E aí e aí e aí [Música] 17654 um olá a todas e todos meu nome é alessandra fernandes sou psicóloga e atualmente estou na presidência do conselho federal de psicologia nas últimas semanas nós temos colocado em debate as mais diversas complexidades Que envolvem o atual contexto da pandemia da corrigir 19 o novo coronavírus o objetivo desse espaço de diálogo é compartilhar dúvidas inquietações e tentar construir de forma colaborativa alternativa para os desafios que vem se impondo e que se tornam grandes problemas no cotidiano de trabalho das psicólogas e dos psicólogos e também das demais profissionais
de saúde que estão atuando diretamente na assistência à população nesse momento Que é tão delicado para todos nós nessa live de hoje nós vamos falar sobre a vulnerabilidade e os povos indígenas no contexto da pandemia a cor 2019 como temos observado é um imenso problema que afeta ainda mais as históricas negligências e violências que sai dando continuidade nessa live de hoje nós vamos falar sobre a vulnerabilidade dos povos indígenas no contexto da pandemia a cor 2019 como todos tem observado esse é um imenso Problema que afeta ainda mais as históricas de diligências e violências que
atingem os povos indígenas a live de hoje tem como objetivo chamar a atenção para a individualização dos povos indígenas que são grupo de risco mais que o que a gente veio que a gente assistir percebe é que não é dada a devida importância e nem criadas as medidas de proteção é por parte das dos governos em unidades competentes discutir esse Tema então se faz muito necessário por ele vivenciar todo o processo de apagamento histórico e da violência contra esses povos pensaram o papel da psicologia nesse tema é pensar o sofrimento psíquico desses povos nesse contexto
e repensar as formas de atuação e sobretudo compreender a diversidade de povos e o quanto isso implica diretamente na atuação das profissionais de psicologia cfp entende que é trabalho da psicologia promover a saúde ea Qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuir para eliminação de quaisquer forma de negligência discriminação exploração violência crueldade e opressão é e é compromisso da psicologia zelar pela garantia de condições de vida digna a todos os povos que constituem a sociedade brasileira respeitando a sua autonomia independência e valores sem ferir negligenciar ou desconsiderar seus estilos de vidas e costumes
no respeito Às suas crenças e relações com o território respeitar e preservar a população indígena é respeitar a história do nosso país por isso reforçamos o alerta sobre a necessidade de ampliar a proteção dos territórios indígenas nesse momento bem como ampliar o cuidado com a saúde mental dessa população afinal a população indígena não está exposta apenas ao vírus mas também ao aumento das invasões e crimes cometidos contra seus territórios e suas Vidas e aí para dar conte e a gente queria só contextualizar um pouco nosso debate é o nosso convidado o marido ele vai nos
ajudar com esse processo de contextualização mas queria trazer para vocês também alguns dados informes sobre a situação da população indígena na última sexta-feira dia dezessete de abril sobre a nacional pela luta de luta pela terra a comissão da pastoral da terra ela lançou o relatório conflitos no campo do brasil essa é a 34ª edição do relatório que reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas por trabalhadoras e trabalhadores do campo brasileiro incluindo aí os povos indígenas o relatório aponta que em 2019 a violência no campo aumentou em relação a 2018 houve um crescimento de 14
por cento no número de assassinatos o documento também é um aumento de sete por cento nas tentativas de assassinato e de 22 por cento nas ameaças de morte o ano de 2019 Marcou também segundo os dados do centro de documentação dom tomás balduino da cpt o maior número de assassinatos de lideranças indígenas dos últimos 11 anos a recomendação da organização mundial de saúde é para que seja feito então é o isolamento nas comunidades mas daí a gente precisa sempre se preocupar eu acho que a live de hoje ela se propõe a se perguntar sobre isso
né como fazer isso se as invasões e madeireiros garimpeiros e de grileiros seguem Violando os direitos dessa população segundo articulação dos povos indígenas do brasil apib foi confirmada recentemente do brasil a sétima morte de um indígena por co 2019 é eu tive também informou que os dados apresentados pelo governo federal eles não condizem com real status da situação visto que a secretaria especial de saúde indígena sesai do ministério da saúde não faz atendimento e o registro dos indígenas não aldeias é o instituto Socioambiental no outro informação importante de trazer o isa desenvolveu uma plataforma para
monitorar a situação dos povos indígenas durante a pandemia e o relatório aponta uma questão também é importante a ser destacada que é o sofrimento dos povos indígenas com relação as doenças e reconhece que os povos indígenas são mais vulneráveis a epidemias devido às condições socioeconômicas o acesso precário a serviços de saúde e fatores que ampliam O potencial de transmissão de doenças o instituto afirma ainda que os povos indígenas estão duplamente expostas aos riscos de infecção a doença não apenas devido à falta de infraestrutura em que vivem mas também pelas crescentes ameaças de invasão invasores e
predadores e madeireiros que avançam em suas terras tão para falar um pouco mais sobre esse assunto e ajudar a gente a pensar no papel da psicóloga do psicólogo no enfrentamento da pandemia Respeitando a autonomia dos povos indígenas é nós convidamos para essa nossa live a psicóloga anita do chá a taynara souza e silva e o mário nicácio e aí para começar eu já vou passar a palavra por o mário nicácio que ele é mestre em sustentabilidade junto a povos e terras tradicionais e vice coordenador da coordenação das organizações indígenas da amazônia brasileira então iria já
agradecer a presença sua presença mário e passará imediatamente a Palavra para eu possa nos ajudar a nesse processo de reflexão e contextualização dessa dessa realidade uma boa tarde a palavra tá com você e aí oi boa tarde a todos é obrigado pela oportunidade de trazer através desse instrumento comunicação entre os povos indígenas da amazônia brasileira do brasil e do mundo agradecer também a presença das parentas né da laís e laís E a aí a tainá e aos convidados também que estão aí online nos ouvindo e enfim ao conselho federal de psicologia pela oportunidade estamos aqui
debatendo sobre nós povos indígenas e junto com os povos indígenas da isso que é importante nesse momento de poder ouvir os próprios povos indígenas no brasil nesse contexto atual e trago informações e dados né para para também orientar e direcionar o nosso debate que no brasil somos mais de 305 povos Indígenas nos falamos mais de 275 línguas indígenas diferentes né além do português e outras línguas estrangeiras que muitos povos falam também e temos a imagem mais de 600 terras indígenas demarcadas e homologados mas tem um desafio muito grande amigo do brasil de ter esses territórios
reconhecidos que estão nos processos de demarcação a ser feito pelo estado brasileiro através da funai e tem muitos territórios ainda será marcada se reconhecido para que Realmente nós tenhamos bebidas indígenas quis territórios do brasil o indígena e uma população chega mais de 1 milhão e 50 segundos dados nosso nosso indígena né dava official bbg atração da água abaixo de 1 milhão mas nós que estamos a em contato com vários corações a gente vê que tem uma população muito grande nas comunidades e também aqueles que vivem nas cidades nem nos ensinar grandes centros urbanos e aqui
em roraima por exemplo em boa vista então Traga essa contextualização e eu sou uma liderança indígena é só do povo africana daqui do estado de roraima depende de uma lápis um e fica bem na fronteira do brasil com a guiana ou uma das fronteiras que existe aqui na amazônia sunset por eles e estou nesse papel político técnico e também de articulação e demais lideranças indígenas entre homens e mulheres né para poder ajudar e fortalecer a caminhada do e indígena nas políticas indígenas no Fim de várias iniciativas que tiveram esforço adeptos de poder implementar e hoje
estamos nessa iniciativa de fortalecer e cada vez mais constituir novas novos canais novas perspectivas novas implementações para poder ajudar os povos indígenas e na amazônia tragam um dado importante também que além de que nós povos indígenas que já tem um acesso para explorar do conformação para tecnologia vários tipos de meios de adaptação de convivência mas também na Amazônia tem mais decentes mais de 100 povos em isolamento voluntário né eles que não tem contato o nosso primeiro povos indígenas mas que tem uma diversidade cultural preservada na amazônia e que nós aqui tá pagamos começa a responsabilidade
nossa povo indígena como sociedade brasileira para poder e esportes que uma riqueza cultural importante que está mais conosco e realmente reposto essa esse Reconhecimento não é feito pela cidade brasileira de que os povos indígenas têm um papel fundamental no valor cultural no valor social e para isso é encostar de território sempre nós falamos aqui no brasil né todos os cantos que a gente for um território é é um património importante para nós termos de vidro sem terras em território a gente não atendida e os e nós povos indígenas desde o início desde antes mesmo de
só tem rosa dele aqui no brasil né a gente Sempre defendia isso que nosso território é muito sagrado nossa vitória nossa mãe em nosso território é tudo né é água que a gente bebe o ar então território é super importante esse sempre avisamos que o território o nosso e largas outro e faz aqui ligo ambiental né mas o equilíbrio climático e tudo então para isso a gente vem desafiando toda o dá um momento que estamos hoje né tanto de avaliar território aí só num deles aos outros parentes também que aí Tiveram essa ai os primeiros
contatos de deus da bahia desde rio de janeiro e são paulo tiveram os primeiros contatos com as pessoas que vieram invadir o território brasileiro que antes eram conosco né nesses anos de 520 anos de resistência que não foi fácil né foi fácil quando se fala de panambi pandemia de coronavírus o povo 19 hoje mas é nossa história nossa raíz não é que hoje ainda é muito forte nos demonstrou que nunca foi fácil enfrentar várias Pandemias o parou de endemias na área de saúde né o conflito seja violência contra nós pode seguir seja morre que seja
vários dados que ainda oficialmente não são colocados no papel faz mas aqui que já tiveram também né contra nós povos indígenas historicamente se havia dados que havia mais de cinco milhões de indígenas no brasil hoje são menos de dois milhões então tudo isso é um dado que significa que nós já passamos por Uma situação difícil de vida mas que a resistência à luta essa diálogo toda forma na paz a gente sempre deu passo seguinte respeitado todo tipo de nossa cultura nossa espiritualidade e hoje nos pais a diferença que poder sempre a vai estar pedaço para
alertar o nosso povo ou da situação que estamos e e nesse momento o e falou isso até aquela minha geração manda geração de liderança recente e já é da caneta papel né que já me Conhecimento com academia que já o conhecimento da realidade mas mesmo assim com todo o conhecimento que tem na academia consultar documento do uso eu a chamo nunca deixei de reconhecer a minha cultura e usufruir de poder ensinado por defender aquilo que é importante para o meu povo para todos os povos indígenas estão aí que a gente locais em diferentes situações e
diferente luta diária para poder garantir a vida e todo tipo de atividade e nesse momento a Gente passa a realmente pelo num momento muito delicado para nossa vida bom e mas isso que a gente já apertava o mundo né sobre vários tipos de doenças e mudanças que poderiam ocorrer e a gente for de fato enfrentar a natureza e ele sai de uma forma desordenada e hoje já está ocorrendo né a gente for ultrapassado o limite do uso da natureza né sempre alertou e várias mobilizações em vários eventos nacionais locais e internacionais ea gente sempre colocou
Para todos os países aqueles ditos desenvolvidos né ele falou que o meio ambiente também é desenvolver importante que é o equilíbrio não isso pode ultrapassar e trazendo muito muitos prejuízos para nossa vida para nossa sociedade e se isso acontecer não vai falar atingir os paulo nunes vai pedir todo mundo então academia do corolla gli esse medo de mostrar isso né a exposição aquela sensação de ansiedade está e quando a gente fala aí isolamento Social de isolamento para ter saúde e a gente sempre no nosso povo também tem sempre esse respeito mas só essa regra interna
e poder cumprir as atividades sagrada para que a nossa saúde não posso ser é atingida de uma forma direta né e mais enfim academia chegou nas comunidades indígenas estamos muito muito preocupados principalmente com os parentes indígenas que moram na cidade né e tem muito preconceito e os órgãos públicos de atendimento especial inclui Aí assinar esse azar tem uma dificuldade enorme de poder atender os povos indígenas na cidade existem alguns estados dizendo que os índios que moram na cidade não são mais né são entre as possibilidades de integrado a história que é pintado apagar não não
reconhecer os povos estão vivendo em área urbana e para nós indígenas existe uma pessoa muito forte também né e historicamente a gente sempre cara governo do estado brasileiro tivemos uma Uma situação de embaixo de enfrentamento diferentes mas nesse governo atual foi muito muito transparente para que veio né mas elas estão são mais de 20 anos alertamos que o governo atual presidente do brasil e também tava aqui não é prioridade é apoiar os povos indígenas e já tiveram fala de que não teria demarcação de terra indígena nem um minuto de marcação e já atingiu diretamente a
nossa vida nossa saúde mesmo Oi e para isso é a gente sente muito essa dificuldade de atendimento estado brasileiro através do governo e que hoje é para direcionar para fazer uma boa gestão de boa-fé para todo mundo o estado brasileiro mas é realmente a gente nós lideranças indígenas né pagar as no amazonas e em organizações indígenas os caciques das aldeias e a gente está fazendo eu consigo de não ter mais uma pergunta com genocídio comunitário né hoje nas comunidades e Para esse a gente como iniciativa própria com apoio de pessoas física de apoiadores e o
lg a gente vem também fazendo todas as articulações todos chamando todos nós profissionais indígenas e aí várias áreas diferentes para nos ajudar e o momento ele também tem que fazer enfrentamento dessa doença aqui que atinge a nossa espiritualidade mas que é preciso ter os remédios de acordo com as doses que a gente está Enfrentando então a gente tá nessa força tarefa de compartilhamento de conhecimento para poder enfrentar essa pandemia que hoje atinge atinge as comunidades indígenas na verdade está atingindo toda a nossa nossa espiritualidade né a gente tá com outro receio de que esse chegando
não tinha controle específico tá no estado brasileiro na atendimento da saúde pública que ela tava uso através da da sesai e por outro lado a gente decidiu Realmente que fazer o isolamento social a quarentena como disso né nas comunidades indígenas e estamos fazendo o controle necessárias feito por nós mesmos indígenas ou pela os guardiões ou grupo de thoreau bom e as organizações indígenas as assim que puxava de lideranças profissionais indígenas e indigenistas os tipos de profissionais que atuam junto conosco fazendo papel de divulgar e orientar mesmo tempo equipamento de proteção Individual adequado mas foi uma
forma de poder transmitir na nossa língua indígena mais de 250 de indígena a gente está tentando transmitir para eles na forma que a gente pode né mesmo pote da dificuldade que a gente tem realmente amazônica lá pela falta de comunicação desses fluminense que nós estamos usando hoje que lá também é o tipo de comunicação e que a gente tem que estar se adequado também e realidade está bem bem delicado para gente quê que a gente Está chamando atenção na sociedade que a gente precisa de ajuda né a gente precisa de uma ajuda e tanto material
quanto espiritual também eu te vi saio por exemplo hoje quando a cidade e e é muito diferente está na cidade né porque tá muito adaptado está diretamente na cidade num lugar só trancada pode sair esse não é o ritmo que a gente não responde já tem nas aldeias sempre o momento de a gente está ali com parente e quando fica doente por Exemplo na tiveram doenças aqui na amazônia e com certeza muitas regiões quentes é cultura indígena está junto parente para dar força espiritual mais com essa doença a gente não pode ficar perto né e
nem para enterrar o painho tá até prejudicar nossa cultura de poder enterrar o parente poder fazer toda a cerimônia de robertinha pela vida e a gente está impedido de fazer isso por causa dessa doença que é muito ruim segundo vários especialistas divulgou aí No nas cartilhas no meio de comunicação oi e a gente está procurando também todos todos os nossos pajés pa informaram os orientais também como é que podemos atuar nesse momento dessa pandemia aqui e acaba de nos manter nossas comunidades mas não se preocupa de poder estar livre de ir buscar informação e uns
locais e outras comunidades e ver situação mas o que não se preocupa também além da padaria são as invasões de territórios né me lembro A ana falou agora pouco das invasões vai ser bem confirmar mesmo que existe muita pressão de fazendeiros de garimpeiros nossos territórios indígenas não só na amazônia e todas as regiões no brasil muita pressão do estado dos municípios e contra as comunidades indígenas retrocesso retomada territórios né ainda tem muitas comunidade ela luta pelo território no mato grosso do sul que vidro na beira das fazendas que eram e é originário da dessas desses
povos Indígenas e os garimpeiros estão entrando diariamente agora não só destruindo o meio ambiente mas também levando as doenças como esse coronavírus e para o caso da bateria no ano que tem mais de 20 mil garimpeiros e que já morreu o estudante de linha não mano e eu disse que a gente faz também com entrada de material do computação de indígena para facilitar em casas madeiras enfim a gente está em quarentena mas a gente não consegue Ficar tranquilo né porque as invasões estão muito extrema pressão nós temos a gente faz todos os dias para afinar
e para as autoridades do governo federal mas conforme a orientação e editado em de cresce trabalho em casa enfim mas isso não tem impedido operações são feitas mas param enfim é uma pressão que a gente também além de defender e proteger nossas histórias de busca alternativa a gente também tem defender a nossa mãe terra que aí está preste a Partir da serra seu filho junto conosco e seja acontecer isso vai ser infelizmente o genocídio dos povos aqui no brasil e mais fronteiras também né porque muitas o atendimento no garimpo vento as fronteiras também ou pela
guiana ou pelo suriname boca ela cunhada francesa ou pelo peruca iguais atendimento e aqui os outros povos indígenas os povos indígenas nas fronteiras que e tem que o brasil e que vai acertar tá vendo Mais pobres envio coloca-se contexto que que não se preocupa mas também a a ideia a iniciativa de todos nós hoje abraça essa causa não só como o povo nem mais uma aliança entre povos né o trabalho que estamos fazendo nossa liderança organizações indígenas e estilistas é fazer essa aliança entre povos entre organizações entre apoiadores né para isso a gente tem mobilização
de nista mobilização ambientalista mobilização de profissionais e acadêmicos de Organização dia todo juntos e com comunidades tradicionais também e essa luta porque a gente acredita que só união entre nós povos indígenas nós mulher profissional que vai fortalecer para garantir a nossa própria vida e mesmo na contramão do governo brasileiro e seu grupo a gente também está enfrentando já que nós podem ir para eles aqui ser enfrentados em 2019 que a gente também montou uma estratégia de garantia nossa estratégia de mobilização Social de forma pacífica de forma de diálogo que a gente sempre o motivo esse
ano estava prevista a realizar o acabamento derradeiro em brasília mas vamos manter também esse acampamento terra livre via online né e a internet aqui vários eventos também a ocorrendo nesse período o abril que muita gente fala que a brindes momento e as escolas cantam cantor indígena indígena mais é mas a nossa estratégia é muito mais do que isso né até nossa vida nossa Identidade e e vai ter vários eventos sendo mobilizado a oab pela situação dos povos indígenas do brasil apib nós estamos representação da amazônia que aproveitar liderança só linguajar estado do maranhão e acolha
a gente vai acompanhar também esse atividade nas bases com vários eventos várias palestras né vale de aulas com autoridades públicas parlamentares e nós tivemos vários avanços também apesar de ir temos um E é uma liderança do brasil na contramão estamos um negócio muito grande as mulheres indígenas nós temos apartamento a indígena a jovem roxana que uma deputada federal do estado de roraima que vem liberando várias articulações ali do brasília para poder também apoiar nessa luta contra o moro na virgi e todo o trabalho aqui e politicas e acesso ea visibilidade então durante esse período a
gente vem assumindo a responsabilidade de poder atuar nesse trabalho não Deixando de lado de uma pessoa que a gente tem monitorado também todas as tentativas de derrubar o nosso direito sem espelho por outros parlamentares foram plantas pessoas aí na executivo legislativo judiciário e deixou essa esse a contextualização é um histórico muito longo tempo real de quem né no momento trago para as demais é e os parentes da ilha batedores e a área é mais estamos assistindo mas só nossa tá nesse momento né de estamos muito Preocupados mais a gente quer também ajuda de todo mundo
para que a gente não possa é só frio mais um genocídio que há 500 anos a gente enfrentou e em tudo isso dentro de todos os sair de mais nada e conhecimento pra gente e tem muito importante mário a tua sala e aí eu acho que escutando tudo que você fala é muito importante que a gente ressalte-se que a gente garantem lute de forma muito contundente para que a gente possa manter os povos indígenas nas Terras e territórios onde vivem né inclusive respeitando o direito ao não contato das comunidades indígenas que vivem isoladas quando você
fala o que a vitória para o povo indígena né o território a casa e a mãe o quanto que isso é importante né e aí eu queria só chamar atenção de vocês para dizer que algumas pessoas que nos acompanham e aí é renata figueiredo ela disse que atua como profissional no contexto eles na que nesse momento ela tá em uma aldeia e Tá dizendo que tá gostando muito da live disse que é muito importante que a gente possa discutir essa temática né de nivaldo campos também é indígena formada em psicologia mais um indígena psicólogo coisa
boa mora na aldeia e estamos eles falar que estão restringindo a enfiar entrada das pessoas para preservar a população e tem a gente tem várias pessoas se comunicando conosco joão irineu parabenizando pela iniciativa de que a gente possa é abordar essa Temática e a maria jesus ribeiro em araguaína no tocantins também então como vocês estão vendo aí várias pessoas é nos acompanhando e aí o mario falou não é importante que a gente é o cfp chama para falar sobre esse tema mas chama a população indígena para falar sobre isso que a gente trabalha sob uma
perspectiva de que nada de nós sem nós já não pode falar se você se os donos da voz não estiverem aqui para poder efetivamente Ocuparem esse lugar de fala tão importante eu queria passar agora então a palavra para anitta né vocês estão vendo aí a é de laje né mas que a gente não normalmente não a conhece assim a edileide vieira ela é carinhosamente conhecida como o nitrato chá e é de las é o nome que eu nem nem quando eu escuto e quem é né mas a anitta ela é indígena da etnia tuxá a
bahia é psicóloga e conselheira do conselho regional de psicologia b psicologia da 20ª região Amazônia em roraima mestre em antropologia social pela universidade federal de roraima e especialista em saúde indígena pela universidade federal de são paulo a unifesp é professora do instituto insikiran de formação superior indígena na universidade federal de roraima atua na militância indígena no campo de saúde indígena e compõem a articulação de indígenas psicólogos por uma psicologia pintada de jenipapo e urucum e aí é eu queria passar a palavra Para vocês é para você mas sempre me perguntando assim né e aí queria
que você pudesse falar um pouco para gente porque eu acho que a psicologia tem muito que aprender com os povos indígenas né a psicologia tem a aprender com os povos indígenas e que capes qual é o papel dessa psicologia que que nós podemos fazer também é que o nosso saber e o nosso fazer pode de fato contribuir por favor nita com você O primeiro ponto que os indígenas importa e sal dos meus pais friends minecraft ana é parente tainara xerente e os parentes que eu lembro que estão acompanhando essa live é muito me alegra ana
tem um espaço como esse como você me colocou sendo construído né com a pala dos indígenas é o ponto primordial desse processo que seja uma psicologia com os indígenas e não para os indígenas não existe muita conta diferença essa construção e uma das coisas principais Que a gente pode construir além do ponte com a fala do parente mário é a riqueza da diversidade dos povos indígenas né e a diversidade em todos os aspectos da sua organização social da sua forma de se expressar das suas funções terapêuticas de cuidado a riqueza de subjetivar com seus né
seus pares no seu coletivo com saddam sua forma de expressar de se constituir enquanto nesse processo da relação rosca então é um ponto e aí eu faço sempre Essa acusação né com a psicologia sempre a conta e por muito tempo para ter visitante né deixa desses povos indígenas e e agora que ela tomou essa aproximação é importante que nesse encontro a gente encontra a gente possa comprar algo né tô tentando achar uma palavra que melhor define a isso a gente tem aqui os povos indígenas a gente tem aqui a psicologia enquanto ciência e quando a
esse encontro posso sair algo transformador para ambas as partes né e O desafio é de todos nós é construir esse diálogo essa ponte de um atravessamento de um com outro né para construção de um saber de uma psicologia que seja plural para abarcar essa diversidade dos povos indígenas é o principal ponto a gente precisa de uma psicologia plural para essa riqueza de diversidade e aí pensando na questão de de aprendizado é eu lamento muito e aí eu falo certamente que as faltas dos povos indígenas seja Sempre nesse lugar de vulnerável né que a gente sempre
tem que bater a sua agilidade violências as violações direitos e não faltar a riqueza desistir dessa população e muita oferta para a identidade do brasil a gente fica sempre nesse lugar o poder ter direitos e entender que direitos a diferentes privilégios pelos não-indígenas reconhece os indígenas o privilegiado nessa não é verdade né a história do brasil que é contar uma História de uma descoberta quando a gente sabe que é uma invasão a gente tá discutindo a falta de saúde-doença né essa questão do convívio 19 então nós sabemos que a arma de genocídio há 500 anos
atrás foi a doença também a doença e colonizadores trouxeram a provocar o genocídio das populações livre e e aí quando o mário coloca da cautela e nós povos indígenas estamos tendo em nosso território sou na cidade enfim nos diferentes espaços nós urbanos é é Importante é entender nessa perspectiva quando você fala do aprendizado o que é que nós temos formas diferentes de encantar saúde-doença e quando a gente pensa no campo da antropologia dessa interpretação que é muito rica dentro da cultura indígena é é pensar que esse convite 19 é uma doença de branco como os
próprios indígenas classificam né existe a doença do índio ea doença do branco indígenas temos muito a doença do branco e ao temer essa Doença a gente quer une forças como o marido ficasse bem colocou a gente tá aqui falando em busca de visibilidade e apoio de construções coletivas para que nós tenhamos é a perspectiva de um plano de construção específico de cuidado e atenção para os povos indígenas a gente fala tanto de uma atenção diferenciada na linha da saúde indígena né é mas a gente percebe aqui para construir essa tem potenciado ainda há muitos gargalos
e esses gargalos são sem Dúvida as constantes ameaças que a gente vive o nosso território a nossa luta é para existir então a psicologia esse compromisso social e compromisso social com essa coletividade o compromisso social de pensar como e junto né com os povos indígenas é como posso ajudar na xarope dizendo eu posso fazer isso não como eu posso te ajudar em qual a demanda desse povo que são demandas diferentes né é tão singularidade de cada etnia tem o mário Cita por exemplo nordeste são indígenas nordeste a china muito orgulho disso não do povo chá
e o nordeste foi a zona do primeiro contato né então quando eu falo para as pessoas que a gente não falarás a língua está as pessoas a compõem em questionamentos e de fato a indígena esquece a construção histórica do processo de violação que me dois nomes como você bem colocou né é a violência começa daí donas e por muito tempo os Indígenas foram proibidos de serem registradas com seu nome seus nomes indígenas então você tinha o nome civil eu não me diga que o teu povo te dava né então é é tanta invisible lá de
tanta eu vou usar apenas as mazelas que de fato não não contempla e não acolhe essa visibilidade e essa diversidade dos povos indígenas oi e aí a psicologia como eu já coloquei esse compromisso social é essencial a quando eu vejo oportunidade que alguns Parentes têm de conhecer a psicologia ou vice-versa quando a psicologia tem profissionais e vão para o campo das comunidades indígenas é a uma riqueza nesse contato e precisa ser acompanhado e precisa ser produzida a gente precisa produzir mais desse encontro né ainda pouca literatura sobre isso a gente precisa movimentar mais essa aproximação
da psicologia com povos indígenas a gente precisa construir mais diálogos para para pensar as diferentes demandas Povos indígenas apresenta e quando esse psicólogo se aproxima dos povos indígenas você bem sabe anna e tantos outros que deve estar nos ouvindo é é nesse contexto das mazelas é isso que eu tô dizendo a gente sempre vai no momento dado né e a gente não trabalha a prevenção à promoção né a gente vai no momento em que o suicídio indígena está crescendo em que tá acontecendo genocídio violências a gente teve a situação agora lá do tocantins do uma
República indígena que foi nessa que a da quebrada queimada e as condições já eram precárias para esses estudantes indígenas e você ainda tem ataque por ser indígena em jesus a quais então é doloroso e isso até me emociona porque desde que eu me entendo por gente o mário bem colocou isso a gente luta pela sobrevivência o último luta pela visibilidade eu tenho que estar o tempo todo minha afirmando reafirmando e quando eu vou buscar o Ensino superior eu tenho que reafirmar minha capacidade intelectual por ser indígena né tanto é que agora nós criamos uma relação
como você bem colocou lindinhos que se corre nas escolas indígenas porque a termos psicólogo nós somos indígenas né e aí a gente está pensando em pintar como você vem colocou essa psicologia de jenipapo urucum é no sentido de que ela a cor essa finalidade no sentido de que ela é possa Construir movimentos e diálogos com os povos indígenas e e penso eu que esse momento é primordial para a gente é pensar como nós podemos construir melhor e se encontre o que pode sair dentro dele né é aproveita para parabenizar você e sua gestão que iniciaram
no momento tão delicado né e tendo que que se reinventar já no processo de adaptação na dilma não como está na gestão mas sendo que se é relatado para atender as demandas enfim e tenho Acompanhado as ações têm uma estar muito o e quero reforçar que eu vou finalizar eu espero que depois eu tenho oportunidade de falar mais que tem tainara para contribuir para que seu debate que vidas indígena suportam né toda vida importa mas como a gente tá falando os povos indígenas #vidas indígenas importam gostaria que quem estivesse ouvindo isso pudesse ser lançar essa
hashtag no facebook para a gente dar essa visibilidade que a gente Tenta almeja muito obrigada bom obrigada anita pelas suas palavras é que eu espero que a psicologia consiga reunir esforços para se engajar de forma contundente nessa luta principalmente é a partir do acolhimento da escuta da singularidade das diferenças para que a gente possa pensar uma psicologia capaz de acolher todos os povos e principalmente a exclusivamente os povos indígenas que estão em pauta aqui nesse momento nós temos outras pessoas que se Comunicam conosco agora que estão acompanhando a nossa live acácia oliveira ela disse assim
ó em tempos de negação dos saberes tradicionais essa lá e vê se constitui em importante e necessária para a visibilização de grupos étnicos indígenas subjetivação de povos indígenas por eles o enzo é e também parabeniza pela laje a lorena batista que está acompanhando a elenita é e a elenita faz uma sala ela escreve para gente dizendo que a luta para Existir acho que é um pouco do que você traz nita do quanto do quanto a gente sempre que traz à tona a pauta a gente traz à tona a pauta a partir da perspectiva da luta
pela existência e a gente precisa avançar e aí eu queria passar então a palavra imediatamente para tainara deixou apresentar a tainara para vocês né a tainara tainara souza silva indígena do povo xerente né psicóloga formada pela universidade católica de brasília atua na clínica e Realiza atendimentos a estudantes indígenas da universidade de brasília a unb é integrante da comissão de direitos humanos do com a psicologia com muita alegria muita honra e integrou como convidado a comissão especial de psicologia diversidade étnico-racial do crp-01 do distrito federal entre 2017/2019 a tainara pode inclusive fazendo um pouco essa ponte
né dos aspectos trazendo também preço debate né é esse Enfrentamento da psicologia a partir de dados e também discutindo um pouco da questão é racial que parece que parece não são temas que se conectam que estão interligados por favor tainara muito obrigada seja muito bem-vinda oi boa noite gente acho que eu vi a falando os parentes anteriores a minha né me fortalece bastante também poder dividir com ele e se com eles lá esse espaço também é de uma felicidade muito grande para minha fala eu pensei em Trazer alguns dados embora tanto a no início na
conta nas outras formas alguns já foram foram sendo apresentados mais é interessante porque começou sendo dito na que que a pib ela confirmou se eu não me engano foi o sétimo caso na de óbito entre indígenas por conta da questão do convide e aí a cezar tem uma página que é voltada né para apresentar os boletins epidemiológicos voltado para a questão da do contágio de indígenas pelo convite 19 né e como acessar ela responsável Pelos 34 distritos né a saúde indígena esses dados são somente de indígenas aldeados e aí tem lá 34 casos confirmados seis
casos de morte confirmaram também se o nosso enquanto que tem uma de fato de ele não é na atualização do da página enfim mas que eu acho que é uma informação importante também lá tem um mapa do brasil e aí tem distritos sanitários indígenas é os 34 e você pode clicar em cima de cada um e vai falando das regiões quantos casos Tem enfim não deixa de ser uma informação importante até mais uma forma de conhecer um pouco né onde ficam localizadas esses distritos sanitários saúde indígena em sim e se eu não me engano hoje
ou foi ontem a fiocruz também produzirá um relatório né que ele vem falar sobre o risco de disseminação da correia de 19 eu tô olhando para o lado porque eu tô lendo gente é muito dado a e entre os indígenas a partir da Vulnerabilidade geográfica e sociodemográficos né e aí segundo esse relatório na 16ª semana de epidemia dos 817 mil indígenas né que como o nosso parente disse somos um número muito maior mas os dados que se tem né do ibge e somos contabilizados e 817 mil indígenas desses 34 um por cento que significa 279.000
residem em municípios com alto risco de contaminação de 62,7 por cento significa 512 mil indígenas residem em municípios com Baixo risco não é mais das terras indígenas com muitas estão em municípios que têm alta probabilidade de contaminação pelo convite tem muitas vezes fatores não é só não só pela questão da proximidade com centros urbanos mas também pelas invasões das suas terras não é como o parente disse anteriormente seja pela questão da mineração de madeireiros enfim não só é destruindo essas terras não é por não ter essa relação harmoniosa com a Natureza na ele não entender
a importância que existe essa ligação da terra né do território é eu sou um território n território não é parente é território não tem tanto essa diferenciação do que é a natureza e do que a gente essa humanidade e o ailton krenak não é diferente né a humanidade com uma coisa separada da natureza que a gente pensar nesses dados em importante também e é uma coisa que ele sempre venho falando né na Discussões tanto nos nossos grupos enfim é do fim do quanto que os indígenas em contexto urbano meu caso não é moro em brasília
nasce em brasília nós vamos não fazemos parte dessa contabilização né a gente não sabe qual qual a quantidade de indígenas em contexto urbano que estão sendo atingidos né pelo pelo convite 19 e nesse relatório da fiocruz aponta que em contexto urbano reside majoritariamente a população de 1.900 de 190 1767 pessoas e município de alto Risco né ou seja a probabilidade da contaminação pelo convite é enorme 67,5 por cento da população indígena urbana são do centro-oeste e 79,4 por cento do sul sudeste a vinte e dois por cento da população indígena rural também reside em municípios
com um risco de epidemia a curto prazo né ou seja as próximas semanas e na amazônia legal isso se torna uma quantidade ainda maior que corresponde a 21,1 por cento da População rural eu acho que pensar nessa questão do quanto que somos invisibilizados não só nesse processo do convite né mas focando fazendo esse recorte para esse momento da epidemia é extremamente importante porque a gente também tá falando de questões sociais né no não é uma questão por acaso que não pensam sobre planos emergenciais para tratar da questão dos povos indígenas né a gente tem profissionais
que estão trabalhando na nos distritos saúde a Gente tem psicólogos que estão extremamente sobrecarregados porque a quantidade de psicólogo usar menor do que a necessário para a atender essa população são populações muito grande porque o distrito não é nem sempre ele corresponde a só um estado porque ele vai respeitar a demarcação das terras indígenas enfim e nem sempre elas correspondem essa essa fronteira criada pelos homens então acho que a gente pensar né nessa questão racial é Extremamente importante porque a gente tá o tempo todo falando né do pico em casa do de respeitar quarentena mas
não são todas as pessoas que têm essa possibilidade de ficar em casa de respeitar quarentena porque elas precisam é por mais contraditório que seja saírem para trabalhar em fim para conseguir também sobreviverem de alguma forma isso a gente pensa isso no contexto de desde o início da pandemia a gente tá vendo os movimentos indígenas Né os próprios indígenas se movimentando para arrecadação de alimento de materiais de e conseguirem lidar com com essa pandemia né fechando os territórios e depois de um bom tempo na e a gente pensar nesse contexto de epidemia qualquer tempo a extremamente
significativo não é para o efeito que isso vai ter em determinados locais e o governo não fala dos povos indígenas a não nos apresenta com o grupo de risco Não pensa em estratégias poucas estratégias foram sendo pensados depois de movimento dos indígenas né das lideranças dessa pressão das articulações junto com o deputado sentem para que fosse começado a pensar algo né mas não foi algo dado né de pensar nos indígenas na parte como uma estratégia do governo até que a gente pensa no contexto em que estamos vivendo as um texto aqui desde o início né
há a questão de nos tornar cada vez mais Invisível e de preferência que a gente faça ou não exista ela é um projeto político nessa gente olha para desde que o nosso país foi invadido isso é algo que faz parte desse processo de colonização que ao contrário do que muitos pensam a 1 e ele não terminou né ele se modernizou em filho tá com outra roupagem mas ele continua existindo na esse a gente olha para o quanto de epidemias de doenças que nós povos indígenas já tivemos que Enfrentar desde que esse país foi invadido ele
também é só muitas foram usadas também como estratégia de eliminação é quando a gente pensa em povos indígenas né eu xerente nitrato chá o outro parente o aptiano estamos falando de verdadeiras nações ações diferentes nas nações puxar nações oaxacana né e esse contexto de pensar não nos povos indígenas se torna extremamente diverso e para psicologia acho que muito complexo por conta dessas Diversidades que existem né mas não se torna impossível pensar sobre como a psicologia pode atuar na hoje em dia e enquanto profissionais de psicologia uma das nossas principais recomendações é que os atendimentos continuam
em é pelo atendimento online mas a gente pensar também aqui público isso vai atingir a importante e quantos de nós será que tem facilidade para o acesso à internet né estando na aldeia e enfim eu hoje em brasília tive Uma dificuldade enorme com acesso à internet para conseguir entrar na live com vocês então acho que a gente precisa tem que estar nessas estratégias e não acho que tem nenhuma receita pronta é como anitta eu tava falando não é pensar na psicologia com a gente e para a gente mas então é uma construção que acho que
ainda tá muito na fase inicial pensando nos indígenas em contexto urbano a gente se torna ainda mais invisível né como foi dito anteriormente que a entendido Como civilizado né como se está na aldeia não fosse civilizado se você vem para cidade você só não civilizado você deixa de ser indígena né a gente pensa e nisso quanto de preconceito e racismo que tem essas nessas falas nossas atitudes pensamentos porque elas passam essa ideia de que em algum momento a gente vai deixar de existir né em outros anos e esse ano também né esses anos mais recentes
isso foi parte de um projeto político não é isso que vamos E integrando esses povos é ao contexto urbano eles vão deixando de ser indígena e vai chegar a mamãe tem que não vai ter mais indígenas né quando na verdade a nossa categoria né gente mas sempre foi entendido como uma categoria de transição o que nós não somos uma categoria de transição só indígena seja na aldeia seja no contexto urbano onde quer que eu esteja eu sou e não vai ser o lugar onde eu moro que me diz eu sou ou não sou Indígena então
acho que a gente enquanto psicólogos para a gente pensar numa atuação de qualidade né e que não vai gerar mais sofrimento para esses povos a gente pensar em primeiro lugar em conhecer não é conhecer o local do caos a indo trabalhar entender melhor daquela cultura respeitar aquela cultura entender quais são os seus limites de atuação enquanto profissional até onde é psicologia vai naquele espaço até onde não é um papel da psicologia né e sem Das lideranças enfim dos pajés as pessoas que têm um papel importante naquele espaço né e no contexto urbano e a gente
pensar que saúde indígena não é só uma questão de o indígena que está na aldeia não é pensar que a saúde indígena ela pode ser feita também na clínica nos consultórios de atendimento individual né porque se estamos na nos contextos urbanos a saúde mental eu acho que a internet da da tainara já deve ter caído Tá bom vou ficar aguardando para o retorno dela e aí já enquanto a gente aguarda queria fazer já esse processo de agradecimento público assim tanta tainara quanto a anitta ela já fazem parte de alguma forma é só assim parte do
sistema conselhos né e também fazem parte porque também vão compondo comissões dadox que nos ajudam a pensar referência de atuação da psicologia junto aos povos indígenas né então aí só para poder fazer um resgate uma Lembranças anitta teve momento na sua sala que fala que colocava né que durante muito tempo a psicologia ficou um pouco de fora dessa dessa discussão que é tão importante e aí eu queria só fazer um concordando com a anitta né fazer um resgate até para prestar um serviço de informação é que a questão indígena ela é acompanhada pelos sp né
aí ao longo dos últimos anos talvez e aí só para fazer um recorte em 2018 cfp ele Participou do 1º encontro da rede de articulação psicologia e povos indígenas e quilombolas tradicionais de terreiro de luta por território foi um momento no qual cfp poderá logar com as lideranças né e profissionais de psicologia que atua junto aos povos tradicionais em 2019 o sepe participou do seminário de psicologia dos povos indígenas direitos humanos da região norte e também 2019 o sistema conselhos de psicologia por meio dos esse referências técnicas em Psicologia e políticas públicas lançou a referência
técnica para atuação das psicólogas e psicólogos em questões relativas a terra esse documento e oferece subsídios para a atuação da categoria frente ao tema e também versa sobre números de e que atingem a população do campo entre elas a indígena essas referências técnicas estão disponíveis no nosso site ali na página do crepop são referências importantes para atuação profissional Que os psicólogos as psicólogas podem baixar no site do crepop ou do conselho federal de psicologia acho que a tainara não conseguiu voltar ainda e aí enquanto isso eu só vou agradecendo aqui o joão irineu é um
indígena grande amigo meu ele tá feliz pela live nos parabéns usando um abraço para o joão a pessoa que eu gosto profundamente a cláudia regina né ela disse que o brasil não respeita às suas origens e a gente precisa reavivar a história indígena Porque toda vida importa e aí só uniforme né nita que as pessoas elas foram quando você pediu a gente fez o acompanhamento e as pessoas o colocando lá é nas suas páginas vidas indígenas importam espero que que a gente continue então com esse movimento a carmen a gata vem nos salvar e nos
felicidade e aí eu queria já passando para os nossos momentos finais para que vocês possam fazer suas considerações finais é da a tainara se ela conseguir Voltar ela também faz e aí eu queria passar então para o mário para que ele possa fazer suas considerações finais e para a gente já entrar então nesse processo bem encerramento da nossa live bom então eu quero em nome da do meu povo vendo wapichana nome da das organizações indígenas do da coiab da pib enfim nomes das lideranças indígenas das comunidades agradecer muito pelas oportunidades bom e na verdade não
é liderar sempre a Gente que ele deu um falta de entendimento sobre a várias asus né não são nossa psicologia porque a grande demanda era da educação e na educação a gente achava que sobre esse da matemática e português como era orientado né mas tem várias árvores e é preciso aprofundar e conquistar if é uma atividade que igual em nossa futura né cada atividade tem suas duas seus segredos e precisam ser conquistados e construir ele e parabenizar bonita né Agora chama o nome nita é pela essa tarefa né porque a gente vai precisar muito de
vocês né não sei se importante tem uma rede não são diálogo entre psicólogo mas diálogo entre nós esperanças né porque muitas vezes a gente cansa também nas lideranças de né e aí muitas vezes uma fala uma experiência como poluente trata o paraná veja doença de branco é todo respeito tá anna dança de rua mas mas é a gente vê que tem profissionais indígenas que não Indígenas que são de confiança né que saúde não é qualquer um que tem que cuidar em pessoas specific e pode também tem que nos ajudar e a gente conta muito com
ajuda de vocês parabenizar pela rede de escolas indígenas e posso chamar indigenista também né é o conselho federal de psicologia e a gente é nesse momento não só de poder a tainara voltou o palavra que bom agradecimentos continuando como é que é pode concluir pode concluir mari Um agradecimento tá a tainara tá lá essa essa cena é também compartilhando a todos os psicólogos que estamos ouvindo lan ou lideranças indígenas que a gente conta muito com vocês né é a rede de ecologia é só uma área importante para nós estar saúde mental e espiritual né e
que cada dia são dias penso né e que se a gente não se cuidar a gente fica mais doente do que estava decorando avisa e doente não produz e não dar informação direito para suas ações que estão Precisando de informações e fortalecer e animar também o povo né porque eu vejo que nossa tarefa como liderança como organização como qualquer pessoa é animal povo o recente fez para poder continuar essa luta essa resistência que a gente já tava passando dos 520 anos bom e desde já agradecer essa oportunidade estamos aqui na amazônia que roraima e na
comunidade indígena recebendo todo tipo de informações né e de preocupações e a gente tenta o máximo Possível de dialogar de dizer que nós podemos fazer e conjunto de buscar pessoas então esse momento de a internet né é que nem todo mundo entende que tinha live live né fala que a gente vai falar com ela internet porque eu a internet a palavra já conhecida né agora live vai ter que fazer o aprender o que que que que é isso aí mas vai ser muito importante é só essa rede de apoio de vocês né não só nesse
momento mais na saúde como todo é importante essa Informação essa compreensão e vejo que uma rede também poderá ter uma força muito grande com os pais e aí ficou tipo de o que que tem pessoas que já trabalham questão e tem esse dom nas comunidades de ajudar também na comunidade indígena isso vai vai servir para apoiar todos nós aqui já tanto nas comunidade na área urbana né e para as situações que nós indígenas que encontramos tattoo mais jovens e os mais velhos é e logo Principalmente nossa liderança indígena só para você ter uma ideia nós
lhe deram a seguir são os mais de mil lideranças indígenas mais dois meses herança de chávez é esse cada um de vocês pudessem dialogar com cada cada um com certeza vai contribuir muito para a liderança indígena que muita gente a gente do mesmo de sair da terra da casa que faz com que o nossos inimigos é que estão em fora possa cruzamento doutra e deixar aquelas peças em quadrilha né mari já Parabenizar muito pela iniciativa e pode contar com goiab também nessa trabalho nesse diálogo e vamos procurar sempre vocês eu também obrigada mário muita força
na luta é tainara vou passar a palavra devolver a palavra para você e aí eu já vou te pedir em função do nosso tempo que você já vai fazer suas considerações finais e depois a gente externa com a anitta pode ser oi pode sim gente que dificuldade para estar com vocês aqui hoje viu muito Contratempos em faz enfim até me perdi aqui na correria de tentar resgatar a internet de onde eu estava falando né mas para já tava caminhando para o final da minha fala eu acho que o que fica mesmo né da minha fala
fora esses dados que eu acho que é muito mais no sentido de ressaltar ainda mais a importância né porque a gente não se não se reduz a números não é mais de de pensar no quanto que que esse processo né que já tá tão enraizado no nosso país que é a Questão do racismo que nos invisibiliza que em vários momentos tem como objetivo né de fato apagar a nossa resistência né e não são um apagamento de não aparecer na televisão novela enfim nesses nesses espaços de circulação mais de uma resistência da nossa própria vida né
da natureza em e de tudo esse é o nosso bem-estar né nosso nosso bem viver e de pensar no quanto que é um processo extremamente adoecedor né se a gente tá na aldeia a gente tem que lidar Com uma série de dificuldades por conta das invasões aos territórios né do quanto que a própria dinâmica vai mudando né porque as invasões vão acontecendo as cidades vão se aproximando as aldeias né isso a gente está nas cidades essas a nossa identidade é negada né de você não é porque você não tá no seu território então você não
é indígena na então em qualquer lugar que a gente esteja a gente tá sempre tenho que lidar com uma Série de dificuldades e buscando um meio de nos fortalecer né então acho que para a psicologia cabe e se repensar mesmo né de que fonte a gente está bebendo de qual quais autores a gente tem tem utilizado não é durante o processo de formação é muito distante essa psicologia aqui que foi saindo falado né na faculdade quando eu me formei também uma grande dificuldade na minha atuação era não me vejo né no que está sendo lido
não me Vejo nesse padrão de psicólogo que é ensinado nas como tem que ser e acho que a gente pensar sobre esses processos é pensar também na saúde de nós indígenas net como os profissionais que vão estar nos acolhendo também vão ter é eu consegui fazer o acolhimento necessário para que o atendimento nos torne mais um espaço de sofrimento nem e pensando na psicologia enquanto formação que eu acho que foi a parte que que caiu quando eu tava falando era a gente Repensar também esse processo de formação para que a gente esteja presente também durante
essa formação não é para que a gente seja seja estudado não é falado sobre os povos indígenas de não só profissionais né não indígenas falando da gente mas que convidem também profissionais indígenas né tem temos psicólogos indígenas não é criamos uma articulação de indígenas psicólogos e acho que já fica tão convite para os os indígenas ti Psicólogos que estão vendo a live né entre em contato comigo com a anitta para que a gente possa cada vez mais conseguimos mapear e pensar essa psicologia em conjunto né toda aliada a importante mas acho que esse nosso processo
de nos unir é uma forma a falecer também na psicologia a gente conseguir olhar para o lado e identificar com alguém que tá ali mas e acho que que fica mesmo para a gente pensar essa questão da nossa atuação e Forma que ela pode chegar nesses espaços né os atendimentos online não não cabe todo mundo nem mesmo para quem tá no contexto urbano né para quem tá na cidade então de que forma a gente pode pensar em como a psicologia chega nesses outros espaços né nas thees nas terras indígenas é conversar muito mais com os
profissionais psicólogos que estão nesses espaços também acho que a gente precisa no seu vir mais mas saber como que tem sido a realidade da atuação Pensar em conjunto essa situação acho que é nesse sentido que eu terminar minha fala né e pedindo desculpa também a internet hoje não colaborou comigo é mas foi um prazer muito grande tá aqui com vocês nada tainara muito bom sua presença e queria te agradecer inclusive pelo esforço de fique tentar lidar com uma força que tava para além de suas possibilidades nita agora com você para você fazer o seu encerramento
é porque infelizmente nossa live tá chegando ao Fim e e desmente que papa agradece muito que na ânsia lá às vezes acho que são relevantes e eu te agradeço parente para colocar o maternidade que botou porque uma das conheço pelo sempre caso da psicologia é diferente esse distanciamento do conhecimento científico para ações humanitárias nas povos originarios e aí eu usei muita expressão do compromisso social da psicologia e a gente ainda está muito no Campo do individual né a gente tem que tava mais a coletividade e trabalhar mais políticas públicas eu povos indígenas pretensões políticas públicas
oi gente faz com que garante esse direito desse tipo mário colocou arenaria com o corpo porque é como eu disse a gente tem que estar sempre reafirmando para o outro porque o outro não nega seja jornal aldeia ou seja na cidade né porque eu sempre os parentes você tá na aldeia você é uma menina Selvagem se você tá na cidade você civilizado então é é uma o lugar das infelizes no brasil e é isso que a gente tem que começar a repensar e aí ana eu cismo a oportunidade quando isso passar da gente tem momento
de compartilhar grandeza que a cultura indígena né não estava em lugar da vulnerabilidade claro que ela existe não tô negando dia de facul a gente sobrevive diante todo né há mais de deslumbrar a potência que as culturas indígenas brasileiras e quando Que ela está cultura desse país e pensar essa psicologia brasileira ecologia por alta essa diversidade e e aí eu peço sua opinião licença porque eu faço parte da comissão a de rock da elaboração referência técnica hoje aldina você se o joelho para não parente também está compondo final do seguro a professora eunice tocar e
a carmem professora também mãe linda ruim da poema um beijo para ela é a gente tá na construção desta das referência e como você bem Sabe ainda não foi lançada para consulta pública mas a gente tem dialogado tem conversado tem que ter de nós elaboramos uma carta-documento com algumas considerações e recomendações para o conselho federal bom dia né e para os conselhos de um modo geral né série gerais e assim eu pedir a permissão para ler mas eu sei que tu tem entendo não não dá para ler mas eu quero falar aqui em online todo
dormindo estou fazendo essa Entrega simbólica para você né dar uma atenção essa carta documento e compartilhe mesmo diante do momento da impossibilidade de estar pessoalmente mas não sei o meio mídias e-mails para os outros conselhos para a gente vai pensar o que foi discutido aqui e as provações que traz também na carta como em pé cartões para os povos indígenas é e das indígenas importam muito obrigado a é muito obrigada anita a gente agradece Profundamente eu queria agradecer a você e em seu nome todos os membros da nossa comissão a doc que tão gentilmente tem
nos ajudado no processo de construção da referência técnica que como você daqui a pouco entra em processo de consulta em vai ser é um grande momento para gente a a publicação dessa referência que certamente vai auxiliar o trabalho de muitos psicólogos psicólogas espalhados é país afora queria dizer para vocês que é uma grande alegria poder ter estado Com vocês nesse nesse dia de hoje né muito aprendizado agradecer a outras pessoas que estão nos nos saudando lá na live e não é bueno né pedindo por mais momentos como esse de diálogo né a maria jesus ribeiro
que disse que a psicologia está apresentando a realidade dos povos indígenas em suas lutas pela terra e pela vida né e lutas para que possam continuar existindo queria todo mês dizer que esse não é o nosso momento é final porque eu Espero que a gente possa fazer ainda muitas ações juntas em coletivo agradecer a tainara pela presença por compor a nossa comissão de direitos humanos do conselho federal de psicologia é uma honra agradecer o mário por ter trazido tantas informações importantes para gente a cada uma de vocês avisar aos nossos é psicóloga se telespectadores que
nos acompanham é que nós temos ali a página do conselho federal de psicologia onde a gente está Disponibilizando todo o material produzido nesse movimento que é efetivamente produzir referência material para que possa subsidiar as psicólogas e psicólogos brasileiros neste e é tão difícil tão importante da nossa da nossa sociedade nós estamos chegando ao fim da nossa live e aí eu quero agradecer também de forma muito especial todos que nos acompanharam nessa discussão que nos mandaram mensagem que Nos curtiram ali a nossa live agradecer aos nossos debatedores mais uma vez a anitta do chá tainara silva
e ao nosso querido mário nicácio né e aí dizer que a todos vocês que fiquem todos atentos atentas seguindo esse esse esse compromisso de produzir lives aí vou falar agora é para a população indígena zé mário é para que a gente possa fazer essas conversas na internet né para que a gente possa trocar informação conhecimento para que a gente possa Partilhar as nossas experiências no dia vinte e nove de abril nós faremos mais uma live na próxima semana a feira dessa vez com o tema violência contra mulheres em tempo de couve 19 e as contribuições
da psicologia a todos vocês o meu mais saudoso e caloroso abraço e que dizer para vocês uma coisa muito importante reafirmar que em nome do plenário do conselho federal de psicologia que nós estamos totalmente abertos disponíveis podem acreditar essa Luta também é nossa e nós estamos abertos e disponíveis para contribuir em tudo que for necessário para potencializar a luta dos povos indígenas também é nossa luta porque como está nos lembrando ali anitta né vidas indígenas importam uma boa noite a todos todos e aí