é que o que a gente chama de AI não é um pedaço de software, não é uma nova tecnologia que visa eliminar a agência, a racionalidade e o poder de decisão do ser humano. Todo mundo vai ter que se comportar, porque nós vamos ter tantas câmeras espalhadas pelas cidades americanas, sua casa vai ter uma câmera na geladeira, no seu quarto dormir. É assustador, é, é, é a sociopatia quatro cruzes.
E esses caras, como você falou muito bem, eles [música] viviam no subterrâneo >> que a revolução industrial inglesa, cada vez que eu vejo uma notícia do Reino Unido passando pelo que eles estão passando hoje, né, com o Partido Trabalhista, que trabalhista não tem mais nada, eu falo: "Hum, karma é dureza, né, meu? >> Os caras, >> a terra plana não dá volta, ela capota, né, car, os caras destruíram meio planeta para enriquecer, para fazer. Eu tenho grande admiração pelos cientistas ingleses, tenho grandes amigos lá.
Torço, assisto a Premier League, todo sábado, domingo. Mas meu, se há alguém com culpa no cartório do que esse mundo é hoje, né? Você vai na China, tá?
Você fala, fala dos ingleses em algum lugar na China, os caras falam: "É, século perdido, o século da vergonha". Até hoje o etos chinês tem no background a lembrança das duas guerras do ópio. Propósito, fizeram sei lá quantos milhões de seres humanos morrerem e se viciarem com OP para vender OP, tá?
Então para contextualizar, porque eu não sou, eu no meu laboratório, o cara chegava no laboratório e falava: "Eu sou vegano". Falava: "Filho, lá no Brasil a gente barbecue os veganos, então você toma cuidado onde você [risadas] tá. Tá, eu tô brincando.
Claro que não. >> Primeira primeira grande festa do meu laboratório do Brasil ganha a copa, né, do mundo. Eu chego na Duk, faço uma festa, né, do laboratório, né, aparece um amor de de uma postc minha da Índia, menininha, bonitinha, com dois hambúrguers veganos.
Eu falei: "Filha, vou criar um grill só para você, >> porque o meu DNA não permite [risadas] pr esse hambúrguer de soja do lado da minha picanha que eu trouxe de do Texas só pra festa, tá? Então, eu não sou do politicamente correto. O que ocorre aqui é que eu eu sou de uma geração que ainda foi educado politicamente, tá?
>> Tá. >> Eu ainda sou um cientista que não tenho menor pudor de dizer que eu tenho lado, que eu tenho visão política e que eu tenho ideologia minha. >> Uhum.
Porque eu vivia aqui, até eu trouxe para vocês a pouco, a gente vai falar daqui a pouquinho da, >> eu vivi aqui um momento que mais do que o Palmeiras, mais do que o Brasil, foi um momento que formou a infraestrutura da minha visão de mundo, que foi a ditadura, né? Eu eu vivi 21 anos, eu nasci em 61, de uma turma brutal, >> né, que levou esse país por beira do abismo, né, e lá fundo no abismo, né, que matou colegas meus da USP, né? Então eu tenho lado, não tenho problema nenhum, né?
Eu eu sempre falo lá no meu Instagram. >> Essa ciência não é neutra, professor. Não, [risadas] não, ela é neutra só para quem para quem, né, não tem a menor noção do que a ciência.
[risadas] Tanto ela não é neutra que ela tá do lado da humanidade, né? Ela não tá do lado dos caras que querem criar startups. >> Ela tá do lado da humanidade.
Quando no meu laboratório todo meu aluno começou a criar uma startup sem eu nem saber, eu cheguei e fiz uma reunião com o povo, que eu não fazia reunião no laboratório, né? Os caras ficavam pasmos, porque meus caras do lado todo, era toda semana, sexta-feira, reunião, que você fez nas últimas 24 horas. Eu nunca fiz isso.
Eu falava: "Meu, você tá no meu laboratório porque eu acredito que você é capaz, como adulto, >> de fazer o fazer o seu melhor, porque a sua carreira depende disso, tio. Você tá na orquestra de Berlim, se você não praticar violino dia e noite, eu não vou ser eu que vou estar aqui e vou te empurrar para praticar, né? Nem sou eu que vou te penalizar, porque >> e veja, os caras chegavam para mim quando eu era professor assistente, né, os mais velhos do departamento, nossa, você não faz reunião, os alunos estão queixando que você não faz, meu, meu chefe departamento, o Dr César aqui no Brasil, nunca fez, nunca participei de uma reunião de laboratório, do meu laboratório.
Bom, os caras estão na Princeton, tão na Brown, tão na Jones Hopkins, esses moleques que não faziam reunião se deram bem, tá? Então, o que eu tô alegando aqui é muito diferente, é que o que a gente chama de AI não é um pedaço de software, não é uma nova tecnologia, ela é parte de uma visão de mundo, >> ela é parte de uma ideologia de extrema direita que visa eliminar a agência, a racionalidade e o poder de decisão do ser humano, tá? para criar um sistema, como a Zubovski muito bem falou, que é ex-professora da Escola de Negócios da Harvard, que publicou o livro eh Surveillance Capitalism, tá?
Que eu recomendo para todo mundo que eu falo. >> E que o Larry Elliot, o CEO da Oracle, né, o maior investidor privado do genocídio de Gaza, é esse cara, tá lá nos Estados Unidos. Ela falou o seguinte: "Tudo isso é para criar o o domínio completo do ser humano.
É surveillance 247. Aham. >> Tá?
E o Larryet falou outro dia na reunião que ele teve lá na Casa Branca, todo mundo vai ter que se comportar porque nós vamos ter tantas câmeras espalhadas pelas cidades americanas. Nós vamos ter o controle na sua casa, vai ter uma câmera na geladeira, no seu quarto dormir. As pessoas lá nos Estados Unidos, quando começou a sair a internet das coisas, começaram a comprar geladeira que fala com você.
Aham. microondas que pergunta se tá boa a carne. Falei: "Meu, eu não quero falar com a geladeira".
>> O Marco Gomes, é um amigo nosso que trabalha em indústria de tecnologia, ele fala exatamente isso. >> Qual é o ponto? >> Ele fala: "O Marco Gomes fala: "Cara, eu não quero ter nada disso na minha casa.
Aquela geladeira assistindo o >> Não, mas você sabe por quê? Você sabe por quê? Não era para falar com você, era para coletar os seus dados.
>> O Marco falou: "Não quero ter nada disent". >> As pessoas descobriram que os a certos microfones dos appliances, geladeira, fogão, camba, conseguiam ouvir o que tava acontecendo no seu quarto. >> Sim.
10 m de distância da sua cozinha. Eles gravaram tudo, suas conversas com a sua mulher, conversas com seus filhos, eh, e tinha geladeiras agora mais modernas que eu nunca tive, que eh gravam todos os ruídos ao redor da sua casa, passarinho, cachorro, entendeu? Eh, o que acontecer ao redor da sua casa tá sendo gravado e transmitindo e sendo usado para treinar sei lá o quê.
Então, a a AI desde os anos 50, desde o John McCart, que era um cara, era o ele gostava de ser chamado de um Cold Warrior, tá? O inventor do termo inteligência artificial trabalhou com Pentágono, era um cara de extrema direita que queria >> basicamente acabar com a União Soviética do melhor jeito possível depois do Sputnick, tá? >> Matando todo mundo, >> matando todo mundo lá do lado dele, né?
do outro lado. Pois bem, todos esses caras desde o início são de um espectro político americano. Uhum.
>> Tá claro que tem gente do outro lado fazendo AI, mas a ideologia por trás do Silicon Valley é controle total, lucro infinito, reduzir o trabalho humano a nada. >> Aham. >> O que você falou que tá acontecendo na sua vida tá acontecendo com, só para vocês terem uma ideia, ah, eh, se é fals >> Uhum.
Tá, porque eles estão dizendo: "Meu, inteligência artificial faz contabilidade". >> Por que que eu preciso de um cara para pensar nisso? Eu não sei se vocês viram a semana passada, essa aqui foi a melhor de todas, né?
Na Albânia, grande Albânia, >> criou um primeiro ministro de AI. >> Que beleza. >> O presidente criou um primeiro ministro de EAI para decidir, para não ter corrupção.
Ah, >> para decidir contratos, para decidir. Ele só não, ele só não perguntou quem programou, né? Exato.
>> Quais são os vieses, >> quais são os vieses que foram postos? Só a Romênia vai ganhar, sei lá. E a Alban, é legal porque tinha um cara na minha época, na nos anos pesados que era o Envy Roxa, que era o o chefe da Urbânia, que mandou criar silos e atômicos de proteção na Albania inteira.
Até hoje eles não conseguiram desmontar >> toda a estrutura, >> as cavernas de proteção. Ele ele fez do país inteiro esse barato, entendeu? Então, a eu tô escrevendo esse livro nesse momento, né?
Eu chamo a inteligência artificial de Nina. Aí todo mundo: "Pô, mas você teve um cachorro chamado Nina". Eu falei: "Não, não tem nada a ver com o meu pet.
Chama-se Nina porque é nem inteligente nem artificial. [risadas] >> Tá? Porque é um plano de dominação basicamente.
E tem cinco ou seis caras, né? E semana passada o maior deles, o maior vilão que ninguém fala porque ninguém conhece aqui no Brasil, o Peter >> Aham. O o Marco Gomes quando vem aqui fala do Peter Peter >> o Peter tava dando uma série de aulas.
Ele já deu na Stanford, já deu não sei aonde, quatro aulas sobre o anticristo. >> Sim, >> par para pensar nisso. >> E e o e uma coisa disso que você tá falando é que antes a impressão que eu tinha, eu leio muito sobre isso, >> vocês estão falando do grande vilão da humanidade, já mudou de assunto.
>> Não, não, eu vou falar do Peter Ti falar do Piter, porque o Piter Mas é aí, aí ontem eu tava lá com ela. É porque se você voltar 10, 15 anos, esses caras eles não verbalizavam isso que o Nicol estão falando do jeito que eles verbalizam hoje. Eles perderam o opudor completamente.
>> Peter vai em Harvard e fala exatamente isso. Esse é o ponto. Ele antes era antes era um plano.
Parece até teoria da conspiração. Ah, não, porque os caras eles estão fazendo. Não, agora o cara, hoje ele tem fã clube, ele vai em hard e fala isso.
A entrevista que causou maior choque nos Estados Unidos. Todo mundo vai falar: "Não, o Trump fala não, Trump. " Tudo bem.
A entrevista que causou o maior choque foi um colunista do New York Times fazendo um podcast, como nós estamos falando com o Peter Ti fazendo a seguinte pergunta: >> "Peter você acha que é a eh algo bom ou algo favorável que a humanidade desapareça? " Ele engasgou ele, porque ele quando ele vai nesses lugares, ele sua, >> ele ele empapa a camisa de suor, ele começa, ele ele ele ele, ele balbucia, ele engasga, né? Gago, porque ele entra, sei lá, se é crise de pânico ou se ele é um imbecil completo, >> né?
E ele não conseguiu responder se ele era a favor ou não >> o fim da humanidade. >> Ao fim da humanidade. Por quê?
Porque ele é participante, ele não é o intelecto, né? Tem o o Curtis Arves, se eu não me engano, que é o filósofo, >> o filósofo por trás dessas ide, >> é, por trás dessas ideias. Eu nem sei traduzir palavra em português, mas >> é esse aí?
O PS é esse aí. Esse aí é o fundador da empresa chamada Palantier, tá? Sim.
>> Que é que foi incubada pelo venture capital da CIA. >> Aham. >> Para fazer um sistema de surveillance que agora os americanos estão descobrindo o que é, porque era pros inimigos.
Só que agora eles >> chegou ali dentro, né? E então esses caras eles acreditam num movimento que é extincionalismo. Eu não sei a palavra é tô criando agora, tá?
>> Aham. >> O que que é isso? Quer dizer, como eles acham que a humanidade já tá condenada, que bilhões de pessoas vão sucumbir, seja porque >> já vai ocorrer >> mudança climática, >> eles já estão levando isso em conta e, aliás, eles não são contra, tá?
Eles querem basicamente salvar a eles e os os cupinchas, né? >> Inclusive construindo bankers espalhados no mundo na Nova Zelândia. O governo da Nova Zelândia bloqueou o projeto, mas ele tem ainda o terreno, >> tá?
Mas o projeto dele faz o quê? Não é assim, o mundo é para sobreviver. >> Não, mas a a essa empresa essa empresa é a maior empresa de espionagem eh de surveilance do mundo nesse momento.
>> Ah, tá. É isso da geladeira te ouvir? >> Não, isso é isso é de criança.
Isso eles fazem surveilance e basicamente eles são hoje a maior empresa privada de de eh invasão [limpando a garganta] de privacidade do planeta >> e trabalham pro departamento de defesa, pra inteligência americana. ajudaram lá em Israel a achar pessoas para serem assassinadas. Enfim, gente muito fina.
>> E o cara, o cara que é o CEO é um doido varrido. Você vê a entrevista, as entrevistas dele, Alan, Alex Carps, >> Carps é assustador. É, é, é a sociopatia, quatro cruzes.
>> E esses caras, >> como você falou muito bem, eles viviam no subterrâneo, >> tá? Uhum. Ele é que nem os bolsonaristas aqui no Brasil viviam no subter influência política gigante, mas no subterrâneo.
Aí eles conseguiram sair da terra porque eles ganharam muito dinheiro, >> né? E e todo mundo fala do Kid de Mosca. O Kid Mosca é é o é um sociopata júnior.
>> Sim, >> ele ele é, mas ele não é o cara, ele não é o ele não é o o chefe da gang, tá? Tá, >> não, ele é ele é lá pior é difícil, >> ele é top três, top cinco, mas o que acontece é que esse movimento emergiu >> e eles defendem, como eu comentei no começo aqui, a o fim do Estado nacional, >> o fim de qualquer democracia. Esse Curtis Ervis >> propõe que seja uma monarquia tecnológica.
>> Sim. Então, um CEO de uma empresa tecnologia seria o grande monarca do mundo e e ele mandaria no planeta, né, com decisões tecnológicas, tecnicas, >> tomadas por inteligências artificiais, capazes de resolver todos os problemas. >> E o que que tá acontecendo?
Quem programa esses algoritmos? Então, o Bill Gates vai, não, mas vai ser a era do esplendor, porque não vai ter mais que trabalhar e nós vamos ter uma renda mínima. Minha pergunta, quem vai definir qual é o valor da renda mínima?
>> Quem vai definir? Não vai ser nosso. Não vão, não vão ser nossos.
Não vai ser o cara em Bfra, na Nigéria, ou em Camarões. Vai falar que ele precisa ganhar $000 por >> Não, ele vai falar: "Você vive com aí dólares". >> A sua vida é mais barata.
>> É, a sua vida é muito menor, né? Ah, então esses caras quando eles falam o futuro é inevitável, o futuro para eles, >> porque eles já plotaram qual é a maneira deles dominarem as fontes de riqueza, as fontes de minerais raros, né? >> Que é a nova >> que é a nova eh, né?
né? Ninguém ninguém conhecia esses minerais até três eh não, todo mundo fala, né? E curiosamente >> agora >> a China é a maior produtora nesse momento, ou seja, eles têm os caras pelos corrones, né?
>> Aham. >> E o Brasil tem esse barato >> que é a grande briga que a gente tá vivendo contra grande briga, porque bobeou, bobeou, nós vamos ter data centers, vamos dar isso que nem por em troca de vidro, espelhinhos e e chocalhos, né? Porque é o que acontece sempre, né?
Então, é muito mais do que uma discussão tecnológica, é muito mais do que uma discussão se o ser humano, se o cérebro humano vai ser substituído, não vai, tá? Eles sabem disso, eles não tm a mínima dúvida disso, mas eles vendem que nós vamos ser obsoletos. >> Sim.
>> Então, nós vamos ter que aceitar o que eles oferecerem. >> E para mim o que mais incomoda é essa palavra que você citou, que a gente falou a noite toda, que é essa inevitabilidade. Não, isso é imparável.
Não vai parar. vai acontecer de qualquer jeito. E, cara, não é assim, >> eu sempre quando me perguntam isso aqui ou fora do Brasil, eu sempre falo o seguinte: veja, esses caras usa o passado para prever o futuro, então eles criam um futuro sem futuro.
>> Aham. >> Né? É um passado só baseado no que já aconteceu.
Onde vai ter a criatividade? Da onde vão vir os novos Vanogs? Da onde vão vir os Beethovens?
Da onde vão vir e os novos Einsteins? Não vão, porque se você tá usando só o passado, né? Porque eles são todos deterministas, eles são adeptos da igreja de Laplace.
Uhum. >> Que dizia que se eu tivesse todos os parâmetros e todas as forças do universo, eu construí o futuro, né? O Laplas foi muito famoso por na época do Napoleão, por propor coisas como essa, né?
Ah, e o que ocorre? Tem tem neurocientistas que são, eu adoro essa debate porque tem neurocientistas que falam >> não tem freewell, não existe. Aí tem o o grande, eu adoro esse cara, o John Crowell, que tem 90 e poucos anos, é o maior filósofo americano do século XX, que fala o seguinte: "Só de você Free Will, você já prova que ele existe, [risadas] >> porque como é que você pode ter sido programado milhões de anos atrás para defender a tese contrária que você tem liberdade de de decisão?
"ão >> ou seja, a sua opção por argumentos que negam o freewel demonstram que você tem. >> Aham. >> Tá.
Mas por que os caras querem? Por que na Stanford o Sapowsk, né, defende que nós somos máquinas determinísticas? Porque se você é uma máquina determinística, você pode se reproduzir por um algoritmo.
>> Total. >> Se você pode ser reproduzir por um algoritmo, você é um sistema digital. >> Aham.
>> De acordo com a lógica deles, né? >> E, portanto, descartável. >> Descart e substituível.
Substituível. >> Eu vou pegar aí um um data center >> com 150 bilhões de de GPUs, né? E vou criar um saúde qualquer.
>> Vou e vou criar o Kid Mosca. É o cérebro do Kid Mosca. Talvez eles criem.
Não, não é porque é menor do que o da Drsó. >> Não é não é tão difícil. Acho [risadas] que nesse ponto não é tão difícil.
>> O Sergão que me perdoe, né? O >> Não, mas o Sergão já tive essa conversa pessoalmente não, ainda não. >> Melhorou, ainda não, né?
É, ele gosta, ele gosta de ver o foguete explodindo. >> Então é, para mim esse é o ponto. O Sergão é fogueteiro e aí?
Aí >> não, fogueteiro é que nem aquela soltar rojão, né? >> É, então é basicamente mesma coisa.