Esse é um vídeo para você ver quando sente a saudade de madrugada. Lidar com a saudade é uma dificuldade que todos nós vamos ter que lidar nessa vida. Seja saudade de alguém que a gente ama, seja a saudade, né, de um ente querido, de um relacionamento.
A saudade é como se ela dissesse pra gente que aquela situação, aquela pessoa deixou em nós mais do que a gente podia suportar. E a saudade pode ser dolorida, né, com apego, com uma vontade que as coisas sejam como era. Ou a saudade pode ser uma lembrança de que foi bom, que a gente viveu o que tinha que viver.
E aprender a lidar com essa saudade, acho que é um dilema que a gente vai ter que lidar sempre, porque a gente sempre vai sentir saudade se a gente tiver aberto a viver. Só não sente saudade quem nunca morreu de amor, quem nunca se entregou, quem nunca deixou, né, o coração um pouco vulnerável para poder se conectar. E o que que é a vida, né, se não se conectar com as pessoas que a gente gosta, se conectar com quem a gente imaginou que poderia viver alguma coisa.
Talvez esses pontos sejam tão importantes, né, pra gente poder sentir que a gente tá vivendo também, né? A vida é uma possibilidade de encontro, encontrar as pessoas e por mais que nos magoem, por mais que elas eh vão embora antes do que a gente imaginava, é isso. Eu sempre falo para mim, foi o suficiente.
Foi o suficiente. Por mais que eu queria que tivesse sido mais, por mais que eu queria que meu pai tivesse ficado um pouco mais aqui na terra, por mais que eu quisesse que aquele amor durasse um pouquinho mais, foi suficiente. Era o que era para ser.
a gente fica pegado, né? Quer que as coisas sejam do nosso jeito, não vai embora, fica aqui, porque Mas às vezes não é. E aprender a largar mão desse apego muitas vezes é é escolher um caminho de vida mais saudável.
A gente coloca muitas culpas no amor. Foi amor, tinha que ser assim, por que não ficou aqui? O amor me fez sofrer.
Será que o amor faz a gente sofrer ou a necessidade que o amor seja como a gente gostaria? O apego, a necessidade de controle. Eu acho que se a gente aprende a largar a mão um pouco desse controle, olha pra vida e às vezes eu olho para cá porque eu tenho um janelão assim que eu consigo ver uma vista bonita da cidade, eu fico contemplando e refletindo junto com vocês.
Se a gente larga a mão desse controle, a saudade vai virando uma lembrança e uma experiência. Que bom que a gente poôde ter vivido aquilo. Que bom que a gente se deixou viver.
Que bom que você conseguiu encontrar em você um lugar que ainda sabe amar. Eu sei que no momento parece, não, mas eu não queria ter passado por isso. Calma, todos vamos passar por isso e vamos ter que lidar com a saudade, com medo, com a incapacidade de lidar com tudo que a gente projetou, porque a gente cria expectativa, né?
Não dói lidar só com a falta do outro. Dói lidar com o recomeço, com a incapacidade de achar outra situação que preencha esse vazio que a gente carregava. Dói a gente ter que lidar com tudo que a gente projetou e não vai ser como a gente imaginava.
São tantas expectativas, tantas coisas que já foram construídas e agora eu vou ter que começar tudo de novo e lidar com esse sentimento de dor, de de saudade, né? Eu gosto da palavra saudade. Eu acho que a gente é brasileiro tem um carinho muito grande por essa palavra, porque é uma palavra que é visceral, que é bonita, que é forte.
Então tem essa força da palavra saudade para lidar também com a potência que ela gera na gente. A saudade vai criar esse lugar de vazio que vai ser preenchido pela capacidade nova da gente se amar de novo. A saudade vai doer em quem não se ama, como vai doer também em quem se ama.
Só que quem não se ama vai ficar preso naquele osso, roendo e tentando entender porque as coisas não aconteceram e gritando dentro de si: "Me faz feliz, não vai embora, não foi suficiente, por não mais, mais". E quem se ama vai olhar a vida e falar: "Eu vou morrer de saudade, mas o que que eu posso fazer? Qual é o fim dessa história?
Como é que eu dou continuidade para isso? Não é mais sobre mim. Não é mais sobre mim, é sobre algo maior do que eu, sobre a vida ser esse ciclo de início e fim, sobre a vida ser permanente, sobre as coisas terem um momento de findar e a gente aprender a lidar com o fim.
A dor às vezes vem disso, de não saber lidar com o fim, de não aceitar o fim. Não é sobre o outro, sobre o medo de ficar sozinho, sobre o medo de não conseguir, sobre a dificuldade de se validar, sobre a dependência emocional. Então, não é só sobre o amor, é sobre o vazio que a saudade cria para mostrar quem a gente realmente é sem o suporte do outro.
Isso é dolorido mesmo, mas é uma porta para se conhecer, é uma porta para se amar mais, é uma porta para descobrir que a vida também é capaz de te desfibrilar novos momentos. E é isso mesmo. Bem-vindo à vida.
Eis a vida. As coisas são assim mesmo. E por que não poderia acontecer com você?
O que que te faz tão especial que você não poderia sofrer por amor como eu, como outro, como Romeu e Julieta, como as pessoas da vida? Todos passamos por isso. O significado que cada um vai dar e a capacidade que cada um vai ter de recomeçar é o que vai fazer essa saudade se tornar um peso, uma raiva, uma âncora ou uma possibilidade de vida.
Porque não é só sobre o que o outro fez comigo, é sobre eu olhar e falar: "Eu consegui amar". Isso é muito bonito, sabe? Eu consegui me abrir, eu consegui ver que existe um lado em mim que às vezes a gente acha que perdeu.
E tem beleza nisso. A vida tem muita beleza e dessa dor se torna uma possibilidade de se descobrir, se amar mais, né? se abrir novamente, se resguardar um pouco também para aprender a lidar com essa solidão e transformar em solitude.
Então, a saudade não é teu inimigo, a saudade é parte da tua vida. A saudade ela é o que a gente faz com esse ser, é o que define, o que como a gente vai lidar com as emoções que a vida vai jogar. E as emoções, como eu sempre digo para vocês, não são inimigos que a gente precisa combater, são amigos, são mensageiros.
Então, dentro de cada saudade que existe dentro de nós, a gente vai ter uma conversa diferente. Isso é especial. Isso é especial.
Se você viu esse vídeo até o final, deixa um coração roxo aqui. Eu sempre peço para deixar um comentário para quem viu até o final, porque é uma maneira de ver quem viu até o final e eu me sinto conectado com vocês, tá bom? Primeiro link na descrição.
Você tem acesso a todos os meus livros, se você quiser ler todos os meus cursos, todas as palestras que eu tô fazendo pelo Brasil. E é isso, a gente se vê, se fala logo.