[Música] Olá bem-vindos e bem-vindos a segunda edição da semana do fundamental 2 esse evento da gerência de anos finais da sme do Rio de Janeiro e esse ano o nosso tema são os territórios educativos a nossa transmissão está sendo realizada pelo YouTube da Multi Rio eu sou Cleiton motas professor de matemática e assistente na gerência de outros finais eu sou licenciado pela UERJ tenho mestrado em matemática pela UFF agora sou doutorando pela UFRJ a nossa roda de hoje é que eu vou estar fazendo a mediação se chama o desafio do ensino das Matemáticas no Fundamental
2 para começar nossa conversa eu convido a Cristiane Chica é Cristiane é mestre em ciências pela escola de comunicação e arte da USP especialista em tecnologias da educação pela PUC do Rio Grande do Sul e licenciada e bacharelado em matemática pela boca de São Paulo ela possui experiência de 27 anos na área de educação em especial uma informação de professores de matemática e a coautora de livros e materiais para professores e estudantes de matemática está como diretora de Educação do grupo mathema bem-vindo a Cristiane Olá é um prazer estar aqui com vocês agradeço imensamente essa
oportunidade para falarmos sobre daquilo que a gente mais gosta né Cleiton matemática obrigada pelo convite espero que a gente tenha uma boa roda de conversa acredito que vamos ter sim Cristiane Obrigado bom e também eu vou chamar agora a Tamires de purificação baiana professora de matemática pesquisadora da educação financeira e relações éticas raciais licenciado em matemática pela Universidade Federal da Bahia mestre doutorando em ensino da matemática pelo programa de pós-graduação ensino da matemática o tema UFRJ e atualmente atua na rede privada do Rio de Janeiro e na gestão da Sociedade Brasileira de educação matemática a
sbm Regional do Rio de Janeiro seja bem-vindo você também Oi boa tarde um prazer estar aqui com vocês e espero que essa roda seja bem produtivo bem divertida também para falar sobre as matemáticas que a gente acredita em trocar um pouco com esse pessoal que também gosta de matemática assim como a gente obrigado obrigado pela sua presença bom então a gente está falando aqui hoje para uma rede que é a maior rede da América Latina é especialmente para os professores de matemática então para começar eu vou perguntar para Cristiane é o nome o título da
nossa mesa é o desafio do ensino das Matemáticas no Fundamental 2 O que que você tem para falar um pouquinho para gente sobre isso por favor puxa é um tema amplo né gente é um tema complexo acho que dá para a gente falar alguns dos grandes desafios né Se a gente for pensar sobre aprendizagem de matemática nós temos aí os dados que não colaboram muito né para um trabalho que tenha tido tanto êxito nós temos hoje apenas 15% dos Estudantes brasileiros saindo do Ensino Fundamental dos anos finais com ensino adequado né são os dados aí
do saeb de 2021 nós sabemos que desses 15% só dois por cento dos nossos alunos chegam no nível De proficiência avançado então nós temos aí muita muito trabalho pela frente muitos desafios mas eu quero dizer que pensando nos desafios eu considero importante falar de alguns deles aqui Mas eu sou da turma do otimismo sabe eu gosto muito de falar daquilo que eu acho que é muito possível né de alguém que confia na educação que confia na potencialidade e de que ela pode de fato transformar vidas Então eu queria falar eu acho que é Um Desafio
um grande desafio que a gente tem é conquistar esses alunos para matemática é mudar um pouco a crença né de que só alguns parecem que podem aprender matemática e romper essas crenças ou romper essa mentalidade fixa que vai se acumulando no estudante ao longo dos anos na escola é importante porque muitas vezes essas crenças paralisam Os estudantes para aprender matemática né então a gente entende e Aposta que todas as pessoas pessoas podem aprender matemática né que os nossos cérebros são plásticos o suficiente de uma plasticidade insuficiente que nos permite né através de boas experiências aprender
cada vez mais portanto é preciso pensar como é que eu vou mudando e atuando para romper ou até para prevenir que algumas dessas crenças estejam instauradas quando se fala de matemática então é comum que a gente veja por exemplo os alunos chegando na escola e pensando na aula de matemática ai não vale a pena eu gastar muito tempo fazendo isso não não sei a solução e se ele não encontra rapidamente a solução ele já acha que não sabe fazer porque nós temos uma crença que ser bom de matemática é rápido interagiu né É como se
agilidade fosse um troféu para esse estudante e a gente sabe que pensar matemáticamente não quer dizer ter agilidade matemática né A questão a relação do Estudante com o erro por exemplo é comum algumas crenças do tipo Ai se eu errei eu devo desistir ou eu preciso apagar e começar tudo de novo porque não adianta entender o porquê do erro quer dizer essa relação ela precisa ser fortificada não eu posso aprender a partir do erro o erro me ajuda né a criar novas conexões novas sinapses que me permitem pensar a respeito dele aprender ou então crenças
do tipo que só tem um jeito certo de resolver determinadas coisas em matemática então eu vou resolver um problema embora possa ser um problema que admita várias soluções os alunos Os estudantes ainda pensam que há uma maneira certa a um único jeito de se fazer Então veja romper essas crenças significa trazer uma matemática né que não seja uma matemática limitante mas uma matemática que permita desenvolver uma mentalidade que a gente chama uma mentalidade de crescimento então algumas alguns pesquisadores como a John booler né tem trazido muito essa discussão sobre como é que a gente vai
criando uma mentalidade que permita aos estudantes se engajar e aprender matemática e a gente sabe que a combinação de dois grandes duas grandes ações tem Grande compacto significa trazer a resolução de problemas como um grande foco para o trabalho da matemática e a comunicação ou seja tentar implementar na sala um trabalho que favoreça muito a discussão o trabalho em duplas o trabalho em grupos análise de soluções a investigação a gente poder trazer problemas que sejam mais motivadores que favoreçam portanto um envolvimento dos Estudantes para pensar matemática toda vez que a gente traz para sala de
aula a voz do aluno permitir ou garantir espaços onde eles possam trocar opiniões argumentar em favor das ideias refletir sobre como ele pensou como Ele registrou como ele representou automaticamente as suas descobertas sentir-se valorizado porque ele tem outros interlocutores certamente a gente vai conseguindo mudar um pouquinho esse mindset de pensar nesta matemática que é só para uns que é para poucos que eu preciso ser rápido então esse é um trabalho que a gente sabe que exige tempo exige esforço exige dedicação exige um bom planejamento para ir mudando essa relação dos Estudantes com a matemática Então
eu penso que um grande desafio um dos grandes desafios para pensar o ensino de matemática essa mudança da relação do aluno com a esse componente curricular né hoje a gente tem muitas pesquisas que falam sobre ansiedade que as aulas de matemática causam aí para os estudantes Então acho que esse talvez fosse aí um dos grandes desafios principalmente para os professores dos anos finais né do fundamental 2 uma vez que eles pegam os alunos já vindo aí com uma trajetória de aprendizagem de matemática que a gente tem já alguma vivência se você me permite que vai
trazer mais um ponto que eu considero assim um desafio algo bastante importante que talvez se relacione um pouquinho com isso que eu esteja falando estejam à vontade para comentar e comigo um pouquinho desses desafios também né eu acho que uma outra situação que é bem importante quando a gente fala sobre os desafios da Matemática é pensar um pouquinho o lugar da aula de matemática né é essa aula que precisa ser um encontro único um espaço bastante produtivo de aprendizagem é olhar às vezes esse espaço como um segundo educador né então quando a gente fala de
aprender matemática em todas as etapas da escola a gente tá falando de criar um ambiente onde os alunos possam trocar e aprender junto e às vezes uma mudança física simples na sala de aula de colocar por exemplo os alunos em U pode mudar muita coisa dentro da sala de aula porque um vai ouvir outro um vai falar e escutar a respeito do outro né então quando a gente pensa num espaço a gente está pensando em algo que seja feito criar um ambiente intencional um ambiente que possa acolher seduzir deixar portanto esses alunos aí confortáveis para
participar de uma atividade que foi claramente ali atribuída né a ele então trazer por exemplo os alunos para trabalhar mais em grupo também é muito potente então quando a gente articula né E quando a gente fala de trabalhar em grupo a gente não tá falando de fazer um agrupamento simples a gente está falando de ter uma estratégia que seja potente para aprendizagem né onde de fato eles possam tomar decisões juntos discutir a respeito da tarefa né é trabalhar para chegar a uma a solução a ter um produto ali então quando eu coloco os alunos no
ambiente onde eles né são autoridade para resolver trabalhar junto organizar o seu trabalho a gente também tem uma uma grande potência aí então acho que a gente tem que pensar um pouquinho mais nos recursos na forma e na gestão para trazer estes alunos para pensar matemáticamente dentro da sala de aula então se a gente pensar um pouco em ajudar a quebrar essas crenças que é um grande desafio e pensar numa aula que traga esses alunos para trabalhar junto discutir boas tarefas e bons problemas a gente vai estar contribuindo bastante para uma aula que seja bastante
produtiva né então a gente acho que seriam Aí talvez uns dois grandes desafios um do ponto de vista né de trazer os alunos e o outro da gente organizar muito essas experiências pelas quais os alunos podem passar nas aulas de matemática e variando os recursos que a gente possa ter né então como é que eu posso engajar um aluno trazendo por exemplo é a discussão a partir de um jogo que eles estejam envolvidos numa situação de aprendizagem como é que a gente pode problematizar a partir do jogo um conceito matemático como é que eu posso
propiciar uma atividade onde os alunos se comunicam matemáticamente então eu gosto muito de dizer que quando a gente pensa ali o ensino de matemática a base Nacional como um curricular traz para a gente quatro processos que elas dizem como processos que possam de fato ser formas privilegiadas de se aprender matemática né é a resolução de problemas como um processo matemático muito importante como uma forma privilegiada de aprender matemática e quando a gente fala de resolução de problemas a gente está falando de colocar os alunos em problemas que tenham significado e sentido para eles aonde eu
preciso desenvolver estratégias executar um plano testar hipóteses levantar possíveis hipóteses checar fazer com gejeturas analisar refutar verificar novas possibilidades né concluir desenvolver os alunos ciclo cognitivo que permitam a eles pensar matematicamente isso não é Um Desafio simples porque nós temos aqui os nossos a maioria dos nossos estudantes muito voltados a querer respostas prontas né a querer saber como é que resolve isso e quando você me coloca numa situação onde eu tenho que elaborar uma estratégia discutir com o meu amigo representar organizar apresentar falar sobre é complexo mudar né essa organização da sala de aula Isso
é Um Desafio principalmente para os adolescentes mas é um processo importante uma forma privilegiada de aprender e a investigação então uma resolução de problemas segundo é trazer a investigação a investigação nesse sentido de que eu tenho um grande problema para resolver e eu vou ter que buscar formas de organizar investigar é trazer né diferentes formas de resolução para essa situação os projetos são formas privilegiadas de se pensar matemática e é uma forma de envolver de engajar Os estudantes quantos projetos relacionados à vida cotidiana o seu entorno que a matemática pode trazer e A modelagem matemática
também como um grande processo de pensar matematicamente quer dizer quando a gente fala de aprender matemática a gente está falando de aprender um modo de pensar né é o modelo matemático que me permite resolver este problema é um conjunto de problemas semelhantes a esse Então se a gente for falar de um grande desafio aqui para a gente pensar matemática eu pensaria também que é incorporar nas nossas práticas talvez aí um pouco mais dessas formas privilegiadas de aprender a matemática acho que eu vou parar por aqui que senão vou ficar falando aí muitas muitas ideias mas
são algumas acho que das grandes questões que a gente tem em relação ao Trabalho com matemática na escola trazendo alguns pontos da sua sala aqui que me chamando atenção você falou ali no comecinho das crenças né de que algumas crianças que a gente tem ainda na matemática onde que a matemática é para poucos privilegiados a questão de que a matemática também é uma coisa nata então não tem nada a ver com força né não tem nada a ver com a dedicação né um outro ponto que eu achei muito interessante você falou das formas de resoluções
de problema né e o título da nossa da nossa roda aqui já trouxe um pouco disso um pouco de foi um pouco tendencioso já falando do ensino das Matemáticas né do Ensino Fundamental 2 né então agora aproveitando esse link eu vou agora dar a palavra para Tamires então Tamires é que você pode trazer para a gente então nessa conversa por favor elementos para conversa assim para a gente pensar essa questão de como os estudantes vem a matemática e como que a gente enquanto o professor né professora a gente pode estar contribuindo para mudar esse Imaginário
né que é muito subjetivo o emocional ele pesa muito na hora no momento da aprendizagem então muitas vezes essa questão do erro como ela falou o estudante ele erra e ele acha que ele não vai acertar nunca assim então esses são fatores que a gente precisa estar sempre atento na sala de aula e construir um espaço confortável de que seja leve que os estudantes eles são são capazes também de desenvolver essas habilidades para falar e principalmente de ver que a matemática não é algo duro engessado né que foi criado por uma pessoa ou criado que
tem muita ideia né nasceu na Grécia é uma ciência dura poucas pessoas aprendem quando na verdade não existem dados que que anteriormente a isso já não tive Egito já tinham né a construção das pirâmides enfim vários conhecimentos que a gente pode estar trazendo para nossa sala de aula também para levar a história da matemática para inspirar os estudantes e falar né E aí inclusive questionar hoje hoje a gente estuda aquilo que já foi feito anteriormente mas será que hoje nós também inclusive aqui na sala de aula nessa ideia da investigação que ela falou a gente
não consegue também estar fazendo dando o primeiro passo para as construções futuras né as conjecturas futuras é as modelagens futuras da matemática ou por exemplo hoje tá muito no áudio a questão da tecnologia então assim os nossos estudantes que estão com a gente hoje são os que futuramente vontade desenvolvendo os softwares né as grandes tecnologias grandes aplicativos e Tudo começa com a investigação com essa ideia com a curiosidade então levar esse espírito para sala de aula né de que é possível ter uma curiosidade e desenvolver algo para resolver um problema social ou para resolver alguma
questão e você transformar Isso numa fórmula ou numa modelagem né criar uma situação problema e aí futuramente se tornar algo maior né trazendo a tecnologia ou trazendo outras formas de desenvolvimento também então sempre esse primeiro passo assim e aí eu acho que um grande desafio é né que a gente sonha muito na sala de aula e às vezes isso também é podado porque os estudantes no início quando sai quando estão nos anos iniciais chegam a sala de aula Ela é muito divertida tem brincadeira tem várias coisas e quando a gente vai caminhando para o ensino
para os anos finais e já encaminhando eles para o ensino médio a gente fala você tem que se comportar você tem que ser adolescente você tem que ter postura de ensino médio e às vezes a forma que a gente fala isso a gente poda esse sonho desses jovens também E aí né você tem que fazer a fórmula tem que aprender como é que faz resolve essa equação essas coisas e a gente acaba podando né não dá esse espaço da criatividade ou então às vezes também a gente subestima Os estudantes e acha que ah não vou
levar uma massa uma massinha de modelar para sala de aula porque eles estão usando os sinais já são sérios tem que fazer atividades mais duras mas às vezes o que essa criança precisa é esse estímulo desse processo criativo né esse jovem esse pré-adolescente e adolescente precisa desse estímulo para justamente conseguir formular de uma forma mais mais algébrica por exemplo então assim atividades lúdicas ou atividades que a gente utiliza em material concreto como sólidos geométricos feitos com canudos por exemplo ou usando Jujuba ou usando essas coisas que a gente consegue levar uma ludicidade inclusive desenvolver mais
esse processo criativo assim então eu acho que o desafio é a gente se desafiar também né a sair dessa caixinha de que tem que estar lá na sala de aula só usando a caneta né escrevendo na lousa e tal Às vezes a gente pode fazer como a Cristiane falou fazer uma roda ou fazer alguma coisa e falar hoje vou não sei vou colocar uma música vocês vão eu vou passar um filme e esse filme vocês vão ter que ver o processo criativo algum relacionado a investigação que foi feita e como que a gente por exemplo
poderia fazer uma investigação das equações das equações do primeiro grau então levar algo que é fora da matemática Para justamente inspirar algo que a gente quer ver relacionado a matemática assim então eu eu acho que são coisas que a gente pode né e pensando para ajudar sim e sobretudo pensar o que que a gente né enquanto formadores O que que a gente forma nossos estudantes a gente não forma só para matemática a gente forma para a vida como que a gente vai encaminhar esse estudante para o ensino médio então é um estudante que não tem
sonhos que vê não pensa na educação como algo que pode ajudar na própria vida só pensa Vai vai ter uma profissão futuramente mas o que que vem junto com essa formação então às vezes o estudante ele chega na escola com vários problemas da família a gente sabe né Qual é a realidade brasileira Qual é a realidade da desigualdade Às vezes a criança não tem dinheiro enfim a família não tem E aí tem vários problemas não consegue comprar material não consegue várias coisas então a única a última coisa que essa que esse jovem vai pensar é
estudar em casa ou enfim ou fazer algo que vai resolver uma atividade enfim tem muitos problemas que afetam nessa nesse desenvolvimento né da aprendizagem Mas como que a gente enquanto formadores na sala de aula nesse chão da escola como que a gente consegue fazer essa transformação ali assim ou pelo menos mostrar esse caminho de possibilidades né de que tem mais escritora chamar manda aquela fala do perigo de uma história única então às vezes a gente acha que né um estudante ele vem de uma família que infelizmente não é bem estruturada ou que tem vários problemas
o único caminho para esses jovens seria só um resultado que seria que futuramente a gente dizer que virou uma estatística que não foi uma estatística positiva então não a gente precisa acreditar de que é possível romper com isso assim é possível construir novas perspectivas novas possibilidades e dizer para esse jovem que você pode sonhar você pode no ensino médio Você pode ter uma profissão você pode fazer outras coisas Então como que a gente consegue estar né contribuindo e inclusive levando a própria matemática como esse lugar de problematizar né dados sociais então levar gráficos para sala
de aula levar tabelas que falem da desigualdade por exemplo Como que o salário mínimo não dá conta de né a gente pensa na educação financeira que é a hora que eu gosto muito como que não dá conta não acompanha o desenvolvimento do salário mínimo não acompanha a cesta básica Mas como que a gente consegue de certa forma né equilibrar isso assim então tem um olhar crítico né ir ao mercado vai comprar né aquilo que vai comprar se vai render mais se vai comprar só pelo preço ou só pela qualidade também porque às vezes a pessoa
acha que ela vai pagar mais barato mas na verdade vai ser um produto que ela poderia ter pago né Um Valor diferente pela qualidade melhor E aí conseguia economizar nesse sentido da qualidade e não só do preço Então são estímulos e né e discussões que a gente pode ir levando para sala de aula também para inspirar esses jovens para ver a matemática de uma outra forma e inclusive de saber que a matemática ela não é neutra tenho a gente pode sim pensar é utilizar da matemática para discutir por exemplo a desigualdade né do salários entre
homens e mulheres e de ver como a gente precisa avançar nisso nessa questão do gênero como a gente infelizmente tem agora a gente está no mesmo orgulho né LGBT como ainda o Brasil é um país que tem muito homofobia tem pessoas que morrem que sofrem discriminação simplesmente pela né a forma que ela se relaciona então assim são instrumentos e são discussões importantes que às vezes os próprios estudantes trazem para a gente então a matemática e a sala de aula da Matemática tem que ser um espaço de construção do respeito então assim como que a gente
consegue discutir levar essas discussões para que os eles saibam que eles vão convivência em sociedade né seja no ensino médio ou quando terminar a escola e que a matemática ela pode ser nesses dados eles devem ser interpretados para uma avanço Então quais são as políticas públicas que podem ser desenvolvidas em torno disso então futuramente quando vierem a trabalhar enfim e quais são como que a gente pode ver o mundo de uma forma melhor assim um espaço mais coletivo Eu só queria falar também com grande desafio é que os últimos anos a gente saiu da pandemia
Então a gente tem visto muito isso então esses jovens que a gente está mandando dos anos finais para o ensino médio muitos estão tem uma lacuna né assim de conteúdos muito básicos então o papel de né da gente nas aulas conseguir também reforçar certos conteúdos né frações números inteiros vários conteúdos né que são operações com números racionais no geral enfim Então como que a gente consegue também em algum momento né nesse currículo trazer algo que vai ajudar nesse conteúdo e não só passar uma lista de exercício Mas como que a gente consegue fazer uma atividade
seja utilizando o material concreto cortado mando pedir para fazer frações porque assim ajuda nesse desenvolvimento da abstração que vai ajudar a desenvolver esse cálculo nessa essa conta eu aqui aquele conteúdo que não foi muito bem preenchido Então para que chegar para quando chegar no ensino médio que vieram os conteúdos mais complexos né da matemática que esse estudante consiga ter menos dificuldade assim a gente sabe que ainda a gente ainda vai passar uns anos com esse desafio de suprir né Essa essa lacuna que já existia antes como a Cristiane trouxe os dados dessa época mas hoje
a gente tem uma lacuna muito grande ainda assim então botando o pé no chão saber que é uma realidade infelizmente mas que a gente consegue avançar então por exemplo ter esse evento aqui de falar como Quais são os desafios que né que a gente conta o professor professores a gente pode estar refletindo porque também refletir a nossa prática é uma é uma forma de se Reinventar de continuar trazendo os elementos que são necessários para sala de aula e a última coisa que eu queria falar é que também é algo que ajuda nas aulas também além
da história que eu já falei mas existem elementos da cultura brasileira que podem ser adicionadas então existe a lei né desde 1639 que fala do ensino cultural da história afro-brasileira então por exemplo como que a gente traz elementos da capoeira traz elementos da Roda do Samba como que a gente traz esses elementos para pensar na nossa aula então a gente está no Rio de Janeiro que é um dos estados que o carnaval ele produz muitos dados né então assim o processo de desenvolvimento das Fantasias o processo de desenvolvimento né até a parte financeira também então
olhar para esses dados como que a gente traz isso para motivar os estudantes então o movimento que é feito né A geometria quando você tem um giro eu posso olhar para isso pensar uma parábola enfim é desafiar mesmo é difícil a gente sabe a pessoa que trabalha 20 40 horas a gente não consegue estar desenvolvendo planos né todos os dias enfim mas assim é importante Existem várias pesquisadores e pessoas que estão produzindo material já planejamentos para professores nesse sentido para que a gente consiga estar pregando esse material também estudando e aplicando na sala de aula
então se desafiando a fazer com que a aula ela leve essa matemática para mais motivada né estudante ele consiga ver de uma forma diferente assim saber que existem várias matemáticas que a matemática não é uma só na só aquela que a ideia da ciência que acham que é só certo os corpos e certas pessoas que têm o perfil para estudar e é isso obrigado obrigado Tamires Nossa adorei gostei muito da sua fala né é ali para fazer um ponto quando você falou que a gente que os alunos passam 200 iniciais para os anos finais e
ali esse problema que é um problema que já existe ele se agrava né a gente tem aquela a professora dos anos iniciais que trabalha com material concreto que traz a geometria literalmente na mão dos alunos e quando a gente vai para os anos finais ali no sexto ano no sétimo ano isso já não existe né então acho que cabe aí o professor de matemática refletir pensar um pouco em relação a isso o que que ele pode trazer né você falou bastante também da ligação da geometria com áudio para que eu particularmente amo né Então acho
que é álgebra que é realmente o ponto chave da dificuldade a álgebra é abstração que a geometria pode criar a parte que os alunos até gostam mais da geometria ela pode vir para complementar e ajudar ainda álgebra e essa abstração achei que foi ótimo gostei bastante da sua fala Nossa eu adorei também essa essa conversa aqui acho que vamos todos sair daqui né mas nutridos para refletir que acho que a ideia é bem essa é eu acho muito interessante né a gente olhar para matemática visual e para matemática a manipulativa né porque a gente sabe
que o cérebro aprende com estímulos que são visuais né o visual é muito importante né ou você manipular é importante então toda vez que a gente conseguir pensar toda vez que for possível né propor uma atividade que seja desafiadora porque tem que ter um grau de desafio que me faça querer pensar mas precisa ser um desafio que seja acessível e que me permita representar de múltiplas formas né Não só é com Lápis e Papel mas uma representação que seja visual que seja a escrita em palavras que seja a criar um modelo né que seja com
os palitos com os Canudos com as tampinhas quer dizer é isso traz sentido e significado para quem tá pensando né E vai gerando aquilo que a gente entende que é importante em matemática é ganhar alto confiança a resiliência né que se a gente conseguir isso dos alunos a gente já tem aí um bom caminho andado né E só me trouxe também aqui esse olhar né para o currículo de matemática que é um currículo denso a gente tem muita coisa para aprender e trabalhar em matemática né mas eu penso que como é a gente falou um
pouquinho aqui eu acho que tem uma coisa que é bem importante que eu acho que vale muito a pena a gente falar que é a gente também A Tamires falou um pouquinho né da desse período pós pandemia que é o trabalho de recomposição de aprendizagens que a gente também saber entender aquilo que é muito estruturante na área aquilo que é extremamente importante e que vai ajudar os alunos avançar de um ano para o outro né E se a gente conseguir organizar este currículo de modo a estabelecer mais conexões eu facilito a aprendizagem e ganho em
tempo então pensar como é que eu posso ensinar e trabalhar números decimais operações com os decimais ao mesmo tempo que eu tô trabalhando medidas de comprimento área perímetro por exemplo medida de superfície eu não trabalho em caixinha separadas eu posso trabalhar fazendo articulações E aí eu ganho em termos de desenvolvimento de habilidades como é que eu posso fazer para trabalhar números inteiros e ao mesmo tempo trabalhar com os gráficos da realidade real porque que eu não trabalho ao mesmo tempo estatística e ao mesmo tempo leitura comparação reta numérica em número com os números inteiros então
propiciar conexões dentro da matemática também é importante para fazer a gente tirar a matemática daquele engessadinho aonde uma coisa Termina depois vem a outra depois é um desafio para a gente pensar porque de modo Gerais vem sempre muito nessa nessa toada Mas nós somos professores nós somos professores brasileiros ainda nossa capacidade de criar e inventar é muito grande eu acho que aqui é um grande desafio para a gente poder sair um pouquinho dessa estrutura tão segmentada e buscar mais conexões dentro da matemática e fora da matemática também né porque nós temos aí muitas matemáticas possíveis
a gente tem ainda um pouquinho de tempo então acho que talvez mais cinco minutinhos para cada um eu preparei então duas perguntas né uma para Cristiane uma pra Tamires Então Cris nós já falamos sobre os desafios da Matemática é os antigos e agora os novos com a pandemia Então eu queria saber o quanto disso tem a ver com a formação de professores e como é que a formação continuada ela vem para superar esses desafios maior parte da minha trajetória profissional foi pensando né em formação de professores então no matema a gente trabalha com este foco
né Pensa na formação de professores porque nós sabemos por meio de diversos estudos que o professor é a variável que mais impacta na aprendizagem dos alunos em sala de aula Portanto o professor a peça chave ou professora é extremamente importante e como qualquer outra profissão a gente precisa ter formação contínua para ir olhando né os alunos de hoje não são mais os alunos que a gente trabalhava anos atrás né e é preciso cada vez mais conhecer na formação eu acho que é um momento rico onde a gente discute como é que este aluno hoje prende
né ampliar e conhecer como este aluno aprende hoje a gente tem aí as neurociências trazendo tanta coisa para pensar né sobre este cérebro que aprende com que intensidade como é que se dá o trabalho né como é que as memórias se criam Enfim acho que a formação é o movimento onde a gente amplia o repertório de práticas para pensar sala de aula a gente acredita muito numa formação para prática uma formação onde o professor mergulha na sala de aula entende as principais dificuldades dos Estudantes traz para o grupo para discutir porque tem outra coisa que
é essencial na formação é um momento onde a gente não está mais sozinho onde junto com outro eu posso aprender junto eu posso trocar informações parece que não mas a docência ela é muito solitária sou eu meus alunos dentro da sala de aula e quando eu tenho outros pares para discutir para trabalhar e quando a gente fala de uma formação voltada para prática da sala de aula é vivenciar na formação processos que me permitam refletir e levar para minha sala testar ver o que dá certo o que não dá trazer os registros dos alunos para
a gente discutir a respeito Daqui aonde é que estão os grandes impasses é pensar e atualizar as nossas formas né de trabalho então eu a gente entende né que essa formação Ela é Rica ela é potente ela precisa acontecer vai acontecer no chão da escola e entre os estudantes Então acho que vale muito a pena né a gente investiu tempo inteiro em formação né porque a formação é um movimento contínuo daquele que sim Quieta e que quer buscar soluções para garantir a aprendizagens dos nossos estudantes e não tem outra via se não for via formação
continuada é o nosso momento ali é um momento professor né é um momento de discussão plena Então acho que é há muito que se pensar e fazer sobre formação no país né mas acho que o Rio de Janeiro em especial tem aí um trabalho brilhante com formação né o tempo inteiro os professores se encontram discutir produzem juntos refletem e esse movimento é essencial para que a gente possa garantir a qualidade e o avanço do Trabalho em sala de aula obrigado e Tamires Então você falou da Lei 10.639 Então eu tenho uma pergunta para você né
a gente tem essa lei né que é uma lei não é para ser discutida né ela precisa ser cumprida mas para os professores de matemática você acha que essa lei ela ela é mais um Desafio ou você acha que ela vem para para ajudar a superar os desafios que a gente já falou aqui eu acho que vem mais para ajudar a superar os desafios assim acentuada que trazer para realidade aquilo que a gente tem na sala de aula de associar de que a escola e de que a educação né como tudo não é uma bolha
da sociedade assim a gente como eu falei ela não a educação não é neutra né existe uma realidade existe a gente atuando dentro disso E se a gente pensa né na sociedade então na construção da história do Brasil em algo descolado a escola descolada disso e que hoje a gente vive né os impactos e a realidade disso a gente não avança então a gente precisa trazer observar que a escola ela tá dentro disso a escola ela tá dentro da sociedade então os desafios que a gente tem na escola né dos Estudantes que não tem motivação
ou como eu falei anteriormente Os estudantes que tem algum problema da estrutura familiar então muito é dessa formação Então quais são as mazelas que né que eram se escravocrata deixou no Brasil então a gente vem com leis para poder né afirmativas para tentar de certa forma transformar Inclusive a forma que é que a gente olha para a história então como eu falei tem uma parte da história né da matemática que vem lá antes da Grécia antes do antigo Egito e se a gente traz essas potencialidades ou se a gente olha para o quilombo vê como
que os quilombos se organizam vê e não olhar para tudo isso de uma forma folclórica mas a própria Constituição da história do Brasil Então a gente tem como eu falei a história do samba né a história do de como a matemática ela se desenvolve em determinados ambientes né como os quilombos como com as pessoas indígenas e como também nas próprias periferias então é olhar para os nossos estudantes também quais são as potencialidades que esses estudantes já possuem então tem estudantes que desenvolvem coisas extremamente absurdas um papel uma tesoura vamos fazer várias coisas alguns não tanto
mas se você colocar uma música e pedir para ela fazer um passinho e falar de ritmo você pega esse ritmo e fala de fração você fala de várias coisas né da marcação do tempo é isso é matemática então é a gente olhar para isso de como uma existência como algo que já existe como que a gente traz isso para sala de aula então como você falou a ler ela é obrigatório a gente precisa ser desafiar pensar como que a gente como eu falei também antes da capoeira mas também não só isso não só música Não
só isso Mas quais cientistas também que a gente não conhece a história Então tem um filme que a estrelas além do tempo que conta a história de mulheres negras né três mulheres que elas desenvolviam os cálculos para NASA Então essas crianças elas veem essas referências como mulheres que existiram e histórias que não são contadas ou seja histórias muitas vezes olham para as pessoas negras só como um lugar de dois sofrimento quando na verdade existe toda uma história por trás existe uma potencialidade existe uma resistência uma Consciência em diversas lugares Então a gente tem assim como
pessoas não negras também se desenvolvem então a gente precisa tirar dessa Imaginário desses estudantes esse lugar de inferioridade e colocar como é por é um lugar possível para todo mundo então ter uma lei que fale dessa obrigatoriaidade para que conte a história de uma de forma ressignificada é importante para a gente ter esse avanço também na subjetividade né na forma que existe esses estudantes vão vão se ver mesmo assim autoestima né a gente tá falando quando eu falei dos sonhos os sonhos a gente toca a autoestima também então se eu olha se eu vejo no
jornal Se Liga a televisão só vejo falando que no meu bairro é morreu morreram pessoas aconteceu né teve invasão enfim da polícia ou teve troca de tiro enfim essas coisas qual imaginaram que eu vou construir mas se eu consigo ver também quais são os potencialidades como que por exemplo na minha pesquisa sobre a educação financeira eu investiguei como que as pessoas não apareceria de Salvador tem se organizada financeiramente então existem caixas né aqui no Rio chamam de caixinha mas lá chamam de caixa e eu chamei na pesquisa de caixa financeira um grupo se junta e
todo mundo deposita a mesma quantidade de dinheiro e é uma forma que as pessoas fazem de se organizar financeiramente então quantas famílias já organizam esses cachinhos é uma forma de fazer poupança coletiva Então se a gente olha para isso né como uma potencialidade como que a gente impulsiona nisso se eu pego isso que eu vejo ah na minha comunidade tal acontece isso e eu pego isso e utilizo para pensar Inclusive a ideia de juro na sala Então olha o potencialidade disso eu tô ressignificando essa ideia da do Imaginário inclusive da comunidade ou de uma periferia
então assim é possível a gente olhar e transformar essas essa história né essa história do Brasil como Cristiane falou nós somos professores brasileiros então assim como que a gente consegue pensar nessa Constituição do Brasil enquanto nação né enquanto que já é mas que ainda pode ser Então como que a gente pode potencializar isso sim e eu acho que vai muito olhar já o qual é a potência que a gente tem na escola Qual a potência que a gente tem em cada estudante que é que a gente consegue desenvolver essa habilidade Às vezes basta a gente
fazer o que ah eu não sei como eu vou fazer ai eu não tenho habilidade eu não tenho ideias para isso faz um questionário pede para as crianças falar o que que você tem o que você quer que tem na sala de matemática na aula de matemática vão te dar várias ideias vamos falar coisas absurdas Claro coisas que você não vai conseguir fazer mas vamos falar coisas que vai te dar ideias então assim às vezes né Inclusive essa ideia da sala de aula invertida então trazer o estudante né dá um material para ler dá um
material pede para refletir e pegar um samba e por exemplo mas é porque eu acho que aqui no Rio quando eu cheguei no rio eu falei Nossa que potência que eu sou baiana são outras outras tecnologias Mas como que a gente faz isso também assim né ser significado inclusive vindo das ideias dos Estudantes e a gente tem um mito que a gente precisa derrubar que é o mito de que a matemática aula de matemática não é uma aula crítica né ela tem que ser uma aula crítica né eu tô gostando muito da nossa conversa mas
infelizmente O Nosso Tempo Acabou então eu vou agradecer Cristiane Tica eu vou agradecer a família de purificação então a presença de vocês pelas falas que foram ótimas pedir então para vocês se te pedirem brevemente E mais uma vez agradecer obrigado é Cristiane houve muito bom tá aqui é com vocês eu agradeço essa possibilidade tá me diz Foi ótimo te ouvir né como é importante essa troca aqui seus comentários também Cleiton obrigado acho que a gente precisa só deixar aqui né uma mensagem de que ensinar matemática é uma aposta de futuro e é uma aposta otimista
desde que a gente tem aqui a convicção né de que cada aluno é capaz de aprender é capaz de alcançar aí a sua aprendizagem então desejo um excelente trabalho para todos esses profissionais que eu respeito demais que é cada professor na sua sala de aula obrigado então Tamires eu agradeço né pelo convite e poder estar aqui trocando né essas esses conhecimentos e as nossas ideias sobre a ideia de como a gente vê a matemática de como a gente pode fazer a matemática ser melhor também assim né como a Cristiane falou Cleiton também falou e inclusive
continuar nessa formação porque a gente aprende muito quando a gente troca é Cristiane também falou isso então a gente rompeu essa ideia de que um professor uma professora não pode trocar com outro né Porque ou não quer falar ai Pergunta assim Como que você ensinou o conteúdo tal como que você faz determinada coisa nessa troca com os nossos pares a gente avança então assim esse evento né para quem tá participando desse evento e outros eventos que vão vir também é extremamente importante divulga para quem não veio fala lá na sua na sua unidade né Vamos
lá nossa escola Poxa foi bem legal aquela conversa ou não também às vezes a gente não concorda com tudo mas como que a gente consegue criar novas ideias ou fazer algo de uma outra forma então a gente avança nisso assim e é isso obrigada e até a próxima Obrigado Concordo a gente como professor de matemática a gente tem que estar entre os pares então eu agradeço essas duas professoras de matemática que tiveram aqui comigo Agradeço também a todos e todas que acompanharam a gente até aqui lembrando que esse vídeo assim como todos os outros da
segunda edição da semana do fundamental 2 é vai estar disponível no YouTube dá multi Rio né ele vai continuar disponível lá Então conte para os seus colegas para os seus colegas de profissão professores de matemática e também de outros componente né vamos vamos assistir vamos entender e é isso né Esse foi apenas um dos vídeos da Uma das rodas de conversa da semana do fundamental ainda tem algumas outras E por aí vendo por aí então fiquem atentos ao canal do Monte Rio e é isso obrigado a todas e todas um grande abraço [Música]