte Talvez os republicanos TM uma política fiscal um pouquinho mais contracionista mas
o o ímpeto deles de estimular a indústria americana continua colocando essa política fiscal que o Winston frit destacou aqui é uma política fiscal impressionante eles estão produzindo déficit da ordem de 7% do PIB não é pouca coisa é quase 1 Trilhão de dólares por ano é um mundo em que o a política fiscal americana se expande como se não houvesse amanhã e eu não vejo grandes mudanças eh em relação a isso e em relação à situação da nossa política monetária essa estrutura essa base que é dada ela permite de fato hoje no teu ponto de
vista um crescimento eh do país e um crescimento sustentável paraa frente e introduzo a indústria nesse ponto porque esse crescimento Se não vier acompanhado Do crescimento da indústria que foi um ponto também muito abordado aqui nas palestras de abertura né Essa indústria sem conseguir esse avanço em Patamares como por exemplo a agricultura isso foi muito observado aqui que que tipo de problema isso pode causar pro país por exemplo o país retoma com essas bases da política monetária esse crescimento Mas se a indústria não vier junto boa eh eu vou usar a própria estimativa do Banco
Central do que ele chama do juro Real Neutro que é de 4.75 não dá para calcular com essa precisão mas pode ser 4,5 pode ser 5 o juro Real neutro pra gente chegar na SELIC numa SELIC entre aspas correta a gente teria que adicionar a inflação se a gente colocar uma inflação de algo como 3 3,5 a gente vai chegar numa SELIC de 8% seria a SELIC correta segundo cálculos do próprio banco central ou seja a taxa de juros tá muito alta segundo a conta do próprio Banco Central Então a gente tá num num momento
de política monetária extremamente eh contracionista ainda o juro ainda é muito elevado né Eh é claro que a discussão que acho que a gente deveria fazer inclusive aqui é como caminhar para um juro mais baixo para um juro que eh Facilite o crescimento produtivo né o crescimento especialmente industrial brasileiro e daí eu quero fazer a conexão com a indústria né o outro lado da moeda né já que estamos falando de 30 Anos de plano real o outro lado de toda essa história foi a estagnação da produção industrial brasileira se a gente olhar nos últimos 20
anos a verdade é que a produção industrial brasileira tá praticamente estagnada nos últimos 10 anos o o nível de produção industrial ainda tá 15 20% abaixo do que era em 2011 2012 nos últimos 3 anos o Brasil cresceu 10% a indústria cresceu zero então não não há crescimento industrial no Brasil a Verdade é essa não há crescimento industrial verdadeiro tem um pequeno soluço ali que vai de 2003 a 2010 quando a gente teve um período ali de mais ou menos 15% de produção industrial mas toda essa janela que vai dos 90 até hoje é uma
janela de relativa estagnação da Indústria brasileira né e o setor industrial é o setor que mais sofreu com esses juros muito elevados a gente né Muito se falou aqui corretamente sobre o excesso né de de de tributação excessiva Sobre o setor industrial e taxas de juros excessivamente elevadas as taxas de juros excessivamente elevadas elas não batem de modo homogêneo na economia tem setores que não não sofrem nada com isso Aliás o Agro é um belo exemplo até porque ele tinha o plano safro né mas os setores que TM pouca intensidade em bos de Capital portanto
tem pouca necessidade de financiamento são pouco afetados por o juro Real muito elevado Então o a estagnação Industrial Brasileira é a contraparte da história do juro Real muito elevado no Brasil nesses últimos 30 anos existe uma consequência setorial desse problema macro e claro que a gente tinha que controlar né a inflação num ambiente extremamente dramático né No No No início dos 90 mas o fato é que o setor que mais sofreu com todo esse processo foi o setor industrial brasileiro e o setor industrial é sabidamente um setor que Tem muita potência para gerar aumento de
produtividade então outra parte dessa história de que se reclama que é a produtividade no Brasil não aumenta Claro porque o setor que é a galinha dos ovos de ouro para aumentar a produtividade ficou estagnado então na medida em que esse setor tá estagnado a produtividade não vai aumentar e a gente tem o problema de cachorro correndo atrás do rabo porque o setor industrial ele precisa investir em máquinas Equipamentos para aumentar a produtividade só que para isso ele precisa se financiar E aí ele tem um custo de juros exorbitante ele não consegue investir em máquinas e
equipamentos não consegue exercer Esse aumento de produtividade que seria importante vou dar um exemplo só para em termos de comparação que é o que aconteceu com a China como é que a China conseguiu crescer tanto Com inflação tão baixa e com juro tão baixo durante 30 Anos a China tem uma inflação média nos últimos 20 30 anos de 3% 2 3 4% qual foi o truque chinês uma industrialização brutal a produção industrial chinesa saiu de sei lá 40 50 Bilhões de Dólares para 4 trilhões de dólares Isso sim é um processo de industrialização vigoroso né
com uma taxa de investimento sobre PIB que saiu de 10 15% do PIB para 40% do PIB então o crescimento chinês foi puxado por indústria e por investimento e o crescimento no Brasil que a gente Teve dos últimos anos não foi puxado por indústria e não foi puxado por investimento então é um crescimento que tá fadado a ter baixa atividade bater no teto inflacionário e bater no teto externo agora tem uma grande novidade que nos ajuda muito que o teto externo Caiu porque a gente descobriu o petróleo atrás lá do do do galinheiro do Visconde
de Sabugosa né de repente o Brasil virou realmente uma Arábia Saudita do petróleo e das energias verdes né então a parte De de restrição externa vai nos ajudar muito mas ficamos nesse problema do correndo atrás do rabo né produtividade é Baixa porque a gente não consegue investir porque o setor industrial tá estagnado investe em meas de Capital como o investimento não cresce a gente bate num teto de capacidade a inflação sobe o banco central é obrigado a subir taxa de juros e a indústria por sua vez não investe em m de capital e a gente
fica nesse nesse enfim correndo atrás do Rabo esse e aliás Essa é a grande questão que tá colocada pro Brasil hoje inclusive bate no mercado de trabalho que a gente pode falar depois isso tava querendo complementar aqui Winston uma notinha de rodapé o que falou O Gala Eh vamos concordar primeiro eh de uma coisa fundamental quer dizer a indústria só vai crescer produtivamente se ela investir a o investimento é o pai da introdução da Inovação que é a mãe da produtividade essa cadeia é o círculo Virtuoso do crescimento e a indústria é fundamental nela porque
ela é o o setor que realmente aumenta ou diminui a produtividade da economia a menos de exceções estranhas na história mas a política monetária é uma política que afeta muito mais as taxas de curto prazo propriamente não é a to Esse seminário tem política monetária e depois vai ter um negócio chamado política de financiamento que no Brasil Inclusive a estrutura termos de taxa de juros Ela Desaparece num determinado ano e você tem que bater na porta do BNDS para pegar o dinheiro longo Então quando você aponta para política monetária em que o homem sentado do
Banco Central tem que manter inflação baixa num contexto de política fiscal alucinada e política e o mundo subindo e descendo a toda hora como acontece sempre ele tá olhando para aquele pra inflação fundamentalmente ele tem um instrumento só que é a taxa de jur de curto Prazo é claro que você tem que olhar pro orçamento pras alocações no bns para ver o que aconteceu com a indústria em termos de investimento a política monetária é parte da história eu acho e uma parte que talvez até em certo minuto seja menor você vê as flutuações que você
teve no nos gastos de infraestrutura que tem um impacto enorme direto paraa indústria no BNDS tudo por causa do desequilíbrio fiscal então é é é o problema um pouco mais complexo Culpar os juros é você Dizer Ok vamos deixa a inflação para lá isso eu acho que é o fim da indústria agora passar aqui pro Ricardo já de novo com uma pergunta de público o Pedro Fernandes obrelli do ses Senai aqui de São Paulo ele diz assim como a política monetária brasileira e seus efeitos sobre juros se comparam com outros países emergentes e o que
o Brasil poderia aprender com essas experiências para beneficiar Nossa indústria perfeito primeiro lugar Obrigado pela participação eh pelo convite eh uma coisa importante na discussão de política monetária de taxa de juros em particular é a gente tentar entender Por que as aves que aqui gorjeiam ou não gorjeiam como lá né então é um enigma do gonçalv ismo a gente fica tentando entender porque a gente convive com esses juros estratosféricos que claramente produzem resultados ruins pra economia né ninguém gostaria de conviver com essas taxas de Juros primeiro porque investimento Prime com investimento mais baixo produtividade do
trabalho é menor com produtividade menor o crescimento é menor com crescimento mais baixo você gera menos emprego a indústria que é capital intensivo piora Nesse contexto a dinâmica fiscal é horrível pela pela pela aquela famosa equação r - g enfim a distribuição de renda também é ruim então assim por que que a gente convive Com todas essas consequências perversas Do juro alto como Hon falou porque não há só consequências perversas o juro alto é a forma como nós brasileiros enquanto sociedade a gente conseguiu conviver com uma taxa de inflação aceitável é o preço que a
gente paga para viver num ambiente com estabilidade mas o que que a gente poderia eh mudar Nesse contexto uma taxa de juros nesse tamanho é se assemelha um pouco a a queda de um avião a gente não vai ter uma bala de prata que explique esse Fenômeno o Brasil é sistematicamente campeão mundial de taxa de juros se a gente pegar esse ano agora a gente foi ultrapassar estamos no segundo lugar mas ano passado nos primeiros lugar há 10 anos atrás há 20 há 30 anos atrás e por que que a gente tá nessa engrata liderança
do juro mais alto do mundo então assim como o wion falou tem a questão fiscal é inegável você tem uma política que tá sistematicamente apertando no acelerador da demanda Agregada a despesa primária no Brasil subiu no início da década de 90 de cerca de 10% do PIB para quase 20% agora então assim se ela pisa sistematicamente no acelerador pra gente manter a inflação sob controle a gente precisa so o ponto de vista da política macroeconômica de uma política que pise sistematicamente no freio Isso é uma questão outra questão é que a produtividade brasileira é muito
baixa e Cadente se a gente pegar as estimativas Daquilo que os economistas gostam muito de falar a famosa produtividade total dos fatores que é a medida da nossa ignorância a ptf brasileira tá caindo há 40 anos isso não dep vende de governo de esquerda de direita de programa de reformas de ausência de reformas a produtividade tá em queda isso impacta o nosso produto potencial e aqui é uma questão mais ou menos intuitiva para todo mundo porque se a nossa capacidade de ofertar não é alta a gente precisa Sempre fazer com que a demanda fique sistematicamente
freada para que a inflação não suba Então como que a gente aumenta o nosso potencial de crescimento é uma agenda que tá totalmente relacionada ao nosso juro alto então esse é um segundo ponto o terceiro ponto é que a nossa política monetária Ela opera num contexto em que os seus mecanismos de transmissão eles são digamos parcialmente obstruídos Ou eles funcionam de uma forma diferente do que Funcionam em outros lugares por exemplo nosso mercado de crédito aqui no Brasil ele é relativamente atrofiado a gente pega a participação do crédito privado no PIB brasileiro e compara com
outros países a gente tem um mercado de crédito pequeno isso quer dizer que quando banco Central ele mexe com a taxa de juros ele tá movimentando uma parcela pequena da demanda agregada Diferentemente de outros países em que você mexe com um caminhão enorme da demanda agregada Então o poder da política monetária é muito alto não é o nosso caso Além do mais nosso mercado de crédito além de pequeno ele é também segmentado tem partes do mercado de crédito que não respondem aos impulsos monetários isso não tem nada a ver com BNDS como muito se lê
por aí mas principalmente Hoje em Dia com Crédito Rural crédito Habitacional então o banco central mexe com seu instrumento de política monetária e o mercado de crédito que já É pequeno tem uma parcela que é imune a esses movimentos do Banco Central Isso tira potência da política monetária e faz com que a gente conviva com uma taxa de juros mais alta outra jabuticaba brasileiro mais uma explicação das nossas aves gorjear da forma como gorjeio é o fato de que a nossa dívida pública tem uma característica muito particular metade da dívida pública brasileira ela é composta
por títulos pós fixados são as chamadas Lfts e qual é a particularidade desse papel esse papel significa o seguinte o detentor da lft quando o banco central aumenta a taxa de juros esse cara não fica mais pobre e portanto ele consome menos e diminui a demanda agregada porque esse papel ele é imune ao efeito riqueza E para piorar além de ser imune ao efeito riqueza as letras do Tesouro esses papéis pós-fixados que só existem no Brasil elas trazem uma particularidade que trazem um efeito Renda que compromete a eficácia da política monetária porque todo movimento de
política monetária contracionista no Brasil é ao mesmo tempo o movimento de política fiscal expansiva porque você aumenta o pagamento de juros você transfere renda pros detentores já lvt automaticamente e isso contrapõe uma parte daquilo que o banco central gostaria de fazer que é cont contraí a demanda agregada Então por uma série de fatores eu não vou aqui me estender Existem outras mais eu vi tô pesquisando taxa de juros no Brasil já tem uns 15 anos não é fácil explicar esse fenômeno na literatura especializada a gente tem para mais de 10 explicações hipóteses tentando concorrer para
Qual é a hipótese que vai explicar a nossa anomalia e a verdade que grande parte delas não tem sustentação empírica já foram testadas tem gente que diz que a taxa de juros é alta porque o brasileiro é impaciente ele quer consumir no Presente precisa de uma taxa muito alta para ele poder poupar e transformar isso em consumo futuro mas aqui a gente Abre uma outra discussão por que que o brasileiro ele é mais impaciente por exemplo que nossos vizinhos colombianos ou os vietnamitas a gente não tem explicação para isso tem gente que diz que a
taxa de juros no Brasil é alta por uma questão de incerteza jurisdicional tudo bem isso pode afetar contratos privados taxas de mercado mas a nossa Taxa básica também já teve painel com vários países tentando testar não encontraram nada tem gente que diz que o juro brasileiro é alto porque tem uma coalisão de interesses em torno do juro elevado como se tivesse um pacto rentista no Brasil que mantém o juro nesse patamar eu confesso que eu tenho dificuldade com essa tese porque se nosso se a nossa taxa de juros fosse de fato exagerada para fims de
controle da inflação a nossa inflação deveria Sistematicamente ficar abaixo da meta e não é verdade ela tá sempre acima da Meta então o que que explica essa anomalia eu acho que precisaria ser uma agenda de reforma monetária no Brasil para que a gente mergulha a fundo nessa discussão e tente entender de uma vez por todas como que encerra essa pedra no sapato do setor industrial brasileiro é eu vou só insistir num ponto do da pergunta anterior né do a pergunta do Pedro quando ele diz assim se algum não Sei se isso vai ter de memória
aí para você mas se tem alguma experiência internacional que você lembre que pudesse servir de de exemplo pra gente de dizer assim isso aí de repente Põe esse juro num caminho a gente Domina tanto esses rankings internacionais há tanto tempo que é difícil ter outras experiências similares à Nossa então Eh enfim eu acho que tem uma piada famosa né se perguntar para um economista que que precisa fazer Para um país crescer ele vai dizer tem que fazer reformas eh então assim teria que pegar casos de países que fizeram Reformas e e foram bem sucedidos E
como que isso se refletiu em taxa de juros mais baixas mas de novo aqui e aqui tem uma questão interessante porque reforma não é uma panaceia embora reformas sejam importantes todos os países que se desenvolveram tiveram episódios saltos no crescimento econômico 45% desses Casos foram precedidos por alguma reforma estrutural só que quando a gente inverte a pergunta a gente vê o seguinte dos países que fizeram reformas estruturais quantos deles efetivamente cresceram depois 90% dos casos não teve nenhuma mudança na trajetória de crescimento então reforma não significa que você vá necessariamente crescer mas é uma aposta
economista gostaria o sonho do economista é vestir o jaleco branco né Mas nossa ciência infelizmente ela tem seus problemas e a gente discute questões tem probabilidade assim a agenda reformista pegar caso de outros países serve obviamente como exemplo a gente poderia ter sucesso até porque ninguém gostaria de permanecer num país que tá relativamente estagnada 40 anos se des industrializando Como é o nosso mas a gente tem que pensar muito bem selecionar bem as reform que faz Implementar bem as reformas que são escolhidas e principalmente as reformas tem que conviver com um ambiente macroeconômico saudável Enfim
acho que eu me prolonguei demais depois eu imagina e de certa forma o Ricardo Barbosa respondeu parte do que é a próxima pergunta mas eu passo essa pro Paulo porque foi um comentário que o Paulo fez e que gerou essa pergunta do André par ou paron eu acho que é paron André paron se a taxa neutra de juros Seria 88% quais fatores no com em junho especificamente levaram a parar essa tendência de queda da taxa em 10,5 bom só complementar que você esqueceu a mais importante que é culpa do banqueiro Central porque a gente sempre
põe a culpa no banqueiro central do momento da taxa de juros tá tão alta né Então até concordando aqui com o comentário do Winston passados 30 anos e com vários banqueiros centrais mais à direita mais à esquerda mais Dove mais rock tudo que Vocês queiram imaginar nós completamos 30 anos de juros altos então eu já eu diria que a culpa do banqueiro Central também meio que cai por terra Porque a gente já viu de tudo e de todas as tentativas ou seja há algo mais estrutural mais complexo né e e e e com múltiplas causas
né como vocês dois colocaram né A questão do juro alto no Brasil certamente não é culpa do banqueiro Central né até porque o banco central na maioria das vezes ele tá se Defendendo ali tentando pelo menos no meio da bagunça controlar a inflação né porque é muito fácil a gente chegar e criticar o banqueiro Central engenheiro de obra feita né falar ah agora no meio da pandemia o juro saiu de dois foi para 14 bom mas a inflação tá tá controlada no Brasil a gente poderia fazer essa mesma discussão no plano real em qualquer momento
que vocês queiram Então isso é delicado eu acrescentaria mais um fator aí que eu acho que é muito Importante tem a ver com essa discussão da conta capital brasileira tava vendo uns dados dos derivativos de câmbio que são negociados no mundo o Brasil é o terceiro maior centro do mundo em termos de negociação de derivativos de câmbio como proporção ao PIB o o mercado brasileiro é hipertrofiado esse é um outro tema também o São Paulo é o centro que mais movimenta derivativo de câmbio depois de Londres Nova York que é algo completamente desproporcional em relação
Ao tamanho do PIB brasileiro então a conta a conta a conta capital brasileira é um negócio de nitroglicerina assim pro câmbio pular para 6 7 r 8 não custa nada né e o banqueiro Central ele tá a todo momento ali carregando esse esse barril de pólvora mais um mais um drama também que precisa ser lidado bom isto posto agora respondendo especificamente a essa pergunta eh foram vários fatores né o banco central inclusive elencou e eu acho que tão corretos os fatores né Primeiro que tem a questão eh lá fora né do do dessa do foi
postergada né o o movimento de corte de juros nos Estados Unidos isso tá drenando muito recurso para lá tem valorizado o dólar eh as expectativas de inflação no Brasil tão tão longe da meta e se distanciando da Meta né a gente já tá com uma expectativa de inflação de mais de 4% para uma meta de três para esse ano pro ano que vem as expectativas já estão em 3.7 Eh então a gente não tá com uma situação de inflação Fora de Controle mas a inflação corrente em 12 meses acumulada é acima da meta a inflação
esperada para esse ano e pro próximo ano é acima da Meta o mercado de trabalho já tá chegando numa situação um pouco mais delicada e tem a ameaça do que tá acontecendo lá fora e tem a discussão fiscal aqui do arcabo ou seja não não não podem mudar de barato que a inflação tá controlada Eu acho que o banco Central tá correto em fazer o que ele fez e e tô de acordo com o que tá explicado inclusive lá na última ata mercado de trabalho você aborda rapidinho eh Paulo você você faz a leitura que
alguns fazem sobre eh emprego pleno é o mercado de trabalho e inclusive é importante para reconectar com a indústria né o mercado de trabalho chegou num desemprego de 7% E agora começa essa discussão se a gente já tá no pleno emprego se o desemprego pode Cair para seis pode cair para cinco porque começa a haver pressão de Salários essa pressão de Salários pode ser convertida em aumento de preço que pode ser convertida em inflação só que de novo eu queria conectar isso com a discussão estrutural e da indústria a indústria é um dos únicos setores
capazes de pagar muito salário sem aumentar preços porque ela tem esse potencial gigante de aumento de produtividade porque o que a gente Precisaria fazer no Brasil é o que dobrar o salário triplicar o salário né o salário brasileiro é quatro vezes menor cinco vezes menor do que o salário de um país rico falar bom como a gente vai dobrar ou triplicar o salário brasileiro sem provocar uma explosão da inflação dobrando triplicando ou quadruplicando a produtividade e o setor industrial e o setor de serviços sofisticados o que a gente chama da do setor Complexo da economia
é o setor que Tem essa capacidade de pagar salários elevadíssimos sem aumentar o preço de venda portanto sem provocar inflação por quê Porque eles conseguem aumentar muito a produtividade só que para isso eles precisam investir E aí voltamos na tecla do custo de Capital muito elevado da taxa de juros muito elevada que impede nossa aumento de capacidade produtiva ou seja se se o desemprego no Brasil cair de sete para CCO com extra com essa estrutura produtiva haverá pressão Inflacionária se ele cair de sete para cinco com serviços sofisticados com indústria hightech não haverá pressão inflacionária
então mais do que nunca essa discussão que a gente faz aqui é muito importante porque o tipo de emprego que se gera é fundamental para entender se o mercado de trabalho bate na restrição inflacionária ou não eh vou passar agora com os dois aí também o o tempo já tá curtinho mas o Paulo falou bastante aqui sobre V vou usar com a Outra expressão aqui né que o banqueiro Central é quem leva a pancada né vira o saco de pancada é o banqueiro Central A gente tá prestes a ter mudança no comando do banco central
brasileiro na visão de vocês isso causa alguma alteração né nesse cenário da nossa política monetária paraa frente bem Boa pergunta eh H obviamente quando a gente conversa com os nossos colegas de mercado eles estão sempre um pouco Aflitos né em relação quem vai ser O próximo presidente do Banco Central temendo que isso pode trazer algum tipo de de de de mudança em relação a ao modo como a política monetária tem sido conduzida no Brasil eu particularmente não tenho esse receio porque o governo já fez quatro indicações né são nove pessoas sentadas no COPOM o governo
já fez quatro das novas indicações que poderia fazer e os nomes que surgiram até aqui são nomes de pessoas muito capacitadas inclusive pessoas que são do Próprio corpo técnico do Banco Central então Eh eu eu não vejo que que que que haveria espaço para para grandes rupturas então assim eu não compartilho desse temor e e mais eh a gente tá vivendo num contexto é porque acho que talvez as pessoas TM eh não tem a memória da época mas o Brasil aprovou a lei da autonomia do Banco Central né em 2021 o banco central de hoje
ele opera no contexto institucional totalmente diferente daquele banco central que Vigorou a até 2021 Então hoje você tem um mandato que é definido pela sociedade né por meio das das pessoas que sentam no Conselho monetário Nacional e cabe ao banco central operar aquele instrumento com autonomia portanto os custos e benefícios os ônus e bônus de alcançar ou não a meta que a sociedade entregou o banco central é do banqueiro Central que teve autonomia para decidir qual era a taxa de juros necessária para combater a inflação e manter economia no pleno Emprego então Eh eu não
tenho mais um motivo para não ter o temor que alguns colegas têm e por fim a gente não tem uma autonomia qualquer de banco central a gente tem uma autonomia com mandados intercalados significa que o presidente do Banco Central indicado por um governo ele só encerra sua participação no meio do governo seguinte Por que que foi feito dessa forma Existem duas explicações primeiro porque a política monetária Demora para fazer efeito quando você mexe com a taxa de juros hoje a inflação ela só sente esse golpe com mais força 24 meses à frente isso espanta às
vezes algumas pessoas então como você tem o famoso ciclo político né historicamente a gente observou os economistas observaram a existência do ciclo político é a possibilidade do banqueiro Central tentar reduzir juros a véspera de uma eleição para tentar fazer o seu sucessor então manter um um um um Mandato intercalado é importante porque qualquer tentativa de usar o ciclo político faz com que a inflação floresça ainda no mandato daquele banco central daquele banqueiro Central Então isso é também uma proteção que a nossa institucionalidade criou para que a gente não tenha grandes mudanças ou para que a
gente não tenha medo das mudanças que venham acontecer no banco central acho que a gente tá bastante protegido nesse sentido pergunto pro Winston se ele concorda E aí já complemento com outra outro ponto bem factual eh nesse tempinho final no um minuto final eh que foi a decisão anunciada ontem de bloqueio eh né de de gastos né contingenciamento se isso também pode gerar algum Impacto porque ao mesmo tempo que há um contingenciamento há também tem ali vamos dizer uma elasticidade que eleva a a a possibilidade de Déficit para um patamar ainda maior Uhum é rapidamente
Vai ser fácil responder isso dentro do limite de tempo porque eu concordo plenamente com o que o Ricardo falou eu acho que foi uma uma jogada muito inteligente do governo fazer essa introduzindo diretores ao longo do final do do começo do mandato e quem já teve uma sala de COPOM sabe que não voa cinzeiro não se em crises muito grandes ou seja há uma convergência de opiniões nas atas etc você vê isso eu acho que e esse medo acho que tá passou É claro que pode tirar algum coisa da cartola E aparecer alguém lá etc
aliás sobre antes de entrar nessa questão do contamento que é mais fácil eh só para provocar você Ricardo se você quiser usar o meio minuto que eu vou deixar para você eu concordo de azedo que você falou tudo mas certamente você não jogou fora a criança com água do banho a política fiscal e os problemas os sustos do Balanço contra balanço da conta de capitais continuam sendo coisas Importantes né Essa reforma é obviamente importants para saber o nível e as distorções que ela causa sobre contingenciamento é muito mais rápido efeito porque contingenciamento é uma medida
de gestão do orçamento eh é complicado gestionar politicamente mas ele é sempre feito para cumprir com obrigações legais etc um número não tem menor ideia De onde saiu mas saiu de uma conta que certamente o tesouro deu uma olhadinha com cuidado e não acho que da Forma que tá pelo menos melhora o cenário para essa questão do juros ou não ainda ainda porque teve essa elasticidade do DF isso chamou muita atenção 20 e Poucos bilhões eu li o negócio meio correndo 28 aumentou tá na direção certa mas quem sabe quem faz a conta tá joia
gente muito obrigada por mais esse painel [Aplausos] aqui obrigada a todos os nossos convidados Obrigada a você também rosean Por mais esse excelente painel a gente vai fazer agora pessoal Uma Breve pausa na nossa transmissão do evento a indústria no Brasil hoje amanhã a importância do ambiente econômico para o futuro do setor industrial a gente volta ao vivo em 20 minutinhos até já e aqui aos presentes na Fiesp convidamos para o nosso coffee break aproveitem Olá estamos de volta ao vivo com o fórum Estadão think que traz o tema a indústria no Brasil hoje amanhã
a Importância do ambiente econômico para o futuro do setor industrial Esta é uma realização do Estadão com criação do Estadão Blue Studio e apoio institucional de Fiesp ciesp firjan e CNI contamos também com o apoio de rádio eudorado FM 107,3 bem desenvolver novos mecanismos de financiamento adequados à indústria A exemplo do que dispõe outros setores é fundamental para impulsionar o setor Este é o assunto a ser explorado no Último painel deste nosso encontro então para mediar a conversa eu chamo novamente ao palco a rosean Kennedy colonista de política no Estadão e apresentadora do vodcast dois
pontos excelente aliás bem-vinda de volta rosean e os nossos convidados especiais o economista Sênior da LCA Consultores e pesquisador associado da FGV ibri Braulio Borges seja muito bem-vindo Bráulio tudo Bem convido também o atual assessor da presidência da abmc e da abrava também consel doc Fiesp máo Bernardini bem-vindo Mário ainda com a gente o economista ex-presidente do IBGE e do BNDS Paulo Rabelo seja muito bem-vindo Paulo reforço que a interação da nossa audiência é sempre importante para enriquecer ainda mais aqui o nosso debate então por favor não deixem de participar via WhatsApp o número tá
aí Na tela 11 992 77 7048 rosean é com você uma ótima discussão a todos muito bem-vindos obrigada de novo por quem está participando conosco reforçando só o número novamente aí eh Lembrando que a gente tem esse número para perguntas mas vou começar esse painel agora que eu estava conversando antes eh do início já fazendo uma provocação aqui na verdade não vou fazer a provocação vou deixar o Espaço para ele trazer a provocação que é o Mário Bernardini porque porque Mário eu queria saber inclusive já seu ponto de vista que eu sei que você tem
abordagens bem específicas sobre de fato existe um financiamento à indústria brasileira hoje assim o Brasil tem esses financiamentos eh me dá o teu ponto de vista porque eu sei que você traz ele com números e de forma bem crítica obrigado obrigado pelo convite Eh bom financiamento existe problema é que ele é insuficiente e caro então vamos lá eh o sistema financeiro Nacional empresta pra indústria no Brasil algo ao redor de 20% do PIB né se nós pegarmos endividamento das empresas lá fora a média da União Europeia 75 Estados Unidos e Japão arredor de 100% do
PIB e a China não atoa 150% do PIB então comparado com isso podemos dizer que não temos Financiamento Por que que não temos financiamento porque o brasileiro não gosta de pegar dinheiro emprestado não ele pega todo santo dia o problema é que se a gente fizer a conta esses 20% do PIB que as indústrias está tomam do sistema financeiro Nacional ah comparado com o faturamento ele vai a 33% as empresas faturam a indústria fatura a ror de 7 trilhões 6800 dados de 22 6800 trilhões o PIB é 10 você fazendo a relação os 20% 21%
do PIB dá 33 o a gente não toma mais dinheiro porque 33% do pibe a custos correntes de financiamentos no Brasil sistema financeiro capital de giro custa em média acima de 20% Então isto já tomando 33% de financiamento eu já tenho um custo final sobre o meu faturamento de 6% como a indústria ao contrário da que turma pensa ganha relativamente pouco se pegarmos a média dos últimos 20 25 anos O Roca tem isso levantado bem tá a a a a a última linha do Balanço lucro líquido gira ao redor de 8 9% eu comprometer 6is
com 30% já é complicado e se eu tomar no Brasil mais de 40% de financiamento a custos nor correntes eu quebro simplesmente o custo do financiamento passa a ser maior que meu lucro Então se o se o financiamento é Se o se o sistema produtivo é um organismo eu fazero uma comparação eu Diria que o financiamento é a seiva que alimenta se organismo é o sangue nós não temos os vampiros tomam is a indústria não tá então quando você me pergunta Tem financiamento a resposta é esta pouco e caro os motivos a gente pode continuar
na discussão e sobre esses motivos e alguma luz no fim do do túnel você enxerga essa possibilidade pelo menos desse custo de financiamento cair de que de que maneira seria possível bom Ah tem dois aspectos aí eu tô falando de banco tem dois aspectos você tem um custo de capitação caro porque é dado pela celic hoje o governo faz concorrência a todo mundo né ele te ele te Ele toma dinheiro ele paga 10,5 por. então se eu quiser dinheiro tenho parto daí né ninguém vai me dar menos porque tá perdendo dinheiro Então esse é o
problema então a ponto de partida é alto e aí os bancos consistentemente no Brasil se pegar os últimos 20 anos pegar A curva de inflação e a curva de spread bancário você tem um diferencial da 10 pontos percentuais por bom aí eles dizem na diência comha fiscal tem um monte valia a pena Banco Central fazer um estudo como se deve né um estudo independente vamos chamar assim não só o banco central o banco central infelizmente tá muito ligado ao setor financeiro estudo independente para ver as os motivos desse diferencial Então nós teríamos dois pontos para
atacar redução da Cinha fiscal da redução da SELIC que é ponto de partida e redução do spred dá para ganhar nos dois na Celi eu tô dizendo por exemplo tava conversando com o Ricardo aí a ah ninguém citou o problema da indexação a indexação me carrega um ponto miseravelmente na minha inflação básica então se eu quero uma meta de três no Brasil eu tô na realidade exigindo uma Uma meta de dois porque um é carregamento histórico um é inflação então reduzindo eliminando os resquícios de indexação que ainda tem 30% quando da economia não 1 terço
da economia isos permitiria reduzir a celic um pouco o segundo lugar é aquilo que foi dito aqui quer dizer se o o o a taxa neutra de juros é 4% 4,5 que é um absurdo o resto do mundo não tem isso também é uma conta que devia ser discutida admitindo isto Então você teria uma meta de três que Acho inatingível vamos falar 3,5 mais 4 de inflação uma Seli de sete seria uma Seli neutra 7,5 uma Seli de 8,5 seria uma Seli restritiva já para combater a inflação daí para cima é dar dinheiro de graça
para quem não precisa hã Então esse é o primeiro ponto segundo ponto é o spred bancário como eu te disse mesmo o famoso dinheiro do BNDS vamos lá eu sou ligado ao setor de bens e capital os a forma clássica de vender Uma máquina no Brasil é a finam financiadora de máquinas e equipamentos nasceu para isto tá eu vou pegar um dinheiro na finam e eu uma máquina custa 2 3 milhões o limite do BNDS para me atender diretamente é 20 então eu vou num agente financeiro eu vou no Banco do Brasil eu vou no
Bradesco vou no Itaú ou num agente financeiro o ag gente disse bom tá bom o teu cadastro Tudo bem então a conta é a seguinte o bened sai da famosa Tlp que coincide grosso modo com a SELIC Então sai de 10,5 põe um e-mail de spread do banco então o dinheiro sai do banco do BNDS a 12% aí o banco aí o banco um pouco mais até tem e tal tudo bem ok você dá aula nisso que teve Sentado lá bom aí o banco cobra modestos 6% de spread chamado del eu vou a 18 ganho
oito como é que eu pago a máquina não pago não invisto não invisto não ganho produtividade porque Produtividade 70% da produtividade é recursos produtivos à disposição de quem trabalha e tudo o resto é o resto ou seja educação etc importante sim mas 70% é recursos produtivos recursos produtivo é financiamento então eu não compro não tenho ganhos de produtividade não tenho ganh de produtividade não tenho crescimento econômico Este é o quadro do Brasil dos últimos 40 anos o setor de bens e capital eu vou encerrar Porque tô me alongando muito o setor de bens e capital
hoje está com atividade 30% abaixo de 1000 de 2012 30% abaixo de 2012 nós não só não Estamos crescendo estamos encolhendo eu já aproveitando que ele falou eh o Mário falou sobre o BNDS já vou puxar para o Paulo até para introduzir também a questão do nova indústria Brasil se nesse pacote que vem muito como uma carta de intenções né que vem sendo apresentada aos poucos as medidas que de fato vão ser adotadas eh a a o papel do bns agora nesse cenário de financiamento pra indústria brasileira no seu ponto de vista TR de fato
algo novo e algo que vá impulsionar essa liberação de crédito ros já Boa tarde a todos e primeiro agradecendo já o convite amável da Fiesp do Estadão participar desse importante Debate eu diria para você eh que esse esse papel ele é muito importante hoje continua super atual Diferentemente do que na administração Federal anterior se alegava de que o o BNDS e outros e outras fontes de financiamento estatais eh exerce um um papel competitivo eh com a com o resto do sistema bancário sem querer me alongar nesse tema e a gente se perder nisso o Mário
de alguma forma já deu a dica de Por que não eles são Hoje eh muito mais subsistemas Associados aja Vista que para a maior parte das operações O Pretendente o candidato a uma a um financiamento ao suporte do banco passa pela porta do do banco privado que vai enfiar o delcredere e mais um pouquinho de forma que o custo efetivo passa de 20% porque tem várias reciprocidades que nós empresários sabemos que que existe e portanto são sistemas que mais se se ajustam e se e se dão à mãos do que Competem um com outro eu
inclusive na minha atividade embora breve talvez por causa disso mesmo de menos um de um ano Sentado lá na na cadeira da do dirigência de de dirigente do banco eu devo dizer que foi um dos aspectos que eu mais tentei eh Inovar e em que maneira acho que o banco já fica aqui uma uma proposta deve eh ser um verdadeiro competidor no sistema eh passar a ser o que de fato ele o mercado diz que é e que ele não é Hoje passar a ser sim e de que forma através de de de operações que
sejam mais diretas do que indiretas você dirá bom mas aí o banco vai correr o risco que hoje o sistema bancário corre para ele pois é exatamente isso porque o o o Mário também deu outra dica importante ele foi no banco e aí o banco primeira coisa que viu ó seu cadastro está ok eu vou te dar um financiamento a pergunta é por que que o banco o BNDS com todos os sistemas hoje inclusive Associados de fintec etc e tal não pode ser ele o avaliador desse cadastro e número dois por que que o sistema
segurador e nisso portanto nós estamos escanteando o mercado financeiro estamos tá tendo trocando de porta de gerente de banco para uma uma pólice de seguro de pagamento e nós deixamos Esse estudo pronto o BNDS poderia praticamente dobrar a o o quantitativo do crédito concedido mantendo o mesmo grau de segurança nas suas operações Se passasse A a a operar com seguro de pagamento se esse deu crédit basicamente ele poderia I cair para pelo menos metade pelo menos metade e isso já não é pouco eh e portanto eh o que eu quero passar para você é que
tem muita solução sim para que o sistema público de financiamento seja eh como um indutor um impulsionador desse ajuste da taxa de juros que é campeã de anormalidade em nível mundial já que o Brasil não tem paralelo eh com nenhum outro lugar do mundo inclusive Com a nossa Periferia eh sul-americana em relação a ao que faz de equivocado de errado no financiamento para o o investimento brasileiro agora ainda nesse ponto e vou emendar duas coisas você vê de fato inclusive nessas políticas que estão sendo anunciadas essa possibilidade de o BNDS se Transform nessa direção e
outra visualiza alguma possibilidade de ser retomada aquela política que houve lá atrás que foi gerou muita polêmica a a a A política dos campeões nacionais veja bem aí você juntou gulos vá vários aspectos de uma pergunta só mas vou tentar ser vou tentar ser sintético para dizer que dou um uma avaliação positiva para esse plano mais produção porque pelo menos uma um uma uma quebra em relação à política anterior que não era política nenhuma era uma política de fechar o banco de modo covarde E por que fechar o banco de modo covarde é porque se
a administração anterior não via Razão de ser do ponto de vista conceitual o Brasil ter um banco de desenvolvimento econômico deveria ter convocado uma assembleia geral ele o governo é eh ele acionista majoritário fecha o banco porque o Brasil tá impressa as coisas que precisam ser feitas e se se você tem convicção delas faça-as logo não deixa para fazer depois que aliás é é a maior crítica que faço a tal reforma tributária tão bem debatida Aqui na manhã que é uma coisa esquisita que só vai começar a Gerar resultados a partir de 2033 quando muito
do que a hoje tá sendo debatido já terá sido mudado por administrações subsequentes dois presidentes dois mandatos imagina e tudo que é bom tem que ser feito logo eh e portanto o o ben1 agora ao lançar um um um plano mais produção integrado também com fep e inbrap ele está começando a vislumbrar de novo o seu papel só que Com essas com essas vamos dizer restrições primeiro não é um um plano de mais produção integrado num plano de desenvolvimento econômico não sei se você perceberam o Brasil tem plano algum nós estamos como Alice na encruzilhada
tanto faz a escolha do caminho qualquer caminho é bom para quem não sabe para onde vai isso é muito confortável pro Governo Federal como alés tem sido em todos os praticamente todas as últimas Administrações você não diz para onde vai ninguém precisa te cobrar nem pode te cobrar se você eh foi bem-sucedido mais ou menos bem sucedido e inclusive quais os ajustes prisão ser feitos no tal plano de forma que são incongruências se você tem uma inserção eh na na economia como o o Brasil tem eh Banco Nacional desenvolvimento tem um Banco do Brasil tem
um sistema de Caixa Econômica na parte imobiliária ele é Obrigado e para isso existe o artigo 174 da constituição que o obrigaria a ter um plano de desenvolvimento imputável cobrável e portanto esse o defeito do plano M produção a gente diz aqui como foi dito no no nos painéis anteriores Ah nós vamos gastar mais 300 B isso é muito ou é pouco enquanto tempo com que objetivo vou para onde e vou vou aumentar o coeficiente de inovação ou não vou quem é que vai acompanhar a inserção de inovação nos processos Produtivos ninguém sabe disso portanto
esse é o nosso defeito nós somos um país do ponto de vista de planejamento completamente perdido desmiolado irresponsável agora temos uma coisa que é bem estruturada é o banco central e a busca de uma taxa de juro suficiente para combater a inflação torna disfuncional esse processo que em princípio seria Ok outros países do mundo tem Banco Central autonomia desde que outros segmentos a parte fiscal a Parte produtiva a parte de investimentos também tenha metas também tenham no plural metas suficientemente fortes para fazer o contraponto com essa Fortaleza do Banco Central caso contrário esse remédio chamado
controle monetário torna-se um veneno que de fato é é um veneno que nos mata continuamente eu deixei vou deixar outra que eu sei que eu joguei de uma vez só mas o tempo correndo aqui mas se der tempo a gente volta na questão da da política dos Campeões dos campeões essa seria importante mas eu de propósito evitei para já não polemizar mais ainda eu percebi eu percebi mas eu não esqueci não a gente a gente retoma a gente retoma porque eu quero eh trazer aqui o brul para essa conversa porque um dos pontos que por
muito tempo a gente ouviu e até ouve é ah existe falta de competitividade nesse mercado de crédito existe ou não existe é esse o problema para ter eh esse crédito ainda tão alto E esse custo de financiamento tão alto bem eh rosão eh bom Boa tarde né a todos Agradeço também o convite para poder estar participando e falando aqui né e antes de responder a sua pergunta só pegando aqui um ponto que o Mário colocou que acho que é importante realmente delimitar muito bem esse debate de custo de financio do Brasil né uma coisa é
o debate do juro neutro da celic né onde deveria est outra coisa é o debate do spred bancário até Tem algum Tipo de sobreposição né do ponto de vista dos fatores que explicam né mas quando a gente começa olhando por exemplo celic né juro neutro da economia juro de Equilíbrio o Brasil teve avanço né a gente saiu de um juro Real de 20% ao ano lá de 95 98 quando a gente tinha o regime de câmbio fixo para 10% ali de 99 até 2004 2005 para 4 a 5% de 2006 em diante né Então teve
avanço esse último avanço que foi o que mais chamou atenção foi principalmente depois que a gente Acumulou muita reserva né Internacional e superou né definitivamente né todo aquele histórico de crises recorrentes de balanço de pagamento a questão é que 4 a 5% de juro Real hoje ainda é alto num Ampla comparação internacional né o Ricardo falou muito bem que tem várias razões potenciais para explicar isso mas ainda não existe muito bem um consenso né do que tá por detrás disso então tem essa questão do juro neutro que é o custo de captação dos bancos é
o custo De oportunidade também porque né É bem ou mal tem pouco risco né colocar seu dinheiro no título público né e tem a outra discussão do spread bancário também no spread bancário o Brasil teve evolução né a gente pega os dados do Banco Mundial começam lá em 97 né o spread bancário Brasil era altíssimo né ali logo depois do plano real aí teve alienação fiduciária crédito consignado lei de falências e a gente foi caindo né só que hoje o spread bancário no Brasil Ainda é e a palavra Acho que é essa mesmo uma excrescência
numa Ampla comparação internacional né a gente pega lá o spred bancário médio no Brasil tá em torno de 25 pontos percentuais isso para consumidores pessoa física e empresas né enquanto que a média mundial é de um dígito né então o Brasil avançou também né nessa questão do do do spread bancário mas a gente ainda é uma excrescência aí eu volto paraa sua pergunta durante muito tempo o banco o Banco central do o Brasil começou lá em 2000 2001 estudar essa questão do spread bancário né tinha até relatórios enfim E durante muito tempo foi Tabu dizer
no Brasil que o problema do spred bancário alto era falta de competição no mercado de crédito né a gente viu o mercado de crédito no Brasil crédito bancário se concentrando ao longo do tempo né inclusive por questões eh teve o proer ali que promoveu ativamente né uma consolidação do sistema financeiro Tentando né Ganhar mais rigidez depois a crise de 2008 2009 forçou mais consolidação do sistema financeiro só recentemente que a gente teve né com essa história das finex né alguns players novos entrando mas o fato é que o a concentração né no mercado de crédito
brasileiro foi crescendo ao longo do tempo e durante muito tempo a gente Escutou Não concentração é uma coisa competição é outra não são né são coisas diferentes né E era Tabu falar Isso né só que de 2 TR anos para cá né Principalmente depois que a gente teve a entrada das finex E com isso a gente conseguiu estudar melhor o mercado de crédito brasileiro com microdados e o próprio Banco Central tem feito isso a gente voltou né E isso são estudos do Banco Central não sou eu quem tô dizendo a gente voltou a ter o
diagnóstico que realmente falta competição no mercado de crédito bancário Brasileiro né A questão é como corrigir isso né Eu acho que já Tem uma boa iniciativa em andamento mas que precisaria est andando mais rápido começou com Open Bank lá atrás virou Open finance né Eh começou mais ou menos qu 5 anos atrás né que na prática é algo que seria inovador criar um Marketplace de crédito né Com acesso digital que você pudesse ali como consumidor ou como empresa né acessar diversas linhas com vários players competindo mas o open finance sozinho né obviamente eh ele não
resolve essa questão da competição Bancária né dessa falta de competição bancária E aí entra um ponto né até que o o Rabelo colocou né de Talvez o bends entrar competindo mesmo né em alguns tipos de linhas de crédito para realmente corrig essa que é uma falha de mercado então o Brasil tem várias falhas de mercado no mercado de crédito a gente tem falta de financiamento adequado de médio longo prazo para financiar a estrutura e a gente tem né É isso que na verdade não é uma falha de mercado mas Que foi se construindo ao longo
tempo que foi essa falta de competição bancária que a gente precisa corrigir isso de maneira tempestiva e tem outros problemas também no mercado de crédito né como a gente tava conversando antes né de tentar melhorar também o lado da qualidade das garantias de crédito né para também né Eh tentar gerar uma queda mais acentuada do spred bancário falou do Open finance até lembrar que agora em junho bateu um recorde né de operações Simultâneas do Open finance Então tudo sinalizando de que realmente H um entendimento aí do usuário de que realmente tem uma vantagem em relação
a conseguir com os próprios dados ver essa competitividade e é interessante né a portabilidade crédito a gente pode considerar ela como um embrião dessa questão né do do Open Bank Open começou em 2006 só que na prática né os bancos não estimulavam isso cobravam taxas dificultavam isso e só vai realmente Virar né um instrumento de promoção da competição no mercado de crédito brasileiro 10 15 anos depois lá de 2006 agora porque agora tem essa plataforma digital né que meio que obriga que os bancos realmente né compitam ali no no no nesse Marketplace agora ainda contigo
e Bráulio em relação por exemplo a reformas que foram feitas e a gente teve dois pontos que geraram Uma expectativa muito grande que é a duplicata eletrônica e também a o Marco das Garantias na prática Isso já é suficiente eu tenho conseguido fazer com essa efetividade de baixar esse valor do crédito ou quando que isso vai acontecer se é que vai acontecer então Eh eu citei aqui antes na minha fala né algumas reformas importantes que aconteceram né teve a alienação fiduciária lá no final dos anos 90 depois o crédito consignado muito mais paraa pessoa física
do que para empresa lei das falências a própria portabilidade do crédito Open finance Enfim e recentemente a gente teve lá em 2018 aprovação da duplicata eletrônica né um um instrumento que potencialmente poderia aumentar muito o acesso a crédito capital principalmente por empresas pequenas e médias né que não tem muito colateral né de garantia elevada para poder oferecer pros bancos na hora de tentar né conseguir algum tipo de empréstimo só que né embora a legislação né da duplicata tenha sido aprovada em 2018 na prática ela não tá Funcionando ainda né porque a gente tá com uma
um atraso enorme na implementação tem várias etapas lá que o banco central tem que cumprir junto com as empresas que fazer parte dessa ecossistema enfim na prática a gente não tem essa reforma operando né e isso me preocupa né como eu tava também a gente estava conversando antes né quando eu né Eh quando a gente volta pra discussão né do novo Marco legal de garantias uma proposta Na minha opinião revolucionária Apresentada pelo governo anterior né tem que dar o mérito o governo atual encampou corretamente essa proposta aprovou né o congresso aprovou isso no final do
ano passado muitos comemoraram né até o próprio presidente do Banco Central Roberto Campos Neto disse que isso Poderia gerar uma queda eh relevante do prédio bancário já neste ano né de 2024 né mas aí eu me preocupo Quando eu olho pra história da evolução da duplicata eletrônica né você aprovou A legislação básica Mas você atrasou muito a regulamentação né de modo que é uma a gente não pode contar lá e ticar isso como uma reforma porque na prática ela não tá operando né então o novo Marco legal de garantias eu acho que a gente tem
que se preocupar bastante com uma operacionalização né uma implementação prática né que não demore tanto tempo que surta efeito né o quanto antes né Eu não conheço muito dos detalhes de como viabilizar isso né mas Eu acho que cabe aqui um recado importante né para que a gente faça um novo Marco legal de garantias começar a operar já em 25 26 e não só lá no final da década né Eh evitar que se temha o mesmo desfecho da duplicata eletrônica Engraçado que você vai falando e o Paulo ali concordando E aí esbarra justamente nessa questão
do prazo também né não é por favor pega aí o microfone sim eh por concordar eu gostaria de aduzir o que o Braulio muito corretamente falou Realisticamente colocou que às vezes há reformas reformas em andamento mas reformas não executadas no final e por quê E por aí é uma um aspecto que eu diria institucional dou depoimento de uma passagem rápida que tive pelo tal governo Aliás era um bom governo governo do presidente Michel Temer mas mesmo assim notava algumas insuficiências Bráulio por exemplo se você disser a palavra crédito que estamos no painel de financiamento a
gente pode perguntar Quem é o o pai dessa criança Quem é o responsável por esse por essa por essa criança quem é que vai buscar ela na porta da escola no final do dia a criança a crédito vai ficar esperando o pai e o pai não vai AP se ela vai dormir na escola não existe ninguém responsável pelo crédito o governo o banco central responsável pelo não crédito porque com essas taxas juros não vou entrar de novo no assunto que na realidade é uma maneira Até eufemística Nós estamos na zona da morte do Muro do
do juro IPCA + 6 que é o que você recebe hoje numa ntn é a morte da atividade produtiva V botar o português claro isso é um não crédito portanto Quem é responsável pelo crédito a microeconomia do crédito os avanços institucionais na área do crédito a resposta é ninguém não é o ministro do planejamento que no momento é ministra não é o ministro da fazenda que como Ministro da Fazenda excelente dentista Nã eh não é o presidente da república não é o ramo dele porque há presidente da república e tem terceiro grau quarto grau etc
tal ou ou tem uma pauta ou tem um plano E aí eles passam a ter sei disso porque a gente concebe eh Quais são os perfis de de um presidente né ou de uma presidente eh dependendo do presidente ele coloca a pauta ele cobra a pauta não vai cobrar essa pauta nunca crédito ele até quer ou Ver o país crescer tô falando do atual presidente Mas como isso acontece De que modo não passa nem nem de por acaso da cabeça dele então isso já é é uma uma uma falha institucional grave quem cobra isso prho
tem ninguém eu tô provocando ele vez se a gente cara funsta assim então quem sabe o ministro da saúde também não então nós temos um problema grave eu digo isso porque eu tentei jogar crédito para cima porque era a minha função Num Âmbito maior do que o b a coisa mais difícil era botar a Caixa Econômica para sentada junto com o Banco do Brasil com o BN ide que era a minha ideia de articular um processo rápido que era até bom pro pro Presidente Michel Temer Até quem sabe viabilizaria uma reeleição desse Presidente nada você
viu uma coisa gelada a preocupação era saber se a taxa de inflação ia cair o Willan me ligava di sim dia não aí mais no IBGE do que no no BNDS entendeu E e tome taxa de juros E tome taxa de juros portanto isso não vai acontecer nunca ros não não esqueça não vai acontecer e e e o o os avanços eles até ocorrem Lei de Falência etc são avanços de década quando nós Devíamos estar colocando isso em matéria de meses pauta de meses no ano que vem isso tem que tá tudo pronto não vai
ficar a gente vai fazer um painel Aqui daqui a 3 anos vamos falar das mesmas coisas porque nós somos o coletivamente uma sociedade Irresponsável e perdida eu acho que respondi né é um pouco desculpa todo mundo sem fôlego todo mundo sem FG eu acho que é importante a gente colocar isso entendeu Porque institucionalmente a indústria em particular ela não tem representação como o Agro qualquer coisinha que acontece agora queriam fazer uma estupidez de uma mas o que seria normal né importar arroz importaram arroz importar nem vão Importar por porque o agronegócio tem representatividade política no
Congresso Nacional coisa que a indústria não tem senhores e senhoras aqui reunidos e enquanto isso não acontecer a CNI e a fesp a firjan e outros mos votados conseguirem ter presença política esqueçam a indústria estárepresentada acabou vocês tem que pensar É nisso Mário complementando eu acho que não tem pai mas tem Padrasto o crédito é o sistema financeiro Nacional is É verdade bem o sistema financeiro nacional e aí como é que ele age bom mercado diz algumas coisas que são evidentemente sonhos de uma noite de verão Ah quem tem que tem que reduzir o financiamento
bancário Ir para mercado de capitais ótimo é ótimo acontece Senhores o seguinte tem 330.000 indústrias em números redondos uhum 300 300.000 são médias e pequenas que não t Acesso ao mercado de capitais Então essa é uma solução para um pedacinho pequeno não é uma solução e então quem é para dar o padrasto que é o sistema financeiro Nacional ele olha a rentabilidade de cada linha por que que ele empresta o dobro paraa pessoa física do que para pessoa jurídica porque porque o Jura dobro pelo menos né No mínimo tem muito Industrial que vai no cartão
é esse o problema empresa pequena hoje se socorre de capital de giro Com cheque especial a 88% ao mês que é para morrer né é ele fica ele fica vivo atrapalhando os outros Esse é o problema é esse é o problema porque não se morre aqui deixa deixa eu perguntar uma coisa D sobrevida para eles vamos tentar tirar Vamos tentar tirar então dos estertores aqui para ver se sai alguma luz no fim do túnel Vamos tentar salvar dos instrutores eu eu acho que eu gostaria de de escutá-los né s o novo Marco legal de garantias
né Qual que é o Posicionamento deles né assim óbvio que tem essa preocupação minha com relação à questão da implementação olhando paraa falha de implementação que foi da duplicata eletrônica né então tirando isso né Suponho que a partir de amanhã a gente tivesse novo Marco legal de garantia seria muito melhor mas ainda é a microeconomia eu só quero é fazer a ressalva para que todos aqui tenhamos um entendimento um pouquinho mais claro ao sair desse painel que enquanto nós não Atacarmos a macroeconomia do financiamento e dissermos Auto e bonou que o principal tomador de crédito
deste país é é um bicho um ogro obeso desforme e enlouquecido chamado máquina pública estado brasileiro e que ele e que ele [Aplausos] consome ess essa taxa de juro não nasce do nada e mais quando ele joga e o o Barbosa chegou a colocar e só não concluiu que uma parte desse corpo Organismo econômico é insensível a taxa de juros aí a gente teria como economista Mas então qual é a a parcela que é sensível é menos 50% provavelmente né menos 50% Então eu tenho que ter pelo menos fazendo uma conta aritmética linear meio que
o dobro da taxa de juros de Equilíbrio necessário para por exemplo reprimir a inflação porque eu tenho sempre uma parte muito considerável desse organismo econômico que dá uma banana paraa taxa de jos o Governo não vai gastar R 10 a menos porque a taxa juro é a mais alta do mundo o governo gasta conforme o orçamento e gasta mais do que o orçamento e como é que ele se financia ele expropria que é o que o economista chama de crowding al mas é expropriação e se eu tivesse possibilidade mostrar aqui os gráficos graças a Deus
Rosé não vai permitir eu ia mostrar que anualmente segundo cálculos da RC Consultores a taxa de expropriação anual É de R Trilhão deais em 11 de PIB então som socied de pacas que não saem faz a conta da gravidade da anti da antim macroeconomia do financiamento nacional e a gente aí quer salvar pela microeconomia Claro cada Marco desses é um Marco importante penosamente conquistado para ver se melhora um pouquinho mas não vamos esperar que isso revolucione o o panorama por quê Porque este ogro Continuará no dia seguinte querendo mais Grana mais grana e mais grana
eh Paulo a gente tá com tempo bem curtinho vou tentar fazer mais pergunta e resposta aqui mais rapidinho porque tem duas indagações em especial aqui que eu queria que vocês abordassem que vem muito nessa linha até porque tem um ponto que me assustou bastante quando você falea aí que muita empresa acho que foi o Mário né muita empresa pequena termina fazendo capital de giro com um cheque especial Espal real Gir Pois é e aí eh aqui o o Flávio Vital ele fala como a cédula de crédito realmente contribuiria para o desenvolvimento das empresas eh eu
vou passar as duas perguntas de uma vez por causa do horário e vejo quem que de vocês responde acho que o Mário nessa e o outro se é que vocês têm essa resposta tá porque eu tô só procurando essa resposta porque eu não sei não hein o o Robson pergunta em relação ao plano nova indústria Brasil Desses R 300 bilhões de reais para financiamento da indústria até 2026 quanto será destinado para empresas de micro e pequeno porte eu tô falando se é que tem essa resposta porque é isso muito do que tem ainda ali naquele
plano tá como se fosse uma carta de intenções eu insisto nessa expressão eu fico com a segunda ele fica com a segunda então pronto quem pega primeira aí vamos lá dhe uma dhe duas é no fundo é a mesma discussão né a duplicata eletrônica é Isso né aumentar a qualidade das garantias né que as empresas os agentes podem oferecer no sistema para poder acessar né a gente sabe tá lá né o banco central mostra isso claramente nas linhas de crédito que você tem garantia e garantia de qualidade o spread bancário é muito menor Basta ver
a diferença entre um custo de financiamento de um carro ou de um imóvel em relação por exemplo ao crédito direto ao consumidor o spreed bancário Quando você tem garantia quando essa garantia de alta qualidade né isso reduz muito o custo né Eh do empréstimo principalmente pela queda do spread bancário então a duplicato eletrônico é uma maneira de tentar uniformizar né um um tipo de eh eh eh garantia que já existia mas que era muito informal não tinha muita segurança dos bancos né o banco não sabia se aquela mesmo a duplicada já tinha sido oferecida várias
vezes exatamente né Eh com eh o registro Eletrônico é uma é um colateral que aumenta exatamente aumenta muuito a qualidade né E com isso você consegue né Eh reduzir o custo de Presto tem a questão também do do que é apontado como um elevado impacto no spread bancário brasileiro que é o custo com inad implen não é a taxa de n implen não é o atraso a gente compara os non performing LS né do resto do mundo com o Brasil a taxa de n implen no Brasil é até mais baixa né do que em vários
outros países mas o Custo com inadimplência depois que aquele empréstimo foi para inadimplência Quanto que o banco consegue recuperar daquilo é muito pouco e demora bastante né então é taxa de recuperação de 15 20% olhando PR os dados né Eh agregados E aí obviamente isso é incorporado no spread bancário então é uma questão mais microeconômica institucional mas também teria bastante espaço para avançar né o novo Marco legal de garantias melhora em alguns aspectos essa questão da eh eh eh Eh dessa questão do e a nova e mesma a reforma recente né teve uma atualização da
da lei de falências em 2020 21 também ela melhora um pouco essa questão do curo de nên mas a gente ainda tem muito espaço para avançar e diminuindo o crédito o valor né Desse custo consequentemente melhora o desenvolvimento da empresa segunda a resposta a gente tá com tempo explorado Mas vamos lá sem tempo mas então não mas vamos lá é tipo sem tempo e sem resposta Porque não tá lá escrito no plano sem tempo eh as as empresas pequenas têm algumas dificuldades ter acesso a crédito eh em primeiro lugar elas não têm números muito consistentes
tô falando da pquena eh tem trabalha no simples o lucro presumido então a contabilidade não é não tem muitas informações então o banco já olha torto em segundo lugar você não toma empréstimo no BNDS se você deve algum imposto ora dever algum imposto é Regra no Brasil não é exceção então elas não têm Acesso Bem lembrado tá simplesmente eu no Rio Grande do Sul por exemplo o governo suspendeu a a obrigação da CND por 90 dias 90 dias é pouco talvez ele prorrogue Mas é uma solução porque senão o pessoal não pega se não tiver
Certidão Negativa de Débito você não tem acesso voltando a a a NIB tá ela ela é um começo como Primeiro passo é Importante mas é insuficiente em quantidade e custo muito elevado porque o dinheir esse 75 B por ano comparados com 475 do Agro não são nada considerando que o Agro é metade da indústria então é menos ainda em termos de PIB então além disto eles partem da tlp ou seja esse dinheiro que o bened está emprestando custa 20% ao ano no Agro eu parto de c e vou a 11 12 então eu sugiro então
para encerrar exatamente Sugiro fazer parte desse mundo já que esse lqu não funciona para controlar a inflação não tem potência Então vamos cobrar seque de 20 e vamos fazer um plano safra pra indústria para ela crescer como Agro com com juros subsidiados porque eu não vejo o jeito no Brasil a curto e Médio prazo de ter spredes bancários e taxas adequadas então se nós não resolvemos o problema de acesso a financiamento a custos compatíveis para a indústria ela Não investe como você viu nos painéis anteriores se ela não investe ela não tem produtividade você é
didático se ela não tem produtividade o Brasil não cresce porque a produtividade da indústria que vai extravasa para o resto da economia o grosso então o Brasil não cresce então o Brasil não cresce que que o governo faz como o o PIB vive 60% 2/3 é consumo de famílias quando o PIB ameaça ficar um pouco baixo ele estimula O consumo não estimula investimento estimulo o consumo P dinheiro na praça Aí como não tem oferta isso é inflacionário E aí a gente tem um círculo vicioso aí aumenta as taxa de juros E aí a vaca vai
pro brejo e aumenta a de impl começa tudo de no e começa tudo de novo mas ó só perou assim né produção alguém me socorre aqui com tempo só um minutinho porque eu eu fiz a provocação logo pelo começo e o Paulo achou que ia escapar por causa do Horário mas eu tô liberada Então tá bom campeões campeões nacionais sei que dizer algo politicamente incorreto mas já diz tanta coisa incorreta aqui mais uma menos uma Isso é uma narrativa da Imprensa não isso foi inventado assim como reforma agrária a gente usa o termo agora caiu
de moda ninguém fala mais nisso mas falava há umas Décadas atrás falava todo mundo falava campeões nacionais aí em defesa do do momento em que isso foi inventado Na primeira administração do atual presidente no Lula um né o o Congresso Nacional votou áreas prioritárias da indústria e inclusive da Inovação e entre outros o setor de carnes de proteínas animais lá do censo pegava frango suínos etc e tal inventou eh colocou bens de capitais semicondutores que até hoje inclusive Tentei colocar unitec para funcionar lá que tem uma fábrica pronta parada e provavelmente hoje em relação Ao
momento em que eu fiz Última tentativa de colocar em funcionamento já desatualizada Esse é o país irresponsável e e tem tinha mais dois setores pouco importa o que interessa portanto uma decisão dos representantes do povo que o governo de fato executou executou como através do seu braço financeiro o BNDS Caixa Econômica no k COB etc tal e Quem pegou esse dinheiro pegou a RF pegou só est falando setor de Carnes porque vai logo na JBS a Marfrig Pegou e a JBS pagou se você col eh clicar eh livro Verde entrar em BNDS vai ler lá
o livro abra porque foi uma das poucas coisas que eu consegui fazer no BD para elucidar narrativas lá tem vários Box sobre todos esses campeões mostrando que as decisões sobre investir ou não investir naquele segmentos Não partiu de um desvario do governo federal nem muito menos de uma decisão interna corpes lá do presidente Luciano Coutinho ou seja lá do que for que Aliás já ficou Aprovado nos tribunais mas isso era uma política de governo E agora tem política de governo o governo tem que dizer quais são as prioridades na área de inovação percebe ou seja
nós precisamos eleger sim áreas que interessam mais e aqui ou ali nós vamos errar nessa eleição nessa seleção Mas precisamos errar precisamos tomar partido entendeu então é muito diferente do que se fala os campeões nacionais e aliás sobre o ponto de vista de rentabilidade a turminha não é fácil Hein mas eu vou dizer porque uma coisa é o joio outra coisa é o trigo uma coisa é o que eles fazem e outra coisa o dinheiro que eles ganham o BNDS como sócio da JBS segundo os nossos cálculos Talvez não tenha tido nenhum outro investimento tão
rentável tão rentável quanto este que foi feito neste polêmico grupo que aliás qu eh na e na pessoa física ainda ferrar um presidente da república não tinha nada que ver com isso entendeu então é preciso separar Interesses nacionais da da da personalidade dos why nots da vida e entendeu eu quando cheguei lá exigia a profissionalização do Conselho a turma esperneou para tudo quanto é lado mas eu não saí lá vendendo que aliás preço estava baratíssimo e Nova York inteira queria comprar eu como bom Mineiro se querem comprar e mesmo que eu não vou vender e
quando sair meses depois o Prestação que chegou a berar r$ 6 já estava em 13 e hoje passa se não me engano de 30 porque nós temos que vigiar os interesses nacionais e os interesses nacionais Neste País são depredados para começar pela taxa de juros Ron e depois pelo Manicômio tributário que agora provavelmente vamos transformar as apenas em pandemônio tributário quando as 500 artigos de regulamentação e mais a triplicação da da da do da dos artigos Constitucionais entrarem em vigor no dia de São nunc aqui é de 2033 porque coisa boa como eu digo disse
Já devia estar implementada ano que vem se o se o presidente Lula acredita nessa reforma tributária que ele passe uma Emenda Di eu quero antecipar esse negócio pro ano que vem Isso é uma conversa fiada gente Brasil que não tem pressa portanto termino citando Elvis Presley que eu vim ouvindo enquanto dirigia para cá porque Também não se pode mais comprar preço de não se pode comprar mais eh ponte aérea já foi o tempo que você chegava e pegava uma ponte aérea então vim ouvindo Elvis presle e termino dizendo para vocês It's Now Or Never tomorrow
will be to leate principalmente para a indústria gente muito obrigada Olha a gente começou esse painel para encerrar a nosso dia de de conversas aqui com provocação e terminou com provocação Então isso é muito bom muito obrigado uma vez mais Excelente excelente Muitíssimo obrigada pelas importantes reflexões aqui trazidas por cada um de vocês nenhum cronômetro ia dar conta ros a gente podia passar a tarde inteira aqui nessa discussão obrigada mais uma vez pela brilhante discussão rosean pessoal assim a gente encerra o nosso fórum Estadão think que abordou o tema especial a indústria no Brasil hoje
Amanhã a importância do ambiente econômico pro Futuro do Setor Industrial essa é uma realização do Estadão com criação do Estadão Blue Studio e apoio institucional de Fiesp ciesp firjan e CNI tivemos ainda o apoio da Rádio Eldorado FM 107,3 só um lembrete o futuro da indústria brasileira vai seguir sendo tema de um ciclo de eventos a serem realizados em breve pelo Estadão sou a Carla fiorito agradeço a presença de todos vocês que nos acompanharam aqui Presencialmente no icônico prédio da Fiesp e a todos que nos assistiram online pelas redes sociais do Estadão Boa tarde até
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