E aí pessoal tudo bem Dá continuidade aqui sequência à nossa discussão sobre a economia brasileira contemporânea né na última aula a gente falou sobre um contexto um cenário econômico do do período do Governo da Dilma Roussef né situações que que que foram enfrentadas nesse nesse período de que forma que que foi tratado né alguns assuntos na na nessa parte da economia e hoje e na próxima aula nós vamos falar um pouquinho eh sobre a nova matriz econômica implementada por esse por esse governo já falamos um pouquinho antes e eu vou usar como base um artigo vou até disponibilizar para vocês depois tá que fala e esse artigo ele vai eh falar das situações na época da implantação do plano real sobre o governo Lula sobre o governo Dilma né traçar e as características os pontos de cada de cada política que foi adotada e de que forma que foi eh trazida essa essa situação de que forma que foi feita a gestão administrado essa essa situação Então vou disponibilizar depois o artigo para vocês no material vocês têm aí a faz o acompanhamento e facilita também para interpretar caso fique faltando né algum alguma explicação ou eh eh dentro do contexto do que eu tô falando falta alguma informação para vocês Vocês conseguem acompanhar lá também tá bom então eh a gente vai começar a falar um pouquinho sobre o regime cambial flutuante a função da taxa de câmbio né Eh ela parte da da da da seguinte premissa quando a gente fala no controle da inflação se os consumidores internos tiverem acesso facilitado aos produtos importados isso vai desestimular os produtos locais aumentarem os preços de seus produtos né enfrentando aí concorrência com preços estáveis e competitivos isso foi o que ocorreu lá na época do Governo da implantação do governo do da implantação do plano real nesse período nós tínhamos uma economia internacional eh totalmente estável né não tinha os preços estavam equilibrados nós não tínhamos preços altos naquele período o o governo mantém Então essa eh a abertura da importação desses produtos pro país ele consegue manter o equilíbrio da oferta desses produtos para paraa população brasileira e ao mesmo tempo o preço desses produtos acaba provocando uma estabilidade no preço interno Por quê o preço lá fora Ele tá equilibrado né Eh Só lembrando a gente tinha aí o valor de 1 Dólar por R 1 né então havia uma estabilidade da moeda também era uma taxa cambial fixa não era flutuante e você mantém Então os preços equilibrados então o preço lá de fora é o mesmo preço aqui interno e essa esse essa estabilidade do preço lá fora acaba criando uma estabilidade do preço interno aqui no país também é claro que a gente já viu isso né o custo dessa dessas eh do do regime cambial fixo é caro pro governo a partir do momento que há necessidade de custear essa essa essa esse câmbio fixo né o governo ele vai tendo alguns prejuízos tanto que chega no final do governo ele precisa inclusive fazer o empréstimo junto a FMI então a ideia né quando você tem o câmbio flutuante o câmbio câmbio fixo é manter essa situação com base nisso né se a gente já viu que o o Real então ganhou o poder de compra no mercado internacional isso possibilitou aí a importação de uma infinidade de produtos que provoca competição com os produtos nacionais n simuland aí os produtores locais aumentar o preço interno Eh toda essa esse controle né durante o a implantação do do do plano real nós vamos ver que vai ter uma alteração no finalzinho desse governo do governo Itamar Franco desculpa do Fernando Henrique Cardoso a partir do do da mudança de governo pro Lula esse câmbio já está flutuante né que a gente chama de híbrido quando o governo então ele interfere quando há necessidade da interferência desse câmbio eh então com o câmbio flutuante nós já temos um um um problema onde quando o câmbio ele começa a ter um aumento de de de preço né um aumento esse esse essa taxa cambial ela começa a variar muito o que que acontece com os preços aqui eh internos do país eles tendem também a subir nós estávamos falando de de uma taxa de um para um né um dólar R real imagina eh que esse o valor da taxa cambial ela suba para R 5 Então os preços dos produtos que nós estamos comprando lá fora ele vem aqui pro pro país ao preço de r$ 5 e não mais de R 1 até aí tudo bem né só que nós temos uma demanda interna de um período aonde as a a população Tava tendo um ganho real de de de salário havia uma melhor distribuição da renda e a população Então tava consumindo mais quando você tem uma uma Procura pelo produto e a demanda que a a demanda de esse produto ela é superior à oferta desse produto esse o preço desse produto tende a aumentar paralelo a isso nós temos a taxa cambial Então você já tem um uma um impacto né para aumento de preço o fato de você não ter a oferta de acordo com a demanda e por outro lado também nós temos um aumento dos preços dos produtos importados que o concorrente do nosso preço interno aqui é o produto importado a partir do momento que esse preço ele aumentou Ele foi de um ele foi para cinco o preço do produto produzido aqui no no no no Brasil também tende a aumentar né ele talvez não chegue a cinco mas ele vai ter uma variação um pouco maior Por quê a concorrência dele é um preço bem maior do que a gente tinha antes então isso começa a provocar a inflação isso começa né a ter uma uma certa instabilidade nos preços então a as políticas cambiais né esse controle das políticas cambiais vem justamente buscar eh evitar esse impacto nos preços evitar esse impacto na produção na inflação eh a adoção do regime cambial fixo também teve outras consequências nesse período né No No início aí do da implantação do plano real nós tivemos aí o aumento de índice de produtividade né dada a modernização do parque industrial Nacional eh um um outro uma outra consequência positiva redução dos custos de produção dado aí eh consequentemente também poros preços do do consumidor final nós tivemos uma redução nós tivemos eh um impacto negativo e no encarecimento dos produtos exportados pelo Brasil prejudicando aí as empresas exportadoras nacional e e um aumento também das importações gerando aí um déficit na balança comercial fazendo com que o país buscasse aí recursos no exterior e aumentasse sua vulnerabilidade externa então Eh esse déficit provocado pela balança por conta da da do do do câmbio fixo né e dessas desses ajustes que a gente tava vivendo naquele período acabou gerando esse déficit na balança comercial déficit na balança comercial a gente tá falando que as nossas reservas né estão abaixo né Eh então acaba aí o governo Fernando Henrique Cardoso tendo que fazer uma uma um ajuste aí e buscando a a parte né do do do câmbio flutuante passando a ser então o câmbio flutuante a partir de 1999 eh com o fim do câmbio fixo no Brasil né Esse regime ele não provocou o um surto inflacionário porque eh esse fato de ele ter uma variação do câmbio né acabou que eh eh ele se Manteve estável da mesma forma quais foram né os sete fatos aí que explicam essa baixa inflação registrada após esse o fim desse regime de câmbio fixo a desvalorização ocorreu em momento de baixa produção industrial com a demanda retraída diferente da do momento aonde ele foi implementado lá no na implantação do plano real uma mudança na mentalidade eh indexator dos dois agentes econômicos né em virtude aí do plano real que acabou trazendo uma estabilidade a gente conseguiu quebrar aquela aquela ideia da indexação da inflação né da indexação do aumento dos preços no no no e já repassar de forma antecipado nós tivemos também a baixa inflação mensal logo após o fim do regime fixo contribuiu aí para reduzir aí a o temor da de uma possível de um possível aumento de preço se também uma política monetária rígida né caracterizado aí por juros na na da taxa celic na faixa de 15% isso daí inibe o os gastos né as pessoas eh reduzem o os gastos cumprimento é sucessivo de metas fiscais acertadas com FMI também criou uma confiança crescente de que a economia ela estava sob controle e o aumento do salário mínimo em maio de 1999 com menos de 5% nominal contra uma uma inflação Projetada de 20% ou seja o aumento do salário bem abaixo né da de uma inflação Projetada em 20% então de 5 para 20% tem um um grande Impacto aí sobre negociações salariais na época a gente sabe que a negociação salarial ela vai impactar de alguma forma na no preço dos produtos né Ela vai chegar nos preços de do produto como a projeção da inflação ela tava bem acima da da da do aumento do do salário mínimo da época acabou que também não teve tanto Impacto nesse sentido a inflação da com uma meta aí de 88% né no no em junho ela acaba ajustando aí completando aí a uma equilibrando né Essa inflação no período aí até 1998 aí mas eh sem chegar aos 10% tem toda a variação sem a atingir a os 10% eh nós temos aí depois algumas eh alguns impactos né e a gente vem na na parte aí já da balança de pagamentos na primeira década década do do câmbio fixo 10 anos depois eh onde registra um saldo médio negativo equivalente a 1% do do PIB em comparação à média anterior então eh a balança de pagamentos nesse nesse período eh registra essa média negativa equivalente ao 1% né comparado sempre ao período anterior do PIB aí de desde 1970 que nós temos o histórico dele tem uma queda relacionada aí nós temos um aspecto positivo o processo de acumulação de reservas internacionais que em 2009 atingiu Marco de 25 bilhões né a gente passou todo esse período de ajustes né dentro do plano real a gente tem o governo eh Lula que piz um um um ajuste aí estamos chegando um pouquinho mais à frente do governo Lula né aonde a gente tem alguns resultados eh então positivos em relação a balanço de pagamentos a aos ajustes que foram realizados pra gente chegar no no período agora de Dilma a soma desses benefícios também alcançados aí acaba aumentando a a a avaliação de investimentos no no país então mesmo depois da da crise de 2008 a gente viu que por conta de algumas ações do governo a crise ela não foi tão forte pro pro Brasileiro né em relação a outros países inclusive Estados Unidos então a gente acaba tendo aí os resultados positivos em relação a essa esse final do governo e início do Governo da da dium outro outro ponto aí o super ciclo da exportação principalmente relacionado à China que a gente tem um resultado também positivos e temos efeitos negativos da apreciação cambial que ocasionou perda de competitividade dos produtos Nacionais no mercado internacional e no mercado doméstico a nova matriz econômica que a gente vai conversar um pouquinho né ela buscava o quê depreciar o câmbio através da intervenção do Banco Central no mercado buscando aí corrigir algumas distorções eh de um câmbio que se supunha ser excessivamente apreciado Mas Que constituía em Um impecílio paraas metas econômicas eh dentro do do discurso de governo né eh pregado na época os efeitos dessa depreciação sobre a inflação Eles são muito decorrente do aumento do custo de produção dos de produtos nacionais que tem aí em sua fabricação componentes que são importados e que não possui substitutos próximos né os preços finais eles são aumentados para compensar o encarecimento dos dos insumos provocando aí uma inflação como a gente já falou né uma inflação de custos e não inflação eh eh propriamente de demanda quando a gente tem inflação de demanda a gente tá tendo um aumento da produção nesse caso a gente tava tendo aumento do preço mas sem aumentar a produção sem aumentar o consumo soma-se esse processa a facilidade dos produtores locais de aumentar seus preços uma vez que seus concorrentes importados ficam mais caros aumentando a demanda dos produtos nacionais aquele fator que eu comentei com vocês lá no começo da aula se você tem um uma uma taxa cambial eh variando né aumentando você automaticamente você eh aumenta o a variação de preço interno por conta da concorrência o preço que vem concorrer com com o produto nacional ele também tá mais caro então o preço do produto aqui Nacional ele acaba se elevando pelo próprio buscando o próprio equilíbrio do preço né No entanto a desvalorização cambial ela pode comprometer também a estabilidade econômica por pressões inflacionárias né que na composição e do ipac São eh denominados aí de impasse e repasse cambial Eh Ou seja o repasse desse dessa variação pro preço do produto então toda essa essa situação havia condições favoráveis para que o governo forçasse uma depreciação cambial sem que isso trouxesse risco ao regime de metas da inflação e comprometesse ess o o crescimento econômico vigente né é essa afirmação é real ou não o que que a gente eh consegue comprovar nesse caso quando a moeda de um país deprecia os estrangeiros percebem que essa exportação são mais baratas e os residentes nacionais percebem que a importação no exterior são mais caras né ou vice-versa né se a se se ocorre o o fato invertido uma valorização ele vai ter efeito oposto os estrangeiros V vão pagar mais pelos produtos do país e os consumidores nacionais pagam menos pelos produtos estrangeiros ou seja se eu tô exportando né a valorização o que que eu tô falando que a valorização da da taxa cambial Ela tem os estrangeiros paga mais pelo produto então a taxa cambial eu o dólar passa de um para cinco meu preço lá fora meu produto vai valer mais no entanto quando eu compro os produtos importados eu vou pagar mais por esses produtos importados também né então quando ocorre a depreciação é o inverso para quem tá aqui interno ele vai pagar mais barato produto para quem tá lá fora vai pagar mais caro tudo isso depende das condições da inflação efetiva em relação à meta da inflação né caso a inflação esteja abaixo ou menor que a meta a depreciação da taxa de câmbio ela é consistente com a meta da inflação ou seja se a gente tá falando que a inflação do país ela tá abaixo da Meta nós já comentamos sobre isso que o governo Ele busca a meta da inflação né então Eh quando a gente fala da taxa de câmbio se a gente apreciar essa taxa de câmbio se a gente aumentar a taxa de câmbio o que que vai acontecer com os preços aqui dos do do produto nacional ele tende aumentar também se a gente tá aumentando o preço desse produto automaticamente eh as empresas vão se sentir mais com mais atração para produzir mais desse produto Então você consegue aumentar e equilibrar sem estourar a inflação você chega com a inflação no no no na média né da que tá que tá planejada e ao mesmo tempo você não você consegue equilibrar manter os preços de uma forma equilibrada Então você faz o quê aumenta se você tá com a inflação muito baixa o fato de você eh aumentar a taxa de câmbio né você vai conseguir melhorar sem estourar sem passar ultrapassar a meta Se a inflação ela for neutra uma depreciação da taxa de câmbio ela não é consistente com com a meta de inflação por quê se você tá se a tua inflação já tá na na na média qualquer movimento que você aumentar sua taxa de câmbio ela tende a aumentar os preços aqui do país se vai aumentar o preço do país vai gerar inflação e automaticamente você vai ultrapassar essa meta da inflação Então você vai estourar a inflação e Se a inflação também tiver alta né a depreciação da taxa cambial também não é consistente com a meta da inflação por qu se você já tá com os preços altos e você ainda vai aumentar mais a taxa cambial é claro que você vai ter um problema bem mais grave você vai ter um impacto muito maior em relação a essa essa depreciação que ocorreu né Eh isso começa a acontecer a partir de 2010 2011 né com efeito aí de depreciação administrada quando a inflação efetiva é já inicialmente alta né teria que não não poderia você não poderia aumentar mais ainda a taxa cambial né você não poderia aplicar esse esse aumento eh a inflação aí de fato aumenta ainda mais acima da Meta por conta dessas decisões e é o que nós temos a inflação efetiva sobe de 5. 9 para 6,5 por frente a uma depreciação aí de 12. 6 por na taxa cambial aí a inflação efetivamente cedeu para 5.
8% em 2012 em relação a uma depreciação aí de 8. 9% então a gente vê uma variação uma inflação alta né em relação ao planejado e parte disso relacionado a a taxa cambial o controle da da taxa cambial o que que vai ver diferenciar isso que a depreciação cambial né conduzida em segundo os parâmetros da nossa Matriz ela estava em desacordo com o regime de metas de inflação Então se por um lado você tá querendo controlar a inflação por outro lado o o a forma que você tá tratando a taxa cambial ela tá desproporcional ela tá invertida né E aí a gente começa a ter os problemas né o impacto na inflação o fato de você não tá eh ajustando a a a sua taxa cambial ela tá interferindo aqui no no nosso resultado relacionado à inflação 2015 há uma forte depreciação cambial né que no no primeiro trimestre aí do ano foi de 14.