Conseguir acesso já foi já foi desculpem gente mas acesso à internet acontece isso assim nesses últimos dias tem acontecido mais eh enfim já pedi para avaliarem aqui né O que que tá acontecendo na na região onde eu moro mas enfim Então vou eh começar aqui a apresentação tá bom eh não a gente ainda bem que não nós não começamos né A entação e não Eh então aí eu não consigo fazer apresentação só um minutinho gente ok Oi bom dia tem alguém aí tem a aula já começou não a professora ainda tá ajeitando aí a A
aula começou Ach teve um probleminha aí na plataforma alguma coisa isso A aula começou só que a minha internet ela caiu e aí o que acontece eu não tô mais como host eu não consigo fazer a apresentação projetar a Apresentação para vocês eu tô tentando resolver aqui Ah tá certo Fica em paz professora tomando aguard só um minutinho então eles estão dizendo aqui eu não sei se vocês se alguém conseguiria se um de vocês consegue passar passar o host vocês sabem fazer isso eu eu consigo compartilhar aqui eu eu consigo compartilhar deixa eu passar o
rost aqui para você pera aí isso é eu não consigo te passar o rosto porque eu não tenho Mas pelo meu aqui eu Consigo compartilhar uma apresentação aí eu não sei se você consegue me enviar eu posso ir passando para você talvez Pera aí só um minutinho eu fiz esse link aqui tá no canva eu piz no no chat você consegue acessar eu deixei ele eu deixei ele público tá tô abrindo aqui Bom dia professora Bom dia talvez talvez se a senhora criar outro link daí a senhora entra novamente como administradora então eu não consigo
Porque não sou eu que crio né é o próprio Instituto entendi isso então eu coloquei o link para vocês gente eu fiz uma apresentação no canva o canva também é uma metodologia ativa né Vocês já devem estar utilizando eh coloquei no chat se vocês conseguirem Abrir É que eu queria começar a atividade eh trazendo aqui a possibilidade de fazer uma nuvem de palavras né Aí eh acho que acho acho que vão me colocar agora como host se o Xandre puder colocar eu agradeço porque aí eu faço apresentação daqui né Mas vocês já tem aí ah
agora acho que vai gente vamos ver aqui Ah legal foi vai não precisa compartilhar É nesse momento não eu espero que não aconteça mais nenhuma queda de internet gente mas é isso isso é uma coisa também pra gente eh pensar as nossas práticas né porque se isso fosse presen se Talvez isso não Acontecesse presencialmente Mas pode ser que a gente vá preparada com a apresentação e não tenha outros eh não tenha um plano b então aqui o plano B seria um de vocês me ajudar na apresentação ou eu seguiria a apresentação a conversa sem nenhuma
apresentação né mas a gente tem que esgotar todas as possibilidades Então já tá gravando e eu vou então agora eh projetar aqui a minha apresentação pera Aí então Gente vou começar com uma atividade que eu acho que vocês já devem ter feito né em algum outro lugar mas é uma uma nuvem de palavras e aí Eu começo vocês estão me ouvindo vocês estão me vendo Vocês estão vendo que eu tô projetando sim sim sim sim isso E aí a gente vai começar com essa questão O que é tecnologia e aqui eu tenho eh esse qrcode
eu não sei se vocês estão familiarizadas com o QR Code eu ia pedir para vocês fazerem a leitura do QR Code e responderem para mim vocês têm até a possibilidade de trabalhar com três palavras né para definir o que é o qrcode eh se vocês não conseguirem pelo QR code eu vou mandar aqui o o código né e o site para vocês eh fazerem a a a nuvem de palavras né para vocês pensarem aí como é que vocês definiriam então o que é tecnologia em uma ou duas palavras ou três palavras para quem não conseguir
acessar Pelo qrcode é só entrar no site mente.com e usando o código tá só pra gente ver eh quais palavras quais conceitos se relacionam com a ideia de tecnologia aí eu queria vocês fizessem essa atividade e aí as palavras já estão saindo aqui ó informação avanço científico facilidade futuro novidades informação novos métodos PR onde eu encontro o código para colocar então eu coloquei aqui no chat Ó você digita no e eh no Google mesmo você põe mente mti.com e depois você põe o código que é o 56 eu vou pôr de novo aqui para todo
mundo hum metodologia ativa facilidade facilitadora evolução Vou dar mais um minutinho para vocês colocarem aí quem não conseguir colocar não tem problema pode depois pode colocar aqui no chat também como a Flávia fez ela Colocou a palavra desenvolvimento quem não conseguir colocar fazer a leitura do ccode ou acessar o o o pode colocar as palavras aqui ó tem progresso desafio futuro ferramenta velocidade foco a clariss colocou Progresso Solon facilidade Renata Meireles velocidade desafio Luciana futuro Douglas ferramenta Ana Paula sou eu tô Aonde que escreve que eu tô com dificuldade tô tentando apertar aqui se é
eu tô pelo celular eu tô querendo comentar e não tô conseguindo você fez a leitura do CR code ele já vai aparecer os três cã quando você fizer não não por aqui mesmo não é não queria eu tentei até pelo q code e não consegui aí eu queria tentar fazer por aqui mesmo você pode você pode colocar no chat no chat você entra ali e pode escrever não tem Problema ó aí eu tem a palavra acessibilidade modernidade avanços praticidade alienação aí já uma uma visão um pouco mais crítica aí tem do Wilson facilitador de tempo
Eloí comunicação Felipe [Música] modernidade ferramentas para desenvolvimento [Música] todo mundo conseguiu colocar Gente sim então vocês estão vendo aqui a a a nuvem né de palavras que surgiu aqui né Eh Só Para retomar então Eh globalização técnicas avanços des envolvimento modernidade facilitadora criação acessibilidade novidades amplitude eh também tem teve a palavra limitado eh alienação mecanismo Atualidade tomador de tempo informação agregador benefícios então Eh são palavras né que a gente quando pensa em tecnologia eh a gente inevitavelmente vai por esses caminhos né Essa Ideia de progresso de futuro de inovação de ferramenta né Eh mas e
se eu disser que a Mas e se eu disser que a escrita ela é uma ferramenta ela é uma tecnologia Uhum E se eu disser é que o livro é uma tecnologia fica muito distante para Vocês compreenderem isso não se eu disser se eu disser que eh não que outras te esfregar dois graveto e produzir fogo é uma tecnologia que outras tecnologias a gente tem né Vocês já estão trazendo aí eh exemplos né Mas vamos pensar na na educação a lousa é uma tecnologia o giz é uma tecnologia a escrita é uma tecnologia né a
voz é insuperável ela Transmite ela transmite os dados a voz é voz pro professor Então se a gente pensar eh a tecnologia enquanto um conhecimento um saber né Eh a gente então expande ainda mais eh essa compreensão né E aí gente é um ponto pra gente é assim também pensar tecnologia ela não tá associada somente ao suporte né o suporte ele ele é ele é posterior à compreensão a ideia de tecnologia né tecnologia é também como a gente se relaciona com conhecimento Também como a gente produz conhecimento então a gente também eh tem um desloco
aí né de tecnologia para tecnologias né E aí como eu falei no início do encontro eh o que a gente entende hoje por tecnologia não é a mesma coisa né Eh do que se entendia por tecnologia há tempos atrás né então nunca a gente assim nunca a gente não deve eh pensar esses conceitos dissociado da do contexto histórico então Eh e mesmo por exemplo um outro Eh uma outra uma outra questão pra gente pensar eh quando a gente tá produzindo eh aprendendo conhecendo a gente não tá pensando propriamente no conceito que a gente vai estabelecer
para aquilo que a gente tá fazendo a gente só vai pensar o conceito depois isso a gente pode eh ver em várias áreas do conhecimento Por exemplo quando a gente tá falando de movimentos sociais a gente tá ali mobilizando várias várias questões Várias ações e a gente só vai ter noção do que nós estamos fazendo posteriormente então assim eu não a gente não não é prescritivo o nosso conhecimento né a gente já não vai hoje eu vou pensar vou desenvolver a tecnologia a tecnologia Carina não eu vou mobilizando aqui nesse tempo e espaço e lá
depois é que a gente vai ter essa noção do que tava sendo feito ali é assim na história é assim eh na educa né então Eh pra gente também pensar que não é o nosso conhecimento ele não é prescrito né Nós por isso nosso conhecimento ele é construído na relação em relação né Isso tá isso tem que est muito presente nas eh nas práticas eh nas nossas práticas e principalmente quando a gente vai trazer as metodologias ativas pra nossa experiência né do cotidiano na sala de aula fora da sala enfim nos espaços de ucação formal
não formal informal Então essa é a relação que a gente tem que Estabelecer aí agora eu vou fazer uma outra provocação para vocês tá já que vocês me responderam o que que é tecnologia agora vou perguntar para vocês o que são as metodologias ativas aí eu vou pedir para vocês responderem com também uma palavra o que que vocês entendem por metodologias ativas O que são as metodologias ativas aí aqui a gente tem o qrcode eh vocês podem fazer leitura para quem conseguir fazer e para quem não eh Conseguir fazer o acesso é aqui eh Vou
colocar aqui o o site né e o código para vocês irem respondendo quem também quiser colocar no chat mas e vou pedir para vocês tentarem fazer a leitura né pelo QR Code e e subir as palavras que vocês acham é que como vocês entendem né E se relacionam com as metodologias ativas eu também vou fazer aqui usando o meu celular Então as palavras que estão chegando Aqui na nuvem protagonismo do aluno diferencial da aula protagonismo do Estudante ch nariz cooperação autonomia engajamento protagonismo cooperação recursos criativos Professor mediador estimulação de aprendizagem E aí as outras palavras
estão subindo aqui no chat é inovação acessibilidade protagonismo formas lúdicas estratégias de ensino experiência no cotidiano Metodologias ativas são aquelas em que o aluno participa ativamente do processo ensino aprendizagem não fica apenas como receptor de informações eh vivência estratégias atividade com tecnologia vivência cooperação validação avanço storytelling aluno como produtor Equidade ensinar a aprender sala de aula invertida aula investida são trocas de Saberes incentivar o pensamento crítico Então são eh vários conceitos igualdade autonomia rotação por Estações desafio avanço interação e mais todo mundo conseguiu colocar aprendizagem cooperativa não é inventar a roda é muitas vezes adaptar
o que já é feito para que chegue a todos de forma com que eles consigam entender melhor aprendizagem significativas seminários é um bom Exemplo né de de de sala invertida né eu gosto sempre de Trazer a experiência do Paulo Freire porque se em outros tempos ele já estava fazendo né sala ele já tava utilizando essa essas metodologias né o aluno no centro da construção do conhecimento estratégia eh então a gente vê que tem né um vocabulário eh né assim enorme sobre metodologia ativa né E aí por que é importante a gente fazer essa reflexão porque
muitas vezes a gente pensa que as metodologias ativas elas surgem a partir do do Advento das tecnologias né a elas surgem agora nesse contexto atual e não né então a gente também precisa eh refletir sobre isso né a metodologia ativa ela não necessariamente parte de um contexto tecnológico né Assim como tecnologia ela também não tá a compreensão a definição de tecnologia não está somente relacionada a suportes né então a gente alguns de vocês colocaram aqui enquanto processo e eu também tenho defendido esse Eh esse ponto por eh quando a gente vai olhar pra experiência dos
nossos alunos né das nossas alunas e pra nossa experiência mesmo né Eh a nossa formação ela também é construída né então quando a gente pensa em construção em processos de construção do conhecimento dos saberes a gente tá pensando em processos né E que que que o que que é importante do processo o que que é importante pra gente conseguir compreender isso né que a gente tá sempre em formação a gente Não é um ser inacabado como diria Paulo assim como a nossa formação também não é né então Eh e esse processo permite o seguinte ele
não é um processo de evolução né de de progresso né porque isso também a gente pode questionar né até até que ponto a gente eh a nossa formação tá indo por esse caminho né de progresso de evolução que eu quero dizer quando a gente pensa em processo a gente também pode voltar não é algo linear né a gente não eh Muito se fala né sobre o tempo né sobre essa necessidade do tempo de alcançar conhecimento de acessar conhecimentos em pouco tempo mas quando a gente tem essa compreensão de que a educação ela é um processo
ela não é linear ela não se dá da mesma forma para todos né Eh a gente pode sim retornar a gente pode e deve revisitar conceit né a gente pode buscar na eh nessa relação outras eh eh perspectivas né se a gente pensa Num conhecimento enquanto nessa enquanto uma evolução um progresso né Eh a gente fica limitado porque então não podemos voltar não podemos buscar outros caminhos essa linearidade não permite por exemplo que a gente volte que a gente eh busque outros trajetos outros percursos é sempre o mesmo percurso com a mesma finalidade né Então
essa ideia também de ciência e tecnologia eh de associada a uma linearidade da História a uma linearidade do conhecimento eh isso também tá sendo questionado né não é eh não sou eu Carina existem pesquisadoras e pesquisadoras que já estão aí questionando isso isso também permite dizer que não eh que nos permite pensar sobre não existe uma única história né Eh dos conhecimentos das ciências das tecnologias né então Eh as metodologias ativas elas proporcionam né Eh enfim elas nos possibilitam pensar eh Dessa forma isso sim a gente tá tendo um pensamento crítico né O que que
significa ter esse pensamento um pensamento crítico não é a crítica pela crítica não é eh eu devo né Eh enfim usar né Esse instrumento da crítica para de desconstruir tudo aquilo que já foi eh produzido na verdade o pensamento crítico eh é uma forma da gente olhar para o que já foi construído né e buscar outras interpretações né ou seja outras Formas de de compreender outras formas de de se relacionar outras referências né assim a gente não eh ignora o que já foi produzido mas a gente busca estabelecer diálogos né E como a gente faz
isso né a gente não não existe uma receita de bolo Mas a gente pode olhar para as as metodologias e eh ressignificar de que maneira eu não eu a gente sabe que hoje a maioria dos nossos alunos ou se não todos os nossos alunos têm acesso à internet tem acesso Às redes sociais a telefone celular eh isso também a gente tem que olhar com uma certa parcimônia né porque tem acesso mas em que condições Quais são os territórios eh mas em geral a gente tem visto aí muitas muita discussão sobre isso né sobre o uso
do celular na na na sala de aula na escola e aí como que a gente eh se relaciona em relação a isso a gente eh exclui totalmente a gente negocia a gente ressignifica esse uso do Celular na sala de aula a gente eh tem um trabalho ali de mediação para orientar né os nossos alunos em relação às redes sociais em relação às às metodologias em relação aos suportes né porque assim Isso faz parte né Estamos aqui hoje nessa plataforma né é internet né assim é é são as tecnologias né por meio da internet por meio
da tecnologia Isso muda Inclusive a nossa forma de se relacionar com conhecimento né Isso muda Inclusive a nossa forma de relação hoje Tem várias câmeras abertas mas eu já dei aula para metade da aula da assim já dei aula com nenhuma câmera aberta isso é isso gera um certo estranhamento sair da presencialidade para vir pro pro online gera uma mudança também no nosso na Nossa forma de eh estabelecer conhecimento de mediação né Olha quantas Eh quantos atravessamentos a internet que que falha né a gente não consegue ver quem tá do outro lado a forma como
a gente vai Eh apresentar né o assim a gente vai apresentar o tema os conteúdos Então existe uma certa existe mais interação mas por um lado a gente eh tá distante né então né quando a gente não vê os o né as janelas abertas né para quem que a gente tá falando às vezes muitas vezes a gente se Pergunta assim né E até pensar gente as plataformas né Eu já eu já vou até abrir aqui para vocês falarem mas pensar as plataformas hoje a gente eh produz eh conhecimento a gente usa Plataformas Google Zoom eh
as B as Big testes né que a gente tem visto aí todo toda uma discussão assim então assim todo esse conhecimento que a gente tá produzindo aqui tá sendo de alguma forma controlado né né as Big testes estão tendo acesso ao que a gente tá produzindo né então eu não estou falando só específico daqui se a gente for pensar nas universidades todas as maioria das Universidades utilizam a Plataforma Google plataforma Zoom eh e outras que a gente tá aí né utilizando então isso também eh é algo também pra gente problematizar com os nossos alunos né
assim eh o quanto também a gente tá sendo eh controlado né e eu digo assim é um controle indireto muitas vezes direto a gente se a gente for pensar no na nos algoritmos né Como que o nosso comportamento tem tem sido mapeado por essas Big testes né então assim eh é Olhar para isso também eh a partir desse desse contexto desse lugar crítico também né mas assim dá pra gente ignorar a presença das tecnologias não dá pra gente eh não problematizar essas questões no meu ponto de vista não a gente enquanto mediador a gente tem
que eh de alguma forma Trazer isso paraa sala de aula e eh problematizar com os nossos alunos e que e como problematizar Por exemplo a gente tem se vocês também quiserem falar mas assim eu acho que é importante trazer essa introdução porque a gente tem uma compreensão a gente que eu digo sociedade de tecnologia muito assim associada ao suporte e tecnologia como um lugar de eh inovação ou um lugar que a gente precisa chegar a estar ou mesmo utilizar as tecnologias para inferiorizar outras pessoas que têm dificuldade com o uso o Manejo dos suportes então
muitas vezes a gente tem a gente não reconhece outras tecnologias né o crochê que a sua tia faz o bolo que a sua mãe faz eh isso é tecnologia né é o conhecimento é como você né produz o conhecimento ali como você eh cria é um lugar de criação mas que muitas vezes não é legitimado aí vai se legitimar com o uso do suporte o oi pois N pode falar eu eu posso dar uma palavrinha Claro inclusive ontem eh bom bom dia né para todo mundo meu nome é Clara eh ontem numa da na minha
última aula eu tava comentando sobre isso com os meus alunos eh nós estamos eh usando uma plataforma né que hoje é o estado usa não sei se a maioria do pessoal aqui da aula no Estado que é o mafic pessoal de matemática e a aí a gente entrou numa questão num questionamento né uma turminha do sétimo ano e em relação inclusive ao celular aí eu virei para Eles eu falei assim como que vocês e utilizam essa tecnologia que vocês falam tanto de tecnologia a a favor de vocês aí eles pensaram ah professora a gente manda
mensagem a gente olha não sei on eu falei então tem tanta coisa para vocês aproveitarem por exemplo Como fazer uma pesquisa né eh uma pesquisa num texto [Música] eh científico eh para pro próprio uso de vocês eh por exemplo o computador o Próprio computador Eles não sabem utilizar essa ferramenta computador a favor deles eles têm muita dificuldade então e tudo isso aí que você Acabou falando né em relação a própria sociedade que vem tendo uma visão de Tecnologia vamos dizer assim meio que conturbada na realidade as pessoas fazem ma uso de tudo esse poder que
a gente tem em mãos É eu acho que mau uso também porque assim eu só assim toma cuidado para não responsabilizar né Eh de certa forma eh os nossos alunos e alunas e as pessoas que estão utilizando porque eu acho que isso tudo também faz parte de um de um de um projeto mesmo né você não garantiu o acesso e mais a gente também precisa eh né questionar muito o que é o acesso ao próprio conceito de acesso o acesso é é você eh colocar esse jovem essa jovem eh diante de um computador com acesso
com com internet E aí você já eh tem ali garantido o acesso não necessariamente Né então assim eh O que é acesso o que é acessibilidade né aí se a gente expandir isso para se a gente for pensar na na realidade de pessoas com deficiência né O que que é o acesso como Essas tecnologias elas estão sendo mobilizadas com as pessoas né que têm deficiência né com então assim a gente precisa também eh questionar esses conceitos né o o acesso o que que é o acesso e o acesso ele é ele é parte de um
processo ele não se erra no acesso Você precisa ter o acesso mas você precisa mediar por isso que as metodologias ativas elas vão pensar o professor enquanto mediador porque assim é uma a gente aprende em relação nas relações então Eh que eu quero dizer estar em frente a um computador utilizar o celular eh não não significa que eh o conhecimento se encerre ali por outro lado a gente também não pode eh eu acho né que tem essa essa visão de que eh os nossos alunos não tenham eh Minimamente algum conhecimento a gente precisa talvez eh
expandir o que eles já sabem né alargar o que eles já sabem e trazer outras perspectivas E aí eu acho que a metodologia ativa pode ser um algo importante pra gente porque a gente inicia ali né com aquele repertório que é importante pra gente porque a gente então tá Considerando o protagonismo dos alunos pelo que eles já sabem né e as metodologias ativas associada a outras Metodologias porque aí existe uma diferença né entre entre o que é metodologia e as metodologias ativas associada a outras metodologias que são anteriores aos suportes como você diz a pesquisar
artigos científicos Isso já é feito há muito tempo né mas como eu uso a tecnologia a meu favor fazer um levant eh bibliográfico de assuntos né como por exemplo eu utilizo as tecnologias eh para não Disseminar fake News uhum né Como eu utilizo as tecnologias Para justamente provocar engajamento mobilizar formar redes conhecer outras outros territórios outras experiências né então assim Exato eu acho que é n nessa perspectiva né que a gente se encaminha o Walter levantou a mão abrir o Walter pode pode falar Obrigada viu Clara pela participação imagina eh Bom dia a todos tá
me ouvindo professora B Sim Estamos te ouvindo Eh é o que a senhora tava dizendo né porque por exemplo a gente tem que conviver com o pensamento contraditório também a gente vive uma era de de polarização e dependendo o grupo que fala ou local de fala aquilo é santo sagrado ou é profano Dependendo de quem defende um lado da questão mas eu gosto de pensar aquilo que as pessoas tentou defender a escola sem partido na verdade A escola é de todos os partidos não senão não faria sentido a Universidade de um partido só porque o
cara já quer um tipo de de pensamento só mas por exemplo até a sala invertida ela tem um um uma uma crítica por exemplo que a senhora acabou de falar essa essa desigualdade do acesso a a a pandemia Colocou todo mundo na nuvem do dia paraa noite e as pessoas que não TM eh acesso ficou prejudicada não tem internet mora na periferia não tem como Pagar não é verdade e aí a secretaria o professor tá ali à disposição falando eu tô aqui para dar aula mas o cara não tem tem acesso então há uma desigualdade
do acesso e também diz que quem dá diz que se é veneno o remédio é a dose que se dá nessa transição desse modelo vamos dizer tradicional ou dessa dessa desse modelo Progressista de inversão de sala inverter o papel do professor também talvez não sei de um certo modo pode haver uma distorção do local de fala Porque por exemplo alguém vai aprender a tocar violão você nunca estudou música não sabe de nada a princípio sou eu que vou falar para você a a nota Dó é essa a nota F eh a o faço sostenido é
esse esse dedo na corda é assim e eu que vou determinar você vai fazer na outra vez você voltar não vou mudar de lição porque você ainda não amoleceu o dedo não aprendeu a executar esse acorde que tá sujo então quer dizer ele quando ele vai tocar uma música ele vai precisar do Professor porque ele não sabe então essa coisa de colocar o aluno num local de que de uma maneira independente ele acessar aquele conteúdo por conta própria né Apesar que a história vai falar dos outsider aqueles intelectuais que era fora da academia mas nem
todo mundo é um outsider ou todo mundo tem esse dom de de eh como é que fala de ser de data né então tem essa dificuldade desse papel Então eu acho que essa transição de pensar todas essas essas Questões senhora entendeu porque senão fica difícil né fizer propor para alguém aprender tocar você nunca tocou como é que ele ele vai propor o quê então o Regente é o professor ele que vai começar aí sim lá na frente ele aprendeu a improvisar um ano e meio ele aprendeu a fazer a escala aí ele aí ele Professor
agora eu aprendi a misturar aqui tá certo essa escala com a outra aí faz sentido o professor até ouvir ele porque ele realmente ele já tá dominando ou tem Alguma coisa aprendeu ai olha que você me ensinou a fazer o bolo o bolo da vovó aí ela aprendeu o ponto Agora ela já aprende a misturar outra elemento que fala ó eu crii uma receita nova aqui aí faz sentido você experimentar porque ela já sabe fazer mas não não sabe fazer vai propor é assim essas essas questões que eu fico pensando essas questões eu só tô
provocando porque aqui também é local de provocar né professor não tá certo eu agradeço sua contribuição Mas então a Sala invertida não necessariamente eh quando a gente fala eh é o protagonismo do aluno a gente tá falando eh sobre eh não concentrar todo o conhecimento né o saber na figura do professor eu quero dizer assim estamos diante de pessoas né que já tem um repertório mesmo por exemplo que esse seu aluno ele não eh saiba as notas né tenha essa vivência com o violão tenha essas essa essa relação Ele minimamente ele sabe né O que
é eh vão ele sabe como ele tem uma ideia de como se toca o vão né porque ele já deve ter acessado já deve ter trocado com outras pessoas porque pensa se há o interesse né do aluno eh que tá buscando aprender provavelmente ele já vem de uma busca de uma pesquisa eh e aí pesquisa sim eh as conversas eh né enfim alguma coisa que ele tenha lido algo que tenha despertado nele não Necessariamente é um esse conhecimento sistematizado que tem na escola então ele já vai Ele já tem um conhecimento ele já tem um
repertório né O que o o que o mediador o que o professor enquanto mediador faz ele vai mediando Aqueles conhecimentos que esse aluna essa aluna já tem e ampliando expandindo perspectivas ampliando conhecimento e aí esse ampliar e se expandir passa por entender eh todo o processo eh das notas né enfim dos tons de tudo então assim Não não é necessariamente você transferir você eh enfim não é não é simplesmente um movimento de troca eu o professor então saio dessa condição de professora e deixo o aluno eh seguir com um conhecimento não você tá mediando por
isso que a palavra mais acertada é mediar você vai eh Compartilhar esse lugar do conhecimento e aí a gente pode até pensar na questão da autoridade a Autoridade quando a gente fala não é autoridade de você impor mas é autoridade porque assim você está num outro estágio da educação entendeu Você tá num outro lugar da educação uma outra etapa E que sobre aquele determinado assunto você tem um pouco mais você tem um pouco mais de experiência do que o seu aluno né Eh e que e que que você faz com esse conhecimento né você vai
partilhar você vai compartilhar você vai mediar né então você eh assume o Conhecimento do seu aluno né como um ponto de partida para que ele consiga acessar eh outros estágios que ele consiga E aí também não é nem estágio mas que ele consiga elaborar outras relações né enfim É nesse sentido né não é assim você você eh enfim trocar de papéis você continua sendo professor só que só que pensando numa Perspectiva da mediação né e na mediação você não vai você não pode ou Pelo menos é o que eu penso desconsiderar que o seu aluno
já tem de conhecimento você é um ponto de partida para que ele consiga fazer outra outras relações para que ele consiga eh eh aprender mais sobre o violão né Eh ou para que ele Descubra o seu próprio modo de aprender a tocar violão ou para que ele consiga eh se encontrar dentro da dentro do dentro do da forma como ele aprende a tocar o violão então assim não é eh a gente não deixa de ser professor A gente vai a gente continua sendo professor e professora mas uma outra Perspectiva da mediação que o que muitas
vezes a gente vê assim e aí fazendo né uma crítica A enfim a a ao exercício mesmo da profissão a gente tem né relatos de professores que chegam eh nas turmas enfim que vão enfim dar suas aulas e que partem do do lugar que aqueles alunos eles estão diante de alunos que não tem conhecimento e aí gente não não dá pra gente seguir nessa Perspectiva Porque pensa o nosso aluno O estudante que a gente eh que está à nossa frente ele ele tem vivência ele tem experiência ele já tem um repertório né Eh sendo construído
não é aquele repertório sistematizado da educação por isso é que ele tá na escola né mas assim eh não dá para a gente desconsiderar sabe o que eu quero dizer tem que partir do que do que a criança já sabe do que o jovem já sabe não estou dizendo com isso Também que é para para eh pra gente não eh trazer outras possibilidades outras perspectivas mas é pra gente eh a partir do que o nosso aluno sabe expandir porque isso vai isso lá na frente que que que que traz traz mais sobre ele se conhecer
conhecer a si mesmo sobre como ele aprende sobre o que ele gosta nas aulas de violão sobre qual ritmo ele gosta e se esse ritmo ele vai conseguir reproduzir ali com o violão vai eh traz muito mais conhecimento Sobre si sobre como ele aprende do que propriamente a gente eh excluir o que ele já sabe entendeu o que eu quero dizer os nossos alunos Eles já vê com repertório paraa sala de aula e muitas vezes a gente esquece disso né então a gente assume posturas muito coloniais inclusive né de que a gente tá ensinando de
que essas pessoas precisam de Cultura de que a gente tá levando cultura para aquele território né Então aí a gente vê né as nossas concepções em Relação à educação a gente tá levando Cultura a gente tá ensinando a gente tá eh não né gente as pessoas já Elas têm conhecimento elas eh tem Cultura a gente não tá levando cultura Isso é uma visão muito colonial e a gente vê isso na na na educação né Eh tem alguém o professor eh eu não sei como é que tá aqui Alguém tá com a mãozinha levantada professor e
EB eh sou eu é Leontina mas eu tô com eu tô com o note o Notebook institucional institucional então Eh eu acredito que eh a sociedade brasileira ainda não tá preparada para essa sala de aula invertida o que que teria na minha visão né O que que teria que acontecer o aluno está preparado para buscar o conhecimento e o professor mais preparado ainda para tirar as dúvidas as possíveis dúvidas eh quando eu vou paraa sala de aula Sou professora de língua portuguesa então eu tenho eh o Meu planejamento eu sei as possíveis os possíveis questionamentos
que virão a partir da daquela aula eh porém se eu passar para eles ó o assunto agora é sobre sei lá as orações subordinadas e eles eles vão buscar aí eles vão trazer paraa sala uma gama de questionamentos que eu não vou que eu que eu não sei eh Quais são os questionamentos então eu tenho que estar preparada para todos os questionamentos e para tirar Todas aquelas dúvidas seria Na minha visão essa essa mediação porém o aluno mesmo você passando o assunto mesmo que a gente diga ó se vocês não entenderam perguntam novamente vocês têm
outras opções de buscar o conhecimento e atrás né Eh tem vários professores no YouTube que você pode pegar a mesma aula com uma abordagem diferente com uma outra forma de explicação eles não fazem isso imagina se eu disser ó vocês vão estudar vão pesquisar sobre esse determinado assunto e Tragam para minim As dúvidas eh vem assim 2% daquilo que deveria de vir então eu acho que teria que fazer uma conscientização de que o professor eh não é o Eh vamos colocar por nós né quando eu estudava a única fonte de conhecimento que a gente tinha
era na biblioteca com a Barsa e o professor era detentor do conhecimento só ele tinha as fontes de pesquisa mais propriamente dita então ele tinha que eh a gente tinha que Acreditar somente naquilo que o professor colocava Hoje em dia a minha a minha Gama de pesquisa às vezes é menor do que da do meu aluno Ele tem muito mais Tecnologias do que eu para pesquisas e muito mais tempo então eh ficou eh não nem vou dizer de igual para igual né o aluno teria ainda mais possibilidade porém ele não usa ele não consegue utilizar
isso a seu favor e é isso que eu vejo a dificuldade dessa Troca de conhecimento essa troca de eh não é não digo a inversão né mas essa ess esse suporte que o professor deveria de dar para daí ser se fosse assim com certeza o aprendizado seria eh muito maior e seria de muito mais valia a sala de aula o aluno ir e buscar hoje em dia sei lá eu vejo na minha realidade aqui que tá bem defasado eh eu assim eu eu concordo com você em alguns pontos eu só eu só eu só acho
que assim aquilo que o aluno não nos fizer Né de pergunta a gente tem que provocar essas perguntas também essas dúvidas acho que o papel do do do mediador tá muito nesse lugar assim aquilo que não vamos supor estamos em uma aula eh aquele determinado ponto não não foi tocado ou a turma não alcançou aí é aí tá no nosso lugar eu acho Por isso é por isso que tá o planejamento né o preparar a aula porque eu sei as as questões que vem eu sei o que eu tenho que passar mais também né Eh
o questionamento que eles não fizeram no caso então então a gente a gente tá a gente tá num lugar isso o plano de aula também ele é flexível eh É nesse sentido né a gente tá ali mediando porque aquilo que não aparece não aparecer assim a gente tornar aquilo visível né então eh eu acho que uma coisa que a gente tem que ter em mente é isso assim sabe a mediação não significa por exemplo que a gente tem que esperar só as demandas Acontecerem só as demandas surgirem para que a gente possa mobilizar conhecimentos a
mediação também tá nesse lugar né da gente eh provocar né despertar assuntos eh debates reflexões e muito assim se tem falado eh provavelmente isso também já deve ter alcançado vocês no sentido de que eh as nossas aulas elas são mais teóricas do que práticas aí é uma outra armadilha das metodologias ativas e das te olias Porque assim a gente uma coisa não tá dissociada da outra e não está separada pra gente pensar as nossas práticas a gente tem tem que ter um um momento de reflexão momento e esse momento de reflexão muitas vezes ele vai
ser compreendido nesse lugar do teórico então a gente precisa ter um embasamento eh teórico mas assim não esse embasamento teórico que vai anular todos os outros conhecimentos mas é como a gente estabelece essas conexões então Por exemplo a gente tá vendo aqui que as metodologias ativas elas já eram feitas anteriormente que né a experiência a própria experiência do Paulo Freire Traz essa perspectiva de uma metodologia ativa quando a gente vai pensar as tecnologias já tem pessoas anteriores A pesquisadores anteriores trazendo eh O que é a tecnologia então assim o o conhecimento teórico tá nesse lugar
né de trazer essas essa historicidade pra gente mas assim também sobre o que tem o Que está tá sendo feito atualmente né de pesquisa de produção científica então é importante por eh a pesquisa ela faz parte do conhecimento a escrita faz parte do conhecimento né a comunicação oral faz parte do conhecimento né então a gente eh uma uma coisa não está destituída da outra né E aí por exemplo qu a gente a gente tá na prática a gente tá na Praxis né como Paulo Freire fala mas a gente também reflete sobre a nossa prática é
No momento do planejamento é na na na htps né que a gente tem nas htps que a gente faz nas horas de Formação a gente tá refletindo a gente tá produzindo conhecimento teórico e o que que é produzir o conhecimento teórico é teorizar sobre sobre as nossas práticas então para teorizar a gente tem que entender que eh teve um conhecimento anterior teve uma produção anterior de conhecimento a gente tá produzindo indo agora e Futuramente outras pessoas produzirão conhecimento né então isso é teorizar né é você é você eh tornar aquele conhecimento uma teoria mas uma
teoria que assim que ela é verificada né que ela eh enfim traz ali no no seu bojo é conhecimentos que foram eh questionados né então não é é simplesmente eh você eh teorizar sobre algo que não tá sendo que você não consegue verificar que você Não consegue eh trazer elementos dados do cotidiano por isso que na nas nossas áreas de atuação como metodologia a gente tem o empirismo a gente não parte a a as nossas pesquisas partem de uma experiência de uma vivência da relação dos com os nossos alunos da relação que a gente tem
conhecimento Então isso é uma forma de de teorizar Isso é uma forma de produzir conhecimento porque é algo um fenômeno que tá acontecendo um Fenômeno social que tá acontecendo a partir de um questionamento de um problema que você identificou e você vai investigar isso é teorizar você vai investigar de que maneira o que que já estão falando o que falam sobre aquele eh tem outras pessoas falando sobre aquele fenômeno já o que a história diz sobre esse fenômeno o que os historiadores pensam o que os historiadores da educação pensam o que os próprios educadores pensam
sobre esse Fenômeno né como E aí como você vai investigar você vai se aproximar daquela realidade você vai fazer entrevistas você vai para Campo você vai eh eh fazer a coleta de relatos você vai para uma análise mais documental Então você vai buscar nos documentos oficiais como isso tá eh como esse fenômeno acontece né você vai buscar nos coletivos sociais nos movimentos sociais como como esse fenômeno se apresenta então assim isso é teorizar né você eh vai investigar o Porquê eh daquele fenômeno e mais do que o porquê os efeitos daquele Fenômeno na sociedade né
então a o efeito por exemplo poderia ser uma pesquisa das das metodologias ativas na educação e que aí a gente já tá discutindo sobre isso aqui quais são os fenômenos um deles é professor eh muitas vezes a função do professor ela é descredibilizar E aí tem todo esse conteúdo produzido que está nas redes sociais que estão aí Nas plataformas e o nosso trabalho ele acaba sendo eh não sendo valorizado historicamente já não É valorizado E aí quando você tem esse volume de produção né Eh nas plataformas O que que a gente vê uma precarização do
nosso trabalho porque aí a gente é é contratado para realizar determinadas ações eh num contexto de precarização então e aí se se se constrói esse volume de conhecimento a ponto do professor ser Substituído né Vocês estão vendo aí né Eh inclusive projetos de lei para que não tenha mais professor e sim o o chat GPT em sala de aula então Eh né Isso também eh São questões que a gente precisa né trazer outro efeito os nossos conteúdos sendo controlado as nossas a o a nossa produção científica sendo controlada por essas grandes plataformas pelas Big testes
então a gente também tem que eh pensar os efeitos disso para além dos Efeitos como é que a gente pode ressignificar é possível pensar uma ressignificação nesses moldes capitalistas que a gente vive é a gente precisa eh excluir eh de fato porque isso vai aparecer nas nossas aulas dos nossos alunos da gente enfim e aí assim eh isso isso são coisas que eu venho pensando por exemplo eh não sei se isso já aconteceu com vocês às vezes a gente vai participar de formações E aí as pessoas que estão dando as formações Falam pra gente assim
ó Mas se vocês quiserem se aprofundar mais vocês podem buscar na internet eu acho que isso é um recurso até que válido Mas se a gente tá ali naquela formação tentando construir não seria mais interessante isso estar naquele momento e aí assim isso Às vezes tem tem trazido algumas alguns conflitos para mim começa assim busca na internet a gente pode pensar o seguinte eh governos totalitários também estão na Internet e muito bem organizados né as fake News estão na internet estão estão sendo produzidas de uma forma bem organizada a ponto da gente não não conseguir
distinguir o que é né fato e o que é fake News então a senhora tocou num ponto Agora que eu tava dizendo você colocar o aluno a mercê dele acessar por conta própria num num oceano de narrativas de obscurantismo de de criar narrativas e você reescreve a história uma tentativa De reescrever a história e aí igual Sora Falou então tira o local do maestro e deixa por quê Porque também o capitalismo que o capitalismo quer ele não quer ninguém pensando se se o se o estudo é financiado pro cara ser tecnicista então você vai apertar
botão carregar uma máquina ali e acabou então eu não quero você pensando eu não quero que você pense em direitos eu não quero que você pense que você é explorado eu não quero que você pensea em nada para Quê sociologia para que antropologia para que história para que filosofia para que fazer você pensar eu quero que você se seja um p de [Aplausos] carga tem uma pessoa com a mão levantada tá o tá como PC não sei fechou a câmera se quiser falar eu agradeço professora tudo bem bom dia Bom dia eh hoje é meu
primeiro dia né que eu estava em conversa esse tempo todos né e assim eh eu tava refletindo muito sobre a sua Fala né eh como é importante a questão da culturalidade né e e e existe um ambiente eh cultural interessante eu sou da cidade de Curitiba né então vou contextualizar dentro desse espaço que eu tô atuando agora né Uhum é importante saber que e diversas escolas ela tá dentro da mesma cidade mas elas elas têm culturas diferentes culturas escolares diferenciadas né porque eu trabalho numa Escola atualmente que eu já estou a 4 anos nessa escola
e ela faz a a sala Invertida as Ela utiliza a metodologia ativas a a comunidade foi criada nessa nesse ambiente que eu estou ali para isso sabe então ah nem as famílias reclamam as famílias participam de de realizar em casa essas pesquisas com os filhos as crianças trazem aquilo pronto e a minha disciplina eu confesso que não é uma disciplina fácil porque é língua inglesa né E eles T muita dificuldade a nível de Brasil eu digo porque eu já trabalhei na Europa né eu fui professora de inglês lá na Europa por isso que tô fazendo
a pedagogia somente agora depois de ter voltado pro Brasil porque aqui exige-se né e eh Engraçado que dentro da mesma cidade e o ano esse ano agora no mês de março eu estava eu entrei no ano passado em uma outra escola e a e a a gestão pregava essas metodologias ativas ela pregava o modelo de sala invertida Então Eu fui realizar o modelo da escola que eu já estava adaptada professora quase tivemos que ir para gcia porque eu fui ameaçada eh por uma mãe de aluno do nono ano porque a filha não precisava estudar que
isso era ela jamais pegaria um livro em casa e aí deu muito trabalho para poder inverter essa situação porque na verdade a escola pregava e eu fui só colocar em prática o que estava nos projetos políticos pedagógicos da escola e aí Tivemos que recorrer as documentos tudo E aí assim eu vi dentro do mesmo dentro da mesma cidade do mesmo estado duas visões totalmente diferentes em uma o documento pregava Essa realidade de sala invertida metodologias ativas mas a comunidade não estava preparada para essa atuação Eh tava acostumado com com aluno eh só só Aquele modelo
funil né só recebe só recebe e quando alguém chegou para fazer o diferente eh deu problema na na dentro Do aspecto da escola mesmo da gestão E aí eu falei não então eu não me adapto com esse tipo de gestão porque eh o papel diz uma coisa mas a prática é outra E aí tanto que eu continuo nessa outra e os meus alunos assim eu tenho aluno no quinto ano nessa outra escola que que funciona com metodologias ativas sala de modelo invertido que alunos do 5to ano estão preparados pro tof estão preparados pro efs São
alunos que eu converso em inglês O tempo inteiro dentro da sala e é e são duas escolas e engraçado dentro da mesma área dentro do mesmo nível E aí assim isso me deu um choque um choque psicológico de repensar isso sabe eu pensei até em escrever um artigo sobre isso para me aprofundar mais para ver se isso acontece em outras cidades é eu acho que são Então são temáticas né são assuntos que vão surgindo é isso são os efeitos da das tecnologias né são os efeitos Eh dessas metodologias e mais são os efeitos de uma
educação eh pensada e articulada Nesse contexto capitalista porque o que a gente vê é que eh essas metodologias essas práticas elas são apropriadas elas né sofrem essa essa apropriação por esse por essa a sociedade capitalista e aí faz E aí acontece né O que você relatou então por exemplo a tendência que a gente tem visto E aí a luta né dos movimentos Sociais é para que eh é a luta pela educação pública né pela escola pública e aí a gente vê assim defesa do Home School né Eh e o que que isso significa né Se
a gente for pensar contexto Brasil né se a gente for pensar o contexto de uma sociedade eh que tem na sua Fundação né a escravização processo de escravização né Eh das pessoas trazidas sequestradas de África a escravização doos povos indígenas o que que isso significa Quando a gente tá eh se encaminhando para esse lado né do Home School ou um discurso né Eh contrário à educação pública que leva para precarização que leva para para a privatização da educação quem é que vai ficar fora ou melhor quem é que já infelizmente está fora e que nessa
nesse cenário né Eh vai aí né ter um aprofundamento né dessa exclusão dessa expulsão né da educação então assim eh e por isso que Eu falo não dá pra gente pensar pensar os efeitos sem olhar eh para os contextos históricos e principalmente eh pensar o contexto Brasil né porque eh quem vai continuar tendo acesso e quem eh né vai ter ainda mais limitação para acessar né então diante de todo de de todo o histórico né a gente sabe que eh o acesso à educação para os para o povo negro para o povo indígena foi eh
limitado foi Eh né assim até se a gente pensar no Ensino Médio Ensino Médio é é algo recente 1942 se a gente pensar na LDB é de 96 meu Deus então assim é um campo em disputa né é um campo em disputa e um campo em disputa num contexto de uma sociedade capitalista e racista então Eh que o que que isso significa que assim a gente não tá alheio a educação não está fora desses contextos né então Não dá pra gente também ter uma uma não dá pra gente se relacionar de uma forma ingênua né
com as tecnologias ativas uma visão muito romantizada né com as metodologias Mas por outro lado a gente também não pode ignorar porque são lugares que a gente também tem que agir a gente também tem que atuar né então no próprio texto que a gente vai trabalhar eu trouxe uma experiência um relato de experiência também eh nesse caminho Assim como que a gente busca outos caminhos para eh ah interessante isso é uma coisa que eu gostaria sabe para crescimento mesmo para não queria enfrentar essa situação novamente eu queria saber sair dessa situação com com destreza assim
sabe com maestria é isso a Camila levantou a mão acho que ela quer falar alguma coisa obrigada viu Obrigado mesmo eh sobre isso ainda né em relação ao Capitalismo e tudo mais eu vejo isso muito nas propostas do governo porque toda vez que vai falar de jovem da Periferia a proposta é curso técnico é curso profissionalizante é sempre relacionado ao trabalho e aí quando você vai nas regiões mais nobres da cidade eles estão fazendo aula de ar de pintura de esporte estão sendo incentivados a serem criativos e isso no futuro reverbera muito porque quem é
promovido nas empresas são as pessoas criativas as Que todo dia fazem a mesma coisa igual elas ficam no mesmo cargo por 30 anos quem é promovido são as pessoas que são mais criativas só que todas as propostas para jovens da Periferia é curso profissionalizante nunca tem algo relacionado à arte a cultura esporte é só ao trabalho é Camila eh eh obrigada aí pela sua contribuição Isso é realmente um dado eh importante e é um dado que a gente verifica na nossa realidade né eu venho Pesquisando políticas para juventudes E aí eu já até questiono esse
essa concepção de juventude a gente também tem que pensar sempre né na pluralidade juventudes de qual Juventude estamos falando né e o que a gente observa né que a as juventudes eh sobretudo as juventudes periféricas as juventudes negras né as juventudes pobres elas são definidas por um tripé né que é educação trabalho e a família e o que os estudos dizem que Eh os jovens eles estão Isso faz parte né das da dimensão dos jovens mas não é só isso e o que você traz é é um uma questão que tá que ainda não não
não se tem né uma resposta acho que também nem é esse caminho mas assim de é mais de problematizar de fato paraas paraas juventudes periféricas é sempre o trabalho que é ofertado né é sempre o eh a escola mas a escola precarizada também nesse lugar é de controle a gente tá vendo aí né o novo o o novo ensino Médio vou fechar aqui gente a gente tá vendo aí o novo ensino médio o ensino médio integral o que que isso significa né é um controle desses corpos né dessas subjetividades E aí eu acho que um
eh um uma perspectiva assim pra gente pensar também é os trabalhos né do do Foucault mas não só do Foucault se a gente eh trazer aí a trabalho da professora Sueli Carneiro da tese dela da da de doutorado né como esse outro é definido Então esse outro na Perspectiva da Juventude esse Outro periférico esse outro jovem periférico esse outro jovem negro periférico que precisa ser controlado No Limite precisa ser eliminado Então essas são formas de eliminação né quando você pensa a experiência de um jovem negro sempre a partir da perspectiva do trabalho e não da
criação da autoria do seu próprio agenciamento é uma perspectiva de eliminação E aí a gente pode a gente tem V na nossa sociedade várias maneiras de Eliminação né é a morte de é é o assassinado é é o genocídio é o homicídio mas essa morte né Eh de definição nesse único lugar então você pensa o jovem a partir do trabalho você pensa o jovem a parte da da família e da educação família porque também é uma instituição que que que controla né Gente assim a gente também tem que mudar um pouco essa perspectiva né romantizada
né muitas meninas negras são arri de família muito os meninos negros deixam De estudar eh porque precisam sustentar suas famílias né Eh assim é na escola na educação que educação é essa que ensino médio é esse integral que pensa itinerários formativos mas que eh exclui o conhecimento desses jovens né então são mecanismos né de eliminação e Essa sociedade capitalista Qual é a sua finalidade né eh a eliminação então eh é isso gente essa visão né crítica se a gente for pensar a educação a escola Como aparelho ideológico né que a gente for lá no al
certo é isso é controle a gente precisa controlar esses corpos aí a gente pode pensar nos hospitais nas penitenciárias né de quais corpos e quais subjetividades a gente tá falando né então [Música] eh olha o que a gente vê aí a partir da da tecnologia e das metodologias ativas né todo esse desdobramento todo esses esse efeito né então por isso que é Importante a gente trazer paraa reflexão paraa conversa né paraa troca de experiências aí o Douglas tá com a mãozinha levantada se quiser falar bom bom dia a todos eh eu tenho sempre eh sempre
questiono porque sempre passam novas metodologias pra gente nas form ações os ATP sou professor da rede estadual atpcs da efap enfim formações das coordenadoras e voltam como se fosse evolução novas metodologias elas são simplesmente Maneiras novas de fazer o mesmo trabalho não necessariamente mais eficientes primeiro lugar que eu gostaria de dizer é isso um problema que eu né eu tenho dificuldade e acho que seria mais eficiente se fosse diferente e é uma uma mudança da época que eu era aluno de para mim foi paraa pior eu lembro muito nitidamente que as salas elas eram mais
homogêneas pelo amor de Deus não quero aqui não tenho nada contra a heterogeneidade Dea turma que tenham das Mais variadas religiões orientações sexuais enfim ideologias políticas isso eu sou completamente a favor eu digo elas eram mais homogêneas no nível de aprendizagem que os alunos se encontravam naquele momento para compor a mesma turma e isso eu acho que é um agente facilitador entendeu para você utilizar uma determinada ferramenta por exemplo eh as metodologias ativas são assim pode funcionar muito bem para um determinado Estágio que o aluno se encontra e um outro aluno ele precisaria de uma
metodologia talvez a mais tradicional menos ativa entendeu eu eu tô na mesma escola tenho esse privilégio há muitos anos então tenho alunos que estão no no 9º ano comigo que eles chegaram no sexto eu tô 4 anos com o mesmo M aluno E aí eu vejo que alguns os que já estavam até no nível de aprendizagem mais né Eh eh mais avançado e a escola que eu tô é uma p metodologia ativa o tempo todo eh Realmente a evolução que eu percebo neles eu utilizo muito seminário é imensa só que eu percebo que tem alguns
que não não conseguem evoluir porque a metodologia é a mesma e não é eficiente para eles e eu como professor sou apenas um na sala de aula e não dá para na mesma turma eu pelo menos não consigo utilizar metodologias diferentes ao mesmo tempo na mesma turma então eu acho que é uma coisa uma mudança que eu vi na educação que ao meu ver é para pior é Essa história que inventaram que eh que você tem que colocar as salas tê que ser mais heterogêneas possíveis em nível de aprendizagem e eu acho que isso é
um fator que tá atrapalhando Obrigado a todos pela atenção então eu acho que eh tem alguns pontos importantes da sua fala mas eu eu sempr Seme penso gente que a gente aprende eh na relação com o diferente eu acho que o que aí tá implicando é que a gente tem eh uma quantidade de alunos por sala né Que tem impactado eh eh o aprendizado né mas eu acho que eh aprender na com as diferenças e ter uma sala heterogênea é assim eu não eu não eu não não vejo exatamente como um problema que eu acho
que a gente precisa entender que essa estrutura escola e como eh eh as as né as a sua estrutura ela é organizada ela está organizada é que deve ser questionada né se a gente tem 35 alunos né Eh dentro de um espaço né então a gente sabe que a escola é isso né gente é são muitas pessoas no mesmo tempo no mesmo lugar e que tem que aprender do mesmo jeito Isso se chama massificação né Eh daí eu não acho que seja que a questão esteja diretamente ligada ao fato de ser uma turma heterogênea eu
acho que essa composição como essa composição se dá inclusive historicamente você precisa massificar você precisa formar as grandes massas Para Com um único propósito entendeu de sair de lá apertando o botão né de alienação então Eh e por outro lado mesmo que às vezes a gente tenha uma heterogeneidade Essa massificação ela produz também uma homogeneização então eh eu acho que fica aí esse paradoxo pra gente pensar que tá presente na educação e não tem como a gente não eh problematizar isso né Eu acho que eh ter uma sala Heterogênea se fosse outra composição eh poderia
ser diferente Ou não mas assim a gente tá falando de uma estrutura chamada escola você põe maior número de pessoas no mesmo tempo no mesmo espaço você massifica E aí quais são os efeitos dessa massificação é muito como pensar né A gente entra na escola eh e aí a escola se coloca nesse processo né de embranquecer E aí embranquecer ideologicamente né você sai dali eh Inclusive não sabendo mais quem você é né porque você sai dali como uma mão de obra eh para produzir para trabalhar e aí esses processos de alienação né então é uma
instituição de controle né então acho que talvez questionar a própria estrutura e a composição né da dessa estrutura gente eu só vou abrir agora para PR Cassandra falar e aí eu vou voltar lá eu vou iniciar a apresentação porque a gente debateu bastante importante a gente ouvir as diferenças As diferenças né as diferentes experiências porque isso é o que vai compondo também o nossos saberes candra Pode falar É bom dia Cassandra né Eu também sou do Estado de São Paulo também tô na rede efap também tô na rede e assim eu concordo em partes com
ele e em partes com você também eh hoje em dia pelo menos aqui no Estado de São Paulo nossas salas estão muito heterogêneas eu tenho a experiência das Minhas filhas que estão no município quando elas estavam no primeiro ano elas pegaram a a fase da do do revesamento Então as crianças iam e vinham tal então a professora delas na época todo mundo que queria ir podia ir pra escola porque Eram poucas crianças na fase pro segundo ano a escola propôs fazer uma sala homogênea nivelar mais ou menos os alunos ó os que estão mais avançadinha
que tem um pouco mais de Diade então deu uma meio que uma homogeneizada na sala que que aconteceu a sala realmente avançou avançou as duas avançaram sim a sala que com os alunos um pouco melhores avançou um pouco mais que que eu penso hoje em dia assim tendo as duas experiências existe essa massificação realmente assim esse crescimento em massa Por quê a gente nela para baixo a gente tá na sala de aula ah a gente tem meta tá o aluno tem de dificuldade a gente acaba nivelando a Sala toda para baixo entendeu a gente acaba
trabalhando mais o aluno com dificuldade mais aquele aí o aluno que é um pouco mais avançado ele vai ficando ele não vai avançando mais ele vai ficando ele vai perdendo o estímulo E aí vai ficando no a a a estrutura como você disse não é aluno pensante não é um um cidadão pensante que que vai ali atrás dos seus direitos tal não é a massificação é a mão de obra sem pensar Então quando você tá com todo né ah você Falando lá em alfabetização ah você tem 30 alunos você tem cinco que já tão alfabetizados
mas você tem 20 press láb acaba você você trabalhando mais com as atividades ali o outro vai ficando o outro acaba sendo o ajudante e tal aí a longo prazo chega O Terceiro Colegial que a gente tem que não pensa que não tem opinião que não tem um projeto de vida né então eu só assim complementando a sua fala Eu só acho que assim quando a Gente eh divide por esses critérios né então quem eh quem eh tem mais facilidade ou quem tem menos facilidade eu só me pergunto Eh esses critérios né que são utilizados
e me pergunto também se isso eh não vai produzir eh Que efeitos né que a gente não tá produzindo também nessa subjetividades porque quando a gente tem um aluno que tem facilidade né Mas e quando o nosso Aluno não tem aí a gente vai segregar vai confinar em salas né dividir dessa forma eh Quais são os efeitos disso né Será que eh faz fazendo isso a gente não tá aí reforçando eh o que esse jovem essa criança vivencia fora da escola né E aí se a gente observar eh quem são essas crianças que vão ficar
nessa sala né que tem dificuldade que tem atrasos Qual a cor dessas crianças né Eh qual o CEP dessas crianças então Eh Eu não não sei se eh eh trabalhar com salas homogêneas se seria eh uma alternativa possível né até porque se a gente for pensar na realidade contexto Brasileiro né Eh a gente tem aí uma sociedade que é multicultural né e é isso eu torno a falar a gente aprende com diferente a gente aprende eh na diferença com com o diferente né porque como é que você vai eh a educação ela é feita de
conflitos Também né e eu não tô romantizando né assim eu não tô dizendo que a escola tá preparada para isso que a sociedade tá preparada para isso mas eu acho que eh trabalhar com salas homogêneas eh eu não sei se se é a melhor saída que me faz pensar sobre algo que aconteceu não muito recentemente mas que foi na pandemia não sei se vocês acompanharam que era para voltar as escolas especializadas ao atendimento à criança com deficiência então teríamos uma Escola especial para crianças com deficiência né da mesma forma faz pensar também sobre uma escola
para ricos e uma escola para pobres né E aí no Brasil entenda-se pobre eh a maioria formada por pessoas negras né então foi o que a Camila trouxe aí né Você vai pensar a educação para Periferia é trabalho são os cursos técnicos forma pro mercado de trabalho mas se você vai pensar na juventude eh enfim né que vive privilégios é outra perspectiva é da Criação é da autoria né E como faz para reverter isso né como faz para tensionar se você homogeniza essas tens essas tensões não vão aparecer né então aquele que sabe que sabe
mais que tem mais facilidade sempre vai vai ser impulsionado para saber mais para aprender mais e aquele que tem dificuldade vai ser inclusive castigado por ter dificuldade né Então não sei eu acho que eh isso são os paradoxos da nossa da educação que a gente precisa eu Não tenho uma resposta né que eu quero dizer quando eu não sei não ten uma resposta a gente precisa refletir sobre isso né Eh a princípio Pode parecer ser uma uma saída né mas isso a longo prazo né e os efeitos disso né dessas composições nas subjetividades dos nossos
jovens nas nossas crianças da mesma forma que a gente não quer jovens somente para apertar botão a gente também não quer jovens eh eh que as nossas juventudes sejam Responsabilizadas eh pelas violências que elas passam né porque ter uma dificuldade não ter facilidade em determinado conhecimento eh não faz né Eh a gente não pode tornar elas responsáveis por isso a gente tem que ver o por entender porque que a Por que a pessoa tá com dificuldade não é a pessoa Talvez ela não tenha tenha encontrado métodos ou a forma como tá sendo construído o conhecimento
não tá não tá sendo efetivo ou até mesmo eh a Experiência da educação ela é uma experiência de violência né para algumas camadas da população a a escola é um espaço hostil né ela só não vai ser hostil para essas pessoas por exemplo que tem facilidade que aí vão ser sempre impulsionadas a produzir enquanto que aquele jovem que que eh eh tem uma dificuldade mas não tem uma dificuldade porque ele é dificuldade ele tem uma dificuldade porque inclusive ele pode ter uma dificuldade mas o que que Faz com que essa dificuldade se torne maior né
defina ele né a gente tá falando de uma sociedade ista né então eu não sei eh eu acho que fica aí uma uma provocação para vocês pensarem em refletirem sobre isso né Eh tem algumas questões aqui ó eh segundo saviane a mediação acontece dentro e fora da sala e não é só o professor quem faz isso exatamente eh Douglas ele colocou a Teoria é linda na realidade vejo alunos que estavam mais Avançados ficarem desmotivados e no final estão todos no mesmo nível o nível mais baixo do desenvolvimento eu não vejo a cor da pele como
capacidade essa distinção de cor raça ou classe social nem deveria existir na educação então eh a gente tem que ver sim né a cor a gente tem que ver sim a raça porque eh Isso faz parte da história do Brasil né eh não ver a raça não ver a cor é é uma questão né porque a gente tem que entender que as que os jovens e as Crianças eles fazem eles partem de lugares muito diferentes né assim eu entendo o que você coloca né isso não pode ser como eh definição mas a gente tem que
olhar para esse aspecto sim né porque se a gente for pegar os dados né Eh a os jovens negros eles estão fora né da escola ou porque eles têm que trabalhar ou porque eles são mortos pela po pela pela polícia Então a gente tem que olhar para essas questões sim eh não eh numa perspectiva de Eh não usando isso reforçando isso como uma desigualdade mas a gente precisa olhar sim né Onde estão os jovens negros Onde estão os meninos negros que não estão na escola né eh não sei se vocês TM acesso mas tem um
anuário que é feito pelo Fórum de violência a eles estão no eles produziram recentemente depois posso compartilhar com vocês e aí eles constataram que jovens de 15 a 29 anos mais de 70% estão fora da escola não estão finalizando o ensino médio como Não estão no ensino superior onde onde tá mais de 70% se a gente tem uma sociedade que a maioria é composta por pessoas negras pretos e pardos Onde estão esses jovens então e quando esse jovem tá na escola como é como ele é tratado então Eh eu não eh digo que a gente
precisa ter isso assim como posso dizer Claro vou planejar minha aula eu tenho que né planejar num sentido amplo Mas eu também tenho que olhar paraas Especificidades eu também tenho que olhar para singularidades Para experiências para as experiências eu não posso partir do princípio que todo mundo vem do mesmo lugar tem as mesmas nas experiências isso também é uma forma de homogeneizar entendeu então Eh quando eu falo olhar é olhar pra realidade brasileira não tem como a gente não olhar pra realidade brasileira pra experiência dos nossos alunos né Eh eu vou então Eh Valter levantou
a mão Mas assim eu queria iniciar a apresentação Walter a gente pode ir na Quando voltar da do do intervalo você pode ser o primeiro a falar e aí a gente segue porque senão eu não vou conseguir entrar no texto que eu queria entrar com vocês Amém aí eu vou entrar nessa tua fala que eu que eu fiquei assim meio com espetinho enfiado mas eu vou entrar nesse no final dessa tua Fala aí na volta tá bom professor Ah pode tudo bem de só fechar aqui Eh [Música] aqui vocês estão vendo né Tá todo mundo
vendo Sim estamos vendo eu pelo menos tô vou apresentar aqui essa então é aula de metodologias para aprendizagem ativa e o planejamento profissional eh eu fiz Endo eu fiz essa provocação com vocês eh eh das definições de tecnologia e de metodologia ativa pra gente eh pensar sobre os efeitos né refletir sobre os efeitos eh dessas metodologias enfim na Na educação sem eh a gente se distanciar né da da realidade aí eu no início eu não vou eh passar agora o vídeo mas no início da da aula eu enfim abri assim antes de vocês chegarem com
uma música depois a gente coloca no final paraa gente né ter assim um pouco mais de tempo então o texto que eu trouxe que eu pedi para vocês fazerem uma leitura é tem o título a experiência né da eh gamificação gamificação uma estratégia para uma educação Afrocentrada e aí o Por que eu trago nessa perspectiva né pensando que a maioria da população brasileira é constituída por pessoas negras pretas e pardas é uma realidade brasileira né não é algo inventado a gente tem aí dados né para confirmar a história confirma né então Eh faz parte da
realidade brasileira né então e a gente como eu trouxe o dado aqui para vocês né então de acordo com eh esse anuário né da violência eh mais De 70 por dos jovens negros estão fora da escola né não estão nem no ensino médio eh nem curso técnico e nem Na graduação né E aí se a gente comparar esse dado com a população Branca a população Branca somente 30% então o que que isso significa né aí então eu trouxe eh esse artigo pra gente pensar a partir de uma experiência de um relato de experiência né E
aí eh nesse primeiro nesse primeiro slide que eu tô trazendo Aqui a gente tem aí uma definição né do que que o os autores né Eh entendem compreendem por eh gamificar né é importante compreender que gamificar num contexto educativo não significa criar ou jogar um jogo mas sim proporcionar que a dinâmica e a mecânica do jogo seja incorporada na prática Educacional a gamificação não é um jogo um processo para transformar algo em jogo mas a utilização de metáforas originárias dos games em áreas não relacionadas Eh deixa eu ver aqui pera aí cortou aqui não sei
como é que tira isso Ah pera aí gente deixa eu ver o final da definição aqui porque cortou a apresentação então eh a gamificação não é um jogo ou processo para transformar algo em jogo mas a utilização de metáforas eh metáforas originárias dos games em áreas não relacionadas a games o que que isso significa trazer as metáforas dos games Para outras áreas Então a gente tem eh a construção de um jogo primeiro parte de um problema parte de uma questão né E como você vai trazendo essa metáfora que tá ali no jogo na experiência Educacional
a relação que esses pesquisadores fazem é a partir da investigação né a partir da busca né de informações Então como é que você usa esse cenário dos jogos eh na sala de aula nessa Perspectiva da investigação né da busca do problematizar da das Problematizações que você pode fazer a partir de um fenômeno social então eles vão trazendo essas experiências eh dos jogos paraa sala de aula então não é exatamente você reproduzir né a mecânica de um jogo ou transformar algo em um jogo mas é como você pode eh construir um conhecimento tendo eh como eh
relação à experiência de um jogo E aí mas é um jogo eh não nessa perspectiva né de de quem ganha quem perde Mas é Você entender esses processos então processos de investigação problematização quais como como as perguntas serão feitas de que maneira Eh esses jovens essas jovens serão provocados a buscar entendimento compreensão sobre esse conhecimento Então tá nessa perspectiva não é uma transformar algo em jogo ou tudo vira jogo ou tudo tudo vira eh uma forma de competição até mesmo a gente pensar na na no conceito competir né a gente pode Estabelecer os mesmos moldes
de competição então quando a gente traz isso para pra sala de aula é importante também que a gente eh provoque os nossos alunos a entender que eles nem sempre vão eh ganhar né que existe também momentos em que você vai perder né Então essas relações também precisam ser problematizadas né em sala de aula e aí o próximo slide eh eu já trago então a a o relato de experiência é esse ponto do Relato de experiência é uma prática também que a gente vai ver muito nas metodologias ativas E por quê a metodologia ativa ela se
propõe a trazer a experiência né vivida o empirismo né a a fala das pessoas que estão participando daquele processo porque se a gente entende que eh o processo né educativo ele é a forma como as pessoas aprendem a cognição se dá por um processo então é importante que essas pessoas que essas falas Estejam na pesquisa né é importante estar na nesse lugar né não falar eh de Fora enfim como a gente vê muito por aí pesquisas né de gabinete né Então você já vai para pra realidade com conceitos determinados E você só vai ali eh
identificando não é sobre isso então a metodologia ativa também se propõe a isso né se a gente pensar na experiência do Paulo Freire é isso né a gente não vai pra sala de aula com uma prescrição Ah se eu tiver um aluno com determinada Questão eu vou agir assim isso hoje gente parece Óbvio e parece que isso não é feito que isso não existe mais mas existe a gente olha para um jovem negro periférico eh isso eu já tô falando né de experiência própria né Eh você tá numa sala de professores e o que mais
você escuta é aquele jovem não tem salvação vai virar bandido Então isso é isso é uma forma da gente ir com esse olhar né já determinando os lugares as Experiências das pessoas né então por isso que é importante trazer o relato de experiência é importante eh identificar no empirismo nos estudos empíricos eh metodologia de metodologias científicas né então para iniciar a atividade asos professores estavam ali relatando eh que foi foi um um um jogo né a partir de uma questão né então eu vou ler aqui vou compartilhar com vocês para iniciar a atividade todos os
participantes educadores crianças e Adolescentes sentaram-se em roda sobre uma esteira de palha e a partir da pergunta como você acha que o mundo começou Cada um foi descrevendo o que conhecia muito a partir da sua Experiência Religiosa judaico Cristão em seguida foi apresentado o livro do orum ao a a a criação do mundo da escritora Valdete Tristão que foi lido coletivamente aí a gente já vê que assim a prática já se alterou sentar em roda Ler coletivamente uma pergunta que traz né uma certa inquietação né a compreensão eh as eh todos passaram a descrever a
partir da sua experiência assim em nenhum momento os professores vão fazer eh apontamentos do que é certo o que é errado né porque o que está se considerando aqui é a experiência né por isso que é o é um uma forma de relatar Mas isso também é percebido na como eles estão descrevendo né A Experiência das Pessoas estão sendo respeitadas ali né não tem essa eh dicotomia né se é certo se é errado né são as vivências as experiências e a leitura coletiva possibilitou conhecer uma versão da criação do mundo segundo os yorubas povo africano
do sudeste da Nigéria com grupos também na República do benim e no norte da República do tobo trazidos escravizados para o Brasil esse povo teve importante participação social cultural e religiosa no país sobretudo No estado da Bahia atentas as crianças e os adolescentes pontuaram como alguns trechos do livro se assemelhavam com os ensinamentos das suas religiões A exemplo do homem criado a partir do Barro E aí a outra pergunta que eles colocaram como a ciência explica o surgimento do homem ao que uma adolescente respondeu que havíamos surgido do macaco a partir daí se iniciou a
segunda parte da atividade conversamos um pouco sobre as figuras né Porque na roda eles trouxeram algumas imagens né dessa evolução eh do eh macaco para o homem as crianças foram convidadas para uma missão então a metáfora missão é presente também no nos jogos né então a missão aqui é uma metáfora que tá no jogos mas que aqui a gente tá eh trazendo numa perspectiva de investigação científica né há 30 milhões de anos atrás surgiram na África os primeiros primatas que depois evoluíram e deram origem aos primatas modernos Incluindo o homem mas ele não lembra como
isso aconteceu Vocês podem ajudar busquem os kco escondidos e Sigam as pistas Boa sorte então é esse momento Aqui é onde a gente percebe a metáfora dos jogos né E aí Segue né o primeiro que code foi entregue aos participantes e nele continha um texto charada o lado leste da África passou a sofrer mudanças climáticas e foi gradativamente se tornando ambiente árido sem as grandes florestas Tive que me adaptar a este Novo habitate e evoluir para a vida no chão andando sobre duas pernas mas também adoro subir em árvores para conseguir comida frutas folhas e
sementes ou para evitar predadores Vivi quase 4,2 milhões de anos atrás quem sou eu me encontro a charada ao ser desvendada levava sempre a um CR code e assim por diante E aí quando você vai usar essa tecnologia do QR Code como a gente fez aqui no início da aula a gente tem que fazer o teste né a gente tem que Eh fazer ali a mediação mas não só do qrcode porque a mediação já tá acontecendo desde o início né da atividade mas eh testar junto com os alunos e proporcionar outras formas também né dos
alunos participarem se eles tiverem dificuldade com QR Code o que se o que pode ser feito naquele momento então isso também é uma forma de mediação por qu se não tiver QR Code não vai participar porque se não tiver acesso à tecnologia não vai participar e É muito que a gente vê né É na nossa sociedade se você não tem acesso à internet você não participa você não existe praticamente né então hoje tudo tudo está digitalizado né é uma digitalização da vida é uma uma financeirização da vida se você não tá no meio digital se
você não tá né Eh enfim não tem acesso você a Essas tecnologias você praticamente não existe né E aí também é uma outra provocação né né Eh Eh de como essas concepções vão sendo construídas né E aí eh os autores seguem né fica evidente Como surge a necessidade de promovermos práticas educativas afrocentric para romper o silenciamento sobre a contribuição da Matriz civilizatória dos povos africanos e afrodescendentes para a produção da humanidade ao invés de privilegiar uma história única que coloca a ciência e a tecnologia em geral como um atributo essencialmente Branco Ocidental desconsiderando o fato
de que assim como a humanidade as primeiras civilizações e os primeiros passos da ciência foram dados no continente africano isso quem fala é esse pesquisador ehad de em 1974 depois eu também posso trazer a referência dele para vocês que acho que é importante a referência queas que eles trazem aqui porque esse ele foi o primeiro intelectual negro a trazer essa Perspectiva de que o conhecimento da humanidade eh é né definido ali no continente africano e que isso é apagado né das narrativas e aí o que se vê essa perpetuação de uma história única e aí
como eu disse para vocês eu acho que a aonde está aí né Eh a forma de Talvez ressignificar o uso das metodologias ativas é justamente poder trazer outras narrativas outras perspectivas sair dessa história da linearidade né a gente Tá em evolução evolução para onde né Para onde a gente quer chegar né então assim eh essa essa forma linear de de conhecimento é também uma visão muito positivista Liberal né do conhecimento né então eh a gente também precisa se questionar sobre essas concepções que elas estão presentes na educação né o outro ponto importante assenta-se na oportunidade
da gamificação proporcionar o poder de Problematizar com as crianças adolescentes a expressão racista que comumente associa o negro a macavo E aí eh eu também vou compartilhar com vocês esse projeto Maker um relato de experiência da professora Gislene thaí walsen eh esse trabalho tá na plataforma da da Secretaria Municipal de Educação Mas por que eu eu né trouxe ele aqui porque a a gente também eh vem aí eh num num crescente né sobre cultura Maker né e o que é a cultura Maker né a cultura Do fazer com do fazer de pôr as as mãos
nas a mão nas na massa né enfim fazer você aprende fazendo você aprende construindo você aprende na materialidade você aprende isso gente já tá assim faz parte da nossa da nossa educação né assim eh não não surge aí com essa cultura Maker é que hoje é denominado dessa forma mas se a gente for olhar né para eh pras referências que a gente tem na educação isso já tá sendo discutido há Muito tempo né como é que a criança aprende até essa tomada essa visão eh quando a gente fala que o protagonismo tá na criança que
o foco vai ser paraa criança né como é que a criança aprende como é que ela se relaciona com conhecimento então se antes gente eu vou desligar aqui se antes a o foco era no conhecimento em si no que tava sendo ensinado aí o foco muda e a gente vê Isso ali eh na Perspectiva do vigotsky né então isso tudo vai sendo alterado e aí a gente tem críticas à teorias mas a gente precisa entender como essas teorias elas sãoas Então a gente tem alguém que tá com [Música] áudio então aqui a professora jislene Ela
traz as diferenças acho que vocês já devem ter escutado eh ações que acontecem EMS nas fábricas né nos fablabs mar laboratório de fabricação digital hacker Space Então ela traz algumas definições que são interessantes pra gente pensar como eh esse espaço da cultura make tá se ampliando né Tá se expandindo mas não nessa perspectiva assim de que é negar o que já tava sendo feito antes mas como isso vai sendo atualizado né então a gente tem a experiência dos Fablabs que são esses eh espaços abertos pra comunidade eh tem determinado Tem vários tipos de equipamentos né
enfim a gente precisa olhar eh para esses espaços assim de uma de uma forma que haja participação ativa das Comunidades né que sejam espaços de criação principalmente né então eh como é que a mediação a nossa mediação ocorre nesses espaços então achei interessante eh trazer essa essa tabela que ela faz Porque a gente tá falando da importância dos espaços né que da educação né E aí não É acho que já foi falado aqui por vocês que essa mediação ela vai acontecendo em vários lugares né então Eh o espaço também é importante para pensar as mediações
para pensar criação de conhecimento construção de conhecimento então Eh depois a gente pode até ver com com mais eh mais eh foco né O que que ela traz E aí Ela traz alguns princípios eh dessa Cultura Maker né uma uma uma releitura E aí tem algum alguns verbos aqui né o fazer o compartilhar o dar presentear o aprender né o equipar o brincar o participar o apoiar mudar isso também vocês trouxeram lá no início né quando eu pedi para vocês definirem né O que que são as metodologias ativas né Então as metodologias ativas elas tão
são a enfim são formas né de de trabalhar de construir o conhecimento e aqui a gente tá falando dos princípios do movimento Maker que também tá muito associado com as metodologias né então esse movimento Maker ele é um movimento de criação né de elaboração que também tem pensa as metodologias as formas de de construção de conhecimento né e do que que isso é importante de a gente olhar que aí a gente tá falando dessa ampliação das perspectivas não é só uma forma de criar não tem só uma forma de construir não se restringe somente ao
espaço da da escola mas Também fora da escola né então como é que a gente pode eh enfim criar conexões Entre esses espaços né e pensar como é que a gente cria né como é que a gente produz como é que como é que as Produções estão estão se dando nessas espaços né Eh e são espaços que a gente precisa ocupar né de alguma forma e aí eu não vou conseguir passar agora mas eu tinha separado aqui para vocês verem a experiências de eh mulheres na nas tecnologias né eh e aí Tem dois vídeos que
eu vou passar quando a gente retornar pra gente então é isso quando a gente pensa as metodologias ativas com uma uma outra perspectiva de ampliar narrativas de não se ater somente numa história única linear né essa história sempre contada a partir de um Universal que eh especifica que mata que elimina como é é esse é o lugar né de potencialidade das metodologias ativas porque você expande você amplia então aí eu vou Trazer no no no retorno da o almoço experiências de mulheres nas tecnologias né justamente questionando esse lugar Universal que normalmente a gente tem referência
do homem branco né Sis étero então assim quando a gente pode romper com essas narrativas né quais são eh os efeitos disso né A gente vai ver protagonismo eh das mulheres das mulheres negras a gente vê se essa retomada né Eh das tecnologias que já foram feitas e que não são enquanto tecnologia né Eh autonomia emancipação dessas mulheres dessas jovens né então Eh Quando a gente voltar eu apresento para vocês a gente passou um pouquinho aqui do intervalo queria pedir desculpas para vocês mas enfim que o assunto é interessante eh queria ver de vocês se
vocês tem alguma dúvida querem tirar alguma dúvida tem alguns comentários aqui nas na na no chat Eh não vou conseguir ler todos mas aí na volta também a gente faz a leitura a pergunta vocês conseguiram ler o texto eh professora eu tirei fotos da da dos slides aí porque eu fui acompanhando ouvindo e tirando as fotos né Eh o texto a gente recebe eh e-mail alguma coisa pro Prof que hoje é meu primeiro dia Eu encaminhei para para vocês Eu encaminhei paraa coordenação pedagógica que eh colocou no no site no próximo bloco Aí eu ponho
a o link da atividade tá para vocês e aí é isso gente assim eh a conversa é mas pra gente pensar também nesses paradoxos aí né que atravessam a educação se vocês tiverem quiserem fazer alguma colocação aluma um ponto senão a gente vai ter o almoço então Eh então agora é 12:13 Vou combinar com vocês a gente volta então 1:15 pode ser que aí todo mundo almoça com tranquilidade Eh faz aí o que precisa fazer sem pressa né sim uhum pode ser e é isso gente queria agradecer esse primeiro momento pedir desculpas aí início que
a minha internet né falhou mas isso a gente já discutiu aqui que é próprio da das tecnologias né Eh nada nada como não acontecer isso né pra gente ver Olha aí a gente tá né a relação com o conhecimento muda depende do sinal da Internet funcionar inclusive então 1:15 a gente volta tá bom e é isso Aí bom almoço eu não vou eu vou deixar aqui minha câmera fechada e o áudio fechado tá bom e a gente volta 1:15 obrigada viu Professor a gente permanece aqui então no caso a gente não fecha aqui né eu
eu não saio né porque se eu sair eu derrubo o link da sala eu oriento fechar a câmera o áudio de boa então pergunta era minha pergunta també e bom almoço Então Eh também já informar vocês que o link da atividade tá no chat eh eu recomendo que vocês copiem o link salvem algum lugar aí onde fique mais fácil depois para vocês acessarem eh Eu encaminhei os materiais que a gente discutiu aqui que que foram surgindo né na nossa conversa por e-mail paraa coordenação pedagógica provavelmente durante a semana vocês terão acesso mas eh fiquem à
vontade também Para eu gostaria de fazer uma pergunta posso Claro eh Boa tarde a todos é a primeira vez que eu participo de uma graduação eh dessa maneira né estou gostando muito a princípio eu quero parabenizar né a professora eh e a minha dúvida é o seguinte essa atividade ela fica na plataforma e é algo que eu posso fazer depois outra pergunta a presença ela conta pelo fato de eu estar já na durante a aula como funciona então eh a Presença é por meio dessa atividade pelo que a coordenação pedagógica nos informa Esse link é
um forms né que a gente utiliza inclusive é já um exemplo né de metodologia ativa eh e aí ele ele tá aqui no chat eu vou abrir com para vocês verem mas são eu coloquei duas questões como eu falei são questões mais reflexivas né para de tudo que a gente abordou aqui conversou dos materiais que vocês tiverem tiveram acesso mas principalmente também a Partir do que vocês conseguiram mobilizar aqui de conhecimento e o que vocês já trazem né de conhecimento eh pela experiência vivência e pela formação então é um um momento também de reflexão é
o o eu vou abrir aqui com vocês para vocês eh deixa eu só localizar aqui que eu compartilhei Acabei fechando mas é rapidinho de achar não voltou o eu não consigo Compartilhar é o eles eles me colocaram como anfitrião mas tiraram e eu não consigo compartilhar é só responder então atividade que já conta minha presença durante o curso é isso né sim mas eu queria mostrar para vocês ler junto com vocês as questões entendeu para vocês perceberem que assim São perguntas questões que eh a princípio você assim que eu quero Dizer não é perguntas assim
o que é entendeu É é São perguntas mais reflexivas mesmo assim no sentido de que vai provocar vocês a refletirem sobre suas práticas né sobre a experiência nesse sentido entendeu Aí o o que tá aqui o Walter colocou novamente eu vou pedir para eles me colocarem como anfitrião de novo porque senão eu não consigo compartilhar as coisas que eu preciso né e é questão de 5 minutos eu olhei agora Mesmo a senhora tava de anfitrião aí foi un 5 minutos mudou o Jeferson não sei por tempo todo a senhora tava de anfitrião aí eu não
sei eh porque que que altera mas enfim eu acho que tinha uma pessoa não sei se você mesmo que queria falar no último bloco é uma colocação quem quem não conseguiu falar no primeiro bloco queer falar agora acho que a gente podia aproveitar esse momento para Para falar então porque eu tive que ir paraa apresentação né sim eh por exemplo é s é só nível de reflexão eh você não pode penalizar por exemplo as pessoas são a gente gosta de usar essa palavra plural né Tem pessoas que T uma facilidade outras menos enfim eu não
tô falando isso em contexto de de social não eu tô falando de capacidade talvez natural inata de cognitiva daquela daquela pessoa daquela pessoa então por Exemplo eh em 2014 o ministro Cid Gomes Ele tem que ir pr pra televisão e a presidente era a Dilma Rousseff ele vai fazer uma cara de paisagem porque 529.000 alunos tiraram zero na redação e essas pessoas passa pelo pressuposto que elas têm o ensino fundamental ensino médio etc e tal e elas zeraram elas zeraram então muitas vezes também essa Maquiagem que faz no sistema porque a própria bncc Diz ela
fala de uma dialética que contempla ensina e aprendizado Se não houve ensino não não não teve aprendizado então muitas vezes professora por exemplo se na sala tem alguém que é um Mozart com com um ano ele vai ser o maestro Ele nasceu ele é um ponta fora da curva tudo bem Toda a exceção ela só confirma a regra esse camarada não vai poder ficar atrasado porque as outros Demais não acompanha ele então o sistema tem que acompanhar Aí tem que fazer o seguinte aquele aquela pessoa que vai gastar 4 anos para aprender matemática ou 4
anos para aprender falar português ela gasta 4 anos agora quem aprende com 1 ano tem que aprender com ano você não pode atrasar a escola toda em detrimento igual a senhora falou de uma herança né de uma herança negativa porque a o o país é o Brasil é um país do tráfico né o tráfico da mão de obra aonde você Pegaram pegou lá no no habitate da da geografia da África e e e pegaram os africanos e obrigaram ele a fazer E aí tem essa herança dos quilombos etc 70% das pessoas que moram em em
em lugar que não tem saneamento básico é os negros 70% de quem tá nos presídios é negro tudo isso é verdade isso é um fruto Mas o que eu tô falando é para resolver o problema dessas pessoas você pegaria o Silvio Almeida Silvio Almeida Doutor estud na maen pós-doutorado foi ministro Aí agora por exemplo então se ele gastasse 5 anos a mais do que qualquer outra pessoa mas ele chegaria no final seria um doutor então a escola tem que resolver esse problema não adianta empurrar e que chega chega lá 530.000 alunos Zerado Quem empurrou esses
caras foi o sistema foi a nota foi o Banco Mundial foi o acelera Brasil etc e tal então a gente vai viver num verniz numa maquiagem professora só entende o que eu tô Dizendo isso não vai resolver o problema daquela criança quanto Silva Almeida vai ter que nascer então a gente então o sistema tem que gastar tempo se esse camarada gasta 3 anos a mais para aprender dominar inglês português e etc que ele gaste com ele o estado gasta com ele tempo a mais tem pessoas que aprendem a tocar com um ano outros com dois
três mas vai tocar no final todo mundo vai tocar a questão é tempo Professor Então é assim porque na sua Fala quando a gente vai trazer toda essa herança negativa e se a gente colocar todo mundo nivelar por baixo fica terrível né porque a gente também deixa eu só deixa eu só falar uma coisa primeiro eu não trouxe eh essa referência de África como uma herança negativa segundo eh a questão é numa sociedade desigual como a nossa eh se a gente eh foca nas pessoas eu não disse que a gente não tem que focar eh
nas pessoas Que têm facilidade mas eu tô dizendo para você e que o que que a gente faz com as pessoas que não t essa facilidade e assim a gente também precisa desconstruir essa ideia de que o conhecimento é Nato que a gente já nasce com conhecimento que a gente nasce com dom não me descul tudo isso é construído então pesso só terminar um minutinho Deixa eu só terminar min fala você já fala eh eu Não disse que eh não é pra gente olhar também para as pessoas que eh tem uma maior facilidade mas o
que a gente vê na escola é que sempre quem fica para trás né são as mesmas pessoas que eu quero dizer né Elas têm uma cor Elas têm uma raça Elas têm né Elas não existem em abstrato e eu eh particularmente eh Walter eu não acho eh que a gente Deva eh né focar somente nas pessoas que TM Habilidades porque tudo isso faz parte de uma construção Se você é que você tá não sei se eu tô me fazendo eh explicar por exemplo as pessoas que T mais acesso à educação que dentro das famílias elas
T mais acesso mais recursos elas sempre vão estar nesse lugar para frente mas aquelas pessoas que não TM acesso eu não tô colocando isso como algo negativo tô falando isso a partir da realidade material e aí a gente vê que uma maioria Eh tá nesse nesse lugar e aí o exemplo que você traz de que esse número que você trouxe eh que tantos alunos zeraram então primeiro que a gente tem que olhar para essas pesquisas com um pouco de desconfiança porque Quais foram as metodologias ali colocadas segundo existe toda uma eh todo um discurso um
estratégias para eh tirar a legitimidade dessas ações afirmativas Então a gente tem que olhar Com um pouco de cuidado também sabe qual é o órgão que tá eh pesquisando como foi a metodologia né assim e que período como que isso chega porque assim não dá também pra gente achar que por uma única fonte de informação todo um trabalho que foi feito de anos é deslegitimada né e assim para mim eu sempre vou bater nessa tecla eh conhecimento ele é construído a gente não nasce com conhecimento e aí se a Gente for nessa perspectiva de que
eh a pessoa nasceu com dom eh a gente olha sempre para as pessoas que nasceram com dom Quem são são as pessoas que tiveram sempre mais acesso a informação a cultura e aí o que sobra para o restante da população trabalho né então assim eu tô trazendo essas questões gente pra gente ver o quão complexo é né o campo da educação não tô aqui trazendo respostas não acho que esse é o caminho acho que é um momento De reflexão né mas assim o que eu vejo muitas vezes é que a gente não a gente está
eh a gente quer avançar né nessa nessa linha da história linear o avanço da ciência e a gente esquece um monte de gente para trás e são sempre as mesmas pessoas e aí eu não sei se isso é educação já não se pode mais falar de educação quando a gente vê eh situações assim acontecendo porque isso só reproduz cada vez mais as desigualdades só reafirma as desigualdades E aí não dá Para falar que se a pessoa não acessou o conhecimento é porque ela não quis porque existem várias coisas aí que atravessam esse não quis né
o fato da das pessoas não estarem na escola não sei gente se a gente pode sair afirmando que as pessoas não querem estar na escola porque aí a gente teria que afirmar então que as pessoas querem que as pessoas querem eh passar por sofrimento eu não sei se é bem assim entendeu então assim eu estou Colocando isso para dizer que assim eh existem outras possibilidades da gente compreender essa realidade a gente tem que problematizar mesmo mas não dá pra gente também eh entender que a gente nasce com conhecimento então a gente tá na escola a
gente vai focar só naquela naquela criança que tem mais facilidade como que a gente faz para com com a criança que não consegue tem alguma eh que tem alguma limitação isso não tá Somente naquela criança nós temos limitações também né então assim e outra não é gastar tempo se aquela criança gasta 3 anos para aprender alguma coisa é o tempo que ela tem de aprendizado entendeu só que assim o que que acontece a escola coloca o maior número de pessoas no mesmo lugar no mesmo tempo no mesmo espaço e quer formar do mesmo jeito quer
massificar todo mundo tem que aprender no mesmo tempo da mesma forma então Assim eu não eu não sei se isso é educação entendeu porque se você já separa entre aqueles que têm facilidade aqueles que não tem você entende que aqueles que não t não querem ter ou que que é um gasto eles estão gastando tempo né Eu não sei se isso já é educação então Eh para mim eu acho que a gente tem que olhar com cuidado assim essas questões então eu gostaria de de deixar claro porque foi eu que levantei essa essa Temática aí
de salas homogêneas ou heterogêneas Que fique claro né no nível de aprendizagem que tá cada aluno não é para deixar de ter foco em quem tá num nível ainda que por questão de oportunidade às vezes não é nem questão de facilidade rapidez com que aprende Às vezes o histórico daquela criança né familiar e tal levou ele ainda a não ter tido oportunidade de aprender conteúdos que outras já tiveram primeiro lugar então é para cada para poder focar Justamente na necessidade de cada um né E aí eu concordo aí a outra parte da visão que eu
tenho eh é que eu acho que sim que tem que ser quem os que TM uma facilidade acaba aprendendo um tempo mais rápido tem que ficar uma sala eh tem que ser homogênea aí é minha opinião porque daí cada um é atendido dentro da sua necessidade não fica monótono para esses que aprendem né com menos tempo e o outro vai no ritmo dele né e eh é uma coisa assim a parte que eu desde quando Eu entrei né no primeiro dia de aula da faculdade que eu que Eu discordo é essa Eu concordo que cada
um tem seu tempo para aprender só ó que a gente trata as crianças até aos 17 anos dessa forma e depois a o mundo a vida é cada um tem a realidade né a rapidez que a empresa exige que ela tenha para est empregado ou desempregado né então é isso Que fique claro eu não quero abandonar os que têm mais dificuldade pode me dar a sala formada só com eles mas daí a Metodologia que eu vou utilizar é adequada para eles para ficar bom e agradável para todos os alunos né Ninguém se s eh segregado
eu sou completamente Contra isso aí segregar bom fique claro Obrigado aí pela atenção Eu discordo eh Na verdade eu tinha levantado a mão é Eu discordo dessa situação que você colocou até porque eh já aconteceu quando eu era criança não era para eu participar de tal turma porque eu era Uma aluna que tinha que era pobre e não poderia estar então Eh além de de segregar digamos assim de tirar os que T facilidade eles vão começar a fazer outros tipos de distinção eu não sei como é que é na região de cada um de vocês
ali mas eh aqui em Santa Catarina a gente tem que toda atividade tem que fazer uma recuperação paralela para os que não atingiram a nota seis então a gente faz avaliação e refaz novamente com pros alunos que Não atingiram a média na primeira avaliação O que que a gente faz quando eh acontece a situação de que tem como tem né muitos alunos que T muita dificuldade e tem alunos que tem muita facilidade e a questão do negro como a professora falou né o ou eh de raças diferentes eh não é isso também não é uma
regra né porque eh eu tenho aqui uma aluna de oavo ano que ela é haitiana Ela é estrangeira totalmente veio para cá há 3S anos não sabia falar uma palavra em Português e hoje ela é uma das melhores alunas da sala né então Eh mas por quê Porque a gente tem que trabalhar de uma forma que os que têm mais facilidade auxiliam os que têm mais dificuldades eh trabalhar de uma for isso na minha na minha concepção também é metodologia ativa elas se ajudam entre si elas buscam eh ajudar o colega que às vezes na
a linguagem mais próxima deles eles estão mais eh em idades digamos assim mais próximos eles conseguem se entender Melhor então Eh H muitas vezes esse aluno que que é o o melhor da turma ele acaba ajudando os outros e acaba se beneficiando também com isso mas eu entendo também que às vezes essa recuperação que a gente tem que fazer voltar né fazer a recuperação novamente e não deveria ser no turno de aula deveria de ser no contraturno eu acho que aqui no meu estado é feito da forma errada mas eu vejo isso como uma possibilidade
de alcance pros que têm Dificuldade era isso desculpa é gente eu só queria fazer um que eu tô tentando resolver aqui a questão da projeção eh e aí eh só para dizer uma coisa que assim a gente também não pode eh reproduzir discursos da meritocracia né então assim não tô dizendo que é o caso aqui enfim mas aqui assim se a gente for ver eh acaba eh a gente acaba seguindo muito essa lógica né então Eh aquela pessoa que se destaca naquele coletivo que historicamente foi Eh subalternizada então aí o discurso da meritocracia Eu também
não disse que eh as que no no coletivo no grupo de pessoas negras existem somente eh pessoas que vão ter dificuldade não é sobre isso mas se a gente olhar os dados a gente vai verificar e aí lembrar gente que tem pessoas tem crianças que vão pra escola para comer né então isso é uma realidade brasileira tá E assim não é não é não sou eu não estou dizendo isso porque eu acho que seja assim isso tem Como ser comprovado então eh a gente também tem que olhar para isso sabe e assim as pessoas que
TM facilidade Eu acho que o foco não deveria ser aí eu acho que a gente tem que olhar onde tá onde tá o problema Por que que as crianças não tão aprendendo Por que que os jovens estão eh desmotivados a irem pra escola que que a escola significa o que que esse espaço significa eu acho que também responsabilizar e e colocar o seguinte Não se esforçou a gente tá compactando com o discurso meritocrata é um discurso em que a escola virou empresa é um discurso em que você Professor tem que produzir para ser bonificado para
ter um salário decente entendeu então assim não sei se essa é a lógica se a gente pode trazer paraa escola uma lógica Empresarial né assim e não tô dizendo que a gente sendo o contrário que isso não acontece porque são decisões tomadas lá em cima e que chegam pra gente só não Cumpra se faça mas aí que tá a gente também precisa ter um olhar crítico sobre isso então quer dizer se aquele aluno tem dificuldade é porque ele não se esforçou não sei eu não não eu não acho que que seja isso entendeu eh se
o aluno tá desmotivado para ir pra escola é é porque ele tá desmotivado o problema é dele não sei entendeu Acho que tem outras questões aí pra gente olhar né o quão essa escola é violenta o quão essa Escola é hostil se um garoto jovem negro preto ou Pardo se um garoto indígena enfim de classe baixa não quer ir pra escola por que será gente por que será que a escola então assim não dá para também responsabilizar só o aluno assim como não dá pra gente responsabilizar só professores né vocês devem ver por aí né
o tanto de responsabilização que colocam na gente né se então se o aluno não vai bem é Nossa responsabilidade se a a Escola tem algum problema na estrutura é Nossa responsabilidade E aí o indivíduo passa a ser responsabilizado cada vez mais então eu não sei se é essa lógica que a gente tem que levar a gente tem que entender o que que significa eh historicamente a escola estruturalmente institucionalmente né e assim não tô dizendo que seja uma coisa fácil mas é isso eu não eu eu sempre vejo assim não vou responsabilizar porque se essa pessoa
age assim tem tem Tem motivos eu não tô dizendo que a gente não possa olhar pra pessoa e falar olha vamos rever vamos conversar vamos dialogar construir algo diferente não é sobre isso mas assim há um discurso muito neoliberal muito grudado com a educação Então se as coisas não funciona É culpa do indivíduo aí não sei se dá para chamar isso de educação entendeu porque assim se a gente levar por esse lado então Assim a gente vai acabar assumindo discursos meritocratas se o aluno Não foi bem é porque ele não se dedicou e mais e
coisas muito mais perversas né se a gente foi para eh lembrar a pandemia se a pessoa morreu de covid é porque ela não se cuidou mas aí ninguém vai discutir a falta da vacina né então assim Acho que aí tem uma série de coisas né Eh aí a Camila quer falar vou dar a palavra para Ela queria mas não tô CONSEG Obrigada eh eu sou professora de arte né E aí uma coisa que eu tenho para dizer é que às vezes a gente taxa alguns alunos como os piores alunos da Escola aquele que não tem
jeito que não quer nada com nada mas na verdade ele só não tem habilidade para sua matéria ou não tem muito interesse na sua matéria na escola que eu tava tinha muitos alunos que eles falavam que era péssimos alunos que eram desastre que iam virar bandido igual aos Pais e não sei que lá e na aula de de arte eram os alunos que tinham nota 8 9 10 e os alunos que eram as notas 10 da escola na reunião de conselho a diretora queria entender porque que estava dando nota quatro nota CCO Mas é porque
paraa arte eles não tinham habilidade mesmo eles tendo nota 10 em matemática e os alunos que não queriam nada com nada sem como na aula de arte eu dava muita autonomia para eles escolherem os assuntos colocava eles na frente Colocava eles como protagonistas igual a gente tava discutindo agora eles Falavam sobre o que que eles queriam falar eu só ia direcionando ó vamos fazer tar exercício e eles tinham muita voz eles eles podiam falar e aí aqueles piores alunos da escola eles se interessavam muito em fazer as aulas e AES tinha nota 10 em arte
Nota 10 em educação física mas realmente matemática química eles estavão notas mais baixas porque eles não tinham tanta habilidade ou não Tinham tanto interesse em como a matéria estava sendo aplicada e eu digo isso porque eu fui reprovada em química na época da escola porque não não consegui entender química e o professor falou para mim que eu não tava me esforçando o suficiente a eu pensei o tanto que eu me esforço não tô conseguindo aprender Deixa para lá e eu realmente meu último ano não fiz nada em química fui reprovada tá lá escrito no meu
no meu histórico até hoje aprovada pelo Conselho por causa de química mas eu não tinha habilidade nenhuma para aquilo e eu não fui bem instruída pelo professor Ele só falou você não se esforça suficiente Ah eu deixei química para trás e me foquei nas outras matérias que eu tinha mais habilidade então às vezes a gente fala que o aluno é ruim que ele não quer mas a gente que não tá conseguindo enxergar que ele não tá interessado em como a gente tá ensinando ou ele só não tem muita Habilidade na nossa matéria e aí não
não dá para achar ele como uma uma pessoa ruim um aluno ruim que não vai ter futuro eh tanto o estado como as escolas às vezes negligencia esses alunos de ver que ele poderia ser bem mais usado em outras coisas sabe em outras áreas então aí eu acho que é onde tá a importância da metodologia ativa porque se a gente for eh trazer mesmo para o que ela se propõe a fazer isso você possibilitar Uma uma maior uma maior né maior número de metodologis maior as Enfim uma quantidade é uma pluralidade de metodologias né então
acho que isso também tem a ver com com o fato de que a gente não aprende da mesma forma que o que eh o que ajuda auxiliar a Camila não vai eh me auxiliar não vai auxiliar o Douglas ou vai entendeu então acho que assim perceber que as diferenças elas não são problema né n não deveria ser né A gente tem que aprender também na diferença e e é isso por exemplo você tem interesse eh habilidades você se identifica né com aquela área eu acho que ISO isso tem que ser encarado como algo potente E
assim a partir do que você consegue se identificar tentar estabelecer as conexões com os outros saberes com outros conhecimentos assim eu acho também gente a gente não tá formando eh eh pessoas suje para apertar botão da Mesma forma né assim a gente não tá pensando na mecanização do conhecimento a gente tá aqui formando eh pessoas né a gente tá formando pessoas na sua eh totalidade né Não somente para fazer uma coisa e aí a gente tem que ver também que a gente não é a gente é a gente não é uma coisa só entendeu a
gente é né Dimensional multidimensional então não sei se isso tá claro assim para vocês mas é porque assim a educação tá muito atravessada por essas eh influências Neoliberais então a gente é levado a produzir a entregar produzir entregar produzir entregar e aí não é assim que funciona porque a gente não é máquina né de entregar de fazer de produzir né então Eh e o que o que faz com que a gente não seja máquina né gente exatamente as contradições conflito temos formas diferentes de aprender interesses habilidades não dá pra gente massificar ou olhar só para
um lado Aquele lado que tá dando certo porque essa isso também é uma convenção o que que é certo o que que é errado então se o aluno vai bem Matemática português ele é um ótimo aluno mas se o aluno vai bem em educação artística ele não é né Ele é aquele aluno problema que não quer saber de conteúdos mas quer saber só da parte artística não sei se também é essas referencias que a gente tem que trazer pro nosso cotidiano né aí tinha alguém querendo Falar bom gente eu não conseguir eh contato aqui com
a coordenação eu não consigo projetar Porque como vocês viram eu não estou como host eu não sei o que que aconteceu mas de qualquer maneira eu quero perguntar vocês acessaram aqui o formulário eh conseguiram abrir viram as questões eu vou pedir para você sim profess eu consegui abrir é e até já respondi por sinal porque eu tô fazendo uma p em metodologias ativas Então tá complementando a pedagogia sabe aí eu só Vou eh ler com vocês eu não não vou conseguir projetar mas eu vou lendo aqui para vocês eh saberem mais ou menos como vai
ser Então a primeira pergunta né que não é é uma pergunta mas sim um exercício de reflexão é a gamificação não é um jogo ou processo para transformar algo em jogo mas a utilização de metáforas originárias dos games em áreas não relacionadas a games que foi o que a gente viu lá no comecinho da aula né Então essa essa metáfora que os autores estão falando é justamente como a narrativa dos jogos ela é construída Então é por meio de uma de uma questão que é um problema a problematização dessa questão E aí eh eh os
professores ali colocam pistas né E aí o que que a gente pode entender como pistas né Essa investigação né que a gente faz enquanto pesquisadora pesquisador a gente vai olhar para aquilo que já tá que foi produzido que tá sendo produzido para Entender eh aquele fenômeno social que tá acontecendo ali né para entender eh as inclusive os efeitos desse fenômeno social Então acho que essa é a metáfora do jogo com isso também não queremos dizer que a nossa vida é um jogo né assim Pode até ser um jogo né nesse nesses conflitos mas não dá
pra gente trazer a nossa experiência a nossa vida para um lugar do jogo né a verdade não deveria eh ser nessa perspectiva mas olhando para PR pra experiência dos Jogos eh O que que a gente pode retirar desse contexto paraa educação Então acho que isso é um o que me faz eh O que traz uma aação com a nossa prática é justamente essa possibilidade de trabalhar com a problematização né e eh a pesquisa né a a investigação desse desse fenômeno dessa que levou a essa a esse questionamento Então acho que é importante a gente pensar
dessa forma acho que tem bastante coisa que a gente pode trazer para essa para essa reflexão Que a gente discutiu aqui e aí o outro a outra questão que eu trago que eu vou passar agora para vocês também eh a gente tem uma visão mais crítica então Eh dessa eh dessas metodologias que advém ali da da escola nova acho que vocês já devem ter eh estudado um pouco com John Dew que traz essa essa possibilidade da escola nova que é uma influência estadunidense que a gente tem nos nossos Currículos e que aí assim eh como
eu disse no começo não é que a gente a gente vai excluir toda essa esse conhecimento acumulado mas a gente vai dar outras interpretações né sobre outros pontos de vista para né ver eh Quais são as problemáticas disso né porque para alguns pesquisadores como eu vou disponibilizar para vocês esse texto do Marco Aurélio Gomes de Oliveira e do Armindo fique Neto eles estão falando o que que essa visão eh da escola nova Traz uma perspectiva Liberal para para educação que é justamente essa de eh responsabilizar o indivíduo pelos seus resultados ou inclusive responsabilizar o indivíduo
né pelo seu fracasso né então Eh esse olhar crítico que a gente também precisa ter e um trecho né Desse texto fala Exatamente isso a relação ciência versus demanda social é determinado pelas relações de produção que regem o sistema capital e não apresenta uma preocupação em Desenvolver uma formação humana em sua Plenitude mas sim a criação de um sujeito alienado que não reconhece no seu trabalho a fonte de de sua existência material Isto é o homem passa a ser encarado como uma máquina viva que serve apenas para alimentar e produzir a riqueza material do Capital
E aí essa alienação né que acontece no trabalho né porque ele perde essa a relação com aquilo que ele produz ele não se vê como parte desse processo em sim a própria Máquina produzindo e reproduzindo Então essa lógica que a gente deve assumir para paraa experiência da educação né Essa lógica que a gente eh está perpetuando e muitas vezes não percebe que essa lógica Liberal né de que eh eh se a pessoa eh conseguiu se ela conseguiu ou não acessar determinados conhecimentos a responsabilidade dela ela não se esforçou ela não produziu o suficiente né para
acessar aquele espaço para Acessar aquele lugar para acessar aquele conhecimento né então eh tem algumas implicações né nessas falas que a gente precisa eh enfim contextualizar aí né então eu são essas duas questões que eu ponho para você que eu coloco para vocês para vocês refletir e pra gente pensar na nossa própria realidade né como que como isso está acontecendo em sala de aula né a gente consegue ver eh os nossos alunos na sua Totalidade o conhecimento tá chegando tá sendo construído dessa maneira nessa perspectiva de uma totalidade ou a gente vê cada vez mais
a fragmentação do conhecimento a fragmentação da subjetividade desses jovens dessas jovens dessas crianças enfim como está a acontecendo na realidade né e eu sempre falo assim quando a gente vai pro texto um artigo científico a gente vai encontrar algumas confirmações do que a gente já vive e alguns questionamentos Algumas problematizações Então isso é importante também pra gente desnaturalizar certos certas concepções né de que a criança nasce com dom de que a gente precisa eh então Eh favorecer sempre aquele que é o mais forte né O que sabe mais então assim né e e é o
fracasso ele também é construído né assim como o sucesso também é construído né então a gente precisa olhar eh para esses lugares também e problematizar né Eh e aí como eu não consegui aqui fazer a projeção eu vou seguir com a apresentação gente porque acho que é importante a gente seguir com o que foi combinado né eu havia parado eu não vou conseguir projetar E aí eu vou colocar o link do que eu ia projetar aqui para vocês tá aí vocês eh conseguem a gente dar um tempo e Vocês conseguem fazer assistir da onde vocês
estão aí consue produzir produto a A Inovação ela só eh vou pedir para vocês assistirem esse vídeo que eu vou colocar aqui no link no chat e aí a gente volta para comentar eles porque é assim qual era a proposta apresentar para vocês eh projetos né que estão que são realizados por mulheres mulheres negras pra gente pensar a relação da ciência com as mulheres né que é um campo ainda muito Eh incipiente Porque existe uma pouca participação Mas isso não dá paraa gente falar né usar essa justificativa de que se não tem mulheres na ciência
eh né responsabilidade delas porque nós não queremos estar nesses lugares ou será que existe existem mulheres mulheres mulheres negras pretas e paras mulheres mulheres indígenas e elas não estão tendo visibilidade suficiente são questões né A ciência é feita somente a ciência válida é aquela somente feita Por homens esse lugar Universal Então são questões pra gente discutir eu vou pôr aqui o link porque eu não consigo projetar E aí eu vou pedir para vocês Eh vou dar o tempo de vocês assistirem aí da casa de vocês se vocês não conseguirem assistir nesse momento eh num outro
momento vocês eh vão conseguir assistir eu já eh compartilhei a apresentação com a coordenação pedagógica do do curso e aí vocês também terão acesso a gente pode Fazer assim o link tá aqui no chat Vocês conseguem visualizar E aí a gente assiste vocês assistem daí eu vou assistir daqui a a gente comenta Pode ser que eu não sei o que que aconteceu não tô como host e eu não consigo projetar e eu também não queria deixar de abordar esse assunto porque ele é importante assim eu acho que é importante não só porque a gente tá
falando de uma questão Eh é importante porque a gente tá trazendo debate de gênero raça e classe mas mas também porque a gente pensar o campo da ciência como um campo da como um campo plural que também é feito por mulheres né [Música] então vou colocar aqui de novo tá o link e aí a gente assiste vocês daí eu daqui e daí a gente comenta tá certo qualquer dúvida gente pode levantar a mãozinha ST tá jí chega para cá e mostra pra gente o que você fez esconde Olha é um prato muito especial em primeiro
lugar assim que é um prato em homenagem a minha mãe Ah de novo aqui então assim eu fazer esse prato eh tentei replicar o má ao que tem alguém com áudio aberto se puder fechar gente agradeço eu p a sacola eu gosto consigo fechar o áudio gente aqui Eu vou pedir PR as pessoas que que estiverem com áudio aberto PR gente fazer fechar porque senão atrapalha o andamento bom vocês assistiram o vídeo né é um vídeo de 8 minutos mas que é um vídeo suscinto aí para falar um pouco da experiência né Eh eh dessas
mulheres que estão produzindo ciência estão produzindo tecnologia E aí elas apresentam aí falas importantes pra gente refletir também né Eh sobre o quanto ainda esse campo né da da Tecnologia ainda é um campo uma área muito né Branca eh e que aí a gente vê né Elas trouxeram ali né rapidamente dados que são importantes paraa gente entender né Eh elas não estão falando eh do que elas acham né Elas estão falando daquilo que acontece né e é confirmado por meio de dados né eh e aí novamente a experiência o empírico é importante né a gente
parte desse lugar né Para entender como essa realidade ela é ela se constitui mas a ao mesmo tempo a gente vê eh na na fala né da das das próprias eh mulheres ali meninas eh intelectuais pesquisadoras que eh essa desmotivação Que Elas tiveram algum dia eh tem um porquê né porque eram as únicas eh mulheres nessa área as únicas mulheres negras eh é um espaço muito majoritariamente branco né então isso é um ponto paraa gente pensar eh Outro Ponto né Tec ela tem né uma intencionalidade tem um viés essa palavra apareceu aí muitas vezes né
ela não é tem uma intencionalidade né então tem é construída com um objetivo né então daquela pessoa que está fazendo então a pluralidade né de pessoas atuando nessa área expande amplia a possibilidade Como Elas disseram de encontrar soluções né de encontrar caminhos eh ou outras perspectivas para aquela para aquele Fenômeno social enfim por exemplo a gente vai pensar numa tecnologia voltada pra saúde eh a gente tem né não tem um único jeito de pensar a saúde a gente tem uma pluralidade de Corpos e subjetividade Então se a gente tem isso também nesse lugar de produção
e criação Isso significa que eh eh o que tá sendo pensado ali também vai ser de uma forma Ampla plural com isso gente não estou dizendo que a Gente tenha que ter uma visão ênua sobre eh as tecnologias porque a gente também sabe que existe eh um controle né desses dados né esses dados também são manipulados né mas assim como foi dito é um lugar um espaço que a gente precisa estar para também trazer esses lugares de tensionamento E aí eu penso se a gente tem um espaço homogêneo e de uma maioria Branca a gente
trazendo isso pro espaço da escola a gente pensa em a gente tem uma sala eh das pessoas que Sabem mais que aprendem com mais facilidade e tem uma outra sala de pessoas que são colocadas naquele lugar do atraso né a gente não vai ter conflito a gente não vai ter tensionamento nenhum momento né então quando a gente fala de pluralidade a gente tá falando nesse sentido também né porque a educação é isso né é o contraditório é o conflito né é o questionamento é problematizar é lembrar que é lembrar não mas é reconhecer que Nem
todo mundo parte do mesmo lugar né então assim que a gente vive desigualdades sociais no Brasil que a gente não pode eh simplesmente ignorar porque E essas desigualdades essas desigualdades constituem esse país né então Eh é sobre isso né a gente viu isso aí na fala das meninas eu queria ouvir vocês se vocês já tinham assistido se vocês conhecem projetos assim porque a ideia que aqui é trazer perspectivas de projetos também Que estejam acontecendo né Eh pra gente também se inspirar nessas ações né Acho que vocês conhecem também meninas n ciências aí tem uma questão
muito forte de gênero que a gente não pode eh ignorar né porque matemática sempre é muito reconhecido entre os meninos né entre os homens cientistas a gente tá aí vendo toda uma mudança mas essa mudança não foi dada né E ela diariamente tá sendo disputada né então não sei se Vocês já tinham visto se vocês conhecem se alguém quer falar sobre o que sentiu sobre o que entendeu eu não tô conseguindo escutar acho que o o microfone da Kelly Matos está aberto e aí eu não consigo escutar acho que tem uma colega falando alguém falando
vou pedir a gentileza de fechar o bom eu não eu não tô conseguindo ouvir eu vou ler aqui o que tá no chat eu não consigo fechar o o Áudio da Kelly Então vamos lá ó com ela e ela levar infelizmente gente eu não consigo fechar Se alguém conseguir fechar eu agradeço e a Clara Matilde colocou assim mesmo nós mulheres brancas quando partimos para uma área deita masculina sofremos preconceitos falo e com propriedade pois minha primeira formação em engenharia e eu era a única mulher no meio de de 119 homens e tive que me Impor
Wilson eu Wilson Oliveira é isso Eu Sou formada na área de tecnologia e é notório a baixa participação das mulheres e as poucas acabam ficando pelo caminho então é é mais ou menos aquilo que a gente tava conversando né se aí você não tem mulheres nesses espaços você vai seguindo seguindo E aí sempre são as mesmas pessoas né que vão seguindo seguindo no caso da ciência são sempre as mesmas pessoas brancas Sis homens brancos né que vão seguindo e vão Definindo ciência né e o que isso significa dizer definindo vidas também né vidas protocolos né
quem pode viver quem não pode né então é isso né Eh acho que na minha turma de 35 alunos só três eh acho que na minha turma de 35 só terminou 10 sendo três mulheres e aí eu vou seguir Aqui tem bastante comentário agora eh vídeo interessante fala de universo na população brasileira que é maioria as mulheres e quer mesmo sendo Maioria ainda continuam segregadas de oportunidades em especial as mulheres negras estudei recentemente sobre os grupos vulneráveis e suas lutas no contexto social eh o lincol falou me lembrei do filme estrelas além do tempo eh
que aí a Luciane sim e não só isso sempre as mulheres foram colocadas atrás né em todo o tempo tenho 56 anos e mesmo sendo brancoa a loura de classe média baixa sofrir preconceitos É acho que assim quando a gente fala de opressão e Preconceitos a gente não tá aqui excluindo eh opressões de gênero ou opressões de classe mas assim a gente tem que ter em vista que a gente está falando de uma da experiência brasileira que que é isso né como essa sociedade foi constituída então a gente não pode eh negligenciar essa história né
de qual história estamos falando né Eh a gente tá falando de um processo de escravização dos povos indígenas e dos do povo negro e aí pensar que pessoas em África foram no continente africano foram sequ estradas foram trazidas para este eh território hoje Brasil para serem escravizadas né Elas viraram mercadoria né escravização Então esse é o contexto histórico do Brasil né então o que que isso significa significa em termos que falar sobre o estupro das mulheres negras e das mulheres indígenas né então não dá pra gente não falar sobre isso gente isso tá isso tá
eh impregnado nas nossas práticas nas Nossas na nossa sociedade né em como a gente vê e em como a pessoa negra é definida nesta sociedade né Isso tá na educação está no mercado de trabalho está no campo da ciência né e mais as perguntas que talvez uma pergunta que tenha ficado desse vídeo é que futuros né que perspectiva de futura a gente tá construindo eh neste momento né se a gente a ainda pensa que a saída solução pra educação é a gente homogeneizar que que expectativa De futuro que a gente tem se a gente ainda
reproduz falas discursos meritocratas então é sobre essas questões que a gente também tem que refletir né E aí não é eh eu acho que assim não é procurar culpados não é certo e errado mas fomos socializados nessa sociedade a gente reproduz muita coisa assim né né então mas como que a gente né Eh repensa as nossas práticas como a gente eh reelabora né esses lugares como A gente promove uma outra perspectiva que não essa né que vai reafirmar esses lugares então Eh Seguindo aqui além de aí a Camila coloca né além de professora sou atriz
e é raro encontrar estudos sobre sobre mulheres no teatro São poucos nomes e quando temos o nome quase não tem material sobre então eh a experiência né de gênero e de raça no Brasil e de classe ela é muito definida ela é muito marcada historicamente então a gente Também precisa ter isso E aí gente isso não é identitarismo né Acho que essas questões assim que a gente vê muito eh em alguns discursos eh não é sobre isso né É sobre a gente entender que eh a gente convive com pessoas diferentes que têm realidades diferentes vivências
Diferentes né expectativas diferentes e que tudo isso é definido sim pelo contexto social pelo contexto histórico institucional estrutural né então como quando eu falei que Eh fracasso Sucesso São eh são são eh são construções e é verdade né então o que também não dá paraa gente dizer o seguinte que eh pessoas negras eh não podem estar em outros lugares não acessam em outros lugares mas o que a gente vê diante das pesquisas né a gente ainda vê um número muito grande né de jovens fora né da escola fora do ensino médio fora do inclusive do
ensino técnico né que nem nem o ensino técnico mas né Eh das Universidades então a a Gente precisa se perguntar né Onde estão esses jovens né eles não estão na escola porque eles não querem acho que é uma resposta um pouco simplista né pra gente enquanto professor professora defender né assumir né então Eh aí a vocês estão me ouvindo né aí aane colocou aqui eh basta olhar para a área da medicina vemos poucos médicos negros e afrodescendentes Aí vemos uma grande Discriminação a Maria Costa coloca nós mulheres pardas e negras somos julgadas pela cor da
pele né E aí a gente precisa entender que cor raça cor também tá eh no campo da dos traços do fenótipo né e todo um conjunto de estereótipos né de imaginários que é lançado para essa mulher negra né E aí e a gente tem que voltar pra história né para entender não é não é trazer um argumento de que esse jovem negro essa jovem negra não eh acessou não conseguiu progredir né até Uma visão positivista né É porque não quis né não se esforçou acho que aí não não dá mais né pra gente reproduzir essas
falas né gente porque não quis porque não se esforçou olha só mas tem um outro colega lá que conseguiu né Então olha como esse discurso meritocrata tá colado com o discurso da educação Olha lá a pessoa x conseguiu e ela também é negra Por que que você não conseguiu você tem que se Esforçar quantas vezes vocês já não escutaram isso então não é uma questão de esforço né gente se fosse né E aí assim o que a gente vê né de falas assim né então eu não sei se a gente tem que assumir esse discurso
meritocrata nas nossas práticas Ah porque o aluno gasta 3 anos para aprender então a gente já tá trazendo termos inclusive empresariais liberais educação aí eu acho perigoso esse discurso né porque então eu tô aqui Eu professora gastando o meu tempo com essa criança que não tem interesse perigoso isso né gente e aí eu acho que assim eh a gente tem que pensar na autorresponsabilização a na na nossa também eh nesses discursos que a gente né Eh vai reproduzindo né então assim eh o aluno não acessou não alcançou porque ele não se esforçou pode ser que
isso aconteça né mas assim se que é E por que não teve Esforço né E por que que ele não se sente eh Por que que ele não vê né a escola como um lugar seguro para estar porque de repente em outras em outras em outros conteúdos como Artes ele se sente eh mais seguro de de produzir de falar porque ele se sente algo alguém que tá produzindo protagonista ele tem autonomia ele não vai ser tutelado o tempo inteiro né não vão estar ali falando olha faz assim Assim que é o correto então não sei
gente são coisas que assim eu não estou falando de algo que não exista e que vocês não tenham vivido isso na prática de vocês né Eh não é a aqui não é para achar culpado Ou certo ou errado ou enfim não é sobre isso mas é pra gente eh perceber que como que a gente prod dos linguagem né no nosso dia a dia como é que a gente cria né como é que a gente torna essas linguagens plurais se são Sempre as mesmas pessoas que estão produzindo né E aí não é uma coisa de achar
é só a gente olhar aqui vários exemplos né medicina tecnologia teatro né a própria escola né os próprios currículos a gente até tem a gente ter mudanças importantes mas quantos quantos professores desconhecem por exemplo a a lei 10.639 a lei 11.645 quantos de nós já não passou por Situações assim que a gente quis abordar determinado assunto aí a gente escuta nossa ela vem ela de novo com esse assunto Ah mas isso não é tão importante né bom lei 10639 1164 95 faz parte da LDB faz parte da Constituição Federal ainda que a gente tenha críticas
né porque a gente tem uma constituição federal também toda baseada na propriedade privada mas é um Documento institucional é um documento da educação que rege a nossa prática Então como é que a gente pode alegar o desconhecimento da 10.639 11645 se a gente tem que seguir a LDB vai você Professor ou professora não seguir a LDB currículo então assim eh isso tá presente né não não é uma coisa que eu estou trazendo Eh porque não é importante né então qual é a relação que a gente faz com as metodologias ativas justamente porque a gente tem
outras perspectivas uma pluralidade de metodologias né que estão conectadas que podem se conectar e quando a gente pensa em pluralidade a gente pensa em pluralidade de experiências subjetividades né aí a gente pensa numa eh pluralidade de criações de soluções de perspectivas eu acho que a ideia não é homogeneizar né A Ideia é a gente trabalhar né com a pluralidade né com o diverso né enfim isso tá presente inclusive na LDB né na Constituição Federal eh nas leis que regem nas diretrizes no Plano Nacional de Educação então a gente já tem aí né Eh um Marc
bolço né de leis de diretrizes falando da importância né da pluralidade da diversidade né Eu acho que a gente não precisa reforçar cada vez mais né as violências institucionais que já estão institucionalizadas apesar De eh enfim muitas pessoas questionarem na sociedade né então não sei se esse é o lugar que eu quero construir Eu não quero fazer da minha sala de aula esse lugar né então eh é isso né se a gente mantém uma ideia de homogeneizar então a ciência né tá homogeneizada né quem é que tá fazendo e decidindo né então isso já é
uma coisa pra gente problematizar Né E aí ó Lembrando que o sequenciamento do vírus da covid foi feito por duas mulheres negras e uma delas negra que faz comercial do produto de limpeza na pandemia é orgulho que tenha sido duas brasileiras Então a gente tem aí várias eh referências né de de cientistas negras cientistas negros que eh não são né trazidas a intelectualidade negra a intelectualidade eh fe de mulheres negras também não é colocado né Intelectualidade indígena né como se essas pessoas não fossem capazes de de produzir então é aquele lugar né Elas são pessoas
atrasadas né então a gente deixa ali na mesma sala e só vai dar atenção para aqueles que estão eh conseguindo alcançar outros lugares Olha como a gente tá reproduzindo uma visão Colonial né do da pessoa indígena que é atraso do negro que é atraso Então essas pessoas precisam ser eliminadas Olha como a educação também ela é e pode ser Perversa né assim nesse sentido de reprodução dessa visão colonial positiv Vista né então não sei a gente quer uma educação eh Colonial positivista Liberal né Eh eu acho que não né eu tenho percebido que não pelos
movimentos sociais né esse vídeo mesmo que vocês assistiram a gente percebe E constata aí uma mobilização social que é importante né de mulheres mulheres negras mulheres Jovens negras mulheres que estão aí eh atuando então eh é pensar também as juventudes em outro lugar né No lugar de criação de autoria né de de produção científica é retirar também esses estereótipos né de que a juventudes principalmente Ju ventude negro e periférica eh tem um único fim que é aquele que vocês né disseram aqui também debate né que normalmente a gente tem essa esses imaginários né de que
jovem negro jovem Negra né não vai evoluir muito né Eh Ou vai evoluir para o crime né então acho que é também a gente pensar sobre isso né o quanto que a gente também não não reproduz falas né e muitas vezes a gente nem sabe da onde vem né vem desse passado Colonial escravagista desse passado de ditadura militar onde a gente não podia falar sobre as questões né Eh do negro da negra que a gente não era impedido de falar sobre isso então a gente tem que Voltar um pouco paraa história para entender né Por
que que isso acontece né então por que que por exemplo o nosso currículo ele é muito pautado nessa visão estadunidense e eurocêntrica né porque existe imperialismo né existe isso tem que ser dito né então são eh reflexões né gente para você pra gente pensar e assim eu também me coloco nesse nessa condição porque eu também sou professora né e muitas vezes eu também vou reproduzir violências né então pra Gente pensar que esses momentos de reflexão eles são importantes para isso né pra gente rever o nosso posicionamento pra gente rever as nossas atividades e tal então
Eh o Walter quer falar pode falar Walter eu só vou pedir para pra gente ser um pouco suscinto na fala porque eu ainda preciso finalizar a apresentação sim eu fui um dos alunos que fui pra escola por causa de comida eu vim desse local e eu sou um Historiador e o que eu estava falando de gastar tempo era de dizer não maquiar não empurrar esse sujeito para um local que ele vai continuar 2% da tecnologia quando eu falei se ele se ele vai gastar mais 3 anos para ser um matemático para ser um físico que
gaste para quando ele chegar lá ele não vai chegar por causa porque foi um favor porque o mercado vai selecionar o mercado vai selecionar eu tava dizendo é você empurrar por causa do acelera Brasil ninguém mais pode reprovar ninguém e vai empurrando o cara pra sexta pra sétima pra oitava ele chega para ir pra universidade ele não sabe escrever ele não sabe fazer nada por exemplo no Estado de Goiás agora a nota do Ideb aqui 2024 foi 4.8 todo mundo comemorou só que a gente não vê a maquiagem eles pegaram os alunos que são fracos
jogaram para para aquele logo pro Limbo lá do do dos jovens que que que tem que aprender como É que fama eh eh Quando você vai eu esqueci o nome aí eles pegam os mhor maquiaram anota que essas pessoas não consegu sair desse local é isso que eu tava falando professora não é não tava falando capitalismo de investir não eu tava dizendo que tem pessoas que vai demorar mais tempo para aprender mas que eles aprendam e que eles ocupem as melhores cadeiras não adianta passar alguém sem competência não adianta empurrar o cara lá do outro
lado e ele Não sabe o mercado vai selecionar professora o mercado é cruel ele só vai sentar naquele local independente da cor da pele dele ou não se ele dominar se ele for bom se ele for um Gilberto Gil todo mundo vai bater palma para ele se ele for um Pelé vai receber Palma se ele for um dejvan receber Palma não é porque a competência dele não é a cor da pele agora eu sei que a senhora tá falando disso desse quadro desse quadro histórico de de de desigualdade etc mas Eu tô dizendo que a
gente vai continuar produzindo a desigualdade se você continuar passando essas pessoas sem der condição para essas pessoas realmente dominar a área de ensino de conhecimento Não Adianta dar um papel se essa pessoa não tem conhecimento professora é isso que eu tava falando é eu acho que assim as políticas de educação elas elas eh têm aí as contradições né tem aí muitas questões ainda que precisam ser problematizadas enfim por isso é Importância da gente refletir né da gente eh estabelecer conversas diálogos pra gente ver onde eh as coisas precisam né ser revistas melhoradas né assim Acho
que como eh a gente sempre pensa né sobre as políticas políticas públicas elas não são elas são um campo de disputa isso eh né assim pode ser alterado pode ser revisto por isso é a importância da gente refletir conversar ter acesso H outras perspectivas outras referências Né Eh sim eu acho que essa eh essa política né de de de você eh essa progressão né enfim isso pode trazer problemas como também eh a repetência também traz né então não sei se esses modelos que a gente tem hoje na educação eh funcionam né porque vai muito também
nessa nessa Perspectiva da construção de fracassos né da da inclusão que não existe da inclusão que não existe naem sua plenitude e aí a Gente vai falar de uma questão de integração a gente integra Ou seja a gente faz uma adaptação para integrar essas pessoas por outro lado a gente também tem que ter um certo cuidado no sentido de que existem ações afirmativas e que as ações afirmativas elas não eh estão nesse lugar né de de uma eh não é uma ajuda né mas é o reconhecimento principalmente das desigualdades né E como a gente faz
para diminuir essas essas desigualdades né Então são questões que a educação vivencia que a gente não vai conseguir resolver aqui numa aula is são eh isso é mais amplo né isso né requer mais tempo e aí assim Estou trazendo a questão histórica porque eu acho que muitas vezes a educação ela se distancia né Eh do contexto histórico né então assim eh não é para justificar o nada é para pra gente falar a gente parte de uma realidade Qual é a nossa realidade né a gente tem que olhar para a realidade não Dá pra gente falar
da educação brasileira sem olhar a realidade eh e eu não acho que por exemplo essas pessoas que vivenciam protagonizam algum tipo de ação afirmativa eh elas estão recebendo algum tipo de ajuda nesse caso específico da eh né da da progressão do aluno eh ser eh ir para outros níveis sem ter o mínimo de conhecimento também vejo como um problema mas eu também acho que a repetência também é um problema né então acho que isso poderia ser Resolvido de repente ao longo do ano de outras maneiras eh acho que se tivesse outras referências aí tá tá
aí o porquê da importância das metodologias ativas porque a gente consegue então ampliar né possibilidades de metodologias ou mesmo a compreensão né Eh do Por que aquele aluno aquela aluna tem essa dificuldade apresenta essa dificuldade né pensar assim eh na totalidade na na a o indivíduo Global não só uma parte não fragmentado né então eu não sei assim Acho que esses modelos que a gente adota são modelos neoliberais são modelos né que não dialogam com a realidade brasileira a gente é avaliado né Acho que vocês sabem né Eh por instituições por órgãos internacionais que estão
definindo educação a gente é avaliado pelo Banco Mundial internacional as políticas de educação no Brasil são definidas por órgãos internacionais e quais são as Referências que eles têm né então e isso também é uma questão pra gente colocar E aí a gente elimina avaliação a gente elimina tudo isso acho que também não é esse lugar mas assim entender que esses mecanismos internacionais eles têm critérios que são bem distantes da nossa realidade né então o que que produz o que que faz com que um aluno seja um aluno de sucesso o que que faz com que
um aluno seja um aluno fracassado né são essas intervenções são essas formas de Avaliar né É você comp mentalizar conhecimento é você ter uma visão de produção de entrega né então você tem que entregar você tem que produzir Isso faz parte de um contexto maior né neoliberal e e é isso né não dá pra gente falar sobre a realidade brasileira ou a educação brasileira se a gente não falar sobre a realidade brasileira né porque profess eu não consigo falar de outra realidade são a nossa E aí gente é só para falar uma coisa a gente
quando Fala da experiência do doss alunos a gente também tá falando da experiência de nós professores e professoras Porque aí se o estado se des responsabiliza quem é que vai ser o primeiro a ser responsabilizado E aí a gente tá numa sala com 35 pessoas 35 famílias 35 culturas diferentes e aí a gente tem que dar conta a gente tem que ter a solução a gente tem que resolver isso também é insano pra gente isso também é hostil Pra gente né quando a gente tá reivindicando condições eh outras perspectivas de metodologia a gente também pensa
numa perspectiva de tornar esse lugar menos hostil pra gente né e assim outras formas de avaliar que não sejam essas impostas de Fora a gente não tá dizendo Ah então acaba com avaliação ou a gente não tem que ter um um um uma perspectiva não é sobre isso mas é Entender que assim como que a gente tá sendo avaliado com critérios internacionais E aí você vai olhar quais são os países por exemplo que fazem parte do Pisa né Assim são questões pra gente colocar se colocar e eh é isso tem resposta não tem mas tem
possibilidades de problematizar a Giane quer falar Eh pode professora eh eu gostaria de falar que eu estou fazendo Parte do projeto Professor tutor é um projeto novo um projeto piloto e estou vivenciando exatamente o que vocês estão falando aqui na aula o que que ocorre é é triste dizer aliás eu sou nova na área da educação né Eh e eu fiquei abismada porque eu retiro da sala de aula no máximo 15 alunos esses alunos são os que os professores Regente o professor Regente indica que são os alunos que têm eh mais dificuldade quando eu levo
esses alunos pra sala uma sala separada que Vou est ministrando e é tutudo teoria mas é como se fosse um reforço né Aí eu pergunto pro aluno qual série você está aluno Tô no oitavo professora aí eu peço para ele fazer uma continha Dea quanto que dá do mais 2 A eu não sei professor não sei mas pera aí pera aí como assim você tá Na oitava série não sabe quanto é dois eu sou tutora de matemática né Eh e não só isso na escrita Tem aluno que eu passo uma solução problema e ele não
consegue ler o enunciado e tá no 9º ano Tá Na oitava série eu fico assim olhando aquil e cheguei à coordenação e comentei respeito né falei olha eu não tô conseguindo entender o aluno já tá na oitava série tal então existe esse negócio de que não repete de ano eu não tô aqui para questionar nem para dar solução a tudo mas é uma loucura isso e os alunos eles estão assim e é uma coisa de louco meso estão que nem uns doidinhos dentro da sala de aula é uma grit ninguém consegue entender ninguém Eh e
quando você leva o aluno para uma sala separada eh Outros alunos estão na sala querem ir também porque eles querem sair daquele ambiente de gritaria porque na sala da tutoria tem um pouco mais de silêncio e ele tem um um um atendimento assim único né porque você eu acabo tratando com cada aluno eu entendo que o professor Regente não consegue fazer isso com 40 alunos em sala ou concorda assim Plenamente em gênero número e grau então e talvez talvez uma dica uma Sugestão seria Diminuir a quantidade de alunos em sala de aula para que o
próprio Professor Regente consiga alcançá-los eh de uma maneira mais Ampla não sei eu tô vendo desta maneira Outro ponto que eu gostaria de de falar que o teve um colega aqui que colocou no chat família é muito importante porque você ensina uma coisa na na escola e o aluno vai para casa e chega lá da porta para dentro ele vê outra e ele não consegue nem aplicar o que o professor ou porque Ele é barrado então na reunião de Pais e Mestres eu acho que tem que pegar no pé dos Pais porque vem muito de
Família o professor não consegue alcançar o aluno porque o aluno vem com uma cultura que o professor quer colocar outra para ele mas ele não consegue o aluno não consegue eh viver essa cultura na casa dele como que fica isso né então gente essa questão da progressão eh automática isso aí é porque a gente quanto Brasil atende a demandas eh de Mecanismos internacionais né Eh e quando eu falei que a gente vive numa eh sociedade capitalista tô dizendo o seguinte que a forma como a gente pensa conhecimento é também uma lógica eh dessa eh dessa
sociedade de produção de entrega né então você de números Então você tem que entregar números Então você institui políticas né de progressão automática para você gerar números para esses mecanismos né pro Banco Mundial Internacional né é isso gente não tô falando que eu não tô não tô personificando o capitalismo né tô dizendo que a gente vive numa lógica né que é definida sim porque vivemos numa sociedade capitalista Então a gente tem que entregar a gente tem que eh ter mais a prática do que a teoria a gente tem que entregar números positivos para pro pisa
pro Banco Mundial internacional pra ONU né a gente é Signatário de muitas coisas então esse modelo de educação não não funciona né assim gera eh adoecimentos né tanto por parte né entre nós professores e professoras e da comunidade escolar de uma maneira geral alunos alunas enfim eh não acho que quando eu falei sobre o capitalismo tô dizendo que a gente vive num contexto de uma sociedade capitalista e que todas as nossas relações são pautadas por essa relação Né de produção né em que a gente produz produz produz produz entrega produz produz entrega produz E aí
a educação é isso também é produção produção entrega entrega produção produção é alienação a gente tá só produzindo produzindo reproduzindo reproduzindo reproduzindo E aí a gente não não não tem mais uma relação perde a relação com aquilo que a gente tá produzindo e o que que a gente produz na educação Mercadoria Então essa perspectiva é uma perspectiva desses mecanismos internacionais então por isso que a gente vê a gente vai se deparar com essas situações eu não sou a favor de eh promover o aluno para outra etapa né que nessa etapa ele vá ter dificuldade porque
é fracasso o fracasso tá sendo produzido também né mas estô dizendo assim essa lógica não funciona né pra gente Assim porque a gente tem uma sociedade que ela é desigual na sua Fundação então Eh e não dá também pra gente responsabilizar somente essas pessoas né é falta de interesse né Então os pais professores os os pais culpam os professores mas eles não ajudam os professores Infelizmente essa é a realidade no chat tá falando que na reunião com os pais dos alunos bem-sucedidos os pais dos alunos que não estão bem-sucedidos eles Nem aparecem porque eles não
querem pu chão de orelha desculpa é o que eu penso não eu acho que assim existe Existem várias realidades né mas assim Às vezes as pessoas também não aparecem nas reuniões porque elas não né Eh assim a escola gente educação eh a escola ela tem significados e lugares muito diferentes né paraas pessoas né a escola pode ser um lugar muito bom para algumas pessoas mas para outras pessoas não né então assim eh é Um é uma questão que tem que ser colocada é mas eh por exemplo às vezes aquela pessoa não tá ali na na
escola porque tá trabalhando porque é uma família que trabalha eh porque passou por situações ali anteriores que não foram eh bem-sucedidas Existem várias possibilidades né assim se não foram por exemplo vou falar da minha experiência meus pais não iam na reunião né nunca foram porque eles não queriam Porque eles não tinham interesse não dá para falar isso então a gente teria que olhar e entender Por que será que não tem participação das famílias né nesses momentos em que a escola se abre paraa conversa pro diálogo dá pra gente falar que todo mundo que a maioria
dos pais que não vão ali é porque não tem interesse não sei eu acho que aí é generalizar demais né talvez a gente precisaria investigar melhor porque que Isso acontece acontece só naquela escola isso acontece em todas as escolas a gente teria que investigar tá aí um uma questão pra gente problematizar eh a a escola é um espaço da família também ou não Ou é isso a gente tem que olhar e fazer essas ess essas perguntas né porque não dá paraa gente achar que que não eh que as famílias não vão porque não tem interesse
pode ser isso mas pode ser tantas outras coisas no caso da minha Família dos meus pais não iam porque estavam trabalhando E aí eu também era sempre questionada seus você não tem pai e mãe você não tem família seus pais não vêm aqui então aí além de você como criança não não ter a presença dos seus pais porque eles estão trabalhando Você é questionado disso né Por que que seus pais não estão aqui E aí eu sempre fal Ah minha mãe tá trabalhando meu pai tá Trabalhando aí ainda vim assim será que estão trabalhando mesmo
aí eu fala olha falava Sim eles estão trabalhando entendeu então assim como que a gente faz diante dessas questões eu não sei gente eu sei que assim não dá pra gente realizar entendeu a gente tem que entender os contextos os contextos familiares e aí é algo algo muito difícil de ser feito feito realmente porque quando você tá falando De 35 crianças 35 famílias 35 pais mães construções diferentes de família tem muita criança que vive com avó tios né que não tem a presença dos pais das Mães Porque estão presos porque morreram porque vivem acamado porque
tem questões várias né psicológicas E aí dá para falar que não tem interesse não sei acho que talvez seja um momento também da gente Observar isso e investigar isso melhor né Eh Renata aos Pais Presentes os alunos na sua maioria não dão trabalho como também tem alunos que os pais não vai até a escola e também não dão Trabalho Acho que vai muito da questão da estrutura eh muitos dos pais estão no trabalho vejo por mim a reunião é no trabalho e mesmo e no mesmo dia e e orar é a mesma rede acontece em
todas as escolas já fui professor em 10 escolas na minha região e é a mesma coisa Infelizmente a culpa não é da cor raça religião ou gênero é falta de autoresponsabilidade você pode ser o que quiser mas se você quiser e fazer valer você chega onde quiser então eu já não sei se a gente pode ser o que a gente quer né assim acho que é é importante que a gente tenha isso como perspectiva mas eu acho que tem alguns algumas questões estruturais né como a gente viu aí no vídeo que determinam alguns lugares né
E que aí esse movimento para Romper né Essa lógica né Eh tá existindo acontece mas não se dá da mesma forma para todo mundo né É E acho que é isso também tem passa pelo lugar da autoresponsabilidade sim né da autorreflexão de você enquanto professor e professor revê né Eh enfim como é que você tá Como estão as suas práticas mas acho que eh a gente parte de lugares diferentes assim né Eh são experiências diferentes né A gente todo mundo consegue chegar e no mesmo Lugar eu não sei a gente viu nesse vídeo que há
diferenças né então bom gente eu vou seguir aqui com a apresentação A escola é um espaço da família sim na minha opinião os pais precisam comparecer isso ajuda a criança também no seu emocional Sim a escola escola deve ser né um espaço pra família mas como a gente viu Em alguns momentos a família não está presente e a gente precisa entender assim investigar um Pouco melhor para entender por da ausência né das famílias na escola né Eh o que eu quero dizer é que não dá pra gente generalizar né e achar que todas as famílias
não estão porque elas não querem ou achar que não ter interesse que a pessoa pode não ter interesse as pessoas podem não ter interesse e aí a gente tem que olhar pra escola o que que é o que que o que que a escola tá no que que a escola se transformou hoje é um lugar né de controle é um lugar muitas Vezes hostil é um lugar né de reprodução de violência Então como é que a gente faz para ressignificar esse espaço são questões né Tem escolas que eh estão mudando estão se colocando para mudança
enfim é que esse modelo coloca todo mundo junto coloca a maior quantidade de pessoas juntas no mesmo espaço no mesmo tempo para aprender da mesma maneira não funciona Gente com isso não estou dizendo que eh a escola não tenha um lugar importante né Sim a escola é um espaço importante muitas crianças jovens adultos passam por lá e vão passar a gente passa um tempo da nossa vida né aqui acho que todo mundo né entre educação ensino educação infantil eh eh os anos iniciais fund de um fund de dois ensino médio quanto tempo dentro da escola
então a gente vai ficar um tempo Né a gente não a gente já tá um tempo mas essas novas gerações vão passar tempos dentro da escola que que a gente faz com isso né a gente eh perpetua esse lugar o estilo de violência a gente vai tentando mobilizar né dentro dos nossos contextos ainda que de forma eh pequena talvez ou não tão eh eu quero dizer não tão enorme assim né porque a gente também pensa ai vamos temos que fazer coisas grandes não acho que no cotidiano no diálogo nas Perguntas que a gente coloca nos
nas referências eh isso também já são caminhos de mudança né se apresentam como caminhos de mudança então a Renata colocou assim tenho sala eh de aula com 42 com 42 alunos não consigo atender essa demanda né então por isso gente acho importante a gente também tá em espaços eh coletivos de mobilização os conselhos são importantes os sindicatos são importantes outras formas de organização De conhecimento né educação po os cursinhos Acho que são outros lugares que a gente consegue mobilizar né também para repensar ess esse espaço da educação né acompanhar o que tá sendo decidido né
nas assembleias nas câmaras legislativas acompanhar eh O que os candidatos candidatas estão eh planejando para né os seus governos acompanhar né o que a a pasta Educação de uma maneira geral tanto federal estadual como Municipal né Eu acho que é Isso assim a gente tá na educação e a gente precisa se mobilizar nesses lugares assim porque a a mudança ela é coletiva né não vai acontecer no individual com isso também tô dizendo que não é pra gente pensar as nossas práticas individualmente mas acho que a gente também tem que ir para um campo da mobilização
social né do né da coletividade E aí isso eu acho que para tudo assim né não só para pensar eh as práticas de as a mobilização né para Mudança mas também práticas que estão acontecendo que podem ser aplicadas em rede isso também é um ponto para falar das metodologias ativas né cooperação o que pode ser ampliado né Eh para outras eh outros territórios então essa atuação em rede ela é importante né porque a rede eh pelo menos a rede Municipal de São Paulo ela né é uma rede eh assim importante né muitas tem muitas escolas
profissionais né tem aí uma produção de conhecimento muito grande Então que como é que a gente olha para isso e e ressignifica né não sei tem outras experiências de outros estados então Eh talvez mais do que olhar para que tem que tá dando problema que a gente consegue identificar é também olhar para práticas paraas práticas que podem nos ajudar né assim porque senão a gente que que a gente faz né Qual é a saída para isso talvez não tenha saída Mas seremos professores e professoras né Continuaremos eh nessa caminhada então olhar para para para eh
e ações e práticas que estão de alguma forma trazendo algum tipo de mudança né dentro desse cenário é aí o PC né [Música] Eh isso gente a a escola é um campo de muitas interferências viu né assim e e escola educação ela é uma ferramenta assim que vai ser utilizada que vai ser manipulada gente é só a gente olhar pra História dos currículos para o que foi por exemplo a bncc né assim a bncc ela foi construída sem a consulta das pessoas que propriamente hoje estão atuando com a bncc vocês foram consultadas de como vocês
consultados de como poderia ser a bncc e a gente sabe que tem interesses né então é isso também tem um olhar assim não tão ingênuo ou né desconfiar é questionar né olha mas como né esse documento foi construído com isso gente Não estou dizendo que é pra gente não não eh ter isso como referência mas também pra gente ver que é um lugar de disputa né ou seja tem interesses né Tem da eh interesses da classe dominante interesses né E aí é isso né Aí vai ter interesse político também né porque interesse da classe dominante
é o interesse político também então Eh então os professores eles não são ouvidos né normalmente quem aparece para Falar sobre educação né são esses pontos que a gente tem que lembrar E aí gente eu vou falar do texto que eu ia compartilhar com vocês mas eu não consegui porque o vídeo não está funcionando né ou a projeção Aqui não está funcionando mas o texto é infância e Escola Nova um olhar crítico sobre a contribuição de John de para a consolidação do pensamento liberal na educação por que que eu eh tô trazendo essa discussão para vocês
por quê Porque A gente tá falando de metodologia ativa tem uma relação com a tecnologia eh tecnologia esse lugar que tem intencionalidade que tem viés né como a gente viu no vídeo que tem vários vieses né E esse e tem um viés Liberal sim né por isso que é importante a gente discutir né Eh sobre as tecnologias sobre Quem produz tecnologia né E aí esse esse texto esse artigo é do Marcos Aurélio Gomes de Oliveira da Universidade Federal de Tocantins e O Armindo Neto que é a Universidade Federal que é da Universidade Federal de Uberlândia
E aí eles vão eh nesse texto eles vão trazendo todas as concepções do John dey né nesse período da escola nova que sim que é importante a gente eh Reconhecer essa teoria mas também é importante que a gente eh consiga observar onde tem lacunas né onde essa teoria não alcança ou alcança de uma forma para homogenizar E aí eles vão trazendo né Eh no texto uma das das Primeiras questões que eles que eles apresentam é entretanto consideramos aqui um dos pontos contraditórios da teoria Educacional né do filósofo americano eh John Dew porque ele vai trazer
essa relação da ciência com a demanda social né e onde essa demanda social é determinada pelas relações de produção que regem o sistema capitalista então foi isso que eu quis dizer né O que eh essa forma de produção né é capitalista isso tá impregnado na Educação Então como a gente percebe isso a gente tem que entregar a gente tem que responder com números números pra gente enquanto Professor ser bonificado ser premiado né então é onde a gente vê eh os fracassos sendo construídos né Essa Ideia de sucesso ser construída né então Eh essa forma de
produção né das sociedades capitalistas vão definir inclusive as relações né de produção na escola né Então as relações de produção que regem O sistema capitalista e não apresenta uma produção em desenvolver uma formação humana em sua Plenitude mas sim a criação de um sujeito alienado que não reconheça no seu trabalho a fonte de sua existência material Isto é o homem passa a ser encarado uma máquina viva que serve apenas para alimentar e produzir a riqueza material do Capital Então a gente tem que se perguntar essa educação que a gente tem ela tá servindo a esse
Capital a gente a Gente Tá formando Pessoas eh humanas na sua Plenitude ou a Gente Tá formando pessoas sujeitos fragmentados alienados Eh que que né enfim servirão a esse Capital com isso gente eu não estou dizendo também que a gente não tem que ter uma preocupação eh né em ocupar eh o mercado de trabalho mas essa lógica né de produção de entrega de número então eu tenho que produzir eu tenho que entregar eu não posso ter reprovação Então eu tenho que aprovar meu aluno mesmo que ele não que Ele tenha dificuldades vem dessa lógica né
E aí assim por quê Porque essa escola eh a nova escola tinha um foco muito no indivíduo né e não não trazia não tinha como perspectiva o contexto desse indivíduo E aí isso é muito próprio né dessas sociedades estadunidenses né uma uma ideia Liberal é onde o indivído ele é responsabilizado né por tudo e sem a gente considerar as estruturas As instituições contexto E aí eu não sei eu fico pensando a gente Consegue se pensar sujeito dessa sociedade se a gente não pensa a nossa relação com os contextos que nos secam então o contexto do
meu território onde eu moro contexto familiar contexto eh do grupo social do qual eu faço parte contexto as relações que eu tenho interpessoais sociais eu consigo me me ver a par né desses grupos sociais porque o contexto social é isso Você tá inserido num grupo social você tá inserido numa sociedade Você a gente consegue se pensar se perceber sujeito sem essa Sem essas relações né eu eu acredito que não né E aí um outro trecho né é interessante observar que o trabalho pedagógico defendido na visão dos liberais se assemelha em parte com os anseios de
uma educação voltada para a classe proletária eh para Marx e Engel a educação deve desenvolver os aspectos intelectual corporal tecnológico do homem contudo a diferença Aqui né entre essa visão liberal e uma educação voltada paraa classe trabalhadora se encontra na Perspectiva futura de sociedade Pois para os liberais a educação deve adequar-se às mudanças do contexto e evoluir sempre que necessário para manter essa ordem natural das coisas Isto é a defesa inconstitucional da propriedade privada senão a nossa porque né a dos Os meios de produção Então essa ideia natural de que a pessoa ela é Ela
tá onde ela tá né porque ela se esforçou ela tem méritos é isso Essa sociedade Liberal ela mantém esses lugares e aí isso se confunde muitas vezes com uma educação que é projetada para classe trabalhadora né porque aí por exemplo essa ideia de que a gente estuda para Ender é isso também mas a gente também estuda e se forma para pensar outros futuros possíveis por Exemplo em se ver né criador eh pensar autoria as nossas autorias as nossas criações né É para ascensão mas também é né para constituir esse sujeito né de uma autoria própria
de uma linguagem própria né a gente viu isso no vídeo quando as meninas estavam falando né é para asender socialmente mas não só né já na Perspectiva comunista o setor mais culto das da classe operária compreende que o Futuro de sua classe portanto da humanidade depende da formação da classe operária que há de vir né para Marx a semelhança entre os objetivos é apresentar seu interesse como interesse comum de todos os membros da sociedade é obrigada a dar as suas ideias a forma da universalidade a apresentá-las como únicas Racionais universalmente válidas ou seja eh essa
ideia de Universal ela não compreende né Aí eh grupos que não estejam né nesse lugar Então o Universal tá presente na na na tecnologia né nas ciências né como vocês puderam ver no vídeo das das meninas eh das cientistas a gente vê que quem é Universal ali né o homem homem branco eroc ntco então eh O que representa esse lugar de Privilégio é o que tá né O que faz parte da classe dominante né então eh é o mesmo ideal da classe trabalhadora né então a gente também precisa refletir sobre isso E aí para eu
fecho assim com uma pergunta que os Próprios autores eles apresentam né a liberdade a democracia e a experiência livre do educando são possíveis dentro de uma sociedade determinada pelas condições materiais desiguais ou melhor é possível para qual classe social né então são questões que a gente eh parce fazendo né ao longo da da caminhada assim eh os ideais dessa classe hegemônica não são os mesmos ideais da classe trabalhadora né né e a Gente Tá formando uma classe Trabalhadora para atender esses ideais hegemônicos ou a gente tá eh formando uma classe trabalhadora né para eh uma
uma uma emancipação né E aí por exemplo a gente vê a alguns discursos né de predadorismo como se fosse a emancipação desse sujeito né Isso também tá muito colado com discurso com a educação né então eh são essas questões que a gente precisa se fazer porque assim a gente tá num contexto capitalista a gente não tem Como fugir disso eu não estou culpando o capitalismo personificando o capitalismo estou dizendo que a gente as relações de trabalho nos moldes capitalistas regem todas as outras relações inclusive as relações que a gente tem na escola e que que
isso significa que a gente tem que entregar números que a gente tem que entregar que a gente tem que produzir que a gente tem que praticar a prática a prática prática prática prática prática a produção a produção a produção a Produção a entrega a entrega entrega o que que isso faz Você consegue pensar sobre o que você está fazendo e aí assim a gente tá produzindo o quê na educação eh na minha fala não quis atacar ninguém sei que existe isso meu foco é a gente sair do papel de vítima e ser protagonista Pois é
então acho que os movimentos que a gente tá apresentando aqui né o vídeo a gente não a gente não tá se colocando no lugar de vítima né a gente tá se colocando num lugar de Protagonismo né Mas mesmo quando a gente se coloca num lugar de protagonismo a gente ainda vai ser reconhecida nesse lugar de vítima não é sobre isso é sobre a gente falar sobre a realidade que no cerca entendeu E a gente precisa falar assim eu entendo como Educadora né porque eh se a gente não falar a partir da nossa realidade a gente
né como que a gente dá materialidade como que a gente faz nosso trabalho ser efetivamente Realizado se a gente não né não olha né o nosso entorno os nossos contextos os nossos territórios as nossas realidades as nossas experiências né Eh E aí a gente a gente vai mobilizando outros lugares né assim eu acho que assim eh esse momento aqui da fala da aula é pra gente pensar mesmo né sobre como a educação é um campo que é atravessado por várias questões né E aí a gente vê que muitas vezes Eh a gente vai se distanciando
cada vez mais né daquilo que realmente deveria ser feito né na educação né porque a gente tem vários atravessamentos então por isso que não dá também pra gente responsabilizar professores alunos alunas eh enfim muita coisa né que acontece é currículo é número de alunos é território são mas assim quando eu falo não dá pra gente responsabilizar é que assim a gente antes de eh trazer eh Falas assim ai aquilo acontece porque a pessoa não se esforçou eh talvez a gente tenha que olhar para outras né para assim tem um olhar um pouco de Fora para
ver que mesmo aquele cansaço aquela falta de interesse ela tem um lugar né ela tem ela foi construída para ser assim né então não ter interesse pela escola né porque por exemplo hoje eu vejo muitos professores adoecendo e aí dá para você falar que esses professores estão adoecendo porque Eles querem aí pode ser que alguém fale mas ah mas tem pessoas que são assim mas dá pra gente generalizar e por todo mundo no mesmo lugar e falar olha entendeu é isso né eh e aí eu assim eu quis trazer essa perspectiva histórica um pouco mais
crítica porque às vezes também a gente vê muito eh agora que a gente tem as tecnologi as questões estão resolvidas né ou a gente transfere pra tecnologia Um problema como a gente viu aqui recentemente né no Governo do Estado de São Paulo vamos instituir o chat o chat GPT Em substituição aos professores né então isso é isso é preocupante né gente eu acho pelo menos não sei como é que vocês pensam mas eh como é que a gente substitui a presencialidade do professor a mediação do professor por eh uma tecnologia né E quem está por
trás dessas tecnologias isso a gente viu no vídeo né Tem uma intencionalidade quando a gente vê por exemplo a questão do reconhecimento facial né dos problemas que isso tá tá gerando né Eh como isso vai ser Quais são os critérios que serão estabelecidos ali né então mas também a gente precisa eh a gente não pode ignorar né excluir essa ess esse tto porque tá na escola né a gente tá aqui né estudando né nesse meio e é importante porque a gente consegue reunir várias pessoas de vários Lugares mas ao mesmo tempo a gente eh tem
aí as as grandes empresas né que controlam um número muito grande de informações sobre nós né então eh a gente tem visto aí né todos esses impasses acontecendo né a gente viu com a questão do X né vocês vocês estão acompanhando as Big testes aí então é um controle da informação né É É um controle das vidas né das populações né então Eh é esse paradoxo né que aí a gente tem Que questionar sempre né Eh a quem a gente está servindo qual educação a gente eh Que tipo de concepção qual concepção de educação a
gente tá eh mobilizando né nas nossas práticas Eh agora são 3:1 eu vou encerrando aqui eu queria agradecer esse encontro acho que é importante a gente debater vocês falaram bastante eu gosto quando as turmas falam porque a gente vai né aprendendo e não Sei se vocês notaram mas assim a experiência das das metodologias ativas é trabalhar com relato né de experiência é trabalhar com a experiência é trabalhar com protagonismo né é a mediação é a cooperação isso tudo né a gente já vê em alguns outros teóricos né como saviane Paulo Freire eh nos nos nas
experiências eh rec não recentes mas nas experiências de intelectuais negros e negras né quando eh promovem quando estabelecem Out as perspectivas né paraa educação então eh eu acho que tem movimentos né Tem ações sendo e acontecendo aí como a gente viu né na experiência do vídeo que a gente pode eh enfim trazer para nosso cotidiano né E também sempre ter esse olhar crítico eh problematizador eu acho que também um ponto que ficou muito eh assim forte é como a gente utiliza essa Metáfora né dos jogos eh na nossas nas nossas práticas né Então essa metáfora
da problematização da investigação né do provocar né perguntas Então acho que pra gente ir desconstruindo também né Essas naturalizações que a gente tem na na educação Então acho que isso é um ponto importante aquele primeiro relato que eu trouxe para você né Eh e tem outros trabalhos também né então é sempre é uma perspectiva de uma educação Eh voltada assim para o sujeito né E aí assim também eh não querendo me aprofundar muito mais já falando questão a nossa educação ela é muito positivista né Muito eh Iluminista né assim essa coisa da evolução do progredir
então também pra gente eh desnaturalizar né isso né por isso que no começo quando a gente fala da valorização do processo é isso né o processo a gente olha para aquele aluno Que é entendido como um aluno que não tá progredindo mas que né que progressão é essa que a gente tá falando né a gente não tá olhando pro contexto a gente não tá olhando para pros processos de aprendizagem muitas vezes a gente também não se avalia enquanto profess professor e professora a gente vai reproduzir então é muito T né essa linha né acho que
é isso gente é despertar para esses debates e quando a gente pensa num planejamento engajado É nesse Lugar né a gente planejar as nossas aulas e planejar o nosso trabalho uma perspectiva crítica que não vai reproduzir né E isso aí é uma busca constante né até porque assim quando a gente tá muito eh dentro né Assim isso acontece a gente vai reproduzir isso não é para diminuir a nossa responsabilidade pelo contrário né Eh nós fomos socializados assim mas e aí sabendo disso tendo acesso a tudo isso eu tenho algumas escolhas né eu vou Continuar perpetuando
essas desigualdades ou eh de alguma forma eu vou eh possibilitar vou problematizar vou me me me auto eh vou enfim trazer uma reflexão uma autorreflexão sobre as minhas práticas Então acho que são questões né E aí a gente pode mobilizar de várias maneiras né Inclusive a partir das referências que a gente traz né as escolhas metodológicas que a gente faz porque existe uma intencionalidade logo conhecimento ele Não é natural ele é construído E aí gente eh se vocês tiverem alguma coisa para falar dúvidas questões professora eh Muito obrigado pela aula e se eu eh demonstrei
qualquer coisa que que foi uma aspereza a senhora me perdoa tá bom eu não quis ser a gente tá na debate na conversa é esse momento da reflexão é e eu vou falar uma coisa pra senhora um dia desse teve uma cena que viralizou no Brasil de um de um jovem 16 Ou 17 anos batendo no professor e eles filmaram eles espancou o professor o que acontece eh eu sou de uma época que as pessoas diziam assim educação vem do berço e esse é o grande problema do Brasil que da Revolução de 1930 quando cria
o Ministério da Educação deveria ter criado o Ministério do ensino e aprendizado porque a escola ou ela ensina um curso técnico ou ela ensina disciplina português filosofia etc e tal agora educação é aquilo que a Senhora falou no começo da fala existe uma formação um um conhecimento informal e o formal o formal é o ministério do ensino agora a educação Bena mãe eu sou da Na época eu falava Bena vó Bena pai e eh eh sim senhor não senhor posso entrar obrigado então a a criança ela chega na escola educada O problema é que os
pais terceirizaram quem ensina o filho ser educado é o pai o menino tem que sair da escola educado aprender a sentar na cadeira ele vai lá na escola Simplesmente para aprender português matemática mas a menina o menino chega em cas lá na escola por causa da comida chuta o professor não tem educação Então na verdade as famílias e o erro começa aí não existe Ministério da Educação é na família ali Esse é o grande problema é a minha visão professora Tá bom fique com Deus Jesus te abençoe minha professora então é que eu acho que
assim na educação ela não tá a educação ela é O ensino ela é o cuidado e ela também é a educação porque a gente também aprende na educação né existe a educação familiar que muitas vezes também eh eh atingida né Por esse eh viés Liberal capitalista né Eh mas na escola também é um lugar né pra gente socializar pra gente aprender a dividir compartilhar respeitar isso faz parte né você você não vai chegar na escola só com conte úd né a gente também e as práticas de socialização também Acontecem assim como cuidado né Eh o
que eu acho é que muitas vezes é transferido somente pra escola esse lugar né da de Educar de cuidar quando na verdade a gente deveria pensar ter uma perspectiva mais Ampla né o cuidado a educação ela não tá eh somente né na escola né É muito mais amplo né posso planar uma ideia por favor aonde não tem disciplina né não tem aprendizado e hoje eu posso Observar que a maioria dos Estudantes eles vão para Unidade Escolar obrigado pelos pais sendo que no meio de 1000 aluno eu posso observar Pode ser que eu esteja errado que
sem vai ter sucesso antigamente quem trabalhava no mercado era os bons era os maus alunos né hoje quem trabalha no mercado é os bons alunos e os maus alunos vão ficar desempregado futuramente Eh Então essa é a minha visão não eu eu só acho que que eh Essa visão entre bem e mal eu acho que já é também uma coisa que a gente também hoje a gente também já tá né Eh tendo aí algumas questões né mas eu acho que são falas importantes né eu já tô aqui me encaminhando pro final porque senão vai passar
muito eu sei que tem pessoas que têm compromissos né então já tá indo a gente já tá passando aí do do horário novamente eu queria agradecer né A participação de vocês eh dizer que foi um espaço importante de debate eh a aula ficou gravada vai subir lá paraa plataforma para vocês poderem eh realizar atividades com tranquilidade eu compartilhei os materiais também né com a coordenação pedagógica que foram surgindo aqui nas nossas falas eh e é isso gente agradeço Bom sábado para vocês eh acho que todo mundo conseguiu acessar o formulário eh vou deixar aqui o
meu e-mail caso vocês Tenham dúvidas podem me escrever eh e o formulário eh com as duas questões acho que todo mundo conseguiu acessar né salvou em algum lugar caso tenham dúvidas podem me eh me escrever no e-mail tá bom e é isso professora só mais uma perguntinha rapidinho a única eh por exemplo nessa aula como eu falei eu tô começando agora essa aula teve esse formulário com essas duas perguntas é isso não tem mais nenhuma atividade eu posso ficar Tranquila e espero a próxima aula é isso né Isso é isso não tem tá bom eh
tudo bem a gente assim eu não não faço uma avaliação extensa porque a avaliação ela também acontece aqui né gente n durante as aulas né tranqu tranquilo Ótimo ótimo porque a gente aprende muito mais com a professora explicando e e nós debatendo o assunto do que respondendo questionário a minha preocupação é tá deixando de de cumprir com a minha parte porque eu tô começando agora e eu vou Assistir a aula a primeira aula gravada Então eu queria saber como funciona É isso mesmo né É isso aí eu vou pôr aqui de novo o formulário para
quem muito eu respondi eu consegui respondi respondi e foi enviada Muito Obrigada viu Um bom final de semana eh deixa eu pegar aqui o formulário novamente para mim professora a senhora fala da onde Da onde a senhora tá sou de São Paulo ah eu tô aqui no Goiás aqui tá muito quente Professor muito quente as temperaturas estão subindo Ó vou pôr o formulário aqui de novo tá gente para quem não conseguiu pegar professora eh você falou se a gente baixou o formulário só vão em algum lugar eu tô com ele aberto aqui agora vou fazer
agora logo depois da aula eu já posso fazer aqui Enviar ele vai normal não preciso ter salvo nada posso deixar nele Fazer enviar normal isso aí pode responder que eu recebo aqui porque quando você responder e dar o enviar eu consigo visualizar aqui tá jo Então tá bom obrig mais alguma dúvida Professora posso falar Pode sim eh desculpa que eu sei que já tá terminando a aula mas algo ficou incomodando a aqui em mim e essa sua gostaria de parabenizá-la e dizer que sua aula foi muito produtiva eu sou Educadora há quase 20 anos e
hoje me eh deu assim um Estalo na minha mente quanto o quanto a educação tem outras possibilidades né mas quando eu ouvi os colegas aí falando que a família tem que se responsabilizar também com a educação e eu concordo só que a gente também tem que lembrar que existem vários tipos de famílias e tem aqueles meninos que são desassistidos Eu tenho um aluna mesmo que eh eu ensino na escola periférica que os pais dela são traficantes então que limite essa menina Vai ter e o pai tá preso então Imagine aí se a escola ela não
acolhe se ela não faz seu papel quem vai ser essa menina na na sociedade né então a gente tem que repensar o nosso papel enquanto educador a gente não é Salvador da Pátria Mas a gente pode fazer a diferença sabe então é é bom que a gente repense né o Estado tem sua parcela de culpa Nós também temos mas é um conjunto E que a gente pense o outro enquanto um ser né Exatamente é isso muito obrigada valeu Então gente acho que vou encerrando aqui queria agradecer novamente a participação de todas vocês todos vocês dizer
que é isso a gente tem que seguir a educação eh é um lugar apaixonante de muitas vivências mas também é um lugar contraditório paradoxal né enfim e é isso gente Qualquer dúvida me escrevam tá bom fiquem à vontade e agradeço vou encerrar por aqui e a gente se vê aí em Outros momentos desejo sorte para todo mundo m