Oi, gente. Precisamos conversar. Já tá começando com Elov Vilela, essa brilhante jornalista aqui na nossa bancada. É uma honra ter ela aqui com a gente para falar sobre o quê? Eleições. Claro, por brasileiros estão tão apáticos politicamente, o que é uma boa cobertura de eleições e por as mulheres são menos corruptas do que os homens? É, já. [música] Olá [música] a todos. O Precisamos Conversar está entrando no ar agora. Sejam muito bem-vindas, muito bem-vindos. Eu quero apresentar antes de mais nada a nossa convidada de hoje. Eu chego est nervosa porque eu voltei de viagem. Sabe
aquele meme do do Cebolinha da Turma da Mônica? Que que tá acontecendo? Que que tá acontecendo? Não sei. Não sei. E ela me E ela me sutiou. Não, e ela me situou nesse mundo no Brasil de hoje que é a brilhante Elovilela. [aplausos] Obrigada. Imagina. A gente quer você aqui na bancada há muito tempo, mas agora que ela tá aqui em São Paulo todas as manhãs no N1, a gente conseguiu fazer dar certo logo num dia quentíssimo, né, Elô? Num dia muito, muito doido, porque o se Supremo Tribunal Federal tá pegando fogo manhã inteira, eles
pararam agora um pouquinho, mas foi o dia inteiro de quebrapau, bomba. [risadas] E o negócio lá tá difícil, mas vamos ver se a gente consegue entender, né, Ju? explicar um pouco o que que é que tá acontecendo, não. E esse papel é fundamental porque realmente assim, é tanta informação, é ministro de cá, é outro de lá, é uma guerra de narrativa, se a Elô não tá aqui para explicar direitinho pra gente, a gente fica completamente confusa. Eu sou a Juliana Barona e essas são minhas companheiras de bancada, a Sucena, cantora e historiadora, [aplausos] e Verônica
Oliveira, influenciadora e criadora do perfil Faxina Boa. [aplausos] Aí, verou. Antes de mais nada, eu quero contar para vocês só uma uma anedota. Não sei se todo mundo que tá em casa lembra. Eh, na durante a pandemia o Eduardo começou a fazer lives todos os dias e aí toda terça-feira a Elô começou a apresentar as lives e chamava Alô Elô. Então assim, quando eu vejo a Eloía Viela, que assim não existia CL ainda, gente, eram só Lives durante a pandemia lá lá no meu sítio. Eh, e aí depois disso tudo voltou, o ICL foi criado
pelo Rafael Donatielo e pelo Eduardo Moreira. E ela já entrou no nosso time de jornalistas assim que que o jornalismo do ICL começou. Primeiro começou o ICL cursos e depois veio o jornalismo e hoje ela tá aqui abrilhantando as nossas manhãs, tardes, noites, madrugadas e [risadas] e programas de entretenimento. Olha, e é é não vou nem falar sobre isso, o quanto essa mulher tá trabalhando. Bom, os temas estão muito quentes, nós estamos no auge dos debates eleitorais e a gente vai conversar muito aqui com a Elô e você vai poder assistir também ao Conversar no
Spotify que está disponível agora, inclusive em vídeo. Eloía Vilela dispensa apresentações, mas eu vou contar um pouco da história dela para vocês. passou pelo jornal Globo, pela TV Globo, Record, CNN, foi pros Estados Unidos em 1988 e voltou pro Brasil há cerca de 3 anos. E como vocês sabem, ela é do ICL [aplausos] pra nossa felicidade. Que sorte a nossa. E já era lá em Nova York, tá? Porque fiquei um período grande cobrindo de lá, fazendo entradas ao vivo de lá todo dia quando Is começou E era nossa correspondente internacional. A última eleição presidencial você
tava lá ainda do do Fiz de lá. Eu fui para lá e fiz. Eu já tava aqui, mas eu fui para lá e fiz. É bom. Ela foi pelo mundo, foi para para cobrir também a guerra. Ela uma mulher assim e ela foi a pedido dela, viu, gente? Não foi a empresa que falou, que sugeriu isso para ela, ela que falou assim: "Olha, tá acontecendo esse conflito, eu tenho que lá ver de perto, tenho que cobrir". E foi como uma excelente jornalista, repórter de campo. Ela cobriu muita coisa muito importante hoje. Você sabe, Ju, a
gente fez lá na C Jordânia, né? Eu me lembro que teve um dos dias que eu entrei ao vivo e eu tinha tido uma informação muito precisa naquele dia, que era uma intenção clara do governo de Israel, não só limpar toda a faixa de Gaza, tirar todos os palestinos de Gaza, como também depois tirar da Cordânia. É exatamente o processo que a gente tá vendo desde então. Tava, a informação tava para lá de correta e a gente deu isso no ar tem muito tempo já. eh em primeira mão e ela voltou muito transformada. Isso depois
num próximo programa a gente pode voltar e e tratar desse assunto especificamente. Bom, eh paraa nossa felicidade, então ela tá aqui com a gente hoje no Precisamos Conversar porque ela vai poder nos ajudar. Ela tá cobrindo esse momento que é muito importante, é decisivo pro país, pro país, porque nós estamos a 19 dias do primeiro turno. Estamos em tempos turbulentos, como ela disse, hoje o dia tá pegando fogo, onde as fake news se propagam mais rápido do que as correções. Então, eh, eu fico Imaginando, é mais desafiador fazer fazer jornalismo hoje em dia do que
numa época em que você tinha tempo para ir apurar. Eh, esse mundo tá muito rápido, a informação chega muito rápida e nem sempre muito correta, né? Exatamente. Não, eu acho que tem um lado muito mais desafiador, que é o lado de você eh tentar ser preciso, né? Você precisa ter certeza e checar as informações. E o público não te dá tempo para isso. O instrumento que tem na sua frente não te dá tempo para isso, porque o ciclo da notícia tá rápido demais. Então, a coisa acabou de acontecer, todo mundo já quer saber todos os
detalhes com análise, com tudo nas mídias sociais e ao vivo. Então, é muito, por outro lado, como tudo acontece, as vantagens e as desvantagens, a tecnologia também facilitou a gente ter acesso a muitas informações que não tinha, facilitou pessoas que têm informações importantes chegarem pra gente e e mandarem denúncias e passarem provas. Então existe sempre, né, um ganho, uma perda, mas é desafiador o ritmo. O ritmo é assim massacrante e se a gente não tomar muito cuidado e deixar o ritmo atropelar a gente, a gente acaba eh eh ajudando a fábrica de fake news, né?
Então tem que tomar cuidado. Ess essa é a grande questão. Eu queria te perguntar uma questão delicada que é sobre os vazamentos, né? a cobertura jornalística de eleições tá muito Voltada pro vazamento de informações em geral ligadas à corrupção, certo? E eles têm um lado, é um vazamento seletivo, como a gente bem sabe. Então, como é que é isso? A mídia fica sendo eh operada por vazamentos e qual que é a linha que divide publicar por dever de informar e virar eh como uma espécie de instrumento de quem vaza? Hum. Eu acho que essa questão
é central nisso que a gente estava falando agora a pouco. Eh, o jornalista super experiente Luís Naci fez uma publicação outro dia nas mídias sociais detalhando isso como quem precisa dar aula de jornalismo pro pessoal novo que tá começando e ainda não entendeu a parada, ele fala: "Vazamento é ponto de partida. Vazamento não é fim em si. Então, se você tem interesse em prejudicar a vida de alguém e vem me contar alguma coisa que você ficou sabendo sobre essa pessoa, a minha obrigação é checar o que você me falou com outras fontes e não sair
publicando. Mas o que a gente vê aqui no Brasil desde o tempo da Lava-Jato, que foi uma coisa que aconteceu o tempo todo na Lava-Jato, foi a instrumentalização da do jornalismo, ou seja, um setor da Polícia Federal, né, aliado aos ao ao juiz suspeito, Sérgio Moro, né, e aqueles aqueles promotores da Lanhol e sua turma, eles usavam a imprensa para vazar coisas que eram publicadas como se fossem verdades. E assim se construiu uma imagem, né, que até hoje a população tem misturada na cabeça dela com a ajuda da TV Globo, né, fundamental de que a
PT é sinônimo de ladrão, petista é sinônimo de ladrão. E eles construíram insistentemente essa imagem. Agora, com esse caso dos vazamentos das investigações a respeito do Daniel Vorcaro, o Banco Master, a corrupção toda, há um esforço de fazer com que a mesma coisa aconteça. Então, a gente passou aí duas semanas inteiras de vaz, gente, era vazamento assim, uma frase por dia. Não, isso é um absurdo. É como se você fosse colocar um retalho e não a costura, né? Porque existe o retalho, existe a costura. E e é impressionante, porque me parece muito uma lógica de
tabloide. Uhum. Eh, aonde você quer muito mais um engajamento, é uma briga por um engajamento. Claro. Eh, a a do engajamento existe o viés político. Ah, isso quer dizer, pior do que engajamento. É você imprimir na população uma imagem que que prejudica um lado da questão política e valoriza outro. Então, por exemplo, precisa desenajar, né, Elía? É, mas eu acho que o objetivo é muito mais político ideológico do que comercial. Isso eu achava que e eu tinha uma uma certa ingenuidade e eu pensava, será que isso não foi por causa da pressa? E depois vi,
não era pressa, era método. É método. Porque essa frase essa essa frase que tá sendo vazada, uma frase que eu tô ali, ter alguém escolheu a frase para criar uma narrativa, não Então é assim, o cara tem na frente dele um relatório inteiro, aí ele fala assim: "Hum, que que tem aqui nesse relatório que eu posso usar para prejudicar, por exemplo, que foram duas semanas disso, o filho do presidente Lula e assim atingi-lo. Ah, ele falou essa frase aí num dia sai essa frase, no outro dia sai outra frase. No fim das contas, criou-se na
cabeça da população uma imagem de que o filho do presidente Lula tava ou envolvido com a corrupção, né, que roubou dinheiro dos aposentados do INSS, ou que ele tentou construir uma um tráfico de influência no governo. Só que no fim das contas, quando acabou esse vazamento diário, diário, durante duas semanas, qual foi a conclusão da Polícia Federal que foi divulgada no fim? Não existe nenhuma suspeita robusta que que implique na necessidade de abrir inquérito contra esse cidadão. Porém, existem três inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal contra ele. Enquanto isso, o ministro André Mendonça tinha um
pedido da Polícia Federal para que entregasse a ele os relatórios do COAF de movimentação financeira ligada ao Vorcaro para ele, paraa Polícia Federal poder se aprofundar no caminho do dinheiro da corrupção do Vorcaro. E tá se meses o André Mendonça sentado em cima e não autoriza. Por que que ele não Quer que a Polícia Federal saiba por onde andou o dinheiro? Por que que ele não deixa a Polícia Federal trabalhar nesse caso? E abriu três inquéritos contra o filho do presidente, contra quem não tem nenhuma prova. Então são essas coisas, entendeu? Quando eu tiver essa
coisa de de o meu ministro do Supremo de estimação, vai essas coisas vão acontecer. Uma uma uma coisa que eu fiquei enquanto você falava sobre essas coisas todas com a gente, pensando qual que é a grande diferença. Você que trabalhou na grande mídia durante muitos anos, trabalhar na grande mídia e trabalhar, fazer uma cobertura pelo ICL, qual qual que é a maior diferença que você sente como profissional da Talvez a gente tivesse devesse perguntar qual é a única semelhança, [risadas] porque, né, talvez a única semelhança seja o esforço jornalístico que a gente faz onde quer
que a gente esteja. Mas só para te dar uma ideia, Ju, eh, por exemplo, eu não passei o perrengue de cobrir eleição no Brasil trabalhando por uma empresa dessas. Eu trabalhei nos Estados Unidos com duas questões que eu tenho exemplos claros na minha cabeça. Uma, a causa palestina. Eu fiz uma matéria, trabalhava na TV Globo, fiz uma matéria descrevendo uma coisa que tinha acontecido, onde eu falava, o ativista palestino, o texto era pré-aprovado pela direção, ia na direção e voltava como o terrorista. Aí eu ia lá e trocava de novo. Foram três vezes assim até
até me falarem: "Olha, o Alicamel, que na época Era o diretor de jornalismo, mandou trocar, como quem diz, ou troca ou se manda". Esse é um exemplo. Exemplo dois, para não dizer que eu só falo mal da TV Globo, né? Porque seria injusto. [risadas] Vamos falar mal de todo mundo, não é só da Globo, né? Tava eu trabalhando na TV Record e aí todas as entradas ao vivo eram pré-escriptadas, tá? Eram pré-aprovadas, o texto era aprovado, só que eu sempre meti a contrabanda no meio. Aí que que aconteceu? Eu tô para entrar no ar, o
diretor de jornalismo da Record me liga em Nova York e fala assim: "Era primeira eleição do Trump, presta atenção no que você vai falar, porque a casa está com Trump". Nossa, tá bom para você? Falei: "Ah, ok. Que que eu vou falar? Não tenho o que falar. Eu tenho que falar no ar. E aí? No ar eu esqueço uma palavra, lembro de outra. Isso aconteceu com frequência, tá? Só que eu não podia realmente falar tudo. Agora aí tá a grande diferença pro lugar onde eu trabalho hoje. Então, jornalista e atriz elovila, [risadas] onde eu trabalho
hoje, eu falo absolutamente tudo que eu tô vendo, que eu tô percebendo, os pontos que eu tô ligando e a e a análise que eu faço a partir disso aí. E não tem como você tá careca de saber nenhuma restrição e Nenhuma orientação. Não existe no CL orientação. Olha, a gente tem que ir por aqui ou por ali. Não, isso existe. É discussão entre a gente lá e cada um vai botando seu ponto de vista. Não. E aí isso desde que Eduardo criou o ICL, isso e o Rafael, donaelo, esse era um ponto fundamental de
liberdade total. Por isso que a gente não tem patrocínio, por isso que a gente não tem, enfim, essas coisas todas que outros canais têm para não ter rabo preso mesmo. E aí temos profissionais maravilhosos como a El. Agora eu vou parar de elogiá-la e vamos para o próximo assunto. Alguns advogados acham, é o mesmo assunto, mas tudo bem, alguns alguns advogados acham que, por exemplo, os vazamentos ficaram banalizados. Eu concordo. Existe uma quebra de sigilo de informações e que exige um tratamento para evitar conclusões equivocadas. Então, no fim das contas, além de tudo, além do
papel do jornalista de ir lá apurar, qual é o papel do jornalismo no final das contas de como é que vocês fazem fazem essa costura? Olha, tem tem uma coisa que tá muito clara agora nesse processo todo do do Vorcar, do master, que o jornalismo tem um papel não só de analisar o que tá acontecendo, esclarecer as pessoas, muitas das ações que estão em curso hoje na justiça partiram de denúncias feitas pela imprensa. Então, o trabalho do Jornalismo investigativo de pessoas como Paulo Motorim, a Juliana Dalpiva, Igor Mela, Alice Maciel, eles levantam coisas que a
justiça ainda não levantou, denunciam, trazem a público e isso acaba provocando a ação do Ministério Público para entrar com pedido de investigação. Tem esse papel também, entendeu? Essa semana que passou, a Alice Marciel fez uma matéria super importante mostrando o quê? Que o escritório de advocacia do Flávio Bolsonaro, não, o escritório de advocacia não minto, a empresa de capacetes do Flávio Bolsonaro, que ele tem uma empresa de capacetes, funcionava no na mesma sala em que funcionam sete ou oito empresas do Careca que fraudou o INSS. Então, o Careca, famoso Careca, tinha tem uma sala junto
com o Flávio e eles têm o mesmo computador. Isso virou uma frase na boca do presidente Lula. Ah, eu vi. Ele falou: "Não é o meu filho que tem empresa na mesma no mesmo endereço do careca". Então você vê que o trabalho do jornalismo, né? Ele não só levanta denúncias, provoca o Ministério Público, como ele alimenta argumentações políticas. ele é muito importante. E eu achei que assim alguns veículos, porque assim, era tanta coisa acontecendo que Eu achei que essa essa história que a Alice levantou, Maciel, que é muito importante, ficou não chegou muito no na
no na grande mídia, nem no grande público, porque o STF que tá no os holofotes que tá o que o que tá vendendo mais agora são essas notícias todas, a confusão que tá acontecendo no STF hoje, o dia inteiro a gente tá acompanhando isso, né? E eu fiquei com uma outra pergunta que me veio aqui. Você produz notícia, mas tem algum lugar que você ainda consegue consumir notícia? Ah, com certeza, com certeza. Não, todos os outros veículos, Ju. Todos eles. Eu leio, todos eles de manhã eu começo o dia, eu abro. Se você botar lá
na minha na internet, na minha página, botar aí, já aparece ICL Notícias. Então, eu leio o ICL nessa ordem todo dia. O ICL, o Estadão, a Folha, o Wall. Aí eu vou pro Guardian New Times, Aljazira e Hars. Então dou essa varrida e todos eles por não importa o viés político, você entende qual é a informação. É uma questão de análise, né? É, é interessante que E você, a Sucena você, você eh se informa por onde? Eu eu também, mas eu gosto de partir para mí também muito populares para entender como que a sociedade tem
sido, como tem sido eh envzada a narrativa a respeito da política. E e é interessante que só agora a gente tá tendo essa compreensão analítica, quer dizer, para nós e paraos jornalistas, isso já era um dado sobre um vazamento de um eh de um de um Fragmento. Quando eu falo fragmento, é porque me parece que historiadores e jornalistas têm o mesmo princípio com as fontes. Então, uma um fragmento para um um historiador, ele é uma é um dado que ele precisa lincar com o contexto de de uma conjuntura e em outros e tá até de
uma daquilo que a gente vai chamar de estrutura. Exatamente. Eh, enfim, então você tem uma leitura de um todo a posteriore. Então, quando você tem eh eh uma uma um dado de um fragmento de uma conversa, essa conversa precisa ter uma contraprova, ela precisa ser colocada ainda e eh passar pelo fogo para saber se ela tem autenticidade, veracidade, se Então, ela precisa de contexto, né? É, e contexto é justamente existe, ou seja, é multifatorial. a a eh a a há uma diversidade contextual que que pode fazer com que ela com que aquela prova seja factível
ou fazer com aquela prova ela seja descartada. É justamente. Então parece que é óbvio que o que a gente tá falando, mas pra maioria das pessoas que nos escutam não é óbvio, porque não era óbvio para mim. Uhum. É isso mesmo. E você se costuma se informar por onde? Em primeiro lugar, assim, é muito engraçado porque eu tenho uma dinâmica do dia a dia muito corrida, então eu costumo me atualizar por áudios. Então, e um que acompanha bem a minha cabeça maluca é o medo e delírio em Brasília. Eu amo. Olha que legal. E aí
eu vou fazendo as coisas. Então, enquanto eu tô lavando, é, eu vou varrendo a casa, fazendo, arrumando a criança pra escola. E é muito engraçado porque justamente gente, eu tô rindo e chorando. Estética da rádio, né? É, hoje em dia não tá valendo só o não tá dando para rir só de jeito nenhum, porque o que a gente tem na nossa frente é muito perigoso, né? Examente. Sim. E às vezes eu tenho uma a impressão de que alguns meios de comunicação eles ainda falam de uma forma muito complicada. E aí, uma coisa que eu acho
bem interessante é quando eu encontrei alguns criadores de conteúdo que eles vão reagindo ou comentando notícias de uma forma que para mim fica mais fácil de entender. Isso. Então, me interessa bastante quando eu encontro. Hoje tem muitos historiadores que fazem eh react de notícias e às vezes eu acho engraçado porque eu tenho a impressão de que é como se alguém tivesse uma amiga e tivesse me fofocando. Uhum. E aí fala: "Menina, você viu que fulano aí fala: "Você viu que fulano, ministro falou isso, isso, isso?" Eu falo: "Putz, agora eu entendi o que aconteceu." Ah,
mas é isso que eu ia dizer, sabe por quê? Toda vez que tá escrito de uma maneira que você não tá conseguindo entender na primeira ou na segunda leitura, é porque tão tentando esconder alguma coisa. Gente, olha, ô Eloía, Eloía, não, não. [risadas] Esses dias eu me deparei com uma notícia, com uma notícia, não, com uma manchete que eu não consegui entender a Priori, eu falei assim: "Pera aí, que que tá acontecendo? Eu tenho um certo letramento, eu sei ler, né? Pera aí. [risadas] Não, e um certo letramento crítico que me permite saber que eu
tô sendo engabelada pelo decodificar esse negócio aqui." Aí falou assim, ó: "Como é que era a notícia?" Era assim: "Eh, Flávio Dino levanta alguma coisa do sigilo?" Mas levanta, levanta o quê? Aí a outra notícia falava, tipo, não, Flávio Dino, derruba. Há uma diferença entre você levantar e derrubar, porque olha, você tá falando uma coisa muito legal. A gente teve na redação semana passada uma conversa sobre isso. Tinha uma pessoa escrevendo um roteiro na qual no qual ela dizia: "O fulano provocou o ministro do Supremo". Eu falei: "Amor, provocou é linguagem jurídica. Ele cobrou, ele
exigiu, ele pressionou, ele forçou. Por favor, nunca te pedi nada". Aí ela foi lá e trocou. [risadas] Mas é isso, a gente acaba pegando certas linguagens que não dizem nada para quem tá lendo. Ou elas querem deixar confusa também, que é o texto, pegue um texto de Gilmar Mendes, [risadas] vai lá ler o texto de João Marendes, a não ser como ele aconteceu hoje, que ele botou a boca no trombone e falou com todas as letras que o que o Mendonça tá fazendo é exploração de um tema eh jurídico para fazer campanha eleitoral. Hoje ele
falou, mas Normalmente é meio gerador de lero lero, velho. Geralmente, mas hoje ele botou a boca no Mas geralmente você pega o texto dele, você lê três vezes para interpretar. Quem faz isso é porque ou quer te esconder o que tá dizendo ali, ou é porque quer te colocar numa situação de inferioridade com relação ao conhecimento dele para dizer para você: "Eu sei tudo, você é um ignorante porque não tá nem entendendo o que eu escrevi." Jurisdi queis não serve para nada, nem para ninguém, a não ser pro ego do sujeito que tá escrevendo aquilo.
Agora ela falou e eu fiquei assim, ela eu queria muito acordar e ler tipo várias coisas assim, mas não dá. Eu queria acordar e não ter que ler 350 páginas de um despacho de Ainda bem que você lê, porque eu acordo e faço o qu eu assisto só o já tô bem formada. Ela consegue me explicar de um jeito que eu consegui entender, mas ela falou, eu fiquei assim. Não, gente, ontem eu abri um que era um despacho de 3.000 páginas. E quando é um caso assim, você faz o quê? Você tem tem usado o
inteligente artificial para te ajudar? Não. Não, [risadas] isso é um outro tema. Pera aí. Sabe por Não sabe por? Vou te falar por que que vai acontecer no dia que sai um despacho de um ministro com 400 páginas? Eh, cada jornalista que se dá o trabalho de ler o documento Vai separar coisas que leu ali que são importantes. A inteligência artificial vai fazer um resumo para você dos principais pontos. Os principais pontos vão estar em todos os jornais. Eu não preciso dos principais pontos. Eu preciso do que a minha atenção especializada, curiosa, percebeu ali e
chama dali. Então a inteligência artificial para mim isso uma conversa com a fonte, né? A conversa com a fonte ela vem de uma experiência, ela vem de é isso, de um olhar acurado. Isso. E a inteligência artificial ela tá totalmente envieszada porque afinal de contas são empresas privadas, tudo de direita. Outro dia, como curiosidade, eu falei assim, eu mandei lá pro chat GPT, eh, me liste mulheres candidatas a deputada eh estadual por São Paulo. A lista veio 10 candidatas do PL em primeiro lugar, três do PSB e só não botou nenhum nenhuma do PT, nenhuma
do do PSOL, nada. Eu até printei e fiz disso num debate no chat GPT. no chat GPT. Você, mas você questionou ele? Qui OK, agora entendi. Você quer com viés progressista? Então não, eu quero todas. Eu quero to. Aí eu falei, não, exatamente, eu quero todas. E aí ele me deu uma um link, nem a lista completa ele me deu. Quer dizer, em primeiro lugar, alguém colocou grana para acontecer isso, para para programar o algoritmo dessa maneira. Isso é Intencional, porque são todas empresas de direita ou de extrema direita. E eu fiquei, eu fiquei assustadíssima.
Aliás, essa, essas empresas americanas e o próprio presidente Trump, caso a gente tenha uma eleição que o que o o Flávio e o Lula tão nesse momento, o Flávio tá nas pesquisas, passou o Lula nesse momento. Saiu aí se não. E aí CNT, saiu a pesquisa CNT, Lula na frente no primeiro e no segundo turno, com uma vantagem de quatro, cinco pontos. Mas o, o meu ponto seria é o seguinte, se Flávio ganha, quem governa não é o Flávio, tá gente? É o Trump. Então a gente, a questão da soberania não pode ser esquecida, porque
a gente tá falando, essa cortina de fumaça gigante que tá acontecendo agora e o ponto central para mim, para você também provavelmente é a soberania nacional. É, são duas coisas, é a soberania e é o é o plano econômico, porque você tem do lado do Flávio, o posto Ipiranga da economia dele agora é uma tal de Daniela Marques, que era uma zé ningém da que trabalhava com o Paulo Guedes. E o que que ela disse essa semana? Nós vamos fazer no Brasil o plano igual ao da Argentina. Meu Deus, que é o 3000 empresas fechadas.
Exatamente. Eu tive lá um caos, a gente fez um filme sobre Argentina, caos econômico de Milei, desemprego, um monte de gente dormindo na rua em Buenos Aires, que era uma coisa que não existia, nunca tinha visto. E além disso, se você olhar o que que era a Argentina antes do Milei ser eleito, era um país que tinha 200% de inflação. A nossa é de 4,3. tinha tem uma uma dívida externa de 321 bilhões de dólares. Sabe quanto que o Brasil tem de reservas internacionais? Ou seja, a poupança do nosso país, 323 bilhões. A gente tem
mais dinheiro de poupança nossa do Estado brasileiro do que a dívida da Argentina. Como que você pode querer botar no Brasil o plano de um país como esse que eu acabei de descrever? no nosso que não tem nenhuma de ver com isso, entendeu? Não é não, cara. Da cabeça de quem? Alô, acorda, minha gente. Olha, o país tá acompanhando um dos maiores escândalos de corrupção da história. O personagem principal é um homem branco, hétero, sis, rico. O o Daniel Vorcaro, o Dani, o lindão, o amigão, o amigão, o gente boa, o vampirão, né? corrompeu muita
gente, políticos, influenciadores, empresários, ministros do, e ao que tudo indica, ministros do Supremo, todos homens. Aí vem a pergunta central aqui pro nosso debate. As mulheres são menos corruptíveis? É verdade que nós mulheres, estamos em menor número em cargos de poder, mas mesmo assim o debate é válido, gente. Será que a mulher não se corrompe facilmente? Eloía Vilela, olha, eu acho que é uma tem até algumas Pesquisas aí sobre isso, né? Mas eu acho muito difícil fazer essa afirmação. Eu acho que a gente teve ao longo da história a menos oportunidade de se corromper. As
mulheres, como não estiveram em situação de poder seguidamente, né, por muito tempo, nem deram a chance, não tiveram nem essa oportunidade de provar que são ou não são menos corruptíveis. Eu detestaria imaginar a priori que eh você ser ah homem ou mulher vai te colocar de uma maneira prédisposta a ser mais ou menos, entendeu? Não devine caráter. Exatamente. E aí fica essencialista, né, essa questão. Exatamente. Então em princípio discordo, a não ser que surja uma pesquisa que prove isso por A mais b, mas como essa pesquisa vai separar ou vai contabilizar o fato da gente
não ter tido posição de poder por tempo suficiente continuadamente para ser posta a teste, né? Enquanto isso não acontecer? Vamos primeiro ocupar o poder por muitos e muitos anos. fazer, como diz dona Carmen Lúcia do Supremo Tribunal Federal, que diz assim pro presidente Lula: "O senhor devia eh colocar na Suprema Corte para ter paridade 11 mulheres?" 11 mulheres, porque sempre foram homens. Vamos botar só mulher para ver o que acontece. Quem sabe fica diferente. Seria um sonho, porque nessa confusão toda de você não vê Carmen Lúcia, você não tem uma troca de mensagens, não tem
um favorecimento. Ela outro dia disse numa entrevista que teve uma vez que ela que ela votou contra o próprio pai, foi lá, pediu desculpas para ele, mas disse: "Olha, aí ele falou assim: "Minha filha, você é uma juíza e você juiz juíza não tem família, você vota como você". Ela falou assim: "Eu fui com a Constituição e fui contra o meu pai. Eu achei uma frase assim que resume o caráter dela, né, que é um exemplo único que a gente tem. A gente teve a Rosa Weber, mas agora é única lá. Então a gente fica
sempre pensando nela como um excelente exemplo, né, Su? Eu acho que ah, por que que eu discordo até da maneira que essa questão ela foi colocada? Porque eh ela é muito essencialista e por isso que Eloía ela ela brilhante, é brilhantemente falou sobre o o o tempo que as mulheres ainda não tiveram de se corromper. E tem outra coisa, né? Esse tempo deu ao patriarcado e aos homens o privilégio de construir uma cultura também de corruptibilidade, ou seja, eh não é só o tempo de estar no poder, é o tempo de construir uma cultura de
corrupção, uma cultura de traição, uma cultura de usufruto eh eh do corpo da mulher como um território político de poder também, porque a gente tá falando de casamentos ao longo da história, a gente tá falando eh então Existe todo um jogo eh de de poder que a mulher não participa. Eh, então, e e não é só construir cultura e é e no sentido da beleza, da da da tradição da república, da jurisdição, mas também da própria corrupção. Então, é interessante, os homens têm um privilégio de errar também. É, tem, é verdade. Sabe outra coisa que
tem o direito nem de testar, né, de ser testado. Essaidade é colocada à prova. Até aí na na eleição passada quem decidiu foram os nordestinos e as mulheres, né? A o pleito tava muito acirrado. Como tá de novo? E mas a gente tende a pensar eh por a por conta dessa pesquisa que as mulheres têm um pensamento mais eh progressista, que as mulheres têm um pensamento mais voltado pro cuidado. E você acha que nesse sentido, será que a probabilidade da corrupção não não diminui? Que que você acha, Veronica? Eu acho que sim. Eu acho que
esse esse nosso jeito de pensar e é é meio complicado dizer que isso é da natureza da mulher. muito complicado. Muito complicado, mas que mas não da natureza, mas e culturalmente. Ah, tá. É, culturalmente é uma forma melhor de se colocar isso. Eh, ou contraculturalmente [risadas] Da maneira ou do papel que foi dado à mulher nessa cultura, né? Porque eu acho que eu queria ouvir você acabar de falar depois eu, porque quando a gente pensa nisso fala eh eh eu me lembro quem que foi, gente, foi o presidente do do PL que falou que era,
foi o Flávio que teve filhas para cuidar dele, não? Que que falou: "Ah, porque a a o Bolsonaro perdeu por conta das mulheres, porque as mulheres ficaram chateadas com a história da vacina, porque elas queriam vacinar seus filhos, porque elas se preocupam com o outro". E aí eu fiquei pensando, falei: "Velho, [risadas] e aí eu falei, viu como ele sabe aonde tá o problema?" Aham. Agora eu queria pegar esse ponto aí também, porque eh também é uma leitura machista, se eu me corrijam se eu tiver errada, mas tava pensando aqui agora, achar que a mulher
é mais progressista porque ela se preocupa com os cuidados, porque o papel da mulher na sociedade machista é o cuidado, né? É isso aí. Você bota, é um recorte machista, né? É um recorte machista. Aí você bota a primeira dama, a primeira primeira ministra de da Grã-Bretanha, Margarete Tátia. Com quem que ela se preocupou, meu caro? Acabou com os sindicatos, destruiu a vida do do pessoal que trabalhava nas minas. Ela se preocupou com quem? Então ela não tinha preocupação com cuidado. Então ela é uma exceção entre as mulheres ou é que ela teve poder e
chegou no É. Ou porque ela chegou no poder e no poder jogo é outro, né? O arquétipo masculino tem a ver com Poder. Difícil. O que eu acho que isso do ponto de vista histórico, a mulher ela tem uma uma cultura mais voltada à resistência, à resistência como um corpo oprimido é pelo papel e pelo patriarcado. Então, logo, por isso que eu brinquei de contraculturalmente. Então, as respostas eh em geral das mulheres, elas se pautam em Gente, calma. e ter que resistir a isso. Não, você tem um ponto perfeito. Perfeito. Isso. Eu eu acho que
é isso. Mas não que que a gente deva essencializar a mulher com plenamente corromp e você homem, mulher, gay, o que for, você chega no poder, né? Resistir à corrupção do poder é não deve ser uma tarefa muito fácil. Agora, sendo um pouco menos ingênua, existe uma linha de pensamento que diz que as mulheres são historicamente excluídas daquelas velhas amizades de alianças partidárias, dos clubes, das festinhas, dos esquemas estabelecidos, onde muitas vezes a corrupção circula. É onde é a verdadeira corrupção circula, né? Mulheres têm menos acesso a essas estruturas de poder, você não acha? Com
certeza. Com certeza. E a gente também vê eh, por exemplo, no Congresso, onde eu circulo muito, né? Eh, é um Lugar dominado pelos homens, não tem a menor discussão. Assim, você devia ter mais mulheres do que homens se ela, se o Congresso representasse a constituição da população brasileira, devia ter uma participação de pretos e pretas também infinitamente maior, né? E não tem nada disso. São essencialmente homens brancos que estão nesse espaço de poder. Eloía, eu fiquei impressionada. A primeira vez que eu fui à Brasília foi a acho que 2017 a convite de João Willes pra
gente abrir um congresso nacional cantando hino nacional. Uhum. Eh, no congresso. E aí tinha uma fila de credenciamento enorme antes de entrar. Gente, é impressionante porque a nossa visão é que os deputados, os senadores são a maioria homens, mas não só todo o backstage e eh os assessores, é toda a máquina pública, é tomada por homens brancos engravatados. Aí foi engraçado porque a fila era uma fila de visitantes, mas a maioria eram homens brancos de terno. Aí tinha, olha que engraçado, tinha eu, eh, a minha parceira de banda, que é uma mulher negra trans, e
tinha umas três pessoas atrás, uma indígena com Rocá. E o resto a gente tava assim, ó, a gente tava ali, ó, perdido. Não, eu parecia, Eu tô falando muito sério, eu me senti uma pessoa estraníssima em Brasília. Isso para adentrar um um uma repartição pública, que é o signo máximo, não sei, não deveria ser a casa do povo da nossa república. É justamente. Olha, eu me sinto estranha em Brasília. Olha isso, cara. Eu me sinto estranha, Brasília. É muito esquisito aquele monte de homem branco de terno. É muito esquisito, não é? Você anda nas ruas,
no Brasil não é isso. O Brasil não é isso. É uma grande brotheragem, pô. Sim, é uma grande é a machulência, né? a machulência que a gente tá cansada de falar aqui. Outro assunto, gente, outro outro estudo comprova que as mulheres também tendem a correr menos riscos, apostas, decisões financeiras e consequentemente esquemas arriscados de corrupção. Eh, vocês, [risadas] por exemplo, fala não, porque isso também é a maneira como a gente foi constituída na sociedade machista, né? A gente não é a supostamente nós não somos as que lidam com o dinheiro, com as finanças, com a
administração dos bens. Isso é tudo papel de macho, né? Não tô dizendo que eu não faço isso. Claro que eu faço. Eu moro sozinha, eu sou separada, tive filho há muitos anos atrás. Quem cuida da minha vida sou eu. Mas essa não é a história da maioria das mulheres brasileiras, né? Essa não é a história. Por mais que a gente tenha uma quantidade enorme de mães solteiras que que eh gerenciam a vida da família e tal, mas a imagem é de que quem faz isso é o macho. Então não é à toa. Não acho que
é só porque a mulher é mais conservadora sentido financeiro. Eu eu sou assim o dinheiro que eu ganhei que eu trabalho desde os 11, sempre guardei muito dinheiro, porque como atriz, uma hora você tem trabalho, outra hora você não tem trabalho. assim, eu sou autônoma, né? Então, e eu nunca consegui, por exemplo, apostar em ação, investir meu dinheiro em uma coisa que que não tenho certo, prefiro ganhar menos e e ter o certo do que do que arriscar. Mas só aposta em ação quem tem dinheiro sobrando, né, Ju? Só quem tem dinheiro quá fazer isso.
Eu fico pensando aquelas coisas do eu tenho eu tendo a ser o mais conservadora possível nesse caso que eu penso se eu fizer qualquer coisa fora da curva Deus vai me usar de exemplo. [risadas] Não, eu penso assim se não der certo quem vai se ferrar sou eu, porque não tem a quem pedir. Exatamente. Eu sou sozinha com três filhos, eu não posso fazer coisa errada. Mentira. Você tem três para cuidar, né? Você vai vacilar, não vai? No tempo do cheque, lembra do tempo do cheque? O canhoto do cheque era tudo anotadinho ali, ó. Entrou
5.000 de salário. Ah, saiu 100 aqui para comprar não sei que 200 para não sei. Anotava tudo. Nunca gastei um centavo a mais. Porque o medo de vir a conta eu não ter como pagar sempre foi maior do que a aventura. Riscos. E você, como é que você lida com isso? Com as minhas finanças? Com correr risco, na verdade, em geral. Concorrer risco. Vixe, depende do que Primeiro que eu já sou artista, né? Então eu já [risadas] eu já escolhi, meu amor. Você da música brasileira, então. Cantora de MPB, trans. Cantora trans. Olha quantas caladas
de risco, de aventura, né? uma baiana que veio se aventurar em São Paulo, estudar em São Paulo, decidiu ser cantora, realmente. E enfim, eu acho que eh o risco, quais riscos, né, também a gente tá falando, porque realmente existe, eu gosto muito quando a Mácuri ela traz eh a gente conversou muito com ela aqui, né, Ju, nessa bancada sobre as matrizes de subjetividade do culturalmente do homem e da mulher. Ela fala que do homem a violência e da mulher é o cuidado, como você tinha colocado. Então é uma vez que a matriz de subjetivação da
mulher é o cuidado nessa conção de cultura, a mulher vai cor e e ela vai correr menos riscos aonde? naquilo que protege sua família, naquilo que protege principalmente a integridade da família, porque a dela mesma, eu não sei se ela tá deixando de correr alguns riscos, porque as mulheres são as mais estupradas, as mulheres eh elas são assassinadas pelos seus maridos, pelos seus companheiros, pelas então quais riscos elas estão deixando de correr? Enfim, eh, eu acho que depende do ponto de vista. Então, no meu caso, eu corro muito risco quando eu escolho ser cantora, por
exemplo, mas eu sou uma pessoa que tenho tentado ter uma saúde financeira melhor por justamente porque assim como você é atriz, a nossa a gente sabe que a gente vive de com a volatilidade muito grande da nossa carreira. Então, hora tem muito trabalho, hora não tem. Imagina se ganha esse sujeito que cujo nem nome eu nem vou mencionar e acaba de novo com a lei ruanê. A quantidade de trabalhos que serão perdidos na área da cultura. Tudo de novo. Tudo de novo. Esse papo de novo. E aí fica com essa história do Dark Hosse. Mas
é dinheiro privado. É dinheiro privado. Quantidade de rou dinheiro roubado do INSS. É dinheiro roubado. Tá, tá mais do que provado já. Isso. E mais do que isso, hein? Mais do que isso, porque agora estão se investigando os desvios de dinheiro de projetos do da prefeitura de São Paulo, que deu, por exemplo, 108 milhões para tal da Karina Gama, que passou dinheiro para uma Empresa dela, que passou paraa outra empresa dela, que botou no filme. Então, assim, é dinheiro público, sim, desviado de outros projetos que deveriam ser feitos e não foram feitos. Agora, essa história
da matriz de subjetividade, da violência, né, que constitui a matriz de subjetividade do homem e os cuidados que constrói o da mulher. Eu achei super legal você falar nisso que me lembrou uma frase que o Lula usou essa semana ou semana no fim de semana, algo assim, que onde ele tava falando eh ele falando assim do Flávio, né, dizendo: "Esse cara já nasceu miliciano, eh, bandido, etc, etc." Ele falou: "E essa gente, essa gente bate em mulher, mata mulher, mata cachorro, mata gato, não quer nem saber ele de uma maneira muito lula de ser, de
falar diretamente com a gente, né? Ele não fala aqui, ele fala aqui com a gente, né? Descreveu exatamente essa construção teórica que você acabou de de descrever, só que de uma maneira super coloquial, né? colocando no concreto quem é essa gente e quem é esse lado de cá, que como ele fez um um programa de combate ao feminicídio que está trabalhando no judiciário inteiro para que os juízes e juízas compreendam o que é uma ação de feminicídio, como deve tratar a vítima, que a vítima é vitimada duas vezes ou três, né? Então existe uma diferença
a Gente fala em todos. Outra coisa que a gente não tá falando muito nessa, eu já vou voltar para nosso assunto, mas eh uma coisa que a gente não tá falando muito. Outro dia tava conversando com o Edu, que trabalha na minha casa, falei, tá falando sobre eleição, tal. Ele falou assim: "Olha, eu lá no meu bairro ninguém vai votar no Bolsonaro." Eu falei: "Mas por quê?" Ele falou assim: "Ju, a quantidade de gente que morreu na minha rua na época da pandemia. E esse homem, minha mãe morreu sem ar, a mãe do Eduas tantas,
700.000 pessoas morreram. A minha rua inteira ficou enlutada porque o vizinho da frente morreu, do lado morreu, o um um um vizinho meu perdeu o pai, 15 dias depois perdeu a mãe. A gente tem um exemplo aqui dentro de casa do ICL. A Bruna, mulher do Rafael Donatielo, perdeu pai. Quer dizer, a gente não pode ter uma memória tão curta assim de esquecer que todos nós sofremos perdas irreparáveis nas nossas vidas por conta de uma má a pandemia foi uma coisa, mas a má administração da a negação, o negacionismo foi um governo genocida. A gente
não pode deixar de falar disso. Ah, ninguém mais aguenta falar de pandemia, mas as pessoas morreram e e essas vidas não voltam mais. E essa experiência prática que a gente teve com o que é um governo de extrema direita não pode ser esquecida com essa facilidade. Sim, né? Não pode não. Mas é o que tá acontecendo. Outra outra pergunta aqui pra gente botar na nossa roda, a pesquisa Quest realizada em agosto Apontou que 63% dos entrevistados estavam pouco ou nada interessados nas eleições. E eu fiquei em pânico quando eu li isso. Vocês estão achando os
brasileiros apáticos nessa eleição? ou nós sempre fomos. Cadê as bandeiras, os adesivos nos carros? É apatia mesmo ou as pessoas estão concentrando agora nesse outro mundo que a gente tá vivendo suas discussões exclusivamente no mundo virtual? Olha, eu acho que eh nas últimas nos últimos cinco dias ou seis eh eu concordaria com isso até cco dias atrás. Isso começou a mudar a coisa de 5 se dias, porque essa discussão toda do Supremo tá sendo instrumentalizada pela extrema direita que conseguiu engajar o seu público. Não vamos esquecer, né? O Flávio, a turma do Flávio prometia fechar
o Supremo com soldado e um cabo. Então o Supremo Tribunal Federal sempre foi o grande inimigo deles, sempre foi. E depois que o Supremo julgou a tentativa de golpe, prendeu os golpistas, se tornou ainda mais o grande inimigo. Então, eh, com essa discussão toda no Supremo que o André Mendonça conseguiu provocar o caos todo, eles conseguiram engajar a militância. Então eles estão tendo mais gente nos seus comícios e ao mesmo tempo o a a campanha do presidente Lula começou a ver os números das pesquisas piorarem e teve um que procola dentro, teve reunião, teve Soco
na mesa, teve briga e a um chamamento. O presidente Lula numa live com militância falou na cara do Edinho Silva, que é o o presidente da campanha, né? O diretor da campanha, não sei nem qual é o título que ele tem, mas eh e falou: "Faltou material, sim, as bandeiras não estão chegando." Você viu isso? As bandeiras não estão chegando, não foi isso? Verônica inclusive teve numa reunião com influenciadores, com o presidente e com a Janja, conta os bastidores pra gente. Oba! a gente acha que nós temos a nossa a nossa responsabilidade em comunicar para
as pessoas eh eh o momento político que a gente vive, mas ao mesmo tempo é isso. Eh, nem sempre a gente tem o subsídio de ter um material, de ter as informações que a gente que seriam bacanas de ser passadas e aí acaba se transformando aquela coisa do cada um fala uma coisa, vira uma bagunça. E aí chegou um momento de da gente se reunir num grupo para chegar num consenso do que deve ser comunicado, de que forma, para quais pessoas, porque a gente sabe que tem uma voz importante, a gente sabe que tem uma
comunidade que tá engajada, que quer saber o que pode fazer, o que não pode fazer. E foi foi bacana ter essa abertura, porque a gente precisa precisa se movimentar, porque o outro lado se movimenta tão bem, articula tão bem e quando chega na nossa vez parece que a gente tá sempre patinando mas tem uma coisa que é importante dizer, por exemplo, se as universidades Com a diversidade de estud com a quantidade de de estudantes, ela pode ser uma instrumento de mudança, ela não é tanto assim, porque ela também é diversa. Eu tô falando uma eleição,
ou seja, você tem gente que volta na direita, porque a universidade ela é diversa. Os cursos de humanas mais esquerdas, cursos de exatas ou sei lá o de administração, medicina. Mas assim, mas assim, apesar de você ter eh nos evangélicos alguns que não eh eh que que não são de direita, a maior parte das instituições evangélicas elas são de direita e elas são aparelhadas pela direita. Então você tem, por exemplo, tô dando um exemplo de um corpo extremamente poderoso no Brasil e que tem o poder de levar massas à rua, que são as igrejas evangélicas
hoje. Elas estão na TV, elas estão no rádio, elas estão dentro da da das casas dos brasileiros e elas estão nos templos, ou seja, as pessoas estão frequentando templos assim lotados. Ou seja, você tem noção do poder que é um pastor eh subir num púlpito, num parlatório. O que que é parlatório? É onde você tem um poder da palavra. Isso que é um púlpito. Ou seja, ele tem um poder da palavra e de induzir aquelas pessoas a voltarem. Por isso que essa movimentação da direita, ela é muito mais rápida, porque ela tem um uma uma
um estrutura, uma e de estrutura muito mais eh poderosa e e concreta do que a esquerda. O que que a esquerda tem? Os sindicatos. Os sindicatos que foram desmobilizados. Isso é e desmontados. as as igrejas de base também que estavam sempre ali junto com com progressista. Por isso que, por exemplo, eu vou eu vou mudar um pouco a ordem das coisas aqui no nosso roteiro. Por isso que é tão importante um encontro presencial como a gente vai ter agora no final de semana, que é o despertar, o nosso evento presencial aqui do ICL. São 4.000
pessoas juntas vibrando, trocando ideia, engajando, ouvindo boa música. discutindo o que que a gente pode fazer, qual é o nosso papel nesse momento histórico que a gente tá vivendo para deixar pras pra próxima agora geração uma perspectiva um pouco melhor de não ter que lidar com o fascismo como a gente já lidou, só que agora vai ser ainda pior, né? Então eu acho que essa reunião que você teve é muito interessante porque mostra que houve uma preocupação, tal, tá dos dois lados, antes tarde do que nunca, porque não pela campanha percebeu que o negócio tá
andando mal e chamou as pessoas para quê? Acertar distribuição de material, de argumentação. Isso já tinha que tá sendo feito há muito tempo. Então, mostrou denota uma zona. O o Eloía e à direita tem as bigte. Exatamente. Do lado dele, aquele exemplo que eu falei do chat GPT, né? Sim. É justamente. Aliás, teve movimentação nas ruas, a gente não pode deixar de falar no último final de semana, né? A rua ainda é uma força de mobilização, vocês acham? Ou ou o nosso posicionamento tem tem que ser mais mesmo na nas vias digitais? Porque tem que
ser as duas coisas juntas. É, porque para mim a questão é o seguinte, a gente só fala nas redes com os nossos iguais, né? Eh, a gente alcança outros eleitores. Como é que a gente vai conseguir alcançar outros eleitores? Vocês acreditam, por exemplo, em virar voto pregando paciência para virar voto? Tenho, eu tenho muita paciência. Eu eu acho que a rua ela não é só ela não é só uma vitrine para para quem não tá no nosso na nossa turma, mas ela também ela é uma um alimento pra gente que tá junto. Então é a
é por isso que a rua é importante, que quando a gente se encontra a gente percebe que existe uma força conjun. Então isso nos alimenta, é isso. Então a rua ela é importante para para nós aqui. E eu acho que ela é muito importante também para mostrar que existe uma força, existe uma alegria, existe um sonho, existe uma perspectiva que a gente exala quando a gente vai pra rua junto nessa união que você tá falando que contamina os indecisos, porque quem vai definir essa eleição são esses que até agora, por incrível que pareça, pelo amor
de Deus, se você tá indeciso, pensa no futuro, pensa na gente, pensa nos seus filhos, seus sobrinhos, pensa que país que você quer. quer em que país Você quer viver, né? Então essa energia que você emana quando você tá todo mundo junto pode sim atingir, contaminar essas pessoas, lembrar, tem gente que nem se lembra que vai ter eleição, por incrível que pareça, que não tá nem aí, né? Que acha que essa eleição não é com ele, não. É uma eleição que esse ano, quer dizer, a gente vai eleger deputado federal, deputado estadual, governador, presidente, vamos
fazer senador, vamos fazer nossas nossa pesquisa. Eu vou nos cargos, tem um cargo que não tem mulher concorrendo, quase não tem, ou se tem, quase não tem chance, como é no caso da da presidência, tem uma candidata da UP, mas não tem não tem chance. Então a gente vai pro voto pelo voto útil e tal, né? Mas assim, eu vou votar sempre que possível em mulheres que tenham que defendam as nossas pautas, que falem a nossa língua, não em qualquer mulher também, porque por exemplo, Júlias Anata é mulher, não vai ser o caso. Mas tem
Sam Bonfim. Tem Sônia Guajara, tem Erica Hilton, tem muita gente, tem Marina Silva. Exatamente. Tem Simone Tabet. Essa dobradinha muito interessado. Sara Zara, nossa companheira aqui que já esteve aqui [risadas] com a gente. Sara Zara. Sara Zara também. Tem muita saudade de você. O programa já acabou, não [risadas] é possível. praticamente a gente ach que a gente tava só aquecendo. Caramba, o programa já acabou. Mas antes nós vamos nós vamos Cantar com a querida Sucena. Qual vai ser a música de hoje? Não fala ainda não, porque esse final de semana, gente, vocês sabem, eu tenho
que lembrar vocês que nós vamos ter o evento mais esperado do ano aqui no ICL, que é o Despertar. Vai ser muito legal. Eloía Vilela estará lá. Verônica Fina, boa, maravilhosa, estará lá. Eu estarei duas vezes. Você estará duas vezes. Vai cantar no sábado, vai fazer um show. E no domingo temos uma mesa do Precisamos Conversar. Junto com a gente estará a nossa querida convidada Milly Lacombe. Vamos debater muito sobre essa apatia eleitoral, sobre eleições, sobre outros temas super importantes. Vamos, vai ter Maria da Penha. Vai ter Maria da Penha, vai ter Marcelo Adnê, vai
terão, Marilena X. Maria foi minha professora. Ai que chique. Ela é chique meu amor. Vai ter Luís Antônio. Sim. [risadas] Vai ter quem? Maria tanta Mary Ali, filha do Mohamed Ali, que vai tá aqui dando uma palestra. Vai tá chique. Vai tá super chique. E falta você quiser estar participar desse evento presencial com a gente, vai ter bateria da Vai Vai, meu amor. Vai ter. Mas que horas começa? Me explica aí porque eu tô pensando em ir mais cedo agora. Não, meu amor, eu [risadas] vou te contar tudo. Vão, vai ser agora sábado e domingo,
dia 19 e 20 de setembro, no espaço Vibra. Garanta seu ingresso no Qcode abaixo. Ainda tem pouquíssimos ingressos, então corre, Corre para não perder. Nós estaremos lá todas juntas. Bom, até a semana que vem. Elô, eh, quando eu fiquei aqui lembrando da sua trajetória profissional que eu sou, eu te acompanho a minha da minha praticamente a minha vida toda e eu quando eu me lembro de você fazendo as lives lá de Nova York no Alô Elô, eu fico muito emocionada porque ali era um sonho, era um embrião, era um sonho. O ICL ainda, o ICL
nem existia e de lá para cá tanta coisa aconteceu, né? E você sempre firme com a gente. Eu sou muito sua fã e quero te agradecer em nome de toda a equipe do ICL pelo seu comprometimento, pelo seu profissionalismo, tá o tempo todo no ar, é uma incansável batalhadora, é uma é uma, como é que eu vou dizer? Ela é de um, ela é um exército de uma pessoa só [risadas] que consegue fazer milagre aqui no canal. Então, pra gente é um orgulho e uma alegria ter você. Por isso que eu me emociono tanto falar
com você. Obig. Deixa eu te falar uma coisa que é muito, muito séria para quem tem tantos anos de estrada como eu tenho, né? O ICL é a minha casa. Eu me encontrei no ICL porque o que o ICL faz era o que eu sempre quis fazer quando eu entrei no jornalismo. Eu entrei no jornalismo no final da ditadura militar porque eu queria fazer diferença. Eu achava que eu podia fazer alguma diferença no no mundo, no Brasil. E o jornalismo tem esse papel. E eu trabalhei a vida inteira para chegar nesse ponto e finalmente poder
juntar o que eu penso Com o lugar onde eu trabalho. Então para mim, eu acho que é por isso que eu tô de manhã, de tarde, porque ele me enche de energia trabalhar dessa maneira me alimenta, eu saio, eu vou embora para casa, eu não vou vazia, eu vou cheia, entende? Então eu tô tô super em casa. Obrigada, viu? Então deixa eu [risadas] deixa eu te dar uma notícia. Você faz, se você queria fazer a diferença, saiba que você faz a diferença na vida de cada um que nos assiste. Muito obrigada, viu? Então, agora semana
que vem tem mais. A gente espera vocês no despertar. E agora, claro, para encerrar com chave de ouro, a Sucena canta. Essa música é de arrepiar. Vamos lá. Não vou dizer qual é, não. Vocês vão descobrir em minutos. Vamos lá, concentração, que essa é bonita, pai. Afasta de mim esse cálice, pai. Afasta de mim esse cálice, pai. Afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue. Pai, afasta de mim esse cálice. Pai, afasta de mim esse cálice. Afasta de mim esse cálice. E vinho tinto de sangue, como beber dessa bebida amarga, tragar a dor,
engolir a labuta. Mesmo calada a boca resta o peito. Silêncio na cidade não se escuta. De que me vale ser filho da santa? Melhor seria ser filho da outra. Outra realidade menos morta. Tanta mentira, tanta força bruta, pai maravilhosa. [aplausos] Um beijo, até a semana que vem. Em 2024 e 2025, mais de 4.000 pessoas lotaram essa casa para assistir o Despertar, o evento que o ICL faz todos os anos com os maiores [música] influenciadores, pensadores, intelectuais e seres humanos que inspiram milhões de pessoas no mundo inteiro. Esse ano [música] vai ser ainda maior e a
gente queria convidar você para fazer parte. E vem 19 e 20 de setembro tá junto com a gente compartilhar [música] essa energia e construir um mundo muito melhor. Acesse despertar2026.com.br BR e garanta seu ingresso. S. [música] [música] [música]