Imagine que [música] você pudesse desvendar o segredo mais profundo da existência humana. Aquele impulso [música] cego que nos move, que nos faz amar, odiar, lutar, seguir em frente, enfim, inevitavelmente sofrer. Se a vida parece um ciclo, um ciclo interminável de desejo téo, de frustração, de busca incessante e talvez os respostos para sua inquietud esteve na mente de um dos pensadores, [música] considerado dos mais pessimistas, porém dos mais honestos da [música] história.
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Por que sentimos que a felicidade é sempre uma coisa efêmera? Por que que as relações humanas elas são tão complexos e sempre dolorosas? Aqui nesse vídeo nós vamos mergulhar na filosofia de Schopenhauer e descobrir com seus com seus ensinamentos.
Mais de um século e meio depois, como eles ainda são ferramentas cruciais para entendermos a vida, o amor, a solidão e a nossa vontade de viver. Prepare-se para uma jornada que pode transformar a sua percepção sobre o sofrimento e, paradoxalmente, melhorar radicalmente as suas relações e a sua qualidade de vida. Arthur Schopenhauer.
Ele nasceu em 22 de fevereiro de 1788 na cidade de Danzik, que atualmente é na Polônia. Ele ele veio de uma família abastada. O o pai dele, Henry Flores, era um comerciante próspero e a sua mãe, Joana Chopenhauer, ela era uma escritora muito popular na época.
Essa essa dualidade entre o mundo pragmático dos negócios e o universo intelectual das artes, isso mudou a mente do jovem Schopenha. A sua formação, ela foi marcada por viagens pela Europa, pela França, pela Inglaterra, onde ele aprimorou línguas e teve contato com diferentes culturas. Ele sempre primou por desenvolver a sua cultura.
Sempre, sempre, sempre. O seu pai, ele o preparou para uma carreira meio cantil. Queria que fosse sucessor no negócio.
Mas após a morte de Henri em 1805, que foi um evento que marcou Shopen muito profundamente, ele herdou a fortuna finalmente e ele pôde abandonar os negócios e se dedicar dedicar a sua verdadeira paixão, que era a filosofia. Ele não tinha talento para os negócios, queria se dedicar a ao dialéto. Ele estudou medicina inicialmente e depois filosofia [música] nas universidades de Gotinggan e em Berlim.
Em Berlim, ele teve oportunidade de ouvir grandes nomes como Fist, mas foi herança filosófica de Emanuel Kent. Vou fazer um vídeo sobre o Ken. Essa herança filosófica do Emanuel Kent foi isso que tornou a a base da revolução do pensamento do jovem Arthur Schopenhauer.
Foi o Kant [música] que fez a cabeça dele. Agora, é importante classificar Schopenhauer não como um filósofo humanista ou iluminista, mas sim como um dos primeiros e mais preminentes expoentes do idealismo pós-cantiano. Guarda isso aqui, ó.
Idealismo póscantiano, tá? e crucialmente um pilar do pessimismo filosófico, que foi uma corrente que a princípio tinha só ele, era o pessimismo filosófico do século XIX. A sua filosofia representou uma ruptura com o otimismo ingênuo daquele idealismo alemão do seu tempo, especialmente de Hegel.
Eer era alguém a quem ele confrontou publicamente mais de uma vez e dava aula, né, até no mesmo horário que o Hegel, né, quase que provocação mesmo, né? O reg numa sala ensinava uma coisa e quase ali na sala ao lado o Shoph ensinava a mesma coisa só que em sentido contrário. Apesar da sua visão sombria sobre a humanidade, Chopenha, ele era conhecido pela sua profunda compaixão pelos animais.
Olha que interessante essa parte aqui, ó. Os animais, tá? Ele viu nos animais seres dignos de consideração moral, pois como nós, eles eram capazes de sofrer.
Você vê que a questão do sofrimento, ela é uma das grandes bases de filosofia do Shopenhauer, né? Olha, durante os últimos anos da vida dele, né, em Frankfurt, Schopenhauer teve vários poodles, que é a raça favorita dele nos poodles. E ele sempre se referia aos poodles como Atman, que é uma palavra sanskrita, o eu interior ou então a alma transcendental, né?
É Atman. Agora ele via esses cães como os únicos seres com quem ele podia ter uma relação de confiança e afeto genuín com, olha aqui, ó, contrastando com a sua aversão e a sua desilusão pelas que ele chamava complexas e hipócritas relações humanas. Ele não gostava muito das pessoas.
A também não. Uma curiosidade, tá aqui é que ele supostamente andava com seu com seu púlpro no seu átomo, né, pela pelas ruas, né? E quando o cachorro latia, ele dizia alguma coisa, tipo assim, ó: "Pois é, meu amigo, eu sei que você também sofre".
E as pessoas ouviu ele falar isso e não entendeu, né? Porque que ele tá falando isso, né? Que o cachorro tá latindo, né?
Porque também sofre, né? Segundo ele, né? Agora o Shop, ele ele faleceu em 21 de setembro de 1860 em Frankfurt, tá?
Depois de uma vida de reclusão. Ele realmente ele não gostava de sair de casa porque ele dizia: "Minha avó, você sabe o que que tem aí na rua? Pessoas, então eu vou ficar dentro de casa".
Ele falava isso, né? Agora, a obra central de Sopenhauer, ela foi publicada quando ele tinha apenas 30 anos, que é um uma obra chamada O mundo como vontade e representação. Foi publicado em 1818.
Esse aí é o pilar do seu sistema filosófico, né? Se você quer estudar Shopenha, tem que começar por esse aqui, tá? é o mundo como vontade e representação.
[música] Ele foi profundamente influenciado por Kent, né, como já citei ali, e de quem ele herdou, né, a distinção entre o fenômeno, que é o mundo, como aparece para nós, e a representação, tá? Que é a coisa em si como ela realmente é, tá? É, olha aqui, nós vamos entrar num numa relação assim que lembra muito lá o mundo das ideias do Platão, tá?
Guarda [música] isso, tá? E isto aí ele chamava de vontade dessa representação. É vontade.
Essa vontade vai ter um papel crucial na obra dele, tá? Para o Schopenhauer, tá? À vontade, tá?
Aqui com V maiúsculo, tá? Vontade, ela não é a nossa vontade consciente [música] normal, mas sim é um princípio metafísico universal, é um impulso cego irracional e incessante [música] que impulsiona tudo no universo, né? Desde a força da gravidade até o desejo sexual, passando pela nossa [música] a nossa vida, pela nossa luta pela sobrevivência e a busca da felicidade, né?
Nós somos todos manifestação dessa vontade de viver, tá? Uma outra obra importante dele, né? Outras obras, né?
Inclui, por exemplo, >> [música] >> ó, a quádrupla raiz do princípio de razão suficiente. Olha os nomes assim são impressionantes. [música] A quádrupla raiz do princípio de razão suficiente, que foi a tese de de doutorado dele, tá?
Depois ele tem muitos ensaios, né? E escreveu também os aforismos para a sabedoria da vida e a metafísica do amor e a metafísica da morte, tá? As ideias centrais dele aqui sempre vão gerar em torno de vida, morte, amor e solidão.
Agora, se a vontade é a essência do mundo, o sofrimento é a sua consequência direta e natural. Vou explicar para você aqui. A vida, segundo Schupenhaur, ela é um pêndulo que oscila entre dor e tédio.
Por causa de frases assim que disseram que ele era pessimista no Berrive, ele seria classificado como um filósofo realista. As coisas são assim, desse jeito mesmo. [música] Agora nós desejamos algo, né?
Nós quando a gente quer alguma coisa, né? é a falta nos causa dor. Aí nós lutamos para obter aquela coisa, né?
enquanto do tão para obter isso causa o sofrimento. E quando a gente alcança aquilo, se alcança, vem uma satisfação que é uma felicidade passageira e efêmera. Então, coloquemos assim: na vida nós não temos felicidade.
Nós temos momentos felizes, momentos efêmeros felizes, mas não temos a felicidade [música] aqui, aqui no se planea, tá? E aqui, né, o desejo, ele é apenas, tá apenas momentaneamente silenciado, tá? O desejo, ele se acalma quando você atingiu o que você queria, né?
[música] Depois vem o tédio, tá? Enfim, você adotou para conseguir uma coisa, teve sofrimento, aí você conseguiu, teve um tédio. Se você não conseguiu, aí você mergulha num sofrimento maior ainda.
E esse [música] é um ciclo da vida. Então, a vontade ela se manifesta como um novo desejo, reiniciando todo um ciclo de busca e sofrimento de novo, né? E a vida é assim, você vai de um desejo para outro, né?
Até atingir aquilo degrau e quando você o atinge, você busca um outro degrau e Deus tá sempre em busca de alguma coisa. Tá, ser humano, ele é desse jeito. E a visão Schopenhauer sobre o amor, isso aqui é importante, ó, o amor romântico aqui nesse caso, tá?
amor homem e mulher nesse caso aqui, tá? Isso aqui é desolador, tá? A visão que ele tinha disso.
Ele via esse amor romântico, né, chamado amor cortêz, ele o via como uma ilusão, que é uma astúcia da vontade para garantir a procriação e assim a continuidade da espécie. faz aqui um uma um jogo, tá, da vontade usando a biologia para garantir a perpetuação da espécie, tá? Então ele faz com que os pares de opostos, né, se unam e [música] movidos por uma suposta atração, que vão chamar de amor, mas na verdade o objetivo é só passar os genêns adiante, tá?
Segundo ele é assim, tá? [música] Agora aquele fervor apaixonado, né? Isso aí não é sobre a felicidade individual [música] dos amantes, isso é sobre o instinto cego de preservação da espécie, tá?
Às vezes a natureza encontrou dois ali que são compatíveis, né, pra procreação. Então ela tem que criar um elo de ligação entre eles para que eles procriem. Então cria-se toda lá uma engrenagem que vai fazer com que passe a existir um sentimento de união entre eles apenas para que a casalem, tá?
A visão dele é assim e é mais ou menos isso mesmo que acontece, tá? Muito embora vai ter alguém que vai estar sempre eh contestando, né? [música] Dizendo que não, que acha que não, mas geralmente aquele nunca nem sequer amou ninguém, né?
E vai contestar uma coisa assim que, sabe, não é da sua alçada, né? Agora, uma vez que foi cumprida essa função reprodutiva, o amor romântico ele tende a se dissipar, né? Então, é por isso que quando aquele amor começa [música] muito tórido, né?
que do amor à primeira vez. Aquilo ali geralmente não dura muito. Você não lembra dizer que você conhece muitas pessoas que começaram assim, ó, um ordeu pro outro, se apaixonaram repidente e estão aí a 50.
Não é assim que acontece. O que acontece é que as pessoas podem até ter essa união assim repentina e tórida, aí eles se juntam aí reproduzem, tem filhos lá e daqui a pouco lá vai cada um pro seu lado lá e acabou o amor ali, tá? Agora em relação à solidão, isso aqui é importante [música] porque eu viu isso aqui, tá?
Ele exalta a solidão, tá? E ele argumenta que o homem verdadeiramente inteligente e espiritualmente rico, ele só encontra paz na reclusão. Agora aqui eu vou fazer uma reparação.
Onde ele chama de solidão, eu vou chamar de solitude, [música] porque às vezes a solidão você não escolheu, você foi, digamos assim, meio que colocado [música] de escanteio assim, né? Então você vive numa solitão, mas não foi escolha sua. As circunstâncias levaram você viver desse [música] jeito.
E eu, no meu caso, por exemplo, isso foi escolha própria, tá? Então é a solitúria. Você vive [música] sozinho ali e se sente muito bem vindo sozinho e não tem intenção de deixar de viver sozinho, tá?
Eu chamaria isso aqui de solitude, tá? Mas que ele aqui no texto original que ele escreveu lá nas primeiras obras, ele chama de a solidão, né? Agora, a sociedade e as relações humanas, elas são sempre movidas pelo egoísmo da vontade.
E a convivência nos força a gente se nivelar por baixo. [música] Você acaba tendo que se relacionar com as pessoas e ali você vai ter decepções, vai ter angústia, uma alegria aqui ali. Mas geralmente o contato com o ser humano normalmente vai te criar problemas.
[música] Problema que você não teria se você não se misturasse tanto com as pessoas, tá? Aí ele escreveu assim, ó. Quem não ama a solidão também não ama a sua própria liberdade.
E é [música] verdade isso, tá? Na hora que você abriu os portos para as nações amigas, digamos assim, né? Você tá sujeito a receber coisas desagradáveis também, tá?
Não vai só receber gente boa, gente maravilhosa e que vai te acrescentar, você vai viver, vai receber também aí umas coisas que não presta, tá? E a solidão, o que que ela é? Ela é o palco onde o indivíduo ele pode ser ele mesmo, tá?
e sem aquelas exigências da vontade coritiva que te obriga a ter relação aí com com as pessoas, né? E você não quer ter essa relação com as pessoas. Agora, a morte, tá?
Que isso aí também ele explorou [música] muito esse tema da morte. A morte, ela é vista não como um fim, mas como uma libertação, a libertação do indivíduo da sua própria manifestação da vontade. Ou seja, ele se livrou desse assim, desse círculo, né, de tá sujeito lá a uma vontade assim que te obriga a fazer você ser o que você não é, né?
A vontade em si, ela é indestrutível. A quando mais a morte, a morte ela dissolve o indivíduo, ou seja, aquela representação ali, né, daquela daquela persona, né, ele se ele desaparece como indivíduo, né? E ele volta o quê?
Ao princípio cósmico que continua a se manifestar em outros seres, tá? O medo da morte, na verdade, o medo da da vontade, né, em perder a sua manifestação individual. Então, é mais ou menos o seguinte, você morre segundo o pensamento dele, né?
No ato da morte você se reintegra [música] ao todo, né? Aqui ele diz que você se você volta à origem. Isso aqui é o que nós pregamos com relação ao que acontece com a alma.
[música] A alma volta ao todo, né? Mas aqui não não tinha elementos para verbalizar isso, tá? [música] Que de certa forma é isso, tá?
Mas ele coloca que o indivíduo, né? Se reintegra ao todo. Não é o indivíduo, é a alma, né?
que o seu ego ali na forma ali do seu [música] corpo espiritual, ele vai continuar existindo. Aí você vai para um bral, aquela coisa toda. Mas em essência ele tá certo, tá?
Houve essa reintegração ao todo. Na filosofia oriental, quando se diz assim, é que determinado circu, o nirvana, atingiu [música] a iluminação, que lá eles chamam de budat, né? Tornou-se um budo, né?
Qual é a definição de ating nirvana? [música] A definição de atista é estado de extrema euforia ocasionado pela extinção do ser. Ou seja, você deixou de ser individual para ser coletiva.
Você se reintegrou [música] ao todo. Isso aqui um dia vou explicar para vocês que foi na primeira vez que eu tive um êxtase místico. A gente não consegue explicar isso com palavras porque como dizia Santa Teresa de Ávila, as palavras [música] humanas são demasiado pobres para descrever o que que é essa integração que você tem, né?
Então eu defini assim, ó. Eu fui ao universo e o universo vira a mim e nós fomos um só. Tá?
Pena que aquilo não dura muito, tá? Os extras [música] eles costumam não durar muito, tá? Mas isso aí vai ser até lá para outro vídeo, né?
Agora, uma coisa aqui que é impressionante [música] foi o envolvimento com o budismo e com o estoicismo. Olha só, o budismo é uma filosofia, [música] tá? Oriental.
Eu vou pegar a parte da filosofia, tá? Se aquela religião, mas [música] a parte filosófica do budismo, tá vendo? Que é oriental.
com o estoicismo, né, que é ocidental [música] da Grécia, né, ele juntou a filosofia, foi o primeiro filósofo que fez uma junção entre [música] os princípios orientais, né, do budismo com o estoicismo, né, que é a filosofia ocidental, [música] né, que foi o seguinte, né, ele encontrou no budismo, tá, uma ressonância com a própria filosofia, porque ele pegou lá as quatro nobres verdades, né, do Buda, [música] que é a existência do sofrimento, a origem do sofrimento, [música] né, que é o desejo, a sensação do sofrimento e o caminho para essa censação do sofrimento, tá? As quatro nobres verdades, né? Outra aqui é a base do budismo, tá?
As quatro nobres verdades, todas elas falam do sofrimento. [música] Então, coloca assim, ó, em essência para o budismo, né? Viver é sofrer.
Só que esse viver ele te ensina coisas, tá? É complicado. Sempre vai ter alguém que vai contestar.
Ah, não, a vida não pode. Você sofrer. Mas é, meu filho, você vai dizer para mim que você vive numa na felicidade [música] extrema, suprema, e tudo maravilhoso e não acontece nada de ruim e é tudo beleza.
Não é assim, filho. Tá, até que bom que não é assim. Um dia me perguntaram, né?
Você é feliz? Eu disse: "Graças a Deus que não. " Aí são parabxo, né?
Como assim? Graças a Deus que não. Se eu fosse feliz, eu ia ser um como que o Buda, né?
Atingiu [música] o objetivo supremo, a felicidade. Agora não, não faz mais nada, fica só na autocontemplação, né? É tipo assim, ó.
Sabe aquele sujeito lá do Senhor dos Anéis lá que my precious, fica lá abalizando aquele anel lá. Ai, my precious. Ai o preciosos.
Aí ele fica assim com a felicidade dele, né, que ele atingiu, né? Ele fica só idolatrando aquilo e não faz mais nada, porque o objetivo era atingir essa felicidade [música] suprema. Então ainda bem que eu não atingi essa felicidade suprema, né?
Que senão teria totalmente inútil, né? Nesse caso aqui, né? É difícil entender.
Você não vai entender isso agora, né? Vai ter sempre um tem um sujeito aí que contesta [música] tudo que eu falo nesse sentido, né? porque ele acha que entende o cara não faz nada para entender essas coisas, mas ele pega um [música] um trecho desse do Schopenhauer, por exemplo, ele tem elementos lá para contestar o que o [música] Schopenhauer falou lá 150 anos atrás.
O cara hoje aqui que não tem experiência nenhuma com a vida, ele contesta lá porque ele acha que não é assim, tá? E a base de contestação dele é essa. Eu acho que isso não é assim, porque se você vai contestar uma filosofia de alguém de um de uma envergadura doenha, [música] você tem que ter um elemento lá que vai fazer esse contraponto.
Olha, eu passei pela situação X, YZ V e eu tive uma experiência diferente, tá? Mas não, o cara, mas eu acho que não é assim, pronto, a base contestação é ele acha, tá? Então tá.
Olha aqui. Ah. A negação da vontade, tá?
O caminho paraa libertação do sofrimento. Isso se dá [música] através de dois princíp principais valores, tá? Um que é a contemplação [música] estética, a arte.
Olha só, válvulas de escape, o termo que eu usaria aqui, tá? Que, por exemplo, ó, ao contemplar a arte, né, em qualquer que seja das suas variações, tá? Ah, é artes plásticas, artes cênicas, né?
Mas especificamente aqui, ó, a música, que ele tinha uma coisa assim muito forte com a música, aliás, Platão [música] também, que falou que a música era a suprema expressão da arte, tá? Aqui ele diz a mesma coisa, a música que ele considerava a forma mais elevada de arte, tá? Ela ela momentaneamente ela te anestesia desse poder da vontade que fica lá em cima de você, te obrigando a fazer coisas que você não quer, né?
A arte propriamente dita, tá? Aqui em todas as suas manifestações, tá? Ela nos permite uma breve, porém poderosa suspensão do desejo do sofrimento.
Ou seja, você se distrai [música] contemplando uma coisa bela, uma obra de arte, tá? Por isso que aquelas pessoas que servem a outros interesses, né, vou não vou dizer que isso é o interesse do [música] mal, tá? Outros interesses, eles glorificam não a arte bela, essa estética, [música] né, mas aquela arte lixo, aquela questão de arte moderna, né?
Pega lá um um sapato, põe um guarda-chuva em cima e diz que aquilo é uma obra de arte, não sei o quê. Meu Deus do céu, né? Bem, tá?
Agora aqui, ó, nós temos aqui o acetismo ético, que é compaixão, tá? A ética, ela não é baseada em mandamentos divinos, mas na compaixão que devia ser natural e intrínseca do ser [música] humano, que é aquela capacidade de sentir a dor do outro, que nós vamos chamar aqui de empatia. Então, né, que ele não [música] usa esse termo, que nem tinha esse termo na época, mas eu vou botar aqui aqui.
Isso é empatia que ele tá falando, né, que aquela capacidade de sentir a dor do outro, como se fosse a sua própria dor, tá? [música] você se coloca no lugar do outro ali, né? Tentar imaginar o que que ele tá sentindo.
Isso é empatia, tá? Agora, isso surge daquela percepção metafísica [música] de que nós somos todos manifestação de um mesmo poder divino, tá? Nós somos todos irmãos, nós somos, nós somos, digamos assim, ó, apenas eh fragmento de uma coisa maior, mas nós estamos todos ligados [música] por uma coisa comum, como é que seria a criação, né?
Nós somos criados todos, somos irmãos. Então devia ser natural, né, que o sofrimento de um afeta o outro e todos nós trabalharíamos para aliviar o sofrimento do outro. E nem tanto, que você vê o ser humano fazendo justamente o contrário, porque nada dá mais prazer ao ser humano do que causar dor e sofrimento ao seu semelhante.
Você vê isso ao longo da história todinha. Ser humano gosta de causar sofrimento aos outros, né? E olha e a ligação dos prazeres, né?
Desejo, né? da vontade. Isso é [música] um mês seguro para você atingir a tranquilidade, sabe?
Você tem que dominar a vontade aqui, ó. E esse isso aqui que eu acabei de falar, eu substituiria por você tem que dominar o seu próprio eu e saber lidar com ele, tá? E não ser escravo dele, tá?
Tem gente [música] que é escravo do seu próprio eu, tá? Pensa que domina alguma coisa não domina nada. Você está em cima daquele cavalo ali, mas você não consegue controlar ele.
Ele leva pro lado que ele quer ir, ele para, ele corre, ele faz qualquer coisa lá. independente que você tá ali em cima dele ou não. E não pode ser isso, você tá tem que est no controle, tá?
Nada representa melhor isso do que a figura, né, do centauro. Centauro, ela aquela metade [música] homem, né, e metade cavalo, ou seja, é a consciência humana sobre o seu [música] corpo animal, tá? Isso é muito difícil explicar.
Não sei se eu tô me fazendo entender aqui também, né, que eu tô eu tô falando com vocês aqui tudo de improviso, eu não tô lendo nada, tá? E é assim que eu dou as minhas aulas. Depois que eu abro para as perguntas lá, né?
E que você pode fazer inclusive nos comentários. Tomara que você faça bastante comentários porque é assim que o que os vídeos são divulgados, tá? Agora, embora possa apecer [música] pode parecer próximo, né?
O Shopenh criticava o estoicismo clássico, ele fazia reparações ali, tá? Ele pegou o conceito geral do hisoricismo e fazia reparações, né? Ele dizia o seguinte, tá?
Que os históricos eles buscavam a coisa, né, que na definição do grego chama-se ataraxia, que é a tranquilidade plena, tá? É aquele é eu ele não usou esse eu vou botar assim, ó. É busca a paz do espírito, tá?
Tranquilizar sua mente e a paz do espírito, tá? Chama-se ataraxia, tá? Ele fazia e ele faz isso através do quê?
Os históricos, né? através da razão e da aceitação do destino. Ou seja, como os fundamentos docismo naquis de lutar contra coisas que você entende que são inevitáveis, porque nem tudo tá na sua mão.
Tem coisas que não são depender da sua vontade, são contingências do mundo. Então você não tem que tá lutando nem sofrendo por coisas que não estavam em você mudar aquilo. Não existe o fator inevitável também, né?
E essa parte aqui, ó, da dos históricos, né, que falavam da razão, daquela aceitação do destino, que tinha chamado do o fator inevitável. S Penal, ele considerava esse essa asserível aí como uma ilusão otimista, tá? Porque para ele a aceitação não era suficiente, né?
A razão, em ver de parte, ela é escrava da vontade. A razão. Daí a necessidade de você dominar o seu próprio eu.
Porque quando você fala de vontade, na verdade é o eu superior, tá? Que às vezes faz e obriga você a fazer coisa que você não queria fazer, mas você acaba sendo obrigado porque você não domina o seu, a sua própria vontade, né? E a libertação real, ela exige o quê?
a negação ativa da própria vontade aí, ou seja, um domínio de si mesmo que só você só vai sentir quando você conhece a si mesmo, tá? E olha, para ilustrar aqui, tá, o poder, né, do pensamento, né, tem, vou apresentar para você, tá, cinco frases, tá? E vou botar em destaque aqui, tá?
Do frase do Schopenhall. A primeira, olha só, o homem pode, é verdade, fazer o que ele quer, mas ele não pode querer o que quer. Isso aqui é o que os orientais abriram de um coan.
É para você pensar, porque nem tudo aqui vai ser apresentado assim, prontinho e acabado. Tem coisa que você tem que pensar. Então, puxa pela mente aí.
O que será que quer dizer isso? O homem pode, é verdade, fazer o que ele quer, mas ele não pode querer o que ele quer. Aham.
Vá pensando o que que será quer dizer isso. Outra frase, a vida humana é um negócio que não cobre as despesas, tá? Ou seja, naquela relação custo benefício, tá?
A a vida ela é mais prejuízo do que lucro, tá? É o que diz essa frase, tá? A vida humana é um negócio que não cobra as despesas.
Quer que você concorde ou não, tá? Você chegar no fim lá, você vê lá o que que você conquistou na vida, o que que você perdeu na vida, você vai ver que não a conta não fecha, né? Terceira frase, ela diz o seguinte, ó.
A solidão, ela é a sorte de todos os espíritos excedentes. Ou seja, se você vive na solidão, aqui eu vou substituir, tá? a solitude para diferenciar da solidão, que novamente eu explico, a solidão normalmente ela ela não dependeu da sua vontade, tá?
Contingências levaram você pra solidão. Tô falando da solitude, que é aquela solidão que você determinou para você mesmo, tá? Que a solidão ela é a sorte dos espíritos excelentes, né?
Que ou seja, você é um afortunado, se você vive na solitude, tá? E tá feliz assim, você tá bem de jeito que você tá, né? Não se incomoda, ninguém vem te aborrecer.
Tá feliz a vida com aquilo ali, meu Deus. Tá, é uma felicidade efêmera, mas você tá bem assim. Pode acreditar que você tá muito melhor na solitude do que tá em relações aí sociais e humanos a tchau.
A quarta frase, a felicidade é apenas a ausência da dor. Hã, você não vai concordar muito com isso, né? que você tá raciocinando em outros termos.
Entenda uma coisa, só porque você tá encarnado nesse corpo físico, você já está num sofrimento quase que permanente, [música] tá? Olha aqui, ó, com as limitações o corpo, tá? Que qualquer batidinha te causa dor, uma queda quebra seus ossos, tá sujeita a todo tipo de doenças, um arranhão, né, já te cria problemas ali.
E isso do ponto de vista físico, né? Agora do ponto de vista assim, talvez de sentimento, né, moral, ético, assim, aqui, ó, você foi ignorado lá, isso te aborreceu, você foi maltratado lá, feriu o seu orgulho, é um sentimento não correspondido de causa sofrimento. Enfim, aí entra aquela coisa, né, que dizia lá o Richa lá, né, naquela música lá, né, eh, que dizia assim, né, você está contra um ser humano ridículo, limitado, que [música] só usa 10% da sua cabeça animal.
Ah, que bom que você usasse 10%, você usa um 5%, se tanto, talvez o Einstein usasse 7%. Você não usa 10% a sua cabeça animal, tá? Normalmente é menos que cinco, né?
Para você ver o potencial que o ser humano tem para evolução, né? Imagina que ele começasse a usar 10%, usar 15%. Nossa, um uma coisa assim, né, papulosa, né?
Mas não é pro nosso tempo isso, né? Muito bem. E a frase número cinco que diz o seguinte, tá?
A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter. E quem é cruel com os animais não pode ser um um homem bom. Isso aqui é autoexlicativo, né?
Você vê alguém que maltrata animais lá e com certeza faz isso que pessoas também. Você não tem compaixão pelos animais, você não vai ter compaixão pelo ser mentro, tá? Eu só não sei como é que ele trata os animais, sabe?
Seria uma pessoa boa ou não, tá? >> O vídeo ainda não acabou, mas passei aqui apenas para pedir que deixe seu like e seus comentários, que são muito importantes para impulsionar o vídeo e o canal. Desde já agradecemos.
Para concluir, tá? Shopenha, ele é indiscutivelmente, tá? Ele é um divisor de água na filosofia.
Ele abriu o caminho para pensadores vieram depois, né, como o Niet, que tem muito de Schopenha na sua filosofia, tá? E até o Freud, que tá cheio de elemento psicanálise lá que saíram da obra. do Schopenhauer, tá?
O seu trabalho lá sobre existencialismo, né? A a psicanálise do ponto de vista do existencialismo lá, isso é toda da obra lá do do Shoph ou Freud, né? Agora, ao desmistificar a felicidade como um direito, né?
E ao expor a vontade, né, como um mestre cego, ele nos deu que pode parecer um presente amargo, tá? Que é a verdade. Aquela pergunta, você quer a verdade, mas você não suporta a verdade.
Verdade é essa, tá? Se você não for mais forte que a sua [música] vontade, ou seja, que o seu eu, você é uma criatura que vai ser manipulada assim ao longo do tempo, assim, achando que aquelas aquelas coisas são suas, sua iniciativa suas. Você tá sendo guiado ali, a não ser que você se torne o quê?
Senhor de si mesmo. E você vai conseguir isso a partir do momento que você conhece a si mesmo. Se você não conhece a si mesmo, desista que isso aqui é nada disso para você, tá?
e com seus ensinamentos, né, como é que os ensinamentos dele podem ser usados no dia de hoje, né, nas nas relações humanas, tá? Ao entender que o amor, né, ela é uma estratégia, né, da espécie para assinos de preservação, a gente diminui a nossa expectativa de felicidade eterna junto com o parceiro e aí nós vamos envelhecer juntos, não sei o quê. Meu Deus, isso aqui é não é isso.
Aa mais que começou com aquele aquela paixão fulminante, né, que ele chama de amor a primeira vista, né? Agora vamos ver ele ser junto. Não vaiis você para dali a um ano já tá solto separado, né?
Sobre lidar com o sofrimento. Olha, ao aceitar, né, que o desejo ele é a raiz da dor, tudo começa com você desejando as coisas. Seja o que for, a gente pode buscar o contentamento com o que a gente tem, que é o caminho histórico, ou seja, você lida com as armas que você tem, não fica fantasiando coisas aí, tá?
Busca o aprimoramento, mas não fazer disso a estratégia da sua vida lá, porque quando você atingir aquele objetivo lá, você vai ter outro objetivo para atingir, tá? Então, entra na estagnação e isso aí é tipo a morte em vida, né? Então você tá sempre em busca de novos objetivos, tá?
Então aprenda a se conformar um pouquinho também, tá? Não vai com muita coisa teu pote aí, tá filho? E depois tudo é passageiro, né?
Isso aí tudo é o si tr de glória mundo, né? Cara, tua glória do mundo é transitória. Você dedica a vida lá a levantar fortunas, construir império industrial, construir não sei o que.
Al daqui a pouco esse sujeito morre, vai tudo parado a mão de pessoas lá que ele nem conhece, tá? E a tranquilidade normalmente é do espírito, né? Isso aí é a valorização da solidão.
Cultiva a solidão. Acredito que eu tô te dizendo. É sei que eu tô falando, né?
A solidão, no caso da solitude aqui, ela nos ensina a buscar a riqueza interior. Você se fecha em você mesmo ali e você descobre o que tem dentro de você. Você descobre que você é o seu melhor amigo.
Você fala a língua que você entende. Você mesmo não vai se atraiçoar. Você não vai se decepcionar, porque você é você com você mesma luz.
Tá muito difícil de entender esse conceito aqui. Tô imagendo que você vai tá entendendo onde que quero chegar, tá? E isso vai nos tornar assim ao menos dependente, né, da aprovação social, sabe?
Daquela companhia constante de alguém que tá ali clássico que só para nos regular e querer determinar regras para nós, né? Preserve-se, tá? E o Shopenhauer nos ensina que a sabedoria, ela não está em buscar felicidade ilusória, mas em minimizar o sofrimento.
Ou seja, você não tem que estar em busca da felicidade. Olha o que eu tô te falando. A felicidade aqui nesse plano ela não existe.
Existem momentos felizes. Então ele diz assim aqui, o seu objetivo de vida não deve ser buscar a felicidade, porque ela é ilusória, só vai conseguir momentos felizes, tá? Então não fica buscando felicidade luzória, você tem que eh minimizar o sofrimento, tá?
E para você, para o termo para você, qual ensinamento doenhor, dehor você acha que fez mais sentido? Você deixa seu comentário e se esse vídeo despertou em você alguma coisa de querer conhecer mais, tá? Você não se esqueça, tá?
de deixar o seu like e de se inscrever no canal e nós vamos explorar mais que eu fiz aqui para você é uma das alvas, né, que eu faço aqui que resumir principalmente essas aulas assim de duas 3 horas de duração, mas é tudo improviso, tá gente? Aqui eu não não anoto nada, não escrevo nada aqui, é tudo improviso, tá? Então por enquanto era isso, meus amigos.
Espero que você aproveite, né, o que eu pus aqui. Deixe comentários, tá? A gente precisa de comentários.
Não adiantaria eu ter muitas visualizações e pouquíssimo comentários, porque o algoritmo ele trabalha com a interação que eles chamam de engajamento, tá? Então deixa comentário, deixa vários comentários e eu vou respondendo seus comentários. Então por enquanto é isso, muitíssimo obrigado e até a nossa próxima aula.