vamos permanecer nesse tema vamos receber agora o advogado especialista em direito tributário Bruno Romano prazer tê-lo conosco Bruno como é que o mercado avalia aí essa aprovação né nós sabemos que houve uma desidratação do projeto original né o governo falava em 70 não deve chegar a isso é essa análise do mercado mas de qualquer forma o governo se esforçou aí no finalzinho da semana passada houve aquela reunião da equipe Econômica o ministro da Fazenda Haddad ao lado da Simone tebt do Planet ento presidente do futuro do Banco Central Gabriel galípolo Presidente jurando a ele que
haverá toda autonomia por parte aí no banco central como é que você avalia esses esforços do Governo para de fato aí dizer que vai cortar de fato gastos Bruno Bom dia Marcelo bom dia e também um ótimo dia a todos os telespectadores e ouvintes da Jovem Pan é um prazer estar aqui novamente com vocês e com relação a esse tema de fato o o governo demonstrou um certo interesse em até para agradar o mercado trazendo essa proposta paraa redução de custos até para falar Olha estamos desejando ter uma redução de que pelos nossos cálculos vai
chegar a 70 bilhões contudo devido à desidratação que teve do projeto na no Congresso Nacional como um todo é claro que a redução não vai ser eh aquela que é esperada então acaba sendo muito mais tímida houve uma reação do mercado natural com relação a essa timidez de redução de gastos vai dizer que a proposta já não era tão vantajosa quanto o mercado desejava o mercado Já desejava uma proposta que fosse mais a fundo no tema e infelizmente a proposta já foi já veio menor do que se desejava houve a desidratação do congresso e com
isso o mercado reagiu nós tivemos mais uma vez né alta de dólar os juros já estão elevados isso acaba gerando também um grande Impacto o nosso índice de inflação está acima da Meta então com isso O mercado está reagindo Não muito bem com relação a isso por outro lado o presidente Lula trouxe a promessa de que ele não vai intervir no banco central trouxe a promessa de que galípolo seria o presidente do Banco Central mais livre de todos os tempos e é o que o mercado espera o mercado realmente deseja que haja essa não intervenção
do governo sobre o banco central inclusive teve um uma entrevista do galípolo muito boa em que ele disse que ele não ia segurar por exemplo a taxa de juros no peito né na marra eh o índice de o índice do dólar na marra então isso também acaba sendo muito positivo o mercado Vê com bons olhos ess essas declarações agora precisa ver quando efetivamente O Gabriel galípolo vai assumir o banco central a presidência e a maior parte do seu corpo eh diretivo vai ser de indicado do presidente se os atos vão eh corresponder ao que foi
feito de promessa Então nesse sentido por um lado a desidratação da proposta foi muito ruim na proposta já foi tímida e a desidratação deixou ainda pior mas essas promessas trazem um certo alento mas precisa analisar na prática como vão como vai se dar o ano de 2025 para saber como o mercado vai reagir a partir de então é e na visão de muitos especialistas acredito que na sua também Bruno a gente já entra em 2025 com a perspectiva de que teremos um ano muito desafiador na economia dólar Vai encerrando 2024 acima de r$ 6 ou
seja nas alturas taxa básica de juros em 12,25 ao ano e já temos duas novas altas contratadas para as primeiras reuniões do ano ou seja até Março a expectativa Pelo menos segundo o boletim focos do Banco Central é que cheguemos a 14,25 por de juros básicos ao ano e podem aumentar os juros também depois disso também e a gente tem a perspectiva de continuar a votação da reforma tributária segunda etapa reforma sobre a renda com a discussão efetivamente Da ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para quem ganha até R 5.000 mensais quando
Haddad trouxe essa proposta junto com o pacote fiscal no final de novembro o mercado Já reagiu muito mal quando isso começar efetivamente a caminhar no Congresso Nacional a gente vai viver tudo isso de novo na sua opinião toda essa tensão do mercado vivia muito bom dia sempre um prazer falar com você também Bom dia eh com relação a esse ponto nós de fato vamos ter ainda muito a desenvolver em termos de reforma tributária como você muito bem colocou 2025 como você bem disse vai ser um ano desafiador por quê Nós temos muitos pontos de reforma
tribut ainda em andamento nós temos a regulamentação do comitê gestor que vai ser o comitê responsável pelo ibs que é a reforma tributária do consumo que nós já tivemos a regulamentação eh nesse mês de Dezembro né aprovação do do da câmara e do Senado e depois a aprovação da Câmara de novo e agora só falta a sanção presidencial mas a a regulamentação do comitê que vai gerir o ibs Né o imposto sobre bens e serviços ainda está em tramitação Então esse já é um ponto que precisa ser muito analisado Outro ponto vai ser de fato
a reforma da tributação da renda e o mercado reagiu de uma maneira muito eh eh refratária ao tema por dois pontos primeiro é o receio de que ao você estabelecer uma isenção para quem ganha até R 5.000 isso cause um entre aspas um aumento de consumo desenfreado a ponto de bater o índice de inflação não acho que isso vá acontecer até por porque querendo ou não eh a o ajuste em termos de remuneração ele não vai ser tão grande no mês a mês né então talvez esse receio do mercado não seja tão eh propositivo assim
mas existe esse receio por um ponto mas o que mais preocupa o mercado é que o governo trouxe de ah como eu tenho que trazer a isenção para quem ganha até R 5.000 o que eu particularmente acho positivo até porque nossas faixas de Imposto de Renda estão há muitos anos defasadas ele traz como medida compensatória entre aspas o imposto sobre grandes fortunas não é exatamente um igf não é ess imposto mas traz uma medida para tentar tributar os as pessoas mais ricas com uma alíquota base O problema é que nós já temos uma tributação muito
elevada as as pessoas mais ricas que recebem em dividendos embora elas tenham a isenção dos dividendos as pessoas jurídicas das quais elas controlam são acionistas sócias entre outras essas pessoas jurídicas já sofrem uma carga tributária de 34% 25% de imposto de renda e mais 99% de contribuição social isso sem falar do PIS e da cofins que serão extintos com a reforma tributária que vai iniciar então o mercado pensa Poxa mais tributação mais carga tributária Aí surge aquele receio do mercado do tipo não vai parar a carga tributária sempre tem que aumentar aumentar aumentar então o
grande receio do mercado Além da questão do consumo o que eu acho que é pouco elucidativo eu não acho que seja EF tivamente o o Ponto Central da crítica do mercado ao projeto é essa questão de cada vez mais carga tributária então Há sim um ponto muito benéfico e muito necessário é realmente muito necessário que haja uma isenção para quem ganha até R 5.000 por mês mas por outro lado existe esse receio de ter mais tributação mais carga tributária até porque no Brasil se você tiver uma tributação de dividendos Você tem uma fuga de Capital
uma fuga de investimento e esse é o grande se do mercado Bruno Romano agora a pergunta do nosso comentarista Diogo da Luz Bom dia Bruno um prazer falar consigo quero lhe perguntar sobre a reforma tributária em si essa que tá se discutindo você falou rapidamente e me parece de fato vai começar a valer no máximo em 2026 e vai demorar 10 anos até que seja implantado porque teremos os dois sistemas o atual péssimo Na minha opinião diminuindo gradualmente e o novo ruinzinho Na minha percepção crescendo gradualmente esses 10 anos não são tempo demais para uma
transição alo que me parece outros países fizeram mais rápido não se pode fazer em um ou dois no máximo três anos até para que as pessoas percebam algum benefício no sistema novo se não ficaremos 10 anos com uma coisa ainda pior ou não Diogo muito bom dia É um prazer falar com você e sim essa essa transição é muito longa eh vão ser ser 7 anos um tanto quanto áridos porque é de 2026 até o final de 2032 Então vão ser 7 anos aí de tramitação conjunta de dois sistemas A parte boa é que PIS
e cofins vai durar só um ano só 2026 depois a partir de 2027 nós já temos a CBS Então nesse ponto a gente não a gente não vai ter tantos problemas a parte das contribuições PIS e cofin só duram 2026 já 2027 são extintos e 2027 a gente já tem a cobrança plena da CBS Então pelo menos para esse tributo vai ser bastante rápido o problema de fato é a troca do ICMS e do ISS pelo ibs de fato essa troca vai acabar sendo muito demorada são esses 7 anos eh como você bem disse um
sistema é péssimo o outro não é tão melhor assim em claro que vão ter algumas simplificações mas ainda assim tem muitos pontos que poderiam ser melhorados e com com isso a gente vai ter a convivência né em conjunto de dois sistemas eu acho que durante esses 7 anos nós não vamos ter a menor simplificação nós vamos ter mais e mais burocracia com dois sistemas tributários caminhando em conjunto então contadores e advogados vão ser ainda mais necessários nesse período justamente por conta de que você vai além de você ter os dois sistemas Você ainda vai ter
que apurar então pera Agora eu tenho que reduzir a alíquota de um lado aumentar o do outro de fato Eu acho que o sistema de transição poderia ser muito mais célere eu acho que de três a no máximo no máximo 5 anos seria seria muito melhor a questão é que o a transição acabou sendo colocada para 7 anos justamente por conta do medo da perda de arrecadação de estados e municípios estados e municípios têm muito receio de perder muita arrecadação então deixaram um sistema bastante de transição bastante longo pros estados e municípios conseguirem se adaptar
o problema é que estados e municípios se adaptam e os contrib entes ficam nesse caos ainda mais caótico né em termos de sistema tributário Então temos esse ponto eu acho que seria melhor sim concordo com você de que a transição fosse mais célere tributarista Bruno Romano conversou conosco aqui no Jornal da Manhã Valeu Bruno até a próxima Marcelo Olívia Diogo Eu que agradeço É sempre um prazer estar aqui tenha um ótimo fim de semana Boas festas a vocês e a todos os telespectadores da Jovem Pan para você também