A Gra finalizar seu do nosso primeiro seminário Nacional de Psicologia enfrentamento ao racismo é o tema do encontro de hoje Psicologia de colonial e articulação com saberes da África e da América Latina nós temos o prazer de contar com a presença de um gene nomes e Denise Botelho vou fazer em audiodescrição e depois eu apresento as nossas convidadas a seguir Costa coordenadora da Psicologia uma mulher negra de cabelos curtos volumosos crespos e eu estou um vestido com tons de azul claro e os detalhes de flores lilases é uma mistura de azul com lilás tô com
batom vermelho e atrás de mim tem uma parede de tijolinho em as convidadas Geni Nunes gemia da Articulação Brasileira de Ginástica longas psicólogos sintomas e nada comissão Guarani e giropa as águas virou pa indígena Guarani graduado em psicologia social e Doutora do programa de pós-graduação em ciências humanas da Universidade Federal de Santa Catarina Denise Botelho professora associada do Departamento de Educação da Universidade Federal Rural de Pernambuco é Liberty grupo de estudos e pesquisa em educação raças de gênero e sexualidade onde Lorde é a ialorixá à frente do Ilê Axé alagbede orun vou passar a palavra
para a Geni Munis que abrirá o nosso encontro e a gente finaliza hoje com a Denise possível emitir Samsung Oi boa tarde Eliane Boa tarde demais pessoas saúde a professora Denise vocês Escutam bem às vezes eu falo meio batinha você me avisa se tiver um ótimo pote então eu sou uma pessoa indígena minha só com uma uma faixa colorida na cabeça no cabelo é liso preto da trançado indústrias e estou com uma blusa amarela e a sagge me que é uma parede branca e eu queria iniciar agradecendo pelo convite pelo espaço e amor uma honra
poder fazer parte desse seminário Eu Lembro que eu entrei em 2010 na na gravação e encontros como esses naquela época era um e pensava em ser a nossa nesses indígenas eram muito raros né gente ter esses espaços com essas discussões bom então eu fico muito longe muito contente mesa de ver né ou o cfp e várias iniciativas nesse sentido esse tempo de pandemia né então às vezes a gente envia o inibiu né de duas três linhas de E Aí eu queria me apresentar para vocês também de mostrar forma e clicar com tanto então em Guarani
e ela tanto em homenagem ao pássaro Tangará foi quem quiser pesquisar na internet o pássaro Tangará é um pássaro dançarino né então é um pouco inspirado nele que a gente faz nessas danças hoje eu vou contar para vocês picante né pra gente iniciar aqui com um esse esse momento também né O garamirim cantar a minha mandou uma lareira Janeiro [Música] em Paramirim Tangará Mirim EA mandou [Música] vender ur ur ur ur [Música] e deixar com canta nossa conversa de Hoje é uma Eliane comentou meu nome é Jenny lenha ele pertence a pouco para ele e
o que eu vou compartilhar aqui com vocês hoje vem sobretudo na minha experiência como ativista indígena e desses dois lugares né que na última década da minha vida tem bem acompanhado né e é tanto esse espaço acadêmico não faz parte quanto espaços do ativismo né então eu Pensamentos ele é formado construído não só né nem principalmente pelo conteúdo né muitas vezes tem academia mas principalmente mesmo né dessa experiência de ativismo e dessa teoria que se constrói né com essa vivência com essas práticas o e Bento sistemas que eu pensei em falar hoje com vocês né
é uma da distância que você entrar hoje é não Etnocídio É porque tem uma frase do parede Anastácia feira a outra que é do Povo Guarani mikayla ele diz o seguinte e os não-indígenas não tem tido muito interesse nos ouvi falar sobre colonização né e isso é presente inclusive nas estudos que falam sobre colonização então assim a gente observa Qual que é o protagonismo né de um estudo de Colonial por exemplo apesar de Ser uma uma linha crítica de pensamento Ainda há uma ausência na maioria dos espaços na interlocução com povos indígenas né então que
eu vou apresentar para vocês hoje é um pouco uma das perspectivas e nós somos múltiplos nessa centenas de povos Mas é uma das perspectivas sobre essa questão da colonização e de como que ela nos atinge né então é no primeiro momento e o conceito de colonialidade ele é articulado como uma referência Atualização do processo Colonial né então sistema qualidade e aquilo da dessa violência colonial e vende muito tempo mas que permanece e permanece atualizada então a pergunta da descolonização e parece é justamente questionar de que forma que essa colonização permanece que a gente pode fazer
para combater e o modo que a gente pode fazer parte desse projeto né desse processo mesmo Como disse para não né da descolonização Então é nós temos dito né e no nosso contexto a duas grandes formas de extermínio de nossos povos indígenas a primeira através do genocídio na a produção direta da nossa morte para aplicar a técnica e outras violências né que significa diretamente na o amor EA segunda forma de ceninha é um que a gente chama de etnocídio Então se Rastapé racismo e etnia está presente nas vídeo e aqui eu queria pontuar na quinta
vezes utiliza ter Martinico Raciais várias espécies até tem a a lenha 100 mil né que tem também esse tema só que muitas vezes e sistemas eles não são pensados nas especificidades indígenas né então só para dar esse primeiro Panorama atualmente IBGE nós temos 5 grupos sociais e seguiam branco preto Pardo amarelo e indígena que seriam os grupos sociais do IBGE no momento já etnias nós temos centenas no nosso contexto né nosso território por Exemplo Faz Parte do povo Guarani então quando a gente utiliza a palavra povo é um termo sinônimo de etnia Nação Indígena né
então o que Ramiro por exemplo né a raça indígena etnia kayapó então só para iniciar bem do básico né porque se eu tiver sendo muito Óbvio mas só para situar mesmo esse esse chão né do Paulo tô pertinho então quando a gente comenta né que ela falou técnico a tchau é justamente porque parte central do Projeto do nosso Sininho É a imagem do índio genérico sempre que eu falar em genérico vocês pensem as as duas mentais aí né é que a gente não utiliza esse tema né politicamente nós utilizam povos indígenas né Então essa essa
produção do índio genérico ela vem tentando pois tal Nossa extermínio né simbólicos físico política sistema lógico desde 1500 né então eu pensei em apresentar para vocês alguns eixos 17 nocidio para que talvez possam ser ferramentas no trabalho né Onde cada pessoa atua para que e água o Naná sai a gente sabe né que para elaborar um calma preciso reconhecer é preciso dar os nossos essas violências coloniais das partes a gente tá falando né então identificar reconhecer que a colonização não acabou e identificar De que modo que ela continua é fundamental para reparar minimamente essas violências
né então esse sete nos cílios eu tenho eu tenho chamada atenção Aqui né eles iniciam Então já desde 1500 né quando o Pero Vaz de Caminha numa carta né de 1.500 já nos na meia ele ele comenta a frase né ai dos números tenho que descobrir seus vergões né então o primeiro termo que a gente tem dentro dessa dessa invenção de Brasil né é essa esse registro do Vaz de Caminha quando nos chama de quarto ó e aqui o já corro muito ao pensamento faz um quando ele comenta que é o branco que inventam negro
genérico em de genérico Amarelo genérico essa invenção se dá a partir do que se olhar projeta sobre Esses povos né Então aí eram que eu ia sumir por exemplo né que vai ter que ingeri Ana comenta muito esse processo né já que quando os colonizadores chegaram a África eles não viram a multiplicidade de línguas e costumes de modo de vida eles viram aquilo que eles criaram como o negro gênero e aqui no nosso contexto nós passamos também pelo processo que traz similaridade disso que É noção né de que é ensinada nas escolas ainda de que
o genérico sabia né necessariamente no necessariamente pintado necessariamente com os olhos puxados o cabelo liso né a pele morena bom então esse estereótipo congelado no tempo é parte central do etnocídio né É E aí seguindo então não sei se na região de vocês também tem isso né mas na minha formação o detalhe toda vez que ele aparece ele é malhado né todo mundo jurídico ou de CAD e pensamento Cartesiano e uma das críticas que de novo tô aqui recuperando a não ele traz da importância da gente as realizar né ter uma visão atualizada de como
esse binarismo a perna psicologia Então se o e essa visão cartesiana estabelece mente pouco é fundamental que a gente reconhece aqui está lentamente pessoas brancas foram associadas a admissão da mente e pessoas não-brancas admissão do corpo e dessa forma muito do racismo se aproxima da animalização por entender Que quem não é humano é animal né E essa essa invenção do humano comum e citei hierarquicamente superior a todos os outros internamente os cinco meses os demais feliz é uma das chaves para a gente entender como que a violência Colonial é atmosfera né Ela é atmosférica no
sentido de Caratinga não só nosso próprio rosto como também os rios as matas e os demais seres né então é dessa hierarquia dessa centralidade desse humano e é tido como sinônimo do Homem branco Universal né E essa essas categorias aparecem Então dentro desse nesse percurso né uma das narrativas responsáveis por essa ideia de democracia racial né que já muito discutida no trabalho do Gilberto Freyre né quando ele postulava o que por conta da da miscigenação sanguínea no nosso território não haveria racismo e a gente sabe né e eu faço é de pessoas brancas terem uma
vó uma vó negro e indígena não tem significado a perda de viagens Estruturais da população branca no nosso território assim como a população negra tenta parentes brancos eventualmente o povos indígenas entre parentes branco não nos tem livrado do racismo né então aqui esse primeiro ponto muito com um nome da trás né de que raça na categoria social e política né não uma uma continuidade biológica como racismo científico buscava em cor e quem seguindo então né dentro do nosso do nosso território a uma a uma confusão Muitas vezes né entre essa narrativa do brasileiro e aqui
eu queria pontuar né e a partir da Constituição de 88 nós tivemos pelo menos inteiro né a garantia inédita até então de que nós poderíamos indígenas e brasileiros ao mesmo tempo eu digo isso porque o Brasil não foi apenas invadido ele foi inventado esse Brasil tem uma raça que tem uma única religião oficial é o cristianismo e fala uma única língua português essa nação de monocultura né como dizer plenário de Pensamento ela só se mantém com as nos filho não tem como né se afirmar que essa identidade Brasil só tem uma única língua Sem ligar
tem umas indígenas né E até queria citar para vocês em casa tá acontecendo 2002 em Mato Grosso do Sul em Campo Grande que tinha uma programação EA gato é que não conhece ainda tu é o Tupi antigo né mas ele não quer muito falada nessa região e a Anatel agência de comunicações professores da Rádio porque supostamente É haveria uma lei criada na ditadura militar que proíbe programas públicos de TV e rádio em língua estrangeira veja aqui né Como que essa noção de Brasil auto-referencial Lima portuguesa com a língua legítima desse território e marca nossas línguas
indígenas com as línguas que seriam estrangeiras né esse processo de nos tornar estrangeiros na nossa própria terra é algo próprio de um estranhamento que se dá quando a nossa Presença nas cidades por exemplo né E para como as indígenas fora da cidade estiveram estiver fora de seu lugar esse fora do lugar é contigo uma ideia de tempo bom então não à toa né agora tá no STF julgamento do Marco temporal e o Marco temporal é também um Marco espacial é onde a gente deve estar de que forma e como né então quando se estranha nossa
presença nas cidades isso parte desse lugar né e nos colocar como estrangeiros como fora do nosso lugar Estamos na nossa própria casa né na nossa própria terra e aqui é importante pontuar né que no último o IBGE nós tivemos o dado e 49 presidente da população indígena vive nas cidades e esse processo então né nos aponta que quase metade da nossa população vive nas cidades esse não foi um processo voluntário né ele foi decorrente do roubo Continuo não acabou nas terras indígenas que nos expulsão para cidades e nos fazem viver nelas em condições Extremamente precárias
né eu vou dar um exemplo que a pessoal mas é coletivo né também de que eu passei né junto com a minha mãe a minha infância adolescência vendendo artesanato né nas cidades não sei se na região de vocês também tem né mas é uma uma das práticas de subsistência gente nós povos indígenas cidades Então esse processo de expulsão das terras indígenas ele inicia desde 1500 sei se vocês lembram das aulas de história das capitanias hereditárias Mesmo e a coroa portuguesa do ava pedaços de terra e hoje correspondem a essa divisão dos 25 26 estados círculo
mas em pedaços de terra do lado a minha nossas strass ali né Então essa esta ocupação de terras e fez à custa de muito estranho indígena e posteriormente também das pessoas né que foram trazidas principalmente de África então foi com muito custo muito sangue né que essas terras foram limpas da nossa da nossa presença esse projeto né Para que nela Se produzisse para que se lucrasse com essas terras dança a gente vê se processo das capitanias hereditárias de expulsão indígena e quilombola né dos seus territórios a lucro não é nada tão diferente do quadro negócio
vem fazendo nessa a gente pensa o creme de Mariana por exemplo vários outros peguem aquilo que eu comentei no começo né que essa colonialidade atualizada ainda fazendo esse mesmo processo né e nos exportado nossos territórios visando a um lucro né E o mal o outro mais legal que eu achei é importante compartilhar com vocês foi a lei de terras né Que que foi uma espécie de burocratização e eu até mandei Um textinho para vocês esse documento vocês encontram no site do Senado essa lei de terras é muito importante para entender como que o racismo se
liga diretamente com a propriedade privada né Eu olhando textinho para vocês quem é E naquela época se entendia que a escravidão mais cedo ou mais tarde essa lei de 1850 chegaria ao fim e que os Cafezais corriam risco de ficar sem mão de obra a lei de terras vem eliminar esse risco uma vez tornando-se legais a invasão e ocupação da zona rural o tanto esses cravos quanto índios quanto migrantes pobres europeus ficaram impedidos de ter suas próprias terras ainda que pequenas e naturalmente se Transformar em trabalhadores abundantes e baratos para o latifúndio que vai trazer
uma fala também do Globo esconde de Abrantes e foi bem as doentes nessa lei que ele diz o seguinte o preço da terra deve ser elevado para que qualquer cretario só tem a força do seu trabalho a força do seu braço para trabalhar não se faça imediatamente proprietário comprando essas terras por mim o preço e Campo inibida de comprar as terras o Trabalhador de necessidade ter a transferências trabalho aquele que tiver capitais para as comprar e aproveitar assim consegue-se proprietários e trabalhadores possam ajudar as cinco também vejam então aqui né E essa essa relação de
propriedade da terra e de quem tinha condições de E essas terras é inaugura Reforma um novo e fui ao mesmo tempo antigo modo né de opressão né descoloração do trabalho que incidiram sobretudo contra a população indígena Negra e quilombola né E aí eu ia falar um pouquinho também sobre uma pagamento né que é outro dos nomes do etnocídio e para salientar alguns dados para vocês né no último IBGE é de novo nós tivermos dado de quiser. 4 por cento da população brasileira seria indígena esse andado muito festejado pela direita pelo agronegócio porque é utilizado nessa
narrativa de que nós estaremos faz extintos 0.4 por cento do Brasil que é indígena né é supostamente Aqui nós já estaríamos aparecendo né e essa visão ela se refere ao que é chamado né de indígenas como categoria social de transição que foi uma lógica que persistiu até Constituição de 88 essa categoria social de transição significava uma transição de selvagem e civilizado então a expectativa no estado era de que conforme a gente possibile zado por forma a gente falasse português Utilizar essas roupas né mas Deixaremos estendidas e passaremos a ser brasileiras beijo de novo como que
a identidade nacional se punha a identidade indígena e ainda se opõe e se a gente observa o quadro político que a gente vive então essa ideia da categoria parcial de transição né ela tinha a expectativa de que nós uma vez civilizados deixaríamos tem indígenas e passaríamos a integrar outros grupos sociais se de pele clara e se de pele Negra negros né então aqui nesse dentro desse projeto né a catequização Ea evangelização tiveram uma importância muito grande porque sempre se se tinha o seguinte parar de ir era Bárbaro né quem era indígenas selvagem EA evolução de
quem era a Barbie ou era se tornar Cristão então só era considerado civilizado Quem era Cristão e que a gente leva Como que o racismo religioso desde seu primeiro momento fez né se a gente pensa por Exemplo que os Jesuítas não vieram para cá né a gente sempre brinca para serem salvos por nós né vieram salvar um processo de encostar bastante vertical nem né a sua a sua forma de ver o mundo comunica possível é aquilo que tem chamada né de sistema de monocultura no sentido de que se entende é apenas um único Deus único
Deus verdadeiro né que todos os outros seriam falsos e deveriam ser combatidos era uma ideologia que inclusive em pira A destruição de casa de reza de casa de terreiro né mas não vou perguntar isso agora porque acho que também o tempo tá ainda né mas botando então esses dados que eu tava falando na minha pesquisa né eu fui atrás do primeiro recenseamento né que nós temos disponível 7.872 e nem recenseamento nós indígenas aparecemos através da categoria Caboclo que aqui cada região tem seus temos né então não surge onde eu falo não se usa muita palavra
acabou começa a palavra Bugue né em outros contextos eu vi no Mato Grosso do Sul né E lá se utiliza muito a palavra morena Então se chama Campo Grande né Cidade Morena tem bairros a minha um moreninha 263 o estádio da cidade se chama morenão onde Olha tem referência palavra morena e é uma cidade com grande presença indígena especialmente O Guarani caiu a né falando aqui a partir dessa dessa família do Povo eu faço a gente então essas categorias elas mudam a depender Do contexto Mas elas atendem ao mesmo objetivo que acionar a ideia de
descendente de quase de quase indígena de mestiçagem todo esse repertório né que historicamente vem se construindo uma ligação política muito direta que é a seguinte né está 0.4 por cento da população indígena e se tem uma implicação direta na no direito da terra né então a categoria Caboclo Moreno mestiço bugre nenhuma delas politicamente tem o direito à terra o Direito à terra é o direito originário Assis Bom dia né Então essa negação da identidade tem interesse político muito profundo nas nossas terras né E e aí seguindo então né tá em 1991 e nós tivemos a
primeira vez a palavra indígena no recenseamento aqui no Brasil então nós tivemos séculos sobre notificação da nossa população e de uma imposição mesmo né porque não havia um cão porque a gente marcar nesses desse pensamento e não fosse a tia Cida né E Aí com a Constituição de 88 e um com a convenção 169 da oit nós tivemos o direito autodeclaração e quando a gente fala em alta declaração é um alto coletivo né não é um ato individual Então até esse momento que acontecia era aqui em geral o profissional é da área da antropologia ou
desafio não indígena e até nossas comunidades e averigua vacinas eram os indígenas ou não isso também aconteceu né um pouco de Quilombo então durante esses essas décadas da série dessa Essa identificação diversos povos foram marcados com vestidos né porque não atendiam a esse essa expectativa que esses profissionais viram né é esse território e aí nós temos é o que nós chamamos de retomada né então ovos um povo Tupinambá como pastor vários outros povos que foram marcadas nessa literatura antropológica como cobras extintos vem marcando né muita força e Muita espaços de que eu sinto né Nós
estamos aqui e que esse direito ao teclar ação é um direito trouxe no próprio povo se reconhecer né então é o povo terena que tem autonomia para definir tinha Serena um povo Guarani e definitivo para mim e assim por diante apesar disso já ser uma garantia legal ainda uma certa autorização simbólica que o racismo anti-indígena faz que é de que muitas pessoas que autorizam né colocar esse a gente pode ver notícias Da mídia em vários espaços né quando aparece algum parente assim para esse processo de um 17 tribunal racial e de uma investigação do quanto
que essa pessoa se aproximaria ou não desse esteriótipo do Rio de genérico né Isso é muito importante na nossa profissão né que eu queria chamar atenção porque não tem como a gente acolhesse sofrimento sem primeiro a gente não reconhece que a colonização não acabou esse a nossa lente para Lidar com povos indígenas é a lente informada Oi Letícia Leal E aí falando nessa questão dos estereótipos e até para te indicar um livro para vocês né Tem um acho que eu vou ver se eu consigo mostrar para vocês aqui a é um trechinho longo do livro
Só um minuto e vocês tão vendo a gente livro e ainda não há agora tá aparecendo mas mulheres indígenas da tradição é o nome Desse livro Esse é um livro que tá disponível gratuitamente para download no site do SINE para quem quiser acessar depois nesse livro se tem uma homenagem a liderança as mulheres indígenas especialmente das regiões norte e Nordeste que muitas vezes são especialmente invisibilizados né Aí eu queria fazer um convite para vocês né para vou mostrar patinho delas né Fala o nome Para conhecer nessas narrativas e também a desconstruir essa em 7 no
sítio de um único fenótipo do nosso foco né então vou mostrar aqui para vocês algumas delas Oi dona Ana vou colocar a E aí E aí Oi nailda cântaro iPhone mostrava o livro todo aqui para vocês mas se também era escutar a outra professora né para gente Seguir a nossa conversa mas eu queria trazer nesse livro é mostrar né que tem quem não tem esses periódico né do do olho puxado o cabelo liso tudo mais não é exceção nós somos essencialmente múltiplos né e eu queria sair e entrar de novo Quanto que é 7 no
sítio do cara de Índio ele está diretamente ligado de novo a retirada nossos direitos porque muitos parentes né comendo ou o cacique Babau nem também comenta diz que quando o povo Tupinambá né vai demandar a terra Direito à terra é muito comum que eles discutem o que que esses negros estão querendo né eles não são indígenas ou negros né ou transparente tem a pele clara né Vocês estão brancos não são indígenas né então e essa relação de acionar o fenótipo como forma de negar nosso direito à terra é outra desses processos né de apagar mesmo
e aí voltando agora por contemporâneo umas temos atualmente tem tem feito antes da importância de nos apagar é o tema pago Né E aí eu queria voltar de novo para o recenseamento né que eu comentei com vocês porque vejo todas as outras categorias fazem referência a cor né branco preto Pardo amarelo e aí vem indígena né no meio desse desse grupo E aí a pergunta né que a gente faz é qualquer coisa indígena e nós somos pobres múltiplos Né desde pele clara e cabelos Claro até pele retinho de cabelo crespo Nós não sabemos nesse tipo
de aferição né porque a nossa luta Como Comentei no começo ela étnico-racial né é o nosso pertencimento a um povo que nos define enquanto indígena Então esse recenseamento atual ele acaba e quando de novo né ways academia e aí eu queria mostrar para vocês algum dado né daqui na região metropolitana de Manaus nós temos mudado de 5.2 por cento da população se afirma indígena e setenta e seis por cento paga é que eu tô trazendo a região de Manaus nem para para ilustrar como Que é uma das regiões que a gente reconhecidamente sabe que tem
uma grande presença indígena né mas que acaba E aí até fazendo um pouquinho esse percurso histórico né E que Décadas atrás é o movimento negro constatou né que os dados sociais da população Padre preta e muitas semelhanças responde Vista na acesso à saúde educação da violência policial né então em Monte de espaços o que a gente pega né É que as formas de de preto e paga é o Resultante da população negra no entanto que a gente observa o tempo pai ele não tem sido utilizado apenas como uma forma racista né de referir a pessoas
negras mas também tem sido utilizado como uma forma né de apagar a identidade indígena Então o que fica com o resultado oficial né é que se 75 por cento da população de Manaus é parda 5.2 por cento indígena e 3.11 é preta o resultado que fica é de que 78 por cento de Manaus seria da população negra né E Que acontece no Pará no Acre no Mato Grosso do Sul nem pra convite também para vocês observarem né como aqui essa forma de recenseamento se organizado também contribui aquele dado lá de que na seremos apenas é
0.14 por cento da população Oi e eu trouxe também uma pequena sala do José Pena que era pesquisador na diretoria de geociências do IBGE ele diz o seguinte a um elemento caboclo muito Forte entre os esse afirmam Pardo na região Amazônica já na Bahia as pessoas que se afirmam pagas são afrodescendentes mais na Amazônia há um componente indígena forte e aqui vocês vejam né que ele tá utilizando tema Caboclo que admiro 872 o recenseamento né e ele disse que na Amazônia há um elemento indígena né então desde dos próprios operadores Desses desse desses essencialmente gente
observa Essa visão né e formada aí pelo Pelo etnocídio né Ah e ainda seguindo né o outro ponto que eu queria trazer né é de que essa dicotomia cidade é odeia ela muitas vezes não dá conta da nossa presença porque nós temos Aldeia aliás nós temos cidades dentro de aldeias né E até eu queria se der tempo como é que eu sou desse tempo Eliane eu não quero me estender muito vamos cobrados São 40 minutos né assim mais 15 minutos pode ser isso aí tá ótimo Um pouco atrasado né Beleza então eu vou deixar para
vocês aqui um link um grupo musical chamado Guarani depois vocês escuta é em que os parentes comentam né e ele está falando da Aldeia Jaraguá que fica na capital São Paulo né a gente tá falando aqui já de uma complexidade de território e não é odeia ao cidade mas é odeia na cidade né ele Quanto que há várias nuances aí que precisam ser orientadas porque muitas vezes já tá me falaram isso né eu não preciso trabalhar com indígenas então eu não vou me dedicar esses estudos né como você cola como se torna sendo que o
racismo é relacional né Então essas violências que a gente vira e Cia Independente se passando a gente tá o do modo de trabalho né Em qual descrição é atividade é urgente né que esse essas Leituras etnocidas sejam desconstruídos né Oi e aí seguinte então né o outro dos eixos do etnocídio é esse processo de deslegitimação né de quando um povo não fala a língua indígena Infelizmente aqui ele deixar como referência o relatório Figueiredo né que no período da ditadura militar registrou uma série de violências a quantidades genocídio mesmo né e entre essas violências estavam comissão
textura Por Falar em grande já né então nós temos aqui vários povos que mesmo acontece de aveia tiveram mas se Rocco dessa língua né então esse também é outro critério para se ter nessa a sensibilidade de e a identidade indígena não ou se faz exclusivamente por conta desse Sejus E aí eu queria encerrando né Lembrando que e como mestre Bispo na oficina a aquele que te ajuda também né o mundo Colonial EA que eu sinto para não né é um mundo dividido Em compartimentos mente natureza e cultura razão emoção saúde mental saúde coletiva né é
um lastro de binarismos que operam nesta lógica colonial e que produz feridas aqui para do sofrimento né então é para nós né em vez Dessa lógica do desenvolvimento de se afastar né esse um ano que tá cima um ano porque não se vê como o bicho com pasta natureza e Justamente por isso que autoriza explorá-la a a exterminar Outros povos é aí terminar a outra outros biomas né Então essa lógica do desenvolvimento e também é realizada e impacta na violência que a gente vive hoje né e para nós então em vez do desenvolvimento que nós
plantamos é o em movimento né olha a qualidade do vinho que o que a gente tem para e os demais ele né e aqui até Lembra daquela permita que os organizadores tiveram né quando chegaram aqui que era de perguntar se nós teríamos ao não não e Essa pergunta era uma maneira de tentar ferir se nós éramos humanos ou não Oi e para nós Guarani essa pergunta nós respondemos que sim nós temos alma mas o milho também tem os fios também tem o vento também tem alma e é reconhecer que se tratam de vidas de gente
que nós chamamos de parentes no rio parente ventre parente a Terra e a polícia que nós temos essa relação de cuidado e de respeito de aspectos com os demais seres né então é muito urgente Né que se pense Qual que é a cosmogonia qual que é a filosofia de mundo que inspira a violência capitalista a violência racista misógino e homofóbico enfim todas as outras né Então queria finalizar agradecendo pelo convite e dizer também da minha alegria né de fazer parte dessa que nós temos chamada de reflorestar o pensamento reflorestar a imaginação porque o nosso corpo
também é um território e também preciso o Reflorestamento também vai ter muito obrigada é muito obrigada Júnior Cigano e e essa palavra agora para lindo minha parente aiko Guabi Ah não tô na estrada leu vindo aqui vou te ver aí bom obrigada João pelo comentário mas segura palavra para nossa convidada Denise Portilho da minha esse prazer estar aqui ao seu lado amante do coletivo ainda que Somente com certeza Boa tarde a todos eu sou uma mulher negra de cabelos crespos curtos e grisalhos charmosamente grisalhos tenham um óculos de aro vermelho tem um batom quase combinando
com os meus óculos também no tom vermelho Rosado e tem o branco na cor laranja que combinam com uma bata hoje que eu visto que é bastante colorida e que tem motivos marrons e motivos laranjas com Fundo bege Quero Agradecer um convite a minha é muito especial estar aqui quero cumprimentar cada uma de vocês cada um de vocês que estamos aqui em especial na quero cumprimentar todos na pessoa da Jesus que a minha conterrânea Pernambucana e que acho que ela que deveria tá aqui no meu lugar falando que não Dona Denise quero dizer a vocês
que há muito tempo Eu estou Pernambucana hoje mas por um erro de percurso eu nasci em São Paulo e em São Paulo eu entrei em contato há muito tempo para uma psique que é uma instituição de mulheres negras não é que tem sido É vamos dizer ponta-de-lança nesta reflexão da Necessidade e o logia pensar esses corpos dissonantes esses corpos negros esse forma os indígenas esses porcos LGBT Fogos e LGBT perdão mas também os LGBT Focus precisamos olhar para eles também e e com muito respeito ao trabalho né pra cama conseguir eu sempre acalentei aí este
lugar né do Diálogo da ecologia com as Relações raciais nesse país que deitou em berço esplêndido os por muito tempo acreditando ser uma democracia racial a uma conveniência de acreditar não é nessa democracia racial se somos todos não é bem que isso se todos nós temos oportunidades não precisamos Discutir o aquilo que eu compreendo ser a chave não é desse capitalismo desenfreado que é o as ISO então e esse lugar de de conforto o interessa em manter as Relações raciais Neste País e quando eu tinha muito desejo que a psicologia olhasse para nós porque por
muito tempo as pessoas negras não eram clientes no consultório não era o motivo de estudo da psicologia e muita eu sou uma E aí minhas brincadeiras eu sou uma negrinha' típica eu comecei a fazer Terapia muito cedo e por muitas vezes eu precisei fazer cursos não é de introdução ao mundo negro com os profissionais da Psicologia pelo porque a universidade o trajeto não me permitirá conhecer esse corpo negro essa pessoa negra e o que significa fundava em especial o racismo Então por muitas vezes e começar um processo terapêutico o era necessário no e nós introduzimos
essas reflexões uma vez que a sociedade brasileira E aí e não é só um problema Do campo da antropologia né algo maioria da sociedade brasileira não se desloca sobre as relações étnico-raciais porque a um lugar de Privilégio e que é necessário que se mantenha Então quem está nesse lugar do Poder não pensa em problematiza esse lugar do poder e quem está no lugar não é da sua sujeição é muita das vezes não tem força ou não tem consciência Ou passa pela pelo processo de branquitude tendo uma o ideal que é de negação do seu próprio
Corpo meio dito isso eu quero começar aqui pensando com vocês como é que a gente vive a pluri racial E aí Gene Eu sou daquelas que fala flore étnico-racial vou ter que me respeitar Mas eu ainda assim vou usar pluri étnico-racial porque Como já dizia falou no Os Condenados da terra tão população afro-brasileira à população neles são os povos indígenas não é os estrangeiros dos seus próprios lugar e como estrangeiro do seu próprio lugar Nós não somos vistos da educação porque a nossa história não está lá e quando está está no momento muito específico que
é a o período nefasto da escravidão no Brasil isso interessa a quem interessa àqueles é a pelas que não querem perceber que há uma necessidade hoje denunciação tanto de pessoas negras e pessoas indígena e todos aqueles a mente vivem em situação de exclusão na sociedade brasileiro é preciso que nós olhemos em todos os sentidos é preciso Que quando a mulher negra Vá para sala medi cirurgia para ter o seu bebê ela possa ter o direito de receber a mesma quantidade de anestesia que mulheres do grupo dominante recebem E por que que nós não recebemos uma
quem é que olha para esse corpo território negro e esse corpo território negro quando é de uma mulher não aprendeu e mundo que pensar o grau de vulnerabilidades a qual estão submetidas ser mulher negra nesta Sociedade é está na base da pirâmide social não é junto com as parentes indígenas Nós não somos olhados nós não a corrida Porque mulher negra é é resistente à dor mulher negra vem dá conta de tudo mulher negra forte e quando a gente vai criando esse esse Imaginário coletivo o quantas das nossas são submetidas a um cotidiano não é igual
que setor e esta palavra mesmo que eu quero utilizar ser mulher negra num país racista num país persista e Machista é algo que nós precisamos ser estudadas todos os dias todas as horas porque se você ver esse nós compreendemos esta lógica de sermos mulheres negras nessa sociedade a gente entende em uma série de outras com o relações de poder e de força na sociedade brasileira é preciso termos sensibilidade para essas Oi e a sociedade nos Esporte porque em especial a relação do trabalho precisava aqui no Afonso nos porcos e nesta relação então Capitalismo trabalho e
corpo da mulher negra nosso somos sendo criadas e fomos sendo expropriados de determinadas determinados sentimentos valores para reforçar o lugar da Fortaleza então quase sempre nos é tirado o lugar da leveza o lugar do Choro o lugar da sensibilidade nós somos aquelas que chegamos primeiro e vamos arrumando vamos organizando não vamos fundo tudo no lugar e aquilo que está na razão sensível do ser quase sempre não passei Agir então penso aqui com vocês que dentro dessa perspecti o Deco decolonialidad contar conhecer perceber o lugar no é de povos indígenas né de população afro-brasileira é já
um ato de insurgência dentro das nossas dos Campos teóricos dentro das nossas universidades dentro dos nossos grupos de estudos eu penso que há uma tradição de resistência dos povos indígenas e dos povos negros no Brasil que precisa ser avaliada não só por nós porque quase sempre nós Falamos para nós mesmos para nós mesmos precisamos ampliar em sair do Gueto é necessário que outros e outras especial aqueles aquelas que compõem o grupo dominante não é comecem a estabelecer um diálogo efetivo De que De quem somos e como estamos a e metidos em pleno século 21 a
uma lógica perversa nós fizemos nem esse ano vários várias situações onde redundou não é a exemplo dos Estados Unidos não é vidas negras importam e eu pergunto importa no para quem Muito Provavelmente importa para aquelas Mães de jovens e a cada 23 minutos são assassinados na realidade brasileira vidas negras importam por essas mães que vem seus filhos terem é terem suas vidas interrompidas pela mão do Estado o que quase sempre isso acontece pelo pela mão da própria polícia representante do Estado vida as negras em porta por aquelas mulheres e seus úteros são retirados porque para
a ciência médica não hein não há interesse Não é e da retirada de um mioma de um corpo de uma mulher amiga a quem mais interessa as vidas negras interessa a minha interessa Jesus interessa Gene interessa aquelas pessoas que Já conseguiram para passar a barreira do seu próprio pertencimento étnico-racial e conseguem perceber que este país vive e não é país Brasilis muito diferenciado gente se eu não é fico imaginando como é que esse projeto da decolonialidad pode dialogar com a psicologia E aí eu Imagino que um voo das perspectivas é exatamente na colonialidade do c
e como é que a gente pode destrinchar isso neném está perfeito de chega eu imagino se alguém que não foi sensibilizado pelo pelas atrocidades dos danos psíquicos do racismo como é que ele pode colaborar com alguém no processo de decolonialidad se muita das vezes não se consegue nem reconhecer e é uma colonialidade ainda presente nas relações Étnico-raciais Neste País como é possível criar movimentos né de emancipação já que agora nós temos né um grupo que acessa esses lugares ficam muito tempo foi disponibilidade do grupo dominante o quanto que nós estamos preparados e Preparadas para pensar
nessa loja que foi não é estruturada no Brasil para raça a maioria não é pó o mais rápido é a raça humana é a raça única isso da perspectiva biológica só que no Brasil Não foi desta maneira que raça foi estruturada no Brasil Nós criamos e hierarquias entre os grupos étnico-raciais e é fazer hierarquias elas se manifestam em todos os campos da produção de conhecimento que está presente na filosofia na Sociologia na educação na análise na Luzia na matemática na física e nós precisamos descolonizar as nossas mentes não é desse descer dessa interlocução e não
Consegue nos Enxergar como é que nós preciso podemos realizar isso primeiro eu penso que nós devemos é estar nesse lugar não é das insurgências né besta a situação é de Contrariar algo que por muito tempo ficou estabelecido que não há conflitos raciais no Brasil isso não é verdade existir um conflitos raciais dos quais nós não podemos enxergar mas eles existem existem quando o caminho a época Mais jovem que agora é isso é crime mas quando tava postular né que eu ia procurar um emprego e que tava Posto lá boa aparência isso era uma guerra contra
o meu corpo território negro porque a boa aparência leia-se não lê não brancos não e os indígenas não estão bem vindos Isso é uma guerra isso se dar quando eu preciso justificar para os meus colegas de departamento a necessidade de renovar o tempo da lei de reserva de vagas nas universidades que Ainda que se tenha passado a primeira década nós não conseguimos ainda reverter o abismo social que existe entre brancos e não-brancos nessa sociedade é necessário dizer que ainda que as Universidades públicas não é nós encontremos um número maior hoje de negros indígenas de quilombolas
de população LGBT ainda está muito distante de ser uma relação equilibrada uma relação de igualdade esse e não é só a presença que nos interessa nos interessa Que os nossos currículos possam dialogar um outras matrizes da formação do pensamento porque não adianta que o acesso de indígenas e de negros e negras na sociedade na a academia e o nosso currículo continuar o currículo ela não tem entrado gente quer dizer eu e o ingresso para aprender o que foi sempre ensinado se os negros e pylon bolas indígenas a dentro o espaço intelectual é necessário também que
haja intelectuais nos nossos currículos é Preciso deve ser obrigatório não é que nós tenhamos a AAS o nosso referencial bibliográfico enegrecido a gente não consegue nem diálogo com a América Latina Nós ainda estamos né na colônia realidade do pensamento eurocentrado ou senão norte-americano e no o que Dirá quando eu ouvi Gene citar é o euro que fiquei felicíssima mas como sempre me parece um dos nossos né aqueles que estão na Situação de exclusão é que vão acessando mas acessar uma intelectual é nigeriana na realidade brasileira deveria ser um algo comum e não na excepcionalidade e
de fato o que nós percebemos aqui nós não conseguimos né as cotas é mais nós não conseguimos mudar o currículo Então as mentes que estão sendo formadas continuam sendo formadas no processo Da colonialidade Se nós queremos realmente um processo de decolonialidad nós vamos ter que dar passos mais largos nós precisamos efetivamente perceber que o racismo é estruturante dessa sociedade é preciso discutir o racismo em todas as suas manifestações em todos os seus desdobramentos a sociais e criaram pensar como é que isso desde a longa com a educação que é o meu lugar de excelência como
é que se eu não compreendo o racismo na educação the Pretense uma educação democrática uma educação pública uma educação laica e uma educação e assista se eu não compreendo a presença do racismo nessa licitação Muito provavelmente eu estarei perpetuando as desigualdades e sendo assim eu quero pensar em cada uma dessas categorias essa educação democrática educação democrática é essa no qual alunas alunos ainda continua em situação De exclusão na maioria das instituições e agências do falado ensino superior a democracia quando o conteúdo que se aciona não é sobre relações étnico-raciais tem a ver com a presença
dos Jesuítas e aí vai o que que os Jesuítas vieram fazer aqui catequizar os indígenas é isso que eles vieram então nós continuamos tendo esse acesso a mundo interessa a escravidão dizer que os negros quilombolas eram funções os meus ancestrais não eram funções eram Lideranças em com formadas com aquela realidade e criavam circunstâncias Bom dia Contra esse sistema fujão é reduzir muito ao que foi por exemplo o Quilombo dos Palmares Quilombo dos Palmares foi uma das sociedades mais complexas e de igualdades reais onde conviviam negros indígenas brancos homens mulheres em situação de igualdade e o
que que é que nós sabemos do Chrome Então se nós realmente queremos uma educação democrática nós precisamos de e Destruindo o currículo que está sem entrado numa lógica eurocentrada e trazemos para o diálogo outros autores outras atrizes é necessário que a gente tenha não é como dialogar com os asiáticos africanos com a própria América Latina Porque nós não fazemos isso a nossa mente é tão colonialistas ada que nós nós estamos numa lógica eu tô entrada Isso parece que tem valor se eu for pensar na escola pública como é que se Da Lógica da Escola pública
a escola pública da Educação Básica ela serve para a população afro-brasileira para a população de menor prestígio social quando ele chega no ensino superior e sem verte quem fez instituição particular na Educação Básica sem precisa público e quem fez ensino público vai para a instituição particular Esta é a loja que significa dizer que quem tem vantagem Educacional Neste País né terá de todas As formas e se teve vai continuar tendo e quem não tem não É vai ser engolido por esse sistema então não precisamos pensar que essa escola pública ela ganha quando a é instituído
o sistema de reserva de vagas ou cotas mês que que a lasanha porque nós vamos possibilitar que essas instituições não é seja minimamente um retrato o retrato da população brasileira de fato o que as pessoas reclamam das fotos mas sempre Existirão cotas Neste País eu nem digo aquelas oficiais como a minha instituição a Universidade Federal Rural de Pernambuco instituiu que era a conta do boi né a conta do boi para quem não sabe a os latifundiários perdiam uma série de cabeça de boas para a universidade e os seus filhos poderiam adentrar os cursos de da
Universidade então a conta eu ia mas que para esse grupo ninguém reclamou se reclama quando as cotas são Direcionadas para negros e indígenas e na verdade a cota sempre foi 100% para o grupo dominante e também ninguém reclamou que aí aquele lugar de questionarmos esse lugar de Privilégio quem é que quer pensar nesse lugar que está dado porque esse lugar que está dado não é pode inclusive exigir de você que você saia na sua área de conforto a outra situação que é importante pensarmos nesse processo educacional e a laicidade da educação pública e aí eu
Falo além não é da pesquisadora da área de educação das relações étnico-raciais eu falo do lugar de liderança religiosa se nós fizermos um doce e jornalístico rap da da das situações de perfeição o das situações de discriminações que ocorre dentro do espaço Educacional nós vamos rapidamente tem que ficar que aqueles que estão relacionados ou as religiões de matrizes africanas são os Mais presentes no espaço Educacional com esse Advento do neopentecostalismo que que tem acontecido a um prazer não é de eleger as religiões de matrizes africanas as religiões afro-brasileiras e as religiões afro-indígenas como suas vítimas
então se eu tenho um aluno ou um aluno que está em situação de obrigação nenhum desses segmentos religiosos e ele for para a escola além dos coleguinhas que não estão preparados para lidar com a diversidade religiosa Muita das vezes os próprios as professoras que deveriam promover a diversidade no espaço Educacional são os principais ao gozes dessas crianças e não há nenhum pudor não é de criar realmente um processo de perseguição perseguição declarado O que costuma dizer a educação pública ela deve ser larga mas as pessoas não são e o que é pior ainda as pessoas
pensam que elas estão cumprindo O Sagrado o prefeito de salvar o próximo E isso torna o dia a dia o cotidiano de crianças jovens e adultos de religiões afro-brasileiras as indígenas ou africanas um horror porque o você enfrenta toda essa situação de perseguição ou que eu acho ainda pior você nega este lugar e as ações que sofreria por que ao final de semana você está dentro do terreiro louvando os seus orixás louvando os seus dentes escovando seus Encantados seus Mestres Ali você é uma pessoa especial e durante a semana você esconde todo esse lugar onde
você se sente feliz onde você tem realiza e assume uma outra pessoa do qual a branquitude vai lhe querer que você esteja porque porque aí você não vai encontrar confronto direto mas imagina como é que essa pessoa fica não é hora ela é rei e rainha hora ela é digno das divindades e Hora ela recolhe tudo isso e põe uma gavetinha e deixa lá fechado é possível fazer isso para que ele será que já conhecem a dinâmica das religiões é afro-brasileira lá aprende Jonas e africanas né a religião se dá em todo momento algum Meu
Orixá está aqui na tecnologia desta videoconferência não é o ar que nós respiramos é o ar deixar lá então essa discussão entre eu ser religioso e eu não sei religioso para cumprir a um Ideal do Meio cria processo severos de jeans Associação eu neste lugar que estou do outro lado reforçando ainda identidade Negra a identidade religiosa Percebo o quanto é perverso que fazem com as nossas crianças o quanto que é criminoso usar as escolas como lugar não é o elitismo EA crime é óbvio que é mas na compreensão de que alguns segmentos são de conversão
qualquer lugar é lugar de perseguição Diferente dos nossos segmentos que estão nos segmentos de iniciação Se você não for dançar odor é você não vai saber o que é janela não é se você não for Sentiu o cheiro da fumaça você não vai saber o que é a estrela então tem se você não beber em cada Júlia e vamos você não vai saber então eu não vou para Nenhum espaço dizer vara o Toré vai beber a Jurema vá sentir nós não faremos isso não é essa concepção que nós Deus mas os outros querem fazer isso
quando Isto é de um grau de violência e muita das vezes as famílias né não estão Preparadas para essa discussão não preparam suas crianças e para os seus adolescentes e eles quando vão em especial para as escolas eles são jogados na arena dos Leões e o pior isso não foi ninguém que me contou isso foi uma experiência Vivida e eu ouvi um momento que eu fui utilizar de um serviço de Oncologia E contando lá situação que me a me afetava no momento a profissional me disse Você precisa rezar se você Reze que você vai encontrar
uma solução e eu naquele momento estava tão debilitado que se tem uma coisa que eu sou eu sou uma pessoa religiosa Mas eu não lembro da maneira como ela gostaria que eu rezasse e ela compreende a desta maneira e aquele momento eu tava tão debilitada que eu não tinha não tive como denunciar a junto ao Conselho Federal de Psicologia o tempo rezar rezo no meu terreiro eu não fui procurar uma profissional da Psicologia para ela dizer que eu renasço mas esse é um caso único infelizmente não vocês mais do que eu devem saber da quantidade
desses Absurdos que permeiam por aí E por sinal ainda quero pensar na perspectiva de uma educação antirracista de uma Psicologia de racista de uma psicanalista anti-racista hoje já não basta mais ser só racismo né não ser racista Olá muito Bem-vindo mas a gente precisa ir um pouco além disso eu preciso ter práticas anti-racistas no meu cotidiano o quanto é que eu estou apoiando jovens quilombolas não é que saem da os seus Quilombos de origem que vão para as Universidades e que vivem essa realidade da desterritorialização o quanto que é o apoio não é alunos cotistas
indígenas que não podem praticar seu Zap sagrados dentro do espaço público da Universidade ainda que Ele esteja morador desta na universidade é preciso que além de um discurso nós para que possamos introduzido no nosso cotidiano práticas de fortalecimento aqueles e aquelas que vivem historicamente em situação de exclusão como é que eu dou conta a fazer não é é possibilidades no meu fazer né profissional no meu fazer acadêmico no meu fazer intelectual que sejam realmente práticas anti-racistas não é só mais falar para o tio no grupo Do WhatsApp que ele tá sendo racista ele vai continuar
sendo racista e qual é a atividade que cada um de nós não é podemos introduzir no nosso cotidiano para combater o racismo e outras mazelas da sociedade brasileira como sexismo eo machismo a LGBT fobia eu me lembro que houve uma campanha da vou esquecer agora lá quem promoveu mas que era onde você esconde seu racismo Acho que pode ser que alguns de vocês lembram disso eu acho que esse é um bom Começo Se nós queremos pensar em decolonialidad nessa relação no diálogo afro sentado e como campo né da colônia colonialidade dos e nós podemos começar
a perguntar aonde nós respondemos o nosso racismo e ainda que eu seja uma mulher negra consciente das relações que permeiam não é os grupos étnico-raciais desse país mas eu sei aonde eu guardo o meu racismo a mas como assim você é racista óbvio que sou eu vivo numa sociedade racista Eu fui socializada numa sociedade racista e há muito tempo que eu luto outro o batismo que existe em mim mas ele existe ainda em mim e é necessário que nós perguntamos Aonde é que eu guardo o meu racismo é aonde Quem é algo quem é não
é recebe o meu racismo essas perguntas são necessárias é preciso realmente que nesta lógica de Colonial que nós reconheçamos Esses corpos que vivem histórias de rejeição de exclusão e de perseguição que nós possamos reconhecer o quanto de nós participa dessas lógicas de exclusão é necessário perceber o que é possível de se realizar para de fato irmos para além do discurso o discurso hoje não não nos salvar mais vidas negras importam Então se importam de que maneira e qual é a possibilidade da Psicologia contribuir na discussão das relações étnico-raciais No Brasil e como é que é
possível que esse campo não é tenha uma possibilidade de emancipação das pessoas que vivem em situação de subjugamento social e como é que nós homens e mulheres negras negros que vivemos nessa sociedade racista como é que nós vamos não é romper com as lógicas de embranquecimento Porque elas estão presentes no nosso cotidiano é impossível não está e não há mal nenhum Nisso o o ruim é se a gente não toma consciência e continua nesse lugar mas fica aqui em especial para aqueles e aquelas que vivem em situação de colonialidade do ser não é que comecem
a pensar possibilidades de romper com esse colonizador que está dentro de cada uma de cada um de nós como é que nós vamos tirar esse coluna colonizador racista machista sexista de dentro de nós é preciso e essa não é uma discussão é tranquila é uma discussão inóspita para Nós negros porque para alguns vira mimi não é para aqueles e aquelas que estão numa área de conforto muitas vezes não conseguem perceber acham que não é tanto assim mas isso em briga diretamente em perder privilégios ou melhor eu não gosto de dizer perder mais ceder privilégio ampliar
esta democracia e nós dizemos que temos mas somos possíveis de ter um presidente que equipar os quilombolas animais quando diz e quilombolas pesam Mais de uma roupa bom então este país está no limite do perigo contra a colonialidade do ser em especial do cern pensemos nisso eu espero que nós possamos fazer a revolução mas não a revolução da internet não a Revolução dos belos textos não a Revolução dos artigos que ainda vão nos deixar mais fortalecido os nossos lápis mas a revolução de saímos efetivamente do nosso da nossa área de conforto e Possamos olhar em
quem está em situação de discriminação ainda neste país e como é que dentro da nossa atuação profissional nós possamos ajudá-los a criar processos de Hermann se passam a ti asa uma decolonialidad dos nossos pensamentos racistas e que nós postamos não é crescer para uma sociedade democrática de Fado como diz o professor munanga a democracia só será atingida quando nós fizemos todas as pessoas Deste país em situação de igualdade se isso não existir nós vivemos uma falsa democracia eu luto pelo uma democracia racial e fico convite aqui que nós possamos um dia ter uma democracia racial
de fato não aquela equivocada que foi emprego rada por Gilberto Freyre mais uma aqui no cotidiano no dia a dia nós possamos entrar no shopping centers em ser perseguido pelos nossos parentes indígenas não precisem ser tutelados não É pelo poder hegemônico e não é aqui eu enquanto mulher negra não precisa todo momento está aprovando a minha capacidade intelectual que todo homem negro possa ser muito mais do que algo melhor do que cama nada conta com tenha bom de cama mas eu penso que podemos ser mais porque esse esse Imaginário é perverso também Os homens vão
criando masculinidades negras tóxicas a gente precisa também com isso um lugar onde que as nossas crianças possam ser Princesas rainhas noivas o que elas quiserem nos Espaços educacionais que dia Dezenove de Abril seja a instinto do calendário escolar que todos os dias possa vamos celebrar a nossa ancestralidade indígena e todos os dias possamos celebrar a nossa ancestralidade africana que todos os dias homens mulheres negros indígenas ciganos O que quer dizer aquela encontram-se em situação de desvantagem social possam ascender a um lugar de minimamente Respeito nessa sociedade que se aventa ser pluriétnico racial obrigado eu nem
sabia se eu falei pouco eu falei muito bom a gratidão Denise sabe minhas nós recebemos já muito especial é impossível pensar aqui no nosso último dia a gente tem essa possibilidade essa potência de vocês duas é uma alegria obrigada a gostaria de saber se alguém quer fazer Algum comentário pergunta e erre também vou me inscrever pessoas têm realizado você Denise a potente necessária maravilhosa Forró o barco tarde todos eu tô falando porque baixo que eu peguei a sua renda Gene Avenida até tocou o que ela falou do céu Pentecostais né mas eu queria que você
pudesse falar um pouco do impacto da presença dos Evangélicos nas comunidades Indígenas como é que você avalia isso como é que você percebe o e Denise eu tô de acordo assim com o diagnóstico você faz a sua fala é muito potente muito precisa é eu tenho a senha desconfiança pensando nas relações de poder tentar numa relação de poder de dominância não sede desse lugar e se não for tirado de lá no caso clássico a gente sempre lembra Na historiografia as duas inglesas para os indianos iluminavam segue desse lugar né na minha memória sempre a o
evento desse final de semana longa com aquele branco racista no Estádio né a caneta impressão é essa que o racista não entende muito de discurso até porque a direita é meio Rua e discurso mas a direita é entendimento é um soco na cara fica muito claro assim para aí mas é a Minha questão assim e você falou algumas esportes eu já vou concluir o sistema nosso jurídico econômico político Educacional religioso um desses temas para de peça enlace de acordo com isso o rácio estruturas mas se isso é verdade também assim meu eu fiquei um pouco
assim tenta e quando você a sente doa a estratégia de tratamento no convencimento individual que você não é desmontar essas estruturas é Sentir a responsabilidade individual com dele é muito mais para te provocar e pergunta como é que a gente faz assim vai fazer com as escrituras Obrigado né A bom obrigada Pierre Reinaldo [Música] e Obrigado nega eu não ia nem falar mais o Pierre me provocou também E aí assim durante todos os seminários não é todo esse tempo do seminário algumas coisas foram me o que é pelo mundo e eu acho Que as falas
de hoje elas meio que obrigado Avenida Anísio que foram para os carros retíficas né elas coroaram todas as inquietações que eu tava tendo EA fala do Pierre então colocou a Cerejinha do bolo que assim foi me crescendo uma angústia no sentido de entender que para que a gente faça um enfrentamento real a toda essa situação posta já estou curada é não tem como fazer isso dentro de um estado brasileiro Estruturado Como o estado como uma república esse negócio territorialmente falando me parece que a desmontar todo a estrutura colonialista um copo o estado brasileiro é isso
mesmo eu tô pensando em você bom obrigada Reinaldo Eu também queria fazer umas perguntas pontuar a primeira dizer que enfim vocês me inspiram se tirar um pensar além da sala de hoje A Gene também Participou de um podcast e faz parte da campanha né não podcast ela ela tem a falar da Geni tinha falado Abraão e Paulo Victor EA interessante o Abraão ele é um Sutil ele também é do Candomblé em lojas negras ele fala tecnologias aterrada tecnologias desistir é muito gospel consegui teremos também um artigo do Abraão login tudo aqui para plantar Abraão né
ouvindo vocês duas Denise Aninha Pensei que vocês falam além de tudo isso continue tecnologia da vida a Tem e no ar que respira na quem as pernas plantas no Rio Xingu aquele aí vocês são do campo acadêmico né Professora Doutora enfim gostaria de saber como que vocês trabalham Essas tecnologias negras e indígenas na universidade na pesquisa de você eu fiz entendendo também que essa é uma forma de resistência a gente tamento ao a um modelo temos de deficiência de Psicologia eu dos entrada Né é isso e penso que vocês têm possibilidade de ensinar trabalhar com
outras referências eu queria ouvir um pouco sobre isso Denise quando você fala que você também tem o racismo Ah me lembrei do munanga você citou moto E já apareceu aqui ainda não tá para para todas e todos nós em ti e o munanga fala para o racismo derivado fala para os efeitos do racismo outras pessoas negras que não tem um racismo derivado do racismo original com o Racismo Branco né eu tenho tem vendo como você precisa também carrego um derivado dos efeitos do racismo originária Max efeitos do racismo branco na dos efeitos da branquitude portanto
lunar e acho importantíssimo você ressaltar isso porque justamente estamos falando do campo da psicologia do campo teórico técnico e político do quando precisamos ainda tem espaço para falar disso na nossa pessoas né que é necessária a gente criar espaços de Acolhimento de compreensão de enfrentamento mas só para ressaltar essa nesse sentido e Juninho acho muito importante eu não consigo ser traz o Pablo aqui o tema a ser problematizado né historicamente esse termo ter instruções complexas diferentes emblemático mesmos agora aqui na nos formulários do Conselho nossa assim como um beijo é nós utilizamos a categoria paga
né porque Entendemos que tem uma associação com passo do membro quero só ressaltar quando a gente coloca ado na lá no sentido de sensibilizar a população indígena ao contrário mas é de ressaltar que o movimento social negro o parto é também um grupo racial que pertence ao grupo que chamamos de médico na árvore né acho importante fazer essa ressalva né é que de fato muitas pessoas muito o utiliza e a categoria AB a praia de visibilizar as funções que envolvem População indígena era esses eram esses apontamentos queria saber se vocês têm mais algo a falar
alguma pergunta e não por favor Denise por favor de mim e você nem sequer começar eu posso começar também tanto faz isso não por favor comece a vontade então Pierre antes de começar vou falar assim toma banho de alecrim que vai ajudar você a espantar influência porque esses conhecimentos e saberes não é que Eram foram perdidos eles podem estar nesse espaço também então um banho de alecrim de preferência ele Verde Vai ser maravilhoso para você poder sair desse lugar da influência né eu vou dizer eu eu concordo com você não é os racistas não vão
abrir mão deste lugar e eles nem tão preocupados com isto quando eu venho aqui para falar para mais de 70 pessoas eu venho aqui sabendo que eu vou encontrar todo tipo de gente alguns Lavanderia outros vão achar que é uma besteira outros nem vão entender porque essa fala tá dentro desse curso sim mas o que que é a minha retrátil eu penso da minha situação legal algumas pessoas que são racistas e elas nem sabem que um são eu também acredito nessas pessoas eu não quero nem condenar todos e todas então quanto mais a gente vai
falando as pessoas vão tomando consciência e vão se olhando e vão se percebendo e vão se percebendo nesse lugar e aí não importa O seu pertencimento acho racial aí eu já vou te alugando com Eliane Eliane é desse lugar sim do racismo derivado Nossa que isso passamos pela influência da branquitude nós temos uma ideal branco não é então geralmente eu faço muita formação de professores então tem duas perguntas sempre aparece pênis o que você acha de casamento inter-racial eu não acho nada porque eu não namoro com pessoas brancas já namorei mas hoje eu então eu
não Tenho que achar é o que eu tenho que achar em um relacionamento de um indígena ou de uma negro de uma nega com uma pizza aí eu vou ter que dar minha opinião mas sim o casamento encontra interracial não tem problema contanto que aquele que está no lugar de dominância social tem a consciência e não ser racista não é a outra ele não tem que você acha das mulheres que negras que alisa o cabelo eu acho que elas devem fazer o que elas querem do Cabelo delas porque vocês mulheres brancas podem fazer permanente porque
as mulheres negras Não Pode alisar eu não aliso meu porque eu não quero já fiz não gosto mais acho que sou linda do jeito que eu tenho meus cabelos crespos e agora assumindo não é os grisalhos dele mas tem umas coisas que vai tirando a gente do foco eu tenho que respeitar essa mulher que tem o ideal de branquitude Porque ela fez um trajeto que ela acreditou que ela tendo assim Ela vai ser mais amada e ela não vai ser nada porque ela vai ser sempre o cidadão de segunda categoria Mas enfim ela acredita ela
foi forjada mesmo e é uma irresponsabilidade eu chegar para ela contar o dedo para ele dizer não faça isso e virar minhas costas e deixar que ela fique lá viver no caso angústias dela né que ela não sabe trabalhar então não só tenho direito de falar alguma coisa para alguém seus louco nessa pessoa se eu não vou acolher não adianta Mas aí não é falando então um pouco a respondendo ainda o Pierre mas entrando nessa lógica que munanga vai nos dizer do racismo derivado é óbvio que todos nós não é acabamos tendo essa perpetuação do
racismo e nós mas o que que acontece eu penso que existe dois caminhos eu sempre vou trabalhar no convencimento individual para alguns pega para outros não mas eu não consigo ter coletivo se eu não tenho identidades fortalecidas as eu só a e não é ter uma Capacidade de luta Quando e que eu posso dizer para vocês identidade É fortalecido ou eu posso na linguagem religiosa dizer o ori que numa troca são do iorubá é cabeça mas quero muito mais do que na cabeça física é a verdadeira essência do ser humano Então eu preciso fortalecer os
ouriços para que os olhos possa tomar na luta coletiva Reinaldo Olha só o enfrentamento Real Meu não acredito que nós vamos pegar em armas não há vocação né o povo Brasileiro não tem essa vocação agora eu acredito na contracultura eu vivo isso e eu quero dizer para você que os terreiros são uma compra com pudim eu vou te dizer em 3 palavras por questão porque a relação do capitalismo com a natureza é do que de exploração o crime na da mente indiscriminadamente as religiões afro-indígenas fazem o que a preservação da natureza porque esses são loucos
não é sagrados o capitalismo descarta as pessoas idosas porque as Pessoas idosas não tem mais a produtividade que o mercado que é o que que nós fazemos nos terreiros as pessoas idosas são sábias elas são para serem cuidadas tratadas de forma mais especial do mundo porque elas agregam um conhecimento que aqueles que estão chegando precisam para se fortalecer eu já tenho natureza já tem pessoa logo pessoas e tosa tenho comunidade nós vivemos uma realidade competitiva que a gente tem que preencher lápis eu daqui a Pouco vou falar Eliane depois você me dá uma declaração que
eu participei porque meu lado tem que ser potente Ainda mais eu que trabalho né que o meu grupo de pesquisa e raça a qualidade quer dizer eu sou o gueto do Gueto é explosão explosão quilombo do quilo Então tem que ter um currículo lá né poderoso porque senão tô perdida Mas o que eu tô brincando assim mas essa concepção de comunidade de para dentro dos terreiros vai na compra manda essa lógica de Mercado então a gente já tem natureza a gente já tem eh eh senioridade e a gente já tem comunidade e a gente tem
a Sexualidade nós pertencemos nós não somos frutos do nada nós pertencermos né Eu sou descendente direto do ferreiro morre isso me dá um lugar de potência na minha vida então essa contra-cultura que eu vivo nos terreiros e lógico né Eu tô falando do terreno porque o meu lugar mas existe outros polos de contracultura enquanto Pessoal tá dizendo aí seja individualista passa o seu artigo sozinho para complicar numa revista A1 e lá no terreiro de Zenonia gente dia Xuxa lá ninguém faz nada sozinho uns precisa dos outros porque a gente não faz eu posso ser a
ialorixá nota mil mas eu só serei se a minha comunidade assim tiver entrada porque senão não adianta absolutamente nada então eu estou possibilitando cenários distintos o que A gente vive aqui Esse é um trabalho de formiguinha é um trabalho de formiguinha mas é possível que a gente viva processo de contracultura bom vamos sair do campo religioso que nem todo mundo precisa acreditar nem vamos para ir vamos dialogar com os ateus porque a minha religião ensino inclusivo e respeitados vamos as experiências de agroecologia as experiências de agroecologia tem sido uma resposta né no da contracultura Quanto
com esse sistema aí racista capitalista eletricista então eu acredito que existe possibilidade sim e da Perspectiva da epistemologia cerliani nós temos aqui na federal por exemplo um grupo de estudos que é o GPS o GPS diz é um grupo de estudos de educação raça gênero e sexualidades audre Lorde e é importante dizer que se o nosso grupo leva esse nome Porque alguns Lordes é Uma das precursoras do da da dessa categoria de interseccionalidade Então eu penso que não é possível mas eu só olhar para a questão do negro só olhar para a questão de classe
é necessário que a gente pega esse conjunto nesse grupo de estudos e pesquisas nós temos estudantes da graduação do mestrado do doutorado nós temos ativista do movimento social que é importantíssimo que eles estejam juntos e nós temos Mãe de quem quiser chegar Porque é muita das vezes p é de pandemia que a gente tem feito as coisas pela internet é ótimo Eu graças a Deus tenho essa voz potente de Deus me deu então muita das vezes a família toda acompanha as reuniões do gps's né E aí depois ela querem ficar não não é quando ele
vai ter daqui 15 dias vai ter em conta toca vez porque é um espaço que é um espaço acadêmico mas ele não é um espaço issprudente ao contrário eu quando eu digo para o Pierre tomar um banho não é De alecrim ele é um aprendizado que eu tenho também lá dentro do GPS então lá nós vamos privilegiar a isso que eu dizia na minha fala Inicial nós vamos estudar os autores e autoras que não são convidados a universidade tem ocas mas o currículo continua mesmo então lá nós vamos estudar todas as norte-americanas nem vamos ler
e alguém pode anjo o vídeo é algo que é as africanas mais recentemente não é Cima manda ai que nós temos o número reduzido é as nossas pérolas lenda da casa Sueli Carneiro Beatriz do Nascimento lélia Gonzalez e Luiza bairros Então nós vamos criando esse esse currículo paralelo também dentro do grupo de estudo e principalmente um diálogo com os ativistas porque eles nos traz a gente for ficar muito tempo na academia a gente fica meio metido a besta a gente fica muito preocupado com ABNT Esquece do coração batendo Então fala às vezes eu falo olha
hoje a reunião tem que ter mais uma pro coração batendo do que a bnt então é nessa lógica que a gente vai não é existe por exemplo eu Com certeza não tá pronto mas o PR me deu essa inspiração existe a epistemologia do Alecrim existe o alecrim ele tem várias folhinhas várias possibilidades ele serve tanto como remédio como aromatizador E assim a gente precisa olhar para os fenômenos Sociais assim eu preciso olhar para aquele aluno que está diante de mim e que apresenta dificuldade de aprendizado eu não posso só querer classificá-lo com algumas letrinhas né
que TV HP não sei o que não eu preciso perceber todas essas nuances todas as notificações todas essas possibilidades porque seu olho só de uma perspectiva eu não estou enxergando por isso que a categoria de interseccionalidade para mim muito preciosa nessa perspectiva das Epistemologias negras indígenas e trazer essas esses nossos pensamentos para o espaço a cabeça muito obrigada um gene é de vôlei é um comentário que fizeram aqui que eu acho que pode também tem que ser suas considerações foi a ficar o 2D crp20 não tem o nome Eu não sei se ela mesma ela
ou ele né para você comentar [Música] nós temos pouco tempo é o seguinte genes em 2013 quando eu estudava na faculdade pública me recordo de uma situação em que está Estava vendo por uma semana uma amostragem e cultura e costumes indígenas haviam muitos indígenas circulando na faculdade e um destes era um jovem agressivo demonstrava claramente algum transtorno mental neste indígena incubou uma moça e ela caiu e no mesmo dia em que eu estava lá no precisar de uma titânio de Torcendo agressão exigindo a retirada dos índios do contato com as pessoas que nas pessoas realizadas
eu fiquei assustada porque presente ser a situação e você corta eles queriam que eu relatasse a situação e confirmasse que eles eram perigosos e deviam deveriam estar fora da sociedade e fica inchado porque dessa movimentação a Justamente na faculdade ele estava combater mais importantes Janeiro Jorge e E Agradeço pelas questões é essa esse tema relata assim Acho que ilustra várias das questões nem que é para ver se ela deveria estar trazendo aqui porque um dos privilégios que o racismo confere as pessoas brancas elas serem consideradas humanas ter dinheiro de singularidade né E isso tem várias
opções né Tem até esses programas sensacionalistas né que colocam lá né você quis uau assalta loja né todo mundo Sabe que é transexuais também assaltam lojas né mas esse tipo de apresentação feita para fazer uma profecia né que a gente chama alto realiza tória e dizia Olha como homossexuais são de facto de teatro foram mente Olha como eles são de Passos né E aí ele tava lembrando de novo né do quanto que na vivência do racismo quando alguém no nosso grupo é feito de cometer algo e aqui como o IBM trás né e suspeito já
é a própria Condenação a despeito da gente de fato de feito né a aquilo que se acusa então é suspeito de algo é um pagamento simbólico do grupo todo é convocado a responder né E aí eu fico pensando na universidade alguma vez excluiu todos os brancos alunos da Universidade quando teve algum Branco racista o misógino tenha cometido com uma violência né E isso depois sobre todos os brancos universitários né E até no próprio escrita a gente pode ver isso né porque Quando for não comenta né que o humano aniversário é branco a gente Observe aí
senão cotidiano quando Face marca só se a fazer queria estar adjetivação quando se trata de uma pessoa negra e indígena né então ali no comentário aparece né tio estudantes indígenas e o o indígena empurrou moça qual que é a raça da moça né e aqui a gente pensa como que no geral no lugar de crude a raça é sinônimo de um ano e aí quando esse humano não é branco ele precisa ser Adjetivada né Eu acho que isso é uma questão importante para a gente ter em vista né e que por exemplo Aécio Neves Netflix
mente ele vai ser vai dar uma manchete preto o branco Aécio Neves é corrupto e isso faz todos os brancos é algo né Desse dessa crítica ainda que historicamente nós poderíamos é E essas noções nem até fazendo muito um couro né que a professora Denise trouxe de finalzinho indígenas somos narrados somos preguiçosos né E a gente tem Disputadas as narrativas quer dizer que preguiçoso se alguém é que o preguiçoso nessa história quem escraviza não tem essa atualizado né Então essa disputa de narrativa que a gente ter trazido é parte também do o pênis e prático
nega as nossas vidas aí eu vou falar Bem brevemente das outras questões que vem água e Que bom que não quiser aqui né mas alguém recomenda sobre o impacto da invasão cristã nos nossos territórios e As invasão tem sido muito acompanhada do etnocídio né então muitas muitas religiões até dar um exemplo da minha mãe mesmo né que nós fomos como muitas outras famílias indígenas evangelizadas por um tempo né a gente aí mas enquanto a gente tava nessa igreja evangélica a minha mãe queria muito cantar os hinos em Guarani Oi e aí o pastor dizia que
era língua do demônio né Então essa esse projeto de demonização das línguas costumes indígenas ele não é um erro Cristianismo ele é a própria ideologia da monocultura né então quando se tem lá e só existe um Deus verdadeiro que todos os outros são falsos e que sendo falsos devem ser combatidas né a gente tem um problema ideológico creme como muito maior do que a prática dos rostos novos cristãos né então a gente pensar o que é fisiologia tem Crazy na nossa contexto é inclusive reconhecer que o cristianismo ele não é uma religião dentre muitos ele
é uma Imposição global de pensamento impõe uma agenda é no mundo todo sobre o que que é moral que quer culpa fica médico né então isso nos atinge Inclusive a pessoa que se afirmam matérias né porque é um processo histórico e bem perpassando Todas as dimensões né da nossa vida demais a segunda que isso afeta inclusive quem não não se afirma desses créditos né Cristão então é muito importante mesmo se a a gente pensa por exemplo Qual que é o fundamento Ideológico de quem acha que ia homossexuais pessoas eles deveriam deve entrar no céu qual
o céu é esse não é o samarane né que a gente tá falando né não é uma ativação do nosso povo comecei o mundo todo de tinha dele vai muito Deus né então acho que voltar para ser biologia e em vê-la como algo sério né e não só como um problema de alguns se desviam da prática é uma coisa que a gente tem feito né Para para pensar isso com a coragem que nesse estado não é de Fazer e isso então grave assim eu me emoção não consegui falar desse tempo porque nós temos várias e
a digestão né que é como a gente chama as nossas fixadoras as matérias no governo caiu a se conseguires as casas de regras são queimadas por outros parentes guarani-kaiowá pastores Então como a gente fala aqui né é a colonização ela também corre em nossas veias né também Constroem nosso pensamento nos traz um problema de uma complexidade interna cosit né e pensa a ideologia Cristã né dentro desse desses territórios também né então ela que a gente tem lutado muito assim nesse sentido e E aí pensando essa relação do Estado também né enquanto que os feriados nacionais
as temos nove feriados nacionais e sete deles não são cristãos né E isso não aparece tem um problema há uma quebra da Laicidade do estado porque de novo isso ensinar como de graça como Deus com maiúscula né então é então se for assim né Eu até brinco assim que esse feriado de Nossa Senhora coloca no programa Vocês ficam uma uma a cidade de filiação né porque a senhora não é de todos né não é minha senhora por exemplo né mas é colocada como se tivesse que esteja todo mundo né isso mas antes dessa lógica da
monocultura né de um único jeito de pensar de agir e na última IBGE nós Tivemos o da de cerca de noventa porcento da população brasileira se afirma Cristã né isso não seria um problema esse avanço do cristianismo não significado da perseguição de línguas indígenas A Perseguição dos terreiros das causas de regra mas o que a gente observa historicamente aqui esse crescimento tem sido acompanhado nessa perfeição então para mim assim ah a luta de Colonial precisa se entrar nesse debaixo de Maneira bastante férias e agradeço por ter trazido essa questão o Reinaldo e comenta sobre o
estado né e os limites de uma luta dentro desse espaço e aquele queria controlar né que no movimento indígena Guarani nós temos disputa dentro desse espaço né mas por exemplo estão na na luta em relação a marca temporal né então nesses espaços mas nós entendemos que o estado não é nosso amigo Essa não é a principal nem a única Forma de luta então o ele não tem nada até comenta né que quando teve aquele movimento da constituinte a promessa era de que até quatro anos ou nossas terras indígenas serão demarcadas e a gente já tá
décadas é esperando né de fabricar essa espera não é acidental né Ai que desse projeto Então nós não confiamos nesse estado dessa forma então é dentro do meu povo nós temos também alto demarcação de terra né porque a gente sabe que a espera da demarcação pelo STF Em seus caminhos né então a autonomia como os entes da nossa luta né então nós estamos em espaços institucionais mas ele não possa única forma de luta e aí já pensando um pouco os negócios parentes vizinhos né na Bolívia os parentes tiveram Conquista né de que o cabo Bolívia
fosse reconhecida como um estado plurinacional né Isso foi um algumas política importante mas que aqui no nosso contexto a gente se vê muito Distante disso né dá essa nação brasileira realmente é de fato quebrar essa lógica né e Nossa até até pensando nessa questão do território né E o povo Guarani nós estamos presentes no Paraguai na barriga na Argentina aqui no Brasil Então a nossa nação ela não tá afunilado circunscrita nessa nessa nação Brasil né E isso também é considerado uma ameaça presta identidade nacional né que é É nesse território então é seguindo assim ao
Keliane troça Também né Nós temos pensado EA a luta pela demarcação da terra também é uma luta contra o epistemicidio porque a gente pensa que pensa e vive como o milho por teu direito à terra né Então é pelo modo de vida que o pensamento se constrói então tenho direito a terra não é possível a gente manter né nossas lindas nossos costumes essas novas dívidas Então tá tudo muito interligado né esse direito à terra é também a possibilidade De se essas nossas provisões não desaparecerem né E aí pensando assim a gente pensamentos que a gente
tem feito aqui na UFSC os parentes conseguiram é maneira inédita defender-se dos tccs em qual teoria né e teve toda uma disputa muito duras né Porque tem toda essa narrativa de trabalho é E ai é o trabalho e nós historicamente tivemos muito essa posição de de quem é pesquisado né mobiliária de pesquisa e aí a gente sabe que apesar de todos os Agradecimentos que se fazia pensar com título era o pesquisador não indígena né desse trabalho o título de Doutor título de mestre então nós temos também ido nesse enfrentamento dessa Moção de autoria individual né
e é a outra questão também isso tudo né é de que eu vejo que agora os estudos decoloniais os mais sentidos mais assim mais visibilidade mas ao mesmo tempo Acho que como tudo que essa bastante visibilidade E alguns contexto a cabeça baseando né então eu penso muito que a descolonização ela não é apenas uma linha outra de pensamento né mas é sobre como dizem um negócio muito né feijão e sonho né a gente precisa a barriga cheia para depositar o pensamento a gente precisa ter acesso à saúde à moradia não é apenas né mais uma
linha teórica que se adiciona né mas é um é mesmo movimento né E aí essa questão do pai do também Comida né É nós temos um documento que é chamado vai unir que é uma espécie de RG indígenas têm vai ter mexido pela Funai é o documento Mais oficial que nós temos e o próprio vanir já vem pré-preenchido com a cor parda né então isso também é uma dificuldade que a gente tem porque no documento Mais oficial da FUNAI que nós temos né tem um campo de etnia e já vem pré-preenchido cor Pardo né então
é isso também tem né uma uma Impacto nessas estatísticas né E aí Uma Última Questão assim relação academia né é que é um espaço de disputa mas ao mesmo tempo de novo esse e os outros espaços de conhecimento né de aprendizado e eu eu vejo as pessoas falando de tantos anos e tô ganhando o né e eu penso que a gente deve lutar para mim ver lá por cima porque aparecendo né não acha que eu mais tesão do meu corpo e não tem escolarização mereça ganhar menos deu a vida é menos digna do que a
minha porque fui né a exceção ali conseguir ter a Formação né Então as artesãs carteira das que pensar uma uma reparação social é que envolva academia mas que não coloque a instrução comunicada em dia de dignidade que o nosso povo também é outra questão também pego muito pensando assim né de que essa questão mesmo de que está vocês não merece ganhar o salário se você tiver menstruação foi mal esse extremamente violentos né ou boa parte da nossa população né E aí para e assim tem uma uma questão né Que eu queria frisar também que eu
ficava professora Denise doce e no ponto de vista emocional se a gente lembra que não houve reparação histórica da violência Colonial da esterilização como que emocionalmente nessa população e Beira dessa violência Colonial ou bem consigo né como conciliar emocionalmente a não-reparação Ea manutenção dos privilégios né a ideia de meritocracia né a ideia de que isso ver por metro pessoal de que isso é uma benesse né de Esforço Então acho que esse outro ponto importante para pensar isso no quanto que ele pede Mary tá tem sido acionada né como uma conciliação ética para esses privilégios históricos
vem aqui estão a impostos ainda né E aí eu acho que era um pouco risco assim queria muito agradecer pelas questões página que o pessoal deve estar lá mas e já dessas horas ela né eu vou finalizar por aqui obrigada é muito obrigada Gene muito obrigada Denise pelas respostas no nos ajudar a pensar melhor né aprendemos com vocês muito obrigada queria Pra finalizar eu queria só dizer que ir gente acha que ficou Evidente nesse espaço como a gente trabalhou um racismo em todas as eleições não é e como o não faz efeito para as pessoas
negras no sentido de produzir dor central de quanto ele na singularidade dos benefícios das pessoas também as nas igrejas simbólico esse materiais e como Precisamos falar importante dessa dimensão ritual tanto quanto da dimensão Portal institucional na esse Bento 16 a isso a ideia Justamente que vocês A partir dessa participação potencialize as as o curso de vocês sobre o racismo nos Espaços por onde vocês circulam na seja dentro do próprio ensinar vocês estão aqui por isso né mas também nos outros lugares onde vocês estão na trabalham estudo em cima esse tem até com a dimensão institucional
né A gente ampliar as funções ações as contratações que apareceram no próprio sistema conselhos nas pessoas indígenas e pessoas negras mas também ressaltar que esse esse nosso primeiro seminário também evidenciou a necessidade da gente pensar no tratamento ao racismo à sua dimensão cultural na política e eu queria os tudo isso agradecer muito disso uma presença da Jesus na Jesus é a gente agradece Jesus vá nós precisamos Continuar agradecer lá porque para mim tá falando da Jesus como representante do Conselho Federal de Psicologia né Jesus nessa nessa nesse duplo no lugar de Jesus a pessoa Jesus
e Jesus como representante do Conselho Federal né porque Jesus está há 20 anos ou mais precisamente 19 na o ano que vem fará para um 20 anos da da Batalha existentes e cotidiana de Jesus nessa discussão do Racismo é dentro e fora do sistema conselhos na Jesus ela trabalha nessa dimensão individual ela é psicóloga ela atende na ela trabalha nessa dimensão individual na professora ela forma pessoa que dela atrapalha da formação de seus alunos tanto quanto nessas discussões dentro da faculdade da Universidade ela tem uma é fundamental aqui o sistema conselhos Estamos aqui hoje falando
sobre isso porque a 20 anos Jesus trouxe junto Obviamente um presente as fundamentais Marcus Vinicius na já comentamos aqui do início falar da Maria Lúcia e da mente que veio aqui encher lá pessoas fundamentais que a partir dessa singularidade mas nessa junção coletiva produziram e tem produzido uma mudança significativa institucionais portanto dentro do sistema conselhos mas Além disso o Conselho Federal E aí eu vou falar de Jesus Mas enfim outras conselheiras Tem Cada vez mais é persistentemente participado dos lugares de negociação política de negociação estrutural né nesse contexto sócio o político que temos lá então
Conselho Federal está né Tem às em que lugares importantes estratégicos de defesa dos Direitos Humanos de enfrentamento a todas as modalidades de dominação entre elas com destaque ao racismo né então só tô querendo ressaltar que um sistema conselhos né E aí me apoiando Especificamente na figura da Jesus Tem trabalhado enfrentamento ao racismo nessas todas mensagens do adicionais e políticas estruturar na então Jesus na gratidão por você existir jornada a sua vida melhor né Obrigada esse coletiva.net obrigado obrigado Eliane eu obrigada eu eu também estou sua falta eu quero dizer é que para mim é sempre
um evento como esse que a gente finaliza ele traz um sentimento de mim sabe de Dever cumprido mais uma vez que é todo dia um dever cumprido né cada coisa que a gente avança cada milímetro EA gente avança nessa luta contra o racismo a gente precisa vibrar porque não tem sido fácil e todo mundo sabe aqui furar essa bolha viagem de Asus não é é uma coisa fácil mas eu acho que agora eu tenho muito mais gente né diferente dd2020 até antes quando eu comecei no a militância com psicóloga a gente número muito reduzido e
hoje a gente tem o Número muito maior e a gente tem aqui nesse coletivo desse seminário hoje plantas expositis nas pessoas dessa diversidade que podem o bui tanto quanto todas as pessoas negras estão fazendo no sistema e para fora para essa essa posição que é necessária que é ética EA necessária se anti-racista ou seja essa luta contra o racismo essa luta contra essa violência ela é de todos nós E todas nós de todos nós então eu fico muito feliz pela participação de vocês Terminaram muito feliz por Esse seminário ter acontecido ou um primeiro passo da
gente trabalhar o racismo institucional para dentro do sistema conselho a gente precisa olhar nas nossas instituições adianta a gente jogar só para fora a gente precisa olhar para dentro então a gente diz entender como ele se manifesta para que a gente possa lutar contra ele internamente também é isso obrigada Jesus Jane a gente não combinou Mas você acha que é Possível gente encerrar o vindo Você é como só pode ser Jesus em Gene de finalização vai ser sim só não repara a minha voz agora depois em conta não cantar emboraí Encanto principal né mas ilumina
que nos fortalece me agradecer também a todas as pessoas a morrer Uia mandou dó vão orelha luro Loureiro You [Música] Tube morreram e Amanda [Música] Loureiro a a causar aqui muito obrigada divertir com a gente se encontra em uma conversa nossa até mais beijinho uma tranquilo Obrigado tchau tchau [Música]