em 2005 três territórios de Cipó na Bahia foram certificados pela Fundação Palmares como comunidades de remanescentes quilombolas ai prevê que estas comunidades ten acesso garantido a serviços básicos e políticas públicas de reparação e inclusão social quase anos depois o que mudou na prática para moradores do cabo da rua do Jorro e da vá Grande certificação da Palmares ela nos trouxe respeito dignidade visibilidade foi muito importante muito importante para não só para a comunidade mas para com com o contexto todo do município o município todo ganhou com com esse reconhecimento é muito muito importante foi feito
um processo historiográfico né Na época eh as pesquisas com base nas informações que as comunidades eh informavam forneciam e aí a gente acompanhou tudo isso de perto porque o que a gente não fez o nosso pai fez o nosso avô fez o nosso bisavô fez e aí e juntando e todas essas informações culminou nisso aí né nesse bum que é a certificação a existência a nossa existência ancestral a ideia de de de e da gente buscar o título de comunidades quilombola da rua do Jorro Na verdade eu eh fico até um pouco envergonhado em não
conhecer da minha história porque na escola não me ensinaram nada você tá me entendendo E aí eu conheci um um excelente mestre por nome Norivaldo Cruz né é professor e pesquisador Historiador tive o prazer de conhecer esse cara e ele sabia que nós tínhamos eh o toque da Percussão no no sangue veio veio sim veio o biratan na época que era o presidente da da Palmares junto com luí Alberto teve Nori que foi Historiador na época a gestão era a gestão do PT né esse bum das Comunidades estava estava em alta e a galera veio
V de perto e começou a comparar nós tivemos eh eh alguns tópicos na verdade a comunidade tem uma tem características marcantes que são essenciais a consanguinidade o casamento consanguíneo isso é né e o grau de parentesco dentro da comunidade isso é marcante e a sua própria história cultural e ancestral o nosso papel na vidade é muito importante apesar de faltar ainda muito nós temos caminho aí para percorrer em relação a esse reconhecimento porque nós somos reconhecidos no papel mas ainda falta muito né porque assim nós temos direitos Nós também temos deveres como todos os cidadãos
Mas ainda tem aquela coisa do preconceito que eu vejo muito infelizmente principalmente aqui na nossa cidade no nosso município quando se trata da rua do jogo do cabo da vazia grande ainda rola aquela coisa assim das pessoas né ah não vou porque tem muito muita briga tem Muita confusão e tudo mais então fico muito triste com com esses fatores a comunidade foi através do meu pai que é Manuel Vicente mas era conhecido foi cab E aí ele se casou com a minha mãe que é Helena Emília Elen Emília teve nove filhos com ele esses nove
filhos foram criados todos dentro dessa comunidade aí a passar de alguns anos Nori Cruz formou essa comunidade em uma comunidade aam descendentes de quilombolas aí a gente tem o título registrados e a até hoje a gente tá chegando aonde Deus tá mandando certo porque aqui já foi já foi um lugar assim cheio de de de de casa de taipa e teve muito samba de poeira que lá embaixo é samba de roda aqui é samba de e e agora ficou aí quirola esse negócio de quirola foi a turma lá que inventaram esses negócios de L aquela
szin que tem ali me chama muita atenção que a cidade dá muito valor e merecem a família guerra e também família Magalhães mas assim o mais interessante é que o o meu tio avô que eu sou descendente direto do Capitão Graciliano um homem que foi Capitão chefe dos correios e Telégrafo do município e também fiquei sabendo eh eh recentemente em pesquisa com os pesquisadores que também ele era responsável pelas pessoas que vinham os bistas que vinham fazer o seu tratamento e eh dermatológico ou reumatológico que a nossa água tem o poder de cura ele era
responsável pelos pelos escritos e e eh na verdade pela entrada e saída desses pacientes então se fala nele Inclusive a jura Magalhães era o nome era a Praça Capitão Graciliano porque tiraram eu queria saber porque é preto Provavelmente sim ele era o preto mais poderoso da cidade tanto quanto os outros eh recentemente citado por mim então por qu Você vai no no no correio Já procurei você não vê uma foto você não vê um um um quadro no batalhão que temos muito pior Por que que não tem se ele foi importante a metade dessa cidade
era toda dele o que aconteceu como naquele tempo todo mundo queria ter algum galardão alguma coisa né então quem podia a patente custava de de r000 até R 500.000 quem podia e quisesse ter o título era só comprar quei aconteceu com o nosso Capitão graça que era dono dessas terras por aqui pirado e imediatamente comprou uma Pateta de Capitão né Essa patente e ele ostentava aliás tinha um quadro dele muito bonito que eu não sei onde anda ele fardado né que ela farda típica do império os galões muito muito bonito né E aí foi por
isso todo mundo que era deado né se tornavam o grande da da do império ele ou muitas terras tudo isso aqui era dele tudo mas toda a Sep era dele você vê ali onde você mora ali eu era menino mas eu ainda alcancei Ali era dos avós bisavós dele hé aí tinha umas casinhas né típicas daquele tempo né aquelas casinhas bonitinhas humilde para cá mais um pouco mais terras tudo dele desse dessa parte aqui da para lá tudo final do Capitão tudo aqui era dele então era todo poderoso mas fala-se que era um homem bom
era tratava todo mundo bem né gente enxergar um negro crescendo isso é muito importante não só para unidade da rua do joro mas para todas as outras também Capitão graça ele é uma inspiração ele é um Norte Aí logo em seguida vem a família Oliveira e Reis que é a mesma família de pretos muito importante boémios e professores de pesca Meu avô por exemplo emerentina Bispo foi o primeiro homem a levar o artesan de Cipó para fora do Brasil porque ser quilombola é ter na alma aqu todos aqueles nossos ancestrais africanos aquele sentimento aquela a
Musicalidade tudo afinal de contas né E outra coisa aquela vaga saudade daqueles B tempos que se passaram aquela saudade vaga dos nossos ancestrais aqui nãoa para mim reconhecemos os direitos né mas aqui em Cipó não tem muitos não reconhecimento do nosso direito mas para mim ser aqui lambora é reconhecer nossos direito como os negros a gente tem que direito de subir descer como qualquer um nós não pode não podemos ser discriminado pela nossa culpa nem pelo nosso cabelo não poderemos ser tratados como os escravos nós trabalhamos temos que trabalhar igual né porque eu sou preto
você é brancoa a gente vai trabalhar diferente calambas eu tenho motivo de calola eu sou eu sou minha cor eu sou orgulhosa Que orgulho eu faço no dia a dia para comunidade se tiver alguém doente eu ligo pro os PSF Se tiver precisando do remédio eu tiro do dinheiro da feira e compro o remédio Se tiver precisando dar comida divide o que tem Se tiver precisando da roupa eu empresto as minin E é assim que a comunidade tá ass chegando lá graças a Deus Maria deu Men sair da minha casa não eu gosto vou negar
eu sou filha daqu como não gosto nós somamos unid graças a Deus o que der para um dá para todos é se chegar um pão tem de comer nós tudo entendeu nós estamos assim unida Graças a Deus então cada quilombola que se vai como eu se vai també a lembrança vai se perdendo o sentido de quilombola é isso já está acontecendo a banda foi a interlocutora desse projeto de Comunidades Quilombolas pronto Professor noaldo Cruz trouxe a ideia a nós eu não sabia o que é esse quilombola falar a verdade eu não sabia aí beleza começamos
a pesquisar contar da história do Candomblé e tudo aquela coisa toda e aí esse projeto chegou até é a a ubira ubira é da da fundação Palmares isso mesmo biratan gostou da do do projeto das nossas ideias e viu que realmente nós éramos quilombolas éramos não somos né aí fez um mapeamento foi na vasa grande caboge né e tal aí o o o o professor Norivaldo Cruz teve a Brilhante ideia de nos reeducar explicar um pouco para nós o que era seco era nossos direitos né porque a lei a lei 10.339 que o governo federal
tinha lançado e que nós tínhamos recurso para est captando fundos para ideias e como eu posso dizer que gerasse renda né trabalho e renda e aí embarcamos o projeto nação quilombola foi um projeto de inclusão muito importante muito importante mesmo porque eh era uma oficina que estava na época eh colocando em contato com a arte o povo da própria comunidade e essa arte foi se espalhando pelo Município inteiro e levando eh os nossos conhecimentos levando a nossa Musicalidade a nossa arte já aplicada na oficina para a comunidade cipoe inteira e isso foi bom e muito
importante porque a gente acabou quebrando alguns mitos que a rua do Jorro só tinha coisa que não presta que a rua do Jorro só tinha é é vagabundo que a rua do Jorro só tinha mulher ruim e aqui na verdade é uma rua como outra qualquer a rua do joro Na verdade eu considero o berço da cultura CPO as beatas saíram daqui a Boemia de seu gega é daqui saiu daqui os sambas de poeira saiu daqui nós temos poetas Nato seu Dadá é daqui meu avô tocava tabaque então essa vertente era era é muito muito
forte essa ligação da Cultura com o povo daqui no início pessoal tinha Pânico de vir na rua do jogo quando a gente começou com os ensaio aqui no van quer dizer comecei ali na no meio da rua colocamos lá os instrumentos Tio Raimundo e o Van que era meus aliados era braço esquerdo braço direito porque o Van muito técnico né e Tio Raimundo também a base de de percussão e saber do Repertório o qual a gente ia iniciarmos né esse trabalho aí para tocar no Carnaval vamos montar uma bandinha só para para zoar não era
nada entendeu Aí do nada Velho a coisa deu certo a galera gostou de uma turma de Salvador de várias cidad e aquele carnaval foi estouro na São quilombola eu era muito pequena então assim eu tenho algumas lembranças mas São Lembranças Que eu guardo comigo né Por exemplo fui pro carnaval e quando tocava aquelas músicas eu a única coisa que eu lembrava do meu pai dos meus irmãos tocando assim eu tenho muito orgulho disso infelizmente foi um projeto que não foi adiante mas mesmo assim eu m de orgulho dele de tudo que ele me passou a
gente cantava na época a gente se inspirava muito os blocos afros de Salvador com Olodum e leae mas uma música que mais marcou o o o o trajeto da banda foi que bloco é esse né do iler que bloco é esse Eu quero saber é o mundo negro que viemos mostrar para você para você que blo é eu quero saber que é o mundo negro que viemos mostrar para você a gente tá mostrando a nossa Cultura a nossa arte não não só em forma de percussão mas em forma de dança de comunicação entendeu educação reeducar
a galera entendeu porque a rua do jovo naquele momento tava uma panela uma panela de pressão em tempo de explodir quando e a banda na CR bola começou a ensaiar a elite subia para ver nossos ensaios o menino que tava querendo aprender fumar maconha ou beber cachaça pá tava todo mundo pra escola no interesse de estar na banda tocando de uma forma ou de outra a gente impôs a disciplina mudou a cara da comunidade isso foi bom demais pô foi bom demais Sabe professoras e indo pra faculdade ind tocar em Salvador na Câmara dos Deputados
tocar no entendeu meninos que estava em risco de de no risco de de usar droga de beber cachaça e tudo e tudo aquilo mudou aquilo para mim foi muito satisfatório a comunidade dos cab por exemp era a especialidade deles era louça que eles chamava de louça né mas belíssimo todo tipo de panel tudo e conci vivência de pote panela rairo Aribé pratos tudo da Gila que era pegada ali mesmo no corredor daqu C eu aprendi com a minha mãe eu tinha 10 anos muito cedo porque meu pai faleceu e a gente ela não tinha como
criar a gente ela colocou todos os filhos para trabalhar quem sabia fazer bem bonito sabia mas quem não sabia todos ajudava um pegava o barro outro pegava a lenha outro precisava mistura outro precisava o barro um processo grande mas aí toda terça-feira dava certo que nós ia levava pra feira vendia e fazia feira todo mundo gente e era bom porque o barro ele só depende do trabalho que a gente acha tudo de graça agora pesado mas não tem muito custo mas precisa de um jeg para carregar a lenha um homem para tirar o barro ou
o mesmo tiro que eu mesmo que tiro o meu a lenha também eu pego também o mesmo que pego a minha mas é puxado uma mulher sozinha é muito difícil mas mesmo assim não tenho não criei a minha filha mais velha de barro e era o que o meio de vida deles mas aí veio alguém comprou as terras simplesmente simplesmente cercaram o lugar que era uma parte assim que tem aquela matéria especial um agil especial que eles tiar para fazer simplesmente fecharam aquilo ali que era e era também o acesso ao Rio e ninguém tomou
Providência nenhuma Esse era o meio de vida terminou acabando isso foi isso aí que fez acabar aquela tradição de de louceiros como eles se chamavam e felizmente foi esse o motivo mas aa é fácil de de refletir tudo isso fa né falta apenas vontade né simplesmente afastar aquela quem fechou ali reabrir né e recomeçar né mas agora tá difícil agora depois da internet Depois do celular essas cois essa novas geraçõ as pessoas ficaram Modern não gostavam mais de comprar o pote E aí ficava a gente levava pra feira não vendia aí ficando difícil porque era
nosso curo de vida aí todo mundo se reventar numa rede de nó que tava saindo mais numa bolsa outras pessoas foram saindo se desprender do barro mas eu sempre fiz quando não é muito é pouco mas eu gosto muito até porque eu esmago fazendo Barro que eu fiz muito na pego pesado e eu gosto de fazer mesmo é uma coisa que eu gosto foi acabando porque os fazendeiros não aceitaria que a gente pegasse material ao lado da CCA e nesse caso as pessoas que trabalhavam foram ficando com a idade avançada e foram M que era
fina da chica a Joana a preta El já são todas falecidas mas nesse embalo mesmo a minha mãe fazia junto com elas e a gente aprendeu a fazer pote panela a trabalhar com barro mas hoje nós não temos mais o bar porque os fazendeiros não dá não tem mas através do Barro Carol começou depois do Barro porque desde pequenininha eu fazia meu pote dia 7 de Setembro já tinha aquele des filha eu juntava todo dinheirinho do Barro para comprar a roupinha dela que tudo era pago os livros dela tudo com meu Barro foi muito bom
esse tempo comecei pescar no Rio pegava os meus camarãozinho minhas Piabas vendia vendia para ajudar meu marido de comer a nov filho agora aí apareceu um trabalho de juruba a gente catava Jurubeba para vender a gente batia o tijolo para sobreviver rapaz foi trabalho de roça era com nós mesmo nós arrancava toco na est Venga mesmo me roço com uma beleza pode me dar cor Eu trabalho na enchada Eu trabalho na estrovenga no manchado eu sou fã para derrubar cor pode me dar que eu vou lá e entendeu cato Cambuí vou para Cat Cambuí aqui
perto não tem não a gente preta carro e a gente vai buscar Onde tiver na cajuba até em Araci nós tem buscar Cambuí mas no meu mesmo eu já tenho eu encontro coco a minha sobrevivência encontro peixe para minha sobrevivência uvo de galinha para minha sobrevivência galinha para minha sobrevivência laranja limão tudo que eu tenho no meu Vital prod Eu trabalho na roça com meu esposo a gente planta cuento Alfa tomate Aim Amendoim A gente colhe para vender a gente doa a gente sobrev nas casas cada ve feira tem um hotel trabalhei com marido Valdemar
no restaurante Professor mesmo é marcineiro e carpinteiro trabalhei muitas firmas para fora São Paulo Salvador Camaçari e levando da vida deag isso aqui antigamente o artesanato daqui quando começou a chamar naquele tempo chamava-se bistas né quando começou a afluência de bistas para cá naturalmente apareceram senhoras e tal que aproveitavam é material daqui da terra aquelas florinhas ervinhas daqui da terra e tem um artesanato muito bonito lindo belíssimo mesmo também não rende porque o fiapo ele tá de R 5 o azul o outro do colorido tá de sete então a gente comprava FIAP era R 3
e agora as coisas aumentou tem gente que não tem condiçõ de comprar o FIAP para trabalhar eu mesmo tô parada porque tá caro o fiapo mas é um trabalho que eu que eu gosto de trabalhar é um trabalho que que eu vendo as minhas redes compro os alimentos Graças a Deus que não falta né caa do meu serviço eu gosto do meu trabalho artesanato que as próximas gerações que vem por aí possam também sentir esse mesmo orgulho que eu sinto hoje né Que venham mais pais como o meu que sempre tiveram força garra para lutar
para dar tudo do bem do melhor para nós né E sempre também para procuro ajudar muito a comunidade sempre procurou maneiras de trazer benefícios pra nossa comunidade através da internet as pessoas sorrirem porque a gente tá fazendo aquelas pessoas sorrirem nós vamos ficar 10 vezes mais feliz não importa o que a gente passa vamos fazer alguém feliz e daí em diante é porque dentro de casa o dia a dia já sou assim né aqui dentro de casa fora de casa até porque nosso problema é aqui dentro fora é outro mundo eu vou abrir os dentes
para todo mundo dependente né S até um cachorro abre os dentes e aí foi quando eu comecei a fazer vídeo eu disse Por que não externar isso tudo para o mundo né para alguém para mais pessoas porque quando eu vejo pessoas dizer assim eu fico feliz quando eu abro o Instagram e vejo você falando alguma coisa Bom dia vamos PR terapia que terapia é os pratos né eu digo eu vou pra terapia lavar prato é é terapia e é uma terapia gostosa né porque aí eu vou faço meus vídeos e aí as pessoas vê mulher
você não existe existe existam existe sim a felicidade a felicidade depende de você a dor pode ser grande mas a sua felicidade você tem que botar ela em primeiro lugar e você tem que fazer ela ser maior do que sua tristeza do que suas dores porque é aí que você fica forte muito forte eu tenho muito orgulho nesm fui nascida e criada acompanhava os ensaios da banda pequenininha ali no meio da Percussão do Batu Tenho muito orgulho de dizer que sou de uma comunidade que Lola não escondo de ninguém inclusive não gosto nem que fale
mal porque realmente só quem vive aqui que sabe da realidade e assim como em todos os lugares existem coisas boas e coisas ruins aqui também não seria diferente mas tem muitas pessoas boas muitas pessoas alegres muitos talentos a serem reconhecidos Então eu tenho muito orgulho disso os direit quanto a sermos quilombola nós temos em várias áreas na área social Educacional cultural mas na prática infelizmente elas não são alcançadas a gente não consegue alcançar a gente avançou avançou mas a gente hoje não consegue ter acesso políticas públ voltada para para os povos tradicionais no nosso caso
os quilombolas a gente não consegue a gente não consegue o preconceito ainda é muito presente é presente e assim é é é bem claro é nítido e é massacrador mesmo eu estou aqui o preconceito diz eu estou aqui ó se você tiver peito você venha se você não tiver recue tá tudo no me e aqui fal sabe que é na nossa comunidade cada um se dá valor a si próprio aceitar o que é é isto que tá precisando e levar a comunidade conhecimento porque às vezes é esquecido não é você chegar aqui hoje você botar
para esquecer e se sumir 10 12 anos e voltar daqui a 8 8 anos hum se eu tivesse mesmo como fazer algo aqui por exemplo uma escola melhor certo primeiro passo porque a educação é a base de tudo entendeu E trabalho social porque se não trabalhar a sociedade procurar saber quais são os motivo porque você tá bebendo porque você tá fumando Se você não for lá no núcleo não adianta nada certo é um trabalho social de porta em porta saber o que é que tô comendo hoje se tenho comida para comer se vou comer amanhã
ou depois Qual é a minha renda do que qual é os meus objetivos Qual é a minha escolaridade se você ler você escrever você tá me entendendo então ia trabalhar nesse foco porque quando você vai no núcle da doença você mata ela ela não prolifera a minha ideia é essa investir em educação e projeto social e renda sustentável para a comunidade porque a gente precisa comer e beber vestir dormir enfim é isso Pando da minha comunidade que é Rua do Jorro vejo que tem muitas crianças muitos meninos meninas jovens que não tem muita visibilidade muita
ajuda e aí quando tem projetos que vê que para ajudar eles para ajudar nós eu que já tô com 40 anos mais já tive já fui jovem e já sendo da comunidade que bola né tenho meus filhos meus netos que eu pretendo com isso também que eles tenham ajuda que eles cresçam e batendo no peito eu sou da Comunidade quilombola eu tenho os privilégios de de ser um quilombola uma pessoa quilombola né que tem os privilégios sim e que precisam ser ajudados e tem que ter mais projetos como tem o postinho tem um CRS mas
precisa ter mais coisas ter mais ajuda precisa de muita coisa O pouco que já temos a gente tem que glorificar agradecer né mas tem que ter mais sempre tem que mais tem que ter mais pelo fato de que somos pobres negros e um pouco com menos privilégios né digamos assim e a gente precisa ter mais privilégio a gente precisa ter mais estudos precisamos de crianças em projetos precisamos de jovens em projetos vários projetos que não temos e com a comunidade tendo a comunidade quilombola ao nosso favor a gente vai ter isso temos isso temos esse
poder em ter mais só precisamos de mais pessoas e lutando por isso e nós nós somos esse povo que vai lutar mais e mais por isso então nada chega até a gente nenhuma coisa chegar assim chegou pros quilombolas assim chegaram para eles nunca chegou não existe isso se é que tem seus próprios esforços de alguém puxar de alguém buscar porque não viem não nem por ninguém aqui não tem esse que diga assim eu fui beneficiado pelo ti de CL bola aí tem salário maternidade né quando as mulheres que faz e diz que ele não precisava
que chegava lá no INSS ISO podia representar é mito não é verdade não não bate não então por isso que eu digo nada se mudou foi para alguém mas pras comunidades não mudou não rapaz eu tenho orgulho de ser carambola para não ser melhor é só as promessas que nunca chegou para nós entendeu as promessas que nunca chegou para nós só chega visitante já tem vindo gente eu não sei nem da onde e bota a gente no meio quem não sabe ler é cego quem não entende de nada pior né a gente Sorta abre nossa
boca fala o que sente e tudo mas nunca chegou nada até aqui nunca Nós somos as mesmas pessoas que nós era nunca chega nada para nós nunca como sempre é digo nós fomos reconhecidos né Eu não acredito que teve muito avanço infelizmente fico triste em dizer isso mas eu não acredito que nós avançamos muito em relação a isso porque é como eu falei nós somos reconhecidos mas eu não vejo que nós temos um um um ambiente de fala nós não temos uma coisa assim eh é vamos ali tem que ter um líder Luizinho realmente sempre
é convidado para alguma coisa mas eu acho que ainda falta ainda falta isso ainda falta ter alguém de uma comunidade quilombola dentro de de setores importantes de reuniões importantes para falar por nós para responder por nós eu acredito que ainda falta muito nós S temos de carambola o nome e a cor que somos preto mas nada para nós nunca chegou não is aí eu digo e provo que os mais velhos daqui mesmo é eu e o eu ten ali fora dos que já morreram né nossa eu explico tudo eu sei contar de tudo do começo
e o fim do que nós passou aqui dentro se nós tivesse um poço pra gente plantar de tudo para sobreviver se eu não ia gente que nem água água para nós beber aqui é a coisa mais difícil que nós temos a coisa mais difícil que nós temos aqui a água é difícil a água vi quando vem aqui é o out outro dia mas pega quem 10 l de água porque não é suficiente uma coisa que nunca faltou nós nunca era o que nós tinha de sobra aí podia faltar o de comer ua nós tinha e
agora bou muito difícil por exemplo a gente tem a sorte de ter um Poo aqui na rua do Jorro mas a vasia grande e o cab eles infelizmente tem que se deslocar cerca de 3 km para ter acesso à saúde à educação a sorte que tem um carro que transporta para as escolas mas na hora da doença se não for uma doença de morte que a ambulância tem a obrigação de buscar isso tá na lei do SUS é obrigação os caras vão a pé a galera vai a pé é muito e difícil a gente ver
vai a pé ou então montado em qualquer carro ou em qualquer moto que passe As Margens da comunidade isso é muito complicado é difícil é difícil é difícil o acesso também a educação até hoje a gente sabe que tem direito mas os descontos não são acessível não tem essa sensibilidade não tem e era para ter dentro da comunidade uma escola era para ter dentro da comunidade um posto de saúde era para ter uma área de lazer dentro da comunidade e não sair da sua com para ir para outra comunidade ter acesso à educação à saúde
ao esporte e ao lazer que é o que acontece falta muita coisa ser visto mais nos olhos político daquele que só vem qu qu anos derrotar digo e pode ir para onde for derrotar convoca aquela turminha ali só para beber jogar e se destruir Onde poderia trazer outras outros projetos melhor né V reconhecido como quilombola Mas eu não achei essa oportunidade de entrar na faculdade como kilamba eu pago como qualquer outro aluno lá não tive nenhum desconto nemuma bolsa nem nada lá eu sou tratada como qualquer outro aluno não tive extinção não muitas pessoas precisam
disso muitas pessoas aqui são concluentes de terceiro ano mas nenhuma foram à universidade nenhuma V nenhuma faculdade por renda né porque não é fácil a pessoa se graduar ir uma escola e a gente bater na porta e não achar oportunidade eu antes de entrar na faculdade eu bati na porta na faculdade aqui de Cipó para pedir a ela meia bolsa bolsista alguma coisa ela falou que lá não existiria isso se eu quisesse eu ia ter que estudar e pagar como qualquer outro aluno algumas coisinhas mudou quer dizer F falar a verdade tá bem melhor do
que antes Porque antes eu nem sabia o que era ser quilombola então só saber o que é ser o que é fazer parte de uma comunidade quilombolas para mim isso já é muito gratificante quando a gente era considerada aqui bacurinho a doja na verdade não dava prazer um filho da gente no colégio nem a gente passar Nema cidade as crianças no colégio não eram bem-vindas porque eram negro e era o caboge as pessoas chicotearam muito sabia não não chamava nem por um nomem era negra do cabó da peste não tinha nome em colégio em praça
junto com as outras pessoas não tinha o direito de chegar se a turmar porque se na verdade tivesse tendo algum evento em algum lugar se chegasse um cab ele era excluído e depois disso não mudou tudo mudou tudo a gente tá sendo mais visto do que não era antes vistos mas antes era um sorco até para estudar eu mesmo não conseguiria nem estudar na cidade porque toda vez que eu chegava na cidade as outras coleguinhas da cidade os branquinhos ficava chocote porque era Negra e não dava o nome só de negra era negra do cabo
então porca urubua não tinha nome e agora é muita consideração para essa negra essa negra chegou onde muita gente duvidou a gente tem muita coisa mas ainda falta muito muito coisas que sabe que ningém vai correr por nós a não ser nós só nós temos Nosso Grito de dois só nós podemos dizer nós precisamos e ainda bem que a gente tem pessoas que correm para que com isso aconteça aí quando eu penso no meus netos eu fico pensando que eu quero coisas boas para eles é por isso que aqui o dia a dia na minha
casa eu eu todo dia sou feliz eu todo dia sou feliz porque eu quero que eles cresçam sabendo assim independente do que acontecer nós temos que ser feliz porque é difícil filha se a gente não tiver esse título de quilombola vem muitas coisas desaprovada Então graças a Deus eu tenho esse título de quilombola eu chego na no no sindicato graças a Deus vem tudo aprovado então eu não tenho o que mal dizer ninguém tinha acesso próprio a um hospital para cuidar da pessoa que tivesse emo agora não a gente vai no hospital a gente vai
no PSF a gente tem acesso à secretaria de saúde do suiz ban Gente esse povo aí são carente e por isso ele já se levaram de um jeito da destruição ele acho que eles se verem tão rejeitado tem pessoas que diz er a vazia grande o povo mesmo que só vem aqui em quro qu anos buscar o voto a vazia grande serve quando pensa que não foge até quando eu estiver vivo eu vou estar lutando porque eu estou lutando por mim e tô lutando por quem vem atrás de mim isso é é natural a gente
quer o bem-estar da comunidade a gente quer o o bem-estar da nossa população negra e a gente não pode abrir mão a gente não pode recuar a gente tem que ir até o fim zumbi fez isso Dandara fez isso e eu Luizinho Oliveira vou fazer sim tá bacana tá mas precisa muita coisa eu quero um futuro brilhante Eu quero um monte de cantores Eu quero um monte de atores Eu quero um monte de poetas eu quero eu quero mais educação uma educação de qualidade Principalmente uma educação inclusiva que a gente já sabe que é lei
né é lei uma educação que fale da nossa história meu bisavô ele morreu com 106 anos era negro do pé lascado mas era ele que trabalha na Tiririca naquela região toda ali trabal PR levar comida pro Branco não já é escv não que na verdade é é o lance do preconceito eu não gosto muito de entrar nesse detalhe porque na maioria das vezes o pessoal o pessoal fica pensando que a gente tá querendo dar uma de coitado não sou coitado não aqui é símbolo de resistência essa cor entendeu corro pelo certo para não ser cobrado
é isso que eu aprendi então pô é aqui não foi oferecido nada para nós falar a verdade me diga o negro que tem tem que falar no poder me aponte um que tem uma secretaria e apesar que tem muita gente com nível superior aqui e capaz e aonde eu trabalho do cabor mesmo preta e favelada só tem eu e outra parceira e a gente sente que a gente são mhada com outro olhar até a chegar na secretaria sempre estão pegando essas coisinhas estão aguardando tão ajeitando tipo tudo que sumiu com as negas do caboo que
é de favela é preta e Pobre não tem costume com as coisas é difícil filho nós não somos vistos pela sociedade como pessoas somos vistos como Réus bichos sabe se você entra num local Alguém já tá olhando você anda Alguém já tá ali olhando feio e e dói dói saber que meu neto pode passar por isso meus filhos passaram por isso me considero Negra eu sou muito AC criticada porque sou negra Ten o cabelo ruim mas eu não me sinto ofendida porque eu sou do jeito que Deus me fez sou criticada aí é meu pequenininho
que meu menininho também é preto aí o povo critica muito mas eu não dou important e ser uma honra ser quinola para falar a verdade o cenário porque nós sabemos que temos muito direito para Aqua mas só se tivesse lá embaixo do tapete porque quem tinha na verdade não mostrou e quem mostra Só se for a interesse e esse interesse tem o nome o voto Espera aí que os nossos governantes os nossos administradores vej aí o nosso lamento né porque na verdade a gente tá um pouco pobre de de de de arte de Cultura aqui
na rua do jro né que era uma rua bastante animada relacionada à música e diversão né A gente podia fazer ensai no jogo a gente mas hoje a gente não tem nenhum sede própria eu tô velha mas desejo tudo de bom que tem no que sou lvo ajud que V alguma coisa para cá nós estamos na fé não só minha comunidade como todas as comunidade tenha mais amor tenha mais respeito se dê valor a si próprio porque eu e você quem temos que nos dar valor para poder nós ter valor que essas pessoas chame por
Deus vá atrás dos seus objetivos mas que ven coisas boas para seus filhos seus netos para deixar uma História bonita para seus filhos para seus netos Quero trazer para minha comunidade muitas melhorias queria trazer biblioteca queria trazer uma escola para perto de nós aí eu sonho que aqui seja tenha muito Professor muito enfermeiro muito médico como a minha filha quer ser médica e muita pessoa responsável e digo sempre a ele andem fazendo bem andem na linha seja pobre mas seja pobre e honesto não pegue nada de ninguém vá trabalhar para teu se para a gente
prosperar as comunidades tem que se unir mas se unir de verdade não se trocar por um prato de lentilha não se unir fechado Enquanto isso não acontecer a gente vai ficar assim ol um usa de lá outro usa de o outro diz que não entende o que ess quilombola sendo que entende Sim esse processo de conscientização já foi feito há quase 20 anos atrás e a gente vem batendo na tecla direto as faculdades vem as comunidade as escolas vê as comunidades e toda vez que a gente recebe essa visita a gente retrata a questão da
conscientização onde estamos De onde viemos e para onde a gente quer chegar estudo para todo mundo e trabal e educar el maneira todas mã seus fil dig como eu criando as minas duas com pobreza mais ali na luta se não for isso não tem nada meu sonho me maior Son minha comunid cont Inicial calçadinha as casinhas que estão velhinhas reformadinha bonitinha trabalho pro pai das crianças trabalhar para manter eles tudo de Barriguinhas cheias escola para minha comunidade educação para minhas crianças e lazer também é isso que eu espero e é isso que eu quero o
conhecimento na verdade é alo que a gente vai levar pro resto da vida podem tirar tudo de nós mas nunca vão tirar a o que nós temos o nosso conhecimento Que Nós aprendemos ao longo da vida então acredito que é como eu falei eh a nossa comunidade ela ainda é escassa em relação a isso nós não temos uma escola estruturada aqui pros nossos alunos pras nossas crianças entendeu então assim que deveria começar de berço deveria começar de pequeno nós temos um crais que deveria ter mais aulas aulas de percussão aulas de violão conhecimento tudo é
questão de conhecimento que é um sonho né É um sonho que tá no papel mas sei que um dia chega lá para que meus netos possa ter uma aula de teatro uma aula de percussão uma aula de de de tem hoje de balé mas ass aqui dentro da comunidade e eu veio os meus netos crescendo aprendendo isso di assim eu minha avó eh minha avó era feliz eu quero fazer teatro eu quero ser dançarina eu quero ser tocar a bateria eu quero ser alguém mas eu quero ser dentro da minha comunidade nós temos agora tecnologia
que era uma coisa mais escassa antes então agora nós temos Oportunidade de ir além de pesquisar sobre nossos direitos de ir atrás daquilo que né não é nos é garantido pela lei então é tudo isso antes eles não tinham como nós somos reconhecidos como comunidade quilombola ok né Nós temos um papel que nos dá a garantia de que somos uma comunidade quilombola mas nós paramos aí então eu acho que nós precisamos buscar mais nós precisamos nos aprofundar mais sobre o que é ser de uma comunidade kulamba sobre o que é nos o que nos garante
a lei por ser de uma comunidade kulamba porque tem muita coisa aí eu não sei se todos os nossos jovens sabem que nas faculdades federais nós temos direito a cotas não só por ser negros mas também por ser de uma comunidade que mola nem todo mundo tem conhecimento disso nem todo mundo sabe disso então falta falta isso falta essa exposição dos nossos direitos e também dos nossos deveres lógico Mas falta muito disso aí esse privilégio eu quero que elas tenham porque eu quero que as crianças cresçam com a mente aberta com estudo diferenciado que eles
entendam O que é ser uma comunidade quilombola O que é ser um quilombola os privilégios são inúmeros Mas temos que ter essas aulas e professores explicando isso aqui dentro para que os jovens as crianças de hoje cresçam aprendendo que quando chegar lá no futuro dizer a minha avó era uma era uma quilombola e ela me ensinou isso e isso e isso e assim eu fui aprendendo com os professores com outras pessoas daqui da comunidade ou de fora da comunidade que vieram fazer isso eh crescer é é maravilhoso a já imaginou eu morta lá no na
onde eu tiver vendo meus netos olha bicho se formando saindo daqui formados em tudo aquilo que eles quer ser porque é bom ver uma criança sonhar e é bom elas realizar ver ainda elas realizarem sonhos [Música] tá agora Ana Preta uma velha que uma bola né Rezadeira sábia ela sempre diz meu filho Promessa de branco não vai à frente é melhor se cuidar é melhor se tentar é isso aliás me faz lembrar um poema de vc de Carvalho né Ele diz sobre a felicidade ele disz que a felicidade existe sim mas aquela árvore Milagrosa toda
arreada dour do pontos existe sim mas não nós não a encontramos porque está sempre aonde apos e nunca pomos Onde nós estamos Então é isso que precisamos fazer trazer a felicidade em vez de colocar aqui ali lá Como disse fazer como Vicente de Carvalho né Colocar felicidade onde estamos e isso é o essencial é fazermos isso batalhar batalhar e a união é a base de tudo sempre unidos sempre unidos o meu sonho é ver tanto as pessoas da minha comunidade como a de outras comunidades bem felizes com projetos bons que traga para eles coisas boas
coisas boas Quando eu digo assim é um meio de sorrir esse mínimo que a gente tem já nos alegra o pouco que a gente tem já nos deixa feliz porque a gente sabe que nós estamos conquistando espaço qual ninguém tá conquistando e nós vamos conseguir chegar lá [Música] vamos Mere todo apoio duas pedaço do Bras [Música] de de belezas me tu merece todo apoio tuas retao do Brasil você tem tudo de bom tem Beleza tem nobreza também tu és mor Pris S que apci em da Pedra Grande Deus abençoe esta Terra porque muita guera seu
D se terra de belezas me tu merece todo apoio tu o p daço do Brasil