[Música] O que você sabe sobre o programa Mais Médicos? Você já deve ter ouvido falar sobre ele muitas vezes ao longo dos últimos anos. Esse programa tão conhecido leva médicos para regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, onde há escassez ou ausência desses profissionais.
Ou seja, é em regiões onde não há médico que o programa se faz tão importante, levando atendimentos e saúde para as populações mais vulnerabilizadas. Lançado em 2013 pela presidenta Dilma Russef, o programa sofreu uma redução entre 2016 a 2022, mas desde 2023, com a volta do presidente Lula, o programa foi retomado e seu investimento ampliado, expandindo o número de profissionais em atuação com a expectativa de chegar a 28. 000 1 médicos.
Eu sou a Débora Fortuna. E eu sou Luía Baruf. Este é o Papo Saúde, um videocast do Ministério da Saúde feito para você que quer saber como buscar hábitos mais saudáveis e sobre os serviços que o Sistema Único de Saúde oferece pra população.
No episódio de hoje, nós vamos receber o coordenador geral de provimento profissional, Edson Ilan, e o secretário de gestão do trabalho e da educação na saúde, Felipe Proense. Bom, e pra gente começar, a gente vai falar da retomada do programa Mais Médicos em 2023. Então, quais são os principais avanços desde essa retomada e especialmente com a ampliação no número de profissionais?
A retomada primeiro conseguiu cobrir uma série de comunidades que estavam sem o atendimento médico. Avaliação é de que no início de 2023 eram mais de 4500 equipes que estavam sem esse profissional. Mas é uma retomada com novidades.
É uma retomada que consegue estimular a fixação desse profissional, que consegue garantir e reconhecer o período, por exemplo, de licença maternidade. E é uma retomada que consegue apontar para uma formação de especialista, especialista na área de medicina de família e comunidade, exatamente porque o programa passou a ter o tempo necessário para esse profissional participar da prova da especialidade. Eu acho que com a retomada nesse primeiro ano em que a gente consegue incluir mais de 15.
000 profissionais no programa, né, atendendo mais de 60 milhões de pessoas. Isso é um um grande avanço para essa população que tinha dificuldade de acesso do cuidado médico e com a ampliação do tempo desse profissional no programa, isso permite um maior vínculo à aquele município que tinha uma dificuldade de reter, de ter esse profissional. Então isso é um grande avanço também, tanto pra gestão quanto pra população, quanto pros profissionais médicos.
É, e é um grande desafio, né, que a gente sempre fala de chegar a essas áreas mais remotas. Então, como é que a expansão desse programa contribui paraa redução da desigualdade, né, no acesso à saúde aqui no Brasil? Mas médicos é uma estratégia comprovadamente eficaz para reduzir a desigualdade, porque a própria saúde da família consegue combater essa desigualdade no momento que o sistema de saúde chega nas áreas mais distantes ou mesmo nas periferias das grandes cidades.
Quando avaliamos o mais médicos que 60% dos médicos das cidades mais vulneráveis do país são médicos do programa, isso demonstra o quanto é um programa também de mudar esses cenários de desigualdade e cuidar bem da população. E de fato esse os profissionais eles estão locados, alocados nas regiões que mais necessitam. Então, que seja numa capital, que seja no município eh do interior de difícil acesso, esse profissional que tá na atenção primária, esse profissional do Mais médicos, ele tá localizado, ele tá atuando naquelas equipes da eh em regiões, em áreas de população que tem uma maior necessidade de saúde, certo?
E quando a gente fala da integração com atendimento especializado, que é um dos pilares, né, nessa nova fase do programa, como que tá funcionando na prática essa integração? Boa parte dos problemas de saúde, eles podem ser cuidados na saúde da família, mas aquela situação que necessita um atendimento especializado, ela não pode esperar. Então, imagina quando a pessoa procura uma unidade básica de saúde e não tem o médico.
Isso já é um motivo, é um fator de demora muito importante. No momento que o programa recompõe isso, você consegue melhorar o cuidado com a população. Mas a outra questão, é muito comum a pessoa ficar indo e voltando da unidade básica de saúde para um ambulatório especializado, para uma policlínica.
E com essa relação da saúde da família e com uma oferta de cuidado integral, você otimiza o tempo também. você busca desde o início do diagnóstico até o tratamento que ele seja realizado no serviço em tempo oportuno. Então o programa contribui para a redução do tempo de espera.
essa redução que o programa também ajuda, né, do tempo de espera, na medida em que esse esse usuário tá precisando desse cuidado especializado, né, e tem esse cuidado na atenção primária feito por um profissional qualificado que tá numa especialização, ele já consegue garantir aqueles primeiros cuidados e a a e encaminhar só os casos que são necessários, né, de um cuidado de uma maior complexidade. É, e cada região tem sua especificidade, né, digamos assim. Quais são desafios para garantir a chegada e a atuação dos médicos nessas regiões de difícil acesso?
Recentemente eu tive numa comunidade ribeirinha em Manaus e também na região metropolitana e a gente nota a dificuldade de acesso, a gente nota as distâncias somente através de deslocamento fluvial que é possível chegar naquela localidade quando houve um período de secas na região em virtude das mudanças climáticas. Isso agravou mais ainda as condições de saúde. Então, o Mais Médicos é aquele programa que tem essa capacidade de chegar, chegar naquela área mais remota, chegar naquela área que tava muito tempo sem médico ou mesmo às vezes não precisa você sair muito do centro da cidade para encontrar uma localidade que está sem esse profissional.
Então, o programa também chega nas periferias das grandes cidades. Então é isso, 80% dos municípios de muita alta vulnerabilidade tem no mínimo 1 médico do programa, né? Isso a gente tá dizendo que aquela população que precisava se deslocar para grandes centros, ela vai ter o profissional, um médico com cuidado que ela necessita lá onde ela precisa, né?
Então nós temos diversos exemplos de locais onde o médico se e para se deslocar até o local de atuação e ele pega avião, barco, carro e isso tudo. Se o médico não faz esse eh esse trânsito, esse caminho, quem vai fazer é o paciente, né? usuário.
Então, a gente tá levando esse cuidado lá naquela região onde mais necessita, né? E por falar em desafios e regiões que mais necessitam, né? A partir de 2023, o programa tem dado atenção população indígena, privado de liberdade e população em situação de rua.
Quais têm sido os desafios específicos para atender essa população e como que o programa tem superado esses obstáculos? são equipes que têm uma conformação diferente. A da saúde indígena, por exemplo, ela passa um período dentro do distrito indígena e o restante são eh etapas que o médico fica numa cidade até para ter conexão aonde ele faz a especialização, ele cursa uma especialização.
No caso da atenção à população privada de liberdade ou a população em situação de rua, são necessários também formações específicas para que o profissional consiga prestar um bom cuidado com essa população. E é muito comum também que a gente converse com esses profissionais e eles proponham ações para melhorar o cuidado com essas populações. Isso faz parte da formação desse profissional.
Então ele tá se qualificando e tá qualificando o cuidado com essas populações. E o programa tem dado esse olhar especial também para essas situações, garantindo uma formação específica para esses profissionais que estão nessas regiões, nessas nesses grupos específicos da população. E hoje em dia a gente tem conseguido ter uma boa cobertura também para essa população.
E o programa Mais Médicos, ele também tem sido associado à melhoria do atendimento primário e a redução de encaminhamentos para atenção especializada. Quais exemplos concretos o ministério pode compartilhar para ilustrar, né, esse impacto positivo? Uma pessoa que procura a unidade de saúde, uma mulher, por causa de uma preocupação de uma possível tumoração numa mama.
Muitas vezes o que acontecia é que ela precisava procurar a unidade de saúde, depois do serviço especializado voltar paraa unidade de saúde. Hoje o médico do programa Mais Médicos já pode solicitar a oferta de cuidado integral para essa situação. Então ela não vai precisar ter tanto deslocamento.
Toda essa necessidade de uma mamografia, de uma biópsia, de um resultado de um anátomo patológico, já são feitos de forma integrada. Então, a saúde da família, o profissional do mais médico, sabendo em que momento solicitar e a organização dos serviços especializados para esse tipo de atendimento fazem toda a diferença para cuidar bem da população. Tem situações reais como aquelas mulheres de alto com gestação de alto risco em que precisa um cuidado próximo no território onde ela tá?
Então esse essa atenção, os médicos do programa, né, conseguem dar esse cuidado e evitam que aquela situação exija um cuidado de um de uma atenção especializada, de maior necessidade, maior complexidade. Então isso traz resultados pra saúde da população, evitando eh problemas com a criança ao nascer, com com a mortalidade materna. Então, todo esse cuidado que o médico consegue dar em situações reais no dia a dia, né?
Bom, e a gente falou sobre a ampliação do programa, o atendimento à população, mas como que o Ministério da Saúde tá garantindo que os médicos do programa recebam suporte adequado em termos de formação contínua e a integração com a com as equipes de saúde local? Eles têm a oferta de uma especialização na área de medicina de família e comunidade. São diversas universidades públicas brasileiras que já tem tradição, que já tem toda a expertise necessária para desenvolver esse tipo de processo de formação.
São apoiados por supervisores e tutores que estão à disposição em caso de dúvidas e além disso tem a oportunidade de cursar um mestrado e um doutorado profissional. Então, essa retomada do programa possibilitou essa diversificação de ações de formação e isso não qualifica só o médico, isso qualifica o atendimento. E esse grupo, né, que o o Proenço destacou, né, que acompanha o dia a dia dos médicos, eles partem de situações reais para ajudar, né, para acompanhar, para trabalhar junto com o médico a resolver situações reais da necessidade da população, né?
E pra gente já encerrar essa conversa, o que que o Ministério da Saúde espera alcançar com um novo edital de 2025 e como a população pode perceber, né, essas mudanças nos próximos anos, assim, já jogando pro futuro. Os editais são importantes sempre para manter a participação no programa. É um programa que alcança 28.
000 1000 médicos, ele tá presente em mais de 4800 municípios do país e com os editais a gente vai garantir o ingresso de profissionais para seguirem essa sequência de cuidado com a população. Então é o edital que segue na linha do Mais Médicos, garante para profissionais, por exemplo, que estão concluindo um curso de medicina que foi criado em virtude do programa Mais Médicos, possam ter uma experiência profissional, possa cursar uma especialização e possa estar perto da população. E esses editais t demonstrado eh a o reconhecimento que tem da dos profissionais médicos.
Então, o último edital nós tivemos mais de 33. 000 inscritos, né? Então, a adesão dos médicos, a adesão dos municípios também vem demonstrando o quanto que o programa é reconhecido na sociedade e o quanto que ele é importante pra formação, pra qualificação da atenção primária, para pra consolidação do SUS, que é o que a gente espera, né?
Hum. Perfeito, perfeito. Acho que a gente aprendeu muito aqui sobre essa retomada, como tem expandido o programa Mais Médicos.
Mas pra gente finalizar, Felipe, Edson, um recado pra população que tá ouvindo a gente. Como que esse programa tá chegando até mais população e que que o usuário do SUS pode esperar? que a população fique atenta a essa composição da equipe, que saiba que lá tem um profissional que é o governo federal que tá organizando a sua participação na saúde da família, que entenda esse processo de formação de um médico que já concluiu o curso, já está autorizado a desenvolver suas ações, mas que também vai ter um suporte todo tanto do Ministério da Saúde, quanto da Universidade Aberta do SUS, quanto do Ministério da Educação.
Então é muito bom paraa população saber que tá contando com o profissional dessa qualidade. Então esse paraa população, né, saber que tem um programa do governo federal em que coloca profissionais médicos em equipes multiprofissionais garantindo um cuidado eh qualificado para o dia a dia e que esse esse cuidado tá próximo à casa das pessoas, entender a necessidade real. Então, a população pode ficar tranquila, eh, ciente de que esse profissional tá qualificado para cuidar da família.
Obrigada pela participação de vocês e a gente espera vocês em 2025 para falar de mais avanços no Mais Médico. É isso, muito obrigada. Vai precisar de bastante programa, sim.
Vamos falar de mais avanço, sim. Obrigado. Agradecemos a oportunidade e temos muitas coisas para falar do mais métodos.
Não para. Foi aberto o primeiro edital de 2025 para a contratação de mais profissionais para o programa Mais Médicos. A presença desses médicos do programa reduz o encaminhamento para atenção especializada, diminui os custos hospitalares e proporciona um atendimento melhor e mais humanizado às pessoas mais perto de onde elas vivem.
É a integração da saúde com a comunidade. Estima-se que 73 milhões de brasileiros são beneficiados pelo programa Mais Médicos. é o Ministério da Saúde comprometido em trazer saúde para todos em todo lugar.
E o nosso videocast do Papo Saúde encerra aqui. Mas lembrando que você pode conferir o Papo Saúde também na versão podcast, que está disponível no Spotify e no site da EBC. E deixe aqui embaixo o seu comentário, sua sugestão e siga nos acompanhando no YouTube e também nas redes sociais do Ministério da Saúde.
Até a próxima.