essas perguntas. Eu ainda não sou psicóloga, eu sou psicanalista, mas o meu viés de atendimento há um pouco mais de 1 ano e meio, quase 2 anos, é voltado à psicologia, porque chegou um momento que eu vi que a psicanálise não fazia tanto sentido para cura emocional das pessoas. Não existe cura, né?
existe fortalecimento, ex aprender a lidar, mas a psicanálise chega um pouco, eu eu vejo ela um pouco limitada. Foi aí que eu entrei para fazer a psicologia, tá? Eh, hoje eu estou no terceiro semestre de psicologia.
Eu trabalho com pessoas há mais de 16 anos. Eu sou formada em RH há mais de 16 anos. também sempre trabalhei com essa área de saúde emocional, enfim, hoje com mais conhecimento.
Ã, atendo 100% há quase 2 anos. 100% que eu digo que eu sempre conciliei empresa CLT com atendimento e hoje é só atendimento. Meu nome é Luciana de Paula e eu estudo atualmente na Unifecaf.
Imagina, imagina. É uma pergunta tanto quanto difícil quando ainda não me formei. Mas vamos lá.
A minha área de interesse, porque a psicologia, porque a psicanálise? Eh, primeiro que eu sou uma mãe atípica, sou uma mãe 100% solo, tenho três filhos, mãe atípica, inclusive eu me atrasei que meu filho tava um pouco em crise, ele tem 8 anos e ele tem, ele é autista a nível um de suporte. Eh, iniciou-se aí o interesse da saúde mental por conta do meu filho e também por conta de uma depressão que eu vim há 10 anos atrás no ápice, eh, onde entra a nossa raça, né, a cor da nossa pele.
Eh, eu percebi que no momento da minha depressão houve-se muito descaso, principalmente por ter sido aí período de pandemia, hoje o tão chamado mimimi, né? Então, eu cheguei ao fundo do fundo do fundo, o último nível que eu hoje lido com algumas pessoas que estão nesse ápice da depressão. Eu me vejo ali e eu senti que eu precisava fazer alguma coisa.
Eu tinha duas escolhas. Me entregar como eu quase me entreguei ou lutar. Só que não adianta lutar e ficar mais do mesmo.
Eu precisava de mais do que isso. Eu precisava fazer para as outras pessoas aquilo que um dia não foi feito para mim, tá? Eh, então a psicologia, a psicanálise/ra psicologia entrou tanto, principalmente por conta da minha depressão, que eu passei, aliado meu filho, que depois de 3 anos eu descobri o autismo dele, eu precisava entender o que era o autismo, eu não sabia o que que era.
Ã, e ter essa propriedade de dar um esse suporte às pessoas quando eu não não tive, tá? Eh, a minha área de interesse, então, é, é a a saúde de fato emocional. Não existe cura, mas existe o fortalecimento.
Não é à toa que eu tô aqui, tô viva, né? Eh, e quando você fala para mim pessoas negras, Henrique, eh, para mim é um tanto quanto complexo, porque se eu me especializar em saúde eh da pessoa preta, eu, ao meu ver, eu estarei desrespeitando o ser humano, porque eu trabalho a saúde mental, a saúde emocional de pessoas, tá? Lidar com pessoas pretas é diferente de pessoas brancas?
Hoje eu percebo que não tanto por as pessoas pretas já vêm com a nossa história que nós já conhecemos construídas e muitas delas, dessas pessoas atribuem o sofrimento a um passado que elas não viveram. Eu acho que o futuro é agora, tá? As pessoas brancas, elas chegam com vergonha de dizer que elas passaram pelo mesmo sofrimento e não história do que nós pretos, mas eles já chegam armados.
Então, mas e não é porque o meu o meu vô ou a minha avó falou: "Não, não quero saber, eu quero saber o que que você tá sentindo", né? Então assim, eh, é um tanto quanto complexo e complicado. Eh, o meu foco um dia foi somente a saúde da pessoa preta.
Hoje meu foco é a saúde emocional, tá? Não sei se eu respondi, se tá dentro do que você espera. Sim.
Sim. Eh, vamos lá. É também um tanto quanto delicado.
Sim, sim. Eh, meu filho, ele está sem terapia há um ano, porque o SUS não dá esse suporte. Eu não tenho hoje como pagar um convênio médico.
Na verdade eu paguei, só que a carência 180 dias, a clínica na casa do chapéu, enfim, falei: "Deixa quieto que eu só tô enfiando dinheiro no governo, né? Então, onde entra a minha profissão? Eh, no autismo?
Eu estudo dobro e a maior dificuldade eu saber separar eu, mãe e eu terapeuta é muito difícil lidar com crises, lidar na hora que eu vou chamar atenção eu como terapeuta dele, porque eu não posso, mas eu não tenho como o que fazer, eu não, eu preciso ajudar meu filho. E eu como mãe, onde entra o preto nisso? também é um tanto quanto complicado quando eu vivo num mundo, eu vejo um mundo no qual eh eu vejo a dificuldade do autista.
Ou seja, se você tem um poder aquisitivo, você tem atendimento. Se você não tem, você não tem atendimento. Mas, Luciana, eh, envolve a pessoa, as pessoas pretas.
Hoje, quando eu entro na sala de aula do meu filho, eu vejo tanto autistitas, autistas pretos como autistas brancos, ambos com as mesmas dificuldades. Só que quando meu filho fazia uma a a terapia numa clínica que chama se Formari, que inclusive os filhos do Manuel, se eu não me engano Manuel Soares, que era um ex-apresentador da Globo preto, também tem três ou quatro filhos autistas, fazia eh dava para contar no dedo quem eram os pretos, tá? Então era meu filho.
Meu filho, ele é é o é um preto de pele branca, mas ele não deixa de ser preto porque o pai era branco, ele é preto. E os filhos do Manuel Soares, toda vez que ele chegava era de verdade. Então a cada 50 pessoas que chegavam na clínica, quando eu estava lá com o meu filho, sete era preta, eram pretas.
Então eu vejo muito essa, é, é triste, mas eu vejo muito essa, essa perda, né, que os autistas têm muito parabéns, Eh, É, não é, não foi, é, é difícil, principalmente quando eu decidi empreender uma mulher preta com três filhos, solo, atípica, largar o CLT, que é a falsa segurança para viver de terapia, é um desafio todos os dias. Qual que é a vida dessa mulher que está na sua frente te entrevistando? Não é como mimimi ou para sentir dó.
É porque se sim nós vamos falar a verdade que hoje para para um branco conquistar certo padrão eh de vida eh dele é difícil. É difícil. Vamos falar aí de uma pessoa que eu gosto muito, Flávio Augusto.
Eu adoro Flávio Augusto. Foi difícil chegar onde ele chegou. O cara é trilionário.
Claro que foi difícil, mas para nós é cinco vezes mais. Então o que que é essa mulher que está na sua frente? Eu levanto todos os dias a 4 horas da manhã para estudar.
livros, livros científicos, porque a minha base é PBE, que são práticas baseados em evidências. Tudo que eu posto na minha página é científico, tudo. Não é achismo.
Eu vejo muitos médicos, muitos psiquiatras, muitos psicanalistas pretos me constrangendo quando eles fazem um vídeo, publica falando grosélia de achismo. Eu sinto vergonha. Tem que ser evidência científica, tá?
Então, todos os dias amanhã, 4 horas da manhã eu levanto para estudar. Quando dar 10 para 5, eu me arrumo, vou correr, porque eu sou atleta. Volto, coloco meu filho autista na perua, me arrumo, vou pra faculdade, volto da faculdade, vou paraa academia.
Da academia eu organizo o almoço do meu filho, levo ele para outra recreação. Quando ele vai pra recreação, da 1:30 da tarde, eu trabalho até 22 horas, todos os dias, sábado e domingo. É difícil?
Fácil, não é? Mas quando a gente sabe o que a gente quer, fica mais fácil da gente alcançar. Então assim, será que o Flávio Augusto fez tudo isso?
Eu não sei. Eu sei que eu tenho que fazer. Então assim, é bastante difícil essa conquista no mercado.
Eu não digo mercado de trabalho, eu interligo muito a CLT, a empresas, mas vamos falar mercado de trabalho. É difícil. É difícil, Luciana, quando você trabalhava como um CLT em RH, era difícil?
Pacas. muito difícil o respeito dos dos eh dos chefes, vamos falar dos chefes para conosco, os superiores para conosco, eu tendo pós-graduação, que eu tenho psicologia organizacional, eu tenho várias eh pós-graduações na área, tudo voltado a pessoas, a comportamento humano, a folha de pagamento, enfim. Mas eu sempre enxerguei como um eu vou te contratar porque a minha empresa precisa cumprir uma cota, mas não porque você tem pós-graduação.
Luciana, é m miimi isso não. Eu realmente me sentia assim, mas eu fazia o meu papel, eu fazia o meu trabalho. Tanto que nos RHs, nas posições que eu passei como analista, como uma coordenadora, eu era sempre a única preta.
em diversas empresas. É como que se chegasse a um certo patamar de de alcance dentro da empresa, ou eles eliminavam ou o próprio preto pedia para sair porque a pressão é muito grande. Então, se você não tem um foco, uma meta, eu, como sempre, sempre seram meus filhos, eu aguentei bastante tempo, aprendi muita coisa, mas eu passei por bastante coisas também.
É. Palmart. É, é complicado.
É complicado. E eu vou te falar mais, eu vou complementar essa história. Um dos motivos principais, além de um casamento tóxico tóxico que eu tive eh por 19 anos na minha depressão, foi eu ter entrado para trabalhar dentro do mercado Carrefuro, onde eu sofri por duas vezes assédio e racismo.
Eu já estava grávida no meu pequeno e não sabia. Eu sofri assédio, procurei o coordenador, o coordenador olhou paraa minha cara e falou com essas palavras: "Se você quiser denunciar, tudo bem, mas você sabe quem vai ganhar, né? Você acha que eles vão acreditar em você desse cir?
" E aí depois eu sofri um assédio novamente dessa mesma pessoa que era um deficiente, enfim, e ficava me perseguindo. Enfim, foi uma história bem complexa. E por que a depressão?
Porque eu já estava grávida, eu não sabia. E eu tive uma síndrome do pânico, então eu não conseguia sair na rua. Eh, eu não conseguia ver comercial do carrefur.
Você não tem ideia. Meu estômago embrulhava o vomitava. Eu não conseguia.
Eu tinha medo de subir no ônibus. Essa pessoa que me assediou tá no ônibus. Eu tinha medo de ir no médico e ela é assim, foi muito louco.
Foi muito louco. Então assim, eh, é real o que você assistiu e isso, infelizmente acontece em vários lugares ao mesmo tempo, ainda no século XX. O local apropriado me faz o local me faz bem, mas não é apropriado.
Eu tô no cantinho da minha sala. Minha sala é grande. Eu tenho uma mesa, tenho um cantinho.
Dá para melhorar? Eu estou trabalhando. Levanto 4 horas da manhã para isso, para melhorar, né?
Sou feliz. Óbvio, tô dentro da minha casa, consigo ver meu filho quando eu toca alguma coisa, mas eu quero melhorar. Eh, existe dificuldades?
Claro que tem, por exemplo, crises, né? Crises dele, eu tenho que parar, ó, só um minutinho, por favor. Vou lá, volto e continuo.
Mas no geral eu trabalho feliz, eu gosto do que eu faço, eu amo o que eu faço, eu não faço ou eu aprendi, isso é uma dica para você, Henrique. Não faça nada que você não goste, tá? Porque você fazer algo que você não gosta, você só perde tempo.
E a vida é investimento. Investimento não é dinheiro. Investimento é tudo que você aplica e tem um retorno.
Então, ame. Só faça o que você ama, que daí você tem um retorno por conta do investimento. M.
Graças a Deus. Não tem problema. Ai, quanta pergunta.
Vamos lá. Se faltar, você me pergunta de novo. Eh, faixa etária, eh, a partir de 15 anos, tá?
Menos que isso, trabalhar online é um tanto quanto complicado. Eh, gênero, pessoas, tá? Eh, não foco na no preto, não foco no branco, não foco no homem, na não, por enquanto, tá?
Eu pretendo mais para frente trabalhar com mulheres, só que hoje eu vejo a necessidade do, de novo, do humano. Não é à toa que você faz terapia, você é um homem, né? Eu não posso deixar de te atender.
Ah, eu sinto muito, Henrique, mas eu só atendo mulher. Mas pera aí, tô estudando para quê, né? Então assim, pessoas, tá, tenho pacientes homossexuais, eh, a maior procura, por mim são pessoas brancas.
Tá, por incrível que pareça, é muito complicado falar disso, mas eu vou falar. Infelizmente eu não sinto que o preto aplauda preto. Eu tô nesse mundo e eu venho sentindo aí isso há um bom tempo.
Eu vejo muito preto aplaudindo branco, mas eu não vejo preto aplaudindo preto. É raro, não tô falando que não existe, é muito raro. Então, se você parar para ver o meu perfil, que graças a Deus está subindo cada dia mais, eu não é sobre seguidor, tá?
É sobre atingir o público da saúde emocional. A maioria não é preto. Isso mexe comigo, porque eu gostaria que as pessoas se identificassem, né?
Mas tá tudo bem, tá? Então, eu atendo pessoas, classe, eu atendo de novo pessoas, mas eu gostaria de atender mais pessoas com uma classe social um pouco mais favorecida. Por quê?
As pessoas com uma classe social mais favorecidas, não generalizando, elas vêm pela para a terapia para de fato melhorar. As pessoas com uma classe social inferiorizada, elas vêm para escutar o que elas querem escutar. E meu trabalho não é baseado no que você quer ouvir, é baseado no que você precisa.
Você pode molhar a minha mão com R$ 1. 000 ou com R$ 50. O trabalho vai ser o mesmo.
Eu vou fazer aquilo que você precisa e não o que você quer. E eu venho vendo essa diferença. Eu percebi de fato, tem uns oito meses para cá analisando o prontuário e prontuário.
Prontuário. Falei: "Meu, não é possível. " Sabe quando você vê uma coisa, você fala: "Não, não quero acreditar que é".
E é. Então assim, eu vou em busca das pessoas mais favorecidas? Não, eu não vou em busca de ninguém.
As pessoas vêm até mim. Só que as pessoas mais favorecidas ficam comigo. Eu tenho paciente que tá comigo há do anos desde quando eu comecei.
E os pacientes que eu dou, que eu faço o valor social, que é baixo, para, começa, para, começa, para, começa. Então, tem essa instabilidade aqui e aqui ela fica, ela flui, tá? Mas os pacientes, as pessoas que vêm com um poder aquisitivo menor, não tem condições, eu deixo de atender, nem pensar, não é sobre dinheiro.
Exatamente. Nem um pouco. Perfeito.
Imagina, fica tranquilo. E eu acho que você deve sim focar nisso. Eh, eu sou atleta, tá?
Eu sou corredora de rua e eu faço academia todo dia porque eu amo também, mas eu sou corredora de rua há meu filho tem 8, 11 anos, eu corro. Eh, eu sou velocista e o semestre passado eu fiz um podcast com um psicólogo do esporte e de fato eh homem branco. Eu não achei um homem preto porque eu gostaria de me identificar.
Não consegui. Não dá. Não acha.
Não acha. E assim, o esporte é o caminho de entrada paraa saúde emocional, tá? Eh, eu falo muito na minha página que eu trabalho a tríade da vida, corpo, mente e espírito.
Quando eu falo de corpo, eu não falo de estética, eu falo da nossa estrutura, nossa base. Quando eu falo mente, eu falo terapia, leitura, estudo. Nós pretos, precisamos disso mais do que nunca.
É legal? Tem hora que não é. E hora que é chato, você tá com preguiça, te dá sono, mas é necessário a gente fazer isso.
O espírito, quando eu falo de espírito, eu não falo de religião, falo de sintonia. Se nós não temos essa tríade fortalecida, a gente não chega em lugar nenhum na vida. E as pessoas precisam entender.
Isso é uma frase que você deve levar pra vida e replicar para outras pessoas. Quem não sabe o que quer, qualquer coisa serve. Então, quando você vê uma pessoa acima dos 30 anos, eh, manobrista num estacionamento, nada contra, mas uma manobrista no estacionamento, fala que não acredita no na terapia, que fez uma única vez e foi pior e vai viajar porque acha que é melhor.
Você acha que ele quer alguma coisa na vida dele? Você acha que ele sabe que ele em algum lugar que ele possa chegar? Com certeza não, porque a vida é curta.
Respondo de novo, se for o caso. Eh, Instagram 99,9%. Instagram, as pessoas me procuram ou pela pelo Instagram, vão vão pelo meu WhatsApp.
Eu tenho quatro, três pacientes indicados, mas todos os demais eh pelo Instagram. São pelo Instagram. Ô mãe.
>> Ótimo. >> Perfeito. Mas assim, essa página você conseguiu algum contato?
Ah, então era ela. Eu tem uma menina, falei: "Ela sumiu. " Hoje eu ainda encontro muitas pessoas no tabu de que psicologia é coisa de gente louca, tá?
Infelizmente. Só que quando as pessoas vem uma pessoa preta com o seu jalequinho, elas se surpreendem nem sempre positivamente. Por isso a importância da nossa postura na na nas redes sociais, por a maioria das pessoas, infelizmente, eu passo por isso, tá, Henrique?
Eh, muitas mulheres e muitos homens me chamam eh oferecendo dinheiro para outras coisas que não são da psicologia. E eu fico pê da vida com isso, porque as pessoas acham que a gente colocar a nossa carinha lá fazendo vídeo é porque a gente quer dinheiro de qualquer jeito, a gente tá passando fome e eles não entenderam a pegada do negócio, entende? Isso me incomoda bastante.
Então, eh, dizer qual a visão geral das pessoas para nós da saúde mental, emocional, psicólogos, ainda não, eu não me sinto segura com a imagem. Muitas pessoas elogiam ou em busca preciso e elas pesquisam, tiram dúvidas, mas muitas pessoas não vão para outro viés. É.
Ah, eu acho que o que entra muito, que eu venho perceber no meu trabalho, é o autoconhecimento. As pessoas não se conhecem. As pessoas elas chegam no limite da, vamos falar da depressão, da ansiedade.
A maioria delas não vamos generalizar porque eu vim desse, desse mundo, né? Porque elas não se conhecem, elas não se permitem, elas vivem uma realidade que não é delas, assim como elas vivem um mundo que nunca foi delas. Então, se você perguntar para qualquer pessoa sobre o nome dos filhos da tal da Virgínia, que todo mundo fala da Virgínia, eu não sei quem é ela, eles vão saber.
Agora, qual me fala uma página de uma profissional da saúde mental que você admira? Vamos falar da mulher preta. Da mulher preta.
Eles nem sabem o que que é isso, entende? Só que vemos pessoas também. Por que que as pessoas me procuram?
Porque elas querem saber o por que elas estão sofrendo, porque elas se permitiram passar por aquilo, em que momento eu falhei comigo que eu estou passando por isso, o que que eu não me conheço? As pessoas não se conhecem. Então, a contribuição do psicólogo, do psicanalista na população, ela é pesadamente positiva.
Não vejo outro caminho de novo. Eh, Henrique, se não fosse alguém que me escutou, eu não estaria aqui. Mhm.
Ótimo. Totalmente. Às vezes você não consegue se posicionar, mas você consegue se retirar.
É algo que você falou há pouco sobre ambiência. A ambiência ela influencia muito, mas ela não decide. Exatamente.
Já tá bom. Ó, se eu não fosse uma mulher com autoestima, autoconfiança, tá posicionada. Posicionada é a frase que eu te falei, eu sei o que eu quero, então não é qualquer coisa que me serve.
Eh, a experiência que eu tenho diariamente na maternidade com meus três filhos, qual é a sua idade? 18. Os meus filhos mais velhos são mais velhos do que você.
Tem uma ideia jura? É, a gente não consegue nada sozinho, senão Deus não tinha feito Adão e Eva, tinha feito só Adão ou só Eva. Não faz sentido.
A força dele, ele tá de parabéns, mas isso não é durável, não é eterno. É pessoas precisam de pessoas. Eu espero que um dia ele acorde para isso.
É, oremos. Então, basicamente é isso. A a o desafio ele é muito grande, exige muito posicionamento.
Eu vou falar para você, Henrique, que durante esses dois anos que eu estou me expondo nas redes sociais, porque eu não gosto de me expor, tá? Não gosto, mas esses dois anos que eu estou me expondo nas redes sociais, eh, o maior desafio é realmente eu dar ouvidos aquilo que eu devo escutar e não ouvir, porque existe a diferença de escutar e ouvir, né? Eh, mas eu vou falar para você que tiveram vários, alguns momentos que eu falei: "Meu, não dá mais, não dá mais de gente me chamar, de me chamar no WhatsApp de madrugada falando bobagem, de me ligar, me ligar, ligar, ligar, ligar, ligar, entendeu?
É um saco, né? Vamos falar português, claro, não é um saco, é um porre, mas eu acredito muito que o que eu faço hoje é um propósito. Todas as vezes que teve a oportunidade de eu me desviar, Deus me colocou, não é aqui que você tem que ficar e eu vou obedecer.
Porque eu acho que se não fosse isso, meu coração ele não aquecia tanto todas as manhãs quando eu levanto. Eu levanto cansado, estressado, vem a TPM, vem um monte de coisa, mas eu levanto com tanto prazer, não, eu tenho que fazer. Eu sento aqui no meu sofazinho, talalec talc, não entendi.
Talalac talc, termino, vou para É, é com amor, é com vontade. E eu acho que se não fosse para mim, não ia ser assim, ia ser forçado. E não é.
Então eu acredito muito no propósito divino. Eu também hoje sou cristã. Eu vim de uma família que é do canomblé.
Minha irmã é mãe de santo. Meus irmãos são todos raspados. Mas quando eu me resolvi virar cristã, foi a primeira vez que eu senti meu coração aquecer.
Eu nunca tinha sentido isso na minha vida. E eu falei: "Então é aqui que eu vou ficar. Se você pergunta para mim, qual igreja você frequenta?
" Eu vou pra igreja de uma vez a cada seis meses, cara. Porque eu não consigo, não deu tempo. Mas da que nem é mentira.
É tipo isso, sabe? Eu acredito muito. A clareza do meu amanhã, a clareza do futuro, do impacto positivo que eu venho fazendo na vida das pessoas, no futuro das pessoas, é muito maior depois que eu decidi escutar e não só ouvir.
Total. Tá tudo errado. Mais dificuldades pacientes negros.
uma dificuldade, vou dar um exemplo. Paciente relata: "Eu não consigo me organizar. Eh, eu tenho um problema com autoestima, eu tenho problema com autoconfiança.
Ã, eu estou não durmo bem, não como bem, não bebo água e sinto muita tristeza. Tô com depressão. Ele nem sabe o que é depressão.
As pessoas não entendem o que é a depressão. E é um dos vídeos que eu vou postar nos próximos dias reforçando o que é de fato depressão. Por que que dificuldade?
Porque as pessoas pretas elas chegam com um diagnóstico que elas mesmos se deram. E, por exemplo, você tá com dificuldade em organização, tá? Como que é essa rotina?
É assim, é assim, é assim, assado. Tá beleza. O que que você acha de a partir de agora você fazer X, Y, Z?
Ah, não consigo. Ah, nasci assim, é muito difícil. Não, porque meu pai não, porque pera aí.
É o que eu falei no início, o futuro a gente faz agora. Pra gente fazer agora o futuro, a gente precisa só decidir. Ah, mas tá difícil.
Tá difícil. Você quer continuar no difícil ou quer uma nova oportunidade que vai continuar difícil, talvez menos? A pessoa se pega.
Então, hoje de novo, eh, existe a palavra mimimi, que se resume o que é uma pessoa mimizenta. E eu, infelizmente, sinto que a minha maior dificuldade com o povo negro, especialmente mulheres, é por conta desse mimimi. São todas, não.
De cinco pacientes, minha uma é assim, tá? E essa uma é aquela que volta, vai, volta, vai, volta, vai. Então eu sinto essa dificuldade bem e bem descarada mesmo, mas o povo preto, infelizmente, Não, não.
O que que eu vejo? Eu vejo que eles se colocam às vezes em situações que podem ocorrer o racismo. Por exemplo, eu falar um exemplo bem bobo.
Vai uma festa da empresa. Uma festa da empresa onde vai todo mundo, sendo que a maioria das empresas existem mais brancos do que pretos. Só que no dia da festa da empresa você resolve, uma mulher resolve ir com seu maior e melhor salto, com a sua roupa mais colada e apertada que tem numa festa da empresa.
Se chega qualquer mané que bebeu duas cervejas, cantou ela, tá errado ele de beber, mas ela tá errada porque ela está numa festa da empresa. Ah, mas tá falando comigo porque eu sou preta. É porque a preto tem a fama de que a mulher brasileira preta é a fogosa e e começa a trazer coisa sendo que ela causou.
Então eu sinto muito isso, tá? São diversas histórias que eu tenho que infelizmente eu não tenho como trazer, né? por uma questão de ética, mas eh eh a o o preto ele tem muito isso, eles, para falar a verdade, nenhum dos meus pacientes, eu tenho bastante paciente preto, nenhum deles relataram racismo, tá?
Mas relataram histórias parecidas de eles se colocarem. E nesse momento entra eu no sentido de que tá, mas a pessoa mexeu com você, mas como que você tava? como você se comportou, como que não sei o quê, como que não sei o quê?
Mas então o problema realmente foi a pessoa ou foi você? Como assim? Você estava em tal lugar, vestida desse jeito, você fez tal coisa, você diz tal coisa e tá tá tá tá tá tá tá tá tá.
De quem é a responsabilidade disso? Aí eu ponho para pensar. Pôr para pensar não é simplesmente se culpar de um fato não agradável.
Por para pensar é que a gente só não repete o erro quando a gente assume pra gente que a gente errou. Então, pode ser ter certeza que a próxima festa da empresa não vai acontecer isso, entende? Então eu sinto muito isso do nosso povo, dos nossos irmãos.
Deturbada, total. Exatamente. Se você tiver um Henrique tá me ouvindo?
Henrique. Oi. Agora sim.
Tá me ouvindo? >> Tá. Você chegou a ouvir o que eu falei?
>> Tá. Vamos lá. Eh, essa fala sua traz muito sobre um médico preto que eu vi esses dias.
Ele fez um vídeo, o nome dele é Dr Glauber Lima. Já ouviu falar? Tá.
Dr Glauber Lima, ele é um médico preto. Eu posso enviar esse vídeo para você. Ele é um médico preto.
Ele traz muito na página dele sobre a história, como ele conseguiu eh se formar como médico preto. Ba bá. Eu até segui esse cara até uns 5 meses atrás.
Por que que eu parei de seguir? Porque eu comecei a perceber que tudo que ele ia falar referente a tudo que ele conquistou, ele dava um jeito de desmerecer o as outras pessoas e o povo branco, tá? A gente não pode crescer na vida desmerecendo ninguém.
Vamos reconhecer a nossa história, vamos reconhecer o nosso passado. Foi muito difícil. Existe muitos requícios hoje em dia, infelizmente, mas nós não estávamos lá.
OK? Por que que eu tô comentando desse médico com você? Ele trouxe um vídeo dizendo um alerta importante sobre o porqu a maioria das pessoas pretas têm pressão alta.
E aí ele trouxe que o porquê da maioria dessas pessoas pretas terem pressão alta por conta da história do navio negreiro, bá bá, tipo umas coisas assim muito louca. É, eu vou encaminhar para você isso. Por que que eu tô trazendo isso para você?
Eh, eu até pesquisei aqui que eu estou procurando eh o nome. Depois eu mando para você. Eu tava pesquisando e compartilhando com um amigo meu, inclusive, eh, que ele trouxe esse fato comigo.
Eh, esse médico, ele esqueceu de dizer que por que a maioria das pessoas pretas têm pressão alta, não é por conta do navio negreiro que eles laminham suor, que eles tomavam urina para matar sede. Não tem nada a ver uma coisa com outra. A maioria das pessoas pretas, eh, as maioria das pessoas com pressão alta são pretas porque por conta de um hormônio que renina, se eu não me engano o nome desse hormônio, eh, que quando você não tem esse hormônio, a probabilidade de você ter pressão alta é muito grande.
A maioria das pessoas com esse hormônio baixo são pessoas pretas, mas não significa que todo mundo tem pressão alta, que são pretas por conta do navio negreiro. É por conta desse hormônio que é baixo. Mas você vê essas pessoas com hormônio baixo, japonês, branco, alemão, qualquer pessoa com a pele branca.
E aí eu assisti esse médico, falei: "Não, cara, a gente tá falando de um médico preto. Olha o que que ele tá fazendo, olha o que que ele tá falando. Ele não me representa, cara.
Entende? Então eu prefiro 1000 vezes, Henrique acordar 4 horas da manhã para pegar meus 15 livros que eu tenho aqui científico, estudar e falar o que é de verdade do que jogar a culpa de algo que acontece hoje numa história que tá lá atrás há 1500 anos atrás, entendeu? E esse tipo de pessoa me envergonha.
E ele tem assim uma [ __ ] desculpa a palavra, de seguidores, sabe? As pessoas aplaudem, curtem, mas por quê? São pessoas que não leem, são pessoas que não abrem um livro.
Então essas pessoas elas não podem nos representar, tá? Então eu trouxe isso para você pesquisar, depois eu te mando. Pode ser que seja bacana para você pesquisar mais sobre isso, mas eu não acho legal você querer ganhar mérito em cima de algo que é errado.
Ah. Não dá. O que é ser um negro?
E é muito triste isso. Não tem identidade, né? A identidade deles de novo é pegar o que aconteceu há 1500 atrás.
Mas e o agora? Quem tá do seu lado? Que que você come?
Sabe com quem você anda, quem você escuta? O que você ouve? O que que você faz em sua vida?
fazendo bobagem. É um desespero tipo, sabe? Você quer ver eh você comprar briga com algum militante?
falar do El Musk que ele é africano a ponto da das pessoas trazer, não, porque a família dele matava pessoas, cara. A gente tá falando Musk, ele não consegue. Ele chegou escravizando ninguém.
Ele não tava lá no navio. Deixa o cara me ver. Ah, mas ele não me representa porque o africano tem que ser a cor da gente para tá lá no RGzinho dele.
Ele é africano e ponto. Então são são fatos aqui que assim que não cabe discutir, não vale a pena. Lembre-se que a vida é investimento, ela não é perda.
Então se você não vai ter nada, nenhum retorno positivo, nem inicie. Sim, muito. Abranjo mais essa defensiva da história preta.
As pessoas pretas querem ouvir o que elas querem, não o que elas precisam. Jamais. Terapeuta que é terapeuta não vai lá no passado para trazer no futuro.
Existem alguns requícios. Claro que existem, óbvio que existem. existir não é prevalecer, então é reconhecer o que que tá te afetando.
É por conta de lá 1500, tá tudo bem, mas tá, ficou lá, o que que você quer agora? Então existe sim essa resistência deles quererem conduzir a sessão. Mas eu não sou assim, mas eu não consigo.
Mas porque meu avô falava, não, porque a história no meu tatar avô, não. Então essa resistência é muito maior nas pessoas pretas. toda hora e nem cabe.
Só a graduação não não é necessário. Eh, nós precisamos sempre se especializar para que não sejamos mais do mesmo. Ouvo dizer que a pressão alta vem do navio negreiro.
Para mudar essa história. É isso tudo. Eh, eu estou na minha segunda graduação.
Minha primeira formação foi em recursos humanos, depois eu fiz psicologia organizacional, depois eu fiz ai recursos humanos. rotinas e cálculos trabalhista. Fiz mais uma que eu esqueci o nome também.
Parei, vim paraa psicanálise, faço TCC, faço neurociência, estou na graduação de psicologia e se tudo correr bem, se Deus me dar força, sabedoria, eu pretendo fazer uma psiquiatria, mesmo tendo o dobro da sua idade. Dá a graduação. Sim, sim.
Uhum. Exato. Exato.
É, eu acho que sim. De novo, para eu essa vai virar piada. Para que nós não falemos que a pressão alta do povo preto é culpa do navio negreiro, é necessário estudo.
Exige-se um mestrado, um pós-doutorado, depende da onde você quer chegar. Vou falar de mim. Eu pretendo me especializar.
Eu quero a minha clínica, mas eu quero me especializar a transtornos, tá? Eh, para que eu tenha propriedade de dizer se você está com depressão, se você tem um TDAH, se você tá me ouvindo, você tá travado aqui para mim, tá? Tá, tá, tá.
eh para saber se você tem alguns transtornos, algum TDAH, eh algum autismo, algum toque, alguma tag, enfim, eu vou me especializar nisso. Inclusive, eu pretendo começar essa especialização no final do ano que vem. Eh, mas mestrado, pós-doutorado, eu não vejo tanta necessidade.
De novo, depende da onde você quer chegar. Entretanto, requer sim estudo, após de estudo, atrás de estudo, a todo momento, estudo. Não, não, não acredito.
Não acredito. Exato. Existe a identificação, mesmo que a gente não queira.
Pera aí, não entendi a pergunta. >> Tá. Não, mestrado e doutorado não, só pós-graduação, não tem problema.
Não tive, estou lutando para ter. Não participo de congresso, simpósios. Eh, eu parei, preciso até voltar.
Eu tô escrevendo um livro meu da história da minha vida. Eh, trecho do meu livro foi, eu participei do clube do livro do Joel J. Conhece o Joel J?
Depois você pesquisa. Um homem negro, eh, ex-nandador da seleção. Eu me identifico bastante com ele.
Não teve tanta dificuldade como eu tive na vida, mas por ser um homem negro está vencendo. Eu acho muito bacana. e ele ele tem mestrado, ele é um homem negro referência para mim, que tanto que é uma das pessoas que eu sigo na minha página, eu sigo pouca gente para não poluir meu feed.
Eh, e eu participei do Clube do Livre com ele e eu tive a oportunidade de ter um trecho da minha história, do meu livro num livro, no livro dele. Eh, por que que eu trago isso? Não é científico, mas eu gostaria muito de ter sim futuramente.
Congresso simpósio é muito importante, é muito importante na nossa área. Então você que está estudando psicologia, tem 18 anos, ai vamos congresso, mas eu nem me formei, não importa. Vá, vá, porque conhecimento é poder.
Com certeza. E que sentido? Ora, eu acredito é difícil.
É difícil no sentido de que quem é graduado, eu acho muito, eu acho muito injusto o mundo no metac de trabalho, por isso que eu pretendo não voltar para ele. Eh, a graduação de psicologia, vamos lá, vamos fazer um cálculo de mentiroso. Você gasta aí cerca de R$ 60, R$ 70.
000 para se formar, tá? Todos os anos, livros, enfim. Eh, eu acho muito injusto eh você entrar para trabalhar numa empresa ou no SUS, por exemplo, com um salário de 3.
5 4. 000. tipo uma USP.
Aham. Sim, tem exatamente isso. Então eu acho que é é um mundo muito injusto.
Por isso, de novo, é importante você saber o que você quer. E é difícil, é difícil para que você tenha pelo menos 1/3 do que você investiu na sua graduação, não vai ser dentro de uma empresa, a não ser que seja dentro da sua empresa. Eu acho que vai ser mais difícil.
Não acredito que seja maleável, principalmente com as novas regras que estão ocorrendo, normas trabalhistas que vão ocorrer também. Eh, eu não vejo facilidade nisso não. Por isso que, mais uma vez eu eu insisto no estudo, insisto no empreendedorismo.
você diz dentro de empresa, dentro de empresa? Eh, eu nunca trabalhei dentro de empresa como psicóloga, tá? Mas eu conheço psicólogas que trabalham dentro de empresas.
Essas psicólogas elas ganham em média de 5 a R$ 6. 000, tá? eh em algumas empresas num nível muito sênor da da área do RH.
Eh, para mim não paga os 5 anos de graduação esse valor. Hoje eu em casa, eh, se eu me esforçar bastante, eu consigo tirar sozinha, trabalhando em casa, cerca de 89 por mês. É complicado bastante, mas o que eu acredito, se eu consigo isso sendo psicanalista, não diminuindo a minha profissão, mas como estudante de de psicologia, onde eu trabalho muita psicologia com meus pacientes, mesmo não tendo o CRP, consigo tirar essa média, é fixa?
Não, tem mês que eu tiro dois, tem mês que eu tiro 10. É muito assim. Com certeza.
Hum. Aí é meio complicado essas perguntas, mas eu vejo sim diferença. Eu vejo sim diferença.
Eu por ter trabalhado com folhas por com cálculos trabalhistas, eu via muita diferença assim, eh, principalmente em cargos comissionados, né? Então, existiam-se, infelizmente, metas eh a serem atingidas, onde para uma pessoa normal, ela precisava bater, sei lá, cinco metas e uma pessoa preta tinha que bater seis. Uma mais faz diferença.
Sim, nem é mimimita. É real. Exato.
Legal. Ч. Sim, muito Legal.
Com certeza. Sim, eu quero fazer físicismo, inclusive. Muito Todas Verdade.
Exato. Exato. Concordo totalmente com isso.
Eh, como eu falei, eu sou velocista. Qualquer dia eu posto na minha página, eu tenho ali mais de 15 troféis, troféus, né, meu vitórias, eh, a maioria de primeiro lugar, tá? Eh, hoje eu corro, corria, eu tô um tempo, eu tô diminuind minha corrida porque eu quero fazer fisicoturismo.
E para fazer o fisicoturismo, tudo que eu ganho de proteína, eu perco de massa magra na corrida. Eh, eu corro hoje para você ter uma ideia, 5 km eu faço em 19 minutos para você ter uma ideia bem rápido. Eh, por que que eu tô trazendo esse ponto?
Porque quando eu caí na depressão, por que que eu caí na depressão na gravidez? Porque eu não podia correr. Mas não foi o fator não correr, foi o fator que eu já vinha de uma depressão, não conhecia.
Para mim na época era frescura, tá? Ai, frescura. E quando eu me vi grávida, não podia correr.
Cadê a dopamina que segurava a onda? A serotonina? Não tinha, a ocitocina e aí não tinha.
Então eu psicologicamente eu caí. Então a importância é muito sim importante o esporte, principalmente para a saúde mental da população preta. Então acho que a gente tem que incentivar.
A minha treinadora, ela é preta. Eh, ela foi um pilar para mim não cair mais ainda na onde eu estava. Ela ia em casa, batia no meu portão.
Não, vamos correr, vamos caminhar, vamos, vamos, vamos. levanta daí. Ela foi assim, sensacional, adora.
Eu treino até hoje com ela. Ela ficou bem chateada quando eu diminuí a corrida esse ano pro fisioculturismo. Tô me preparando.
E quando você fala do pantera, eu passo por isso todos os dias. Até a meta da proteína eh que é parece algo tão simples, cara, não é? E eu não falo nem pela minha disciplina, eu falo por uma questão financeira mesmo, né?
Eh, não, não. Por que que eu quero competir? por um mérito pessoal e não porque o mercado vai me olhar, porque o mercado não vai me olhar.
Assim como mais de 15 troféus que eu tenho ali, não vai me olhar. Já recebi propostas, Henrique. Eu já recebi propostas, mas assim, você tem que levantar 4 horas da manhã para correr e aí você volta para casa, toma café e treina de novo.
Aí e treina de novo, treina de novo e eles vão me pagar um salário mínimo e e um tênis especial. Mas pera aí, e a comida dos meus filhos e meu aluguel? Entende?
Então assim, é desmotivador nesse sentido. >> Então se você quer a psicologia do esporte, cara, vai e levante essa menina da preta, porque o esporte salva. Eu sou pró.
Exatamente. Os pegadores do melhor filme que eu já assisti nos últimos anos. Sensacional.
Ele ganhou, né? O o por conta disso, por causa desse filme, é sensacional. Exatamente.
E é uma realidade. É uma realidade. A gente de novo, não vamos trabalhar com mimimi.
Não vamos trabalhar com mimimi. Mas é uma realidade. Muitas pessoas no mundo mesmo do esporte que eu convivo, eh, querem treinar comigo, querem competir só comigo e tem a fé e a certeza de que no dia da competição vai ganhar de mim e não ganha.
Aí o o que que me deixa pé da vida, Henrique? Genética, sorte, cara. respeito uma história.
Com certeza. >> Com certeza. E tem uma coisa que a minha bisavó falava que ela falava que ela não eh não foi, aí como que é o nome que ela que ela chamava?
não é escravizada. Vou usar essa palavra, esse termo escravizado na época da escravidão, porque ela tinha canela fina. Pretos de canela fina não iam lá pro quilombo para carregar peso, não tinha, porque não tinha suporte.
E ela foi uma delas. E ela falava: "Filhinha, eh, tem que encordar sua canelinha". Porque na cabecinha dela, quando eu tinha 7 anos, ela achava que algum momento a vida teria que me cobrar para ser forte.
Então, minha canela tinha que ser grossa, mas tipo, como que engrossa a canela, né? Não é, não é a batata da perna, é a canela. Então isso ela trazia, é uma história que ela contava, acredito que seja verdadeira, é científica nunca fui atrás, mas ela falava que pretos de canela fina não prestava, eram descartados.
Mas caraca, com história. compartilhar Entendo muito bem. Eh, uma tristeza dividida é meia tristeza.
Uma alegria dividida é uma alegria. Entende? Todo mundo fica feliz quando você tá feliz.
Quando você tá triste, quando você dá a oportunidade de dividir, compartilhar, você não fica tão triste, porque você dividiu. Pode passar, tá? Tô com ela no que ela precisar.
Eu entendo muito bem sobre a questão de identificação. Eu acredito, não é uma questão de feminismo, não, tá? Porque eu não sou uma mulher feminista, eu sou uma mulher feminina.
Só um minutinho, Henrique. Pera aí. Vai escovar os dentes.
Vai escovar os dentinhos para deitar. >> Olha, olha que ele olha >> a carinha vermelha. Olha a carinha vermelha.
Olha o desse. Olha o desse. >> Meu filho tá me dando o deseninho que ele fez.
Daqui a pouco a mamãe vê. Eh, então assim, uma mulher ela atende um homem, mas eu ainda não consegui encontrar um homem independente da sua história de um psicólogo que atenda uma mulher. Eh, é uma questão mesmo que a mulher ela, ela é a mãe, ela é a matriarca, ela põe no mundo, ela sabe quando tá com dor de barriga, dor de cabeça, o olhinho, o homem não tem isso.
De novo, não estou desmerecendo os psicólogos homens, não estou. Mas é muito importante a gente olhar para esse viés para algumas pessoas, tá? Então pode passar meu contato e Henrique quando você precisar, cara, trabalho, Luciana, tô com dúvida.
Luciana indica livro, me chama, me chama, conta comigo que você tem idade do meu filho praticamente. E eu me sinto até responsável por orientar na melhor forma tudo que for melhor para mim, eu gosto. Eu não fica comigo, eu gosto de compartilhar.
Então, conta comigo com o que você precisar. Tá, tá. Você tá psicanálise eu fiz em 2024, tá?
Me É um formulário que você vai me mandar. Perfeito. Eu respondo em seguida para você antes de eu sair para treinar, tá bom?
Imagina, Deus te abençoe. Ótima quinta, ótima semana e o que você precisar pode me procurar. Tô aqui.
Deus abençoe. Obrigada. Boa noite.
Tchau.