Então, a gente continua aqui nossos eh nosso estudo na convção de fé. Hoje, o capítulo 15. Capítulo 15 vai falar sobre o arrependimento para a vida. E na semana passada, domingo passado, falamos sobre a fé. E esses dois capítulos, na verdade, esses dois temas da confissão, a fé e o arrependimento, eles estão intimamente ligados à nossa regeneração e a nossa conversão. Na realidade, a fé e o arrependimento Eles são continuidade da obra de conversão, né? É importante a gente mencionar isso, porque muitas vezes as pessoas associam a salvação eh começando na fé e ou no
arrependimento. Então, quando que começa a sua o processo de conversão? Não começa no momento em que eu me arrependi dos meus pecados ou no momento que eu acreditei em Jesus. E a gente já tem visto a isso alguns domingos que não é bem assim, que a obra de salvação, a obra da redenção, na Realidade é uma grande obra de Deus que se inicia lá na eternidade e ela vai sendo executada através de atos. Quando a gente olha paraa nossa história, quando a gente olha paraa nossa vida, como que essa obra de salvação é aplicada na
nossa história, a gente já viu que eh o Espírito Santo já vai agindo muito antes de chegar nesse momento eh do arrependimento e da fé. Então, por exemplo, há a regeneração do coração, então aquela transformação do Nosso coração de pedra pro coração de carne para nos habilitar a receber a fé e exercê-la. a a vocação eficaz, ou seja, uma vez o coração regenerado, habilitado para responder positivamente ao chamado, então o Espírito Santo, pelos meios ordinários da pregação, vai vocacionar, vai chamar, vai convocar o eleito. E ele ouvindo responde com quê? com fé e arrependimento. Então,
a gente precisa eh organizar isso na nossa cabeça. A nossa conversão não é no dia Que a gente se arrependeu. Nossa conversão não é no dia que a gente eh demonstrou a nossa fé. Normalmente é assim que a gente fala, né? Quando é que você se converteu? Não foi no dia 12 de agosto, sei que lá, porque eu olhei e reconheci que Cristo morreu pelos meus pecados. Eu era bacana. Bção de Deus. Esse foi o dia do seu arrependimento, tá? você pode continuar dizendo que foi o dia da sua conversão, porque no eh no comum,
no popular, é assim que a gente Trata mesmo, mas de forma eh objetiva e bíblica, a gente vê que na realidade essa é uma obra que já começou muito antes no nosso coração e muitas vezes ela é progressiva, ou seja, a vocação eficaz do espírito não é num único ato. Ele vai chamando, ele vai transformando, a gente vai sendo convencido do nosso pecado. E aí chega o momento em que a gente então professa a nossa fé, que a gente manifesta a nossa fé verdadeira em Cristo, que a gente eh Eh verbaliza eh o nosso arrependimento
paraa vida. Isso acontece muito com eh aqueles de nós que crescem na igreja, né? Cresceram na igreja e tão ah, quando é que você conversando? E não nem sei dizer, pastor, porque eu sempre tive na igreja, sempre tive. Aí um dia eu entendi que tava na hora de fazer a profissão de fé. Pronto, quando que aconteceu aquela conversão? Quando que chegou o arrependimento paraa vida naquela pessoa? É difícil mensurar. Então, arrependimento e fé andam juntos. São dois aspectos da obra de conversão e a continuidade da obra de conversão na nossa vida. Antes da gente entrar
eh propriamente dito no arrependimento, só queria lembrar algumas coisas rápidas sobre a última aula a respeito da fé. Como eu disse, isso porque são dois aspectos conjuntos da conversão, né? Algumas pessoas, alguns teólogos chegam a discutir o que que vem primeiro. É a fé Que vem primeiro ou é o arrependimento? Ou seja, primeiro eu reconheço eh os meus pecados, eu reconheço que eu sou pecador e aí então eu olho para Cristo e vejo a necessidade da sua obra na minha vida. Ou eu olho paraa obra de Cristo, tenho fé na obra de Cristo e aí
então reconheço meus pecados. Há essa discussão eh na teologia. E eu sinceramente eu sigo com aqueles que dizem que isso não faz diferença nenhuma, tá? Isso não faz diferença Nenhuma. para algumas pessoas eh vão passar pelo processo de arrependimento primeiro. Não, eu olhei para minha vida, eu vi que eu era um trash, vi que eu não valia nada, vi que eu realmente eh merecia ir pro inferno e eu precisava de alguém para me salvar. E aí eu encontrei Cristo e aí eu encontrei a mensagem do evangelho. Bênção, o arrependimento se manifestou primeiro nessa pessoa. Ou
pode ser o contrário também. E outras pessoas vão dizer o oposto. Não, eu tava Um dia e andando na rua e aí de repente alguém veio e pregou o evangelho para mim e eu entendi que Cristo é o meu salvador. Eu queria Cristo como meu Salvador. E aí eu fui pesquisar e fui procurar e fui ouvir a palavra e ler a Bíblia. Eu entendi que eu era pecador e por isso que eu precisava de Cristo. Bacana. A fé veio primeiro nesse caso. A fé quando eu digo a manifestação dela, tá gente? Então, a gente discutiu
que veio Primeiro, o arrependimento vem primeiro para levar a fé ou a fé depois leva o arrependimento. Isso daí não faz muita diferença. O importante é que a fé e o arrependimento elas eh na nossa história, elas estão juntas, elas estão juntas no eh como continuidade da conversão. e é a manifestação, é visível, material, daquela conversão que já aconteceu pela obra do Espírito Santo. Beleza, pessoal? Tranquilo? Então, tá? Então, a gente viu Anteriormente a respeito da fé, que a fé é o instrumento de apropriação da nossa justificação. Ou seja, nós não eh somos justificados por
causa da fé, ou seja, pela capacidade de crer, mas é porque cremos é que temos acesso à justificação, a essa declaração de que somos justos. Beleza? A fé não nos torna justos. Nós somos tornados justos, transformados justos, feitos justos pela obra graciosa de Deus em nós durante eh eh aplicando a Obra de Cristo em nós no momento da regeneração e da união com Cristo. Mas a fé é esse instrumento pelo qual a gente se apropria dessa justificação. E nós recebemos a fé como um dom da graça de Deus. Ou seja, nós somos habilitados a crer.
Não há em nós nada que a gente possa fazer para desenvolver a verdadeira fé por conta própria. É necessário que o Espírito Santo, agindo em nós, regenerando o nosso coração, nos unindo a Cristo, então nos habilite a Ter essa fé. Então, a fé é um dom gratuito de Deus, é um dom da graça de Deus. E é o que a gente viu no capítulo 14, parágrafo 1. A graça da fé pela qual os eleitos são habilitados a crer paraa salvação da sua alma, é obra que o espírito de Cristo faz no coração deles e é
ordinariamente operada pelo ministério da palavra. Então essa graça, a fé é aplicada a nós através da palavra. E quando a gente vai eh termina esse Primeiro parágrafo e pela oração, ela é aumentada e fortalecida. E o parágrafo terceiro do capítulo 14, essa fé é de diferentes graus. É fraca ou forte, pode ser muitas vezes de muitos modos perturbada, enfraquecida, mas sempre alcança a vitória, atingindo em muitos uma perfeita segurança em Cristo, que não somente é o autor, como também consumador da fé. Por que que eu reli esses dois aspectos da fé que vimos na semana
passada, que é Uma obra gratuita de Deus e que essa fé às vezes é fraca, é forte, mas ela tá sempre crescendo, ela tá sempre desenvolvendo e ela vem do próprio Cristo, porque é assim com arrependimento também. E a gente vai ver hoje exatamente isso, que os aspectos, as características da fé são as mesmas características do arrependimento. Por isso que eu apresentei eles como dois aspectos próximos, juntos da continuidade da obra de conversão. Então, vamos entrar aqui no nosso tema de hoje, eh, o arrependimento, capítulo parágrafo primeiro do capítulo 15. A gente vai falar agora
sobre a origem do arrependimento. Então, da onde vem esse arrependimento? Ele vem, ele tem como mesmo origem eh que a fé, ele vem da graça de Deus. Parágrafo primeiro, aí tá aí no boletim. O arrependimento paraa vida é uma graça evangélica. Doutrina essa que deve ser pregada por todo ministro do evangelho, tanto quanto A da fé em Cristo. Então, vejam que a confissão já coloca fé e arrependimento juntos. Então, todo ministro tem que pregar tanto o arrependimento quanto a fé. Ou seja, ele eh todo mundo que prega a palavra precisa necessariamente chamar pecadores ao arrependimento
e também proclamar a obra de Cristo, a obra de salvação. Por quê? Porque foi exatamente esse o modelo de pregação que nós vimos nos Evangelhos. Começou com João Batista. João Batista pregava, Prenunciava a chegada do cordeiro e conclamava as pessoas ao arrependimento de pecados. Por isso que ele batizava com água. Bismo com água naquela época representava uma purificação de pecados. Então, a pregação de João Batista prenunciava a vinda de Jesus e também anunciava eh denunciava, melhor dizendo, o pecado e a necessidade de arrependimento. Pessoa então arrependida se batizava nas águas com João Batista. Quando Cristo
vem, ele faz a mesma coisa. Ele não batiza, mas ele vai pregar a vinda dele, a chegada dele, a chegada do reino dele e vai chamar ao arrependimento de pecados. É a mesma coisa. Então, irmãos, aqui, embora e essa parte da confissão seja direcionada aos ministros, é exatamente isso que é a pregação do evangelho. Eu já falei algumas vezes, eu vou ser insistente nisso por um tempo, tá? quando for necessário. Mas pregação não é Testemunho pessoal. Ah, hoje eu preguei o evangelho. Que bom, o que que você fez? Não, não. Deu meu testemunho de vida.
Seu testemunho de vida não é pregação, tá? Seu testemunho de vida é o que Deus fez na sua vida. Isso é bom, isso é bacana. A gente tem que falar isso para as pessoas mesmo. Isso glorifica a Deus, isso exalta o nome do Senhor. Mas isso não é pregação. Pregação é exatamente o que a gente viu aqui. Vê aqui na confissão e Vê no ministério de João Batista, de Jesus e dos apóstolos. Pregação tem que ter duas coisas. Tem que informar duas coisas. Tem que informar o evangelho, trazer o evangelho como notícia, trazer a obra
de Cristo que veio morrer pelos nossos pecados e chamar, convocar os ouvintes ao arrependimento. Isso é a pregação, irmãos. Então, se a gente quer pregar o evangelho a todo mundo na nossa vida, a gente tem que falar sempre essas coisas. Tem que falar Da obra de Cristo, do que ele fez por nós na cruz e do que que a gente tem que fazer em resposta, nos arrepender dos nossos pecados. A gente vai ver hoje o que que é esse arrependimento. A gente vai ver hoje essa segunda parte, esse segundo aspecto, beleza? Então isso é pregação,
tá? Mas aqui o mais importante desse primeiro parágrafo é a primeira eh qualidade que a confissão coloca o arrependimento. O arrependimento pra vida é uma graça evangélica. O que que significa essa expressão uma graça evangélica? É que ela vem até nós pela graça de Deus. Ou seja, sem mérito nenhum nosso através do evangelho. Isso que é uma graça evangélica, igual a fé. A fé é uma graça evangélica, é dada por Deus, eh da parte de Deus exclusivamente, não é nosso e chega por nós pela pregação do evangelho. E eu falo para vocês, irmãos, esse é
o ponto mais importante da nossa aula, porque ele é contrainttuitivo. Quando a gente fala de arrependimento, a gente sempre pensa como algo interno nosso, como algo que a gente tem e que a gente precisa exercer, não é? Não, a gente tem que se arrepender. Então vou lá, tem que me arrepender do meu pecado. Então é como se fosse algo nosso. Por mais que a gente tenha essa ideia de que não, o Espírito Santo que nos convence do pecado, é Deus quem nos leva ao arrependimento. É muitas vezes a nossa sensação e até a percepção comum
popular É de que o arrependimento é algo nato, é algo que já tá dentro de nós. A capacidade de se arrepender, a habilidade de se arrepender. Qualquer um pode se arrepender. Basta ter vergonha na cara. E não é bem assim. Quando a gente fala principalmente sobre o arrependimento paraa vida, ou seja, aquele arrependimento que gera salvação, aquele arrependimento que nos dá acesso à vida eterna, a gente então vê que tá Longe de ser algo que é nosso, do qual nós podemos desfrutar uma habilidade e a qual a gente pode eh exercer. Não é assim. Na
realidade, é um dom gratuito de Deus. Então, vamos começar, vamos olhar na Bíblia isso, tá? Vamos olhar eh textos na Bíblia. Mas antes disso, eu vou olhar o outro lado, porque eu sei que há texto na textos na Bíblia que quando mal interpretados podem nos levar a crer de que não. O arrependimento é algo nosso e basta a gente exercê-lo. Então, vamos olhar esses textos primeiro. Atos 17:30. Nós vamos olhar os textos que nos dão a outra impressão de que o arrependimento é algo que a gente pode eh desfrutar e aplicar por conta própria. Atos
17:30. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância. Agora, porém, notifica aos homens que todos em toda parte se arrependam. Atos 17:30. Então, qual a impressão que esse Versículo nos dá? Que Deus tá chamando todo mundo a arrependimento, não é? E por isso todo mundo pode se arrepender, certo? A primeira parte é verdadeira, a segunda não. Então, sim, Deus está chamando todo mundo ao arrependimento. Como eh falei na eh na liturgia hoje, a gente vê na Bíblia inteira o tempo todo Deus convocando os homens ao arrependimento. O tempo todo Deus está chamando as
pessoas ao arrependimento. E aqui, mais Uma vez, fica muito claro com esse verbo notifica, ou seja, ele informa, ele dá informação que o homem precisa se arrepender. Só que, irmãos, isso aqui não necessariamente pressupõe que o homem, por conta própria é capaz de se arrepender, tá? Isso é muito importante. Então, o fato de Deus chamar todo mundo ao arrependimento, o fato de Deus notificar e informar a humanidade que é necessário Que ela se arrependa dos seus pecados, não implica, não traz junto com a mensagem que nós, por conta disso, somos capazes de nos arrependermos livremente
por conta própria. Então, irmãos, o fato de Deus ordenar algo não eh garante que nós temos a capacidade para cumprir essa ordem. Isso é muito importante, porque muitas vezes a gente percebe pessoas construindo a teologia exatamente dessa forma. Ora, se Deus mandou, se Deus Ordenou, se Deus demanda do homem determinada situação, determinada ação, então é porque o homem é capaz de realizá-la. Não necessariamente. Essa conclusão não é bíblica. Essa conclusão não é lógica. Você pode dar uma ordem sem necessariamente aquela pessoa ter a capacidade para aquilo. E é como a gente viu no texto de
Thiago, mas daqui a pouquinho eu vou mencioná-lo de novo. Mas Deus realiza em nós tanto o querer quanto o realizar ou efetuar. Ou seja, a Vontade e a capacidade vem do próprio Deus, certo? Então, quando Deus ordena, quando Deus chama ao arrependimento todos os pecadores, ele simplesmente está manifestando a sua vontade, manifestando o seu caráter de que o pecado é algo ofensivo à sua santidade e que o arrependimento, a o a o abandono daquela vida de pecado é aquilo que ele espera e aquilo que ele gostaria de todos os homens. Agora, eh, a gente precisa
ver se há essa capacidade. Um outro texto também que é utilizado, Lucas 15, 16 e 17. Esse aqui é até mais claro, entre aspas. Lucas 15, 16 e 17. Aqui a gente tá na parábola do filho pródigo, a parábola dos dois irmãos. Vamos lá. Lucas 15, 16 e 17. É no momento em que o garoto se arrepende. Versículo 16. Ali desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lheva nada. Então, caindo em si, Disse: "Quantos trabalhadores do meu pai tem pão fartura e eu aqui morro de fome". Pronto. É a mudança da
vida desse sujeito, é a transformação, é o verdadeiro arrependimento. E aí quem defende o livre arbítrio vai usar esse versículo. Tá vendo, ó? Caindo em si, porque o garoto do filho pródigo, ele caiu em si. Ninguém pregou para ele, ninguém deu um sermão para ele. Ninguém chegou e falou assim: "Meu filho, olha só o que como é que era na casa do seu Pai. Volta para casa, larga essa vida, tá vendo?" Então, a Bíblia defende livbito. Foi Jesus que contou essa história. Como que a gente sai dessa gente? Primeiro, a gente não pode ter uma
leitura ingênua do texto. A gente tem que ler o texto dentro do contexto dele. E o contexto dele é um contexto de parábola. E o que que é uma parábola, gente? O que que é uma parábola? Podem arriscar. Uma história. Exatamente. É uma história, mas é uma história com um objetivo moral. Aí toda parábola tem um grande ensinamento e esse grande ensinamento é que norteia toda a interpretação da parábola. Como parábola, como história moral, ela então é fictícia e os elementos fictícios dela tem que ser reconhecidos dessa forma. Ou seja, nem tudo na parábola tem
um objetivo de ensino, mas tem um objetivo de construir a narrativa Para o ensino dela. Então, quando a gente olha aqui, o objetivo da parábola não é ensinar sobre o arrependimento. E isso daí é que a gente chama parábola do filho pródigo. Agora eu já tô começando a mudar isso. Vocês viram, os mais atentos viram o que eu falei, a parábola do filho pródigo, a parábola dos dois irmãos. Porque a parábola não é sobre o filho pródigo, a parábola é sobre os dois irmãos ou a parábola sobre O pai. Um homem tinha dois filhos. É
assim que começa. Não era um rapaz tinha um irmão. Percebe? Então essa parábola é sobre a graça de Deus, não é sobre arrependimento. Porque vejam, aquele garoto se arrepende ou não se arrepende? O arrependimento dele era capaz de lhe comprar, de lhe restaurar todos os benefícios de filho. Sim ou não? Quem restaura isso para ele é o pai. O que que ele fez para merecer isso? Nada. Tanto que ele volta para ser um dos servos do pai. Essa, esse é o centro da parábola. A gente não pode olhar em cada detalhe da parábola e achar
que isso é ensino, porque a parábola nos dá outro detalhe, por exemplo, o filho mais velho, que o filho mais velho é uma comparação com os fariseus que não estavam aceitando Jesus pregar pros pecadores e para publicanos, certo? Esse é o contexto da parábola. Jesus tá contando essa parábola para Fariseus, para judeus. Então, o filho mais velho não quer participar daquilo que tá acontecendo e rejeita o irmão. No contexto da parábola, o filho mais velho representa aqueles que vão ficar fora do reino. Tanto é que o filho mais novo está banqueteando na mesa e o
filho mais velho tá do lado de fora. Mas se a gente olhar os detalhes, o filho mais velho perdeu a herança, sim ou não? Então, se a gente fosse colocar todos os Detalhes dessa parábola ao pé da letra, a gente poderia afirmar que até aqueles que rejeitam a obra de graça, da graça de Deus, também vão ser salvos. Não é que todo judeu, independente de ter acreditado em Cristo ou não, também seria salvo, porque são os filhos mais velhos. Percebem o perigo da gente pegar cada detalhe e é olhar fora do seu contexto? Então, esse
caindo em si da parábola dos dois irmãos, da parábola do filho pródigo de longe, Não é não é um argumento em favor do livre arbítrio. Eu gastei um pouquinho mais de tempo porque o texto tá muito claro que veio do próprio garoto, mas isso aqui não tem nada a ver porque não é o objetivo da parábola nem de Cristo. Sim, dona Jina. Ele achou que ele não é, mas é isso mesmo, donvelino. O perdido é o mais velho também. Eh, porque ele se achava merecedor, ele se achava digno só por ele ter eh nascido e
ficado ali do Lado do Pai obediente o tempo todo. E é exatamente essa a postura dos judeus. Então eu eh ele eu sou eh descendente de Abraão. Eu obedeci a lei o tempo todo. Então eu mereço a salvação. Essa era a postura dos fariseus da época. É justamente isso que Jesus tá combatendo com a parábola. Ele tá ensinando que na realidade a salvação é pela graça de Deus, não é pela eh pelo mérito de ninguém. Em outra parábola, Jesus também ensina isso, a parábola dos Trabalhadores, que ele contrata um sujeito 6 horas da manhã a
um denário e contrata outro a 5 horas da tarde a um denário e ele paga a mesma coisa para todo mundo. Aí o cara que trabalhou o dia todo reclama: "Pô, mas vou ganhar a mesma coisa desse cara que ganhou, trabalhou meia hora." E aí a conclusão de Jesus e do Senhor na parábola é: "Vem cá, eu faço o que eu quiser com o meu dinheiro. Eu não tô te pagando exatamente o que eu te prometi. Eu tô Sendo justo. Eu te prometi um denário, tá aqui um denário." Então Deus vai distribuir a salvação da
forma que ele quer para quem ele quer. Esse é o objetivo dessa parábola. Isso é graça de Deus também. Sim. Exatamente, Juite. Tem muita gente aí por aí achando que pelas obras, obras de caridade, obras de bondade, vão se salvar. E é pela graça, né? Hum. É isso mesmo. As pessoas acabam achando que é no mérito próprio, né, que a salvação vem, mas não é no mérito próprio, é na graça de Deus. Então agora vamos eh olhar como que o arrependimento é então fruto da graça, ou seja, ele vem atrás nós por causa da graça
de Deus. Segunda Timóteo 2 25 e 26. Segunda Timóteo 2, 25 e 26. Então aqui Paulo tá instruindo Timóteo como pregar o evangelho e até instruir as pessoas ao arrependimento paraa Conversão. Versículo 25. disciplinando com mansidão os que se opõem na expectativa que Deus do quê lhes conceda? não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade. Aqui, irmãos, o arrependimento é o arrependimento paraa vida, não é simplesmente o arrependimento para Alguém que está
cometendo pecado. Então, alguns até podem sugerir essa interpretação, não. que Paulo tá falando para disciplinar quem já é crente, quem já recebeu arrependimento paraa vida. Mas isso não faz sentido nesse contexto, porque, ó, conceda não só arrependimento para conhecerem plenamente a verdade. E no versículo anterior, Paulo vai falar eh sobre a instrução a todos. Então aqui é um ensino geral e a gente vê claramente que Deus na expectativa que Deus conceda o arrependimento. Isso faz todo sentido quando a gente vê outros textos que a gente já tá familiarizados que nos eh mostram, nos ensinam que
o Espírito Santo é quem convence do pecado. Então, vejam, o arrependimento vem de Deus e de Deus somente. Atos 11:18. Atos 11:18. E ouvindo eles essas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, Dizendo: "Logo também aos gentios foi por Deus concedido o quê? O arrependimento para a vida. Foi concedido por Deus. foi por Deus concedido. Ou seja, o nosso arrependimento é fruto da graça de Deus. A origem do nosso arrependimento é a graça de Deus. Dúvidas, irmãos? Tranquilo aqui? Podemos seguir, então? Beleza. Segundo parágrafo. Agora, definição de arrependimento pra vida. O Que que é esse arrependimento
paraa vida? O que que é esse arrependimento que a gente tá falando aqui já há um tempinho? Parágrafo segundo, movido. Movido o quê? O arrependimento pelo reconhecimento e pelo sentimento, não só do perigo, mas também da impureza e da odiosidade do pecado. Como contrário à santa natureza e justa lei de Deus. Ao aprender apreender a misericórdia de vida manifestada em Cristo aos que são penitentes. O pecador Pelo arrependimento de tal maneira sente e abomina os seus pecados que deixando-os se volta para Deus com a intenção de andar com ele em todos os caminhos de seus
mandamentos esforçando-se para isso. Então, irmãos, o verdadeiro arrependimento, esse arrependimento pra vida que vai nos conduzir à vida eterna, ele inclui um reconhecimento, um sentimento e uma vontade. Ou seja, o arrependimento Paraa vida é integral no ser humano, é integral no nosso ser, ele influencia tudo que nós somos. E aqui é lógico que é uma divisão teórica, né? a Bíblia, enfim, a gente não consegue dividir, eh, a gente não consegue ver toda essa divisão, mas a gente vê que o arrependimento ele inclui a nossa razão, o nosso entendimento, ele inclui o nosso sentimento, os nossos
afetos, as nossas emoções, o nosso coração e inclui a Nossa volição, a nossa vontade, a nossa determinação, a nossa disposição para realizar as coisas. E a gente vê que essa integralidade do arrependimento tá presente aqui no parágrafo segundo. Então, por exemplo, a razão, ele começa com o reconhecimento. É um, é algo objetivo, é algo racional. A gente precisa compreender o qual é a raiz da nossa natureza pecaminosa. Precisa compreender a nossa ofensa contra a santidade de Deus. Então, o arrependimento verdadeiro, o arrependimento para a vida, ele inclui o reconhecimento. Não é à toa que ele
chega até nós através da pregação da palavra. Pregação da palavra é informação. Informação sobre a obra de Cristo e chamado para o arrependimento, não é? A gente acabou de ver. Então, a assimilação dessa informação, o Entendimento dessa informação vai nos levar ao arrependimento paraa vida. Não existe arrependimento sem entendimento da verdade, sem entendimento do que a gente tá passando. Então, muitas vezes a gente pode, a gente acaba vendo pessoas que eh se dizem convertidas, mas elas não tiveram entendimento. Então, normalmente são essas campanhas, esses cultos extremamente emocionalistas, sem emotivos e sem conteúdo. Aí a pessoa
vai Lá, chora, se emociona. Não, agora eu amo Jesus e aqui eu vou entregar minha vida para Jesus. Mas por que que você entregou sua vida para Jesus? Porque ele é o meu bem mais precioso. Agora eu amo Jesus. Mas por que que você entregou? Porque eu amo Jesus. Você vê não tem conteúdo, não tem base. A resposta tem que ser assim: Por que que você serve a Cristo? Porque ele morreu pelos meus pecados. Que era para eu est indo pro inferno agora. Eu tava condenado pro inferno. Ele morreu na cruz pelos meus pecados. Ele
me comprou da morte. Vejam, é uma informação objetiva que vem pela pregação do evangelho. Isso é o evangelho. A gente precisa compreender isso para sustentar o nosso arrependimento. Mas o nosso arrependimento não é só razão. Por outro lado, a gente não eh pode somente compreender isso. A gente Precisa também ter o nosso sentimento, os nossos afetos, as nossas emoções transformadas pelo Espírito Santo. E aí, que é o que ele coloca? Pelo reconhecimento e pelo sentimento, não só do perigo, mas também da impureza e da odiosidade do pecado, como contrária a contrário à santa natureza e
justa lei de Deus e ao apreender a misericórdia divina. Então, o que que a confissão tá nos ensinando aqui? que agora a nossa o nosso afeto, o nosso Sentimento em relação ao próprio pecado deve ser nada mais nada menos do que ódio contra ele, odiosidade contra o pecado. Sim. Ótima pergunta, dona Jena. Dona Jena me perguntou: "Primeiro vem a mente e depois vem o coração". Não necessariamente, como eu falei, é uma divisão aqui a critérios didáticos para a gente aprender que o arrependimento envolve todo o ser, todo o nosso ser, tá? Tudo aquilo que nos
define como ser Humano. Mas assim, ah, é primeiro e o é primeiro a razão e depois sentimento, não, mas nunca é um só, tá? A gente não sabe o que que acontece. Normalmente é tudo, tá? Normalmente o verdadeiro arrependimento, ele vai nos envolver como um todo. Ele precisa nos envolver como um todo. Então eu não tô colocando aqui na ordem que acontece, tá bom? Eu só separei para organizar o ensino, para mostrar que ele envolve todo o nosso ser. E o nosso ser inclui a razão, os Nossos sentimentos e a nossa disposição, a nossa vontade,
nosso desejo de fazer as coisas, aquilo que nos move como ser humano, tá? O arrependimento precisa envolver todas essas coisas. Ele precisa nos transformar nesses três níveis, tá? Mas não necessariamente é um primeiro depois o outro. Às vezes é tudo ao mesmo tempo, tá bom? Então a gente tem o segundo que é eh que é são os afetos, é o nosso sentimento em relação ao pecado. Então o arrependimento ele primeiro eh Primeiro não, né? Ele inclui a razão, então a nossa percepção, nosso entendimento do pecado, da nossa ofensa contra Deus de maneira objetiva, racional, mas
também a nosso sentimento, aquilo que causa em nós. E um texto que para mim deixa isso muito claro é em Ezequiel 36 versículo 26. Ezequiel 36:26. 36. Aqui Ezequiel tá falando sobre a conversão, sobre o dia em que o Espírito Santo vai ser derramado sobre a igreja, mas aqui é sobre a conversão, sobre a regeneração. Versículo 26. dar-vos ei coração novo, porei dentro de vós o espírito novo. Tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Então, irmãos, essa é a ilustração aqui na profecia de Ezequiel para conversão, para a verdadeira
conversão. E aí, a partir do versículo 27, ele vai descrever os efeitos dessa regeneração, dessa conversão. Vamos pular pro Versículo 31, nentre muitos efeitos. Esse é o que eu quero destacar. Versículo 31. Então vos lembrarei dos vossos caminhos e dos vossos feitos que não eram bons, e terei nojo de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações. Irmãos, é assim que o arrependimento verdadeiro influencia, transforma as nossas emoções. A gente precisa se envergonhar daquilo Que a gente fazia. A gente precisa ter nojo de nós mesmos. A gente precisa ter ódio de determinadas
partes do nosso ser que são contra a vontade de Deus. Isso é o verdadeiro arrependimento. Agora, o que que não é o verdadeiro arrependimento? É quando, por exemplo, a gente confronta alguém que tá lutando contra o pecado. Eles fala: "Poxa, mas você tá aí na luta e aí?" "Ah, sabe como é que é, né, pastor? Sou pecador, eu tô aí na luta, tô tentando, tô pedindo a Deus, mas sabe, não tem repulsa, não tem vergonha, não tem nojo. Eu gosto da desse versículo 31, porque ele é muito intenso. É assim que a gente tem que
ter. E irmãos, isso é maravilhoso para nós olharmos para nossa vida e identificarmos quais pecados que ainda temos ou que tínhamos no passado que não nos causa essa repulsa. Devemos então buscar o Senhor, falar: "Senhor, gera em mim esse sentimento em Relação a esse pecado, em relação a essa fase da minha vida." ou outras cois outras vezes também quando a pessoa se converteu, aí tinha uma vida totalmente dissoluta. E aí o sujeito fala assim: "Não, mas quando era jovem, cara, aproveitei, hein? Pô, fiz coisa para caramba, mas eu já larguei aquela vida, graças a Deus
aceitei Jesus". Você falou: "Que isso, cara? Você vê que o tom da pessoa de orgulho de não, porque eu fazia, mas tava tudo Errado, eu não sabia, eu não tinha ideia. O cara tá tirando onda". Então é diferente falar assim: "Meu irmão, isso é uma fase da minha vida que eu apaguei, que eu não quero nem mencionar. Chega! Graças a Deus fui liberto disso. Isso agora é só passado. Deixa eu te contar o qual é a minha vida hoje. Aí sim você pode falar o testemunho. Qual minha vida hoje? Mas aquilo ali, meu irmão, tem
até vergonha De mencionar. Percebem? Isso é o verdadeiro arrependimento. É que causa noja, que causa repulsa, que você não consegue se olhar no espelho. É lógico que a gente não vai viver uma vida de autocomiseração, uma depressão eterna contra aquilo que a gente sempre foi, contra aquilo que a gente era. Não é isso que eu tô dizendo, mas que quando a gente olhar pro nosso coração, olhar pro nosso pecado, olhar Pro nosso pecado passado, isso tem que ferir a gente, cara. Eu não acredito que eu fui capaz de fazer isso. Que vergonha, Senhor. Maldito o
dia que eu fiz tal coisa. quisera eu não ter essa mancha na minha história. É essa dor, é esse sofrimento, é esse entendimento que a gente tem que ter em relação ao pecado. Isso é marca do verdadeiro arrependimento. Então é a compreensão do que é o pecado, que é ofensa para Deus, mas também é uma Transformação da nossa, do nosso sentimento, da nossa emoção. Mas também aqui tem um detalhe nesse segundo parágrafo que a confissão coloca movido pelo reconhecimento e sentimento não só do perigo, mas também da impureza. Então esse detalhe que não só perigo,
não somente do perigo, a confissão tá dizendo: "Olha só, o arrependimento não é simplesmente por medo, não é por medo das consequências. O perigo aqui é o perigo de eh de Condenação eterna, mas por um sentimento, então é genuíno, é um sentimento contra o pecado, não simplesmente eh a um sentimento de autopreservação. Percebem? E por último, o terceiro eh aspecto aqui é o aspecto da volição. E aqui a volição é o nosso desejo profundo. A volição é a nossa disposição. Isso daí também precisa ser transformado. Ou seja, agora a gente tem a vontade, a gente
tem o desejo de mudar de vida, A gente tem o desejo de de transformar, de retirar, de e fazer tudo que é necessário para que a gente tenha uma vida sem pecado. E esse ponto é muito importante, gente, porque o arrependimento genuíno, ele não significa necessariamente uma mudança radical e perfeita de imediato. Ok? Então, existem situações em que a pessoa ao ser convertida, Ela ainda vai demorar um tempo para se livrar do pecado. Nós mesmos ainda lutamos contra o nosso pecado, contra muitos pecados dos quais a gente já gostaria de ter se libertado. Mas isso
não diminui o nosso arrependimento paraa vida. Desde que a nossa vontade, a nossa disposição, o nosso desejo mais profundo, a nossa motivação paraa vida seja vencer aquele pecado. Então, é o contrário da pessoa que Aceita. É, não, já pedi para Deus várias vezes, ele não me tirou. Tá vendo? É igual Paulo lá com o espinho da carne, minha graça te basta. Então é isso aí, vou ter que conviver com esse pecado o resto da vida. Não, irmãos, não é assim. a nosso, o nosso desejo, a nossa vontade, a nossa disposição tem que ser o tempo
todo voltada para eh vencer aquele pecado. Agora, isso significa que nunca mais vai pecar? Não, infelizmente não. Por causa Da nossa realidade pecaminosa que a gente ainda está combatendo e está lutando, mas isso não desqualifica o arrependimento genuíno. Quer ver um texto interessante para isso? Lucas 17 versículo 3 e 4. Lucas 17 versículo 3 e 4. Autelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o. Se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se por sete vezes no dia pecar contra ti, sete vezes verter contigo, dizendo: "Estou arrependido, Perdoa-lhe". Então, vejam, eu gosto dessa dessa versão de Lucas, porque ele
eh ele coloca esse detalhe. Se por sete vezes no dia, ou seja, o sujeito pecou, se arrependeu, foi pedir perdão, aí logo depois ele pecou de novo, falou: "Não, então você não se arrependeu, porque se você tivesse se arrependido, você não tinha feito de novo." Não é assim que a gente pensa? Mas muitas vezes determinadas lutas a Gente não vence de primeiro. E aqui um ponto importante dessa evolição, dessa vontade, desse desejo que nos ensina é que o nosso arrependimento paraa vida não é marcado pelo nosso desempenho, ele é marcado pela transformação em todo o
nosso ser. Então, eu entendo que é pecado, eu entendo que o que eu cometi é nojento, é indigno, é repulsivo. E eu quero mudar isso, só que eu não consegui de novo. Isso é a marca do arrependimento verdadeiro. É assim que a gente tem que lutar contra os nossos pecados e assim que a gente tem que reconhecer também o esforço do pecado do nosso próximo. Então, o arrependimento ele é integral, ele envolve a nossa razão, ele envolve os nossos sentimentos e ele envolve a nossa volição, a nossa vontade, o nosso ímpeto de vida, os nossos
desejos. Dúvidas até aqui, gente? Sim. Uhum. Isso não tá eh realmente eh é interessante aqui porque Jesus não condiciona o é o o perdão arrependimento. Mas nesse exemplo aqui de Jesus, embora não seja uma parábola, ele também é um exemplo, digamos assim, metafórico. O sujeito se arrepender sete vezes no mesmo dia, então, né? Não é, não é assim tão trivial uma situação como essa. É só um jeito de Jesus exagerar a situação para para dizer exatamente isso. Olha, Havendo arrependimento, a gente precisa perdoar, ok? Havendo arrependimento, a gente precisa perdoar. Então, a gente também não
pode fazer esse paralelo com o nosso arrependimento em relação a Deus. Deus não nos perdoa. A gente vai ver isso agora. Deus não nos perdoa por causa do nosso arrependimento. O nosso arrependimento não move o perdão de Deus. Mas nas relações interhumanas, aí sim a gente eh vai perdoar aquele Quando ele chega ao ao arrependimento. Mas isso também não é exclusivo. A gente não só perdoa quando a pessoa se arrepende. É uma outra situação que não foi tratada aqui. Porque a pergunta de Pedro é quanto a gente deve perdoar? E aí, eh, Jesus vai usar
da eh da perspectiva daquele que foi ofendido e que está recusando perdão. Então, o ensino aqui de Jesus é: a gente nunca deve recusar perdão. A gente nunca deve recusar perdão. Então, a gente, por causa desse exemplo, a gente só pode perdoar quem realmente tá arrependido, quem veio até nós? Não, a gente tem que entregar perdão a todos, a todos os nossos ofensores, mesmo não pedindo perdão. Um bom exemplo é o de Estevão. Estevão sendo eh eh morto, ele ora em favor daqueles que estão executando ele. Pai, perdoa-lhes. O próprio Jesus fez a mesma coisa.
Então eles não chegaram ao arrependimento ali, Eles continuaram a execução e mataram Estevão. Mas isso nos mostra que o nosso perdão não deve depender do arrependimento alheio. Entretanto, se aquela pessoa veio até nós inúmeras vezes pedindo perdão, mostrando arrependimento pelo mesmo pecado que seja, pode ser assim uma coisa absurda, que aí, né, de novo o argumento pelo exagero aqui de Jesus. Sete vezes no mesmo dia a gente tem que perdoar. É nessa ideia. Tranquilo. Exatamente. Eh, se a gente, se esse fosse o critério de Deus, né, a gente não receberia perdão. E é por isso
mesmo que o nosso arrependimento não condiciona o perdão de Deus, porque o nosso arrependimento, primeiro vem dele, depende dele. E segundo, a gente ainda precisa se arrepender de muitas coisas. Então, o perdão dos nossos Pecados tá exclusivamente lastreado, ancorado na obra de Cristo. Tá bom? Lá, Jonathan. Uhum. Exatamente. Exatamente. Perfeito. Perfeito. É aquela parábola do credor, né? incompassivo. Sujeito tinha uma dívida pequena com o rei, foi eh perdoado da dív uma dívida gigantesca com o rei, impagável, foi perdoada a dívida e ele não pôde perdoar a dívida Contra ele, muito pequena. Aí o rei falou
assim: "Então você é mal, então agora você vai ficar preso até você pagar a dívida". Só que ali pela parábola ele ia ficar eternamente na cadeia, né? Ia ser prisão perpétua. É exatamente isso, Jonathan. Quando a gente então reconhece o perdão de pecados que a gente recebeu em Cristo, a gente pode e deve então responder isso com perdão entregue aos outros. Caso contrário, a gente não entendeu ainda a Graça que chegou até nós, né? a gente se coloca num patamar superior, ou melhor, não é nem que a gente se coloque num patamar superior, mas é
como se a gente colocasse a ofensa que o outro fez contra nós maior do que a nossa ofensa contra Cristo. É essa a ideia. E o arrependimento genuíno, verdadeiro, como a gente viu aqui, ele inclui o nosso sentimento de que a nossa ofensa é impagável. A gente a gente ofendeu o Deus todo- poderoso, Deus santo, Deus verdadeiro. E essa ofensa foi coberta pelo sangue de Cristo. Então não há outra ofensa que a gente não possa cobrir, não com o nosso sangue, mas com o nosso perdão, né? Não há, não há. parágrafo terceiro. Aqui em diante
é mais, a gente vai mais rápido porque realmente eu queria dar muito, muita ênfase a esses parâmetros aqui dos dois primeiros parágrafos, onde concentra aqui a partir do três é um pouco mais Prático. Então vamos lá. Ainda que não devamos confiar no arrependimento como sendo de algum modo uma satisfação pelo pecado aqui o que a gente acabou de discutir. Então ele tá dizendo, a confissão tá dizendo, o arrependimento não é de modo nenhuma satisfação pelo pecado. Ou seja, o nosso pecado não é satisfeito por causa do nosso arrependimento. Deus não vai olhar e falar: "Poxa,
que bacana, o Víor se arrependeu, então tá perdoado". Não, ele Não espera nós irmos até ele, tá? ou em qualquer sentido a causa do perdão dele, que é ato livre da graça de Deus em Cristo. Ou seja, o perdão é ato da graça e o arrependimento é ato da graça. Então, é tudo ato da graça de Deus. A graça de Deus nos habilita a eh reconhecermos o nosso pecado e buscarmos, né, perdão, o arrependimento. E ela nos concede o nos concede o perdão de pecados. Contudo, o arrependimento, ele é de tal Modo necessário aos pecadores
que sem ele ninguém poderá esperar o perdão. Então, como assim? Não é a causa do perdão, mas sem o arrependimento ninguém pode esperar o perdão. Parece que contradiz aqui. Essa é a forma da confissão dizer que o arrependimento é a marca do verdadeiro convertido. Aquele que encontra o perdão é aquele que foi convertido. Então, vejam, e a gente precisa olhar a obra como um Todo de da regeneração pra gente compreender isso. Então, vamos lá, toda a história de novo. Cristo morre pelos nossos pecados. Ele paga os nossos pecados na cruz, certo? E então Deus aplica
a obra de Cristo em nós pela graça. Como que nós temos acesso a essa obra na nossa história? Quando o Espírito Santo transforma o nosso coração em coração de pedra para coração de carne, nos santifica, nos separa, nos regenera. E então agora nós estamos habilitados a sermos unidos a Cristo. Uma vez unidos a Cristo, nós então compartilhamos dos méritos de Cristo. E agora nós temos os nossos pecados cobertos pelo sangue de Cristo, porque fomos unidos a ele. Uma vez unidos a ele, agora então somos regenerados, transformados e a nossa disposição muda. E é nos dado
o arrependimento. E uma vez arrependidos, nós então olhamos pra obra de Cristo, perdão de Pecados, como a sustentação da nossa salvação. E aí temos acesso ao perdão. Então, vejam, tá tudo conectado. Foi isso que a confissão tentou dizer aqui. Então, no final das contas, o nosso arrependimento não move e não e traz o perdão de pecados, mas pela graça do perdão de pecados vem a nós o arrependimento. E esse arrependimento, de fato, nos faz desfrutar desse perdão de pecados. Deus só vai perder a quem tá arrependido. Ele Só vai levar o arrependimento aquele que será
perdoado. Beleza? Que lendo assim o texto, ele fica meio meio truncado mesmo, né? Parece. É verdade. Exatamente. É um combo. É tudo junto. A gente tem que entender essa dinâmica aí. Dúvida, gente, nesse capítulo, nesse parágrafo? Tranquilo, né? Tranquilo agora, né? Vamos lá. Parágrafo quarto. Como não há pecado tão pequeno Que não mereça condenação, e assim também não há pecado tão grande que possa trazer a condenação sobre os seus, sobre os que se arrependem verdadeiramente. Pera aí, eu eu li com uma entonação terrível. Deixa eu ler de novo. Como não há pecado tão pequeno que
não mereça condenação, assim também não existe pecado tão grande que possa trazer condenação sobre os que se arrependem verdadeiramente A Deus. Então, o que que a confissão está nos dizendo aqui? Primeiro que todo pecado, menor que seja, é ofensa a Deus, fere a santidade de Deus e por isso ele deve ser pago. Então, não existe um pecado pequeno suficiente que você fala assim: "Não, isso aí não precisa de arrependimento, não. Pecou pela ignorância ou pecou quando era criança, pecou quando era bebê". Não existe isso, gente. Todo pecado, toda ofensa contra Deus, toda Transgressão da sua
lei é digno de punição. OK? Entretanto, aí agora a confissão vai expor o outro lado. Não existe pecado que seja tão grande que o arrependimento não possa cobrir, ou melhor, não possa tirar. Não posso cobrir, não minto. Não possa tirar a salvação de quem se arrependeu. Não possa tirar a salvação de quem se arrependeu. Então aqui a confissão tá Falando da garantia da salvação. Ah, mas e aquele aquele eh pecado contra o Espírito Santo? Quem peca contra o Espírito Santo nunca foi alcançado por Deus. Por isso que ele eh não vai ser perdoado. Por isso
que ele é um pecado imperdoável. Porque quem comete esse pecado definitivamente não é um eleito. É isso que Jesus está ensinando aí lá em Primeira João, quando ele fala: "Olha, tem pecados paraa morte e tem Pecados que não são paraa morte. E aqueles pecados para a morte eu eu instisto a não orar por eles." O que que João tá dizendo? Pecados que são paraa morte são pecados cometidos por não regenerados, por não eleitos. E aí, e aí João tá dizendo, olha só, desses, dessa situação, dessas pessoas desiste, nem ora, porque é caso perdido. Que isso,
pastor? Então, tem gente que é caso perdido que eu não devo orar. Calma, a gente precisa entender o Contexto de João. Contexto de João eram de pessoas que já haviam professaram a fé. E aí João então fala: "Olha, eles saíram do meio do nosso meio porque não eram dos nossos". João, o apóstolo inspirado pelo Espírito Santo, tá dizendo: "Aqueles não eram eleitos, então para esses vocês não oram". Como a gente não tem essa iluminação de João, então na dúvida a gente ora por todo mundo, tá bom? Porque o arrependimento pode chegar para todos, Não vai
chegar para todos, tá? Vai chegar só pros eleites, mas pode chegar para qualquer um. Pode chegar para qualquer um. Tá bom? aqui. Então, pessoal, dúvidas aqui. Tranquilo. Deixa eu fazer uma pergunta rápida. Eu acho que tem tempo, porque de novo, o parágrafo 5 e se é aplicável e a gente já colocou toda a base para ele, então é mais ler e e aplicá-lo. Pergunta importante, dependendo da Resposta de vocês, mas sejam sinceros, hein, não vai correr pro almoço, não. Existe pecadinho ou pecadão? Gostei da convicção da Maila. Sim. Não. Sim. Tem distinção entre os pecados?
Sim ou não? Sim. Sim. Existe pecadinho e pecadão. Tá, gente? Então, sim, existe pecadinho e pecadão. Que que acontece diante de Deus? Todo pecado é grave. É isso que a confissão colocou agora na Primeira linha. Não tem um pecado tão pequeno, né? eh que não mereça, o arrependimento, que não seja, né, alvo do arrependimento ou não merece condenação, melhor dizendo. Então, todo pecado é grave, mas nem todos os pecados são iguais. Então, como transgressão da lei, de fato, eh qualquer pecado, qualquer transgressão, por menor que seja, vai condenar alguém pro inferno. Porque no Final das
contas, o que condena alguém ao inferno não é aquele pecado propriamente dito, mas é a disposição do coração contra Deus, contra a sua lei. O pecado é a manifestação da rebeldia do coração. E contra isso é que os homens serão condenados no inferno. Agora, a medida dessa condenação, essa punição vai ser de acordo com o seu próprio pecado. Então, rapidamente, o primeiro ponto, Tiago 2:10, que nos mostra que toda e qualquer Condenação eh leva eh alguém ao inferno. Tiago 21. Tiago 2:10. Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se
torna culpado de todos. De todos o quê? De todos os pontos da lei. Então, o que que Thago tá dizendo? Olha, se você errar, pecar, transgredir a lei de Deus em uma coisinha, você já é culpado da lei. A lei já vai te condenar. Não é que se você mentir, você também Vai ser culpado como adúltero, não é isso? Mas é que a lei já tá contra você para te condenar, seja qual for o seu pecado. Porque a lei, a lei de Deus, aqui a lei é referência à lei do Antigo Testamento, a lei de
Moisés. Mas a lei de Moisés é a transcrição, é a tradução da moral de Deus, do ser de Deus, da santidade de Deus. Então, tudo que o homem faz contra a santidade de Deus, por menor que seja, já coloca ele apto à condenação, digno de morte. E essa é a Condição que todos nós nascemos por causa de Adão. Nós herdamos esse fruto de Adão. Como agora sim, lá em Romanos 5:19, podem abrir, por favor, rapidinho. Romanos 5:19. Porque como pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também por meio da obediência de
um só, muitos se tornaram justos. Esse muitos aqui eh de Paulo é só para manter o paralelismo grego, tá? Porque aqui, na verdade, é todos se tornaram pecadores, Mas como a ênfase de Paulo, tá? Só que muitos se tornaram justo, nem todos. Aí ele, então ele manteve a palavra. No grego, esse muito pode ser muitos todos e vice-versa, tá? Então, só por uma questão de estética aqui, mas na realidade todos se tornaram pecadores por meio de um só. Por quê? Essa disposição contra Deus para ferir a lei de Deus veio por causa de Adão, do
nosso representante. E uma vez que a gente executa e realiza isso, a gente já se Coloca sob condição de pecado, sobre condenação de morte, tá? Então, todo e qualquer pecado é ofensivo contra Deus. Mas existem ofensas maiores e menores. E Jesus nos ensina isso. Mateus 11:21. Abrem aí, por favor. Mateus 11:21. Esse é um dos muitos exemplos. 11:21. Ai de ti, Corazim, e ai de ti, Betsaida. Porque se em Tiro e Sidom, se tivessem operado os milagres que em vós Se fizeram, há muito que elas teriam arrependido com pano de saco e cinza. Versículo 22.
E contudo vos digo, no dia do juízo haverá menos rigor para Tiro Sidom do que para vós outras. Então, esse dia do juízo é quando Deus vai estabelecer a pena de cada um. Então, para aqueles que negaram a obra de Cristo como Messias na sua primeira encarnação, eles serão muito mais eh penalizados por isso. Outro exemplo clássico de Judas, né? Ai daquele por Meio de quem o filho do homem é entregue. Outro exemplo em Apocalipse, quando abre então o livro da vida e abrem muitos outros livros, como diz João, livros com as obras de todos
os homens, com os feitos de todos os homens. E aqueles que não tinham nome no livro da vida, foram lidos os livros para sua condenação. Então, a gente percebe que eh há uma proporção no castigo. A condenação existe. A medida da pena Vai ser de acordo com o seu pecado. Certo, gente? Então, vou te a pergunta. Existe pecadinho e pecadão? Sim, existe pecadinho e pecadão. É porque a gente aprende desde criança o contrário, né? Não existe pecadinho e pecadão. Existe sim pecadinho pecadão. Tá bom? Todo qualquer pecado é suficiente para condenar o homem, mas a
depender dos seus pecados a pessoa vai sofrer mais ou menos, vai ser mais ou menos punida. OK? Fala, Maila. Exatamente. Ótimo ponto, Maila. Maa falou que isso até isso eh se reflete até na nossa realidade, até mesmo pros crentes. A depender do pecado que a gente comete, mesmo sendo crente, sendo salvo, a gente vai sofrer mais ou menos as consequências de Deus paraa nossa correção, pra nossa disciplina, paraa nossa santificação. Mas a gente vai sofrer mais ou menos. Parágrafo 5 e se agora. Os homens não devem se contentar Com o arrependimento geral, mas é dever
de todos os homens procurar arrepender-se particularmente de cada um dos seus pecados. Ué, mas não era graça, agora é dever. Confção tem dessas coisas. É muita teologia em pouco conteúdo. Lembra disso? Então aqui o que que ela tá dizendo? Ela tá dizendo que sim, existe esse arrependimento pra vida, que é aquele reconhecimento dos nossos pecados que nos leva à fé em Cristo Jesus ou a fé em Cristo nos leva Ao arrependimento, tanto faz, mas é aquilo que vai nos eh colocar diante de Deus, tá? Envolvendo a nossa mente, as nossas eh vontades e as nossas
afeições, os nossos sentimentos, mas não acaba por aí. A confissão tá dizendo que a eh a o arrependimento é contínuo na nossa vida. A gente deve buscar sempre o arrependimento, igual a fé. Lembra no início que eu falei que a fé e o arrependimento estão muito próximos? Porque a fé e o arrependimento são dom gratuito de Deus e a fé e o arrependimento também são algo contínuo. A gente deve buscar sempre se arrepender dos nossos pecados, olhar sempre pro nosso e ser pro nosso interior e lutar contra o pecado. Às vezes a gente vai ter
que lutar contra a nossa mente que acha que determinada situação na nossa vida não é pecaminosa, mas é pecaminosa. Às vezes a gente vai ter que lutar contra as nossas vontades. Então você Não tem força para lutar contra aquele pecado. Aquele pecado é maior ou parece ser maior do que você. Às vezes você vai lutar contra as suas emoções. Pastor, eu sei que isso é pecado, mas eu eu gosto disso. Eu queria não gostar disso. Emoções, sentimentos. Então, a gente vai lutar contra isso o tempo todo. E aqui, então, a confissão está olhando paraa nossa
santificação, ou seja, aquele processo contínuo de arrependimento. A gente identifica o pecado na nossa vida, O Espírito Santo nos convence do pecado. Então, a gente busca forças em Deus para lutar contra ele e seguir em frente. Tranquilo? Beleza? Esse parágrafo dúvidas? OK. E o parágrafo sexto, como todo homem é obrigado a fazer a Deus confissão particular das suas faltas, pedindo-lhes o perdão delas, o que feito achará misericórdia, se deixar os seus pecados. Assim também aquele que escandaliza o seu irmão ou a igreja de Cristo deve Estar pronto por uma confissão particular ou pública do seu
pecado e do pesar que por ele sente, a declarar o seu arrependimento aos que estão ofendidos. Isso feito, estes devem reconciliar-se com ele e recebê-lo em amor. Aqui, irmãos, eu acho um ponto muito interessante e importante da confissão, porque ele vai colocar na prática as ofensas contra nós e contra a igreja, os próprios crentes, um pouco aquilo que a Gente já falou sobre o perdão e sobre o arrependimento. Então, há momentos em que sim, o povo de Deus peca e nesse pecado ele escandaliza, escandaliza a igreja, escandaliza alguns irmãos, escandaliza os de fora. E aí
é nesse ponto em que a gente entra com o processo de disciplina na igreja. Então, o processo de disciplina ele serve para purificar a igreja. Esse é um dos objetivos que tá lá no Código disciplina da igreja presteriana. O outro é restaurar o irmão faltoso. E eu gosto desse parágrafo porque ele vai nos lembrar isso, esse que o Janta mencionou do eh aspecto da misericórdia. Então, quando a gente fala de arrependimento, a gente sim primeiro tem que entender o que é esse arrependimento paraa vida, ou seja, dentro da obra de conversão. Depois a gente tem
que olhar pro nosso dia a dia, as inúmeras faltas que nós temos contra Deus. E por isso devemos buscar o arrependimento. E por Fim, mas não menos importante, a gente precisa olhar paraas faltas que os outros cometem contra nós e até contra a igreja de Cristo. Então, vejam, no parágrafo sexto, a confissão é muito detalha detalhada e muito cuidadosa. Então ela deixa bem claro que aquele que faltar, aquele que cometer pecado, deve buscar sim a confissão, deve buscar o perdão e abandonar o seu pecado. Isso daí é a prova do arrependimento verdadeiro. O arrependimento é
um Reconhecimento. Veja toda aquela integralidade que a gente viu, reconhecimento do próprio pecado, o desejo de abandoná-lo e de fato a transformação, o pedido de perdão. Quando isso acontece, a gente aplica a disciplina. Uma vez encontrada os frutos de eh de arrependimento, aí então a gente restaura a pessoa eh da disciplina na igreja. E eu gosto desse termo frutos de arrependimento, porque isso mostra muito também da abolição. Muitas vezes a Pessoa disciplinada, ela não vai voltar 100%, ela não vai voltar perfeita, mas a gente vê que ela compreendeu a ofensa do pecado dela, a gravidade
do pecado. Ela se humilhou diante de Deus pedindo perdão, reconheceu aquilo. Ela teve o seu sentimento então transformado, viu aquilo de fato como vergonhoso, como ofensivo, como indigno na sua história. E a sua volição, agora ela tá fazendo Tudo para reparar, seja o pedido de perdão, seja qualquer outra ação reparadora. E isso daí é, esses são os critérios que nós usamos na restauração eh de alguém da disciplina. E esses são os critérios, irmãos, que nós devemos usar no perdão para nós eh de outros que nos ofendem, mas sobretudo quando nós somos os ofensores, quando nós
ofendemos ao próximo, a gente precisa reconhecer diante de Deus e daqueles que nós ofendemos Quais são e a a realidade do nosso pecado. Devemos de fato demonstrar a vontade, o desejo, a e a disposição para reparar todo o mal e lutar com o nosso sentimento contra aquilo que nos levou a determinada falta. Quando a gente compreende então a a doutrina do arrependimento nesses três sentidos, a gente começa a crescer em maturidade cristã e santidade. A gente entende o arrependimento pra vida, a gente entende A continuidade desse arrependimento no nosso dia a dia. E a gente
entende a aplicação desse eh desse arrependimento quando outros nos ofendem. E assim a gente cresce como igreja. Dúvidas? Tranquilo? Então vamos orar. Senhor nosso Deus e amado Pai, obrigado pela tua obra em nós. Obrigado porque um dia o Senhor nos chamou paraa vida em Cristo Jesus, nos regenerou através do Espírito Santo, nos concedeu a fé verdadeira na obra de Cristo, na sua pessoa, nos concedeu pela sua graça, o arrependimento pra vida. Senhor, obrigado por isso, Senhor. Queremos viver de forma digna do Senhor. Por isso, Senhor, dia após dia, que o arrependimento seja algo constante, seja
algo natural, seja algo próprio de cada um de nós, Senhor. Temos multidão de pecados ainda a combater no nosso na nossa vida, no nosso coração, na nossa mente. O Senhor Sabe cada um deles, Pai. Por isso, encha-nos do Espírito Santo para que a gente seja convencido deles, para que chegue ao nosso entendimento aquilo que te ofende, aquilo que é contra o Senhor. Transforma também a nossa volição, a nossa vontade, o nosso ímpeto, a nossa disposição para lutar contra os pecados que ainda temos, Senhor, em nome de Jesus. e muda as nossas afeições, os nossos sentimentos
contra aquilo que não vem do Senhor, que compartilhamos da sua Do seu coração, que tenhamos nojo, Senhor, que tenhamos ódio contra tudo aquilo em nós que não pertence a ti e que é indigno do Senhor. Pai, em nome de Jesus, pedimos, Senhor, que o Senhor também nos faça obedientes ao ensino de Cristo, quando ele nos diz que devemos perdoar sete vezes no mesmo dia, se necessário. O Senhor nos ensina a perdoar, nos ajuda a entregar perdão, a deliberar perdão, Nos mostra o quanto nós mesmos somos indignos, éramos indignos do teu perdão. Ainda assim, pela graça,
o Senhor nos concedeu e habilita o nosso coração, transforma, porque muitas vezes é orgulho, muitas vezes é são feridas que nos impedem de obedecer a Cristo. Nos ajuda, Senhor, a perdoar aqueles que nos ofenderam. E mais uma vez te agradecemos pelo perdão de pecados que temos no Senhor Jesus. Dá-nos um dia de paz, dá-nos um dia de descanso para tua honra E para tua glória, Senhor. Essa é a oração da sua igreja em nome de Jesus Cristo. Amém. M.