Como eu quero me sentir é uma escolha. Como eu quero reagir é uma escolha. Então, se eu tenho consciência das minhas fraquezas, eu posso escolher não tê-las mais.
>> Eu acredito, todo mundo é disciplinado. Eu tinha um vizinho, eu morava em Jurerê, né? Todos os dias fazia chuva ou fazia sol, ele tava na frente do prédio às 9 da manhã fumando um cigarro.
É muita disciplina. Ele não faltava caindo chuva. Ele tava com guarda-sol, com guarda-chuva e fumando o cigarro dele.
Então, disciplina Kant traz isso, né? É fazer o que não se quer. A gente vive hoje uma era de ausência, de autorresponsabilidade muito forte, muito pesada, onde as pessoas acreditam que o que importa é ser feliz.
e ser feliz ou eu comer o que eu quero, não treinar, não produzir, não acordar cedo, não fazer coisas que vão me desagradar naquele momento. Então, disciplina é o único meio para atingir um fim de próspero. A disciplina não é uma capacidade, é uma habilidade.
Então, ela pode ser treinável. >> Ela pode ser treinável. >> Tem pessoas que nascem mais disciplinadas que outras, como nascem mais criativas que outras, mas isso não quer dizer que ela não pode prosperar mais que a outra.
Então, tem vários contextos que podem trazer o por que eu faço o que eu faço. As pessoas hoje, ao meu ver, elas não têm disciplina porque elas levam muito em consideração o eu não gosto de fazer isso. >> Perfeito.
>> Eu não me sinto recompensado ao fazer isso ou eu não vejo sentido em fazer o que eu vou fazer. >> Então, tu não acha que a única forma de alguém fazer aquilo que não quer é porque ela enxerga que existe uma recompensa? >> 100%.
>> Então, logo a recompensa é o fim. A recompensa é o fim, mas a disciplina é o meio. Um ponto muito interessante que você trouxe sobre motivação, motivação e alegria, motivação e empolgação.
As pessoas realmente confundem muito isso, né? Eu odeio acordar cedo. Ah, mas se for para ir viajar para Paris com tudo pago, você acorda feliz da vida.
>> Então o problema já não é acordar cedo, é o que tu tem que fazer com acorda cedo. Calma. Por que que você não acorda cedo, né?
>> E a motivação na neurociência, ela diz que a motivação é só um spark, né? Uma é uma fagulha que ativa o que você tem que fazer. Acredito eu que o maior erro das pessoas é tentar se motivar pelo benefício positivo.
Exemplo: "Cara, eu tenho que trabalhar muito para ter dinheiro. Eu tenho que trabalhar muito para realizar meus sonhos, trazer segurança paraa minha família. Isso é um benefício positivo.
" Quando a gente inverte, isso motiva e faz você se mexer, mas não faz ter uma disciplina muito forte para realmente chegar lá. Quando a gente inverte isso e coloca o benefício, a o a elevação do nível de consciência para as consequências de não fazer, que é se eu não fizer isso, meu filho tá ferrado. >> Mas isso é uma motivação também.
>> Total, só que pelo motivo inveja. Então não tô empolgado, eu tô com medo e dor. Isso mexe, isso mexe por mais tempo.
>> Então é só uma forma diferente de você se automotivar. Pô, eu vou trabalhar muito porque se eu não fizer isso aqui, meu filho tá ferrado daqui assim gozos, ele não aguenta isso daqui. Eu não, eu consigo dar segurança pra minha família.
cuidar da minha saúde, eu vou morrer 20 anos mais cedo >> e meu filho vai chamar outro cara de pai e aí isso mexe com a pessoa agora não vou treinar para jogar bola com o meu filho. É uma semana, >> dois dias, sabe? Então essa esse esse entendimento de elevar o nível de consciência, tanto nosso quanto nossos colaboradores, pessoas que trabalham conosco, para as consequências de não fazer o que tem que ser feito, >> ou seja, explorar e perspectivas diferentes de motivos.
Porque existem três gatilhos psicológicos que fazem nós vermos e vivermos a vida de uma forma diferente. Medo, dor e constrangimento. Medo, dor e constrangimento.
É isso que mexe por mais tempo. É isso que move por mais tempo. Porque deixa teu cérebro dizendo o quê?
Eu vou me ferrar. Porque ganhar algo é bacana. Mas se eu não tenho uma visão de futuro de longo prazo, o cérebro da gente não enxerga.
E se ele não enxerga, ele não chega. Ele não chega. Mas a visão de dor é de curto prazo.
Ele fala: "Eu vou me ferrar daqui a um ano, ferrou. Eu tenho que me mexer. Antropologica e fisiologicamente falando, não tem ninguém que inerentemente é disciplinado.
Por quê? A gente carrega a mesma carga genética de milhões de anos atrás. E há milhões de anos nós éramos nômades, não sabia o que ia comer, quando ia comer, a hora quanto eu ia andar para comer.
Então o nosso cérebro ele ficou muito bom em fazer uma única coisa, economizar energia. >> Perfeito. >> Ele vai buscar economizar energia o tempo inteiro.
Ele vai buscar o meio mais fácil o tempo inteiro. >> Então tu se empolga muito e a por que que eu vou gastar energia com isso aqui? Tu é louco.
Pede uma pizza, deita aí no sofá. Para que mais uma reunião? Mas aqui tá bom.
Para que mais faturamento? Já tá rico, pô. Por que outro relógio?
Para que uma casa maior? Tá tudo certo aqui. Vamos continuar aqui.
Então, acho que a disciplina vem em me lembrar de me motivar todo dia. Essa, esse é o primeiro hábito ter que ser criado disciplinado. Tipo, me lembrar de porque que eu faço aquilo todo dia.
Isso é disciplina, entende? Para me manter motivado com mais frequência, me manter motivado por mais tempo e sempre me lembrando também das consequências de eu não me manter, porque isso mexe, isso dói. >> Então eu não acredito que as pessoas nascem disciplinadas.
o contexto, né? O ambiente vai fazer ele ser ou não. O cérebro da gente, Flávio, funciona como um telefone do celular.
A fábrica da Apple quando criou o iPhone pressupôs que seria interessante, já vir com alguns aplicativos, porque vai ser bom pro usuário. A fábrica da gente, que é teu pai e tua mãe, fez a mesma coisa, pô. Só que se tu só colocar aplicativo para dentro, vai acontecer a mesma coisa com o celular.
Ó, tô travando, ó, vou desligar. Deleta alguma coisa? Então você tem que começar a tirar coisas que te impedem de progredir e a maioria dessas coisas não vem de nós.
Foi teu pai que disse que carro de dois lugares é carro de de egoísta porque só cabe duas pessoas. Só tô falando de mim. Meu pai dizia isso e era o mecanismo de defesa dele para dizer o quê?
Pô, eu não tenho dinheiro para comprar, então vou falar isso aqui para me justificar, entende? E eu carreguei aquilo comigo por muitos anos. Hoje eu brinco, né, em palestra, pô, você compraria um relógio de R$ 800.
000, o cara, não, eu acho fútil. Você tem 800. 000 para dar no relógio?
Não, por isso você acha fútil. Quem tem e não compra não diz que é futilidade do outro, diz: "Não, é interessante para mim" e tá tudo certo. Então é um mecanismo de defesa para validar o tipo de crença que ele tá vivendo.
Então é uma crença de identidade, tipo, eu não sei quem eu sou, para onde é que eu tô indo. Quem tá tomando as decisões que eu tô tomando sou eu mesmo ou veio do Flávio do ambiente que eu tô inserido? Crença de capacidade, que é aquilo, o que tu falou de referência é muito bom, mas se eu pego uma referência muito longe, eu digo: "Eu não chego".
E se eu pego uma referência que tá muito acabada, eu digo: "Pô, eu tô bem demais já". É, >> então tem que ter um nível de referência que tipo tá desconfortável, mas dá para chegar, >> tem que tá sempre aprimorando, sempre aprimorando. É, fique contente, >> aquela, >> mas não se contente.
>> É aquela frase conhecida, né, que eu também não sei o autor da frase, né? Eh, se você é o melhor da mesa, você tá na mesa errada. >> Ou aquele, se você faz parte de um grupo de quatro idiotas, você é o quinto idiota.
>> Você é o quinto. >> É muito louco, né? Porque a partir do momento que, por exemplo, o Davidon disse: "Eu não sou disciplinado", mas ao mesmo tempo ele reconhece a importância da disciplina.
Concorda comigo? >> Uhum. >> Eu não sou disciplinado, mas reconheço a importância da disciplina.
A partir do momento que ele tem consciência sobre um padrão de comportamento, que é um hábito inconsciente, né? Um hábito é uma repetição inconsciente, isso deixa de ser um hábito e passa a ser uma escolha. O que que eu tenho feito para não ser mais assim?
Qual o meu grau de responsabilidade sobre isso? Então, o cérebro da gente funciona escolhendo o tempo inteiro. Tô indo gravar com Flávio, referência para mim.
Tô nervoso, tô não. Tô ótimo. Eu comecei a mentir para mim mesmo.
Então, é uma escolha. Como eu quero me sentir é uma escolha. Como eu quero reagir é uma escolha.
Então, se eu tenho consciência das minhas fraquezas, eu posso escolher não tê-las mais. Eu posso escolher que tipo de padrão eu vou impor para que elas deixem de existir na minha vida. Então o cérebro ele tá escolhendo o tempo inteiro.
Quando eu diminuo a quantidade de escolhas que ele pode ter, fica mais fácil tomar decisões. O problema é que a gente tá escolhendo tudo o tempo inteiro. A gente tá vivendo uma era de velocidade informacional que você não sabe, não tem uma curadoria para dizer quem eu vou seguir hoje, de quem eu vou tirar informações.
Não, cara, você tem que decidir. Não, ele é incrível, mas tem um negócio nele que não, então não vou mais ouvir se não é tanta coisa na cabeça que você chega num nível de estafa mental que você não sabe mais escolher nada na sua vida. Então, o primeiro ponto é entender, o cérebro vai buscar o caminho mais fácil o tempo inteiro.
Isso é um fato. A partir do momento que eu sei disso, se eu for pelo caminho mais fácil, eu não tô mais indo porque o cérebro mandou, porque eu escolhi. Então, esse nível de consciência é muito importante.
Ele vai querer o mais fácil. Não, mas o mais fácil nem sempre é o melhor. O mundo dos negócios, como você falou, tem um uma teoria, né, economia que é chamado de jogo de soma zero, né?
Para um ganhar, o outro tem que perder. A vida da gente é assim nos negócios. Para o teu eu de amanhã ganhar, o teu eu de hoje tem que perder.
Quando tu, o cara que começou na WhatsApp não serve para ser diretor nacional, é outra pessoa. A esposa que eu casei hoje, é minha mulher, mãe do meu filho, a namorada que eu comecei a namorar não serve para o lugar que ela tá hoje. Então, o hábito mais importante de ser quebrado é o hábito de ser quem a gente tá sendo.
Pra minha visão de futuro, quem é que eu tenho que me tornar, cara? Será que esses padrões de comportamento que eu tô tendo hoje vão me levar para lá? Será que esse cara vai dar conta de fazer essa reunião?
Esse cara de 10 anos atrás. Não vai, irmão, não vai conseguir. Então o que é quem eu tenho que deixar de ser para que o novo chegue até mim?
Então isso de conseguir tirar da sua cabeça coisas que não fazem mais sentido e a gente às vezes fica naquele efeito dotação, né? Poxa, mas já coloquei tanta energia aqui, eu já botei tanto dinheiro aqui, que eu vou tentar mais um pouco, mas tu já sabe que tu não quer isso. Abre mão, cara.
Para que perder mais dois, trê, 4, 5 anos ali? Muita gente em faculdade faz isso. Ah, eu tô no último ano de direito, mas eu não vou ser advogado.
E por que tu vai terminar o último ano? vai perder um ano, tu já sabe que não vai usar. Então essa, esse abrir mão vem muito de uma escolha também.
Vem um efeito dotação, vem uma pancada muito forte no cérebro, o ambiente todo te dizendo: "Tu é louco". Ué, só que essas pessoas que estão dizendo que você é louco, elas são referência para onde você quer chegar. Não são.
Então por que que eu vou escutar conselho de quem não tem a vida que eu quero ter? Tudo é escolha. Eu não faço ideia do problema que você tá enfrentando agora.
Mas saiba de uma coisa. Quando você pede algo a Deus, Deus não dá o que você pediu. Ele vai te dar a oportunidade de construir o que foi pedido.
E quando Deus quis fazer de de Davi um rei, ele não mandou uma coroa, ele mandou Golias. Então, aguenta o processo, segura a onda e continua porque vai fechar a conta.