o Teatro Experimental do Negro ele surge ali nos anos 40 muito por conta né da da falá da democracia racial e muito por conta e da não presença né da ausência de pessoas negras Nas artes e nessa mesma época o abdas ele faz uma crítica né ao Imperador jnes onde ele tem um ator Branco fazendo personagem que deveria ser feito pelo um ator negro porque o personagem era negro Então nesse período o dias ele tava denunciando e não só dentro do teatro mas também dentro e eh do Senado né dentro desse lugar eh político partidário
também ele já tava trazendo a presença do negro e de lá para cá eh a gente teve muitos grupos e m iniciativas que foram fortalecendo essa ideia eu considero o teatro Uma das áreas mais democráticas que a gente tem dentro das Artes porque o audiovisual você passa por muitos intermediários você não faz o audiovisual sozinho apesar de você com o telefone na mão você consegue Mas você tem que ter um intermediário você tem que ter um distribuidor você apesar das redes sociais você tem que ser uma pessoa não só muito empreendedora mas muito sortuda para
você engajar para você cair nas redes para você cair no gosto do público para você viralizar né então o o por mais você tenha um celular uma câmera e ainda assim o audiovisual passa pela mão de muitos muitos intermediários Né desde dos fazedores até a distribuição e até chegar na sua casa até chegar na sua tela ou no cinema o teatro você pega o seu banquinho e vai pra rua e não adianta as autoridades Como fizeram um tempo atrás né proibirem E caçar os artistas de rua porque a gente vai continuar indo pra rua eu
sou fruto de chado de rua e e a gente vai continuar fazendo a a gente vai continuar fazendo dentro das escolas a gente vai continuar fazendo dentro das Comunidades a gente vai tentar a gente vai continuar a gente vai continuar eu acho que o teatro é para mim uma das Artes além de ser uma das Artes mais completas em todos os os âmbitos porque você é multi você é o seu produtor você ser artista você muitas das vezes eu sou dramaturgo você não que você queira ser mas muitas das vezes que você precisa ser você
é músico porque você tem que se instrumentalizar então você tem que cantar você tem que dançar você enfim você tem que ter uma uma gama de de talentos né que você tem que ter que desenvolver para isso como eu falei eu acho que é uma dos lugares mais Democráticos então é o lugar onde a gente mais pode empreender essas pautas afirmativas eu acredito que o teatro negro ainda seja esse lugar de pensar o sujeito negro na sociedade né a gente ainda tem um um dever quase Cívico assim né de dialogar com o tempo que a
gente tá vivendo né e mais do que isso assim também trazer histórias que falem de amor de afeto de família de ancestralidade Então eu acho que o que tem sido produzido quanto teatro negro hoje são peças espetáculos que trazem com muita leveza também a nossa história e tratam de trazer Contorno assim né pros nossos afetos pros Nossos amores pra nossa história então mais do que um lugar só combativo né de sermos políticos e de trazer uma arte política é trazer também um Contorno outro pro nosso fazer né que traga que pense a nossa identidade e
a nossa profundidade quanto sujeitos na sociedade também com amor e afeto a gente não pode falar sobre teatro Preto hoje né Sem falar sobre a companhia dos comuns aqui no Rio de Janeiro a gente não pode falar sobre o teatro preto sem falar sobre o bando de teatro lod que é a companhia preta mais antiga que a gente tem E com isso a gente tá falando de desenvolvimento científico práticas científicas de teorias e práticas que foram sendo desenvolvidas ao longo do tempo né a gente precisa falar da Companhia dos comuns aqui no Rio de Janeiro
mas a gente precisa falar tamb também da Companhia dos crespos em São Paulo e eu tô trazendo alguns nomes aqui mas ainda tem muitos outros nomes tem o Nata em Salvador que fala sobre o teatro tradicional de terreiro de candomblé com a onag tem muitos nomes que eu poderia trazer aqui e esse eu tô trazendo esses nomes que foram alguns nomes que que eu pude ter acesso né Ângelo Flávio que é um grande estudioso de teatro negro né que se eu não me engano ele tem uma companhia ou ou tinha uma companhia chamada abidias do
Nascimento se não me falha a memória Então eu acho que quando a gente fala de teatro negro quando a gente fala de abidias a gente precisa falar dessa construção né tanto no rio Minas Gerais tem Maurício tizumba Sérgio perir e por que eu tô trazendo todo mundo para falar sobre o que tá acontecendo hoje porque tudo que tá acontecendo hoje é fruto do que veio acontecendo ao longo desses anos todos eu acho que de alguma forma a gente se apropriou com toda a consciência dessa nomenclatura para poder ocupar esses espaços então a gente foi se
apropriando cada vez mais a gente sabendo que a gente tá fazendo um teatro negro até porque esse nome não vem agora esse nome vem de 1944 lá com Abdias então a gente sabe que a gente tá fazendo teatro preto com corpos pretos para pessoas pretas e para Branco ver a gente precisa falar de teatro negro e precisa pensar sobre essas memórias sobre essas trajetórias né E aí hoje a gente tem grupos de teatro muitos grupos de teatro neg que hoje a gente consegue utilizar teatro negro muito por conta dessas pessoas e desses grupos que foram
resistentes