pessoas pretas não estão ocupando de forma significativa espaço de poder eu sempre fui a pessoa preta sentada na mesa de reunião ao lado de diversas pessoas brancas ali ao meu redor E eu realmente não tenho pessoas na minha trajetória profissional que estivessem né num cargo acima do meu seja fossem pretas e que pudessem intermediar e que pudessem ser essa referência a gente precisa trazer na na como prática no currículo grandes nomes e referências de pessoas pretas de pessoas que fizeram a história da humanidade Quando você vê uma pessoa Preta você não relaciona aquela pessoa como
um intelectual você não relaciona ela como um profissional extremamente capacitado com uma pessoa que tem muita coerência eh autoridade nailo que faz primeiro a nossa imagem chega depois a gente precisa falar o que faz explicar o que faz depois a gente precisa provar que é bom naquilo ali que a gente faz que a gente entrega o espaço de produção de saber ele é um espaço dominado pela branquitude nesse sentido há um estranhamento e há um desconforto Med da que nós pessoas negras acessamos esse espaço e consolidamos e construímos uma carreira eh seja uma carreira docente
seja uma carreira no âmbito administrativo consolidamos a nossa presença nas bancas de Mestrado de doutorado consolidamos a nossa produção de conhecimento a partir das dissertações das teses dos trabalhos e das pesquisas que realizamos que eu tô dizendo então nós pessoas pretas pessoas negras precisamos nos fortalecer sair do isolamento e encontrar estratégias de fortalecimento dentro dos espaços de saberes para que esse espaço seja o espaço da produção de conhecimento o espaço da prod do afeto e o espaço de resistência a nossa presença e aí eu vou falar da minha presença enquanto professora eh a minha presença
ela fortalece muitas mulheres muitos jovens que olham a partir do lugar do Saber alguém que fala que pensa que entende as trajetórias de pessoas negras e que é capaz de fortalecê-los no sentido também de superar todas as adversidades que o espaço acadêmico produz eu ouço em muitos momentos eh sobretudo vindo de mestrandos doutorandos ou mesmo alunas e alunos e alunos de graduação eh uma fala de que o espaço da Universidade ele é um espo adoecedor E aí eu quero começar dizendo então que o conhecimento não é adoecedor que o espaço de produção de conhecimento o
espaço de produção de saber ele é por Excelência um espaço eh que tem potencialidade de nos humanizar cada vez mais o que nos adoece nesses espaços é a solidão o que nos adoece nesses espaços são as práticas cotidianas de racismo institucional escancarado né porque entendemos que a solidão ela tem um impacto doloroso sobre nós mas ela é também eu entendo que ela é a força ela é Ela é o combustível né Eu acho que a solidão ela pode ser ser o combustível pra gente buscar o agrupamento ela pode ser o combustível pra gente ter trocas
mais verdadeiras entre nós menos competitivas e mais eh compartilhadas e aí eu vou lá na página 285 fazer a leitura de um trecho desse belíssimo romance Então abre aspas não me arrependo entrei no enxame de brancos e me tornei abelha mestre perante o assombro do mundo recebi ferroadas que me estontear mas venci entrei no duelo das raças e provei que sou humana lutei com todas as armas de que dispunha da invasão à Vitória e hoje é a celebração do sangue negro hoje o amor celebra novas auroras encontrei na vida tudo que procurava um dia entenderás
o que hoje não vez fecha aspas Paulina xisi o Alegre canto da perd superar esses processos violentos Dolorosos e combater a solidão nos espaços de saberes é urgente [Música]