Olá, comunidade Igreja 360. Eu me chamo Andressa, sou pastora na CC Videira, também coordenadora dos nossos cursos de ensino e estou aqui para tá falando um pouco com vocês sobre os nossos grupos de crescimento, os conhecidos G6. Então, na aula de hoje, a gente vai estar separando em alguns blocos onde a gente vai est trazendo os principais pontos, características de como fazemos os nossos grupos, o propósito do nosso grupo, como facilitamos os estudos.
Então, vai ser uma aula muito edificante para que você possa ter aí essa completude de como realizar o GC na sua igreja. E para começar, nós estaremos falando sobre o propósito do GC, né? O propósito do grupo de crescimento, nós entendemos que o propósito da igreja como um todo, assim como nós víamos na igreja primitiva, é a comunhão.
Então, quando nós vamos lá pro Novo Testamento, quando nós vamos ver lá sobre a igreja primitiva, eles usavam essa palavra comunhão, né, do grego coinonia para gerar essa comunidade entre os irmãos, para gerar esse relacionamento entre aqueles irmãos na fé e para que assim eles pudessem estar se edificando mutuamente, para que eles pudessem estar cuidando uns dos outros, para que eles pudessem crescer e amadurecer na fé e também expandir o reino de Deus, expandir a igreja, né? Então, o maior propósito da do GC, dos nossos grupos de crescimento é esse, é gerar comunhão, assim como a Bíblia nos instrui, assim como nós aprendemos com os apóstolos na igreja primitiva, que é importante que a igreja tenha essa comunhão, estabeleça essa coinonia, principalmente porque em momentos de culto, ali no domingo, ali na sua programação dominical, eh nem sempre dá para fortalecer esse vínculo com os irmãos, porque nós temos o culto, nós temos ali toda a programação. Ao final, né, há esse momento de comunhão entre os irmãos, mas o grupo de crescimento é um lugar mais íntimo, é um lugar onde semanalmente nós nos reunimos unicamente com esse propósito de ser família, né, de crescermos juntos, de estarmos unidos em um só propósito.
Então, por isso a importância do grupo de crescimento. Richard Baxter, ele fala assim que uma brasa quando ela é retirada da do fogo, ela logo se apaga, né? Então, eh, mas quando ela é colocada novamente no fogo, ela se reacasa que é retirada do fogo ou um irmão que não está vivendo, né, essa comunhão com os demais, ele logo pode se apagar, logo ele pode ter a sua fé esmurecida, ele pode ter suas convicções, né, sendo levadas pelas dúvidas do da vida.
Mas quando ele está em comunhão, quando essa brasa se une com outras baras, é possível com que esse fogo ele permaneça ardente por mais tempo. Então, o propósito da nossa igreja é esse. E eu separei algumas características dos grupos de crescimento que nós vemos na igreja primitiva e a gente adequa também para o para os nossos GCS hoje em dia.
E o primeiro deles é a hospitalidade. Lá em Primeira Pedro 4:9 diz assim: "Sejam mutuamente hospitaleiros e sem reclamação". Então, a hospitalidade era algo que era natural, era uma característica da igreja primitiva.
Nós vimos que os irmãos, a comunidade de fé naquela época, eles se reuniam nos lares, né? Então eles se reuniam juntos. Eles sempre estavam em comunhão, desenvolvendo essa hospitalidade, recebendo irmãos na sua casa.
Então a gente desenvolve isso através dos nossos grupos de crescimento também, porque os nossos GCs ocorrem nos lares das pessoas, né, daquelas pessoas que abrem espontaneamente o seu lar, a sua casa para ter aquela reunião ali naquele dia. Uma outra característica que envolvia, né, ali a igreja primitiva é o ato de suportar os fardos uns dos outros. E nós vemos lá em Gálatas 6:2 dizendo assim: "Levem os fardos pesados uns dos outros e assim cumpram a lei de Cristo.
" Então a gente vê essa característica no GC, quando ali nós temos a oportunidade de em comunhão um abrir pro outro momentos que que tá passando de dificuldade, pedir uma oração, ser encorajado uns pelos outros, né? Então, um vai suportando o fardo uns dos outros, tornando-os mais leve. Uma outra característica que nós temos é o encorajamento múto, que é muito parecido e anda muito junto com essa que acabamos de dizer lá em Hebreus 10:25.
diz: "Não deixemos de reunirmos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemos uns aos outros, ainda mais quando vem que se aproxima o dia. " Então, nós temos essa oportunidade através do GC de encorajar uns aos outros, principalmente no sentido de estar em comunhão. Então, é muito comum nós termos membros, nós temos e irmãos na nossa comunidade de fé que por algum motivo ou outro da vida acabam esmurecendo nessa comunhão, não priorizando essa comunhão.
E para isso nós temos ali aquele GC para est fortalecendo, né? Que coisa maravilhosa é você receber uma mensagem, como por exemplo, você não foi para para um encontro do grupo de crescimento ou você não participou de um culto aquela semana e alguns dos seus irmãos ali do GC fala: "Olha, você fez falta, olha, sua presença faz diferença. Não perca o próximo encontro, né?
" Então isso faz com que a pessoa ela se sinta pertencente, né? ela faça parte de uma família, ela não esteja ali no nesse ambiente de culto apenas para consumir o que estamos lhe entregando, mas para ser um corpo, ser um membro ativo dentro desse corpo que é a igreja. Eh, outra característica que nós vemos na igreja primitiva em relação à comunhão é a oração uns pelos outros.
E lá em Tiago 5:16 diz assim: "Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros para que sereis para que sarareis? A oração do justo pode muito em seus efeitos. " Então, é nesse ambiente de grupo de crescimento que nós temos esse esse momento, essa oportunidade de orar uns pelos outros.
E quantas vezes uma pessoa ela, tudo que ela precisava naquele dia, naquele momento, era apenas de uma oração. E como isso faz diferença na sua jornada, no seu caminhar com Jesus, no seu crescimento espiritual, então a gente vê essa característica dentro dos nossos grupos, orando uns pelos outros, né? Já, já quando nós entrarmos em como fazemos, né, os nossos grupos, você vai ver que tem uma parte dedicada apenas para oração, onde a gente vai tá orando, eh, colocando motivos de oração juntos ali naquele grupo.
E isso é de fica fé de muitos. Uma outra característica que nós vemos na igreja primitiva e reproduzimos como comunhão em nosso JC é acolher uns aos outros como Cristo nos acolheu pra glória de Deus, né? Então, em João 13:34, Jesus ele falou: "Amem uns aos outros como eu os amei".
Então a gente naquele ambiente de grupo de crescimento, naquele ambiente de comunhão, de coinonia, a gente vê com que somos acolhidos como Cristo nos acolheu. E isso é muito importante, eh, porque esse ambiente é um ambiente de mais intimidade. Por exemplo, a intimidade que eu tenho com o meu grupo de crescimento não é a mesma intimidade que eu desenvolvo, por exemplo, com todos os membros da igreja em um momento de celebração de culto.
Então, ali naquele lugar de intimidade, as pessoas vão me conhecer como eu sou, né? Conforme eu vou tendo intimidade, conforme eu vou andando com aquelas pessoas, elas vão conhecer a tanto as minhas qualidades, quanto também os meus defeitos, quanto também os meus desafios, quanto também as minhas limitações e pecados que estou seguindo, né, para crescer em fé e maturidade. E nesse lugar nós somos encorajados a acolher como Cristo nos acolheu.
Então, um lugar de graça, um lugar em que você não vai ser condenado, em um lugar que você não vai ser apontado, mas um lugar de crescimento. E nós sabemos que esse lugar de crescimento, por isso que chamamos grupos de crescimento, GCs, para crescer, a gente sabe que vai envolver várias etapas. Então, assim como num crescimento natural, uma criança quando tá aprendendo a andar, ela vai cair, ela vai levantar, ela vai se machucar, ela vai saclejar um pouquinho até que ela esteja apta para andar sozinha, sem nenhum apoio.
Então, da mesma forma, é o processo que nós vivemos dentro de um grupo de crescimento. E é importante que tanto a liderança quanto a igreja tenha essa cultura de acolhimento, de aceitação, até porque os grupos de crescimento são uma porta para que pessoas, né, desigrejadas, pessoas que ainda não conhecem a igreja, que ainda não participaram de cultos, elas possam ser ali conectadas a esse ambiente, né? Então, um lugar de aceitação, de acolhimento.
E é muito interessante porque nós vemos a Bíblia falar que essa comunhão dos primeiros cristãos foi uma das maiores demonstrações de fé e atrações da fé cristã. Porque os pagãos olhavam para esses cristãos, né, que na época eram chamado discípulos de Jesus, eh, vivendo essa comunhão, vivendo, colocando em prática essas características que acabamos de citar. E isso chamava atenção e isso os atraía porque era diferente.
Eram pessoas que diziam não para sua individualidade, diziam não para o seu conforto, diziam não para pro seu egoísmo, pro seu próprio eu, para viver a coinonia, para viver a comunhão, que tem todos os seus benefícios, mas também tem os seus desafios. Mas isso foi o que chamou a atenção dos pagãos da época. E Jesus, ele nos diz lá em João 17:23 que era a unidade da igreja que dá, que traria ao mundo esse testemunho sobre Cristo, né?
Então, a unidade da igreja traz testemunho sobre Cristo. Então, quando as pessoas estão lá fora, elas são atraídas pela nossa comunhão. Elas são atraídas pela unidade que a igreja promove, seja dentro das suas próprias programações, seja umas entre as outras, o que isso também é muito importante, né?
Então, essa unidade e essa comunhão, elas desenvolvem relações que são marcadas pela autenticidade, fundamentadas por esse amor. Esse amor que não vem de nós mesmos, mas esse amor que vem de Cristo. Porque nós sabemos que fomos escolhidos e fomos amados por ele e assim nós amamos outras pessoas.
E falando especificamente, como nós falamos, né? características aí da igreja primitiva que de certa forma nós vivemos também dentro dos nossos grupos de crescimento, mas trazendo mais clareza para vocês do que é um grupo de crescimento, como promovemos o grupo de crescimento dentro da nossa igreja, qual é o nosso propósito, se pudermos resumir, é o principal propósito do grupo de crescimento é gerar essa comunhão, é promover relacionamento saudável entre os membros, né? Então, como eu falei, muitas vezes em nossos cultos dominicais, as pessoas não conseguem se conectar de forma autêntica, às vezes ali, né, num num ambiente mais rápido, um olá, um tudo bem, um como vai, mas dentro dos grupos nós podemos desenvolver esses relacionamentos saudáveis, esses relacionamentos mais autênticos, né?
O segundo eh propósito do GCS, né, que conduzimos, é promover cuidado pastoral para os membros da igreja e proporcionar crescimento espiritual por meio do estudo da palavra. Então, dentro dos nossos grupos de crescimento, aqueles membros eles podem ser cuidados de forma mais pessoal, porque às vezes, né, fica difícil para um pastor, ele dá conta de tantas ovelhas, né, ele dá conta de tantas pessoas. Então, da mesma forma que Getro aconselhou Moisés, né, a levantar líderes de 100, líderes de 50, líderes de 10, então os grupos de crescimento facilitam esse cuidado pastoral, porque nós temos ali GC, 20 pessoas, onde eles podem ser cuidados de forma mais intencional por um líder que vai est ali vivendo a vida na vida com ele e trazendo esse crescimento por meio da palavra.
que são os estudos que nós proporcionamos nesses encontros. O terceiro é inspirar pessoas ao envolvimento ativo na igreja local. Então, o grupo de crescimento para ele ser saudável, ele não pode ser considerado uma mini igreja.
E isso é muito importante, porque muitas vezes, até mesmo eh de forma não intencional, eh alguns líderes acabam acolhendo e abraçando o seu grupo de crescimento como se fosse maior que a igreja. E algo que nós somos muito intencional na nossa igreja a desenvolver e a preparar e a comunicar é que o grupo de crescimento é para fortalecer a igreja local, né? Então, no nossos grupos, eles não podem ocorrer em dias de culto.
Então, em dias de quarta e domingo, nós não temos ocorrendo, porque a prioridade são os nossos cultos, a igreja local, eh, para que eles possam estar fortalecendo, porque a ideia é isso, com que essas pessoas que não conhecem a igreja, que são desigrajadas, que foram convidados para o GC, elas possam ser inseridas de forma saudável. também dentro do culto, né, da igreja como um todo. E por último, conectar descrentes e desigrejados a Jesus.
Nós sabemos que há uma maior facilidade das pessoas aceitarem um convite para ir num encontro como um grupo de crescimento do que ir para uma igreja. Alguns acabam por experiências diversas, né, tendo esse receio, tendo esse eh esse bloqueio de ir para uma igreja. Mas quando ele vai por esse caminho do grupo de crescimento e conecta-se à igreja, ele já tem uma pessoa para ir com ele, ele não se sente mais só.
Então isso se torna mais fácil e mais saudável esse caminho. E é muito interessante também que dessa forma a gente pode alcançar mais pessoas. Então, eh algo que nós direcionamos e a gente vê vê muito acontecendo, né, nos nossos grupos de crescimento de adolescentes e jovens, onde eles eh a cada a cada quatro semanas, uma semana dedicado à convivência.
Então eles marcam uma convivência para jogar um futebol, os mais novinhos para jogar um videogame, as meninas um dia de skincare e aí elas convidam as amigas e aí naquele momento eles descobrem que estão ali num grupo de crescimento da igreja onde são eh impactados pela palavra do Senhor. E muitos acabam tendo um primeiro contato com Jesus e com a palavra de Deus em momentos como esse de comunhão, né? Então, eh, esses quatro propósitos é o que fortalece o propósito do que é um grupo de crescimento, de como fazemos o grupo de crescimento na nossa igreja.
Nos vemos aí no próximo bloco.