Então ela pergunta aqui o que fazer com essa criança que tem excesso de tela isso eu vou responder porque de qualquer maneira fica gravado né depois ela pode pode ouvir Então na verdade é o que ocorre o ideal como eu falei é que ela não se acostume com a tela então desde cedo evitar eh que essa criança fique ali acostumada né com com a tela só dá só oferecer a tela para ela e então assim quanto mais tarde essa criança Começar a fazer uso de tela melhor isso é um ponto o outro Ah mas a
criança já tá viciada então aí tem que fazer um desmame também não adianta chegar e tirar a tela da criança de uma hora para outra porque não não vai resolver vai criar mais conflito mais problema mais sofrimento paraa criança então o ideal é ir diminuindo esse tempo de tela gradativamente eh substituindo esse tempo de tela por outras atividades que a criança também Gosta de fazer e tem interesse e tudo mais e aí gradativamente diminuindo esse tempo até que ela fique eh livre né dessa dessa fique eh independente dessa tela né não seja mais dependente dela
Então essa é a sugestão que eu dou e que é a orientação que eu costumo dar aos pais também quando chegam com essa questão no consultório tá então voltando aí para que questão do subsistema ainda falando sobre o subsistema conjugal eu lembrei de Um de um episódio que aconteceu com um casal de de noivos que a gente estava atendendo que que aconteceu esse casal eh essa mãe né a mãe da noiva muito envolvida aí nesse casamento e tudo mais demonstrando aquela aquela presteza né em ajudar emalia enfim fato que esses noivos não perceberam a intromissão
dessa mãe porque gente Tudo acontece de uma forma muito Sutil muito Sutil e se um dos cônjuges não não perceber né essa entrada do pai ou da mãe Eh principalmente né e começar a dar alguns limites realmente a coisa vai tomando uma proporção muito grande e e é bastante delicado porque como eu disse começa a ter briga ali entre o casal Mas quem tem que dar o corte não é o outro não é o genro ou a nora é o próprio filho ou a própria filha mas aí então eu vou contar essa História para vocês
essa esse casal né tinha combinado de receber os presentes eles iam receber ali os presentes no período em que estavam em Lua de Mel viajando mas eles tinham combinado de fazer o seguinte de abrirem os presentes juntos quando eles voltassem da lua de mel porque eles queriam eh fazer um agradecimento personalizado sabe para cada pessoa que deu o presente eles queriam ter esse prazer de abrir os Presentes de eh saber o que que foi dado por quem escrever um bilhetinho né de agradecimento pelo presente x a fando de tal beltrano enfim essa era as a
a organização deles o planejamento desse casal E aí a mãe como era um casal que trabalhava muito naquelas semanas que antecederam O Casamento né que os móveis chegam né E tem que ter alguém em casa para receber essa mãe ficou com a chave dessa dessa desse apartamento para receber as coisas e tudo mais e eles Casaram foram para lua de mel e a filha não pegou a chave de volta bom fato é que quando eles voltaram da lua de mel a mãe toda feliz né disse assim para para eles Olha eu já Adiantei o trabalho
de vocês eu já abri todos os pres presentes já guardei tudo nos armários vocês não vão se preocupar com isso E aí foi uma grande frustração para esse casal que queria tanto né degustar ali abrir os presentes e agradecer de forma personalizada e etc e etc Então Foi uma situação que que chamou a atenção né que esse casal trouxe e e que eles puderam perceber que que a mãe como né trazendo ali toda aquela bondade aquela coisa de de de ajudar e tudo mais já estava de uma forma muito Sutil talvez inconscientemente já invadindo né
os planos e o os projetos do casal enfim mas isso foi só para eh ilustrar para vocês foi um acontecimento que que para eles foi muito traumático né parece algo simples mas para um casal Que tá iniciando ali né a sua vida de casado e tudo mais Foi algo que causou um certo trauma porque eles ficaram sem saber quem de fato tinha dado o que para eles de presente tudo mais eh e aí pra gente pode pro outro por favor ainda sobre o subsistema conjugal A ideia é essa né principal a ideia principal digamos assim
o objetivo principal do subsistema conjugal é preservar a unidade do casal senão ele deixa de ser casal e Fica só no subsistema parental tanto em relação quando chegam os filhos E aí quando chega o primeiro filho né que necessita ali são são quando são a Principalmente quando são pais de primeira viagem é o primeiro filho eh a demanda é muito grande A inexperiência então acaba que tudo bem num determinado momento ali Inicial é normal né que esses pais fiquem muito voltados para essa questão dos filhos da Criação dessa criança desse bebê que acabou de chegar
dos cuidados né necessários porém é importante também que esse casal perceba um momento de ir diminuindo esse excesso de cuidado com o filho e se olhando de novo como casal porque senão eles se eles se transformam em pai e mãe e esquecem da conjugalidade E aí o que que ocorre ao final dos anos né dos do tempo ess os filhos crescem Vão embora e esse casal olha um pro outro e quem é você não se conhecem mais né porque o distanciamento foi grande e eles ficaram ali apenas no propósito de eh criar os filhos então
eles é como se eles abandonassem o subsistema conjugal e passassem a viver apenas o subsistema parental então isso tem a ver com a a questão de ser pai e mãe e também com a questão de ser filho e filha porque muitas vezes como a gente viu Essa pessoa sai de casa né esse filho ou essa filha sai de casa mas não sai ele sai mas Ele carrega a família toda de origem junto com ele e ele acaba vivendo essa questão da parentalidade né dando conta sendo provedor tendo aquele que faz tudo e acaba esquecendo que
ele tem que viver a conjugalidade dele então acaba que a parentalidade subsistema parental acaba falando mais alto do que a conjugalidade e isso é algo que também vai dar vai trazer aí um um um Desequilíbrio né podemos dizer assim nesse funcionamento familiar então como eu disse antes o casal é o eixo do sistema familiar e por tanto ele precisa tá fortalecido ok alguma dúvida O subsistema parental aí a gente entra no momento em que chega ali o primeiro filho e daí por diante né quando tem mais quando a família tem mais de um filho então
no subsistema parental Qual É a principal podemos dizer assim principal tarefa principal objetivo desse subsistema parental educar e orientar os filhos os pais precisam eh eh consolidar os seus papéis como a gente já falou até aqui organizar essa hierarquia de forma que os pais estejam eh os genitores estejam ali no topo e os filhos sejam aqueles que serão os Comandados né podemos dizer assim ou aqueles que que que que serão orientados educados eh e portanto como a gente viu isso tudo começa lá no subsistema casal né no subsistema da conjugalidade então ali tá ok partindo
pro par ental o que que eles precisam ter em mente que tem que ter essa definição de papéis que o papel deles é educar e orientar os filhos protegê-los e impedir que haja Intervenção de terceiros para desestabilizar A Hierarquia dos Pais evitando que os filhos fiquem confusos em relação aos papéis dos pais que é tudo que a gente já vem costurando desde o início né da do de de hoje da da aula de hoje que precisa sim dessa dessa estrutura e as crianças precisam entender quem é quem que para que elas não fiquem confusas E
aí eh eu volto naquele na naquele caso que eu trouxe para vocês do do menino paralisado né Apático para vocês terem ideia ele ele chegava no consultório normalmente as crianças chegam no consultório né eu tenho muitos jogos muitos muitos bonequinhos muitas metáforas normalmente elas chegam e elas são curiosas né Elas vão ali querer mexer eh querer conhecer e ele não ele chega ele para ele fica paradinho então enquanto eu não dou um comando para ele do tipo vamos fazer tal Coisa enquanto eu não mostro algo para ele que eu proponho alguma coisa para ele ele
não não se mexe e é interessante e por que isso por conta dessa confusão como eu expliquei para vocês Mas é interessante que de um tempo para cá o como eu falei a família tá conseguindo se eh eh reorganizar né hierarquicamente Falando apesar de continuarem eh morando ali todos juntos ele e era uma uma questa do pai uma preocupação do pai é que ele era Excluído lá na escola o pai uma vez foi levou ele na escola e ficou lá prestando atenção no movimento do filho e aí disse que ele entrou tentou falar com um
amigo tentou falar com outro mas ninguém deu muita importância para ele e ele foi lá pro cantinho e ficou sozinho aí o pai percebeu isso chamou muito atenção do pai que ele mesmo não estava se importando o menino não tava percebendo que ele não estava sendo incluído na nas Brincadeiras e na eh no convívio ali e aí ele falou k isso me espanta muito porque ele ele é muito apático e aí eh foi mais uma razão né Eh mais uma explicação que eu trouxe a eles eu falei claro porque ele tá confuso em relação aos
papéis parece algo bem distante né uma coisa da outra mas não como eu disse a vocês essa família tá conseguindo se reorganizar e na semana passada foi interessante que a mãe chegou no consultório e disse assim para mim olha Você não vai acreditar Eu falei o quê o l teve uma vou chamar de l o l teve uma crise de ansiedade e eu tive que ir com ele paraa emergência ele tava com o coração disse que tava com o coração batendo muito forte e tava com falta de ar aí eu falei ué mas nessa idade
né ele tem 7 anos que crise de ansiedade é essa ela pois é isso que eu não entendi aí o médico até receitou lá umas gotinhas lá de alguma coisa natural enfim e aí quando ele entrou no consultório eu Comecei a trabalhar com ele falei bom o que será que tá causando essa ansiedade nele e aí a gente foi trabalhando né ele foi desenhando E aí eu falei bom hoje eu vou deixar ele mais livre E aí ele foi pintando ele resolveu pintar o um desenho ele começou a pintar deixei ele relaxar um pouco aquela
coisa toda e comecei peguei um livrinho de história Peguei uns dois livrinhos de história e falei assim você gosta de escutar história eu gosto eu falei assim Olha eu tenho duas histórias aqui eu tenho essa e essa e ele escolheu uma e eu comecei a contar a história e ele pintando em dado momento algo chamou a atenção dele ele parou de pintar ele começou a falar para mim e e falou muito né coisa que ele não costuma fazer e ele começou a falar muito por quê Porque sem querer eu toquei num ponto que estava o
o causador da ansiedade dele foi aquele Ponto X que foi justamente o seguinte eh era a história de um menino que não Conseguia se relacionar com o restante dos amigos mas por razões diferentes da dele tá mas fato é que em algum momento esse menino ficou sozinho porque os amigos ficaram muito chateados com ele e não quiseram mais incluí-lo ali no jogo de futebol e ele ficou sozinho jogando bola com o muro da com o muro da da parede lá da casa dele quando eu cheguei nessa parte da história ele falou assim ih parece comigo
eu falei é por quê ele Ah Porque às vezes eu fico jogando bola com as cadeiras da minha sala de aula Aí eu disse é ele falou Ei eu fico muito triste porque eu não consigo entrar no no grupo e E aí eles me deixam E aí eu pego a bola e vou pra sala de aula e fico chutando a bola e brincando lá com as cadeiras chutando a bola pras cadeiras e dali a gente começou uma conversa bem interessante e eu descobri que ele agora se deu Conta de que ele não é aceito ou
que ele tem que fazer um esforço para conseguir a amizade dos colegas mas o que que eu achei de positivo Nisso porque agora ele já não está mais apático agora ele já está percebendo e ele já estava cheio de planos para conseguir conquistar a amizade desses amigos então agora eu vejo que a é como se a pulsão de vida né tivesse chegado até ele na verdade tivesse al startado nele que até então estava apático porque Ele estava Confuso com relação a essa definição de papéis Então como a casa dele agora tá começando a se reorganizar
até com relação à rotina né era outra coisa também a mãe não tinha muita rotina com ele então a mãe por ser muito jovem ainda eh acordava não tinha muita hora assim para acordar ele não tinha aquele horário certo para tomar um café ele não tinha um horário certo no dia de escola ele tinha horário certo para comer Porque tinha que ir pra escola mas era aquela comida meio empurrada né ele não comia sozinho então chegava assim muito em cima da hora lá dava comida para ele na boca eh e aí ele estava infantilizado confuso
e com isso trazendo muita apatia e e agora ela consegue né colocar ele para sentar para comer ele mesmo come ela já coloca num num horário de antecedente Ele já sabe da rotina dele então quando Eu pergunto para ele o que que você faz durante o dia ele já consegue pontuar essa rotina então vocês vejam que são coisas que eh São que parecem pequenas mas que no final faz toda a diferença no desenvolvimento de uma pessoa né ter rotina horário de acordar horário de tomar um café horário de fazer trabalhinho de casa de tomar banho
de almoçar de ir pra escola de retornar de brincar ou de ou de estudar enfim de Jantar de ver desenho Então agora ele consegue me dizer qual é a rotina dele e ele consegue né chamar o pai de pai a mãe de mãe e é interessante que agora como eu falei para vocês na última semana ele já começa a perceber que ele tá de fora que ele tá out desse grupo E já começa a fazer planos de como chegar neste grupo E aí isso tá causando nele uma certa ansiedade natural né porque ele tá com
um pouco de dificuldade agora eu vou ajudá-lo um pouco nisso né como Ele faz para conquistar os coleguinhas eh para entrar no grupo então vocês percebam como é importante que haja de fato Essa que esse subsistema parental ele realmente eh funcione né com relação a papel e essa proteção de evitar que outras pessoas cheguem que que tomem a autoridade desses paz que enfim porque senão todo mundo Manda todo mundo Castiga todo mundo disciplina todo mundo faz tudo e no final a criança fica Perdida porque não sabe a quem recorrer e qual referência ela tem tudo
bem até aqui E aí a gente vai pro subsistema fraternal que é outro subsistema também importantíssimo Ah sim uma coisa que eu não falei do parental que é importante ressaltar é que todo pai toda mãe aprende a ser pai e mãe com os pais então se você quer entender Por que que esse pai ou essa mãe age daquele jeito com o filho e não de outro Busque saber como ele foi criado como funcionou Como funcionava ali o pai e a mãe dele com ele e aí vocês vão vão desvendar o mistério tá eh Então na
verdade quando pai e mãe está sendo pai e mãe ele ele além de tá cumprindo aquelas funções que a gente viu e de certa maneira ele também estão ensinando seus filhos a serem pais e mães e aí a gente vem pro subsistema Fraternal é aquela família que tem mais de um filho e esse subsistema fraternal ele é importantíssimo ele é importantíssimo porque é o primeiro laboratório social da criança né É o primeiro podemos dizer é o primeiro contato que a criança tem paraa aprender a lidar com seus pares fora de casa então se se esse
subsistema fraternal for bom por saudável essa criança vai ter Relacionamentos vai saber se relacionar fora de casa aquele que é filho único apresenta mais dificuldade nessa interação não que a gente não tenha crianças que que que sejam filhos únicos e que sejam extrovertidos e que conseguem fazer amizades com muita facilidade mas ela até consegue fazer amizade com facilidade mas ela esbarra numa questão que é a do compartilhamento ela tem dificuldade Para compartilhar ela tem dificuldade para eh aceitar perda por exemplo de um jogo ele quer sempre ganhar essa criança quer sempre ganhar no jogo e
quando ela perde ela fica muito furiosa ela fica muito chateada ela fica com muita raiva ela reage de uma maneira muito negativa por quê Porque ela não foi acostumada a lidar com o compartilhar dentro de casa com os irmãos porque ela não tem irmãos Eh e É nesse momento não é ali onde os os as crianças estão ali como irmãos crescendo juntos que ela tem a possibilidade de vivenciar o companheirismo uma competição saudável como eu falei né porque o filho único não tem essa oportunidade então ele acaba indo paraa competição para ganhar sempre e não
aceitar quando perder não lida bem com a perda mas no momento em que você está vivendo dentro de de um subsistema Fraternal esse movimento fica mais fácil né E aí ele tem ele aprende a lidar né com uma competição saudável eh ele aprende a dar apoio e a ser apoiado a criatividade dele é muito maior brincadeiras onde a ele tem possibilidade né de vivenciar brincadeiras onde as ações são aprendidas entre os iguais então ele aprende a negociar com outro eh ele aprende a a como eu falei a Aceitar ele aprende a discordar e a resolver
essa discordância porque ele tá dentro de casa com o irmão então assim muitas vezes os pais interferem muito nesse convívio fraternal e que acaba não sendo tão saudável assim tá Por incrível que pareça Cátia mas eu vou deixar as crianças se matarem Não não é isso é óbvio se você perceber que tá havendo ali um risco né de machucar de de alguém se machucar seriamente Eh de algo mais que vai comprometer né a vida das crianças é óbvio que você não vai deixar isso tomar uma proporção nesse nível mas se é uma discussão se é
por algum brinquedo é necessário dar o tempo deles para que eles consigam se resolver entre eles porque muitas vezes o que que acontece muitas vezes a gente tem vamos falar a de dois filhos um filho ele tem um perfil mais parecido com o da mãe por exemplo e essa mãe nesse dia que tá em Casa e o outro não não parece tanto com a mãe parece mais com pai né no jeito de ser e nesse dia é essa mãe que tá com essas duas crianças e essas duas crianças começam a brigar e rapidamente essa Mãe
chega para para desfazer ali aquela briga e por vezes pode ser que aquele que se parece mais com ela não esteja com toda a razão assim né mas na sem ela perceber ela acaba eh defendendo Aquele filho que se parece mais com ela em relação ao outro que não se parece Tanto não é uma questão de amor tá gente porque filho a mãe ama de forma igual Mas é uma questão de identificação E aí essa Mãe chega brigando e mas dando aquele corte Mas querendo ou não puxando eh mais Brasa paraa sardinha do outro filho
que ela se identifica mais Aquele filho que ficou de lado percebe como eu falei as crianças elas são muito Sens elas são são uma esponja né Elas percebem Como eu disse coisas que nós adultos não conseguimos perceber E aí Simplesmente essa criança começa a crescer ali tomando raiva daquele irmão porque aquele irmão de certa maneira sempre é defendido por aquela mãe e ele não resolve as diferenças dele com aquele irmão E aí muitas vezes eles crescem num distanciamento num validade muito grande e que às vezes vai passar tempo e eles nunca vão conseguir se acertar
ou pode ser que venham se acertar um dia quando ficarem adultos e E tiver essa oportunidade e estiverem abertos a isso mas fora isso vai criar uma rivalidade muito ruim entre eles né uma rivalidade rivalidade Não não é bom não é ela nunca é né vai ser boa nunca mas principalmente entre irmãos e querendo ou não eles vão levar isso paraa vida deles pros relacionamentos deles Então seja num relacionamento numa escola numa faculdade num relacionamento eh eh amoroso eh de amizade vai ter sempre aquela questão de Que vai ter alguém sempre defendendo ele e indo
contra mim eh então por isso que é importante deixar um pouco as crianças se resolverem sabe até certa medida deixar que elas se resolvam para que elas possam acertar ali as diferenças delas aprenderem com isso e seguirem adiante porque quando elas estiverem fora de casa em outros tipos de relacionamentos elas vão saber como lidar com aquelas frustrações com aqueles não Com aquela negociação que ela vai ter que fazer para resolver alguma coisa enfim eh então assim esse subsistema fraternal ele é algo importantíssimo e quando ele não vai bem traz sintoma também né E aí a
gente eu vou eu vou trazer um caso para vocês bem interessante de uma menina que eu tô atendendo com 10 anos de idade que os pais chegaram ao consultório é o pai e a mãe e três filhos ela é a mais velha ela tem 10 anos a irmã tem oito e o irmão Tem quatro e aí é muito interessante porque ela chega os pais chegam num consultório muito preocupados porque ela estava tendo problema de amizades na escola é uma escola que ela tá desde criança e que ela veio apresentando a algumas questões ao longo do
tempo aí teve um tempo que essa mãe levou lá para uma psicóloga a psicóloga pontuou a questão da do relacionamento dela com a irmã mas A mãe achou que era bobagem seguiu adiante Só que essa mãe quando chega ao consultório lá para mim ela não conta esse detalhe tá ela não contou esse detalhe ela só contou que a que a menina vem apresentando dificuldade de relacionamento desde sempre só que eh naquele ano tinha sido muito pior muito pior que a menina sofreu muito porque acabou sendo expulsa lá do grupinho dela da turma e ela não
se via mais dentro daquela turma mas queria continuar na Escola porque ela gostava muito da escola cresceu na escola e queria continuar e que ia ter que trocar de turma porque era impossível ela continuar na nessa turma que ela estava ali de certa maneira já sofrendo até é bullying e realmente ela tava já com problema no sono a questão do bullying ali para ela foi muito forte e ela já tava ali sofrendo muito já com isso perfeito e aí eu comecei ali o trabalho de investigação para entender porque Tanta dificuldade em lidar com a as
diferenças dos amigos tendo em vista que ela eh vem de uma família que tem dois irmãos né então ela sendo mais velha ou seja a gente tá falando aí de um subsistema fraternal até eh bom né porque uma pessoa com dois irmãos então assim o laboratório dela era bem rico ou deveria ser eh e aí eu fui investigando investigando e não não precisou assim de muitas seções para perceber que ela tinha um Ciúme absurdo dessa irmã porque essa irmã ti fez com que ela deixasse de Ser filha única né A chegada dessa irmã fez com
que ela deixasse de Ser filha única e ela se ressentia muito por isso se ressentia muito por ter deixado de ser filha única ela não queria ter irmãos ela queria ser única para ela ter a atenção do pai e da mãe o tempo todo eh e com a chegada da irmã essa atenção é óbvia ficou dividida e qu a chegada do irmão mais ainda mas com o irmão Menor Ela não tem tantas questões assim ela tem mais questões com a irmã do meio e aí eu fui percebendo que acabou-se que eh criou ali se criou
um dois grupos dentro de casa eh a irmã do meio com um irmão mais novo e ela sozinha então ela tava sendo nessa triangulação podemos dizer assim desses Três Irmãos ela tava out o tempo todo né ela foi a irmã que ficou fora desse relacionamento primeiro porque ela se colocou assim e segundo porque ela eh a De certa maneira esses irmãos já não conseguiam mais mais eh eh se relacionar com ela porque ela se tornou chata e Eles não queriam mais né então ela começou a ficar muito sozinha e os outros dois para cá eh
e aí interessante observar que isso me chamou atenção por causa das Gerações passadas ã o pai e aí eu fui no genograma né eu fui trabalhar O genograma porque eu falei eu tenho que investigar da onde Vem isso da onde vem essa dificuldade dela em interagir em fechar a fratria com esses irmãos porque o que que acontece gente no subsistema fraternal os irmãos Eles brigam se desentendem como eu disse mas quando eles conseguem se resolver eles também têm um um vínculo muito forte um vínculo muito poderoso podemos dizer assim e saudável eh então quando essa
criança não consegue fechar esse vínculo com os irmãos sabe tendo Uma fratria porque a a a fratria quando ela é fechada é tipo assim quer ver O irmão fez uma besteira uma coisa errada mas os os outros irmãos se estão ali fechados não vão contar não vão não vão fazer queixa pro pai ou pra mãe entende vão ficar al podem até eh não mentir mas vão omitir quando aquela fratria tá fechada ou mesmo vão até ajudar então Eh quando o vínculo é bom é assim que funciona né a fratria ela se fecha ali e eu
percebi Que não existia Essa fratria ela ela não conseguiu fechar essa fratria com os irmãos eu falei bom o que que pode ser isso E aí eu fui pesquisar sobre a vida do da fratria da mãe e do pai e aí eu fiz isso com ela nem chamei os pais pro pro consultório não porque ela é uma menina extremamente inteligente ela ela é fora da curva ali pros 10 anos dela e aí eu fui fazer um genograma com ela no quadro sobre a família do pai e a família da mãe muito interessante como Ela assim
ela trouxe né porque esse pai é o filho Caçula de uma família de três então ele é o Caçula e tem outros dois irmãos mais velhos e a mãe é a do meio de uma família também de três filhos então o os dois vê de famílias de três filhos sendo que o pai é Caçula e a mãe é do meio e essa menina é a mais velha né no caso da família ali ok Aí eu pergunto para ela e como é o relacionamento do seu pai com o seu tio ela disse eles não se Falam
eles são brigados e sempre brigaram muito foi isso que eu sempre ouvi na minha casa que eles sempre brigaram muito e eu falei e a sua tia com o seu pai ah é mais ou menos o relacionamento deles também não é muito bom não e aí eu fui lá e representei no genograma né a linha de conflito entre o pai dela e os dois irmãos e aí nós fomos pra família da mãe E aí eu fiz a mesma pergunta como é o relacionamento da sua mãe com as irmãs Dela Ah também não é muito bom
não a minha tia fulana faz isso faz aquilo faz aquilo outro e minha mãe não gosta e elas brigam por causa disso daquilo daquilo outro e a tia beltrana a tia beltrana também enfim e aí eu fui lá e marquei no genograma eu falei é me parece E aí eu fiz a família dela ela com os irmãos e o nível de conflito que ela tinha com os irmãos eu falei é me parece que você tá repetindo a história do seus pais pelo que a gente tá vendo Aqui no genograma E aí ela ficou ela mesma
ficou impactada apesar de uma certa rigidez que ela tem em em aceitar algumas coisas mas ela olhou pro quadro ela falou assim é é mas a diferença é que eu ainda moro com meus irmãos e meus pais não eu falei É mas você percebe que você tá repetindo a história quando você tá tendo muito conflito com seus irmãos e aí OK foi foi bem interessante porque aí depois disso A gente foi trabalhando outras questões os ganhos e as perdas dela ter eh virado ali a irmã mais velha ter deixado de ser filha única enfim eh
e ela foi absorvendo isso aos poucos e e de certa maneira hoje ela já está com um relacionamento melhorado ali com os irmãos Não tanto quanto eu gostaria mas já tá bem melhor e aí quando eu trouxe esses pais ao consultório para perguntar sobre os irmãos dele aí eles disseram não a gente realmente Não se dá bem mas a gente tenta o máximo não passar isso pros nossos filhos porque a gente não quer que eles repitam isso né na na na no relacionamento deles como irmãos aí eu disse assim olha eu sinto em dizer mas
o disfarce de vocês não está resolvendo para nada e aí eles arregalaram os olhos né como assim eu falei bom a r tá com dificuldade de relacionamento lá fora de casa porque a fratria dela não está fechada e a a Fratria dela não está fechada em lealdade a vocês de uma forma inconsciente tá gente de uma forma inconsciente ela não está conseguindo fechar essa fratria porque a fratria de vocês também não não tá ok Não mas ela não sou nunca soube de nada eu falei assim engano de vocês Olha aqui eu tinha tirado uma foto
do genograma que eu fiz com ela né E aí disse assim olha aqui essa aqui é a foto da família de origem de vocês olha aqui o o o nível de Conflito entre você né Vocês eh o pai né com com seus irmãos e a mãe com as suas irmãs e Foi ela que me disse E aí eles ficaram assustadíssima e assim surpreendidos com aquela situação né Muito surpreendidos E aí foi quando eu disse vocês estão vendo eh a gente pensa que esconde coisas das Crianças a gente pensa que eles estão não estão percebendo a
gente pensa que tem algum segredo com os filhos mas na verdade os filhos podem até não saber de Todos os detalhes mas que eles percebem que tem alguma coisa no ar que não tá indo bem eles percebem né é fato e essa menina assim de uma forma eh né de de de lealdade invisível que a gente chama ela tá ali repetindo o não fechamento dessa fratria com os irmãos como eu disse a vocês já melhorou muito mas ainda tem muito para melhorar mas esse muito para melhorar só vai acontecer quando os pais de fato entenderem
que precisam fechar a fratria Deles com os próprios irmãos né E aí esse é um já é uma outra etapa do trabalho que eu pretendo fazer com essa família e e tem um um tem algo que eu queria compartilhar com vocês eu não sei se pastor Elton tá aí eh que foi um desenho que eu pedi Vou compartilhar aqui isso obrigada esse desenho é é o outro é isso então eu PED a ela que Fizesse que desenhasse a família dela fazendo algo juntos e aí quer dizer fazendo algo não coloquei os juntos não fazendo algo
E aí ela desenhou aqui a família sentadinha no sofá assistindo televisão e aí Ruivo é é que tá sent ao lado do pai aí vem a mãe e depois os dois irmãos E aí é interessante que ela através dos sintomas que ela apresenta né de ansiedade não conseguir fechar fazer Amizade e essa dificuldade de dormir eh trazendo essa família pro consultório vocês percebem que ela tá ali de certa maneira com todos esses sintomas chamando esse pai e essa mãe para ela porque lembra que ela não conseguiu fechar a a fratria com com o o os
dois irmãos então o que que ela tá fazendo para ela não se sentir totalmente isolada Ela vai para perto desses pais que querendo ou não tem que dar mais atenção a ela de certa maneira porque Ela acaba exigindo né com com os sintomas que ela apresenta ela acaba exigindo mais atenção desses pais e assim ela não fica fica sozinha né ela fica ali protegida por esses pais então esse desenho para mim assim foi né Eh além desse desenho eu pedi para ela para ela simbolizar também através de bonequinhos de madeira eu pedi para ela pensar
assim que existem dois grupos se ela tivesse que dividir né a família dela em dois grupos como é que ela faria Essa divisão quem ficava perto de quem quem ficava longe de quem quem ficava olhando para quem E aí foi interessante que ela botou os dois irmãos juntos numa outra ponta ela colocou ela sozinha e os pais ela colocou assim no meio do caminho sabe assim eh entre os dois grupos né que seriam dos irmãos e e ela aí ela colocou os pais ali como se os pais tivessem não sabe se vão para um lado
se vão pro outro e aí depois de um tempo ela falou Não falando melhor pensando melhor meus pais hoje fico mais do meu lado aí pegou foi colocou os pais ao lado dela ela no meio eh e ficou até muito parecida com a o desenho que ela fez então Eh se ela para de acordar de madrugada e chamar essa mãe para ir dormir com ela se ela para de de de apresentar outros sintomas esses esses pais vão se voltar né de de maneira igual pros outros filhos e e além de e ela vai se sentir
sozinha Além disso tem a questão Como eu disse da Lealdade invisível que ela tá tendo ali com os pais em relação aos irmãos né então Eh e vocês vejam que isso foi refletir lá na escola e aí toda vez que uma família chega com um sintoma no consultório a gente tem que entender que esse sintoma é só a ponta de um iceberg a gente não pode comer a isca de achar que o sintoma princi eh que o Sintoma que é trazido pela família ou que está incomodando aquela família é realmente a causa do de toda
a situação sabe que o nó sistêmico tá ali o nosso sêmico não tá ali ali só está aparecendo a ponta do iceberg E conforme você vai cavucando conforme a família também vai permitindo que você faça esse mergulho você vai descortinando a situação e a causa dos sintomas para que a causa seja trabalhada né E que Eh essa criança possa ou esse adolescente possa aí continuar se desenvolvendo de uma forma mais saudável alguma dúvida com relação a a essa questão da do subsistema fraternal quantos anos que ela tem você falou 10 anos ele é um artista
né desenha muito bem muito bem eu não desenharia desse jeito assim com tanta perfeição sofá a TV a parte de trás da TV né T exatamente ela é artista avó por parte de pai é escultora Uhum E parece Que é uma escultora eh pelo que ela me disse é uma escultora bem conhecida aqui no Rio de Janeiro Inclusive acho que tem duas esculturas dela lá no no morro do Pão de Açúcar aham dessa avó então aí eu acho que ela puxou a avó nessa parte de de ser uma boa artista né assim de desenho de
de ter essa habilidade né mandou muito bem Mandou bem ela é muito inteligente também professora Cátia só uma dúvida no caso vamos assim se a criança Ela é Externa que ela não gosta desse irmão que chega várias vezes e aí como que fica isso quando a criança ela estna mesmo ela diz eu não gosto desse irmão esse irmão e atrapalha minha vida esse irmão não me ajuda então então Eliana o que que eu fiz com ela foi foi um trabalho longo tá eh eu fui trabalhando com ela primeiro como eu te falei mostrando para ela
como ela é uma menina de 10 anos mas é muito Inteligente ela e ela entra assim em terapia com muita facilidade eh ficou mais fácil o trabalho então eu fui trabalhando com ela primeiro eh isso até que eu falei aqui para vocês agora sobre o fato de ter eh os pais eram er sozinhos né era um casal e quando ela chegou ela inaugurou essa família então a gente trabalhou isso então o que que eu fiz eu trouxe elá para cima né do tipo Olha sua importância nessa família você chegou e Você inaugurou essa família e
depois quando a sua irmã chegou você passou a ser a irmã mais velha você foi promovida né de filha única para a irmã mais velha vamos ver os ganhos e as perdas disso E aí a gente listou né fi pensando junto com ela Claro que ela trazendo porque eu fiz ela parar para pensar nos ganhos e nas perdas de ser a filha única e nos ganhos e perdas de ser a filha mais velha e aí foi muito interessante porque foi uma Sessão inteira lá pensando porque claro que no início ela só pensou nas perdas mas
depois ela conseguiu Guio e pensando nos ganhos os ganhos foram surgindo depois que ela colocou todas as perdas para fora ela começou a olhar pros ganhos né e foi muito interessante foi muito bacana E depois os ganhos de ter chegado o terceiro irmão que a gente foi até o terceiro irmão eh e um dos ganhos só para você ter a ideia como é que foi bacana isso que um Dos ganhos é o seguinte é que tanto a irmã do me contra o irmão mais novo ainda acredito em Papai Noel ela já não acredita mais porém
E aí com isso como é que é o como é que são as regras lá da casa né dessa família e enquanto eles acreditarem no Papai Noel eles vão ganhar sempre dois presentes no Natal um dos pais e outro do Papai Noel Ok E aí o ganho dela de ser a mais velha no caso é que mesmo ela não meditando mais em Papai Noel ela continua ganhando dois Presentes porque até o irmão mais novo não acreditar mais em Papai Noel anos vão se passar né E ela vai continuar ganhando dois presentes a irmã também ainda
acredita então assim para não acabar a fantasia na família ela tá percebendo que se fosse só ela se não tivessem os irmãos ela já não ganharia as dois presentes A essas alturas né Então esse foi um dos ganhos que ela trouxe eu achei muito interessante eh que ela vai continuar Ganhando dois presentes aí por um longo tempo né eu achei isso muito bacana então assim aí eu fui trabalhando eh eh esse esses ganhos e perdas com ela depois eu fui trabalhando com ela a personalidade dela a personalidade da irmã Quem era a irmã tentei trazer
essa irmã pro consultório né fisicamente mas ela não deixou a a a própria paciente não deixou porque ela disse que ela já divide muitas coisas com a irmã que ela não Queria dividir A Terapeuta também Aí eu expliquei para ela que ela não ia me dividir né com a irmã dela que continuava sendo terapeuta dela que a irmã vinha para nos ajudar ela vinha como consultora mas ela não gostou muito da ideia ainda né Eu ainda tô tentando chegar nisso mas a primeira reação dela foi de não porém ela ela eu comecei a trabalhar com
ela as diferenças e semelhanças dela com a irmã porque o Discurso dela sempre era minha irmã é chata Minha irmã é chata Minha irmã é implicante minha irmã implica comigo o tempo todo eu não gosto dela então eu comecei a trabalhar com ela as semelhanças e diferenças eh e o quanto essas dier são legais para que um possa ajudar o outro naquilo que o outro não tem então foi algo também que ela já começou a absorver eh hoje a gente pode dizer assim que o Relacionamento dela com os irmãos está bem melhor como eu disse
mas não no no nível que eu gostaria mas eu acredito que isso só vai dar o start mesmo no momento em que esses pais entrarem também né nesse entendimento de que precisam voltar nas suas famílias de origem ficarem Ok comos seus irmãos eh mas só o fato del ela já está conseguindo conviver melhor com os irmãos dela tá refletindo lá na escola Onde ela acabou mudando de turma né ela chegou no consultório já mudando de turma e ela já conseguiu fazer novos amigos nessa turma que ela tá des desde o início do ano Então ela
tá aí já finalizando o ano com as amizades consolidadas Não tanto quanto ela gostaria né no nível que ela gostaria porque ali e como uma escola tradicional do Rio de Janeiro eh são são amizades que elas fazem Desde quando entram na escola né então são Amizades muito fechadas podemos dizer assim e realmente é mais difícil de conseguir fazer eh eh entrarem naquelas duplas mas ainda assim ela já está sendo Aceita minimamente aceita já tá sendo chamada para participar doss trabalhos em grupo já tá sendo chamada para participar das festinhas das da festinha do pijama do
pijama e enfim a a ela já tá se sentindo mais confortável aí com esses com essas amigas né esses novos amigos e conseguiram também tolerar Algumas situações que antes ela era totalmente intolerante então é dessa forma que eu tô buscando trabalhar com ela Elana Obrigada professora obg professora eu queria entender um pouco melhor essa ideia da o cada subsistema então ele tem um foco né ele tem um isso ele tá tá baseado num num objetivo o conjugal a identidade do casal o parental a ideia de educação dos Filhos e o fraternal praticamente ele tá relacionado
com os próprios filhos Sim essa relação então horizontal né entre entre os próprios garotos e essa ideia da fratria aberta que foi o o caso normalmente se fecha com facilidade ou o problema que a gente normalmente encontra esse fratria aberta então a fratria ela se fecha com facilidade eh Quando vamos lá e aí a gente gente Volta lá no início né hierarquia papéis uma coisa tá embc na outra vocês percebem eh tem a ver com com as vivências desses pais enquanto irmãos nas suas famílias de origem ou não se eram filho filhos únicos não viveram
a fratria ou se eles viveram de uma forma conturbada como eu falei né no caso dessa menina então eles acabam De forma inconsciente trazendo-se pra família deles nuclear então aí há uma dificuldade de fechar a fratria a Outra dificuldade é quando uma mãe como a gente falou ali na questão hierárquica na triangulação triangula com um filho em detrimento ao outro ou o pai aí isso também vai causar dificuldade nesse fechamento de fratria eh só no caso pra gente entender melhor o genograma então que vai ajudar a gente a ter uma percepção Clara dessas ições sim
o genograma sempre ajuda para tudo na verdade para tudo eh nesse caso mesmo quando essa mãe ou Esse pai triangula com o filho que não é uma questão passada da família de origem mas é podemos dizer ali Talvez uma crise conjugal eh onde essa esse progenitor acaba triangulando com o filho e a atrapalhando essa fratria de alguma forma mesmo assim quando você vai pro genograma você percebe que aquele progenitor veio de uma triangulação também parental ou seja ele foi alguém que foi Triangulado lá com o pai ou com a mãe da mesma forma que ele
tá fazendo com o filho e possivelmente se ele não for filho único ele também não fechou a tria lá na família de origem por causa dessa aliança que acabou fazendo com o pai ou com a mãe entende então ele é aquele irmão Aquela irmã que ficou de fora da fratria para se juntar com o pai ou com a mãe então genograma assim genograma revela tudo gente eh um parênteses aqui a gente ainda tá com um tempinho eu vou Contar algo para vocês que aconteceu quinta-feira é fresquinho com relação ao genograma eh eu tô atendendo um
casal E aí eh um casal que veio porque vocês vão ver que existem vários tipos de terapia de casal tá quando a gente fala em terapia de casal a gente não fala num tipo só de terapia tem tem tipos e a gente vai trabalhar isso no último módulo mas fato é que eu tô trabalhando com esse casal uma reconexão se desconectaram ali em Algum momento do relacionamento a gente tá trabalhando isso para reconectar e chega um determinado momento do do do tratamento que a gente vai pro genograma E aí a gente faz o genograma dela
e o genograma dele ou vice-versa enfim eh fato é que quando eu fui fazer na quinta-feira a gente começou pelo genograma dela e foi algo muito interessante descobrir que a família dela né Ela é composta né de pai família de origem pai E mãe e sete irmãos sete irmãos sendo que ela é a penúltima depois dela veio um menino que é o Caçula OK aí na hora que eu tô montando o genograma no quadro lá colocando os irmãos o marido dela diz fala assim vira e fala assim ô fulana você esqueceu que você tem os
seus irmãos por parte do seu pai aí ela disse assim é mas eu nem fui criada com eles né fui conhecer eles há Pouco tempo agora em 2018 do tipo isso não faz isso não tem importância e aí eh eu disse assim não tem importância Sim Isso faz parte da sua história Vamos colocar os seus irmãos aqui e aí eu fui lá paguei né o genograma e abri o espaço lá para colocar a essa essa esse casamento do pai dela com outra pessoa que mesmo que tenha terminado existiu e ela tem quatro Irã mãos desse
relacionamento E aí depois comecei dali Com com o pai dela com a mãe dela ok e foi muito interessante que ela nasceu aqui no Rio ela e o irmão mais novo mas todo o restante nasceu na cidade natal lá dos pais que é no Maranhão ok muito interessante perceber que eh e foi contada para ela a história que foi contada para ela e a gente vê aí uma questão de segredo familiar a história que foi contada para ela foi a seguinte olha Eh a mãe não gosta de falar sobre o assunto Tá dessa outra família
do pai desses filhos a mãe não gosta e o pouco que a mãe contou para ela contou que esse pai um certo dia ela tava em casa ela com esse homem sem saber que ele era separado que ele tinha esses filhos todos e que um certo dia essa mãe né quer dizer a ex-mulher dele foi lá na porta dela fazer escândalo e que ela tinha pavor de escândalo que ela tinha muita vergonha e tudo mais enfim e ela é Ressentida com esse marido até hoje continuam casados eh mas ela é muito ressentida com esse marido
até hoje aí a gente foi né Eh aí nós eu coloquei lá o pessoal né os irmãos eh do outro casamento aquela coisa toda e fomos falando falando falando até que chegou um momento que eu falei assim eh e a idade né aí ela foi trazendo as idades dela e dos irmãos dela por parte de pai E mãe ok eu falei assim você tem ideia da idade dos irmãos por parte do seu pai aí ela disse não não tenho muita ideia não eu falei Ah tá ok e a gente tava querendo e eu e eu
percebi que tinha alguma coisa que que ela não sabia sabe e eh eh um segredo familiar mesmo e e qual é a queixa desse marido tá para vocês entenderem né Qual é a queixa desse do marido dela é que ela é muito fechada ela não fala ela não comunica né Acho coisas que não estão boas que no relacionamento e tudo mais então essa a queixa principal do marido dela E aí assim eu quero entender da onde vem esse essa comunicação fechada E aí eu já identifiquei que é da mãe né Aí eu disse para ela
assim e a história da sua mãe como é que é a história de vida da sua mãe você chegou a conhecer Seus avós Aí ela falou ah eu conheci meu meu avô eu não conheci mas a minha avó eu tive oportunidade de conhecer quando eu já Tava na adolescência minha avó morou um tempo com a gente e uma pessoa maravilhosa era muito paraa frente e muito extrovertida e nessa época eu tava brigando muito com a minha mãe porque eu tava adolescente eu queria sair queria fazer acontecer minha mãe não deixava e ela me ajudava a
enganar minha mãe para eu poder sair para eu poder namorar e tudo mais enfim eu falei interessante Então a sua mãe não é assim por causa da sua avó né porque me parece que a sua Avó não não não apresentava esse comportamento então pode ser que tenha sido por causa do seu avô a gente não sabe né porque você não tem história do seu avô ela é não tem aí Eh mas eu ainda fiquei com uma pulga atrás da orelha alguma alguma conta ali não tava fechando aí nisso o marido dela já no final da
sessão gente o marido dela vira fala assim é o seu irmão por parte de pai mais velho deve ter Quase a idade da sua mãe Né porque a mãe dela é muito mais jovem do que o pai dela bem mais jovem e aí ela disse não que isso não tem nem como como é que ele vai ter mais ou menos a idade da minha mãe não tem como eh a conta não fecha aí ele falou exatamente isso que eu tô desconfiada essa conta não tá fechando eu tô achando que que tem alguma coisa aí deixa
eu olhar aqui no Facebook aí ele pegou foi pro Facebook para descobrir a dos irmãos Dela por parte de pai e aí a gente descobriu Sabe o quê que a irmã dela mais velha irmã por parte de pai e mãe mais velha é a mais velha de todos ou seja esse pai não teve um relacionamento anterior e depois foi ter um relacionamento com a mãe dela esse pai teve um relacionamento concomitante E aí a gente descobriu que essa irmã mais velha de pai e mãe é a mais velha de todos depois dela nasceram Os quatro
irmãos do lado de lá e depois que os outros irmãos dela nasceram né E aí nisso eles vieram embora pro Rio aí nasceu ela o irmão mais novo então isso foi uma descoberta assim no genograma que trouxe a tona uma história né que ela percebeu que ela ela sabia muito menos do que ela pensou que soubesse E aí ela foi com o dever de casa de descobrir né de ser repórter da própria vida e descobrir de fato eh O que aconteceu perguntando nessa irmã Dela mais velha já que a mãe não gosta de falar sobre
o assunto eh e aí também explica um pouco porque que essa mãe é tão fechada né tão amargurada com esse pai enfim muita coisa ela já conseguiu eh perceber só com essa descoberta aí que a gente trouxe do genograma eh para Que ela possa se ressignificar também né nessa nessa comunicação dela tão fechada enfim ela entendendo porque que a mãe é tão fechada ela Talvez Consiga aí Se sair dessa desse lugar de lealdade invisível né de repetir ali essa comunicação fechada da mãe mas foi um achado assim na quinta-feira muito grande eles saíram de lá
assim né maravilhados com com a descoberta de que na verdade não foi um relacionamento e depois outro na verdade foi um relacionamento que andou em paralelo né então sim o genograma responde muita coisa e é muito é um instrumento maravilhoso para se recorrer Nas terapias Ok Vander Ok mais alguma dúvida gente tudo bem acho que tem a Bárbara aqui na filha Bárbara Ah é abrir o microfone Olá boa tarde boa tarde e tudo bom é dessa menininha de 10 anos né Que Ela implica com a irmãzinha e não quis que ela fosse a minha dúvida
quando ela Crescer ela não ela vai ser uma pessoa assim que vai querer tudo para ela vai querer escolher e e o que que o que que acontece quando tá uma criança inicia na terapia elas apenas melhora como que é isso é ela a a a ideia né é que com a terapia ela vá ela vá fazendo de forma diferente né ela ela que ela consiga sair deste lugar de que ela não consegue fechar essa fratria verdade a gente tá trabalhando para que ela consiga realmente fechar Essa fratria porque ela fechando Essa fratria é claro
que isso vai reverberar nas outras relações dela fora de casa e vai mudar esse comportamento dela de querer tudo para ela de sair desse lugar de filha única que não não é mais há muito tempo por isso que eu tô dizendo que eu tô trabalhando com ela isso desde o início né os ganhos e as perdas para que ela veja quanto ganho também ela teve em virar filha mais velha eh as diferenças e as semelhanças que ela tem Da irmã o quanto isso pode ajudá-la Em alguns momentos enquanto e quantas vezes ela pode ajudar a
irmã dela naquilo que a irmã dela não é muito boa e ela é E vice-versa então assim eh como a gente tá num processo né é ele é crescente ela permanecendo os pais né permanecendo nessa terapia e deixando ela permanecer é a tendência que isso vá sendo trabalhado e que ela venha de fato sair desse lugar né de achar que e ela já tá Percebendo isso como eu tô te dizendo na escola isso já tá refletindo de uma maneira bem positiva né porque ela já está conseguindo lidar com a diferença dos colegas em relação a
ela porque a Por que que deu ruim na outra turma deu ruim na na outra turma no outro grupinho porque ela queria mandar no grupo ela queria que tudo fosse feito do jeito dela até então ela conseguia era Líder só que no meado do ano passado entrou uma menina na escola com o mesmo Podemos dizer assim com o mesmo nível de força ali de liderança que ela ou mais né na verdade até mais porque ela conseguiu desbanca desse lugar tirá-la desse lugar de liderança e foi aí que ela ficou sozinha porque aí as outras seguiram
essa menina que chegou e ela ficou para trás mas por quê Por causa da rigidez dela que você falou exatamente de não querer que as coisas acontecessem eh não ser flexível né nos Relacionamentos e e e as coisas poderem acontecer eh de um jeito diferente do que ela gosta do que que ela acha que é o certo enfim tem esse Jogo de Cintura né Essa tolerância eh mas agora nesse outro grupo como eu tô te falando conforme eu tô conseguindo desatar esse nó lá com os irmãos ela automaticamente ela tá conseguindo eh caminhar nessa relação
na escola né de aceitar as opiniões diferentes de buscar se enquadrar naquilo que ela não Gosta tanto mas que é possível para ela para que ela possa ser aceita pelo grupo entende ela tá começando a perceber que se ela não for flexível se ela se ela continuar sendo muito áspera continuar achando que ela que comanda tudo ela vai ficar sozinha Então ela já tá começando a perceber isso E aí os pais me deram um feedback de que ela já está bem melhor com a irmã então é por isso que lá na escola também tá melhorando
sim mas ela ela professora Não essa então é já já é uma característica dela que ela vai ter que se policiar pra vida toda acontece assim sim acontece acontece mas como ela tá Muito novinha ainda eh eu acredito que se os nós como eu disse forem eh desatados de fato eh a tendência que ela não precise ficar tão tão como eu posso dizer eh tendo que se policiar muito entende a tendência é que isso não ela não venha precisar se policiar tanto na Fase adulta sim entende porque assim foi ela ela ela tá desde cedo
ali em terapia então é possível se ela continuar né o prognóstico dela seja bom que ela consiga levar a vida de uma forma mais leve e e com essas questões resolvidas sem precisar ficar toda a hora se policiando né de um comportamento que não é muito aceito que não é muito muito bom enfim mas quando a pessoa chega no consultório com a coisa muito cristalizada já numa fase adulta aí com Certeza vai ter que passar vida esse policiando entendi tá ótimo nada mais alguém Então é isso então assim a questão do subsistema né foram esses
três que a gente viu E E H E como bom bem o Vander falou né a a a a função ali de cada um quando o Vander falou assim ah questão fraternal então fica mais por conta dos meninos né fica Como eu falei até certo ponto Porque é importante os pais perceberem eh eh o fato de não intervir toda vez que eles brigam é importante deixar ali um pouco para eles se entenderem também né resolverem as diferenças deles sem ficar com algo pendente ou sem crescer pensando assim a minha mãe sempre defendia o meu irmão
meu pai sempre defendia a minha irmã eu sempre fui o errado da história para que não haja isso porque senão cria uma Rivalidade para fase adulta tá Então nesse momento também a gente tem aí a participação dos pais né os pais são cruciais aí na vida dos filhos em todo tempo né e enfim não tem muito por onde escapar não nós podemos avançar então agora a gente entra num assunto né que é a repetição de padrão de comportamento é aquilo que vai passado de geração em geração muitas vezes sem Perceber muitas vezes de maneira inconsciente
isso vai acontecendo então Eh toda a família né transmite o seu modelo de interação e os repete construindo uma identidade que diferencia de outras famílias que a diferencia de outras famílias então Normalmente quando eu faço o genograma eu gosto de pedir né Depois que a gente vai ali destrinchando o que o que a gente quer destrinchar porque o Genograma como eu falei ele tem objetivos então não adianta também você montar o genograma sem sem um objetivo né Eh por exemplo para orientação profissional eu monto o genograma para ver a questão profissional então eu vou montando
um genograma querendo saber da da da da da questão profissional de cada membro ali da família eh normalmente eu pego a até a segunda geração eh pego o dos pais dos avós às vezes dos Bisavós E aí a gente vem descendo pra gente ver a questão da profissão como como como essa família né Eh de geração em geração vem vem lidando com as questões profissionais com a questão de trabalho por exemplo isso ajuda no momento da escolha de profissão né pro adolescente se definir definir o que que quer e tem um genograma esse eu nunca
fiz mas eu sei que existe é bem interessante sobre doenças E físicas então por exemplo ou de causa morte então se você vai lá fazendo o genograma de causa morte muitas vezes você descobre que em cada geração ali vem se repetindo uma certa doença né Eh óbvio que vem do DNA e tudo mais mas a gente sabe que tem algumas doenças que elas só se manifestam se aquele ambiente for propício a elas eh então a gente percebe aquela repetição Eh tem a questão do dos relacionamentos então a gente monta o genograma para ver como eram
os relacionamentos sejam eles fraternais sejam eles eh entre pais e filhos sejam eles entre os cônjuges eh Então a gente vai montando um genograma também com esse propósito então assim o genograma ele realmente é um instrumento muito rico e quando você monta um Genograma para perceber uma repetição de comportamento né que aquele paciente traz trás ali eh você vai descobrindo que aquilo ali não começou naquele paciente não começou naquela pessoa né ela começou em gerações passadas e e daí depois eu vou dar exemplos para vocês desses padrões de comportamento eh e aí eu peço normalmente
eu peço pra pessoa pro paciente depois que a gente Faz o genograma que olha para ele que Analisa enfim eu peço para eles dizerem o seguinte Que nome você dá para essa família olhando para esse genograma pra história dessa família que nome você dá para essa família e é muito interessante como eh o fato de algumas situações se repetirem dá o nome a família dá o nome àquela família sejam situações boas sejam situações não tão boas assim mas Normalmente e quando o paciente para para nomear aquela família e a coisa fica mais clara ainda para
ele né E aí ele se vê naquele naquele lugar ali de repetição daquele comportamento e aí eu digo bom agora que você se identificou aí você tá com a responsabilidade de quebrar esse ciclo né e não continuar reproduzindo esse ento quando não é um comportamento bom né quando é continue mas quando não é Tão bom assim ele eu digo que ele acabou de ter oportunidade de quebrar o ciclo e não continuar então Eh é passado de geração para geração como eu já falei mas quando essa marca impede a família de mudar de crescer a tornando
paralisada emocionalmente acaba adoecendo os seus membros então é aquilo que eu falei uma família Ela tanto pode eh impulsionar os seus membros né nesse desenvolvimento de maneira que eles Venham a florecer que eles venham a a a deslanchar na vida de uma forma bem bacana como essa família pode facilmente adoecer o membro e adoecer seriamente adoecer seriamente algo que eu aprendi que eu não eu não sabia disso eh não sabia mesmo e e e na época que eu fiz o curso de especialização em em terapia de família e casal e tudo mais comecei a mergulhar
mais no estudo sobre a família eu descobri que a Esquizofrenia ela é produzida dentro da família foi ela que eu fiquei assustada Porque para mim uma pessoa esquizofrênica e era era algo genético não era algo produzido dentro da família e aí eu descobri mais ainda que essa questão da esquizofrenia ela vai passando também de geração para geração mas que não é é algo produzido na família da forma como aquela Família funciona então como eu tinha dado exemplo lá atrás que eu falei lembra que eu falei do da mensagem de duplo vínculo né uma comunicação que
traz uma mensagem de duplo vínculo Então essa mens por exemplo uma família que eh a criança eh há pouco tempo eu tive que indicar uma família para um tratamento eu não pude fazer ser terapeuta dessa família porque é uma família muito chegada a mim eu tive que indicar essa família para um Tratamento que a menina dessa família eh entrou aí na fase da adolescência e estava com ideação suicida e já tava fazendo Cut né se cortando e e tentou se jogar do do démo andar Enfim uma situação bem complicada e E aí ela foi eu
Eu encaminhei indiquei né duas terapeutas para porque gente tem situações tá de família que um terapeuta sozinho não dá conta é preciso atender em dupla tá aí você tem ali o terapeuta e o Coterapeuta porque a situação às vezes é muito pesada muito difícil então é importante que hajam ali dois terapeutas para eh sustentar aquele atendimento né Então Eu encaminhei essa família para duas terapeutas e e é interessante porque qual o perfil da família né o perfil da família é uma família de comunicação fechada uma família onde Eh pai e mãe estav numa crise conjugal
desde desde sempre praticamente a A Hierarquia era a mãe no topo e o pai a filha sendo sendo comandados né por essa mãe a mãe não conseguiu maternar essa filha tanto que ela não conseguiu nem amamentar essa filha ela teve muita dificuldade Então ela teve que parar de amamentar Logo no início porque ela não conseguiu manter essa amamentação não era porque ela não tinha leite mas é porque ela não conseguia ela não conseguiu eh E aí assim ela ela não conseguiu maternar essa criança e quem matou foi o marido o marido que acabou maternando essa
menina eh e ela fazendo o papel na verdade ela acabou assumindo ali de certa maneira esse papel do corte né Ou seja a função paterna Ela acabou assumindo essa função paterna só que ela vinha de uma forma muito pesada né e e Ela batia muito nessa nessa criança essa criança era castigada Fisicamente por essa mãe e também por esse pai não só por essa mãe a diferença é que esse pai matava então era Aquela Velha História né mordia soprava E essa mãe não só mordia então ali ela foi crescendo assim com uma mistura de abandono
com um uma mensagem de duplo vínculo vinda do pai porque no no mesmo nível que o pai acolhia maternavit sempre apanhando Enfim e essa menina acabou tendo que ir pro psiquiatra né hoje ela toma três medicações e e uma das das do diagnóstico do psiquiatra foi de um início de esquizofrenia né Então aí a gente percebe né Essa questão do da ideação suicida dessa questão da esquizofrenia eh e quando você traça o perfil familiar você vê que eh basicamente Tudo basicamente tudo eh eh não tudo mas boa parte tá baseada na comunicação né então a
gente vê o o quão importante a comunicação fluida dentro de casa ela é necessária muitas vezes quando a gente for falar sobre adolescentes né Eh eu vou mergulhar um pouco mais nisso mas muitas vezes a criança eh o adolescente ele entra num num nível de dificuldade de relacionamento dentro de casa tão grande tão grande que às vezes não Precisar porque assim até certo ponto eh a gente vai entender aí que até certo ponto é saudável esse momento de rebeldia que o adolescente passa é necessário eh mas tem uns que ficam fora da curva né esses
que ficam muito fora da curva normalmente são aqueles que a família é muito rígida e que não há espaço para para diálogo não há espaço para escuta a comunicação é fechada ou então é aquele como eu falei para vocês que Aquela Fronteira difusa né que é cada um por si ninguém se preocupa com ninguém fica isolado e Enfim então Eh é preciso tomar muito cuidado né com com com essa questão [Música] do do da comunica né familiar