[Música] [Música] Boa tarde a todos eh bom a gente tô tô aguardando só a a o ajuste da apresentação para para poder passar e gostaria de aproveitar para cumprimentar a cada um de vocês primeiramente professor Ricardo pelo convite É uma honra realmente realizar a palestra de encerramento do evento e agradecer a todos pela presença acredito que nós tivemos aí muitos dias de uma de uma discussão em nível altíssimo mais cedo tive oportunidade de participar do café com ideias e e deu gostinho de quero mais então prazer realmente estar aqui com vocês mais uma vez nesse dia bom eh quando eu recebi o o o o convite para essa para essa palestra de saúde digital e a economia da Saúde tendo em vista uma análise de onde estamos e as perspectivas Para o Futuro isso aí é d doce paraa criança né Eh fiquei muito muito Instigado a trazer para vocês uma um olhar eh Macro o que que eu que que que que seria mais instigador para vender o tema economia da Saúde tô aqui vendendo um peixe né que é é a economia da Saúde como como eu posso instigar mais aquele público e será que é falando mais da da do ponto de vista mais macroeconômico o que qual que é o impacto da Saúde eh na nossa economia e assim por diante ou aquilo que mais toca o dia a dia de cada um né então Eh o aspecto mais micro que a gente conhece que é mais toca no dia a dia e que pode corresponder mais à realidade de cada um de vocês bom falar de economia da saúde é falar de sustentabilidade do sistema de saúde então a gente pode traduzir isso de diversas formas necessidade de financiamento eh eficiência de diversas formas e aí quando a gente coloca a sustentabilidade como um aspecto Central ela vem permeada de diversas ramificações esse seri um Desafios que a gente pode observar aqui que eles permeiam a questão de sustentabilidade numa vertente aqui a gente traz aspectos que são mais digamos econômicos não só não digo financeiros mas econômicos até do ponto de vista de Economia social né então quando a gente fala de Equidade fala de enfim de uma série de aspectos que também são econômicos a gente pode correlacionar com necessidade de desenvolvimento sustentável necessidade de investimento e aqui algo que a gente que nós eh trazemos bem diretamente pro nosso nosso SUS que é uma missão de proteção social e financiamento público bem esses eh eh essa esses aspectos eles precisam conversar com uma com uma questão de demanda né então a gente tem uma um uma ramificação de de demanda aqui em que nós temos um envelhecimento populacional No Brasil temos uma questão de transição do padrão demográfico né então nós estamos no momento de migrar eh tanto para uma para para uma maior uma maior longevidade quanto para uma transição demográfica eh voltada para para uma uma carga de doença mais caracterizada pela doença pelas doenças crônicas temos aqui dois aspectos que que entram cada vez mais em em em destaque quando a gente correlaciona a economia da Saúde sustentabilidade e a transformação digital que são a medicina de precisão e a inteligência artificial então eh eh o que nós eh vimos ao longo desses dias eh naturalmente se correlaciona muito com esses dois pontos então hoje em dia nós queremos saber questão de predição de de risco nós queremos ter algoritmos de gestão da oferta de serviços então eu quero aplicar transformação digital para eh eh conduzir respostas a perguntas voltadas para a minha demanda Quando eu olho pro indivíduo olho paraa população olho paraa minha demanda e me pergunto como a transformação digital pode me trazer respostas para essa paraa característica da minha da minha demanda e também para oferta Como organizar o sistema de saúde como gerar gerar algoritmos ou bancos de dados ou n outros tipos de de informação que nos Tragam uma uma facilidade ou um subsídio eh eh digital para responder mais facilmente as perguntas que a gente tanto vem vem fazendo nos últimos 30 anos aqui embaixo a gente tem dois conceitos um de governança E responsividade então se vocês olharem para esses três domínios aqui nós estamos falando de e eh eh módulos vamos dizer assim que eles se conversam e se e são fluidos entre si Então eu preciso utilizar saúde digital para ter uma boa governança quando eu aplico isso pra regulação como a gente conversou mais cedo aplicar a uma uma transformação digital para melhorar minha capacidade de gestão do sistema de saúde ela acaba gerando esse essa essa conexão entre esses termos e responsividade que vocês vão ver mais pra frente é um é um termo que a gente fala pouco mas que ele é tá intimamente ligado a a a metas finais do nosso nosso sistema de saúde que é de cobertura Universal bom eh antes de falar um pouco da economia da Saúde você pode clicar para mim por favor é na na no no link da pergunta quem tá no controle aí vou pedir para vocês responderem rapidamente enquanto eu vou falando um pouco sobre isso será que enquanto o pessoal clica no no link aí o que que a gente vai fazer vou mostrar para vocês que cada um de nós entende sobre economia da Saúde de uma forma muito empírica a gente entende o que que isso quer dizer na nossa no nosso cotidiano mesmo sem eu falar para vocês nada ainda do que ainda vai ser vai ser colocado vocês vão observar que os conceitos eles vão aparecer de uma forma muito nural o que eu vou ajudar vocês a fazer é organizar isso de uma forma sistemática falar Ah agora eu consigo enxergar a economia da saúde no sistema como um todo e aí eu sei que esses conceitos se aplicam de Tais formas vou fazer esse exercício e visualmente com vocês aqui pra gente não perder a dinâmica tá bom antes da gente passar para para essa essa etapa eh eu sempre faço esse exercício de PR as pessoas entenderem de que economia da Saúde ela é Ela é bem mais fácil de você e ela tá muito mais no seu dia a dia como gestor de saúde como profissional do que você imagina todo mundo aqui precisa fazer uma decisão tomar uma decisão simples eh que é aderir ou não a um plano de saúde certo Qual que é a minha decisão se você eu queria pedir para para quem eh tiver eh prefere não aderir a um plano de saúde e pagar a despesa do próprio bolso seja consulta sejam exames quem é que prefere pagar fazer uma escolha direta de eu vou fazer o pagamento direto mas eu não vou escolher um seguro saúde um plano de saúde pode levantar a mão por favor só para confirmar quem prefere e tem condições logicamente aderir um plano de saúde perfeito obrigado vocês eh eh se vocês se perguntarem o por você faz essa escolha tudo tem a ver com com com a sua economia da saúde tem a ver com uma avaliação que você tem em relação ao benefício e ao custo que aquilo gera para você empiricamente a gente faz uma avaliação Econômica para SA Qual que é o benefício que eu tenho de pagar as minhas despesas diretamente aquelas enfim a gente e eh eh diante de uma necessidade que o sistema de saúde não não me atenda ou ter um plano de saúde para que eu eh eh tenha aquele aquele elenco de benefícios disponível quando você faz isso empiricamente todo mundo aqui fez uma escolha para ter essa garantia à medida que você faz isso você fez duas eh tomou duas decisões que a gente tem que tomar no sistema de saúde o primeiro que eu não escolho risco Então eu tenho que ter uma cobertura independente do meu risco de saúde e é isso que o SUS faz ele ele cobre todo mundo independente de saber qual que é o meu risco de doença cardiovascular qual que é o seu risco e assim por diante então a gente não escolhe o risco a gente escolhe ter uma cobertura para quando eu precisar E por quê Porque naturalmente a gente entende que quando esse se concretizar vai ser inviável arcar com aqueles aquele risco sem que eu tenha estruturado a minha capacidade de de lidar com aquilo é isso que o que o que o SUS e eh eh eh se estrutura para poder e financiar para todo mundo uma uma uma cobertura Universal e esse exercício a gente poderia continuar aqui fazendo o que que é gasto em saúde o que que é eficiência e todos nós tivemos temos que aplicar isso paraas nossas escolhas não só de saúde mas para cada escolha pessoal você escolhe pagar um aluguel ou escolhe financiar um imóvel escolhe andar de carro ou eh não não cabe no meu orçamento eu preciso do transporte público e essas escolhas são escolhas que continuam conversando com aspectos de financiamento então eu eu tenho meu orçamento disponível eu tenho que aplicar aquele orçamento eleger priorid descartar aquilo que é insustentável E assim a gente vai compondo o meu elenco de benefícios pessoal é isso que a gente faz no no no sistema de saúde olhando de uma forma mais estruturada eu vou trazer para vocês aqui um esquema eh da Organização Mundial de Saúde e quando a gente olha para financiamento nós temos essas quatro esses as quatro funções centrais aqui é necessário eleger fontes de receita que no nosso caso no SUS são eh os impostos as contribuições sociais e assim por diante nós temos o agrupamento de riscos Como eu disse para vocês então eu preciso agrupar uma população que ela seja muito diversa em termos de risco eu preciso agrupar aqueles que T muito risco e aqueles que TM baixo risco para que todos sejam atendidos de forma eh eh equânime né então eh eh eu não sei pelo menos a gente não não não seleciona beneficiários para essa eh é é é baseado em risco né Isso é isso é é totalmente antiético e e e nem mesmo em Sistemas de saúde privados Isso é uma uma uma premissa Então a gente tem esse agrupamento de riscos de forma que a a a a as os custos se equilibram né pra cobertura de todos a compra de serviços o que que é compra de serviços quando eu falo que eu estou financiando um sistema um um um hospital público de de gestão direta Isso é uma compra de serviço direta Então eu preciso eleger quais são como que eu vou organizar aquilo se a minha rede de hemodiálise ela é 90% eh conveniada com clínicas de hemodiálise eh eh privadas Isso é uma forma de compra de serviços Então eu preciso organizar como aquele serviço vai ser eh ofertado e o meu pacote de benefícios Qual que é o pacote de benefícios do SUS são todos os serviços que a gente tem disponí níveis né e e e e Teoricamente o sistema tá estruturado para que a gente tenha um pacote de benefícios e que atenda às necessidades de toda a população os objetivos intermediários eles são Equidade na distribuição de recursos eficiência e transparência eu posso dizer para vocês que eu me cocei mais mais cedo do tanto que o tema transparência apareceu eh e realmente a gente só consegue organizar o objetivo da organização desse sistema de financiamento precisa ser encaminhado endereçado para um desses três eixos Então eu preciso ter transparência nas minhas regras de financiamento preciso ter transparência na forma de explicar para a população Olha a a a é esse pacote essa essa o acesso a esse tipo de serviço ele vai atender a esse nicho da população Porque ele é o que mais precisa ou que ele vai ser mais beneficiado em detrimento de uma parcela maior por quê porque aquela parcela maior não teria direito não mas por uma questão de sustentabilidade então é essas escolhas elas vão surgir naturalmente E aí não é o Brasil enfim é é é os sistemas de saúde com financiamento público de cobertura Universal eles precisam continuar fazendo esse tipo de escolha eficiência eh e aí a gente a gente tem um desafio muito grande em discutir eficiência num momento em que eh esses recursos eles precisam entregar mais eh uma vez que a gente já entende que eh eh a a o recurso disponível ele não é compatível com aquilo que a gente eh eh necess necessitaria para para ter uma entrega ideal e eh diversas discussões têm vindo Principalmente agora para atenção hospitalar então análises de eficiência eh regionalizar elas elas vem sendo colocadas em prática no Brasil H há alguns anos o nosso desafio é discutir eficiência sem eh sem colocar em detrimento a Equidade a promoção de acesso então costumo dizer lá no ministério da saúde que você discutir eficiência no SUS tem que partir do pressuposto de que Eu Não Vou atingir um score um que é um score máximo de eficiência se eu preciso ter serviços que são essencialmente ineficientes para promoção de acesso Então essa isso Isso é uma dicotomia né eu preciso eh eh percorrer eh perseguir a a eficiência mas tenho que ter consciência de que eu não posso eh negligenciar a promoção de acesso por desdobramento esses três objetivos intermediários eles atingem as nossas as nossas metas do do ah do sistema de cobertura Universal em saúde que são essas três então se nós olharmos para o nosso sistema de saúde tudo que a gente discute que a gente falou aqui hoje que nós falamos ao longo desses dias precisa necessariamente chegar a esses três fatores utilização do do do sistema correspondente à necessidade ou seja não adianta eu eu eu desenhar um sistema que não converse com a necessidade da população Então eu preciso entender aquela necessidade e entregar aquilo que tem eh de expectativa com qualidade então quando eu tenho uma uma tabela de procedimentos no SUS que a gente fez uma análise lá e quase 80% do financiamento se dá por meio de pagamento por procedimento que é baseado em volume eu não tô prezando por um objetivo uma meta final do sistema de saúde que é é qualidade e aí qual que é o pra gente plugar a a transformação digital aqui nesse ponto a gente buscar formas de demonstrar com dados Como que eu posso monitorar qualidade e como eu posso fazer com que o meu financiamento seja vetorizado para qualidade e por fim proteção financeira Universal porque a minha pergunta no início para vocês se fosse uma plateia aqui eh menos favorecida eu teria resposta negativa pros dois tanto para escolha de compra direta de pagamento direto de despesas médicas quanto para a Adesão a um plano de saúde por incapacidade financeira então quando eu tenho uma uma uma população vulnerável aquela apresenta uma maior carga de doença necessariamente por determinantes de de de saúde e é aquela que tem menos capacidade então ela vai sofrer iniquidade é a primeira a ser atingida então a o sistema de saúde tem sim como uma um o sistema de cobertura Universal tem como uma missão a questão de proteção financeira bom aí Eu faço algumas observações sobre perfil de gasto em saúde para mostrar o tamanho do problema e como que ele se a gente olhar para para pro pro nosso sistema como um todo esses são os dados de 2015 a 19 que foram publicados de gastos em saúde no Brasil eh Opa só um minuto eh então nós tivemos um gasto per capita no Brasil que cresceu 21. 8 no SUS nesses 4 anos e Ness 5 anos né Eh e eh 29 considerando eh todos os tipos de financiamento não só o sistema público então a população vem gastando mais com saúde não é o que a gente deseja a gente deseja um aumento da cobertura Universal com financiamento público então a gente precisa encontrar formas de eh eh eh recalcular a rota né Eh eh acho que esse seria o nosso nosso desafio os gastos de administração eh eles são altos ainda então isso remete a uma necessidade de eh revisão da nossa capacidade de gestão gastar menos com gestão É sim eu eu eu eu fazer uma uma revolução digital no sistema eu preciso parar de de de de trabalhar com com prontuário físico eu preciso parar de ter sistemas que não se conversam para que eu reduza o meu custo de gestão do sistema e possa aplicar aquele recurso diretamente na na na atividade final finalística eh como eu disse anteriormente a gente tem uma necessidade de gerar sustentabilidade isso não é uma escolha pessoal a gente já está vivendo isso em relação a necessidade de de maior financiamento para equalizar receitas e despesas porque causa da da da transição demográfica Como eu disse mais cedo e já e a ocde traz uma perspectiva de uma um aumento do gasto em saúde para o Brasil de 11. 4 até eh 12.
6 até 2040 significa dizer que a gente vai ter um aumento de participação do gasto em saúde de 3% do PIB Isso é muita coisa a gente vai gastar nos próximos 20 anos 3% a mais a gente nem nem tava conseguindo crescer isso nos últimos anos então a a significa dizer que talvez a gente passe por um cenário em que vai ser necessário trazer tudo pra saúde e que o recurso não não a nossa nosso Nossa produção não poderia ser deslocada para outro outro outro fim para outras outras demandas outras políticas públicas Então a gente vai ter que conversar sobre isso talvez esteja no momento da gente discutir isso da forma mais inteligente que é realmente colocando soluções tecnológicas para nos ensinar como e eh moderar ou como direcionar esse crescimento que que está por vir bom E aí eu trago um pouco para vocês agora a gente falou um pouco de financiamento Quais são as funções que que influenciam a cobertura Universal em saúde e Eh agora eu queria mostrar para vocês alguns exemplos do que a gente tem conseguido fazer na economia da saúde para trazer um pouco daquelas questões de Transparência de análise de eficiência eh e de a fim de de contribuir com com uma revisão eh da nossa capacidade de financiar o nosso sistema de saúde esse aqui é um é um painel de indicadores eh do localiza suus trouxe aqui o link para vocês mas eh depois eu posso posso deixar para pra revisão se vocês quiserem consultar no no localiza suus convido a todos a a fazer a fazê-lo para poder verificar qual foi o perfil de aplicação de recursos para enfrentamento da covid-19 não sei se vocês aqui conhecem o sistema de informações de orçamentos públicos em saúde o Cops ele é um sistema obrigatório por lei então cada ente federativo tem que informar o quanto aplica em saúde pra gente verificar a a a o cumprimento da obrigação de do do mínimo constitucional então eu tenho lá uma previsão de aplicação de 15% eh e das receitas por municípios 12% para estados e a a união aplicando agora o o o o com base na emenda constitucional 95 o valor aplicado no ano anterior mais a variação da inflação informação muito técnica muito né muito muito eh eh específica mas eh qual que é a nossa obrigação aqui isso vem em relatórios de execução orçamentária para quem fala o economis o Ok mas Lembra daquela questão de Transparência de demonstrar informação de uma forma mais eh eh absorvível mais digerível eh Esse foi um exercício que foi feito pela pelo desid de apresentar os recursos aplicação de recursos de covid de uma forma mais unificada eu não preciso ir eh clicando em cada Unidade Federativa ou cada município para conseguir essa informação e eu posso detalhá-las formas como vocês vão eh eh poder Navegar lá e e observar o o município ou o estado de interesse isso já foi um exercício de publicização de uma informação que ela era muito fechada e a informação quando ela ela ela ela se encontra muito restrita Ela atinge pouco a o público de de interesse e o nosso interesse é que cada vez mais pessoas discutam essa questão de sustentabilidade do sistema aqui para exemplificar também a alguns cruzamentos que foram feitos eh nesse painel de indicadores vocês podem observar que um coeficiente de mortalidade eh por covid-19 de acordo com região de notificação então a gente observa uma maior concentração aqui na região norte eh o que contrasta com questão de de da nossa densidade demográfica por exemplo mas o objetivo aqui é também de discutir da gente apresentar uma outra uma outra perspectiva se nós olharmos a aplicação de recursos Olha que legal a gente utilizando um uma uma uma uma uma questão de de de de força digital digamos assim para poder olhar a compatibilidade entre gasto e demanda Então a gente tem uma maior mortalidade naqueles locais que a gente em que o próprio o gestor informou uma menor aplicação de recursos para enfrentamento da pandemia se nós fôssemos discutir isso sem essa informação organizada da forma que está a gente passaria horas aqui extraindo relatórios resumidos de execução orçamentária para depois somá-lo em planilhas para depois organizá-los e etc etc Até que a gente pudesse chegar a essa conclusão isso disponibilizado de uma forma bem bem didática Inclusive para quem não trabalha com isso então só passando o olho naquele gráfico naquele mapa e nesse é possível a gente observar a densidade de aplicação de recursos orientada pela densidade demográfica mas não condizente com a a minha carga de doença e com a gravidade de casos que a gente observou isso é mais um pouco do que eu falei mais cedo em relação a gente criar uma memória das lições aprendidas é Preciso olhar para essa questão da pandemia do nosso enfrentamento da pandemia e conseguir fazer alguns balanços fazer um balanço em relação à lógica de financiamento em relação à nossa capacidade de organização de dados em saúde para poder orientar a tomada de decisão e claro com mais tempo né a gente teve tempo a gente não teve tempo para fazer mas fez e então isso mostra mais uma vez que é viável de se colocar em prática eh os dados também também em função de uma uma uma melhor organização do nosso financiamento bom eh a gente vê aqui a aplicação de recursos eh de ordem Municipal bem mais concentrados no estado de Minas e a gente discute mas espera lá eu acabei de ver que a a os recursos de esfera de esfera Estadual foram mais aplicados pelo Estado de São Paulo eh por que que eu ten uma maior participação em Estados de Minas de em em em municípios de Minas Gerais e uma maior aplicação de recursos federais de recursos estaduais desculpe eh eh no Estado de São Paulo é preciso a gente olhar para isso e entender como foi o comportamento do enfrentamento da pandemia em relação a esses dois aspectos então vejam que aqui a gente tá eu não eu não não estou preocupado em entregar as respostas mas fazer provocações de que a gente precisa olhar para isso e falar Ok Cadê o recurso a gente precisa demais mas e aquilo que a gente acabou de aplicar por que que essas aplicações de de recursos elas se comportam de forma pelo menos não esperada né talvez elas tenham uma explicação eh razoável mas não esperada um outro exemplo que eu trago para vocês aqui é a necessidade de eh popularizar a informação em saúde e aí o iniciativa que nós estamos tendo aqui eu vou pedir licença paraa professora Islândia da Fiocruz de Pernambuco ela e toda a equipe dela que eh prototip o aplicativo onde está o dinheiro da Saúde Esse é o aplicativo que foi prototipado pela Fiocruz eh com base em dados do siops eles fizeram isso eh por conta da própria Fiocruz um projeto da da da instituição e nós tomamos conhecimento dessa desse desse projeto falar nós também queremos fazer parte disso E no momento estamos com uma parceria e com a a a fio Cruz de Pernambuco justamente para aprimorar esse aplicativo vejam eu traduzo para uma um um usuário entrego na mão dele uma informação sobre Quanto que é aplicado no seu município em saúde sem falar nenhum econome só dinheiro que é língua de todo mundo então ali a a a tem uma série de camadas aqui nessa nessa informação que permite ao próprio usuário sem entender nada de financiamento de saúde fazer uma série de questionamentos Primeira coisa eu quero saber se se me esses 253 é muito ou é pouco deixa eu ver o meu Município comparado com a capital deixa eu ver não agora comparar o meu Município com a capital Não é justo deixa eu comparar com outro aqui que é meu vizinho para saber se o prefeito de lá trabalha melhor que o meu E aí eu posso falar com meu meu meu meu Prefeito porque enfim município pequeno e gerar esse tipo de cadeia de discussão baseada num dado e na palma da mão porque a tecnologia nos permite né A questão da transformação digital nos permite E aí nossa proposta é de trabalhar esse aplicativo aqui para manter essas informações e trazer Tod eh tantos outros indicadores para que e esse aplicativo seja disseminado Então a nossa expectativa é que ao final desse ano a gente tenha uma entrega de uma nova versão e dessa vez já com um modelo em que a informação do siops ela já já já seja atualizada aqui instantaneamente a partir da homologação do dado pelo gestor então o prefeito homologou o dado do primeiro bimestre de 2022 essa informação já vai alimentar o aplicativo e aquele usuário vai poder verificar Quanto é aplicado de saúde naquele no município dele Enfim fazer comparações é de uma forma bem didática então vejam que isso é uma uma solução que veio da academia eh e e e está se tornando uma opção de gestão da gente popularizar essa informação e não precisar ficar falando esse economis que talvez seja uma uma linguagem não adequada para atingir todo mundo que a gente quer e a partir daí a gente entender não é pouco se eu gasto R 5 por dia para ir pro meu trabalho eu não acho que R 2,50 tá bom para poder tratar minha saúde é esse tipo de questionamento que a gente precisa começar a Gerar para para empoderar a a a a a discussão de de de melhoria do sistema que a gente tava discutindo mais cedo e aí continuando algumas algumas reflexões aqui com vocês eu diria que na na na na no paralelo da Saúde digital e da economia da Saúde nós precisamos olhar para alguns recortes repensar a oferta e a forma de gerir saúde para gerar eficiência e melhorar a locação de recursos com criação de modelos de análise de eficiência Equidade Então eu preciso sim discutir como se usa o recurso mas de uma forma justa Preciso olhar para um hospital dizer tudo que ele tem que atender o território onde ele se encontra a população em que ele a que Ele atende E aí sim eu trabalhar com a nossa a nossa discussão de eficiência incluir o monitoramento de custo em soluções tecnológicas para orientar aplicação de recursos isso aqui Eu adoraria ver a gente precisa tomar decisão de onde aplicar o que gera mais resultado do ponto de vista de sistema e não comparando um tratamento a com tratamento B porque dentro da mesma condição Clínica ok a gente já tem modelo de custo e efetividade assim a gente consegue estabelecer uma um um parâmetro mas seria muito interessante de analisar e e apresentar para um gestor local uma ferramenta que que que permitisse olhar e falar eu tenho duas decisões eu aplico esse curso para um programa de prevenção de diabetes ou eu aplico para aumentar o meu percentual de parto normal o que que vai trazer mais benefício paraa população que faço gestão que isso é uma discussão que bate a porta do gestor e ele precisa fazer e ele faz isso sem subsídio Talvez seja aí que a gente possa usar a solução tecnológica para tentar gerar esse tipo de suporte a integração de dados econômicos dos sistemas público e privado para orientar um melhor eh eh valor pro recurso disponível e o que que isso quer dizer o governo também tem um gasto indireto com renúncia fiscal para para pagamento de de de planos de saúde isso cobra uma parcela da população mas poderia ser utilizado para uma parcela maior com gasto direto como que a gente vai entender isso isso também é Um Desafio que a gente precisa pensar ampliar a capacidade de processar dados de vida real professor Ricardo tava falando isso mais cedo para mens mensurar o valor gerado na aplicação de recursos para uma determinada política de saúde então a gente precisa olhar pro que efetivamente tá sendo ofertado e qual que é o valor que aquilo tá sendo gerado paraa saúde das pessoas na vida real então eh eh financiar tratamentos de última geração para doenças osteomusculares com produtos biológicos é um gera mais mais valor do que a gente ter um programa de de prevenção eh na atenção primária ou um programa de imunização e mais abrangente esse tipo de de discussão de de valor tem tem batido a nossa porta e não só para tecnologias mas também para todas as escolhas que a gente faz de gestão de saúde e por último direcionar recursos para para investimento em tecnologias de informação e comunicação porque a telemedicina tá aí o telesaúde tá aí a a necessidade de eu atender uma uma uma uma população eh em em territórios de difícil acesso eh é é é é uma realidade e a gente pode atacar todos esses problemas com as ferramentas que nós temos o investimento aqui se faz bastante eh necessário coloquei aqui ainda uma uma um uma informação de que investir em em saúde gera desenvolvimento econômico eu vou pedir para vocês guardarem uma informação cada R 1 aplicado em saúde gera pra economia do país 1. 78 Ah então eu falo saúde é despesa dinheiro gasto Não quando eu tenho uma um desenvolvimento de capacidades como foi discutido aqui nesse nesse evento de capacidade de digital para que o sistema de saúde se Organize melhor isso é um ativo e esse ativo tem valor tem valor econômico passa a possibilitar que o sistema de saúde seja capaz de eh vender aquele ativo para fora então e e e e eh desenvolver saúde também é um setor econômico então a gente precisa parar de de de encarar a saúde como um gasto social mas também como um investimento em desenvolvimento econômico bom Ah aqui algumas alguma algumas informações relacionadas a ao investimento em análise de risco para gerar parâmetros que alimentem modelos de pagamento prospectivo então aqui Eu Acredito fortemente que a transformação digital possa nos ajudar a enxergar a nossa demanda E aí eu tenho aqui três três portais né eu tenho aqui a atenção primária tenho a média complexidade e alta complexidade o sistema ele precisa se orientar dessa forma uma maior demanda ela é atendida na atenção primária uma uma parcela minoritária evolui para PR pra média complexidade e uma uma um nicho bastante específico da população menos de 5% tem uma demanda por alta complexidade então se a minha demanda é assim eu preciso fazer com que que o meu financiamento tenha meios para direcionar recurso dessa forma mas para fazer isso eu preciso ter modelos que me demonstrem que a evolução de risco de determinadas condições Elas têm proporções A B ou C Então eu preciso saber para realizar pagamentos de atendimentos por exemplo de gestação de alto risco eu preciso entender Qual que é o percentual que evolui para aquilo se realmente eu tenho outros aspectos precisam ser considerados e onde eu preciso eh orientar vetorizar aquele aquele aquele pagamento para para induzir que aquela aquela aquele nível de atenção ele seja aprimorado que eu tenha uma melhoria de qualidade e necessariamente a população com tudo isso acabar procurando aquele tipo de serviço já tô finalizando isso aqui é um exemplo eh de dados de ressarcimento ao SUS pela pela pela saúde suplementar Isso aqui é uma discussão que a gente eh pode eh tratar oportunamente eu vou passar e aí eu queria trazer para vocês para finalizar eh ferramentas da economia da saúde que nós temos lá no ministério só para para convidá-los a a a analisar e a propor melhorias viu e talvez o meu objetivo maior aqui do que divulgar a ferramenta seja de propor para esse Público aqui de inovação eh uma Um Um Olhar de olha isso aqui eu acho que a gente poderia contribuir e melhorar assim como foi feito com a questão do aplicativo lá da Fiocruz de Pernambuco então o banco de preços em saúde ele ele capta dados de compras públicas realizadas por estados municípios também em compras federais eh eh de uma forma geral e há uma necessidade de aumentar a consistência desses indicadores devido a diferença dos sistemas de compras são realizados por essas essas unidades e aí com isso a gente a gente conseguiria Dar maior eficiência pela análise de preços versus quantidade adquirida variação Regional Fas de mercado e assim por diante hoje esse banco ele tem mais de 33. 000 itens com preço informado eh nas suas bases Mas a gente pode ter muito muito mais que isso Se houver uma uma solução que nos Traga uma uma uma convergência uma integração desses dados programa nacional de gestão de custos eh a gente precisa fazer uma discussão para que eu não tenha mais uma adesão eu posso hoje nós fazemos adesão de unidade por unidade de saúde para o programa nacional de gestão de custos para que elas conheçam os seus próprios custos então meu centro cirúrgico custa tanto a minha a a a minha unidade de enfermaria custa tanto mas a gente eu me sinto aqui eh bastante provocado a saber como que a gente pode usar trans formação digital para fazer com que eu possa gerar modelos de captação desses dados e não necessariamente ter que aderir uma a uma nós temos 300 estabelecimentos eh eh já aderidos ao Programa Nacional de gestão de custos no país nós temos mais de 4.
000 e mais de 5. 000 estabelecimentos de saúde conforme o quines então isso ainda permanece como um desafio pra gente relacionar essa questão de de transformação digital e a economia da Saúde por fim avaliar impacto como foi dito aqui anteriormente a gente precisa eh analisar melhoria de desfechos para redução de custos para o sistema promover acesso em qualquer lugar então acesso à saúde de casa fornecer meios para serviços virtuais assim como a gente observou durante a pandemia gerar um empoderamento sobre a saúde individual então é preciso incluir saúde e bem-estar de uma forma em que seja um tema dentro da vida do indivíduo e aí a gente consegue fazer com que ele entenda quando procurar um serviço de uma forma mais rápida e dessa forma a gente gere uma maior responsividade que foi aquilo que eu falei lá no início e por fim em relação à economia da Saúde inteligência de dados é aumentar a eficiência com melhoria do monitoramento da jornada do paciente então eu preciso entender onde ele entra onde ele sai e saber como a gente Como isso acontece para falar olha eu preciso ajustar a forma como eu promovo acesso nesse nesse nesse ponto bom Agradeço a todos obrigado Mais uma vez a todos que que assistiram e Se tiverem dúvidas por favor F à vontade primeiro eu queria parabenizar assim pelo pela qual da apresento boa que a tiddo bastante no laboratório assim feito várias provocações eu acho que esse tema economia da saúde é um tema que já vinha sendo discutido em outros lugares aqui no Brasil vai ganhar uma força muito grande eu acho que você que tá nesse meio talvez você entenda isso bem mais do que eu assim já talvez já tinha sentido esses termômetros a gente que tá trabalhando com saúde digital num grupo específico que tá fazendo planejamento de saúde digital e economia da Saúde então eu percebo que esse é o tema mais oportuno para se discutir então Tem três coisas importantes aí que regulação economia e saúde digital acho que isso é algo que vai ganhar muita força agora e e a gente vai ver isso aí nos próximos 5 10 anos aqui no Brasil pautando a política pública de saúde Então parabéns pela apresentação e tem uma parte da sua apresentação que você falou aí muito rapidamente Mas é uma uma das partes que é importante a gente quando fala investimento em saúde a gente sempre associa a questão da da assistência né mas Mas você traz um tema aí que tem a ver com o complexo industrial da saúde né que é uma outra área da economia da saúde que é o financiamento de pesis que produz tecnologia de alto valor agregado e que pode ser exportado para outros lugares ou simplesmente proteger o patrimônio nacional porque o Brasil é um o SUS é o maior consumidor de Tecnologia de saúde um dos maiores consumidores de tecnologia saúde do mundo então como é que você vê isso e como é que ISO está sendo discutido hoje dentro do Ministério da Saúde Lembrando que a gente tem algumas amarras ainda com relação à lei de inovação não sei se você trabalha com isso se você trabalha Você pode falar sobre esse tema também bom obrigado professor Ricardo eh concordo que os temas nunca tiveram tão em em em evidência eh acredito que a a o contexto vai demonstrando pra gente aquilo que tem maior relevância e os temas entram em em em agenda né e e esses três temas n necessariamente eles têm têm entrado já já estão dentro da da agenda de discussão eh de saúde e e acho que a gente tem que surfar Nessa onda para poder desenvolvê-los né ah realmente coloquei a questão de investimento em saúde olhando pro pro pro complexo Industrial eh nós tivemos alguns avanços nos últimos anos eh precisamos ainda discutir de uma forma bem mais bem mais contundente a nossa capacidade de investir em indústria farmoquímica discutir a nossa capacidade de inovação eh para para vender tecnologia E aí eu eu eu remeto novamente eh eh não por falta de opção mas por achar que é uma é o é o exemplo mais didático que a gente tem é o nosso enfrentamento da da pandemia nós consumimos tecnologia eh estrangeira a rodo e de uma forma e eh eh chega chega a incomodar pela nossa capacidade de fazer o contrário que a gente teve eh universidades desenvolvendo eh eh respiradores a gente teve eh desenvolvimento de de de muita a muita muita tecnologia de processamento eh tivemos desenvolvimento de de de vacina eh então a gente pode fazer agora precisa a gente precisa reativar algumas políticas eh Claro vê algumas fragilidades em relação ao que a gente teve na última década a gente tem teve a parceria de desenvolvimento produtivo por exemplo paraa indústria farmoquímica paraa indústria de medicamentos Mas é com algumas fragilidades que precisam ser encaradas para para para se se avaliar o que que realmente entrega mais valor ou ou se a gente tá pagando demais pela transferência de tecnologia mas eh em relação a outras outras outras questões do complexo Industrial eh a gente tem muita condição de de investir sempre com esse olhar também de que aplicação de recurso em saúde não pode ser visto como gasto social que não traz retorno eh eu gosto muito de trazer essa mudança de paradigma para que a gente não encare aquilo como um gasto social que não tem retorno e então eu preciso escolher se eu devo fazê-lo ou não a partir do momento que eu encaro como um investimento pro país aí a gente passa a entender que é possível eh usar aquilo em nosso benefício e depois ter aquele para poder disseminar obrigado pela palestra gostei muito né ai a primeiro falar que a des não é despesa e é receita né quando você olha como despesa e não gera empregos impostos quando eu vejo que as empresas brasileiras resolvem montar no Paraguai porque tem tributo mais baixo e a gente rea do Paraguai daquela mesma empresa do do nosso complexo de produção na área de saúde essa uma das discussões que nós temos feito na Bimo muito né porque como é que eu posso observar que aquela empresa simplesmente atravessou a rua para não pagar imposto e eu vou comprar o produto dela alguma coisa tá errada nessa lógica a segunda é em cima do teu dado de 1. 8 se nós tivermos um olhar maior sobre o consumo de produtos nacionais sem aquelas coisas de ficar passando mão na cabeça de empresário mas sim que ele possa produzir aqui E com isso gera imposto aqui gera emprego aqui aquele 1.
8 vai chegar a 3 3 P alguma coisa então eu acho que essa discussão é essencial paraa sustentabilidade do SUS SUS não é política social só ele gera recursos e a gente tem que ter parar de ter vergonha de dizer que e o SUS gera receita Então parabéns de trazer esse tipo de discussão mas eu já te deixo de mando de volta essa preocupação a gente precisa olhar onde nós erramos e acabamos destruindo ou dificultando o complexo ah de produção da área de saúde Nacional porque talvez a gente não fique tão envergonhado de gastar tanto dinheiro para importar luva quando a gente fabricava luva em um determinado momento da China resolveu fabcar luva e eu tive que fechar minha fábrica de luva a máscara o capote então a quando eu vejo que sou o maior consumidor de saúde pública no mundo porque eu sou o maior sistema Unificado e eu não tenho o poder de barganha efetivo para isso é é complicado eu acho que o a saúde tem que ser um outro agronegócio ela realmente é um negócio traz receita traz tributos e traz melhor condição de saúde melhor de educação só completando a saúde ela gera riqueza que é isso que você quis dizer né ela promove desenvolvimento e gera riqueza ela não é só a doença sim e obrigado pelo pelo comentário acho que é uma uma uma análise que a gente precisa se aprofundar porque trago esse número de de 1.