Conforme solicitado pela juí Vanessa Figueiredo Eu me chamo Samara sou moradora da comunidade Canaã antiga Usina Santa Rita estou aqui para mostrar o ambiente em que vivemos e a nossa rotina conforme mostrado na imagem estamos na praça m melu a primeira praça na entrada de Santa Rita sentio ba ali para frente temos a câmara dos vereadores e a Praça Getúlio Vargas antes de iniciar mostrando a nossa entrada da comunidade eu gostaria de destacar um pontoo importante que é o esgoto que é despejado a céu aberto aqui no rio Paraíba que vem direto da Rua São
esgotos de estabelecimentos residências que ficam no centro da cidade apesar da comunidade ser registrada como área rural Estamos aqui no centro da cidade de Santa Rita mostrando que a comunidade ela não é longe da prefeitura longe da câmara ela é apenas ignorada pelo poder público Essa é a única passagem que temos que nos liga diretamente ao centro da cidade é uma ponte de madeira Projetada por um morador que reside aqui há 44 anos depois disso após essa ponte que foi Projetada inicialmente manutenção é feita pelos moradores com os materiais que eles conseguem madeiras pregos cordas
e o que conseguem diante das circunstâncias e das condições aqui na comunidade temos deficientes crianças idosos que enfrentam dificuldades para ter acesso à rua por conta da ponte Ainda temos uma pequena parte da fauna nas margens do rio Paraíba mas desde o início da CN cultura Este é o cenário sempre que a água dos viveiros é descartada no rio sem nenhum tipo de tratamento adequado eu tô aqui com meu pai ele é morador da comunidade Canaã há 43 anos e ele vai explicar um pouco como é a situação que enfrentamos aqui no contexto da energia
da água e dos acessos que nós não temos por conta do empresário que cercou a Rua antes essa essa Porteira ela era lá atrás daquele poste lá atrás daquele poste daquele poste lá então e depois que o empresário ité Santiago adquiriu Puxaram a cerca para cá para cima do meu fio e aí deixando a o acesso restrito sem ter acesso pra comunidade quando dá problema no no na parte elétrica no transformador coisa desse tipo as a comunidade fica dependendo de boa vontade do do dos trabalhador e às vezes eles estão às vezes não não aparecem
e a gente quando é na parte no horário da noite mesmo já aconteceu da energis vi ter até a boa vontade de querer resolver o problema mas eh é impedido por causa da da da cerca e eh ele outro dia tentou passar quando estava se aproximando do poste escutou barulho de tiro então saíram eh na carreira e só voltaram no outro dia e aí como a gente sabe que aqui tem acamado tem pessoas que toma remédio eh depende da insulina Depende de outros remédios que está tem que est na geladeira então a a situação fica
grave para todos os que moram aqui então essa é a Rua Francisco Leocádio aonde aqui aonde é esse eh tanque de camarão era o o espaço Aonde a a comunidade tinha o o um setor de tipo um Grêmio Recreativo isso foi foi destruído e hoje é o tanque que nós temos a a rua passava a rua passava por trás daquele poste ali outra coisa com a as atividad de escavação esse post tá para cair até hoje não consertaram e são coisa recente Então essa rua passava aqui e saía lá no final da Vila Bela que
é a outra rua que nós vamos eh passar lá e descrever como funcionava antes então essa essa possibilidade de de que a gente tinha de ir e vim foi eh suprimida não temos mais esse acesso Então é isso a rua para aqui porque não temos eh mais a liberdade de ir nem vir e então no momento se encontra e tudo fechado ele com a a ideia de que a gente somos invasores aonde nós chegamos aqui uns a 60 50 anos eu posso provar com documento meu pai minha mãe meus irmãos toda a família que tem
estamos aqui há 45 anos nós que moramos aqui na comunidade temos o cuidado de eh botar coletores de lixo eh fazer eh plantação de de mudas que no momento que ele chegou aqui na frente tinha três pé de árvore no naquela naquele tamanho ali e tudo isso ele eh destruiu tudo isso ele destruiu então fe com com a a escavação com a escavação e a abertura de tanque o o acesso que a água tinha para eh água fluvial foi foi interditada então vieram tudo para dentro das casas então a gente moradores foi quem fizemos O
saneamento básico da frente das casas aonde cai dentro do do rio Paraíba toda a água do água fluvial e não água de esgoto como ele tá comentando todas as casas tem força e nada de vegeto entra dentro do Rio então eh a gente moramos aqui e tem o cuidado de de tá procurando sempre melhorar isso aqui são plantas que nós conseguimos através da empresa japungu e saímos plantando A cada 10 m uma planta para poder avizar e dar e e dar continuidade na na nas árvores que tinha aqui antes que ele destruiu pronto esse cano
aqui é onde escoa toda a água da chuva e não água de água da da das casas nem lavagem de roupa nem nem de pia nem de de banho toda água que sai das casas do do dia a dia vai pras forças cép e a a água que cai aqui nesse cano é a água da da chuva Principalmente nesse momento agora ontem mesmo e Foi bastante água se não fosse esse cano esse saneamento que a gente fez Ninguém Podia morar na nas casas ali porque elas enchi de água tem vídeo tudo mostrando isso antes conversando
com a senhora cleodete que vive na comunidade há quase 57 anos ela compartilhou Como eram os espaços públicos antes da chegada do empresário aqui é é era escola foi fo foi vendida e derrubada hoje se encontra assim a praça era Francisco qu o nome da dos bancos da praça era José Francisco de Medeiro ela rodeava aqui essa esse essa de Arame essa cerca de Arame ela era rodeada de banco por ali entrar naquele segundo poste ali tudo ali era praça e hoje se encontra viveiro né e o da praça era meu sogro era Praça muito
bonita tinha muitas flores árvore brinquedo e o nome da praça era José Francisco mediro muito bonita hoje se encontra desse jeito lugar deiro né e eu moro aqui a 57 ano sou viúva e pretendo sair daqui quando Jesus levar aqui é a Vila Bela é aonde mora 27 tem 27 casas com 27 famílias Algumas casas com mais de uma família morando aqui mora o meu sobrinho aqui é outra sobrinha minha que o os pais chegaram aqui na época que eu cheguei há 43 anos aqui é um irmão meu que também veio há 43 anos para
cá eh aqui é um outro rapaz que trabalhava na na trabalhava na área rural da da Usina Santa Rita continua morando hoje aqui aqui como a a senhora falou que o o o sogro dela tomava conta dessa praça é essa Praça aqui eu corri muito E brinquei muito com carrinho de de de de ruliman arrudiando passava aqui saía ali ia sair lá naquela casa lá naquela casa lá da esquina lá eu voltava aqui hoje tá tudo fechado com uma placa de aviso de entrada proibida e mais a placa da da Sema dando e Total Liberdade
e autorização para eles escavar e botar abaixo os postos Aqui é aonde a tem a toda a rede de abastecimento de água que sai do Poço para toda a comunidade então toda vez que eles vem fazer algum serviço aqui arrebenta os canos a comunidade fica dependendo da boa vontade deles para poder eh entrar e e consertar e às vezes não tem nem como consertar então eh a energia Que el está botando ilegal tá vindo aqui nesses post aqui por conta da de ter faltado energia para o Poço da bomba do poço que abasta comunidade eles
pararam aqui ó tá aqui ó pode ver aqui ó tá aqui ó isso tudo feito ilegal porque a Energisa não autorizou eles fazia a ligação mas com isso aqui causou grande transtorno à comunidade ficando sem água Então é isso é isso aqui aqui mora meu pai que tem 80 5 anos de idade minha mãe tem 82 então moram aqui desde meu pai trabalhou em 76 até até hoje mora aqui aonde trouxe nós para cá em 82 então Mora Os dois aqui a gente pode pode entrar e pode mostrar ele aqui e a senhora dona doura
aqui e aí olha os dois aí para morar aqui mor naquela casa aí tinha um homem que trabalhava Maise al na usina ali aí dis irmão vamos ele era crente o homem era crente irmão vamos tocar a casa você tem essa família todinha você tudinho vamos tocar casa e ele ficou lá na outra casa onde mora pronto dona dona Anita mesmo eh Claro que eu sei porque ela já contou várias vezes chegou para morar na nas terras da Usina e veio com os pais segundo ela não era nem nascida ela melhor que eu para falar
Senor hoje tem quantos anos já tem 84 que que mora nas terras da Usina e mora e e tá morando aqui então hoje tem esses viveiros de camarão bem próximo às casas que a gente pode ver de noite quando o SAP começa a zoar aqui não tem quem aguente não tem quem aguente parece até umas Bomb um Bomb bomba ligada aqui os cachorrin dele gato nós fica bem à vontade só bem à vontade incomoda SAP né Ele quer o que que ele quer tirar daqui não quando ele chegou a gente já tava aqui né hoje
ele manheceu muito cheio cheio mesmo esse sabe mas ele não vai ter força para tirar daqui não Deus é maior né é Deus é mai isso aqui era tudo aberto onde o os moradores criava uma cabra um um boi um tirava o sustento da Sobrevivência por aqui ó aqui mora uma irmã minha aqui um irmão meu ali outro irmão meu então assim eh todos chegaram em em 82 e agora com a chegada do eel Silveira tá dizendo que nós invadimos e quer retirar nós para continuar com a escavação de camarão a verdade que ele disse
que ninguém cuida da Comunidade tá aqui esses balde de lixo foi foi colocado pela comunidade ele não tem nada a ver com com eh com o que a gente vê essas plantação Foram doad pela japungu e a gente tentou avizar para repor a as árvores que eles tiraram esse esse muro foi ele que que começou a construir para fechar a sa da da da comunidade Então como ele trabalha com máquinas pesadas na na chuva esse caminho fica interditado de uma maneira que quem tem carro pequeno aqui na comunidade não tem condições de de entrar nem
sair já que a chegada da usina pra Usina pela pela cidade pela praça Senor João meleu é a única ponte de acesso é que Pinguela que foi feita pelos moradores há 15 anos atrás e hoje ainda continua com a manutenção da da comunidade aqui são osos de camarão a lagoa que o o secretário do meio ambiente de Santa Rita falou que é aonde e ele descarta a as águas que depois da da da da das pescas é essa aqui na frente e só que ele despesca ele despesca e deságua a água do dos tanqu de
pesca nessa Lagoa aqui e quando ela tá cheia ela pega ela pega ele pega os o a sobra da da da pescaria de de de de todos os produtos que que tem que todos sabemos que quem cria camarão Usa usa e deságua no Rio para Paraíba que sai daqui foi escavado aqui uma uma uma vala que deu aqui dá acesso ao rio Paraíba então todas as vezes que ele faz a despesca a o resto da da da da das águas poluída vem por aqui aqui embaixo tem uma uma tubulação com um diâmetro de de 60
60 Pole ou mais Não tenho precisão mas é uma manilha muito grande e vai sair lá no rio Paraíba Então a gente vai fazer esse caminho e vai chegar até lá para mostrar que ele fala que não não descarta a água dentro do Rio Ele pega a água lá na parte de cima e é usada e não tem reuso não o reuso é só na na conversa dele porque toda água toda vez que ele deságua ele vai sair no rio Paraíba tudo isso aqui que a gente tá andando era plantação da comunidade da comunidade hoje
se se encontra viag de de trabalhar e de tirar a sustentação pronto toda essa extensão é foi uma vala que ele fez colocou a tubulação é as manilhas e e depois Fechou então é onde escorre toda a escova toda a água do do da das atividades da pesca de camarão então é é essa as atividade que o empresário faz e o benefício que ele disz que tinha tava plantando árvore tava cuidando da da comunidade Então são essas as as verdad que nós temos para ter uma ideia para ter uma ideia tá aqui a as manilhas
que ele colocou a água lá emb baixo vindo de lado do do do criatório de camarão dele para que vocês tenham uma ideia a altura que que tá passando aqui embaixo as Manilha que ele botou Então essa área Aqui é aonde as famílias planta e e tira o sustento é essa áa aqui aquelas Bananeiras aqueles pé de manga é aquela roça roça de milho então Eh é Aqui é onde tem as famílias tirando a sobrevivência então a aquelas manilhas que sai da lagoa que ele falou que a água é de reuso termina aqui nessa Manilha
branca aqui ó e daí continua indo para dentro do Rio trabalhando aqui pronto aqui é onde faz toda a plantação de Aqui é onde faz toda a plantação de batata macaxeira miam quiabo maxixe milho coentro isso aqui é o milho coentro quiabo são tudo eh são tudo e o dia a dia da comunidade trabalhando para sobreviver pronto aqui é o milho aqui é é o quento esse tá recém-nascido Esso Aqui tá quase em em ponto de de de colher ali a quiabo Então são dia a dia da comunidade aqui ó como eu falei anterior a
as forças das casas e o empresário diz que joga o esgoto dentro do Rio toda casa tem força estamos mostrando um aqui agora então é isso não tem toda água que vai para Dent Rio S água da chuva e água do esgoto de lavagem de roupa de banho de pia vai tudo para força S pronto aqui é a congregação da Assembleia de Deus aonde a comunidade se reúne para orar esses essas cerca aqui tá coberto de de de lajota onde as crianças brincava com carro de mão carro mão tinha os bancos da praça era aqui
aqui onde mora as família que estão aqui h há 30 anos 35 anos pronto é a praça que a gente vem falando e comentando que ele não considera como praça e cercou e hoje ninguém tem mais acesso a a nem consertar os canos de água que passam por aqui quando dá problema aonde ele cavou os viveiros os tanques de camarão o espaço é esse aqui tinha uma casa onde ele disse que o o o o morador tinha usado a consciência tinha indo embora que na verdade ele foi embora por causa da pressão com as máquinas
batendo na na parede da casa e aí ele foi embora recebeu uma quantia mínima que eu não sei de quanto aí el onde ele falou que seria o o a pessoa que saíram com pensamento de de de de justiça para ele aonde a o o morador que tinha quatro filhos saiu com medo e foi embora recebeu a quantia que ele deu que eu não sei quanto então Eh daqui para lá era a praça aqui era onde era a casa que ele derrubou Boa tarde eu sou moradora daqui da comunidade Canaã né gosto muito daqui aqui
é um lugar calmo onde a gente cria as crianças da gente sem medo tranquilo porque lá do outro lado tem carro a violência É grande aqui a gente não vê essas coisas a gente veve na paz aqui graças a Deus né Apesar que esse viveiro que estão construindo aí tá fazendo só medo porque se cair uma criança dentro aí vai se prejudicar né que não tem acesso não tem uma segurança o viveiro que estão fazendo não tem um não tem uma cerca suficiente para proteger as crianças da comunidade e faz medo né uma criança cai
dentro e aconteceu o pior Inclusive tem um filho que é autista toma remédio para dormir hoje mesmo T faz essa matéria já V da farmácia agorinha foi comprar um remédio faz duas noites que ele não dorme aí o médico já aumentou a doag Rem del para se ele dorme Devido os barulho aí aqui continua nos incomodando esses viveiros as águas que tá caindo dentro tudo isso ele fica agitado quando ele vê os carros passando aqui para lá para dentro do viveiro ele fica nervoso el corre mamãe mamãe com medo estamos aqui junto Unido para denunciar
ar o que acontece aqui nesta comunidade Moro aqui há 57 anos faz agora mês de junho quando cheguei aqui já encontrei falar da praça uma praça ali onde eles viveiro Ali era a praça que tinha o nome de José Francisco de Medeiro aquela cerca Ali era arrodeada só só banco e hoje se encontra cheia de viveiro né E nós temos um grande zelo por aqui nós cuida daqui nós zela mas agora tá aparecendo uns conflitos né sobre nós sobre Nossa moradia Mas eu moro aqui h 57 anos tem três filhos Neto bisneto