[Música] Boa noite queridos alunos e alunas do curso de farmácia sejam todos muito bem-vindos mais uma vez hoje é nossa segunda aula do curso né da disciplina de assistência farmacêutica é um prazer ter vocês todos conosco convidamos então o professor Gilberto nosso professor querido muito né seja muito bem-vindo Professor a mais uma a Obrigado né boa noite boa noite boa noite para todos alunos e alunas que estão aí forte firmes conosco né e estão buscando um sonho de uma profissão que eu sou suspeito para dizer mas é uma profissão muito boa tá certo e a
gente tá aqui mais uma vez para dar continuidade na nossa disciplina e vamos trazer hoje um assunto muito interessante e que de repente pode até ficar assim um pouco evasivo né né como fazer isso né Eh eh sobre esse assunto que eu vou apresentar hoje mas nós vamos discutir eu quero que vocês eh lancem as dúvidas ainda durante a aula né paraa gente fazer uma discussão legal tá certo com você profess OK vamos lá eh foram feitas umas questões né na aula passada eu eu fiquei de de de responder porque foi um pouco atropelado né
A A aula anterior então eh eh nós temos a primeira pergunta aqui da Élida né Eh que faz um seguinte um seguinte questionamento um questionamento muito importante né ela diz ela Pergunta assim professor quando o paciente passa por um médico e é receitado um medicamento fora da rename um medicamento de primeira linha mas que tem o mesmo efeito a um que tem analista eh ele o paciente pode denunciar o médico né então eu para responder essa sua questão Élida eu chamo a legislação sanitária especificamente a lei dos medicamentos genéricos tá eh no SUS o médico
no SUS vamos falar dele né do médico do SUS eh Obrigatoriamente ele tem que prescrever eh pelo nome genérico então se ele não fizer uma prescrição eh que não seja pelo nome genérico seja pelo nome de marca eh ele pode ser chamado atenção do gestor tá eh Porque isso é uma exigência legal mas enquanto médico né A a a atribuição do Poder de médico do Poder de prescrição que ele tem eh e que é contemplada na lei dos medicamentos genéricos diz que ele pode prescrever o medicamento de referência né E Agora Nós temos a legislação
em cima do similar também que é um pouco controversa mas o médico pode prescrever o medicamento de referência por exemplo né Eh e justificar com o próprio punho né a lei fala dessa maneira eh e ele tem esse essa prerrogativa legal de prescrever o medicamento de referência e então não não não é necessário é claro o paciente né denunciar esse médico por essa prática eh ele só vai denunciar o médico se o médico prescrever um um medicamento não seja eh indicado paraa situação Clínica dele e ele teve uma piora Clínica ou uma reação adversa qualquer
coisa assim e fica provado que foi porque o médico errou né aí a gente tá falando de erro de prescrição né Eh daí sim nesse caso ele pode denunciar o médico tá certo mas o médico tem essas prerrogativas da Lei tá ok eh a uma outra pergunta importante que a Vanessa fez né Eh Professor Por que será que não temos as indústrias dos insumos farmacêuticos aqui no Brasil né ela tá se referindo ao que a gente chama de indústria farmoquímica aquela que produz os as ifas né a os insumos farmacêuticos ativos os princípios princípios ativos
que a gente eh denomina né a a instalação e manutenção das Indústrias farmoquímicos ah elas eh são muito custosas o custo é muito elevado né e geralmente uma indústria ela não consegue produzir tantos ifas diferenciados assim tá eh e isso às vezes inviabiliza financeiramente tá o o produtor né o fabricante de ifas se instalar no país né como no Brasil para abastecer para gerar para atender a demanda do do país em termos de IFA certo e com isso o que que acaba acontecendo o a IFA né ou IFA no Brasil ele acaba saindo mais caro
paraa venda interna do que você eh importar por exemplo de país que costumeiramente já tem a tradição da da indústria farmoquímica que consegue maior lucro por conta da menor taxa tributária e tudo mais por isso que a gente compra muito IFA da China da Índia que são grandes produtores de insumos farmacêuticos ativos Tá certo nós temos laboratórios que produzem ifas aqui inclusive nós temos Laboratórios eh eh oficiais ou seja Laboratórios do SUS do do do governo federal é o caso de farmanguinhos né no Rio de Janeiro vinculado à Fundação Osvaldo Cruz e o leep que
é o laboratório da eh vinculado com a Universidade Federal de Pernambuco são duas grandes produtoras de IFA aqui no Brasil mas dentro da da iniciativa privada né das empresas particulares não existe um interesse muito grande não com isso o que que acaba acontecendo uma coisa importante que a gente tem que falar a respeito disso eh nós ficamos reféns né Eh de importação de insumos farmacêuticos ativos para produzir medicamento na no cenário para a demanda Nacional tá agora por ocasião da da pandemia nós tivemos sofremos um pouco né eh não só de de insumos farmacêuticos ativos
Mas acabou faltando até vidraria paraa gente colocar medicamentos líquidos né e outros insumos de maneira geral que faltaram porque a toda a indústria farmoquímica no mundo se voltou paraa produção de medicamentos de de insumos farmacêuticos ativos eh destinados à produção de medicamentos para covid tá então eh eh o fato de você ser ter autonomia ter uma indústria farmoquímica forte dentro do país te Garante uma soberania na produção dos seus medicamentos porque você não fica Refém Da importação sempre existiu por parte do Ministério da Saúde né uma uma um incentivo mas é é complicado porque realmente
eh no final das contas o IFA Sai mais caro paraa Indústria Farmacêutica Nacional então eles preferem importar Tá ok ah tem uma aqui bastante interessante né que me pede o meu conselho Professor Qual o seu conselho né sair da farmácia privada para fazer estágio no SUS Ou continuar trabalhando na farmácia privada tá eh eu sei que isso é uma questão primeiro de mercado de trabalho tá E é claro que você vai vai ter que ter a fazer análise eu não não vou dar um conselho eu vou te dar uma orientação no sentido de como você
vai eh se vai analisar né para escolher eh trabalhar dentro de uma área ou de Outra área enquanto farmacêutico né primeiro a questão do mercado de trabalho né você a gente no mercado de trabalho sempre a gente procura os melhores salários Tá certo sem sombra de dúvida pra gente pleitear melhores salários a gente tem que est melhor capacitado Tá ok fazer cursos de pós--graduação ter experiência ao longo do tempo né Você vai adquirindo experiência isso daí também conta eh então existem todas essas eh essas interfaces né do do mercado de trabalho da sua aptidão né
de repente você gosta do Sistema Único de Saúde atuar no SUS para você é prazeroso outros já gostam da farmácia privada daquele daquela aquele sentido aquela conotação comercial de compra e de venda e e promoção de medicamentos que existe Então vai muito né da sua opção pessoal eu não eu eu como farmacêutico Eu já eu já atuei dentro de pelo menos seis áreas Diferentes né da nossa profissão e eu não não diria para você que uma é melhor não você vai escolha essa porque essa melhor não tá E esse caminho é você que vai ter
que trilhar Tá ok e por fim né o a Evely fala no caso dos medicamentos de alto custo a lista da rename é outra não não não é não Evely a lista da rename Ela traz eh nós vamos estudar mais paraa frente os componentes da assistência farmacêutica né Eh são eles O componente básico estratégico e especializado e esses três componentes ou seja os medicamentos a lista de medicamentos desses três componentes está na Renam e os de alto custo eles estão dentro do componente especializado portanto eles são contemplados na rename Tá então não tem outra rename
o que a gente tem fora da rename ainda eh alguns medicamentos para tratamento de câncer alguns tá agora para pros cânc mais prevalentes o já eles estão dentro da rename Tá certo eh e Esses medicamentos eles vão por para uma linha de financiamento diferente daqueles medicamentos que estão na rename eles vão pelo pelo mecanismo que a gente chama de apac que é o pagamento pela por por tratamento de alta complexidade tá e o tratamento de certos tipos de câncer eh eh compreende essas apaes essa essas autorização autorizações para procedimentos de alta complexidade Tá OK mas
de maneira geral a maioria dos medicamentos de alto custo fazem parte do componente especializado estão dentro da rename sim tá certo ou seja medicamento que tá sendo distribuído no SUS tá na Renan tá necessariamente Tá ok com a exceção que eu te falei beleza então essas são as questões que foram levantadas na aula anterior vocês podem deixar eh se se não der tempo de eu responder sobre o a aula de hoje a gente vai deixa na próxima aula faça essa introdução e e respond ok então nós podemos fazer assim então vamos começar o assunto de
hoje que é a o uso racional de medicamentos que corresponde ao a unidade dois do nosso livro de assistência farmacêutica e como já falei na aula anterior o uso racional de medicamentos a promoção do uso racional de medicamentos eh é uma um dos eixos da política nacional de medicamentos então nós nós vamos estar vendo o uso racional depois nós vamos ver acesso né todas a as a os pilares vamos chamar assim da política nacional de medicamentos a gente vai desenvolver e depois tudo isso eh em conjunto com a a pró o próprio estudo da assistência
farmaceutica no SUS tá bem E a o que essa unidade do né que vai que fala sobre o uso racional de medicamentos vai oportunizar para vocês né de conhecer o uso racional de medicamento e suas práticas afinal de contas o que que é isso né O que que é uso racional de medicamento onde isso entra no dia a dia do do do meu desempenho profissional na minha rotina prática diária de farmacêutico né Eh sobre isso que a gente vai falar né sobre os fatores e Barreiras ao uso ional de medicamento né Eh os elementos da
promoção do uso racional de medicamento como se promove que o uso racional de medicamento aconteça nós vamos falar de alguns elementos da da da da da do uso racional de medicamentos como a a automedicação o uso abusivo a polifarmácia a prescrição de medicamentos que é fundamental a sobre a Adesão a tratamentos medicamentosos tratamentos farmacoterapêuticos sobre a a propaganda e promoção de medicamentos né nos veículos de comunicação e nas classes profissionais e vamos finalizar a nossa aula né Eh colocando um pouco sobre a farmacoterapia baseada em evidências Tá certo que é quem dá todo suporte ao
uso racional de medicamentos essa farmacoterapia baseada em evidência e nós nós vamos eh eh fechar a aula com o os conceitos eh desse desse estudo tá bem eh primeiro nós vamos ver a base conceitual do uso racional de medicamento eh o conceito de uso eh eh racional de medicamentos eh foi dado pela Organização Mundial da Saúde em 1987 por ocasião de uma assembleia Mundial de Saúde promovida pela Organização Mundial de Saúde né e o o uso racional de medicamentos ele compreende né que os medicamentos sejam prescritos então precisa ter uma ordem de um profissional habilitado
para prescrever né então a um um medicamento prescrito eh ele é a primeira base racional do uso né segundo prescrever medicamentos que estejam disponíveis pro paciente não só na rede de saúde mas também na na rede privada de de de farmácias tem que tá disponível no mercado né Eh não adianta nada eu prescrever o medicamento que não tá disponível que não tá em falta que parou de fabricar que a fabricação foi suspensa ele tem que tá lá disponível ou seja prescreveu eu vou procurar e vou encontrar e só assim eu vou conseguir o Izar e
fazer meu tratamento né Eh além de est disponível então para paraa aquisição né e o acesso ele deve eh estar disponível a preços acessíveis tá porque se ele não tiver preços acessíveis como eu mostrei na aula anterior só uma fatia muito pequena da população dos de usuários de medicamento vai conseguir ter acesso Então os o preço o custo do medicamento né o custo permissível vamos dizer assim da aquisição é está dentro da base conceitual de uso racional de medicamento tá e depois tem o seguinte a esse medicamento ele tem que ser utilizado né dentro da
dose posologia e duração adequadas então gente dentro dessa desse eixo que eu tô mostrando para vocês aí Tudo que sair desse eixo eixo que tiver fora disso né pode levar ao que a gente chama de uso não racional de medicamentos tá então dose posologia e duração adequadas tem que estar sempre presente e por fim né eu falei já para vocês isso eficácia né medicamento tem que ser eficaz seguro e de qualidade tudo isso então contempla a base conceitual da do uso racional de entos dado pela Organização Mundial da Saúde mas a gente tem algumas alguns
conceitos mais mais bem descritos a respeito né que trazem uma visão assim um pouco maior um segundo entendimento sobre o que que é o uso racional de medicamentos Tá ok eh ainda então dentro dessa base conceitual né Eh nós podemos dizer que o uso racional de medicamentos ele requer que pacientes recebam medicamentos apropriados Então tem que ter acesso a medicamentos ou ou conseguir comprar né E que ele Esses medicamentos atendam as necessidades clínicas do paciente tá tem que ir de encontro qualquer Eu tô com uma necessidade Clínica uma doença né ou a gente fala de
de de paciente de doente mas tem alguns medicamentos que a gente usa eh no sentido de prevenção né Eh Ou profilaxia então não não você não precisa estar doente para tomar né não é só eh com finalidade curativa que a gente usa medicamento isso é importante lembrar mas uma necessidade Clínica vou citar um exemplo para você né Eh o uso de contraceptivo orais a mulher não precisa est doente não precisa ser uma paciente para usar né mas ela tem uma necessidade Clínica Qual que é o controle de natalidade né e em doses que atendam as
suas necessidades individuais Então tem que ser uma dose realmente para aquele paciente é muito importante isso né embora a bula traga doses padrões o médico pode fazer uma uma recomendação de dose de acordo com o perfil o biofísico Clínico né até mesmo social daquele indivíduo daquele cidadão tá bem e por um período de tempo adequado né não sentão um tratamento que o médico definiu para uma semana eu tenho que ter medicamento para uma semana se é para um mês eu tenho que ter medicamento para um mês não posso ter medicamento por uma semana se o
médico recomendou o tratamento de um mês o que que vai acontecer nós não vamos ter a a efetividade terapêutica né e também eh quando a gente o médico recomenda e prescreve o medicamento de uso contín para tratamento de doenças crônicas como é o caso por exemplo dos antihipertensivos né para para controle da pressão arterial são medicamentos de uso contínuo e que tem que est ali né sendo tomados continuamente tá E sempre com a questão do custo Então pessoal eh nunca a o uso racional do medicamento tá desvencilhado do custo não adianta nada a gente tem
que ter uma tecnologia maravilhosa né recém lançada no mercado que traz benefícios para para as pessoas mas por devido ao preço muito alto né as pessoas todas as pessoas que precisam né vão ter acesso Exatamente porque não tem renda não tem recurso suficiente para adquirir o medicamento então o custo sempre é uma uma questão muito importante e o o gestor geralmente o gestor Federal eh ele sempre intervém na questão na regulação do preço de medicamentos Tá certo ainda nós podemos eh traduzir a questão do uso racional de medicamentos né no sentido de que esse uso
implica em equilibrar o benefício contra o uso do medicamento E também o custo então parece chover no molhado né mas é importante tá eh eh repetindo isso né ou seja falando de outra de outra forma de um mesmo conceito né E olha só é responsabilidade conjunta conjunta tá de formuladores de políticas e autoridades reguladoras de medicamento da Indústria Farmacêutica desculpa dos Profissionais de Saúde e dos pacientes e o público em geral como consumidor de medicamento Então o que o medicamento através do seu uso racional propicie eh benefício Maior Que risco né então você usa o
medicamento realmente para trazer benefício para sua saúde e você não pode ficar pobre por causa disso tá bem Então é isso que tá tá dizendo aí tá certo vamos agora Ver professor já que você falou de pergunta aproveitar para fazer uma perguntinha tá em quatro na verdade faz a leitura para mim por favor Claro e o Jeferson pergunta então de acordo com o uso racional de medicamentos eu não devo dispensar nenhum comprimido a mais do que o do que o paciente precisa para o seu tratamento Jeferson o ideal seria tá inclusive tanto com cuidado com
a saúde do paciente quanto com bolso dele né mas nós sabemos tá que a Indústria Farmacêutica ela tem essas jogadas tá sabendo que os tratamentos com os medicamentos que ela fabrica tá deveriam durar e é recomendado que se dure 30 dias e elas fazem caixas com 28 comprimidos ou cápsulas isso daí é uma jogada de venda de mercado tá eh eu não sei se você passou por eh por essa eh por por pela experiência que nós tivemos há um tempo atrás eu acho que isso faz eh quase 10 anos onde a Anvisa ela tomou uma
iniciativa de permitir a venda de de uso fracionado de medicamentos né na sua eh embalagem original é claro tá então o farmacêutico podia né cortar eh abrir as caixas tá ir cortando e vendendo pelo preço da unidade Tá certo eh e e a quantidade que tinha sido prescrita mesmo paraa duração do tratamento que foi preconizado só que não deu certo é claro que não deu certo tá certo primeiro que houve uma desconfiança Por parte dos consumidores de comprar aqueles medicamentos que vinham dentro de saquinhos com cartelas eh cortadas pela metade e tal tudo né então
a Anvisa acabou baixando essa essa resolução e isso ficou interrompido tá eh eu digo para você o seguinte ah em países principalmente países da Europa nos Estados Unidos até que não porque lá ainda o interesse comercial muito grande Tá mas em alguns países da Europa como Inglaterra Portugal Espanha Alemanha se faz no Japão se faz eh a venda da quantidade necessária pro tratamento do medicamento Tá certo eh tem alguns medicamentos de de de muito demandados de muito de de de venda eh em grande quantidade né que vem inclusive dentro de de vidros de potes grandes
onde a farmácia compra os potes fraciona e vende ele fracionado Tá certo então Eh você não deve eh vender né Nenhum comprimido a mais Eh no caso você vai ter que vender se o tratamento foi for de 30 dias você vai ter que vender duas duas caixas com 28 pro paciente tomar dois comprimidos tá infelizmente a gente o que que acaba acontecendo né só uma uma uma uma derivação disso né Eh acaba sobrando medicamento na casa do sujeito e aut medicação acontece na sequência tá a próxima professora da Débora o médico pode prescrever o pro
mesmo paciente né o medicamento referência e o similar deixar o paciente escolher por exemplo duas receitas diferentes né dá as duas pro paciente o paciente escolhe se ele prefere referência similar tá ele pode o médico pode prescrever e o paciente pode escolher tá mas eu falo uma coisa para você eh nessa intercambialidade que a gente chama tá o farmacêutico ele tem papel preponderante Tá certo então essa escolha ou essa mudança né Eh deve ser orientada pelo farmacêutico tá não é simplesmente mesmo porque o medicamento prescrito eh ele é dispensado ou vendido né Eh sob supervisão
do farmacêutico ali da da do responsável técnico ou sobre a ou a pela própria mão do farmacêutico Tá certo então isso é possível tá o paciente pode pode realmente escolher mas é fundamental que o farmacêutico eh Exerça o seu papel aí tá bem essa aqui é bem interessante do Mauro Professor caso o médico queira aumentar a dose de um fármaco de uso contínuo para um paciente e o farmacêutico perceber que não é não é o ideal para aquele indivíduo o farmacêutico pode intervir gente vamos voltar paraa atenção farmacêutica gente né ele pode intervir tá ele
pode intervir como é que ele faz essa intervenção ele faz um comunicado pro médico tá coloca todos os motivos porque ele tá fazendo essa recomendação de diminuir a dose do medicamento entrega a o comunicado a carta na mão do paciente e pede pro paciente retornar para o médico para se ele quiser a por bem a tu a recomendação ele pode mudar a a dose né se ele não quiser acatar ele assume a responsabilidade pela dose maior que ele tá dando pelo paciente tá certo e Se isso for trazer algum prejuízo pro paciente incorre em erro
médico e é passível de uma ação judicial contra o médico Professor vou deixar as próximas para depois estamos com 30 minutos de aula pra gente avançar mais um pouquinho Beleza então vamos lá eh eu tava falando né sobre a automedicação e o conceito que se tem de automedicação né que é a seleção e o uso de medicamento pelos indivíduos para tratar doenças e sintomas autor reconhecidos que significa uma doença um sintoma autor reconhecido eu tô com uma dor de cabeça né Conheço alguns analgésicos né que a gente já faz uso corriqueiro eu vou lá na
farmácia peço né pro médico né me D uma Dipirona me D um dor farmacêutico D uma Dipirona me D um um dorflex toma passa dor de cabeça eudo bem né melhora e ponto final resolve o problema do indivíduo tá é claro eu tô dando um exemplo bem simplista da da da dor de cabeça mas a gente pode ter outras situações Tá certo de maneira geral no Brasil eh devido a nossa cultura de automedicação ah a a Os Profissionais de Saúde principalmente a classe médica né condenam a automedicação e sempre tratam ela de forma pejorativa dizendo
que ela só traz prejuízo né paraa saúde do paciente né E nós como Profissionais de Saúde farmacêuticos né o profissional do medicamento eh a gente precisa eh demover da nossa do nosso ideário esse paradigma de que a automedicação é sinônimo de coisa ruim tá a Organização Mundial de Saúde eh ela coloca que uma automedicação responsável né Eh feita de maneira Consciente e com a orientação de um profissional eh de saúde preferencialmente um farmacêutico ela é viável e benéfica paraa população né É claro que isso depende muito da cultura da população a o brasileiro ele tem
uma cultura de medicalização né de que tudo que acontece na vida dele tem um medicamento eh que pode resolver né e ele geralmente procura por automedicação os medicamentos né mas eh nós vamos ver então agora eh algum quais são alguns benefícios que a automedicação pode trazer e também os riscos reais né de se fazer uma auto eh medicação sem sem responsabilidade nenhuma por parte do indivíduo e muito menos eh sem a supervisão orientação de um profissional de saúde né então quando a gente fala de benefício a gente vai falar primeiro de benefícios individuais né aqueles
pro indivíduo né Eh ele pode E permitir ao indivíduo né a autossuficiência na prevenção o alívio de sintomas ou condições menores que a gente chama lembra das condições menores que eu falei lá na atensão farmacêutica né um resfriado uma tosse um vômito né uma náusea uma dor de cabeça então são sintomas menores uma dor muscular né de de de esforço físico e por aí vai ou seja são coisas bem controladas né que que estão bem definidas né e o o próprio sujeito o próprio indivíduo ele pode dar conta do recado ele não precisa né diante
por exemplo de um resfriado simples eh ter que procurar assistência médica é é complicado a gente procurar assistência médica né para você conseguir uma consulta hoje eh além da dificuldade tanto na na na rede privada quanto na rede pública você vai despender de tempo do seu trabalho né e implica numa série de outras coisas de de outros gastos né então isso daí torna o sujeito autossuficiente nos problemas menores né ele por acaso teve uma irritação no olho porque teve no lugar com muito vento tal tudo vai usar um um colírio descongestionante que pode ser vendido
eh sem prescrição médica vai pode usar né eh a né outro benefício individual que ele a automedicação pode oportunizar educação em questões específicas de saúde isso quando tem um profissional de saúde envolvido na automedicação tá quando se oportuniza Principalmente eu sempre falo quando eu falo profissional de saúde porque todos estão habilitados a educar a em relação à saúde mas no no no quisito medicamento a é a nossa especialidade né do farmacêutico Ah outra conveniência muito mais fácil você ir na farmácia ou ligar ou ainda entrar no aplicativo da farmácia e comprar um comprimido lá porque
você tá com eh um um pouco de azia né Eu quero um antiácido lá um eh uma um hidróxilo de alumínio alguma coisa assim uma pastilha eu posso e através do aplicativo pedir então é é conveniente rápido é econômico tá Principalmente quando você reduz as consultas médicas quando você reduz consulta médica no setor privado você economiza dinheiro eh seu né E quando é no no no setor público você deixa de uma precisar né de uma consulta no setor público você economiza um recurso coletivo Tá certo Eh esses são os benefícios individuais eu vou apresentar os
coletivos depois e vou apresentar alguns riscos da automedicação primeiro o autodiagnóstico incorreto Ou seja você achar que tá com uma coisa e estar com outra e de repente uma coisa muito mais grave tá por exemplo você diagnosticar uma cefaleia e como uma simples dor de cabeça e na realidade pode ser o início de uma manifestação de uma infecção grave como o caso de uma miningite Tá certo então isso é um risco outro a falha na busca por aconselhamento médico apropriado tem alguns algum aconselhamento alguns algumas orientações que só o médico está habilitado a dar pro
indivíduo né Não não são não são orientações eh eh próprias do farmacêutico do enfermeiro do fisioterapeuta ou do nutricionista mas é aconselhamento do médico então ele precisa ir paraa consulta né depois a escolha incorreta da da terapia né Ou seja você tá com dor de cabeça mas você vai lá não conhece muito bem os medicamentos e escolhe o medicamento incorreto tá de repente é uma dor de cabeça que podia ser resolvida com paracetamol ou com uma Dipirona e você toma um um Diclofenaco né ou um Ibuprofeno você entra na no num numa numa complexidade maior
um medicamento que pode causar que tem maior risco para sua saúde né Eh enquanto isso Eh você escolheu uma uma terapia incorreta né falha em reconhecer os riscos farmacológicos específicos mesmo que você esteja com a bula do medicamento na mão de repente você tem uma reação adversa e não sabe se reconhecer né a ocorrência de afeitos adversos raros e graves podem acontecer na durante a automedicação né falha em reconhecer as contraindicações interações alertas e e precauções relacionadas ao tratamento informações que eh mesmo estando ali disponível pro paciente na na pro usuário né na bula ele
pode tá tá mesmo tá numa linguagem um pouco mais facilitada ele pode não entender não é da área médica não é da área farmacêutica e não entende o que tá ali por isso a importância sempre da orientação profissional né alguns benefícios coletivos melhor aproveitamento dos dos recursos escassos né disponíveis para tratamento médico redução dos custos do serviço público de saúde porque reduz eh consulta número de consultas redução do absenteísmo ao trabalho devido a sintomas menores como eu acabei de falar você tem uma dor de cabeça você Toma um analgésico Continua trabalhando Às vezes você tem
uma analgésico ali dentro da tua bolsa e continua trabalhando ou você precisa ir pro médico pegar uma receita a no na farmácia comprar né então é por aí redução da pressão sobre o serviço médicos com escassez de recursos humanos e principalmente na rede pública a gente já não tem lá muitos médicos é difícil com uma consulta Não é não é simples né Eh mesmo nos nas upas no serviço de emergência aumentar a disponibilidade dos cuidados de saúde populações excluídas ou com acesso dificultado aos Serviços de Saúde né então pessoas mais carentes de menor renda às
vezes consegue comprar o medicamento na farmácia mas não consegue eh parar de trabalhar ou ir pro pro Sistema Único de Saúde para conseguir né e ainda alguns riscos né fal ainda falando de riscos falha em reconhecer se o princípio ativo corresponde aos medicamentos similares Eh Ou seja falta de conhecimento técnico pode levar o indivíduo a tomar dose duplicada do do mesmo medicamento né porque ele recebe um n nome fantasia o nome de referência de Um fabricante o nome genérico de outro fabricante e o usuário não sabe distinguir isso e acaba se intoxicando com medicamento né
Por por sobredose fale em relatar a automedicação atual ao médico prescritor favorecendo a duplicidade Às vezes você já tá tomando um medicamento que você não sabe dar dizer um nome pro médico ele vai prescrever um medicamento para você e prescreve o mesmo que você costuma tomar né e você toma os dois né falha em reconhecer e relatar as reações adversas a medicamento isso é importante principalmente se tratando de reações graves uso da via de administração incorreta eh é o tal do negócio de você eh usar supositório por via oral e por aí vai né colocar
eh medicamento de uso nasal no olho ou de medicamento ou de de uso otológico no olho de e isso daí é comum acontecer né ou a dosagem inadequada ou excessiva do fármaco ou uso excessivamente prolongado Eh você tá tendo dor de cabeça todo dia todo dia todo dia e todo dia você toma um remédio e não vai no médico tá isso daí e daí você pode estar com um problema de base aí uma doença de base associada E demora para fazer o diagnóstico e piora a situação né Eh ainda risco da dependência e Abuso do
uso de medicamentos é outro risco da automedicação tá então a automedicação é uma uma uma questão bastante complexa não é simples da maneira que se apresenta pelos meios de comunicação Tá certo e nós farmacêuticos a gente tem que dominar muito bem eh essa prática tá e inclusive vir na automedicação sempre que for possível Tá OK quando o usuário vai até a farmácia para se automedicar mesmo que o medicamento esteja ali na gôndula né da a livre para pro acesso do do indivíduo e o farmacêutico estiver ali presente eh ele deve intervir tá para para garantir
a saúde do e o bom uso uso racional do medicamento Tá ok eh o segundo elemento que eu quero apontar eu nós estamos bem eh eu tô bem devagar né eu tô sentindo isso mas tá tudo bem Vamos lá eh é o uso abusivo de medicamentos né Eh o uso abusivo ele é definido como uso de medicamentos prescritos ou não diferente das razões para qual eles são indicados ou por pessoa ao qual o medicamento não foi prescrito o uso abusivo de medicamentos é um problema real que se denomina uso não médico de medicamentos prescritos Então
você tem um medicamento prescrito e você vai usar ele por uma outra finalidade tá Principalmente quando sobrou medicamento lá na na no seu Armarinho né E você vai usar para outra finalidade ou você vai pegar uma sobra de medicamento se dá para um parente teu ou para alguém da família ou para um vizinho né Eh isso tudo é considerado uso abusivo de medicamento tá aqueles medicamentos que causam e dependência também estão aí né Principalmente os bos de azepic os mais comuns que a gente tem aí no mercado em uso irracional são o clonazepan o diazepan
e o lorazepan são os principais né a pessoa começa a utilizar para tratar uma ansiedade e depois fica começa a abusar desse medicamento ele passa aí ao médico só para pegar a prescrição para para comprar o medicamento ou conseguir na na rede tá certo eh outro elemento do uso racional de medicamento é a prescrição de medicamento no caso a prescrição ela compreende então uma receita escrita de um plano terapêutico elaborado por profissionais legalmente habilitados eu não escrevi aí vocês podem ver não coloquei prescrição médica eu coloquei prescrição de medicamento né Por quê Porque eh o
o cirurgião dentista também pode prescrever Tá certo então não é só uma presão médica Tá ok então ele fez um plano terapêutico e ele escreve num papel num faz elabora um documento com os medicamentos que estão no plano terapêutico a prescrição representa o primeiro passo do processo de uso racional de medicamentos que inicia-se na a seleção desses medicamentos que ele tem uma boa indicação né que o médico já avalie eh se o paciente não usa outros medicamentos que pode causar interação né da possibilidade de da ocorrência de reação adversa Com base no perfil clínico e
e biológico do paciente tá certo ah se o paciente tem recursos financeiros para comprar o medicamento tá sendo prescrito Então tudo isso tá envolve vamos dizer assim a prescrição de medicamentos tá a prescrição é essencialmente um instrumento de comunicação entre médico farmacêutico enfermeiro cuidador e paciente sendo um componente importante para a utilização adequada de medicamentos é lá então que o que o médico vai estabelecer dose frequência e duração do tratamento muitas vezes duração ele não coloca né eh a a prescrição de medicamentos ela tem alguns elementos obrigatórios e às vezes a gente não encontra de
maneira completa todos esses elementos obrigatórios tá ó eh ele tem que ser a receita tem que ser legível e com ausência de rasuras ou emendas eh deve identificar o usuário do medicamento identificar o medicamento a concentração dosagem forma Farma e quantidade a quantidade no caso ela pode definir a duração do tratamento Tá certo eh ou ainda se o médico quer que o que o paciente eh volte à consulta para ser reavaliado então ele pode dar uma quantidade eh até o retorno né para que ele possa avaliar a efetividade do do tratamento o modo de usar
a opia tem que tá lá duração do tratamento local e data da emissão da Receita e assinatura e Identificação do prescritor com o número do registro no respeito respectivo conselho eh profissional no caso do médico CRM no caso do dentista no CR Tá ok então a prescrição é fundamental para pro início do uso racional de medicamento eh outro elemento e que é uma que é negativo né que é uma barreira pro uso racional de Medic é a chamada polifarmácia eh como é que a gente eh define polifarmácia ela é compreendida então pelo uso corriqueiro e
concomitante de cinco ou mais medicamentos por um paciente eh sejam eles prescritos ou não e ocorre principalmente entre os idosos geralmente a a faixa etária dos idosos né requer mais medicamentos por ter várias patologias associadas né ao mesmo tempo ali podendo levar com maior frequência a ocorrência de interações medicamentosas reações adversas a medicamentos e erros de medicação né Quanto mais você aumenta o número de medicamentos prescritos com maior frequência ocorrem esse esses problemas quanto mais medicamentos estão contidos numa prescrição mais Chan dela ter eh que ela tem de ser inapropriada pro paciente tá ok eh
eu falei para vocês quando na na atenção farmacêutica da da da prática que a gente tá começando a estabelecer hoje do que nós que ficou conhecido como desprescrição de medicamento e compreende A análise da da prescrição eh com base na indicação se tá existindo indicação ou risco muito Evidente Tá certo outro elemento também que afeta a o uso racional de medicamento que é a Adesão à farmacoterapia a adesão a farmacoterapia ela pode ser definida como a extensão em que o comportamento de um paciente corresponde ao regime de dosagem dos medicamentos prescritos incluindo tempo dose e
intervalo entre doses ou seja se o paciente está obedecendo o regime prescrito tá a não adesão é um problema geral na farmacoterapêutica é muito comum o paciente não aderir eh o que causa altos custos em saúde no mundo todo por se o paciente não adere o tratamento ele vai ter piora na sua condição clínica na sua condição de saúde e ele vai vai voltar pro pra consulta médica ou ele vai ter uma piora a ponto deis ter que ir pro ponto atendimento de ser hospitalizado de ser submetido a uma cirurgia ou seja a aumentar a
complexidade da atenção por falta de adesão ao tratamento isso daí pode acontecer mesmo a não adesão ocorre de maneira especial nos tratamentos de doenças crônicas que requerem o uso de medicamentos em longo prazo cuja adesão é fundamental para atingir os resultados desejados tá eh só para contar para vocês eh hoje a gente tem os medicamentos mais disponíveis no no Sistema Único de Saúde Mas ainda tem como nós vimos né na na aula anterior muitos usuários de medicamento principalmente de com doenças crônicas que compram medicamento tá e os antihipertensivos Estão aí dentro dessa eh dessa classe
que tem muito problema de falta de adesão né e exatamente por causa do custo do medicamento o alto custo do medicamento e porque acaba saindo caro no mês né Sai bem caro pro paciente e daí qual que é a prática do do do paciente eh para economizar ele vai na farmácia ou na unidade básica de saúde todo dia medir a pressão dele se a pressão tá boa ele não Toma um medicamento se a pressão subiu Ele toma medicamento e daí ao final de um tempo ele vai est com uma insuficiência cardíaca congestiva por quê fez
uma hipertrofia de miocárdio por conta de não tratar adequadamente não fazer o controle da Hipertensão tá eh a promoção de medicamentos né é um processo complexo que consiste em convencer médicos farmacêuticos e usuários de medicamentos das vantagens e benefícios de determinado produto farmacêutico e tem como meta né incentivar o consumo por meio da prescrição do abastecimento da aquisição e utilização de medicamentos eh tem dois pontos onde essa prática ela eh ela contribui pro mau uso racional de medicamentos que é na propaganda médica que é onde os laboratórios investem pesado né Eh pinam congressos médicos pros
médicos prescreverem os seus medicamentos né na farmácia a gente tem a o pagamento por bonificação de venda né comissão de venda é uma uma prática eu considero isso antiético de você empurrar uma vitamina ou qualquer outro medicamento que vai ser considerado eh inócuo pro paciente só com a finalidade de lucro né A a gente tem muito isso eh e de fazer promoção de preço de medicamento gente medicamento é uma coisa que você não se faz promoção você usa medicamento quando você precisa né não se promove a a compra de medicamentos no entanto a área de
marketing farmacêutico insiste nisso né e acaba afetando a a população e levando a um US irracional de medicamentos Tá ok então eu já falei né sobre a propaganda de medicamentos como um instrumento um recurso de marketing né Eh e que estimula a compra de produtos é só isso que faz a promoção de medicamentos é aumentar a venda aumentar os lucros a saúde do paciente se arrebenta Tá e por último para finalizar vou tentar ser rápido aqui né da questão do uso de evidência científica nas tomadas de decisão Clínica né Eh evidência científica junto de informações
tá que tem origem na ciência ou seja na pesquisa científica eh e que traz informações orientações para o uso de medicamentos e para a farmacoterapia quando a gente fala farmacoterapia tratamento com medicamentos e qual que qual é a o melhor [Música] eh evidência o melhor recurso né então é o seguinte gente quanto mais estudo a gente tem sobre um determinado tratamento de uma doença com determinado medicamento ou grupo de medicamentos né mais certezas a gente vai ter sobre os benefícios que aqueles tratamentos podem eh ocasionar para o paciente para o seu tratamento Tá e isso
então leva à tomada de decisão médica clínica principalmente do no momento de fazer a prescrição médica escolher determinados medicamentos e escolher entre Esses medicamentos aqueles que T são comprovadamente eh através de evidências científicas da sua eficácia da sua da sua segurança Tá certo então é isso que a evidência científica traz é um conjunto de informações de conhecimento dado pela pela pesquisa científica pelas ciência e que dá suporte a essas tomadas de decisão no momento da escolha da farmacoterapia é isso que a que a evidência faz Tá certo e ela tem dois elementos a evidência científica
que orientam a tomada de decisão A primeira é a qualidade da evidência a qualidade diz respeito ao tipo de estudo tá ou o tipo de estudos que trouxeram essa informação de eficácia e evidência para nós quanto mais robusto for um estudo né Quanto mais forte foi esse estudo mais bem controlado um estudo que seja eh eh bem conduzido pelos cientistas né e que tenha todo um cuidado científico na metodologia na sua realização ele traz uma qualidade melhor a evidência Então se o estudo é bom né ou ótimo ele traz evidência boa ou seja aquilo que
ele tá falando de eficácia e de segurança é bem próximo da realidade que acontece nos tratamentos agora se o estudo não não não não for de boa qualidade né for um estudo eh mais eh menos controlado né e assim por ou um estudo de natureza epidemiológica de onde são estudados prontuários documentos isso daí vai diminuindo a qualidade das evidências Tá certo então Eh se eu quiser recomendar um tratamento baseado na qualidade da evidência eu vou recomendar uma um resultado de um estudo de revisão sistemática de de estudos clínicos dos próprios ensaios clínicos randomizados controlados né
Agora é de baixa evidência por exemplo em relação a um estudo dessa natureza a experiência que o médico tem no consultório dele Ah eu costumo receitar esse remédio com meus pacientes e funciona tá isso daí é uma bo uma baixa qualidade de evidência porque nem estudo tem tá é uma opinião de um profissional Tá ok e o segundo elemento que ajuda na tomada de decisão é o chamado de recomendação que indica a aplicabilidade clínica na maioria da população aquele efeito que o est que a qualidade do estudo e Tá me revelando ele é ele é
um efeito que acontece na maioria dos pacientes que vão ser tratados tá então se for é um uma evidência que tem um grau de recomendação maior por vai produzir um efeito maior na população né e além do que ele vai ajudar a ajustar as as práticas clínicas com relação a padronizar tratamentos para certas doenças e assim por diante diminuir Com certeza os riscos dos tratamentos Tá ok então só para vocês a título de exemplificação e de ilustração eu vou trazendo aqui para vocês eh esse quadro que é um quadro eh ele é sempre ele está
sempre presente quando se fala em evidências científicas na primeira coluna aí né que vocês estão olhando tem o grau de recomendação esse que é que são denominados A B C e D de acordo com a recomendação e depois na segunda o nível de evidência que também que que vai de um a c sendo um 1 a a a melhor a melhor evidência tá então nós temos dentro da do nível um um a um B um C daí eu caio pro nível 2 2 a 2B 2c o 3 A e o 3B o 4 e o
5 então na medida que vai baixando a tabela aí a a qualidade dos estudos vai diminuindo E com isso vai diminuindo a recomendação o grau de recomendação e o nível da de evidência então a chance que tem eh um tratamento com grau de recomendação d de nível evidência CCO dá certo tá é muito pequeno tá agora a chance de você acertar na tomada de decisão na escolha da farmacoterapia quando você coloca um estudo de grau de recomendação a e com nível de evidência 1 a é muito grande o acerto no tratamento é praticamente quase 100%
Tá certo então isso daí vai vai orientar o Clínico no momento de fazer a a decisão da escolha do tratamento eh terapeut farmacoterapeutico Tá Ok professor nós vamos ter que encerrar a aula já estamos com 1 hora E5 de aula pessoal tem mais uma tudo bem temos mais agora uma aula às 88:10 né mas como o pessoal mesmo colocou foi uma aula muito boa Pessoal esse pedacinho que ficou a gente coloca aí na próxima aula né Professor fiem tranquilo porque vocês não vão ficar sem conteúdo né É E mais uma vez agradeço Professor pela aula
agradeço vocês alunos pela participação sem vocês essa aula não seria tão boa assim né É muito bom ter vocês participando com a gente muito obrigada professor para concluir me passa as perguntas tá vou passar sim pode deixar gente boa noite desculpa aí no o atropelo Mas e o assunto é muito interessante né então a gente vai se conta disso é isso aí pessoal muito obrigada viu até a próxima Até a próxima tchau tchau tchau tchau