Faz uns 30 anos que eu comecei a sonhar que eu me tornava o mar. Está lá no meu blog, o portal caiofabio. com.
PBR em textos, se você procurar na lupa, escrever "eu e o mar", você vai ver um, dois ou três desses sonhos. São tão significativos, especialmente depois do que você ouviu, e agora no vídeo que eu mostro a você. Veja só!
Você já velejou? Imagine, olhando para o vasto mar diante de você. Você se abaixa, põe a mão na água e traz um pouco de água até você.
Imediatamente, a água começa a escorrer pelos dedos até que a mão está vazia. Essa água é a vida do homem, do nascimento à morte; ela está sempre escorrendo por nossas mãos, até se ir junto com tudo a que você tem preso neste mundo. O reino de que falo, para o qual eu vivo, é como o resto da água [Música], da água que escorre pelos dedos.
Mas aqueles que seguem Jesus Cristo vivem para aquela expansão infindável de mar. A nossa vocação é essa, por enquanto. Como diz essa figura ilustrativa do apóstolo Paulo no vídeo, a vida entre o berço e a sepultura é como o pegar de água na concha da mão, que depois de um tempo se esvai.
Eu já fui uma pessoa com a mão cheia de água; hoje eu sou um homem de 70 anos. Espero viver mais alguns anos, mas eu vejo que a energia dessa água vai diminuindo, e eu não tenho nenhuma preocupação, porque eu sei que o meu destino é a água, é o mar. Eu sou como um rio que vai andando e crescendo até que chega numa foz, numa desembocadura, para entrar naquele oceano.
Deve haver rios que sentem medo de entrar no oceano, meu Deus, o oceano! Mas a vocação de todo rio é desembocar no oceano. Todas as águas correm para o mar.
Por que vou temer, se a minha vocação original é contribuir com o mar, é fazer parte do mar? O mar já me habita desde que eu saí da fonte original; eu já tenho como destino esse mar eterno. No meu caso, no seu caso, a nossa desembocadura, a nossa mistura, a nossa particularidade, é um pouco de água na mão ou de uma nascente que vira um rio e que entra na sua desembocadura.
O ano tem a ver e ilustra o nosso mergulho profundo e absoluto no amor de Deus, na experiência de Deus, que começa já aqui e agora. Quanto mais eu vou entendendo que qualquer coisa que me habite é parcial, menos eu vou temendo o que é total. Mais eu vou me sentindo vocacionado para me entregar, sem receio, sem ressalvas, e me tornar um com a glória desse mar, do Evangelho, da experiência de Deus, da presença de Deus.
Esse é o nosso chamado. Você tem medo disso? Por quê?
Essa é a sua vocação. Daqui a um tempo, eu serei só uma memória; se eu for, e Deus permita que eu seja uma boa memória para muita gente. Mas, ao contrário, mesmo aqueles que são absolutamente anônimos, podem ter certeza do seguinte: você vira o mar, você já não é mais um contêiner de água; você se torna o todo.
Você vai se tornar o Cristo eterno; você vai se fundir com o Pai, como Jesus disse: "Eu em Vós e Vós em mim. " Nós todos nos tornamos um ente único e absoluto no amor de Deus. Essa é a minha vocação.
Por isso, eu não tenho nada; eu vou andando com uma alegria sobranceria, vitoriosa, feliz, com essa coroa, com esse galardão de amor que já me está concedido em Jesus, a mim e a você, a quem quiser, a quem vier, a quem invocar, a quem desejar, a quem meramente almejar. Isso já faz parte; o fato de você almejar já é sinal de que o mar te habita, e você vem sentindo o cheiro dessa marisia de amor, aguardando você para esse mergulho eterno nessa bondade que não tem fim. A morte morreu; nós somos aqueles que podem já pressentir a totalidade, que já carregam-na não como quem olha para a mão e diz: "acabou", mas para quem olha como quem olha para o coração e diz: "daqui jorra o que não tem fim e jamais acabará.
" Eu espero que você seja edificado espiritualmente pelo que você está ouvindo. Creia e aproveite!