Aquela conversa que você não encontra em qualquer lugar, aquela que faz você pensar fora da caixa, o critiquê juntou José Cobori e Miguel [música] Nicoles. Um do mundo do mercado e investimentos, o outro da ciência e inovação. Duas visões que raramente se cruzam, mas que quando [música] se encontram criam algo fora do comum. Se você quer ouvir uma conversa que sai do óbvio e faz você pensar diferente, você está no lugar Certo. Critique Podcast, onde quem quer prosperar encontra ideias que mudam o jogo. Esse é o André Geiger e esse é o Mário Espesiano. Mas
se você ainda não conhece, nos siga nas redes sociais. >> [música] [música] [música] >> Este é um collectible talks. É uma conversa colecionável que vocês estão assistindo aqui no Critiquê com dois desses nobres colegas que já passaram Aqui na mesa do critiquê muitas vezes. Professor Miguel Nicoles já passou três vezes aqui nessa mesa. Professor Cobor é a quinta vez que já vem aqui no no critiquê. Então, juntos nunca. Então, a gente aproveitou isso, né, André Geiger para fazer uma conversa colecionável pra nossa audiência. Se você tá vindo pela primeira vez, você pode rebobinar a fita
procurando os outros programas que foram igualmente grandiosos. Eu tenho certeza que vocês vão gostar muito dessa Conversa. Então, aproveitem e fiquem conosco. Recados, André. >> Primeiramente, que honra. Segundamente, não sei falar a quadésima vez, né, que eu já estou aqui também na mesa. >> Aham. Qu centéso. É qu centésimo, sei lá, oitago, alguma coisa. >> Eh, mas que honra ter vocês aqui na mesa. Uma honra enorme. >> Boa noite, Cobori. >> Boa noite. A honra toda minha eh revê-los e ter a satisfação de poder Dividir a mesa com uma das pessoas que eu mais admiro
e com certeza o ma cientista, não só brasileiro, como na atualidade no mundo, né? tem todo o meu respeito e admiração e muito obrigado por essa oportunidade. >> Palmeirense, além de tudo, >> ah, não, falam que ninguém é perfeito, né? >> Perfeito, >> professor Miguel, não, >> muito obrigado pelo convite. O prazer é Todo meu. É, é um grande satisfação, uma grande satisfação poder conversar com vocês e trocar algumas ideias. >> Legal. Vamos lá. Para começar, galera, eu separei um trechinho aqui, ó, do livro do professor Miguel aqui, ó, aquele, né, é o é o
o penúltimo livro dele. Eu vou mostrar o último que ele lançou, mas é o nada mais será como antes. Eu não vou fazer spoiler de nada do livro, mas eu vou pegar um trecho só para ajudar a gente a guiar aqui esse Início numa coisa que ele colocou num diálogo, né? É um uma ficção, né? Um romance, uma ficção bem interessante esse livro. Para quem não leu, recomendo bastante, mas vou pegar um trechinho aqui para ajudar no kick, o chute inicial aqui desse desse jogo. Olha só, ele coloca assim, ó. Vejam, as pessoas sabem muito
bem quanto tempo livre a mais elas têm para desenvolver seu eu interno, a sua criatividade ou mesmo para dedicar-se aos seus interesses Intelectuais. Elas agora têm tempo para pintar, jogar futebol com seus filhos, por quanto tempo quiserem, refletir sobre o verdadeiro significado da vida, enquanto comem menos e de forma mais saudável, vivem em casas populares mais baratas. Tudo isso enquanto seus portfólios de investimento em ações crescem num ritmo alucinado. Vocês checaram o mercado de ações ultimamente? Está explodindo para fora dos gráficos. Todas as pessoas desempregadas, que, Aliás, t garantido, é uma renda mínima generosa, pagam
pelo que restou dos governos federais, sorriem amplamente e toda vez que checam a valorização dos seus fundos de pensão nos seus implantes retinianos de baixo custo, estão surfando a onda do crescimento perpétuo e amando a cada minuto. Esqueçam Marques e Kees. Este é o momento de finalmente congelar todas as incertezas do futuro e desfrutar da total previsibilidade de um novo modo de vida. A era do risco zero. Esse >> esse é uma sát >> é uma sátira. >> Bem utópica, né? >> Não, não. Esse é um banqueiro falando. >> Um banqueiro falando banqueiro >> que
vende o sonho, né? Digamos assim, né? >> Que vende o a utopia que nunca vai chegar, né? Dito isso, estamos num mundo que parece tá acontecendo exatamente o oposto, né, Nesse nesse entrelaço quântico, digamos assim, né, num coisa são as eh as narrativas, estamos vivendo um mundo de narrativas e a gente não consegue perceber a verdadeira realidade. Talvez seja isso, professor, um pouco do que o teu livro trouxe aqui no lado fictício também. Por incrível que pareça, eu tô eu tô relendo uma coleção de livros de um grande intelectual americano que é pouco conhecido no
Brasil, chamado Lews Muff, que talvez tenha sido do o maior Intelectual americano dos anos 60, 70, aliás, da segunda eu diria do século inteiro, XX, nos Estados Unidos, porque esse cara revolucionou a ele, ele se chamava o generalista das Ciências Humanas, porque ele podia falar de qualquer coisa, sociologia, história, ele foi o maior crítico de arquitetura do New Yorker durante 31 anos ele escreveu uma coluna no New Yorker que era a coluna mais disputada do mundo, só que ele não era Arquiteto, >> né? Mas ele, os grandes arquitetos do mundo queriam falar com ele. E
o que ele falou, eh, eu acabei de ler esse livro a semana passada de novo, né? Já acho que é a terceira vez que eu leio esse livro. Ele fala uma coisa que finalmente para mim caiu a ficha, né? levou alguns milhões de anos pro ser humano conseguir se libertar do seu inconsciente, para ele ficar consciente, para pro pensamento consciente escapar dos Arquétipos e das heranças dos nossos primos primatas e de todos os mamíferos, né? E essa é uma luta perene. Essa luta não acabou de você tentar dominar conscientemente, objetivamente, racionalmente os impulsos atávicos desses
arquétipos animalescos, né, de violência, de medo do inimigo, de medo do desconhecido, de tentar resolver suas disputas no tapa, né? E o que o Luis Mford fala é que essa curva era crescente. Isso ele tá Escrevendo nos anos 60, tá? no meio da guerra do Vietnã, né, que essa luta era o consciente racional humano tava ganhando essa luta até o século XX, quando, né, as guerras mundiais surgem e a o arquétipo da destruição da própria espécie toma conta do inconsciente coletivo do nosso querido Jung, né? E o homem começa a pensar mais em se em
destruir o inimigo do que crescer, né, como como ser humano, >> como pensar no próximo ou expandir, como >> o que ele usa, o termo é muito bonito, é em preservar a própria espécie sem destruir tudo ao seu redor, né? E isso que você leu é o trecho do >> do Dr. Banker the terceiro, >> que é o CEO do banco, né? É, eu não posso falar isso muito abertamente, senão eles me processam. Mas é, [risadas] >> sabemos bem >> do Bis, né? Do Bis, de Bezel, né? O banco e de é o banco central
dos bancos Centrais, né? Para escrever o livro, eu fui visitar lá, eu fui lá para ver, >> é o Bis. Só que eu mudei de nome aqui no livrinho, né? >> Nos Alpes, né? >> É, nos é lá em Basel, né? >> E e ele fala: "Esse é o CEO desse banco, né?" E ele, o, a maneira como eu satirizei a tentativa dele de vender >> isso, >> esse futuro maravilhoso, >> é na realidade o que nós estamos vivendo Hoje. Nós estamos vivendo hoje um, o senhor sabe melhor do que eu, nós estamos vivendo hoje
um mundo onde a abstração, a a grande diferença nossa dos animais, dos nossos primos e dos outros mamíferos, é que o ser humano criou toda uma civilização baseada em abstrações. E o L Mford fala isso no livro dele, no final da conta das contas, tudo é religião. Tudo virou religião, esporte, finanças, educação, tudo, tudo converge Pro mesmo molde >> de de funcionamento de uma religião. Não precisa ser monoteísta, não pode, né? Mas a a grande conclusão dele é essa. Nós invertemos a curva de libertação da do consciente racional do inconsciente. E nós estando estamos novamente
dando asas a essas visões atávicas, preconceituosas, violentas de, né, de destruição e que eventualmente tão conspirando. Nenhum outra espécie faz isso, tá? Conspirando paraa própria Destruição das da nossa espécie. Nós somos a única espécie do planeta que conspira contra si mesmo. Verdade. >> Destruindo o ambiente, gerando pandemias, né? Fazendo toda Então, na realidade, a minha mãe é escritora, né? Então, ela, quando ela revisou o livro, ela tem 87 anos, ela revisou o meu livro e falou: "Isso não é um livro de ficção científica". Eu falei: "Não, mãe, é ficção científica". Falou: "Não, isso é um
ensaio jornalístico, [risadas] >> porque tá acontecendo, tá tudo acontecendo." >> Então, esse é esse é o meu drama. Eu tô olhando nas notícias e eu começo a ver eh passagem, o livro se passa em 2036, né? >> Aham. >> 10 anos no futuro. >> Futuro, mas não tão >> o futuro tá acelerando. É como se tivesse aquele túnel do tempo que tinha quando era criança, programa de Televisão, né? Que os caras entravam no túnel do tempo e o tempo acelerava, né? Eh, a minha sensação nesse instante é essa, né? Todo dia você abre as notícias
e você vê mais um passo em direção a a esse processo de autoextinção, né? É, cobor ao mesmo tempo a gente tá entrando numa era que estamos talvez na bolha de todas as bolhas, né? Tudo está all time high. Então, a prata, recorde histórico, ouro, recorde histórico, bolsa americana recorde histórico, bolsa brasileira, Recorde histórico, China, não precisamos nem falar, record histórico. Eh, aonde sustenta esse crescimento? Aonde se perdeu? A, o que que é a time high? É só uma diluição da da inflação e do poder de compra que realmente a gente tinha um tempo atrás?
onde a civilização tá perdendo a essa noção monetária do que a gente vive. Vou >> vou aproveitar um pouquinho do do trecho que o que o Mário leu e e a fala do professor Nicoles. Vou tentar juntar Todas essas esses conceitos que é aquilo que eu falei, né? Quando a gente lê e não utiliza inteligência artificial, a gente consegue fazer vários insites. Então ali quando o professor cita Marx e Engels, né? Eu diria que o que você tá falando aqui, vou citar um outro também que é um financista que todo mundo segue que é o
da Maudarã. Talvez o o professor Nicolé também com certeza conhece. Eu li os livros do Antônio Damáio >> e eu sei que o Nicoles gosta de Filosofia também, né? O Damáio tem muita influência do >> Veloso gosta muito, né? >> Veloso também gosta, né? É, >> então assim, o o capitalismo, na realidade, na visão do Marx, em algum momento ele vai se autodestruir. Quando você lê as obras do Carl Marx, ele vai chegar um momento que a gente vai ter que superar o capitalismo, né? >> Eh, o pós-guerra depois de todas as crises, na primeira
revolução industrial Da Inglaterra, depois a segunda revolução industrial, que aí já incluiu Estados Unidos, Alemanha, Japão, eh, que gerou a primeira e a Segunda Guerra Mundial. Eh, e aí lembrando o Kenes, o Kenes foi talvez um capitalista que tentou salvar o capitalismo dele mesmo, né? O acordo de Breton Woods, na realidade foi justamente isso, >> eh, tentar punir esse capital fictício, esse capital financeiro, né, >> especulativo, é, >> especulativo em detrimento da produção real, do mundo real. Então o acordo de Bretes, na realidade estabeleceu, dentre várias várias coisas uma punição ao sistema financeiro de que
você as taxas de juros teriam que ser abaixo do nível de inflação, que isso obrigaria os rentistas a investir na produção real. Fazia todo sentido que o mundo precisava ser reconstruído, né? Os Estados Unidos como potência industrial que saiu vencedora da guerra sem ter sofrido Nenhum dano no seu território, precisava de mercados, né? Ele não fez isso porque é o bonzinho. Ele precisava de mercados para consumir os seus produtos. Eh, e o mundo, eh, teve o que chamada era de ouro do capitalismo, né? Depois de Breton Woods até o os Estados Unidos abandonar o padrão
ouro, né? Quando ele abandonou o padrão ouro, veio, eles inverteram tudo e o que o Trump tá fazendo agora é inverter toda a lógica do que foi o acordo de Breton Woods, que Foi uma era que o capitalismo realmente gerou >> um estado de bem-estar social que era financiado por imposto, né? Então você vê até hoje os países escandinavo tem 40 50% de carga tributária, né? de sobre renda e patrimônio, né? E quando a gente olha paraos Estados Unidos, pro Brasil, a gente ainda patina para fazer isso. E talvez a ficção do Nicoleles, que é
é na verdade é realidade, né? Eu eu entendo a visão do muito pra frente que o que o Nicolás tá vendo isso, que quando ele cita Marx e Keines também tá vendo isso. E quando eh o Mário, quando ele falou a palavra narrativas, eu lembrei do da Mudaran, que tem um livro que chama Narrativa Numbers, né? Narrativas e números. E como um financista, ele fala, ó, o número tem que est atrelado com a narrativa. Você tem que na realidade ver o que, qual a narrativa que tá suportando esse número. Quando você fala da bolha de
A, é uma narrativa Completamente irreal, né? A gente tá o capital fictício que foi criado, o capitalismo financeiro, a financiarização da economia. Eh, e aí voltando ao Marx, que em algum momento o o o excedente do capital, ele precisa ser destruído. E geralmente, infelizmente, o que destrói isso são as guerras, né? Talvez por isso eh o medo desse dessa agressividade dos Estados Unidos é gerar uma terceira guerra mundial, porque o capital vai precisar Se recompor, né? Os capitais débiles vai ter que subir e vai haver novamente uma nova concentração de riqueza. Tudo para satisfacer satisfazer
o retorno desse capital fictício que tá principalmente hoje na bolha de A, que é essa nova fronteira do do capitalismo, de tentar sugar a riqueza do resto do mundo todo. Só que tá tanto dinheiro sendo investido nisso que isso não vai dar retorno, né? E aí pegando, fechando aqui com o racino do Nicoeles, quando ele fala da Consciência, o Antônio Damas, ele tem um, eu tenho um livro, eu acho, eu comentei com vocês que eu li quando, não sei se o professor sabe, eu fui preso, né? Fiquei 80 dias preso. Eu li um livro, eu
reli um livro dele que chama O erro de Decartes. >> Sim. É o livro clássico dele. >> Depois ele ele lançou um outro chama Estranha Ordem das Coisas, que ele fala que a na realidade a na na visão dele, né, que é a emoção na realidade que cria A razão. E eu já vi o Nicolas falando alguma coisa muito muito parecida que que é o que a inteligência artificial nunca vai conseguir gerar emoção para depois gerar uma razão, né? E ele tem depois um que chama o mistério da consciência que vai muito muito em linha
com o que o Nicoletes falou. Então acho que nós enquanto seres humanos, né, a gente tá delegando coisas que nós precisamos pensar, né, para ter um mundo melhor pra tecnologia, pra inteligência Artificial. Eh, e a gente tá alimentando essa bolha, né? Essa bolha, na realidade tem uma pressão do capitalismo para que isso, eh, continue reproduzindo o capital, mas é um problema de superprodução, né? A superprodução lá na frente, como diz Mar, vai ter um problema de realização que não vai acontecer, né? Acho que o Nicolé já falou isso. Quando você tentar cobrar tudo que você
tá pensando que você vai ter de receita nisso aí, ninguém vai Pagar, porque a maioria das pessoas usa isso sem interesse econômico, né? As pessoas usam isso para >> fazer vídeo na internet, para falsificar texto dos outros, para passar na prova, plagear um monte de cois Roblox, no caso das crianças falam: "Agora eu vou cobrar as 95% das pessoas não vão utilizar pagando não vão utilizar, utilizam porque é grátis, né? Então, sobre o ponto de vista das finanças, essa conta não fecha, né? O valor de tudo isso que Eles estão criando bolha artificial, porque o
valor de de um ativo é só capaz de gerar caixa no futuro. Esse caixa que eles estão achando que vai gerar não vai ser gerada. >> É, comenta, professor. >> E mas tem mas tem uma coisa, é muito interessante esse aspecto, porque o tem o segundo erro de Descartes que o Damáio não põe no livro dele. >> O segundo erro que é o erro do Iluminismo, apesar de eu me considerar Um iluminista, né? Eh, o momento que você rompe o monopólio da igreja e você passa a dizer que o homem é um eu existo porque
eu penso. >> Aham. O segundo erro do Decartes, que foi propagado até os dias de hoje, é que você pode reduzir todo o mundo natural, inclusive a experiência humana e todo toda a riqueza do que é está vivo e e poder desfrutar do mundo natural como um ser humano em algum valor numérico, em algum Número. A natureza, por definição, ela é não computável. A vasta maioria dos fenômenos naturais são não lineares, eles não são reduzíveis a uma fórmula que pode ser projetada por lógica binária, né? Uhum. >> Ou digital, num algoritmo que pode rodar numa
máquina de Turing. Esse é o é o grande erro. Quando Volter, Russ Dider reagiram ao monopólio da igreja e quiseram escapar da metafísica, da, né, da da abstração da religião, eles foram Longe demais porque eles abdicaram do humanismo de verdade. Porque você não pode reduzir os meus ódios, os meus amores, os meus prazeres, os meus sonhos, as as minhas fantasias a nenhum algoritmo. Então, a riqueza e não precisa ser só do ser humano, não. qualquer organismo, tá? O o pequeno grau de consciência que talvez um primata, um macaco rez ou um gorila, o gorila é
mais parecido conosco, mas qualquer animal tenha um Pequeno grau de consciência da sua existência como indivíduo é impossível de ser reduzida eh em lógica binária. E o Allan Turin sabia disso. O Alan Turing fala disso na tese dele em 1936. Ele escreve a vasta maioria dos fenômenos para ser resolvido, eu preciso chamar um oráculo. Ele definiu um fenômeno não computável, né? O o fenômeno não computável, por definição, é que você não pode prever quando um software vai dar pau. >> É, >> é impossível. >> É impossível. >> Ou quando a live não vai entrar. >>
Quando a live não vai entrar, porque teve uma tempestade geomagnética que o YouTube caiu. Exato. >> Né? Então o Turin definiu de cara o que era um fenômeno não computável. Aí ele falou: "A maioria do mundo natural é não computável. E quando eu tenho que tomar uma decisão no mundo natural, eu tenho Que chamar o oráculo. Sabe quem é o oráculo? Um ser humano. Não é a melhor decisão, não é a decisão perfeita, mas é a única decisão que pode ser tomada quando você entra num fenômeno não computado, >> ainda que intuitiva, né? >> Ainda
que seja intuitivo, baseado na nossa experiência. Então, qual é o grande erro do mundo atual? Eh, quando você pega um app de graça, você baixa o app, certo? >> Uhum. Você é o produto >> total, >> não é? >> Aham. >> Porque é toda a sua vida online usando o produto ou não, porque hoje existem produtos que vasculham toda a sua vida online quando você baixa ele. Tá sendo usada para treinar os modelos >> que esses caras vão daqui a seis meses voltar para você e falar: "Olha, se você quiser continuar usando, custa 20 por
Mês". Então você trabalhou de graça, você foi o produto e você ofereceu para ele matériapra de graça. É, é um é o melhor negócio do mundo. O você não tem investimento nenhum na matéria-pra, é zero. Agora, qual é o sonho da inteligência artificial? É realizar o sonho de automação completa. Porque o que o que que esses malucos pensam, né? Os os sete psicopatas que mandam no mundo atualmente, né? das das Marvelus Seven Fabulous Sev, né, que hoje dominam >> 45% 50% do mercado de ações de Nova York. Sete empresas, >> isso >> tá 37 pessoas
hoje no Estados Unidos >> possuem 12% da riqueza do país. 37 pessoas, país de 340 milhões de pessoas, tá? O que que é o sonho da inteligência artificial? é a eh reduzir o trabalho humano a zero, porque aí o lucro é infinito. >> Sim, >> né? Se você leva a zero, o maior custo de produção. >> Sim. >> E aí que o Lewis Mumfer tem uma posição sensa, o professor Belus vai querer me matar quando eu falar isso aqui agora, >> mas ele fala, Marxava errado porque Marx entrou no jogo. Ele disse que a revolução
é a tomada dos meios de produção e distribuir para um outro poder. Não, mas é para um outro poder. >> Poder. Aham. O que Marques não questionou ou pelo menos, né, na opinião do Mford, >> é que nós não questionamos a estratégia que vem desde o tempo das pirâmides. O o Lewis Muffachine. A primeira Mega Machine foi quando o Faraó saiu na praça em Tebs e falou o seguinte: "Eu preciso construir uma pirâmide". >> Aham. >> Porque eu sou o deu sol. Isso. >> Se eu voltar pro céu e ficar imortal, todos vocês vão comigo.
Então ele arrimentou 100.000 egípcios durante 100 anos para construir as pirâmides de Kops que a gente vê lá em Visa, né? Sim. Sim. >> O que ele criou? Ele criou uma máquina, só que a máquina era formada por elementos orgânicos. Ao longo da história, o que aconteceu? Os elementos orgânicos foram lentamente sendo substituídos por objetos artificiais, tecnologias que nós fomos criando. Ah, Moinho de água, moinho de vento, de repente o tear era vapor, né? Lentamente nós fomos mantendo o Mega Machine, >> mas nós fomos tirando o ser humano dela. >> Sim. >> E nós estamos
chegando num ponto onde o ser humano vai sumir do Mega Machine. Mas os os atributos originais, o que era? uma abstração para sincronizar todo mundo com algo que não é tangível. Você vai pro céu. >> Sim. >> Eu preciso de um foguete. O MF chama as pirâmides do foguete da antiguidade. >> É maravilhoso, cara, >> né? Nós construímos foguete para ir pra lua. Os egípcios construíam pirâmide. >> Que eles iam, né, sair pelo sol. >> A abstração é o vírus, é o que sincroniza milhares de pessoas com objetivo comum. >> Aham. a matéria, a arregimentação,
as pirâmides egípcias deram origem ao Exército egípcio. Foi a partir do da descoberta que você podia falar para um monte de gente que eles tinham que fazer uma coisa comum, que os egípcios sacaram que eles podiam criar um mega exército dizendo que era para defender o faraó. E se o faraó morre com os ititas lá, com os núbios, todo mundo vai pro inferno, ninguém sobe pro céu, >> né? Então, a partir da ideia da Mega Machine, você cria a religião, você cria os exércitos, você cria o business plan De uma supraestrutura que vai realizar tarefas
consideradas impossíveis. Imagine construir uma pirâmide em 100 anos. >> Você sabe que tem uns rosa cruzes escutando a gente, né? >> Não, não, tudo bem. A maçonaria é só outro tipo de maga machine. Mas o que tá acontecendo agora? Não mudou nada. >> Aham. Os métodos de dominação, de automação, só servem para manter a Mega Machine e transformá-la num troço mais Eficiente, >> né? Porque o Mford calculou quantos cavalos de potência 100.000 pessoas transportando pedra conseguiam produzir. Não dá um Fusca hoje. >> Aham. >> Não dá um carrinho, né? Aí um Fiat 1.0. >> O
que aconteceu? os os as a a infraestrutura desse processo de arregimentar mentes e construir estruturas que são capazes de Realizar feitos grandiosos, ela não mudou uma iota em em 6000 anos. O que mudou foi a a paulatina remoção do ser humano dessa estrutura. Então hoje você vai conseguir ter fábricas, né, de automóveis, você não tem um ser humano, você tem robôs montando, né? Então você começa a alijar o ser humano dessa estrutura e aí tudo vira número. A vida humana é reduzida a um algoritmo e é um absurdo. É uma completa, né? Se o Darwin
tivesse andando por aqui na Avenida Paulista, ele olhar para cá e ia falar: "Meu, o que vocês estão fazendo, [risadas] né? O que nós estamos negando a nossa própria origem orgânica". >> Sim. >> Por quê? Porque a abstração, que é o que o senhor acabou de falar financeira, né? Sim. do lucro infinito ou da realização de um de um retorno financeiro que é impossível. >> Impossível, >> passou a ser a coisa mais importante do Mundo. Nem o dinheiro é mais importante. O dinheiro que foi a abstração, que dominou a vida humana, né? >> Sim. Ele
ele literalmente tá sumindo. >> Sim. >> Porque você hoje tem uma um dinheiro digital que nunca existiu. É uma sequência de números. E por isso que eu falo no livro aqui que se tiver uma tempestade solar, como eu descrevo aqui, >> que acaba com o mundo eletroeletrônico, Marcos vai ter seu trabalho realizado no Dia seguinte, porque todo mundo vai ser igualmente pobre, porque não vai ter mais registro nenhum da riqueza digital de nenhum ser humano. >> Como e como colaborar um cenário caótico desse? >> Então, >> a gente tá, o pior é que a gente
não tá preparado para colaborar, né? Mas o mais incrível é que como a gente não lê mais a maioria das, né, nós somos dinossauros aqui, pessoas que leem livros e anotam, Que marcam os livros, livro real, né? Livro de papel. O que tá acontecendo? Nós estamos esquecendo lições que foram nos oferecidas 300, 200 anos atrás, quando a revolução industrial veio e crianças de 6 anos passavam 18 horas no tear ou nas minas, >> né? O pessoal aqui fala mal dos ludistas, né? Os ludistas são inimigo da indústria, tomos doido. Não. O que que os lusistas
queriam? >> Regulamentação dos horários de trabalho Das crianças e das mulheres. Tirar as crianças das minas. >> Minas. >> Descanso no fim de semana. >> Descanso no sábad e domingo ou no domingo, aliás, perdão. >> É, na época era no domingo. >> Na época, né? Ah, >> não queriam nada mais do que que todos nós aqui, né? Todos nós aqui, eh, aceitariam como a coisa mais absurdamente consensual, né? de Preservação do ser humano, né? Tirar as mulheres e as crianças de trabalhos que matavam a mortalidade infantil na Inglaterra na época da revolução industrial. É um
absurdo. >> O pessoal tem dificuldade de discutir no Congresso é escala 6 por um. >> Escala 6 por um. Mas o que eu tô dizendo, a o ser humano é a única espécie conhecida que criou toda uma civilização baseada em abstrações mentais. Você, a gente pode dar um nome De várias, futebol, religião, exército, nações. Nações. Desde quando a Terra dividiu o planeta em nações? O Rio Grande cruza lá entre os Estados Unidos e o México há milhões de anos. Ele não tinha menor ideia que do lado de cima chama Estados Unidos, do lado de baixo
chama que ser murado. >> É, e que tinha que ter um muro, né? >> Fomos nós que criamos isso, >> né? E eu falo, eu sempre usava nas minhas aulas, né? de neurociência. Eu Sempre usava assim, a abelhinha não calcula inflação. A abelhinha da coméia não, a rainha não calcula o superavit primário da coléia. >> Sim. Tá, você tá estocando mais. >> Não, não, não, não. Tá estocando mel aí não. Vendeu aonde? [risadas] Vocês foram no Largo do Aroxi? Não, tem que ir no Shopping Guatemi vendeu meló, >> né? [risadas] >> Então a abelhinha não
faz isso. Baratinha que todo mundo pisa e mata, Né? Eu não me dou bem com as baratinhas também, mas né? Elas estão aqui h 650 milhões de anos. Por quê? Eh, porque elas vivem para preservar o que é essencial, a espécie. É verdade. É justo. >> E nós com toda a nossa sofisticação, eu, por isso que eu acho que esse cara, esse Luis Manfor devia ser um herói mundial, porque o que ele escreve há 50 anos atrás, após guerra, né, porque ele viveu a guerra, né? >> Uhum. é de uma profundidade, é de um lirismo
humanístico que supera qualquer cara que eu vejo hoje em dia filósofo, né, falando como que funciona os sistemas morais nos bichos? Porque assim, qual que é o e aí talvez o Cobor fazer a ponte reversa? Eh, tem um vídeo que a gente vai soltar no aqui no Critique. A gente começou a fazer agora um conteúdo que chama Hora extra, né? Tem tudo a ver com a nossa audiência. inclusive que a Gente pega algum ponto do mundo ou algum ponto que vai ajudar a nossa audiência a entender algo que te se eh afeta ele diretamente. Então,
hoje, assim acabar esse episódio, por exemplo, vai um vídeo sobre comece agora, que a gente vai falar algumas coisas sobre como começar, sair da inércia, construir a sua própria realidade. Na semana que vem a gente quer construir uma uma um vídeo que seja basicamente contando um pouco das quatro formas que Você tem de gastar recursos ou dinheiro, que é você com você, você com os outros, os outros com você e os outros com os outros. Parte do que eu entendo, essa mega máquina que se perdeu, é porque o a a régua moral do ser humano,
ela diverge quando o dinheiro é meu comigo ou meu com os outros ou dos outros comigo. E aí a gente entra a corrupção, entra o poder, entra várias coisas. Eh, a briga que a gente tem para ter um uma Humanidade mais humana ou não, ela depende dessa utilização de como eu utilizo recursos. Como que funciona? É, na verdade, essas quatro formas, esse é quem falou isso aí primeira foi o Friedman, né, o Milton Friedman. Na realidade, assim, eh, pegando um pouquinho do que o Dr. Nicoleles falou e essa questão moral, né, eu talvez seja um
também pessimista com essa visão para onde a humanidade caminhou, né, eh, como Nicolás citou, as abelhas, formigas, né, Elas vivem para sobreviver e nenhum animal, a não ser o ser humano, tem um processo de acumulação, né? É >> para que que um Elan Musk tem vai ter 1 trilhão daqui uns dias se ele não consegue gastar isso, né? Então >> é porque ele tem um b >> seja, mas seja parte do preço para que que você vai acumular uma riqueza que você não será capaz de de gastar, né? >> Então talvez até enquanto nós ainda
éramos índios, não tinha isso. O índio Era nômade, ele só retirava da natureza aquilo que ele precisava para sobreviver. Parecia muito com os animais realmente, né? E aí veio a abstração, dinheiro, né? Segundo o Carl Marqua era um dinheiro mercadoria, era só um dinheiro de troca, mas depois como dinheiro passou a ter um um valor de uso, ele passou a ser um instrumento da abstração humana de acumulação. O dinheiro passou a ser ele mesmo. Ele >> é aí onde o inconsciente toma conta. >> Exatamente. Porque aí >> porque não é racional, né? >> Não é
racional. O dinheiro é por por ele mesmo e e você pegar toda a história do capitalismo, é uma história de acumulação, justamente porque o ser humano criou essa abstração de que enquanto era escambo aquilo que era perecível eu não precisava acumular, né? Vou lá pescar, vou pescar só o suficiente para eu consumir para eu trocar, não preciso Pescar 10 10 kg de pes >> só que aí quando criou o dinheiro e enquanto ele era só um dinheiro mercadoria que ele podia ser trocado, ainda não acumulou. Aí o ser humano chegou na brilhante ideia de bom
agora eu posso ter mais dinheiro porque eu consigo acumular, não é pericível na E aí passou esse processo de acumulação que o mar chama de acumulação primitiva, né? Eh, e outra abstração que é a própria propriedade privada, né? Enquanto nós éramos índios e nômades, a gente não tinha esse conceito e a gente preservava a natureza, né? Eu extraí os recursos natural de um ponto, acabou, eu era nômade, eu tinha que ir para outro ponto, assim como são os animais. Exato. >> Aí criou o conselho de propriedade privada, todas essas abstrações que a gente então fala
assim, sobre o ponto de vista moral, eu eu sou um pouco pessimista para onde nós estamos caminhando, né? Eh, Acho que a crítica do Nicolás é justamente isso, né? Para para que que eu vou tomar o meio de produção? Porque o meio de produção também já é uma administração. Para que que eu tenho meio de produção? Para acumular. >> O meio de produção só serve para você acumular alguma coisa, não para você sobreviver. E e na realidade a disputa hoje na a disputa de poder ou perdão, >> a disputa de poder hoje é pela informação.
>> Nós nos transformamos numa uma civilização tão sofisticada que a gente acho que vai concordar, os meios de produção vão ser automatizados de qualquer jeito, porque você pode, né? Eu tem um cara muito famoso da que é um dos quatro pais da computação, John von Neuman, né? Eh, junto com o Claude Shann e o e o e o Alan Tour. Inclusive, eles se encontraram. É uma coisa eles tiveram encontro, >> eles tiveram um encontro muito breve Quando o Alan Turin foi paraos Estados Unidos e foi no Bellabs. E imagine esses três caras na mesma sala.
O cara que inventou a lógica teórica de um computador, >> o cara que inventou os circuitos digitais Cloud Channel e o cara que inventou o computador, o desenho do computador que a gente usa até hoje, né? O Johan Fonômia, que era um gênio matemático. O João Fonômera falava o seguinte: "A diferença do homem e, né, Das outras espécies é o seguinte: se der para fazer, a gente faz." E o Lewis Mford fala que é contemporâneo deles, né? Não necessariamente tudo o que se pode fazer deve ser feito. >> Verdade. >> Tá? E o John Fenomer
era parte de um etos, de um etos intelectual, cultural americano. Os anos 50, né? Os Estados Unidos ganhou a guerra, >> os baby boomers >> estão nascendo, né? tão vivendo no Melhor momento da história dos Estados Unidos, onde a premissa, eu tô lá há 36 anos, a esta aqui vai ser a primeira geração do pós-guerra, Segunda Guerra Mundial, que não vai conseguir viver no mesmo nível de qualidade de vida dos seus pais. Isso é um choque. É um choque cultural. A gente não tem a noção aqui o que isso tá fazendo lá dentro pra juventude,
né? A geração dos meus filhos, né? >> Sim. >> Pois bem, o que que o o o Manford fala que é muito interessante? O quando o Son Fonoiman fala, se a gente puder fazer, nós vamos fazer. Isso se aplica para tudo, se aplica para armas nucleares. Por que que nós, da mesma maneira que não faz menor sentido o indivíduo ter 1 trilhão de dólares ou um ou 100 bilhões ou 200 bilhões, não faz nenhum sentido você ter 7.000 ogivas nucleares que podem destruir o planeta 100.000 vezes ou sei lá quantas vezes, não faz a menor
Sentido do ponto de vista racional, >> mas o mundo se manteve durante 50 anos em equilíbrio por causa da Guerra Fria, porque ambos os lados sabiam que podiam se autodestruir, >> podiam destruir ao outro e isso manteve e um um certo equilíbrio geopolítico, né? Isso foi pro vinagre. Isso foi pro vinagre. Então, nesse instante aí, eu eu tô eu sou amador, mas eu vou entrar na >> no momento que o dólar deixa de ser a maior reserva, Eh, né, de >> de valor >> de valor do mundo como todo, porque a semana retrasada o ouro
passou o dólar, pela primeira vez em sei lá quantos anos >> o ouro passou dólar, >> os Estados Unidos cobram um imposto do mundo inteiro >> para manter o seu estado de vida. A razão para os Estados Unidos para ter 40 trilhões de dólares de dívida é porque ele cobra o imposto do mundo inteiro, Porque tudo é feito em dólar, >> né? Você vende petróleo em dólar, você vende exportações, importações. Então os Estados Unidos ganha o IOF mundial >> e com isso ele vai mantendo o déficit dele para Se isso desaparece, essa é a bomba
atômica do modelo americano. >> Sim. >> E eles não vão permitir isso de jeito nenhum. E claro que não tá na mão deles mais, mas se isso começa a se agravar, você não tem como financiar a dívida dos Caras, entendeu? Então você montou toda uma civilização baseada nessa ficção, nessa abstração. E de repente o margin call, né, que os caras chamam, vem, né, >> vem. >> O cara fala: "Bom, como é que você vai financiar os 9 trilhões de serviço da sua dívida americana >> se a China não quer mais comprar e os e as
trajers? Treasury, né? O bond da dívida americana. O Japão tá vendendo Tudo. O, né? A Europa começou a vender. O Brasil tem 400 bilhões de dólares no UST Bills. Eu acho que deveria bom começar a vender, né? Como que você vai financiar 9 trilhões? Quem vai comprar? >> Voltar ao Lastro ouro, né? Voltar lastrial. >> Não, o Nixon. Nixon quando ele rompe o lastro ouro, ele cria uma economia americana completamente divorciada de qualquer coisa tangível. >> É verdade, >> né? O Fort Noox não sumiu, não foi? >> Se a população norte-americana começasse a não ter
a taxa de natalidade, afetasse economia, o conceito inteiro ia pro >> Então, mas é é aí onde eu acho, por isso que eu acho que o professor Beluso vai me matar, a teoria de que o a a a disputa do poder hegemônico, tá, nos meios de produção foi pro vinagre, porque os meios de produção vão ser automatizados, eles não vão ser nem nacionais, eles vão ser, né, Globalizados. Veja o que aconteceu na China. A China financiou toda a a tirada de 700 milhões de pessoas da miséria com os a empresas europeias, americanas que foram para
lá. >> Foram para lá, >> né? >> Professor, você falou da desse que os meios de produção eles realmente já estão sendo tomados, isso é um fato. E falou também no começo da conversa sobre o oráculo. E recentemente até o oráculo Tá querendo ser, a gente tá querendo industrializar, né? Então [risadas] tem o caixe, né, que é inclusive tem uma brasileira envolvida que é aquela >> C >> Chi, né, que é, já viu isso? Não, como se fosse uma bolsa balcão. >> Isso é >> de previsões do apostas >> previsões, né? Piteão. O que eles
fal é porque o que eles falam que o mais importante aí, mano, é Informação, que é isso. >> É isso. >> Eles querem pegar informação de tudo. >> Você não viu que tem alguém, ninguém sabe quem é? >> Tem tem uma bolsa de apostas nos Estados Unidos, uma empresa, né, onde você aposta em tudo. >> Polyarket. >> Polyarket. Ex. E aí uma brasileira inclusive agora lançou a C. Ex. É, mas a Polyarket eu acho que é é que domina o Mercado nesse momento. Então você vai lá e aposta seu dólar vai subir, senhor. Mas de
repente começou a aparecer um cara lá que 60 minutos antes do Trump anunciar alguma loucura, alguma tarifa que ele vai depois de 10 dias trazer para trás, >> o cara vai lá e aposta. É um cara. >> E quem aposta contra? >> Não, né? Tem os shortters, tem os caras que fazem o shorter, mas não tem um cristão ali que ninguém sabe quem é, que Uma hora, alguns minutos antes de uma decisão geopolítica gigantesca ser tomada, ele vai lá aposta, o cara ganhou em 12 minutos 300 milhões de dólares numa na última das coisas que
ele fez. E é o mesmo cristão, ou seja, ele esse cara tá ganhando bilhões apostando em decisões que ele tem um ensai information. É óbvio, tá mais do que, mas ninguém sabe quem é, >> né? E a imprensa americana olha para isso e ninguém abre a boca, >> ninguém audita, ninguém, >> ninguém fala: "Bom, e você acha que tem como não tem como descobrir quem é o cara?" Claro que tem. >> E o cara preocupado e a gente preocupado com o atleta, né? Fraudando aquela olha, eu vou te contar, é uma é uma distopia. >>
Isso é >> é uma distopia de Eu, por isso que eu escrevi isso aqui. Eu tava aqui trancado em São Paulo no meio da pandemia, >> eh, coordenando o comitê da do Nordeste Da pandemia, né? >> Vou botar aqui na tela pra galera aqui, E eu falei, eu tenho que escrever esse barato, senão vou ficar louco, porque eu tô vendo essas >> Mas você escreveu bem >> essas coisas convergindo, né? >> crise climática, a a pandemia em si que não vai ser a última, tá? E não acabou, tem essa outra. >> Acabei de falar com
uma estudante brasileira em Boston hoje à tarde. >> Primeiro que tá tendo uma uma um surto de e gripe violentíssimo no país. Você não ouve a notícia, você não vê a notícia. É realmente uma das maiores números de casos de gripe em anos que tá acontecendo agora no inverno americano. E o COVID não foi embora. O Covid tá lá, tá espalhando, tá aqui, tá na China, tá em todo lugar do mundo, ele ainda tá, >> né? E ele não ficou parado, ele tá mutando, ele tá. Mas onde você ouve Algum relato de medida de água
de esgoto para saber que é a primeira coisa que você deteta o começo da pandemia, né? Ah, é, você começa a analisar o resíduo para ver se tem vírus no no esgoto, né? Foi assim que a gente começou a medir o espalhamento da pandemia na, né? Nós nós tínhamos esse relatório todos os dias da do do Brasil, do fora do Brasil, pra gente ver o que tava acontecendo. Então, você tem todas essas crises convergindo ao mesmo tempo e ainda assim a gente não Consegue focar nelas. E é esse é o terceiro erro da do iluminismo,
que ninguém podia prever, né? Os caras não podiam prever que a gente ia levar essa esse determinismo biológico no limite, né? O que isso quer dizer? Que tudo na vida de um organismo é prédefinido, é matematicamente previsível e não é. >> Uhum. >> O cérebro humano não é, apesar que tem gente que fala isso, mas não é, tá? O que que acontece? No limite, nós estamos Perdendo o foco no que importa. Então, a gente perde tempo com um monte de outras coisas, né, satélites ou sem grande relatividade, porque nós fomos treinados pela internet, pela televisão,
pelo rádio, né? O Mford fala do do impacto da televisão na vida americana e é impressir, né? Ele morreu em 1990, então ele não viu o tudo que ele fala ali, você multiplica por 100, tá acontecendo agora. E a gente não tá percebendo que, Como o senhor falou, 1 trilhão e meio de capex investido em inteligência artificial não tem retorno. Não vai ter. A a Openai lucrou ou lucrou não, teve de entrada de dinheiro, né, de revenue 20 bilhões o ano passado. Ela perdeu 12 por um trimestre. Uhum. >> Ou seja, ela perdeu três, quatro
vezes mais do que ela conseguiu gerar. E isso não, uma hora, né, vai chegar >> bate no muro, né, como eles dizem lá, né? >> Existe alguma conta ainda que nesse curto período de tempo ainda vai ser muito benéfico alguns avanços que a gente vai ter com inteligência. Não estou falando dessa comercial que se coloca as pessoas. >> Óbvio. Quanto custa, por exemplo, para você descobrir um câncer com tempo, né, o diagnósticos, muita coisa vai avançar e vai potencialmente potencialmente avançar, certo? >> Isso chama estatística. >> Uhum. >> Todos nós que fomos pra escola aprendemos
a usar estatística. O que aconteceu nos últimos 20 anos e eu uso, eu uso esses métodos de inteligência desde os anos 90. >> Uhum. Porque, por exemplo, nós começamos a registrar 800, 900 neurônios simultaneamente, ninguém nunca tinha feito mais do que um. >> De repente você tem 20 TB de dado por tarde, né? Então, como é que você vai Analisar isso? Ué, nós começamos a a aplicar métodos de álgebra linear e de estatística eh multidimensional para analisar esses dados. É o que os caras usam, redes neurais artificiais. Eu fui treinado com isso, né? É, para
você ter uma ideia, >> muitas matrizes. >> É, eu fiz curso de álgebra linear na física aqui de São Paulo como ouvinte. Eu era aluno de pós-graduação da medicina, mas eu fui fazer curso de Álgebra linear e cometi o a insanidade de aprender a programar em prologue lisp >> e numa linguagem que era que ia revolucionar medicina chamada MAMPs. >> Eu passei um mês em Amsterdam aprendendo MUMPS, que o a Universidade Livre de Amsterdam tinha criado, publicou um paper na s dizendo que não ia ter mais doutor na emergência. Aham. >> Aí você ia pôr
os dados do cara no programa escrito em MAMPS e ia sair o papelzinho dizendo: "Vai para casa, Tio". Entra que você tá morrendo, né? Eu fui lá, fui passar um mês em 86, >> cara. >> Trabalhei com o o papa da tal linguagem, né? Sensacional, holandês maluco de tudo. E aprendi a linguagem, trouxe pro Brasil. Fui o primeiro brasileiro a aprender esse barato. Trouxe para cá, não durou um ano. Não, não, não foi para lugar nenhum lugar. Eu perdi um mês em Amsterdã, né? E era um troço complexo, Era uma linguagem, parecia C, mas >>
alguma coisa você ainda levou daquilo. >> Não, foi muito divertido, né? Mas enfim. Claro, o Big Data, Bigata ajuda medicina, ajuda economia, ajuda, né? A gente consegue usar estatística >> de um modo inteligente, mas nada disso é consciente, inteligente. Essas palavras foram sequestradas. Por isso que o livro que eu tô escrevendo agora chama Nina, nem inteligente, nem artificial, Porque não é inteligente, pode esquecer. E não é artificial porque para funcionar precisa ter milhões de pessoas treinando, marcando os dados, >> né? Gente, programador, tem nada, >> fazendo música, fazendo >> veja o cara que quadros, >>
você tem uma ideia, os heróis do século XX, eu vivi para ver isso. O o menino agora, Alexandre Wong, que é o CEO de inteligência artificial da Meta, >> é, >> vendeu a empresa dele pro querido Zuckerberg por 15 bilhões de dólares, ganhou um bi só ele. Que que ele fazia? >> O nome da empresa dele chamava SKAI. >> Que que ele fazia? era um feitor de escravos do século XX. Ele saia pelo mundo nos lugares mais miseráveis do mundo, campo de refugiado, eh, Somália, Kênia, aqui na floresta da Colômbia, na Venezuela, ela contratando gente
a 10 centavos por hora para marcar dados sem nenhuma garantia de emprego, sem Nenhum tipo de regulamentação trabalhista, sem nenhum tipo de nada. O cara literalmente explorou as pessoas mais miseráveis do mundo para marcar dados paraas grandes empresas. Então ele ganhava 200 milhões de dólares de um contrato de uma empresa X e pagava centavos. >> Uhum. >> Claro. Aí até eu ganho dinheiro, né? Até o pobre neurocientista consegue ganhar dinheiro. O que que é a recompensa dele? Hoje ele é o CEO da meta de inteligência artificial. Eles mandaram embora o o francês que é um
dos papas do Deep Learning, né? H, puseram moleque lá >> por uma questão mercadológica, talvez. >> Não, não, não é nem mercadológica. É porque o cara acha que esse cara é um gênio. A, a, a sensação que você ouve do anúncio, o menino é um drop out do todos eles são, né? Já notou? Todos eles não conseguem >> terminar o a graduação. >> Graduação, >> né? Bill Gates, Zuckerberg, esse cara. Eu não vou nem falar do Kid de mosca porque é sacanagem. [risadas] Nemesis. O >> Nemesis não éesis. é reconhecidamente é um idiota. Então eu
não tenho, né? E o e o Muffford prevê isso. É incrível. O cara fala no livro dele 50 anos atrás, os caras vão querer eh ir paraa Marte. Por quê? É um inconsciente tomando conta. >> Sim, temos que colonizar lá. >> Nós temos que colonizar o que a gente vê. É, é a mesma sensação de chegar no novo mundo e matar todos os índios para impor a religião católica, impor o modo de vida europeu. Nós temos que ir pro outro planeta, porque esse aqui nós já destruímos, entendeu? >> Mas com tanto pessimismo, eu acho que
o professor Cobori tava certo numa, tava errado num aspecto. Quem fez a coisa certa ultimamente foi a Argentina, pegou empréstimo, porque se a gente tá colapsando, [risadas] foi a coisa mais sábia. Não, não pegou empréstimo não. O, na realidade os Estados Unidos >> deu, >> deu na realidade deu, emprestou, a Argentina vai pagar e entregou o país pro Estados Unidos. No final das contas, quando o negócio fechar, o Estados Unidos ganhou a Argentina sem gastar dinheiro. É isso, é isso que vai, vai Acontecer. E aí tem uma coisa, não sei se é pelo fim dos
tempos, né, ou da crise, eh, que vai se estabelecendo. Antes a gente tinha algo que era mais velado nas narrativas. Então, sempre se tinha um artifício de colocar uma questão de democracia, de emancipação de um povo ou para justificar os atos, sejam dos países ou não. >> A guerra chamava Guerra Fria, que era Uma coisa guerra, a guerra, exatamente, guerra fria ou guerras por procuração, né? A França é boa nisso, né? Eles são hábeis, né? Por guerras de procuração. >> E agora mudou um pouco esse jogo, né? No caso, Trump, ele fala: "Não, vou fazer
isso". E vai lá e faz. >> Quero comprar Glândia. Então, e agora essa é a bola da vez e tá gerando mais tensão e agora tá mexendo com antigos aliados, onde você rompe alianças eh que para mim eram tão sólidas e é tão é um Pouco mais fugaz pelo visto. >> Você viu o primeiro mês do Canadá? >> Nunca agora >> falando em Davos. >> Sim. E aí >> ontem, anteontem. >> Comenta, professor. >> Professor, o menino ministro do Canadá foi lá, você acha que você deve ter visto, né? Foi lá e falou: "Filho, isso
nunca existiu". >> Uhum. >> Era só uma miragem. A gente achou que era bacana e pôs na vitrine, pôis na porta da loja. [risadas] Existe lei internacional. >> Meu pai foi juiz aqui do Tribunal de Justiça. Meu pai falava para mim: "Meu filho, o poder judiciário é uma abstração mental do ser humano que é a última esperança civilizatória da espécie. Ele era juiz, né? Regras parede, né?" É. Não, meu pai chegou para Mim assim, virou juiz de Ubat. Imagine o filho do juiz. >> O cara vira juiz de Ubatuba. >> Foi legal, hein? Chego em
Ubatuba, a primeira coisa que meu pai fala, se você for pego num num filme para mais de, eu tinha 16 anos, para mais de proibido para menores de 18 anos, eu prendo você, eu solto a vará de prisão. [risadas] Eu nunca entrei no cinema proibido de 18 anos. Todos os meus amigos iam, né, todos meus colegas de turma, né, porque Filho de juiz, né? Pois bem, o cara pôs lá e falou assim: "O primeiro ministro do Canadá, ah, é o, talvez o país mais próximo dos Estados Unidos, né, junto com a Inglaterra, é quase cordão
bilical ali." O cara falou: "Nunca existiu a lei internacional, >> é o mais forte que sempre dita o que é a lei". >> É >> 1000. Isso é uma eatombe você ouvir um cara do Canadá falar um negócio desse, Né? Para onde foi o ouro? Em três dias, o ouro subiu quase 10% em três dias. O que que é isso? E eu lembro, eu lembro, eu sempre lembro esse negócio do, do Stalin quando questionado, né, a influência do Vaticano na, nos assuntos globais, ele falou assim: "Quantas divisões tem o Papa?" >> A menos que a
ONU tenha divisões, né, para fazer valer as suas decisões, o mundo é robesiano, vai mandar o mais forte. >> O que os Estados Unidos fez no pós do pós-guerra até até hoje foi enquanto o direito internacional lhe interessava e sempre pros outros, ele nunca respeitou, Estados Unidos, nunca respeitou, >> sempre valeu pros outros. Só que agora nessa tensão que chegou com a China geopolítica e ele tá dando esse passo para trás do da doutrina Mor. Vou isolar aqui o continente americano. Na realidade eu sempre brinco, né? S tem ter acesso, é bloquear o acesso da
China, né? Claro, >> a China já é o maior parceiro comercial, é nosso aqui. Eh, e aí você falou das narrativas, eu lembro o próprio Simman foi numa entrevista e ele falou que no limite, né, questionado que esse negócio não ia dar certo, falou no limite o estado americano é um emprestador de última instância. Então ele já tá dizendo a conta vai ficar pro contribuinte >> pro Texpayer, cara que paga, por Contribuinte. E o Peter da Palantir. >> Nossa, esse é o esse é o demônio, esse é o demônioado. Você sabe que a empresa dele
hoje eh em múltiplos vale mais de quase 120 vezes a receita. Não é nem não é nem o caixa operacional, é a receita. Ex. >> Acho que é o maior múltiplo, né, da bolsa. É >> o maior múltiplo que tem. E sabe que ele tava em ele a Rússia de bélica, né? Industria bélica. >> É, ele é o maior fornecedor de de tecnologia pro complexo militar industrial americano, né? É, e ele eh não sei se o professor sabe disso, eh nesse ataque que eles fizeram no complexo nuclear lá na Rússia e tentando pegar o o
Putin, >> você sabe que a Rússia já entregou pro pro >> Trump, >> pro Trump, pros americanos, eh que eles pegaram o negócio, pegou o chip que tava Embarcado nesses drones nos mísseis. Eh, e a Rússia sabe que a tecnologia é da Palantir, porque pros mísseis não serem rastread, não ser interceptado, eles não podiam estar ligado com GPS, com nada. Ele, toda a informação tinha que estar embarcada no míssil. >> Nossa. >> E nesse chip que foi desenvolvido pela Palantir, eh, antes de disparar o míssil, eles embarca toda a informação ali atualizada de >> Uhum.
>> geografia, de relevo, de tudo, como se fosse ali. E ele tem uma inteligência artificial nele que faz o M chegar lá onde chegou. Só que quando os russos conseguiram resgatar isso e estudaram o chipe, eles falaram: "Esse chip aqui foi produzido pela Palantir". E entregaram para os americanos como um recado assim, ó: "Eu sei que foi você". >> Você viu? Você viu que o Peter foi lá em Stanford dar um curso de quatro aulas Sobre a volta do anticristo? >> Aí o o Peter que é o Venture Capitalist que financiou, que é o PayPal
Mafia, né? junto com o com o Kid Mosca e com o >> o David, eu sempre esqueço o sobrenome desse cara, que hoje é o Tizar da Inteligal da Casa Branca, tá? É o terceiro cara da África do Sul. >> O Peter tio criou um curso que ele deu já em vários lugares, várias universidades americanas chamada A volta, quatro aulas da volta do a Chegada do anticristo ou a a vinda do anticristo. Aí um aluno do Stanford fez uma postagem curiosa, ele tá falando da chegada dele, né? [risadas] Porque >> eu cheguei, né? É, chegue
aí, povo. Porque quando você põe esse cara, o Curtis Arvin, é o filósofo que e criou toda o embasamento filosófico desse desses caras, né? >> Esse cara propõe a criação, a extinção da dos das nações, da democracia, meio do Nostradamos. >> É, não, o Cting Harvis é o, digamos, é o Aristóteles desse cara, tá? Desses caras todos. Peter Elon Musk. >> E o que que ele propõe? a criação de uma monarquia tecnocrática global. Sim, é, >> OK. O cara, ele, ele tem livros, ele o New York Times fez uma reportagem com ele de duas páginas,
eu nunca nunca vi nada igual, né? Dando voz para um lunático sociopata completo, né? [risadas] >> E mas não, mas esses caras levam esse Troço a sério. Eles, por isso que eles têm os bunkers, por isso que eles têm essa visão de ir pra Marte, colonizar. Marte, meu. Quem pegue uma, dê um Google, >> vê o que é Marte. O que seria viver em Marte? Primeiro que você não volta. Se você for, pode esquecer, porque depois de ficar primeiro que a viagem, só a quantidade de radiação cósmica que você vai receber, ninguém sabe se você
chega vivo. Se e se voltar, não volta humano >> e não volta não. Não volta porque você não aguenta a gravidade na do do da terra. Você não vai conseguir viver aqui de novo, tá bom? Enfim, tudo isso, todos esses caras criaram, a gente fala isso, as pessoas pensam que é loucura, mas é quase que uma cabal, é uma cabal tecnocrática, tá? E e o que que eles propõem? O ser humano como eu, você, nós somos todos dispensáveis. Nós nós, né, se o se a terra for pro vinagre, tudo bem, 6 bilhões de pessoas ou
sete sete Desaparecerem. Não, não faz diferença, porque a Cabal vai sobreviver. Uhum. >> Eles vão para Marte, eles vão viver na naquele filmeion, né? Vão viver. Aquele filme foi financiado com essa filosofia de viver na atmosfera a elite, né? As pessoas morrendo na superfície da terra, mas a elite tá lá em cima. >> Então Wagner Moura aqui no inclusive é o Wagner Moura trabalha esse filme. >> Ele trabalha, eu não sabia não. Ele é a ele é o rebelde que vai rebelde fica no Lixão, né? Catando sucata, consertando. Eu não me lembrava disso, mas enfim.
>> Que é o que cai, né? Então, o drama desse tudo é que como a tecnologia é extremamente sedutora, como né, eu tenho falado isso há muitos anos, a conveniência mata a agência, ou seja, o fato de você poder pedir uma comida no seu telefone e não precisar sair para ir caçar ou ir no restaurante ou ter que dirigir, você vai se acostumando porque é tão conveniente, é tão Aí você esquece Que você não tá andando mais, você tá sentado no seu sofá ou na sua cadeira o dia inteiro e isso te mata porque esse
Esse cérebro aqui é o cérebro do paleolítico, tá? Ele foi formado no período paleolítico. Ele precisa que você ande. O movimento corpóreo é o fator mais um dos fatores mais fundamentais pra manutenção da saúde mental e o funcionamento do cérebro durante um grande período de tempo, tá? Porque nós somos, nós Evoluímos para correr 25 km durante o dia, acordar de manhã, ir procurar comida, >> escapar do tigre de dente sábio os corintianos da pré-história, então, né? [risadas] Você tinha aqui, desculpa, tô brincando. >> E isso tá sendo abandonado. Então, qual é a grande crise americana
de saúde pública? Obesidade, de longe. >> Ah, mas já acharam já uma uma injeçãozinha, né? >> Veja os efeitos colaterais. É, espera os efeitos colaterais. Vamos ver daqui a 5 anos o que vai aparecer na brincadeira, porque a biologia não funciona assim. >> Uhum. >> Aliás, o mundo não funciona assim. Você não mexe numa variável e conerta um sistema complexo, entendeu? Não é assim. Por isso que eu me bato com o reducionismo, né, do da da ciência. >> Nós acreditávamos que o sucesso da Física de achar o átomo, achar partículas elementais podia ser reproduzido na
biologia. Então os físicos vieram para nós. Aí eu vi isso durante 30 anos. Meu, desculpa, vocês são do segundo time. Chegaram os físicos na neurociência, isso aconteceu nos anos 90. É, chegaram os físicos, né, falam: "Nós vamos explicar. 10 anos depois você encontra o cara, né, olheira, todo acombranhado e fala: "E aí como é >> a biologia tá?" >> Explicou. Falou: "Não, vou voltar pra astrofísica". A biologia é muito complicada, entendeu? E é a pura verdade. >> É, >> é a pura verdade. Todos os caras que acharam que iam pular para neurociência vindo da física
e explicar como funciona o barato aqui, quebrar a cara, pelo menos que eu conheça. >> Ondas teta, >> não, as ondas tetas. Isso é o professor Berger sabia disso em 1922. Dr. Nicolas, queria até eh usar todo o seu conhecimento de neurociência e de inteligência artificial aí que o senhor tem acompanhado bastante, assim como eu também é muito crítico. >> Eh, e até analisar porque que a gente tá nessa situação hoje, né? E e eu sempre busco essa explicação de de como, principalmente a extrema direita, com esse reducionismo no discurso e e utilizando das bigtecs,
dos Algoritmistas, consegue capturar a maior parte, não só no Brasil, no mundo, na população para esse discurso, né, que no limite é o a gente sabe é o capitalismo tá dobrando a aposta, né, junto com a tecnologia. >> Sim. >> E e aí eu me lembrei um livro que eu gosto bastante do Daniel Canan que chama Rápido e Devagar, duas formas de pensar. acabei de ler ele de novo. E >> eu li esse livro três vezes. Tão tão bom Que eu acho esse livro. Esse é um caracional. Eh, obviamente na na obra dele, não só
nessa, mas no próprio Nobel que ele ganhou, né, com a teoria da da perspectiva, eh, ele fala do sistema um e sistema dois, que é a intuição. E >> que a nós ao longo do tempo a gente aprendeu a economizar energia, por isso que a gente desenvolveu mais o sistema um para tomar decisões mais rápidas e incentivas, sem ter que gastar energia utilizando o sistema dois para pensar e E avaliar melhor os critérios, né? Eh, isso me faz lembrar, talvez porque a gente tá aqui e essa comodidade, como o senhor falou, nós somos dinossauros, a
gente ainda gosta de ler livro, mas as pessoas hoje entram na inteligência artificial e pegam um resumo em uma página de um livro de 500, né? E essa comodidade, essa conveniência tira a nossa capacidade de agência de fazer o nosso cérebro funcionar. Eh, se eles não estão sabendo explorar Justamente esse sistema um do ser humano, de cada vez ser mais cômodo e você não gastar energia, isso também tem esse reflexo, você falou, da obesidade. A pessoa para de gastar energia para pensar, principalmente porque o cérebro consome muita energia, não? 20% de toda a energia produzida
do corpo humano vai pro cérebro. E o cérebro ele é >> cruel na no budget energético dele. Se você começa a deixar de usar um atributo cognitivo, ele fala: "OK, você não tá Mais fazendo memória espacial, vou cortar a energia daquela parte do cérebro que faz isso." >> Então ninguém ainda mais lembra do número de telefone, né? >> Na realidade vai reduzindo a capacidade de sinapse. Nossa, hoje aconteceu no carro aqui comigo vindo para cá waze, né? Todo mundo usa o Waze. Só que nós passamos 300.000 anos enquanto espécie, né? 200.000 anos >> usando >>
marcadores espaciais, a árvore, o leão que mata ali o albutre naquele canto, o rio que cruza aqui para criar um mapa espacial que a gente chama extra pessoal, né? Eu tenho o o espaço peripessoal. >> Uhum. >> E tem o espaço maior, né? mais amplif e a gente aprendeu a navegar e tem uma área do cérebro chamada hipocampo que é fundamental para fazer esses mapas espaciais. Então você tá dirigindo Antigamente dirigir o seu carro aqui em Moema, eu cresci aqui do lado. Não, tem que virar na padaria >> para ir até a escola, né? Tem
o, né? >> A igreja na sociedade, a >> igreja na na sociedade de moema, né? >> Enfim, o que tá acontecendo quando você começa a usar um um épico tipo? É outro sistema. eh neurológico que tá sendo ativado. Você tem visual, você não tem mais nenhum marcador, né? Só que agora Frequentemente aqui em São Paulo, você deve ter notado, o ex funciona porque tá nublado, o GPS deu algum problema, deu alguma tempestade ou o prefeito de São Paulo decidiu, né, fazer mais uma barbaridade. O ex tá funcionando, as pessoas não sabem mais se virar. Outro
dia, >> outro dia eu tava saindo do Pacaembu para ir pro pra Fiesp na Vina Paulista, né? O menino super gentil, fiquei com baita dó dele. Ele falou: "Olha, eu não Sou daqui, como é que eu chego lá?" Eu falei: "É 2 km, sobe a Paquembu, vira a esquerda. >> Você tá na vida paulista?" >> Não, tô falando, era menos de 2 km. >> Tá? Então, o que que tá acontecendo? Essa, o cérebro ele é um camaleão. >> Se você começar a imagina o cérebro como sendo um cubo que você daqueles joguinhos de criança que
você tem que pôr num buraco que é redondo. >> Uhum. >> Não entra, né? Mas o que a criança faz? A criança fica batendo, se você tirar as arestas do cubo, do é do cubo, eventualmente entra. >> É o que o cérebro faz. O cérebro chega e fala: "OK, você vai tá imerso na lógica digital, eu vou me comportar como um sistema digital. Eu vou começar a destruir tudo aquilo que existe entre zero e um." Então, empatia, solidariedade, né? Altruísmo, tudo isso não é Computável em zero em um. Não tem como você reduzir isso a
uma lógica binária. Então o cérebro começa por quê? Porque ele não tá otimizado para funcionar de acordo com o que existe aqui fora. >> Uhum. >> Ele tá otimizado para aumentar a nossa chance de sobreviver. Se a lógica digital tá me dando todas as recompensas e tá me fazendo sobreviver melhor do que o cara do meu lado, o meu cérebro vai virar um sistema digital. É Artificial. Ele ele comprime a sua capacidade cognitiva e ele, né? deixa de fazer o que ele fazia. E o É muito interessante você trouxe esse aspecto porque eu adoro o
Keneman pelo ser humano que ele foi, >> né? Você vê no livro dele, ele cita os colaboradores, >> ele fala bem dos dos caras que competem com ele. >> É uma coisa raríssima no mundo acadêmico, tá? O o grande amigo dele, o Grande parceiro dele que teria ganho o prêmio Nobel com ele, morreu antes dele ganhar o prêmio Nobel, né? Exato. Ele cita o cara no livro inteiro, cita, >> ele fala: "Essa ideia não é minha, essa ideia é do cara, se ele não tivesse me corrido, eu nunca vi isso." Então, quando eu tava lendo
o livro recentemente de novo, né? Eu fiquei emocionado de ver a humanidade do cara. >> Sim. É um psicólogo que ganhou o nome da Economia. >> Imagina os caras da economia tendo um psicólogo ganhando o prêmio Nobel da economia. Foi um, foi um AUE. Eu, eu me lembro de quando aconteceu, porque a Duke tem uma escola de ineconomia muito famosa, né? E os meus amigos da escola de economia vieram para mim e falaram: "Não, não é possível. Vocês estão invadindo a nossa área". Eu falei: "Não, a psicologia lá, aquele prédio aqui é neurociência, viu?" Né?
Só que tem um problema na análise dele. O problema da análise dele tem duas coisas. E tem gente que falou isso ao longo e ele reconheceu e debateu isso publicamente, inclusive. Primeiro que ele usou só alunos, a maioria dos estudos são alunos do college antes dos 30 anos. E o lobo pré-frontal não tá finalizado antes dos 30 anos. É só entre 30 e 40 anos que o nossos, um dos centros importantes de tomada de decisão amadurece isso, entendeu? E ele usou Dinheiro como recompensa na maioria dos estudos. Então, tem vários estudos que mostram que quando
você pega pessoas mais velhas e você não usa só uma questão monetária como recompensa, você usa coisas analógicas, vai, você vai poder ver a foto da sua namorada ou da sua mãe ou você vai ouvir a voz do seu pai que já faleceu como recompensa, né? Alguma coisa assim edônica, mas não abstrata. alguns dos resultados mudam E então isso é muito curioso porque ele mostrou claramente que o inconsciente tem um papel muito importante na tomada de decisão. Isso é >> você vê isso com atletas de alta performance, né? Jogadores que tm que tomar uma decisão
em milissegundos, né? Se chuta para cá ou chuta para lá. >> E ele criou toda uma linha de pesquisa, né? ele merece o prêmio Nobel de longe. Só que tem caviates, tem peculiaridades que a gente não pode eh, por exemplo, Bombeiros, quando um bombeiro experimenta, isso aí é um estudo feito com um número muito grande de chefes de divisões de bombeiros nos Estados Unidos, qual a primeira coisa que um cara tem que tomar a decisão quando ele chega no incêndio de grandes proporções? É que se a equipe dele não vai morrer entrando num espaço, se
o teto não vai cair, se o chão não vai ceder. E eu tô esquecendo o nome do primeiro Autor, é Gary, alguma coisa já vou lembrar. O que ele mostrou que a decisão é totalmente intuitiva, >> mas não é uma decisão inconsciente. O cara pega três ou quatro variáveis, eh, se a fumaça tá indo desse jeito, se o teto tá baulado, ele pisa no chão e sente-se o chão, né? Você tem uma série de informações que ele já processou, >> ele já tem um modelo, ele tem um modelo de incêndio, vamos dizer assim, perdão, modelo
de incêndio na mente dele, mas Não é um modelo inconsciente, não é não é uma, como o Canaman sugeria, uma heística com regras muito bem definidas, não. É um troço >> de que você precisa ter visto muito incêndio >> para saber como que é. Por isso que lá ele inclusive conta que em certos estados americanos você não pode virar chefe de do corpo de bombeiro sem ter tido sei lá quantas horas no campo vendo incêndios. >> Vamos chamar assim esta intuição, ela também pode estar metilada nos nossos genes? >> Bom, tem tem epigenéticos, fatores epigenéticos
que alteram a expressão genética, que é outra grande briga, né? que são fatores ambientais que mudam que genes vão ser expressos, em que momento e quem vai trabalhar junto com quem. Isso é uma área gigantesca da, >> ou seja, o meu subconsciente é talvez pode ser >> bom, o sistema nervoso central tá ligado com tudo, >> o sistema imunológico, sistema endócrino. >> Ah, o pessoal chegava para mim e falava: "É, não, mas tem um sistema nervoso no tubo digestivo". Falei: "Tá completamente conectado com isto aqui." >> Ah, então, né? O o Caniman faz essa piada,
acho que no meio do livro, né? >> Sim. >> Eh, quem consegue pensar direito com dor De barriga? >> Aham. >> Para tentar dizer que o corpo faz parte do cérebro, né? Ou eu gosto de chamar a pele >> do terno do cérebro, porque é a forma do cérebro entrar em contato com o mundo, tocar o mundo, né? Então, toda a sua pele tá enervada. Onde você vai dizer que é é pele e é cérebro? É quase impossível. Mas, eu ten, eu tenho a curiosidade, eu citei já o Antônio Damasi e eu já ouvi o
senhor falando muito que essa bobeira que eles ficam falando vai criar um cérebro digital impossível porque o cérebro tá ligado e o senhor acabou de citar, né, com todo >> a lá no livro do Damázio, eu não sei se se o senhor concorda quando esse livro que chama A estranha ordem das coisas, que ele fala que >> é a emoção que cria a razão. E aí a gente cai nessa justamente no que o senhor tá falando sobre o ser humano, Né? Eh, as emoções, como senhor falou, empatia, compaixão, isso vai acabar em algum momento criando
uma outra razão que você não tinha, um racional que você não tinha. Eh, o senhor concorda com essa com essa visão que o Damáio tem da >> Não, eu tenho a eu tenho eu conheço ele inscriçõ >> não, eu provavelmente vou me encontrar com ele aqui em maio num evento aqui que convidaram ele e eu para ser Interessante porque eu tenho certa divergência com ele porque ele é ele tem uma visão localizacionista do cérebro, então tem uma área que faz isso, uma área que faz e a minha carreira inteira foi para desprovar isso, desprovar, >>
foi mostrar que o cérebro computa como um todo. Igual as papilas gustativas também foi derrubado. Isso, né? >> É. Não, bom, é isso. É outro. Era um exemplo do localizacionismo, né? Que vem da frenologia. >> Ah, >> a herança da Durante os anos 90, quando a MRI ficou disponível para pesquisa, não só para estudos clínicos, né, mas em pesquisa, tinha o Centro do Amor, o Centro do Futebol, o Centro da Paixão doidivana. >> Agora tá tudo no pé. Isso aí foi tudo no pé. Agora no pé. Não, isso os chineses já faziam há 6000 anos.
Verdade. >> Enfim, tudo isso foi desprovado porque o que aconteceu é que os caras punham o Thrash para pôr no paper. >> Aham. >> A o a ativação cerebral, tá? Você você põe a foto da Brigit Bardau. >> Sim. >> E aí vê a ativação cerebral, os caras só olhavam no 99% do sinal. Então vinha uma bolinha pequenininha lá no hipotálamo, sei lá onde, no tex límbico. Só que amigos meus começaram a falar: "Não, mas não faz menor sentido, porque nós só vamos olhar no 1% mais alto, vamos olhar No 75%. Meu, era o cérebro
inteiro. >> Aham. >> O cérebro inteiro ou quase o cérebro inteiro para várias coisas. Então isso daí começou. Mas o que eu esqueci de falar que essa visão que é um ponto que vocês dois colocaram, por que o pessoal quer reduzir tudo ao determinismo? >> Uhum. >> Por quê? Porque aí não é nem não é nem mais uma visão científica. Se você disser que nós não temos livre arbítrio, Cada um de nós não tem livre arbítrio, que o livre arbítrio é uma ilusão, que todos nós temos um sistema determinístico, todos nós somos máquinas. Uhum. >>
Sim. >> A automação é natural. Uma máquina no futuro vai ser capaz de nos substituir de verdade. Essa é a filosofia por trás. E mais do que isso, se nós somos determinísticos, ou seja, eu eu tô aqui falando com você nesse Instante, mas tudo aqui já tava >> Uhum. pré-planejada no meu cébo antes de eu entrar aqui. E eu nem tenho consciência disso. Eu não tenho nenhuma liberdade de de estar decidindo a sequência de palavras que eu tô dando para você aqui nesse momento. Nós somos controláveis. >> Sim. >> Então isso tudo faz parte de
uma visão de que o ser humano é automatizável. Daí que vem a alucinação de que ou nós Vamos fazer download do cérebro e meio digital, né, como o Kid Mosca fala, ou que nós vamos aprender russo que nem no Matrix, pondo um barato aqui e você sai falando russo em duas. É, mas entre o um dos entre esses dois, professora, que o que me preocupa que a gente tá até discutindo aqui um pouco de tecnologias reais que já robotizam o ser humano. >> Então, por exemplo, eu posso hoje ser um >> que é uma que
é uma vaga inclusive muito mais bem remunerada que qualquer outra Vaga. Eu posso ser um especialista em arrumar eh elevador sem nenhuma pré prévia >> experiência. Sim. como um Uber. Eu coloco um óculos. O óculos ele entende onde eu estou e eu sou só braços ali operando uma uma manutenção. Você vê, vocês devem ter visto na internet várias modelos de robô dançando, roubando, robô dando. >> Bom, eu conheço boa parte Boston Dynamics. Eu conheço o CEO há sei lá quantos anos, 30 anos. Fui lá já vai algumas vezes. >> Eu quero conhecer o professor. Depois
essa coisa. Eles são os melhores. São os melhores que eu conheço. Só que boa parte das demonstrações, não atuais, eu não sei, mas até antes da pandemia era tudo teleoperação. Tinha um cara atrás lá com pouco, >> ou ele tava se mexendo e o barato, né, >> ou ele tava lá controlando. Eles não são Autônomos, não eram. Atualmente eu não sei porque eu não vi, eu conversei com ele o ano passado, mas sobre outros assuntos. O robô da Sony, que foi o primeiro robô a chocar o mundo, né? >> Aham. Para eles pôrem o robô
para caminhar no chão, cada centímetro quadrado do chão era mapeado. >> Nossa, >> se tivesse um bump no chão, o robô da Sonic caía. Por isso que quando eu disse que em 2014, quando a gente fez o nosso exo aqui na abertura da Copa com o cara, os caras paraplégicos conseguindo voltar a andar e fazer o que fazia, os caras, não, mas não é o robô da Sony. Eu falei, o robô da Sony cairia no campo do Corinthians porque a grama não era plana, todas os filetes de grama com a mesma altura, não. Tanto é
que nós tivemos que pôr uma placa no chão, porque como tinha chovido, o chão tava Afundando. Então nós tínhamos que criar um peso, né, para não correr o risco do de ter algum acidente, né, pra pessoa poder caminhar e chutar a bola, >> não. E vejam que a gente ainda tá vivendo uma era da robotização. Aliás, a gente falou muito por uns anos, ficou muito famoso a indústria 4.0. >> Isso. >> E quando a gente olha a realidade, muito da indústria 4.0 nem conseguiu chegar e automatizar. >> Mas quem foi o país que mais investiu
nisso? >> Os Estados Unidos. Não, a China. >> Não, não. Japão. >> Na indústria 4.0. >> Na indústria robótica. a robótica da indústria 4.0. O que tá acontecendo IoT, né? Hoje de manhã os títulos da dívida japonesa bateram o recorde histórico. Sim, >> né? E os juros que eles pagavam era 0,1, tá quase 5%. >> Ou seja, quem comprou y >> para comprar ação nos Estados Unidos a a um juro zero, de repente vai ter que pagar 5% em bilhões >> de dólares que foram emprestados, né? É uma bomba. Is >> é uma bomba, >>
não é? comenta, professor. >> É porque na realidade desde desde o acordo de Plazma em 85, na realidade desde Breton Woods, o Japão passou a ser um um centro fornecedor de Liquidez pro que a gente chama de sistema euro-dólar. >> É >> porque é o mercado interbancário mundial foi criado no pós-guerra, né? >> Então o mercado interbancário mundial cria moeda. Então a gente, o Fed não tem ação sobre isso. A única ação que o Fed tem é na política eh dos Fed funds, do da taxa de juros. Então, do pós-guerra para cá, no período Beratul
não tinha problema, que não tinha muito capital Especulativo, mas você imagina só para ser didático com a audiência, né? Você o Japão teve um super porque os Estados Unidos, a maneira dele colocar dólar no mercado é ter no déficit comercial. Acho que eu já comentei com vocês que essas loucura do Donald Trump não faz muito sentido, né? Tem muita coisa ali que não faz muito sentido, mas no pós-guerra, os Estados Unidos precisou ter déficit comercial para primeiro reconstruir o mundo pelo acordo de Breton Woods >> e os países tinham superait. Então, sei lá, o Japão
exportou 300 bilhões paraos Estados Unidos e os Estados Unidos exportou 100 pro Japão. Tem um superav 200. Aqueles 200 bilhões de dólares foram depositados no mercado interbancário internacional e começou em Londres, mas depois rapidamente migrou pro Japão. E o que que o sistema bancário faz com dinheiro? cria mais moeda, né? Então, empresta para uma corporação na Holanda, financia uma Outra empresa na Alemanha. Então, é assim como o nosso mercado interbancário que cria dinheiro, o mercado interbancário mundial cria dinheiro, >> opera o serviço de dinheiro. >> Então, todo esse sistema euro-dólar hoje circula mais dólar fora
dos Estados Unidos que dentro dos Estados Unidos. >> E essa é uma das explicações que trilhões que foram despejados na crise subrime não não criou inflação nos Estados Unidos, porque a maior parte Desse dinheiro foi via déficit comercial pro resto do mundo, né? e o próprio capitalismo financeiro foi explorar as outras economias. Eh, e esse excesso de dólar, primeiro é cria um mercado gigantesco pros Estados Unidos continuar emitindo dívida e botando nesse mercado e cria oportunidades derivativas de fazer várias operações e uma delas muito conhecida é o Carry Trade, presta a 0% no Japão e
vista a 4% nos Estados Unidos, que é considerado ativo livre de Risco no mundo. Então essa operação de ganhar esse spread, ela se sprayou, não só o carry trade, que depois gerou uma uma alavancagem para se criar outras que tem outras operações chamam de bas trade, arbitragem de mercado futuro, todo >> e os caras compraram ação, né? E os caras comprando ação, carporações americanas de cor, o que ajuda, o que ajuda a infliar a enfrar essa série de significas, Por isso >> não. Mas imagina, você vai lá e e empresta dinheiro a 0,1%. >> Hum.
>> Aí você investe, sei lá, na Open AI ou em alguma dessas empresas. Só que agora o seu empréstimo de 50 B, o Soft Bank vai, >> você tem que pagar 5%. Era 01%. Tanto que Soft Bank acho que ano, mês passado, retrasado, ele ele começou a se desalavancar, saindo, >> ele começou a vender, né, as ações dele, porque eles começaram a não ter cash flow, soft bank, né, para eles não terem cash flow. Mas >> então o que que tá acontecendo hoje de madrugada, provavelmente de de hoje para amanhã, >> primeiro que o ouro
explodiu, né? Então o mundo tá indo pro ouro. >> As bolsas viraram 24 horas nos Estados Unidos agora, né? >> Não, o ouro você fecha às 5 da tarde, às 6 da tarde já tá em um mercado noturno de ouro. >> Você pode seguir 24 horas. por dia. É, mas o que tá acontecendo? Amanhã os caras vão acordar com 50 bit de dívida, né? Tem um, eu não, não, claro que eu sou amador, mas o os caras vão ter um margin call, né? Porque você comprou um monte de ação com empréstimo, você não tinha, >>
vai ter vai ter que ligar pro Global FGC. >> Essa bomba que o Não tá falando é que quando você começar a desmontar essas operações de base trade, aí você vai criar um >> um buraco, né? buraco no resto do mundo. >> Então, mas é uma crise que >> porque o que que o Japão vai fazer? O Japão vai ter que trazer o dinheiro dele para de volta pro Japão, >> tem que repatriar. >> É porque agora a dívida japonesa, 10 trilhões de dólares, você pagava 0 1% Para fazer o serviço anual da dívida, agora
você paga 5%. Da onde o governo japonês vai tirar dinheiro para para fazer o serviço da dívida? É a terceira economia, eu acho, ainda, né? A terceira economia do mundo. >> Terceira, >> né? Então, e e da onde? Mas da aí que a beleza da neurociência. Neurociência eu eu vivi para ver isso, tá? São 42 anos de carreira. A neurociência saiu da medicina. A neurociência não é mais uma disciplina só da medicina. o David Kenneman, o Daniel Kenneman e outros pesquisadores levaram a neurociência para todas as indústrias de ponta do mundo.Umum. >> Se você for
na meta hoje, eu eu tenho um aluno de doutorado que trabalhou no laboratório de eh metaverso. >> Metaverso, >> foi um dos top executivos do laboratório de metaverso. Acabou, ele foi embora agora. Mas >> por quê? Porque os caras há anos já perceberam que se você tem uma narrativa e você consegue manipular como as pessoas respondem essa narrativa através da ciência. Marketing. >> Marketing. >> Mas é um é um neuromarketing. >> É, é uma área. É uma área. >> A escola de business. Então, a escola de business da Duke criou uma disciplina, a UPen, várias
outras universidades começaram a aparecer. Eu tenho um grande Amigo meu que é >> trabalhou com no meu departamento durante 10 anos, que hoje é um dos papas do da do neuromarketing na UPEN, na escola da Warton Business School do Trump, onde o Trump, eu não sei como ele graduou, mas ele graduou, >> né? Eu >> ele negociou com os professores, ele é o rei da negociação. >> O mais divertido na opena é quando você vai lá os caras falam: >> "Eu não me preocupa com o Trump. Eu queria saber quem foi o professor do Trump,
[risadas] quem deixou ele passar de ano, né? Mas enfim, a neurociência ela escapou, né? A indústria aeroespacial tá tá usando métodos de neurociência para estudar o comportamento não só do piloto piloto chefe lá, mas do cockpit inteiro num a nave espacial, na estação orbital. Os há o quê? Trs anos atrás eles fizeram O primeiro experimento de interface cérmina, área que eu criei na estação orbital chinesa. Os caras testaram o que acontece no seu eletroencefalogramas quando você tá em órbita. >> Aham. >> Sem gravidade. O campo magnético da Terra está no limite, né? >> Qual que
é o limite da do que deveria ser o útil pra evolução do ser humano? Vamos lá. Se a gente pudesse ter hoje um uma convenção para escolher coisas que Vão ser medidas consequências para todos os lados. Existe um cenário catastrófico onde todos os dados que vão ter sobre nós vão nos prejudicar e vão nos eh deixar ainda mais presos nessa matrix que vivemos, certo? Porque a gente vai ter que depender de cada vez mais eh habitações que não temos. está cada vez mais se consolidando na mão de fundos. Existe um monte de benefícios que a
gente teria, por exemplo, de ter os Dados sobre nossa biometria com anéis que agora a própria Samsung tem ou outras coisas tem. Existe milhões de benefícios de eu ter recursos e informações que vão estar na lente do meu ou da minha lente mesmo do olho, >> implante de na retina, >> nem implante, mas ou no meu óculos, que hoje já tem a, né, aparece ali a receita. >> Tem, tem. E cada vez mais vão ter como fugir, Porque se eu for usar isso, as empresas vão ter as informações do carro que eu mais olhei na
rua durante o dia, do da parte do livro que me chamou atenção. >> O celular já escuta o que a gente fala, >> já. Mas pensa isso integrado a você. >> Aham. >> Qual que é o limite de chegar numa equação tanto da das informações que o mundo tem, quanto de finanças para que a gente prospere como ser humano? Porque Existe um uma curva ótima em tudo que a gente faz na vida, certo? O financiamento é importante numa curva ótima, a o crédito é importante numa curva ótima, o salário, então tudo tem uma equação. Como
que eu meço e tento ser justo com a humanidade? O que que é produtivo e improdutivo nesse meio do caminho? Eu acho assim, somente ante esse plano, eu acho que no final das contas, quando a gente pensa demais, o capitalismo é o grande problema no meu Ponto de vista, é, o capitalismo é um grande problema. A China tá provando isso. O sistema financeiro e na China é quase que 100% estatal, tá na mão do Estado. Quando você falou o crédito é importante, o financiamento é importante, é, mas a qual taxa >> em qual lógica também,
né? Financiar, se ela é uma taxa, exato. Qual projeto? E ela é uma taxa acima do potencial de crescimento da economia. Ela é uma taxa que tá acumulando riqueza para alguém, Pros capitalistas, né? Então, voltando para Breto por que foi uma era de ouro ali que foi saiu da cabeça do Kennes foi 30 anos de de era de ouro do capitalismo, de geração de bem-estar social, de todo, porque o Kenes de alguma forma tentando até salvar o capitalismo, ele criou uma série de barreiras para que a gente não tivesse os problemas que a gente tá
tendo hoje. >> Uhum. Então, se você financia e gera crédito acima de uma taxa potencial de Crescimento da economia, você tá acumulando riqueza para quem tem é o detentor do capital. Isso é assim, eu sou pessimista contra isso. A gente não vai conseguir superar isso. Quem quem conseguiu foi a China com a revolução, com com tudo. >> Mas se o Ken estivesse vivo, ele olhar pra China hoje, eu acho, e falar: "Eu avisei, né?" É, >> porque para para pensar 40 anos o Professor Belos me conta essa história. Toda vez me contou essa história. Quando
ele era, ele era aqui de São Paulo, eu acho que do governo Quercia, ele era da, eu acho que é do Ele trabalhava como assessor, consultor ou do da Secretaria da Fazenda. >> Da Secretaria da Fazenda. E uma delegação chinesa, começo dos anos 80, veio ao Brasil para entender o que tinha acontecido no Brasil nos últimos 20 anos do ponto de vista da industrialização do País, criação das universidades federais, >> enfim, veio entender que que cápsula tava acontecendo aqui no Brasil 40 anos atrás, a China ou 50 anos atrás e década de 50 tava atrás
de nós em tudo, em tudo. Indústria de computação, indústria aeroespacial, tudo. Engenharia pesada e hedrelétrica, você fala uma área, o Brasil tava na frente. Hoje nós estamos atrás em tudo, 40 anos. Quando eu era criança, criança adolescente e você Falava do plano quinquenal da China, as pessoas riam. >> As pessoas falam: "Esses doido comunista fazendo, né? Meu, hoje o plano quinquenal saiu em dezembro. >> Sabe quais são as três áreas de desenvolvimento tecnológico do plano quinquen? Robótica, inteligência artificial, interface, cérebro, máquina. >> Ó, interface, cérebro, máquina. >> Interface, cérebro, máquina. Os caras >> que você
sabe muito bem. É, >> eu bom, eu tenho nessa área, eu posso falar, só falo melhor de futebol, mas nessa área, enfim, >> vai ser corintião num dia, então? >> Não, um dia desse. >> Mas o o que que os caras pensaram? Sabe o que eu ouvi na China? Eu e não fui eu que falei, eu ouvi do povo lá que eu encontrei. >> Xchê, >> xixê. Isso eu sei falar. [risadas] Se cheio, eu domino bem. Eh, e hã Nial também. >> Nial. >> É. E e Pato de Pequim. Meu Deus, que sensacional. Sensacional. Pato
pequim. Não, o que que a senhora falar? Neurotec vai ser maior do que EAI. >> Neurotec. >> Neurotec vai ser maior que a >> A indústria do cérebro vai ser maior do que a a tal da nem inteligente nem artificial. >> Porque essa aposta. >> Se eu falar isso nos Estados Unidos, os caras me vão rir na minha cara. Se eu falar isso aqui na Faria Lima, os caras vão, mas >> se você falasse há dois anos atrás, o pessoal vai falar assim: "Iá, né? Agora é o metaverso." >> Não, não, não, não. Mas eu
falo isso algum tempo que Neurotec vai ser maior, porque é aqui que tá a decisão do jogo para para cada um de nós, >> para pra espécie, para coletivo, para para salvar ou não o planeta. >> É porque nenhuma formiguinha olharia pra Marte e olharia pra Terra e falaria: "Hum, vamos pra Marte", [risadas] >> né? >> Só o Kid de mosca. >> É só o K de mosca. Então eu aliás tem, é sensacional porque eu tem certas pessoas que são sensacionais. Tem um meme nos Estados Unidos que é o seguinte, eles têm que ir para
Marte, vão por todos Eles no foguete e mandar, só não volta, né? Tem Peter Ti todos esses caras, manda eles para Marte, né? Por exemplo, três dias atrás, antes de Davos, o dono da Amazon, o Beszos, foi numa entrevista lá no não sei aonde que foi, diz o seguinte: "Não, não vai ter mais laptop, vocês vão alugar tempo na no cloud e vocês vão pagar pelo por minuto de uso para escrever seu e-mail, porque eles não tm como fazer dinheiro tal do AI. Então eles estão procurando qualquer Forma de monetizar a nós." >> Então eles
não estão contentes que a gente compre o uma vez na vida. o laptop e use pro resto da vida. Eles querem que você agora tenha só o teclado. A Hai, a Hai chinesa já tem o teclado junto com o vídeo. >> É verdade. >> É, é um telefone gigantesco que você abre, ele vem pequenininho assim. Você vai abrindo. >> Alenovo abriu um que agora até abre, né? Alenovo soltou. Sim, mas o que eu vi, o que eu vi dai agora em em Shangai é inacreditável. Mas enfim, você não vai ter mais a o seu computador
local. Você vai fazer parte da nuvem. E cada minuto que você logar, você paga aí. Mas tem o pequeno pequeno outro lado da história. Se eles quiserem deslogar você, você nunca mais faz nada, tá? Então, por isso que na Europa, nesse instante e a grande disputa dos a grande disputa dos direitos civis na Europa Nesse momento é dizer não à identidade digital, porque se você tiver uma identidade digital você pode ser simplesmente cancelado pelo governo, pelo quer que seja e você desaparece >> instantaneamente, tá? Porque tudo, a identidade digital, o cara tem acesso ao seu
banco, tem acesso à sua casa, a sua. Quando surgiu a internet das coisas, né, meus filhos todo entusiasmado, não vamos comprar geladeira que fala. Eu falei não, eu não tenho menor interessor Interesse de dialogar com o meu refrigerador. Exato. >> Não, mas ela vai ver que acabou o leite, vai comprar sozinha. >> Ele faz a lista de compras, né? >> Isso. Mas anos depois eu me vinguei dos três, porque eu falei: "Você viu o que tá acontecendo? As geladeiras que falam, os microondas que conversam com você, os cambios, gravam tudo que acontece na sua casa.
O microfone deles grava o que tá acontecendo no quarto, no banheiro e Eles começam a estatisticamente medir um monte de coisas para >> Nossa, Alexa, eu acho que se ela um dia ganhar corpo, eu >> Alex não, meu, eu ganhei de aniversário uma Alex >> de um vizinho meu. No aniversário dele eu dei para ele, me tirei da caixa, né? Quando foi aniversário dele, eu desenvolvi, né? Ele falou: "Pô, você nem abriu a caixa". Falei: "Não, abre você", né? Porque é óbvio, né? >> Isso, isso faz lembrar e o grande problema que a gente estuda
em finanças corporativas, vocês vocês trabalham no mundo corporativo, em governança corporativa, é o que a gente chama de problema de agência, né? É você ter o interesse do acionista traduzido na execução do negócio, né? E aí lembra o que o Nicolá tá falando que eles estão criando problema de agência para nós, né? Quando você troca a agência pela conveniência, >> a agência passa a ser de quem tem esses dados. Pode deslogar porque você primeiro perdeu a capacidade. >> Então, mas o agente do negócio, >> eu não sei se é o Caneman, eu não tô quem
é que eu vou citar agora, mas o que ele fala que o que você acabou de falar, a última fase do capitalismo, que é essa que nós estamos vivendo, é o capitalismo do stakeholder e do shareholder. >> O resto não importa. Então o quando você põe um sistema de inteligência Artificial para decidir o seguro médico, tá? Uhum. >> E você dá para ele um critério de otimização, lucro, ele vai matar um monte de gente, que é o que acontece nos Estados Unidos hoje em dia. >> Já tá acontecendo. >> Não, já tá acontecendo. Não, mas
é que as pessoas não entendem como esses sistemas funcionam. O sistema, o 2001 espaço é o melhor exemplo. Os caras Tinham que chegar em Júpiter, né? programar o haller, o computador do de bordo do que o Kubreck criou, que tinha que chegar em Júpiter. Só que no meio da viagem os caras que estavam ibernando morreram porque o sistema de hibernação deu defeito. Os dois caras sobrevivam, falaram: "Não, não dá para ir para Júpiter, nós temos que voltar". O R falou: "Não, de jeito nenhum. Nós temos que ir para Júpiter". O que que ele faz? Ele
tenta matar os dois caras que Sobreviveram, porque a missão era chegar em Júpiter. >> Então, as empresas americanas estão fazendo e no resto do mundo estão fazendo o seguinte: "Eu quero ganhar mais dinheiro. Aí, sistema, me ajude." O que que eles fazem? Negam pedidos para paciente terminal, de câncer, o cara nega UTI. Na época da pandemia, na minha na minha cidade, tinham pessoas que estavam morrendo de Covid, precisavam ser entubadas, certo? A pessoa recusava A ser entada porque sabia que se ficasse mais tempo na UTI ia perder a casa. >> Então a família não ia
ficar sem nada, ia ficar, >> preferia, >> preferia morrer. E teve gente que morreu porque se recusou a ir pra UTI, porque você vai pra UTI e acabou se você não tem seguro saúde, >> entendeu? Então, esses sistemas eles não têm moral, não têm ética, não têm empatia e eles não são nem de longe Inteligentes, eles são otimizados para um um resultado estatístico. Então, mas aí nesse efeito não acontece o que o que aconteceu nos Estados Unidos, né, que e eu sei porque eu converso com muita gente de tecnologia que trabalha nas seguradoras, né, nos
planos de de vida, >> eh, o efeito do Luigi de Mandoni nos Estados Unidos, que a população já começando a enxergar isso, mas ali ainda foi tímido, né, porque assim, ele fez o caso, foi no Caso Extremon, né, tirou a vida do CEO da do plano de saúde, mas não surgiram outros. Mas você reparou que ele virou um herói nas primeiras 24 horas da imprensa americana? Laud, >> o cara foi laudado como herói, o Batman da modernidade porque matou o vilão. Uma coisa de louco, né? O cara, eu não concordo com nada que o CEO
da da empresa fez, mas não não faz menor sentido a gente sair atirando e matar alguém, né? Mas olha onde a gente tá Chegando. Aham. >> Esse é um extremo de psicopatia. >> Aham. >> Né? que tá se transformando num comportamento eh natura normalizável. Então, o o que esses caras fazem, esses que eu citei aqui, os Peter Tios, os Kirimoscas, é sociopatia. Você é só ir no livro texto e ver lá o diagnóstico. É, é óbvio, é claro. >> Só que esses caras >> com toques de narcisismo, né? >> Maligno, né? >> Maligno, >> maligno,
né? Eh, e veja, o pessoal olha pro Trump e fala do Trump. pessoal fantoch, é só o cara que tá lá na Mas tem toda uma estrutura, >> um bobão que executa, né? >> É, que executa e que gosta de aparecer na televisão, né? Mas o problema lá é muito mais profundo. A geração mais jovem não vê perspectiva nenhuma, porque ela, você trabalha para uma grande Empresa, você faz, né, contas, eh, gera dinheiro para um em 24 horas você tá na rua, >> na rua. Eh, você e e lá não é aqui não tem lei
trabalhista, você tem duas semanas de de pay que eles te dão seguro desemprego que dura um certo tempo, mas você não consegue viver com ele. E aí, porque até os currículos, até as >> mora em trailer, >> isso não, você mora no carro. >> No carro. >> E tem uma região da minha cidade onde tem o mall, que tem supermercado, centro, sabe o que as pessoas fazem? A academia tem academias populares, são muito baratas. $5 por mês, 50 por mês. O cara mora no carro no estacionamento da academia, é o parking lot. Então, de manhã
ele vai lá, toma banho, faz a academia, toma banho, vai trabalhar, à noite ele volta. >> Porque é ilimitado, você pode ir várias Vezes na academia, ele vai lá usar banheiro, tal, ele dorme e vive no carro. Nossa, >> no carro, porque o carro é o último asset que o americano médio, ele perde a casa, mas ele não perde o carro porque senão você não pode trabalhar, >> é, você nem consegue andar no país, né? Não tem transporte público lá, >> p Não. Na minha cidade não tem nada. Então, se eu não tivesse um carro,
eu Mudei do lado da universidade, mas quando eu morava 10 milhas de distância, se eu não tivesse um carro, eu não chegava lá. >> Um ônibus você tem que andar, tá? E >> aquilo que eu falei, né? Eles ficam discutindo o conceito de liberdade com chinês, né? >> É. Exato. E mas aí o TikTok, o TikTok foi uma revolução, >> porque o TikTok chega nos Estados Unidos há uns poucos anos atrás e começa a Mostrar o que são as cidades chinesas, o fato de que o cara tem seguro de saúde do estado lá e, né,
chega no consultório, tem que pagar um COPE que é, né, quando lá o meu plano de saúde, eu tenho que pagar 1.000 se eu for para um socorro de cara, sem difícil fazer nada, né? Então, começar a mostrar o que eram as cidades chinesas, o que eram as universidades. Saiu um ranking agora, eu não levo isso muito a sério, mas saiu um ranking das top 10 universidades, Citações da literatura científica, só hartech, tá? >> Aham. >> Duas americanas, oito chines. >> Outro chines. Eu vi isso aí. Aham. >> Harvard caiu para terceiro lugar. >> Aham.
>> Tá. as três primeiras, as duas primeiras universidades chinesas em cidades que você não falaria que são, né, as maiores cidades. >> É, é porque antes também já tinha muito, As universidades americanas já estavam no topo ainda, né, nos últimos 10 anos, tal, >> só que muito com também estrangeiros, né, os próprios chineses, >> pessoas do mundo inteiro foram para lá para essa >> Se você tirar os estrangeiros da universidade americana, na faculdade de medicina, onde eu trabalhei 28 anos, tá, meu, acaba. É, >> acaba porque o americano médio não quer Fazer um PhD, o
cara não quer pagar o preço de ficar 4 anos queimando o óleo da meia-noite, como a gente fala lá, né? Midnight oil para ter um PhD de em neurociência ou em alguma ciência hard. O cara quer ir pro mercado financeiro. >> Uhum. >> Teve um amigo que comentou: "Por que que tantos CEOs da Índia, né, nos nas grandes empresas e tudo mais, aí eu falei assim: "Ó, pai super populoso, mas é uma questão estatística. Nascem mais Crianças super dotadas na Índia do que nascem crianças nos Estados Unidos. Não, eu acho que nem é isso. Eu
acho que é eh primeiro, se eles vieram da Índia, eles vieram dos ITS, são as melhores escolas de engenharia do mundo, tá? >> É isso mesmo. >> Segundo, se eles são primeira geração de gente que veio, né? Esses moleques estudam, eu tive vários, vários alunos indianos ou primeira geração americana de filhos de ind meu >> e workah holic também, né? É, >> tinha um cara no meu laboratório, eu gosto de trabalhar até de madrugada, né? Eu sou, a gente brinca que neurocientista é que nem astrônomo, porque você registra neurônio e à noite não tem gente
no departamento, >> telefone não toca, não tem rádio, né? >> E você registra neurônio, que é um sinal elétrico super pequeno e qualquer interferência você perde o sinal. Então os experimentos de neurociência, pelo Menos do da minha geração, são feitos de madrugada, de noite, de madrugada. Um tinha um um indiano e eu saía do laboratório 2 3 da manhã e aparecia lá às 11 da manhã do outro dia, 10, 11 da manhã. Eu comecei a notar que esse menino, todo mundo tinha de ir embora. Eu tava lá escrevendo um paper 2 da manhã e o
moleque lá no no escritóiozinho dele, quando ele me via todo sorridente, né, dava tchau. Um dia eu cheguei, fulano, você é casado, você Tem um filho de que que acontece? Falou, não, se o senhor tá aqui, eu não vou embora. Quando você ouviu isso na sua vida, eu nunca tinha ouvido o moleque e não era puxa saquismo, não. >> Uhum. >> É porque ele achava que se o chefe do laboratório tava lá até às 2 da manhã, ele tinha que estar até às 2 da manhã. E esse moleque deu um salto, mas um salto do
Ele do nada, tá? Por quê? Porque tava no no nos bones dele, no osso dele, que queria ser cientista, entendeu? Porque a família dele nunca teve um cientista, nunca ninguém na vizinhança dele imaginou que sairia um cientista daquele lugar, né? E é aquela era a oportunidade da vida dele, né? Então, esses exemplos eu não via na juventude americana mais. Eu via nos imigrantes, eu via na molecada da China, da Índia, do Japão, né? Era uma coisa impressionante. A dedicação e o Entusiasmo. >> Qual que é o impacto do capitalismo na ciência? Obviamente de uma, de
um lado ele vai super avançar algumas alguns quesitos, mas de outros ele entra como um competidor de mentes muito grande do que se poderia ser bom pra sociedade, não? >> O capitalismo moderno matou o etos científico, >> a ética científica. >> Uhum. Porque hoje cada cada, né, boa Parte dos moleques que eu comecei a dar aula na Duke queriam ter a startup deles. Eles não estavam ali para a melhorar a condição humana ou fazer alguma coisa. Não, eles queriam por isso, ó. Hoje no hoje no Brasil um Uber ou uma pessoa que trabalha eh como
frila, talvez vai ganhar mais do que um bolsista na nos primeiros anos de ciência, talvez. >> Mas aí o nosso problema é diferente. A ciência no Brasil nunca foi considerada Estratégica. E eu tô falando, não interessa que lugar do espectro ideológico você tá, tá? Nós vimos na pandemia isso. Eu recebi ameaça de morte trabalhando de graça num comitê e para tentar melhorar, né, o que tava acontecendo. Eu ligaram pra casa da minha mãe para me ameaçar. Minha mãe com 80 anos pegou o telefone. Pode vir, eu tô aqui. Pode vir. [risadas] >> Chamando pra briga.
Imagina dona Giselda. >> Mas enfim. Ah, nós nunca tivemos um projeto estratégico científico. Nó, como a China, por exemplo, eu eu quando eu vou pra China, eu falo isso em todo lugar com maior tranquilidade. Eu me sinto um jogador de futebol no Brasil. É impressionante a o a o tratamento que você recebe como um professor universitário estrangeiro. >> Já te deram o bonequinho lá? >> Um cientista, né? >> Deram. Não é tão bonitinho como esse, mas [risadas] >> mas não é é impressionante. Se você é membro da Academia de Ciência da China, você tem prioridade
para embarcar no trem ou no avião, em qualquer lugar. A China, eu ganhei um prêmio na China, os caras, eu falei: "Pô, não tô, tô até constrangido, né?" O cara falou: "Não, todo cientista pro chinês é um herói nacional. Não importa da onde ele venha, se ele fez alguma coisa para melhorar a Qualidade da ciência chinesa, nós não tínhamos nem publicado o nosso estudo que a gente publicou em dezembro de paraplégicos chineses voltaram a andar com a nossa técnica, né? >> Nós não tínhamos nem publicado, os caras viram resumo da uma aula, apresentação e acharam
que era suficiente para, né, reconhecer esse trabalho com o hospital chinês, né? O cara me falou isso literalmente, o ministro, a o cientista que contribui Pro desenvolvimento do povo chinês é um herói do povo chinês. Ele não perguntou onde eu nasci, qual era a cor do meu olho, nada disso. >> Entendeu? Então, é o que eu tava falando, 40 anos atrás nós estamos na frente de tudo. O o Brasil, toda a bagunça que nós somos hoje, nós estamos atrás de tudo. >> É, pegando, já que o professor citou, você falou do capitalismo e o Dr.
Nicolas falou do da China, né? Isso me Lembra um pouco o livro do Elias Jaburo, o socialismo do século XX. Eh, uma coisa que eu achei super interessante. E aí quando você falou o problema do capitalismo contra a ciência, primeiro que ela suga talentos, né? Paga mais. Então, eh, tem um curso de oportunidade aí que o cara se forma cientista, ele fala: "Pô, no mercado financeiro eu ganho >> $.000, se eu fosse ser cientista, vou ganhar 20.000, vou pro mercado Financeiro, não é no banco, né?" >> Então, tem primeiro essa essa essa atratividade de sugar
os talentos, né? E segundo, como o Nicolé já falou há pouco, eh a gente foi reduzido a alguns parâmetros e o principal deles é maximizar lucro, né? Então o capitalismo saiu da era do capitalismo industrial, vi pra do capitalismo financeiro. Talvez hoje, como diz o Vario Fax, a gente tá vendo um tecnofedodalismo, alguma coisa parecida. >> É, e cada vez mais você tá atrás de retorno. Você não tá atrás de gerar. A ciência só serve se ela gerar retorno. Se ela for uma ciência para melhorar a nossa vida, não interessa. Vai gerar retorno, não vai.
Então, eh, parte para essa para essa parte. Então eu lembro do livro do Labor porque e o professor citou a China, por que que a China tá tá nesse estágio? Porque o pessoal fala é um capitalismo de estado. Não, não é um socialismo de mercado. Na realidade é o Estado que conseguiu organizar o mercado. O mercado existe antes do capitalismo, né? Então, é a forma que o estado conseguiu de organizar o mercado. Eu tenho minhas críticas, eu acho que lá na frente a China vai ter alguns problemas também que talvez tenha esse vírus do capitalismo
no mercado chinês que em algum momento vai trazer um problema. Mas eh o livro do Elias que ele que ele trata isso, que é o estado chinês, ele sabe a importância da Ciência. Ah, não há dúvida. Ele sabe, então eles sabem o que eles falam que eles têm lá os macrosores produtivos, são esses que geram retorno. E tem os macrosores improdutivos que não foi feito para gerar retorno, mas foi feito para gerar conhecimento, gerar ciência. >> Uhum. >> Saúde, educação, ciência e tecnologia. Eles sabem que isso não dá retorno. Então o que o estado chinês
conseguiu Organizar é você fazer um subsídio cruzado. Você tem um macro setor produtivo que gera muito retorno e o estado tá pegando esse dinheiro para financiar para que o macrossetor improdutivo seja tão grande quanto o macrossetor produtivo. Porque ciência é importante. Porque se você o o erro dos Estados Unidos parou de gerar, tá atacando universidade, não sei quê, cara, no médio e longo prazo, isso vai ser um problema para eles gerar retorno Também. Não, acabou. Mas eu, isso é uma, isso é o que me pergunta, você tá comentando a última vez, né, por esses ataques
à universidade. É, >> eu acho que foi aqui que acho que foi você que me perguntou, um de vocês dois me perguntou o seguinte: "Por que tem tantas startups americanas?" É óbvio, né? Ninguém sabe aqui, ninguém sabia porque as universidades americanas tiram o risco. >> As universidades americanas desenvolvem O barato, até o protótipo que funciona no laboratório, mas que é viável. Aí chega o venture capitalist, paga uma merreca pra universidade, licencia o barato, em do anos ele tá no mercado em um ano. >> Então o que aconteceu? O sistema federal, o sistema privado, perdão, de
universidades americanas, ele é fomentado totalmente por grantes do governo federal. Sem isso, ele não existe. Ele desaparece. Eu eu passei 30 E tantos anos da minha carreira pagando tudo que aconteceu no meu laboratório, inclusive meu salário, com grantes do governo federal. Eu não precisava retornar nada, não precisava dar nenhum retorno do investimento, publicar meus papers, fazer minhas patentes, porque eventualmente ia aparecer alguém que ia pegar a minha ideia e fazer uma empresa ou sei lá o quê >> e gerar atividade econômica no mundo privado. Então o que ninguém sabe aqui é Que as univers Harvard,
MIT, Princeton, Jones Hopkins, se o governo federal, como o Trump tá fazendo, cortar, ele cortou quase metade da verba de pesquisa básica, acaba a a o o a o o a galinha dos ovos de ouro da inovação americana some. >> Some >> porque o empresariado não vai investir 15 anos numa ideia na interface cérebquina. Se o governo americano não tivesse pago pra gente desenvolver isso Para tratar os veteranos de guerra que ficam paralisados, ela não existia até agora, porque teve um risco associado, teve uma década de trabalho de laboratório para ela se transformar em algo
comercialmente viável. Uhum. >> Né? E isso ninguém sabe aqui. As pessoas falam mal das universidades aqui no Brasil sem saber que se a gente desse a devida importância a elas >> e tivesse um plano estratégico, né? >> Sim. Só que tem uma coisa, tem uma parte Da pesquisa da ciência e do que é trabalhado dentro da universidade que ela atua de uma forma mais ampla, parte da saúde, alguma alguma coisa nas humanidades, uma parte das exatas, mas tem a parte que justamente ela direcionada para uma aplicação, tem um utilitarismo, >> a engenharia é isso, né?
que bem você pode fazer e deixar a livre criatividade eh ajudar a solucionar problemas que não necessariamente vão ser capturadas Direta inicialmente, mas diria assim, todo o engenheiro, e é o meu caso como engenheiro, já saia pensando assim, né, eu tenho que aplicar isso aqui, algum conhecimento e tudo mais, ao invés de ser Uber, né, espera, esperava, né, era, esperava um destino um pouco melhor. Só que também tem uma parte eh eh da universidade, né? E obviamente num país como o nosso, ela depende do capital ser empregado para esse tipo de recurso no pensamento mais
utilitarista mesmo. Então assim, eu preciso ter uma indústria forte e crescente, eh, com novas tecnologias que vai avançando para eu poder absorver essa mão de obra. No caso do Brasil é o contrário. A gente tem uma desindustrialização, eh, a gente, os cérebros, a gente tem uma fuga de cérebros do país e você empurra o país para uma camada ou mais eh eh que fica tocando a parte mais agrícola, que é uma parte do nosso PIB, e a outra foi empurrada pros serviços, Que também tem suas tecnologias, também tem seus avanços, mas ela vai estnar. Eu
não tenho como, eu posso até, eu vi esses dias um vídeo de um robô cabeleireiro, aí eu falei assim: "Ah, >> mas é Ira, mas assim, fazia tudo errado, né?" Mas assim, >> é que a grande parte do setor de serviços é que a gente chama economia que não é transacionável, né? Tem fronteiras, né? Consegue. >> Eh, mas não dá para ter um país só vivendo de serviços, né? >> Mas mas esse é o problema. Nós estamos celebrando um acordo com do Mercos Sul depois de 25, que é um acordo horroroso pra indústria brasileira, né?
Do ponto de nós vamos virar o fazend do mundo. Tudo bem, é ótimo, tem que comer, o povo tem que comer. >> Mas, por exemplo, >> ah, nós vendemos um agora com a crise da, né, geopolítica dos Estados Unidos, Aumentou dramaticamente as vendas de soja do Brasil pra China. Só que a China não é trouxa. A China tá testando novas formas de soja na costa da África. >> Ah, já. Se funcionar lá no Kênia, meu ou na costa lá que eles estão testando, cai pela metade o preço, só o frete perto, mais barato, >> né?
Mais barato, mais perto, né? Eles tem portos, né? Já. >> Então, e aí? >> E aí a nossa safra cruzou 320 milhões de Toneladas, né? um negócio. Braç Brasil tá exportando esse tipo de tecnologia pra África também. Cana de açúcar, >> tudo o que é maravilhoso. Não tem nada contra isso. Mas, né, nós precisamos de um de um plano estratégico mais amplo, porque o mundo tá mudando. >> É verdade. >> O mundo tá mudando rapidamente, >> que é o plano de desenvolvimento, né? Só o plano de estratégia de desenvolvimento, só o estado tem Capacidade, né?
Só o estado investe a fundo perdido. Investe para não ter retorno. >> Car, por que que os caras do Silicon Val tomaram o estado americano? Eles sabem que eles vão precisar de um boouto a qualquer momento, vão precisar de trilhões de dólares para salvar as empresas. Eles tinham que controlar o estado. Eles falam mal do estado, eles falam que o estado é demoníaco, que não não é ágil, não é, mas eles foram lá e Fizeram o quê? Entraram no jogo político para ganhar eleição. É o próprio, como eu disse, o próprio Sto Timou numa numa
entrevista que no limite o estado americano é o emprestador de última instância. E como a gente tava brincando aqui antes do começar o ontem o CEO da Microsoft vai lá em Davos e fala o seguinte: "Se vocês não consumirem o que a gente faz, vai explodir a bolha, vai ser a maior catástrofe econômica da história." OK? Isso é chantagem, né? Você literalmente tá dizendo pro público, vai ter que comprar porque senão eu vou levar a a a economia mundial pro fundo do poço. E qual é o fulcro de tudo isso? Aí esses caras acham que
a vida humana é reduzível a uma pilha de dados e uma pilha de números. E a vida humana é muito mais rica do que isso. >> Uhum. >> Eu contei um troço aqui que o pessoal acha que é ficção, né? A maioria das Pessoas achou que eu tava brincando de ficção ali. >> Nós estamos conectados com o sistema solar e ninguém fala disso. O vento solar >> Uhum. >> faz um coupling do campo magnético do Sol com o campo magnético da Terra. E o campo magnético da Terra influencia isto aqui. >> Variações do campo magnético
da Terra foram fundamentais para o processo Evolucional do sistema nervoso central. E as frequências que nós temos do EEG aqui da que são, né, vitais do de como o cérebro funciona, são as mesmas frequências da ressonância de chuma da atmosfera quando cai uma descarga elétrica do campo magnético, tá? Então, quando cai um raio, ele reverbera ao redor do da atmosfera nas mesmas frequências que você tem aqui. A frequência essencial é 7 a 12 Hz, que é a frequência fundamental do cérebro. Ou Seja, a matéria orgânica foi influenciada pelos fenômenos geofísicos do planeta. Então, nós estamos
conectados com o planeta. >> Aí os físicos estão entrando no teu campo e >> não, eles estão, mas eles eles eles eles estão eles tudo bem, eu falo com eles sobre isso, mas a beleza disso >> sim. Como é que a gente quantifica o fenômeno? A beleza de que você >> tá conectado. >> Nós temos que ter uma uma filosofia de vida completamente diferente. >> A minha a minha a minha pira mais e maluca, professor, se eu quiser puder compartilhar com você, >> é essa questão de que a Terra eventualmente pode ser pode ter uma
certa consciência, não como a gente entende. Pensa que o nosso cérebro é meio iOS e a céreb, a terra trabalha em outra frequência. Mas, por exemplo, quando a gente tá doente, a gente não sabe, a gente sabe que a gente tá doente, o nosso corpo vai reagir a essa doença, mas a gente não consegue pensar isoladamente na onde minha doença está agindo. Eu não consigo mandar, por exemplo, de corpos para aquele lugar. >> Não, não. >> Então, eu acho que a Terra eventualmente ela tem um um certa consciência dessa, tipo, tá acontecendo alguma coisa aqui
>> meio Gaia, >> não meio Gaia, porque não é um uma um consciência de pensamento, >> mas é de tipo assim, se algo acontece em algum lugar do seu corpo, >> Aham. ela vai reagir, mandar anticorpos, ainda que ela não tenha consciência do que ela está fazendo, entendeu? >> Mas tem vários estudos que eu cito aqui mostrando que quando você tem uma deformação do campo magnético por causa de uma explosão solar, uma, né, uma Injeção da corona solar que bate, é literalmente isso. Campo magnético é um escudo, tá? Mas é um escudo dinâmico e flexível.
Aham. >> Se vem um baita de um soco solar, ele contra, aliás, em alguns eventos que ocorreram mês atrás, ele sumiu. O campo magnético contraiu durante alguns segundos. Nós ficamos sem a proteção do barato. Pois bem, >> de tão forte que foi, foi >> quando eles contraem, quando o campo Magnético contrai, tem vários estudos epidemiológicos mostrando que aumentam ataques cardíacos, surtos de epilepsia, surtos de depressão, cefaleia. E aí já começa a ser, né, coisas são difíceis de estatisticamente você saber se tá certo ou não. Convulsões sociais. Então tem um paper clássico que estudou todas as
grandes explosões documentadas, né, eh, solares, revolução americana, Revolução Francesa, explosão da Primeira Guerra Mundial. >> Nossa, >> estão todas associadas com os picos eh de atividade solar no ciclo de 11 anos. Quer dizer, eu não sou eh não tenho conhecimento estatístico suficiente para dizer, né, mas são trabalhos publicados gente séria, não é qualquer jacu, interessante, >> né? Então a a biologia dos organismos terrestres >> é sim eh conectada a fatores geofísicos do planeta. Se existe uma consciência, é Difícil de você, né, descrever. Não, mas o que é curioso é como se fosse uma incubadora. O
planeta é como se fosse o útero. >> Uhum. >> Né? onde e nós não damos a menor relevância para isso, entendeu? Nós não não paramos para pensar que foram bilhões de anos para se criar um habitat sensacional, espetacular como esse aqui. E nós queremos ir para Marte. >> Eu acho, eu acho que >> isso só só fazer. Eu sei que o Nicolás gosta de filosofia, né? E o que você falou aí da uma consciência no planeta, uma consciência coletiva, me lembra muito Espinosa, né? A ética de Espinosa que Deus é a substância, né? A substância
única é Deus e nós somos um atributo dessa substância, né? Então, de alguma forma, segundo Espinosa, isso tem que estar em equilíbrio, né? >> É. E quando como a natureza é a substância única e aí a gente fica Atacando, não tem aquecimento global, fica negando a ciência, eu costumo brincar, cara, a natureza não tá preocupada se a gente acredita ou não. Ela vai se acomodar, como você falou, >> e o que tiver no caminho vai tá no caminho, ela vai se acomodar, entendeu? >> Tem um meme que saiu no New York muitos anos atrás, eram
duas baratinhas, né? uma do lado da outra e uma baratinha falando: "É, eles sumiram. Isso não foi no meio da pandemia, é, eles sumiram. A Outra baratinha, eles pvam na gente." Ela falou: "É, 650 milhões de anos e nós ainda estamos aqui." [risadas] >> Eu eu acho que essa é uma das minhas teorias que eu acho que como humanidade a gente vai fracassar, não vamos existir. E algum ser, vamos supor, uma barata evoluída, né? Eh, vai encontrar nossa tecnologia, falar: "Caramba, olha os caras tinham tudo isso aqui. >> A galera não é exatamente, encontraram aqui.
Nossa, eles tinam ó a placa solar, Tudo ficou". E aí eles têm um salto evolutivo. >> Não, mas você sabe >> até eles encontrarem o Bitcoin. >> Você mencionou, né? Você falou pessimismo, né? Que nós temos uma visão pessim. Eu não acredito que é pessimista. >> Para você sair de uma encrenca, você precisa primeiro reconhecer que você tá na encrenca. >> Sim. 100%. >> Qual é o ponto? is não é se você não sabe que você tá em perigo, eu um dia >> tem gente que tá acha que tá numa encrenca e resolve marchar até
Brasília. >> Não, eu eu quando era criança um dia, [risadas] >> você viu isso, professor? >> Tá tendo uma marcha >> organizada pela direita aqui no Brasil, saíram de mina pelo deputado Nicolas Ferreira. Não, >> não vi não, >> né? Combatendo os problemas do Brasil. Ele vai marchando de Minas Gerais até Brasília. >> Até Brasília. >> De calça jeans. >> Jura? Mesma calçou. Não, ele começou de calçadinhas, mas eu não sei como ele tá agora. Eu falei, pô, >> mas quando quando eu era criança, eu tinha uma rivalidade ainda tenho com a minha irmã, né,
que é mais nova, né? E um dia, na no dia seguinte, o vestibular De medicina, que era um horror, nos tava descansando no meu quarto, ela veio e me jogou um balde de água para eu acordar, porque tinha que, né, >> sair do coma, né, porque é o, eu não sei como é hoje, mas a Fuvest naquela época era um, >> era um terror, né? prova escrita, tal, >> eu não tive dúvida. >> Coloquei ela no chuveiro do quarto do meu pai, liguei o chuveiro, tranquei o a porta e deixei ela no chuveiro. Fui pra
Casa da minha avó, que era vizinha minha, né? Bom, chega meu pai, minha irmã num chuveiro contínuo durante horas, né? Porque ela era pequenininha, não alcançava, né? >> Uhum. >> Aí meu pai sai me procurando, né? O juiz de direito chega do fórum em busca do criminoso. E minha avó materna morava a casa seguinte e minha avó paterna morava na casa ao lado. E eu fui me escondendo durante o fim de semana inteiro em cada Uma das casas da avó, né? Na segunda-feira tem que ir pra escola, né? Meu pai me encontra e olha para
mim: "O que você tem me dizer sobre isso que você fez com sua irmã?" Falei: "Valeu a pena. [risadas] >> Valeu muito a pena". >> Entrou pra mitologia da família, entendeu? Primeiro você tem que reconhecer que você tá no problema, >> né? Eu acho que isso é muito bom, que você tenha os pessimistas para dizer: "Olha, não é o paraíso que tá todo mundo pintando, não é o Nirvana não tá ao nosso alcance". Mas a maravilha que eu tenho visto nos últimos meses, talvez é que tem gente pensando >> sim >> que que tem alternativas.
Quando o Sam Altman vai na televisão ou o Peter Ti fala o esse futuro é inevitável, ele não é inevitável de forma alguma, até porque não não vai ter esse futuro, né? >> Não vai ter, mas ele não é não existe Inevitabil, >> é não existe inevitabilidade nenhum. Exato. Metaverso anos atrás era a >> Só vai ser assim a forma de trabalhar. >> É meta, pois bilhões. O que é que ela acabou de fazer? Demitiu todo o laboratório de de metaver. >> Eu tava na empresa nessa época. >> Você tava, né? Então, então o que
que para mim o que que é interessante é o fato de que primeiro não é inevitável e segundo que existe uma massa crítica de Pessoas que já percebeu que não só não é inevitável, como não é nem desejável, >> sim, >> eh colocar tanto poder na mão de sete sete sociopatas, entendeu? >> Uhum. E mesmo nos Estados Unidos, onde a situação é mais grave nesse momento, é só olhar o que tá acontecendo em Minneápolis nesse momento, as pessoas estão começando a acordar do do torpor digital, entendeu? Então, o ano passado, a estatística que mais me
dá conforto, Nunca se vendeu o livro físico tanto como se vendeu em 2025 nos Estados Unidos. Ou seja, todo mundo imaginou que isto aqui ia desaparecer, né? >> Sim. O o Kindle ia ser a solução, aquelas coisas. >> Você viu, você viu a média de de contratação esse ano? descendo, não vi, >> subindo para 40 anos quase, a média das empresas listadas em bolsas americanas. >> Aham. 42 anos, né? >> Idade e contratação. >> Idade contratação. É bom. >> E eu >> estão mandando os molequ estatística da Bars e Nobels, eu falei: "Temos esperança, eles
nunca tiveram um ano tão bom quanto o ano passado." >> E eu cheguei, eu morava perto de uma gigantesca, né? >> Eu cheguei a ser a única pessoa que entrava no barzin da minha cidade no fim de semana ninguém lá dentro. Eu conheci o caixa, conhecia a mulher queia. >> Ainda bem que o senhor veio, né? [risadas] >> É, não, eu tinha eu me dava o café de graça no Starbucks da loja porque eu era o único cara que ia lá e comprava, né? E e quando o Humberto Eco falou, né, quando entrevistaram ele na
casa dele que tinha 50.000 livros só e o cara, o idiota da Rai, virou para ele e falou: "Mas o senhor leu tudo?" Ele falou: "Não, mas eu não tenho livro para ler tudo. Eu tenho livro porque se no meio Da madrugada eu acordar e quiser ler o soneto de Shakespeare, tá ali, tá ali. É, é, é a minha reserva, é o meu conforto mental de que eu tô cercado por tudo aquilo que eu posso querer ler, né? >> Sim. >> Então, eh, a eu tenho essa esperança dentro de mim que a maravilha da mente
humana é essa. No nos momentos de crise mais absurda. Nós sobrevivemos glaciações. Imagina você não tem não ter Supermercado, não ter onde ficar. Nós conseguimos escapar de um momento da nossa história onde tinham 10.000 seres humanos vivos no planeta e estamos aqui. >> Uhum. >> Né? Então eu eu me eu tenho um otimismo, bom, sou palmeirense, né? Eu tenho um otimismo latente na espécie humana. >> A minha preocupação se falou da do tal do de Marte, né? Eh, se a gente puder ficar três meses lá e voltar, o problema é que aí você ou ficar
10 anos e voltar. >> Uhum. >> É o é a chance que você dá o gap de destruírem a terra e renovar 100%, né? Eu vou para lá, aí eu posso de fato passar um facão e volto. >> Mas aí é o John Foi mano. Aí é o John Fonó, mas se eu se eu posso fazer, eu vou fazer. >> Hum. O maior receio dele antes de morrer, ele morreu muito jovem nos anos 50 de de um câncer fulminante, inclusive acham que foi por causa do do projeto Manhatrata, né? >> Da exposição ao plutônio. É,
ninguém sabe ao certo, mas enfim, >> o medo da vida dele é exatamente esse que o ser humano quando ele tem a sensação que ele pode, ele faz sem freios, né? Sem nenhuma. >> Tá o Trump aí para provar isso. >> Exatamente. [risadas] >> Não para para pensar, né? Você vai para as coisas que a gente tá vendo todos os dias. Se você contasse para mim 20 anos Atrás, 5 anos atrás, que nós íamos ver um presidente dos Estados Unidos dizer que uma mulher foi morta porque ela era uma terrorista >> doméstica, tomar três tiros
no rosto. Aham. >> Tá, né? Quando ela tá tentando escapar, todo mundo que viu o vídeo sabe que ela tá tentando escapar, né? >> Aquilo foi muito absurdo na >> nos Estados Unidos. >> É, nos Estados Unidos >> uma mulher branca de olho azul. >> É. Não é, é, é muito surreal, >> mas ditadura é na Venezuela. >> Isso. E o cara não tá preso. Aqui no Brasil, se você der um tiro em alguém, vai, pode morar, pode ter, mas o cara vai em cana. >> Uhum. >> O cara tá solto, ninguém sabe onde ele
tá. O governo federal disse que foi em Legítima defesa, >> depois mudou a versão. >> Mudou a versão. Não, mas ele não tá sendo, >> o I comete erros, né? O >> isso não, mas ele não está sendo, como se diz, indiciado pelo governo federal. >> E o estado de Minnesota não indiciou ele como um crime estadual, porque homicídio é homicídio, né? É o crime no estado ou no na >> Quem vai pagar pela vida dela? >> Quem acredita? Quem acreditaria que nós estaríamos falando disso 3 anos atrás nos Estados Unidos? Ninguém. >> É verdade.
>> Que uma criança de 5 anos, como a gente viu ontem, fosse sequestrada pelo Ice junto com o pai e desaparecem lá no Gulac que eles estão criando, >> né? >> Então a nossa realidade hoje é distópica, mas ainda existe o free Existe, o livre arbitrio ainda existe, né? né? Então, quanto mais pessoas começarem a ver que elas têm essa possibilidade de pensar por si mesmas, né? >> Partida dos Panteras Negras ressurgiu. >> Eu morei na Filadélfia, eu conheço o a região onde eles onde eles existiam. É, é um meu. É ali não ali você
não brinca em serviço, entendeu? É uma região realmente >> é, tem gente que diz que esse ano a Gente está próximo de uma guerra civil nos Estados Unidos mesmo. Eu não sei se chegar nesse momento livros, vários livros publicados dizendo que no meu livro eu falo disso, né, que a no limite >> a sociedade americana tá tá é é como Roma depois que mataram o Júlio César, você não conseguia mais consenso nenhum. A elite romana não conseguia mais concordar no que ia se fazer. >> Precisava de alguém do povo, né? >> É. E o Júlio
César era um cara, tem uma Teoria muito interessante, que o Júlio César foi morto porque ele começou a fazer pequenas reformas. >> Aham. >> Da população mais miserável em torno de Roma, né, que não tinha o que comer. Ele [risadas] ele começou a ver que essa população >> ia se transformar num numa numa oposição violenta contra Roma. Humum. >> Eram gente que produzia comida, fazendeiro, camponeses. Ele queria dar Um pouco mais de N um pouco, mas não é nada do É, exatamente. E ele foi morto pela facção do do Senado que não aceitava mais. >>
Um detalhe, naquela época eram 18 escravos para cada homem livre, né? >> Mas você sabe que quando eu escrevi esse livro, um dos capítulos chamava-se e o meu o meu eh agente americano falou: "Não, não, não, não pode, não pode, porque eu escrevi em inglês ali primeiro, né?" Um dos capítulos ela era o seguinte, em português seria algo como assim, como nunca deixamos de ser escravos e nem percebemos. >> Ah, >> ele falou: "Não, não, você não pode pôr isso aqui no livro que nós vamos publicar aqui". Eu falei: "Não, por que não?" Falou: "Não,
não, é demais, é demais". Eu aí eu falei: "Mas você, você entendeu o que eu quero dizer?" Ele falou: "Não, e não só entendi como eu Concordo, mas nós não vamos vender o seu livro se você". Porque o mercado americano hoje de literatura é inacreditável. Tem certas coisas que você não pode dizer. >> Uhum. >> Censura. >> Tem certas coisas que você não pode falar e mesmo cientificamente. >> E quem é o I5 lá? >> Quem é o I5 >> da censura, né? No caso, >> não, não precisa ter o I5 lá. É porque o
sistema é muito diferente do nosso, né? >> A população mesmo vai, né? É o próprio capital que que faz isso. >> É exato. É uma censura que não não tem a não é e até agora, né? Ela tá ficando, não é o o troglodita tupiniquin aqui como foi aqui o eu tava vivo no i5, eu vi o que foi aquilo. >> Aham. >> Ah, e tinha gente que assinou o i5, tava Vivo até agora e era glorificado ainda no Brasil, né? Delfineto. Aham. Sei, >> né? Enfim, >> eu eu sou eu já tô f gosta
do Delfiné. >> Não, eu não tenho nada contra o gênio da econômico dele, mas quem assinou e cinco para mim não tem como, não tem volta. Mas nos Estados Unidos é muito mais sutil, porque o trabalho de lavagem cerebral foi feito há muitas décadas, entendeu? Então >> o American, o American Dream, o American Way of Life, Hollywood, tudo isso ajuda a a pôr um pano quente na realidade, né, do dia a dia, né? Então eu eu ainda acho que esse despertar pro pro CEO da Microsoft e o CEO da Nvidia, que vale mais do que
dois PIBs do Brasil, né? Nídia vale 4 trilhões de dólares nesse momento. Para eles publicamente irem falar que ô, vocês têm que consumir o nosso baralho porque senão uma coisa vai ficar preta, é Porque tem algo acontecendo já, >> né? Tem algo já acontecendo. Esse troço de a Nividia contrata, investe 100 bilhões da Open e a OpenI compra 100 bilhões de GPUs da Nvídia. >> É referência circular, né? É o comentou aqui. Você comentou isso aqui no no critique já no último episódio. >> É, não teve um dólar que saiu de um lugar e foi
pro outro, né? >> Aqui dentro, aqui no Brasil a gente também faz, mas em geral é outras coisas Que são envolvidos. hoje na nessa financierização é que na realidade é o o mercado tá criando essa referência circular com a economia real, né? >> Então assim, não é o que o mercado produz que gera o valor do mercado, é o valor que o mercado tá gerando que quer reproduzir na economia real e a conta não fecha, né? A bolha de a exatamente isso. >> Por isso que falam que é a bolha de todas as bolhas, né?
Porque é todas as Bolas. >> Esses special vehicles, né? São empresas que eles controlam, eles falam: "Não, você vai comprar 200 milhões de GPUs, ele não tem uso ainda, ele não sabe onde ele vai pôr. O data center não foi nem construído, mas a Nividia tem que pôr no balanço dela, que ela vendeu aquele valor de porque o mercado espera que ela atingja um certo número de >> de vendas, né? E eu até comentei aqui Que apesar de se olhar, quando você olha por dentro o balanço e as demonstrações da da própria NVID, eu brinquei
aqui na na corrida do ouro, quem ganha dinheiro é quem vende a pá, né? Então [risadas] >> é verdade, >> de todo mundo aí, quem o único que tá vendendo um produto real é Nvidia, o resto tá vendendo fumaça, promessa, né? >> Então a Nvidia tá ganhando, mas a única empresa que é que vende a PAC é a Nvidia, >> quando você olha os números da empresa, você já começa a ver os sinais dessa bolha. Porque quando você olha que acho que eu comentei aqui do do capital de giro, eh, apesar dela tá publicando que
ela tá aumentando, mas o estoque dela tá aumentando muito e o contas a receber tá aumentando muito. Então isso tem dois sinais, né? Primeiro, já não tem financiamento suficiente, vai tá precisando dar mais crédito pros clientes, >> sim. Para poder gerar e mais tempo, né? e mais tempo. Por isso que o estoque tá aumentando. Então, ou vai ter uma demissão em massa >> junto a isso tá aumentando. Quando você aumenta estoque com as receb aumentando a sua necessidade de capital de giro. >> É, mas eles não contavam com a Google começando a produzir as TPUs,
né? >> É verdade. >> E a a e o tensor e processor é muito melhor do que a GPU. A GPU é um troço Genérico usado para videogame, para não sei o quê. O tensor é matriz, é multiplicação de matriz direto. É tensor, né? >> Aham. e a o >> que é o que a IA precisa diretamente diretamente e a Google controla todo todas as etapas do mercado, né? Sim. >> Então ela ela ela e e outra coisa, eles estão assumindo que a TCMC vai ser a única empresa capaz de fazer a Litografia, né? E
a da com aquelas máquinas holandesas, mas a China acabou de anunciar que reproduziu a máquina de stream ultraviolet, né? que é o segredo do bolo é esse. Se a China, essa máquina entrar em produção, matou a o monopólio eh da empresa holandesa e matou o monopólio da TSMC. Então, acabou a brincadeira, né? Porque aí você vai ter a uma empresa chinesa capaz de fazer o que quiser, né? O a o chip de 1 nanôm, se eu não me engano, né? Então você vê, É um monopólio, eles exploraram o monopólio durante alguns anos, mas até isso
tá em risco nesse momento. Continuando falando dos números, só para fechar aqui que o Nicolás me lembrou bem uma coisa, porque quando você aumenta essa necessidade de capital de giro e aí faz sentido com que você for o se falar vocês t que consumir porque quando se olha dessas sete magníficas, quase todas já estão investindo de 50 a 70% da geração de caixa operacional delas em Capex para inteligência artificial. >> Sim. Sim. >> Ou seja, mais de metade, 70% do que eu gero de caixa operacional, eu tô investindo em inteligência artificial. >> Nossa. >> Eh,
e mesmo assim as empresas que estão desenvolvendo, a Open Sad, estão falando que no limite é o estado americano que vai ser o emprestador de última instância. E aí quando eu olho pros números da Nvidia, que tá vendendo a pá, Eh, nesse aumento da necessidade de capital de giro, é um sinal que já tá faltando funding privado, mesmo as empresas investindo metade do caixa operacional. Aí faz sentido, fecha, porque ele fala: "Ó, eu não tenho mais, não consigo mais fundo privado, estado americano, uma hora você vai ter que pôr dinheiro." E aí no discurso do
de pós do Trump, ele falou que ia investir 500 bilhões e não investiu. >> Aí fez aquele jantar com os cara e ele Começou a cobrar. Quanto você vai investir nele? Não, quanto você vai investir nele naquela referência circular? E e o a outra face da moeda é que vamos supor que o estado americano tem que aparecer com alguns trilhões para salvar esses caras. Só que o estado americano vai poder imprimir esse dinheiro porque ninguém tá comprando a dívida americana. >> Por isso a defesa é da hegemonia do dólar. >> Isso. Se o dólar deixa
de ser a moeda para vender petróleo, por exemplo, se a Arábia Saudita fala: "Não, não vou mais fazer o petrodólar, eu vou vender em real". >> Acabou. >> E eles estão no brick, hein? >> O ataque a Venezuela, você sabe que tem a ver com o petrodólar, não tem lógico. Com certeza. E quando eles desde 2014 que a Venezuela tá sob sanções e embargos econômicos dos Estados Unidos, Que é que é o tiro no pé, mesma coisa que fizeram com a Rússia, eh a Venezuela tava negociando o petróleo delas fora do dólar, >> cortaram o
carro suíço, tal. Então o ataque dos Estados Unidos da Venezuela para tomar o petróleo não é nem porque os Estados Unidos é autossuficiente. É bloquear primeiro o acesso de quem ele quiser bloquear e obrigar o petróleo da Venezuela a ser vendido em dólar, porque isso reforça o sistema petrodólar, que Quem mantém é a Arábia Saudita. Não à toa, a primeira viagem do Donald Trump da posse foi na Arábia Saudita para renovar o acordo do petrodólar, porque o poder de todos os poderes dos Estados Unidos é o dólar, >> é a hegemonia do dólar que ajuda
ele a financiar todo o resto. >> O mundo todo paga IPTU para os Estados Unidos, >> que é o imposto que você falou, >> é a hegemonia do dólar que financia o Resto todo do poder, inclusive da expansão militar. >> Razão. Então, só que o soldado não cai assim, né? Não morre lentamente, vai gritar, vai atirar. É o que talvez >> não, não, mas veja o a única razão pela qual eu comprei uma casa 20 anos atrás a 3% de juros por ano é porque o juros era subsidiado por esse dinheiro que vinha do resto
do mundo. >> Uhum. >> Hoje o juros do Brasil é o que é 15%, Né? Talvez seja um dos maiores do mundo. Então é o maior >> é o maior já é maior. >> Então você vai financiar uma casa, né? Eu eu estaria pagando cinco vezes o valor da prestação que eu pago, né? Eu 30 anos, né? E o juros fixo eu comprei lá atrás. Hoje, hoje o mortgage americano tá 6 e5. >> Aham. >> 6 e5. Dobrou mais do que dobrou do que quando eu comprei a casa. >> Dou. >> Então, >> po sub
primeira, né? >> Eu antes do Foi antes. Não, não foi depois. Foi um pouco depois. Mas essa é uma, esse foi um período muito interessante. Quando teve a crise do subprime, eu ia passear com o meu cachorro à noite, de cada 10 casas da minha vizinha, só professores da universitários, né? De cada 10, seis, sete estavam à venda Ao meu redor, no campus, tá? Você vê como a coisa foi profunda. O o que nós estamos falando agora do tamanho do buraco é muito maior do que o subprime de 2007. >> Não, atel que apostou contra
o mercado imobiliário, tá apostando que tá aí agora. >> Apostando agora. Exatamente. No short king, né? O o cara que ganhou dinheiro dizendo que o filme, né? Do como chama o filme? >> É um filme, teve um filme Big Short. Big Short. Exatamente. >> A grande aposta. Então, mas o que é mais do ponto de vista intelectual, não, do ponto de vista financeiro, o que é mais sensacional de toda essa história é que isso tudo saiu da cabeça do ser humano. Assim, teve uma preditiva falando não. Todas essas, todos esses termos, todas essas ações, todas,
tudo saiu daqui. >> É, >> é, são criações da mente, juros, Inflação, superait, né? Abstrações, né? >> São abstrações. >> As baratas e as rubigas não tem. As baratas [risadas] nem >> elas não estão nem aí. >> Vão ficar mais milhões de anos. >> É, vão ficar milhões de anos. sentido vocês vem a China eh liderando pelo exemplo ou ainda os traços capitalistas que existem nas relações comerciais e tudo mais tendem a se desaparecer com o resto da crise no mundo? >> A China não tem nenhuma intenção de invadir ninguém. >> Não tem base militar
em lugar nenhum base nenhum. >> Ela sabe que é um problema, né? Inclusive a China não tem interesse, isso é uma leitura minha, de que os Estados Unidos perca essa hegemonia na Ásia, porque se o Estados Unidos perder eh deixar de ter esse protetorado, principalmente militar, na Ásia, quem vai assumir o papel é o Japão. >> É. >> E a China tem muito mais medo do Japão do que dos Estados Unidos. >> Por questões históricas. Não à toa. A primeira ministra Sai lá começou a botar as manguinhas de fora. >> É verdade. >> É, mas
ela vai pagar um preço altíssimo. >> Porque agora, né, com essa crise, tanto é que ela dissolveu o Congresso lá e chamou eleições, porque a coisa lá >> eleõ no Japão, né? >> O Banco Central do Japão. Agora, enquanto nós estamos conversando aqui, o o board do Banco Central do Japão tá passando uma manhã bem difícil, né? >> É, não vai ter cartinha Pokémon para segurar isso aí não, viu? Porque lá >> é o Não, e o E eu acho interessante, né? Japão é legal, né? O Cobor conhece bem, né? Foi, trabalhou lá uma época,
né? Como o Dekasseg e tudo mais. É legal porque lá sempre foi o mesmo partido, né? É, >> é o Partido Liberal, né? >> É o na realidade assim como descendente japoneses, eu eu sempre falo, faço questão de falso o meu meia culpa pela história imperialista e militarista do Japão, né? Que inclusive aprendeu todas essas besteiras com os Estados Unidos, né? Quando os Estados Unidos chegou na que foi a famosa MGI, né? chegou com a com a Marinha lá e obrigou o Japão a abrir o mercado e fazer negócio. >> Teve o lado bom que
o que o Japão copiou O modelo de industrialização e se industrializou, mas copiou tudo que o Estados Unidos tem de ruim, que é o imperialismo >> e o militarismo, que foi depois ele tentou dominar a Ásia, invadiu a Coreia, invadiu a China e cometeu as atrocidades que ele cometeu. Então assim, eu acho que o povo japonês tem que aprender com a história. Eu sempre brinco assim, o que que a gente aprende com a história que a gente não aprende nada com a História, né? É, então assim, tem que aprender com a história e pedir perdão,
cara. O povo japonês, eu acho, tem que pedir perdão por tudo que ele cometeu de atrocidade no passado e aprender com isso. Só que a sociedade japonesa é muito conservadora, cara. Eles e e tem essa ala agora que tá, como no mundo inteiro, que tá acendendo uma ala reacionária. >> Terrível. É, nãoé? tem outro ponto de eh conflito eh e interesses que é Taiwan Por conta obviamente dos microprocessadores. Aí eu eu já considero que isso daí é meramente uma tensão, tem a questão militar, toda aquela proteção em volta, essa tensão vai pode gerar uma escalada,
mas eu tenho quase plena certeza que a China já no seu interior já desenvolveu substituições ou está a caminho dele, porque não vai precisar dessa indústria? >> Você sabe como foi essa máquina? A construção dessa máquina de litografia é Extrema. Em português seria litografia de ultravioleta extrema. É, >> eu não não entendo absolutamente nada do processo, mas enfim. >> E a gravação das que a gravação dos chips, que só tinha essa empresa holandesa que eu acho que é as as siglas são horrorosas, mas a ASML, se eu não me engano, era a única empresa do
mundo que faz essa máquina do tamanho de campo de futebol, é um troço igualquina de papel. É, é um negócio enorme. Enfim, tinha um Chinês que trabalhava como executivo dessa máquina. Criar um verdadeiro projeto Manhattan na China em total sigilo. Ninguém soube disso negócio. Contrataram esse cara, o cara criou a equipe dele. Ninguém sabia que isso estava acontecendo. Fizeram o anúncio, eu tava lá agora em dezembro. Fizeram o anúncio de que a máquina é funcional e que vai entrar em >> e vai entrar em operação provavelmente no final desse ano, 2026 ou 27. Só que
Não vai entrar uma máquina. Eles não vão ter uma única máquina. Evidente que eles vão fazer em escala, né? Então assim, eles decidiram fazer, eles fizeram. A a existe a chance concreta que a China pouse na lua num voo tripulado antes dos Estados Unidos. >> Nossa, >> a missão Artemis da NASA foi adiada por causa que, para vocês terem uma ideia, os caras perderam os planos originais do Saturno 5, que levou o Homem à Lua na Década de 60. Essa é o que eles falam, né? A desculpa que os microfilmes foram >> danificados, >> danificados
no incêndio, sei lá, na NASA e tiveram que criar um novo foguete. E o foguete vai ser agora em fevereiro, eles vão fazer um voo de orbital, suborbital. Eles não vão entrar em órbita da lua, mas vão tentar ver e com gente lá dentro se eles conseguem, né? Pois bem, a China tá até 2030 vai pousar lá, >> não vai nem precisar fazer isso, né? Não, porque eles já foram pro lado oculto da lua, eles já tem a estação deles, >> né? >> É verdade. Já montaram base deles. >> A tá lá também. >> Ou
seja, 1980 e poucos os caras não tinham avião deles. Avião. É. >> Os caras agora tem um programa espacial que provavelmente, eu não tenho os detalhes, mas ele tá ali pau a pau. E se Já não tá acima do programa espacial americano, né? E a NASA teve que fazer o foguete deles, Artemis, não é, é SpaceX que vai pra pra lua, tá? E aí os caras falam para mim: "Não, mas o cara é um gênio." Falei, "Veja, [risadas] o congressista americano conseguiu, né, com o Trump no primeiro troço do Trump, no primeiro mandato do Trump,
que a NASA tinha que investir uma fração do seu budget numa empresa privada ou em iniciativas privadas." Aí Ele conversou com quem? Kid de Mosca. criar SpaceX que já existia, já tinha, né? >> Ou seja, o a NASA investiu bilhões, os melhores engenheiros que eram da NASO, né, saíram de lá para ir trabalhar para fazer esse foguete e tal. A Tesla, a Tesla já existia. Ele ele foi chamado para ser o bordo da Tesla e chutou os caras que criaram a Tesla e tomou conta do barato. A Tesla só teve uma queda de 60% no
mercado Europeu no ano passado. >> A BID passou por cima. >> Ah, atropelou mesmo. >> E com qualidade menor preço, >> um baita carros. Baita carro. Índice de acidente da BID. >> Não tem. >> A gente a gente bateu um papo com seu da Bid. Não, não ainda em live, mas a gente conversou um pouco sobre estão aqui, né? Estamos em Camaçaria agora, tal. Enfim, a Tesla vai sumir. A Tesla vai sumir. Neurelink. Três dos meus estudantes saíram do meu laboratório >> sem me falar nada. Criaram uma empresa. Tá bom, tô bem. O cara da
Ruters me liga, falou: "Ó, o que você acha dos seus alunos têm criado essa empresa? F". Não tenho a menor ideia do que você tá falando, né? Meses depois o cara compra porque ele tem que ser, né? O que nem o Stark, né? Tem que lançar foguete, >> fazer carro voador e e ser neurocirurgião, né? É o trim virato da Da genialidade, né? Aham. Meu, o cara não sabe onde o cérebro fica. Primeira, os caras mataram de de 27 cirurgias de macaco, eles mataram 18. Nossa, >> eu operei, eu operei 30 macacos na minha carreira,
não perdi nenhum. Você perdeu um macaco numa universidade americana, não agora, mas até anos atrás o seu laboratório fica suspenso. Você perderu o segundo, seu laboratório fecha, tá? Já perderam 17. Eles vão implantar o primeiro coitado lá. 75% dos Filamentos não entram no cérebro, eles não conseguiram por dentro. Ficou na meninde. >> Mas vai captar o que ali, né? >> Não. E como você vai escalar, né? Vocês que são no mundo corporativo, >> sim. >> Como que você vai escalar uma empresa de implantes cerebrais para milhões de pessoas? Custa 250.000 para fazer a cirurgia. Onde
você tem neurocirurgião para implantar isso daí? >> Que e nos Estados Unidos ainda quem que se atreve a fazer uma cirurgia dessa que você pode ser processada? O chip, a, o, a questão de biocompatibilidade do não foi solucionada, então ele para de funcionar depois de alguns meses e você não pode tirar. >> Professor, qual qual o tamanho da do gap ou da distância eh ou dos impactos que geram >> a a língua chinesa ter o o mandarim, ter os canjis? culturalmente isso é Diferente do do latino ou do ângulo, né, que não, mas uma das
maiores revoluções que ninguém fala, mas eu acho que você vai lembrar quando o Ma chegou lá e tentou unificar a China, né, ele reduziu o número de caracteres necessários para um cara poder ler o jornal, poder, acho que foi de 35.000 para 5000. É isso. >> Ou seja, isso mudou tudo, porque daí as pessoas podiam estudar, podiam ler jornal, podiam, né? Ele foi uma, é, parece pequeno, mas foi uma mudança Absolutamente transformadora na cultura. >> Hum. >> E e o e o caracter, como ele é um eh pictograma, né, ele é muito mais fácil você
automatizar. É, é, >> né? A por isso que as provas podem ser lidas do jeito que elas são lidas lá automaticamente, né? Isso foi uma revolução. >> Eu vi uma, eu vi uma, uma palestra, acho que do, daquele Jorge eu, que ele foi ministro em Singapura, ele é chinês. Ele Fala desse do efeito do dos pictogramas no cérebro. >> Sim. >> Para ajudar a desenvolver o cérebro, que é completamente diferente do nosso >> totalmente. Tem 23 letras, os caras tem 5.000 ideogramas. Cada ideograma tem uma imagem que parece a realidade. >> É, se você pegar,
se você pegar o ideograma primitivo chinês da casa ou do homem, >> no começo era um homzinho e era uma Casinha. >> Aí foi ficando mais sofisticado, né? Só que assim, a criança aprende literalmente com o reconhecimento padrão visual. >> A gente falou sobre isso aqui também. Tem coisas interessantes, por exemplo, a paz, né? Então, uma das versões, a paz é uma mulher dentro de um teto, que é casa. Mulher em casa é paz. >> Aí, por exemplo, tem outras coisas, tipo, boca é um quadradinho. Aí, como Que é a conversa? Três quadradinho. >> É,
>> então tem várias coisas que você vai replicando. Árvore é uma arrvorezinha mesmo, parece. Floresta três árvores. Então, é, >> tudo tem origem na China, né? O candi japonês, ele é de origem dosograma chinês, né? E esse Geor fala que que o chinês ele tá avançando tão rápido que ajudado também por essa por esse estímulo à capacidade cerebral quando Ele lê os ideogramas que é muito diferente do que quando a gente >> e você vê como a história que contam pra gente é a história do mundo ocidental, né? Você fala quem inventou a a indústria
da escrita Guttenberg. >> Meu, os chineses estão fazendo isso com carimbos. >> Os árabes nem existiam, né? Os chineses primeiro que inventaram o papel, né? >> Para começar. Mas eles estavam fazendo Isso com carimbo, 700 anes de Cristo. >> Ah, sim. >> Tá. Então os caras, os caras tavam eh desenvolveram uma forma de comunicação de massa Sim. >> Quase 1000 anos antes do ou 1000 anos antes da imprensa da indústria de imprensa europeia, né? Mas a gente aprende na escola o Gutemberg. Gutenberg, >> né? Mesma coisa. A gente fala do Renascença Italiana. Todo mundo fala
da Renascença Italiana como grande recuperação do mundo clássico grego, né? E ninguém ninguém sabe que a renascença italiana provavelmente não ocorreria sem a renascença islâmica do século até o século 11, tá? Os caras que recuperaram toda a literatura grega que tava sendo queimada na Idade Média eh pelos romanos e por todos os doidos lá, >> eh esses caras traduziram por árabe e salvaram Platãos, eh, Aristóteles, Arquimedes, todos esses caras, Euclides, Nós nem iam saber quem eles eram. Se os árabes não tivessem criado as grandes bibliotecas, a maior delas em Bagdad e salvado esse material em
árabe, que depois foi traduzido pro latim, o Copérnico usou gráficos de matemáticos eh islâmicos para fazer o o a teoria dele do heliocêntrica, tá? >> Uhum. >> Então, a gente esquece que, né, eh, não não cai do céu, não não é um o mundo é não, a civilização ocidental não foi a Única, >> né? Galera, a gente vai dar os recados aqui para vocês, tá? Aliás, fiquem no final desse episódio, tem umas coisas fantásticas. Inclusive, logo depois, na sequência desse episódio, a gente vai ter uma hora extra. Critiquei aqui o >> É uma hora, são
alguns minutinhos só, tá? Acho que >> é o qu 10 minutinhos por 20 minutinhos. 20 minutos >> por aí. 20 minutinhos. O Giger vai eh Trazer um tema legal para vocês ali que são quatro. Não, dessa vez é começa imediatamente. Se você tem algum imediatamente >> se você tem alguma barreira aí, quatro coisas que você precisa saber para você eliminar barreiras de algo que te impede de começar. Então, começar um estudo, começar uma área nova, começar um podcast, enfim, começar qualquer coisa. >> Muito bem. Eu vou ler aqui o comentário do pessoal, as dúvidas que
vocês Mandaram, as perguntas e eh vocês quiserem a última hora para mandar um live Pixí, tudo mais que eu vou estar lendo agora, hein? Ó, o essa aqui vai pro Cobori. Eh, o Luri Silva mandou assim, ó. Já vi o Cobori falando sobre uma certa dificuldade que ele teve para lidar com pessoas. Aí ele quer saber como você lidou com isso ao presidir uma grande empresa. >> Cara, na realidade assim, eu descobri isso faz três anos, né? Eh, depois, Vocês sabem o trauma que eu passei, depressão profunda, tratamento, terapia e fiz um monte de coisa.
Minha esposa como psicóloga, ela sempre desconfiou que eu ou eu tinha alguma coisa do espectro autista ou eu tinha superdotação e aí. Ela sempre falou: >> Aham. >> E eu nunca quis, tal. Só que no tratamento da depressão, eu nenhum remédio antidepressivo fazia feito em mim, né? E aí foi meio que como o último recurso ali atendendo o pedido, vai lá e faz uma avaliação. Eu vim aqui no núcleo paulista de atenção à superdotação adulta e fiz um teste. E aí eu descobri que primeiro eu não não tenho traços do Teia do autismo, mas eu
fui avaliado como com superdotação. E aí uma das coisas da da também parece muito com o autismo, talvez por isso minha minha esposa confundir, é alguma coisa meio antissocial, né? Eu não gosto de estar Muito muita gente, eu prefiro estar sozinho. >> Eh, em vez de ir num bloco de carnaval, eu prefiro ficar em casa sozinho e lendo. Eu tenho que ir lá. Entendeu? E as pessoas as pessoas achavam que eu que eu era antissocial, né? Então, então assim, primeiro, como diria só conheça-te a ti mesmo. Foi foi bom que ajudou a a você se
entender e parar também de você tem problemas de relacionamento quando você tem esses Tipos de de comportamento, né? Eh, mas talvez isso quando eu fui mais novo e e aí todo mundo também tem traumas de infância para para ter sucesso profissional, para sair de casa, né, para provar alguma coisa pra minha mãe, pro meu pai que eu era capaz. Eu desenvolvi outras habilidades que eu consegui superar, né, ao longo da minha carreira profissional. Então, foi mais ou menos nesse sentido aí, né? >> Legal. Mas assim, tinha habilidades no Trabalho de relacionar com as pessoas, mas
quando eu estava sozinho, eu sempre preferi estar sozinho, tipo, ah, vamos para um rap ali. Eu era o cara que gostava muito, tal, eu ia para casa, entendeu? Festa de fim de ano da empresa. >> Festa de fim de ano. Passava só por obrigação, cumprimentar o pessoal, ir embora mais cedo. [risadas] Ô, aliás, galera, vocês ficaram conosco até agora aí, vocês sabem como funcionam Os algoritmos do YouTube, das plataformas também. Deixem o like, se inscrevam no canal também que vocês fortalecem aqui a firma para continuar crescendo e trazendo aqui esses novos que nomes inclusive para
uma conversa como essa. Gostaram da conversa? Ótimo. >> Não, sei que tem, mas só porque pr as pessoas indicarem depois nomes pra gente fazer mais pap. >> Ah, sim. A gente conversa aí depois em câmeras. Vocês mandem aí também quem Vocês gostariam de ver as combinações. Pode ser gente que passou no critique ou não. Passou muita gente aind tá em 48 >> quatro episódios. 16 pra gente chegar nos 500. Então >> isso, >> vamos lá. O Daniel ele mandou assim, ó. Sempre uma honra ouvir o Miguel. Eh, mudando um pouco de assunto, o que Nicolelis
acha da teoria do cérebro holonômico de Carl Pribon e David Bom? >> Meu, eu conheci o Carl Pbon, eu fui no Esse era uma figura sensacional. O, o David Bom, eu não conheci, ele tinha falecido já, que é um físico, tem uma história sensacional dele que o David Bom começou a ser perseguido pelo marcartismo nos Estados Unidos, né? Ele não era comunista, mas ele começou a ser perseguido e teve que escapar. E um dos poucos lugares que ele conseguiu eh ter uma abertura para escapar foi a Universidade de São Paulo, né? >> E o chefe
do departamento de física da Universidade, esse cara é um gênio, é um gênio completo, falou que ele precisava de cartas de recomendação. E na discussão do Departamento de Física, isso eu conheci de alguém que tava lá, falaram: "Pô, mas o cara tem uma carta de recomendação só, né? Como que nós vamos empregar esse moço aí, né? Uma carta. A carta era do Einstein e a carta dizia o seguinte: "Professor Bom é um gênio só". E os caras tavam brigando Aqui para ver se se [risadas] contratava o cara ou não. Aí eu conheci o Priban, que
que era um neuro um neurocirurgião famosíssimo na nos anos 50 nos Estados Unidos, e que se recusou a ele era professor em jovem e se recusou a fazer lobotomias. >> O Egas Muniz tinha acabado de ganhar o prêmio Nobel, >> aquelas lobotomias >> da lobotomia frontal. E o primo falou: "Isso aí é uma loucura. Eu a gente tem Experimentos em animais mostrando que isso não é nada do que o cara tá falando e as pessoas desaparecem. As pessoas, a personalidade somem, enfim". E ele foi literalmente expulso da Io e ele foi para Stanford e se
transformou num grande neurocirurgião na Califórnia, né? E essa teoria holográfica, ele me me conheceu e me convidou para ir na Virgínia, no no na universidade onde ele foi parar em Redford. Era muito sensacional porque ele ele ele era um Cara super elegante, com cabelo branco assim, totalmente branco, longo, com a barba longa e ele tinha seguidoras antes do da internet. Então, quando ele entrava no auditório, eu via uma série de homens e mulheres seguindo ele como se fosse Jesus Cristo mesmo entrando, né? [risadas] >> E eu sentei numa mesa que talvez tenha sido a mesa
mais maluca da minha carreira com ele, eh, e com o Roger Penrose, que ganhou o Prêmio Nobel. com o Black Hall, né? A teoria da matemática Black Hall com o Steve Hawkins ganhou agora os 80 e tantos anos, imagina esperaram 50 anos para dar o prêmio Nova pro cara, né? E eles defendendo, um do meu lado defendendo a teoria quântica, que os microtúbulos dos neurônios geram efeitos quânticos que geram a consciência. O outro defendendo que o cérebro é holograma e eu registrando neurônio e mostrando minhas coisas, né? >> Uhum. >> Termina a conferência, nós eu
teve um pit stop no main room, né? No banheiro foi eu e o Pen Rose, o cara ganhou primeiro de física, né? Eu tô numa baia, ele tá na outra baia lá na no momento fisiológico, o Pen Rose vira para mim e fala: "Dr Nicoleres, o que o senhor achou da minha teoria quântica do cérebro?" Eu falei: "Dr Pen Rose, ela é maravilhosa, mas é só bullshit". [risadas] E o cara começou a rir e Entrou um monte de gente no banheiro e nós dois lá rindo um com o outro, né? todo [risadas] mundo, né, o
que tá acontecendo aqui. E o Carl Pribr queria fazer a teoria de tudo, >> essa teoria do hologram. Essa é uma coisa muito interessante, é uma visão, né, não dá para dizer porque é difícil de testar a teoria, né? >> Mas eles acreditavam que o cérebro funcionava como holograma. Eh, e tu tem certos aspectos da teoria Que são muito semelhantes com o que no eu comecei a falar anos depois que o cérebro funciona em analógico, ele não funciona em digital, né? Então, o cérebro cria um troço contínuo. Uhum. >> Que era o que eles defendiam.
>> E, evidentemente, o David B era um gênio matemático, né? Então, ele formulou essa teoria homo holográfica em termos matemáticos, né? E eu não tive, infelizmente, a chance de conhecê-lo porque ele morreu antes. Mas o Pribran Viveu até c e alguns 101, 102 anos. Só que ele foi, como que a gente pode dizer? Ele as, como as teorias eram muito doidas, ele foi meio que posto no limbo, né, da neurociência americana, né, mas era um homem sensacional, era um cara espetacular. Eu me, ele ia me visitar na Duk, de repente ele aparecia no meu laboratório
do nada e porque ele queria ver os experimentos, ele queria ver os registros de neurônios e tal, né? >> Então, foi uma das experiências mais Divertidas que eu tive na vida foi conhecê-lo. >> Que legal, bacana essa história também. Essa aqui vai, eu vou estender, tá? Jéssica. Jéssica mandou uma pergunta aqui, mas vou estender pros dois aqui, ó. Se quiser começar com o Bor aqui, ó. Vocês pudessem, se vocês fossem convidados a reformular o sistema educacional brasileiro, por onde começariam e que media, que medidas seriam talvez imprescindíveis? Quer Começar com >> primeiro que primeiro tem
que ter investimento, né? E e tem que ser prioritário e a gente vê, principalmente agora essa discussão de austeridade fiscal, como sempre tem, no final das contas >> sempre corta na educação e na saúde, né? Então assim, e na ciência a gente tem que eh passar a voltar a ter a educação e a ciência e tecnologia como prioridade, né? Eh, e fazer esses Investimentos. Mas aí eu eu sou a favor de que seja em todo durante todo o caminho, né? desde a da educação básica até a educação superior e investimento em pesquisa, mestrado, doutorado, que
na realidade a gente tem o pouco que tem e tá muito concentrado na educação superior, né? Eu acho que a gente tem que começar com um ensino básico. >> É, eu eu brinco, as pessoas vão querer bater em mim mais do que o professor Belusa. Eu brinco que nós não temos Ministro da fazenda, né? Nós temos ministro da contabilidade, né? Porque eh ajuste, é teto fiscal, >> eh não sei o quê. E as pessoas acham que índices macroeconômicos definem a humanidade, definem o o ser humano. E não tem nada a ver. O PIB pode aumentar
200%. Enquanto tiver gente morando na rua em São Paulo e e comendo do lixo. Nós nós fracassamos enquanto civilização. >> O IDH é melhor que o PIB. >> É, o IDH é melhor, mas mesmo assim é uma média. Todos nós que lidamos com médias, né, nós sabemos. Você é engenheiro, então você tem total diria com seição Tavares o povo não come >> é o povo não come eu gostava muito dela. >> Você compensa a média com o o risco, né? >> É, não, eu sei, mas tudo que a métrica de sucesso são essas métricas, entendeu?
A métrica de sucesso de um país não é isso. >> Verdade. >> A métrica de sucesso, por incrível que pareça, eu sei que é talvez seja até demodê ou muito velho para falar isso, é o grau de felicidade de quem vive aqui, o grau de realização, o grau de oportunidade, o grau de da pessoa se sentir um ser humano pleno. E a educação é base, então eu se tivesse qualquer poder nunca terei no Brasil. Você punha do lado do presidente da República, o ministro da educação, ministro da saúde, ministro da tecnologia, mandava o Ministro da
contabilidade fazer conta na casinha para gerar o dinheiro, para pagar pelo que os caras aqui querem e precisam. É uma vergonha que, por exemplo, o salário mínimo brasileiro, todo mundo reclama, faz maior escândalo quando aumenta uma merreca de menos de uma pizza. Aí o salário mínimo brasileiro é o sexto da América do Sul. >> Sim, el >> Uruguai é o dobro. >> Uruguai, Uruguai. Eu adoro Uruguai, Adoro Montevidel. O que que o Uruguai >> tem de maior riqueza? Eles dizem que a carne deles é melhor que a nossa. Não é verdade? >> Que que eles
têm a mais para pagar o dobro? Quanto ganha um professor primário de escola primária? Teve o ajuste aí, meu, você olha para aquilo, você fala: "Não, não, brincadeira". >> Professor das Fatecs, das universidades públicas, não tem reajuste há três anos. >> Nós temos a maior rede pública pública, Né, de universidades do planeta nesse momento, tá? Porque a Inglaterra foi pro Vinagre, >> né, o Canadá, tal. Nós nós temos o maior sistema de saúde pública, >> saúde pública e o maior sistema federal universitário do planeta. Nenhum brasileiro sabe disso. Nós tínhamos que investir nisso, na, né?
Nós tínhamos que investir nos professores e tinhamos que fazer as crianças não irem pra escola pensando que estão indo pra prisão. Eles Têm que ir pra escola para ir pro parque de diversões. Foi a maior realização da minha carreira científica. Eu criei umas escolas por 10 anos ao redor do Nordeste do Brasil, né? 11.000 crianças durante 10 anos fazendo no turno oposto da escola pública e tinha que ser a escola pública, um curso de ciência sem aula, só prático, tá? A molecada aprendia equação do segundo grau, parábola, lançando foguete no quintal da escola para aprender
a a Parábola, tá? Uma criança, um dia, o presidente da República, o mesmo atual, um dia foi lá visitar o que nós estamos fazendo, perguntou pra criança: "O que que você acha dessa escola?" A menininha virou, eu tava do lado, né? A menininha virou e falou: "Que escola?" Falou: "Não, que escola é essa aqui?" Falou: "Não, isso aqui não é escola." Escola que eu vou de manhã, isso aqui é o meu parque de diversões. >> Ah, olha só. >> Aí eu sabia que a métrica de sucesso tá tinha acabado de ser proferida, entendeu? Porque as
crianças saíram de lá, tão onde essas crianças hoje? Quase 12.000 crianças foram fazer doutorado na Harvard, tão na Europa, tão nas melhores universidades do Brasil, foram ser engenheiros, físicos, ninguém, porque não tinha nenhuma obrigação de ser nada cientista, nada. Era uma escola de ciência e de cidadania, né? E dá para fazer barato, custou nada, uma merreca. Aí entra o governo do Temer, um jacu chamado Mendoncinho, era ministro da educação. Eu recebo um recado 5 dias antes do Natal de 2017, que é o nosso o nosso projeto que financiava isso que era privado, privado não, público.
Como é que não era prioridade educação científica das crianças da periferia >> do Nordeste. >> Eu lembro você comentou isso. Nós tínhamos uma escola >> em Natal, em Macaíba, na grande Natal, e Outra em Serrinha, >> em a 100 km de Feira de Santana, no Vale do Cisal da Bahia, no interior da Bahia. E funcionou do mesmo jeito. A o Hadad era ministro da educação. Um dia ele me perguntou: "O que que você pôs na água? O IDEB da escola lá pública, dos lugares tá aumentando. >> É, por isso que eu fui pra Bahia, porque
eles não acreditavam que a gente não tava fazendo nenhum truque lá. né? Nós som para Bahia para provar que Estatisticamente o resultado ia ser o mesmo, né? >> Então a educação tinha que ser o parque de diversões da juventude brasileira e os professores tin são a coisa mais veja, você deixa os seus filhos na mão do do pessoal, como é que esses caras não podem ser os, né? Vai paraa Finlândia. >> Na Finlândia o professor é herói nacional. O professor tá na televisão. Você liga a Televisão em Elsinc, você vê os professores contando. E a
Finlândia, a Suécia agora, primeiro Finlândia, depois foram os primeiros países do mundo a tirar computador do ensino primário. Você não tem mais computador no ensino elementar. >> Você só vai ser exposto a computação no ensino médio, >> porque eles perceberam depois de 30 anos que tava diminuindo a criatividade. >> Aqui a gente tá discutindo o celular Ainda, né? >> É, nós estamos discutindo isso ainda, né? Lembra do cara do computador para todo mundo? >> Uhum. Uhum. >> Nossa, >> lembra disso? Negroponte. >> Eu tava em Davos com esse cara num debate em 2006. Cara falou:
"Não, o Brasil é um lixo". Porque eu fui lá falar, eles que não não concordaram com a nossa ideia de ter um computador para Cada. Claro, ele queria vender o bem, o pem nacional. É. É. E eu, [ __ ] o cara não tinha a menor ideia que tinha um brasileiro casca de ferida, palmeirense no meio da audiência. Eu levantei lá, falar: "Filho, você não tem a menor ideia do que você tá falando, né? Foi, mas foi um aí, né? Porque ele tomou um maior susto, né? E o irmão dele era o embaixador dos Estados
Unidos na ONU. O cara é de uma família, né? >> O meu meu amigo lá, pa, você não vai Voltar paraos Estados Unidos? O cara >> não, o cara só queria vender laptop, entendeu? Não tinha nenhum projeto, não tem nenhuma estudo científico, né? Então é isso, a educação tinha que ser a como foi na China, o projeto estratégico nacional, né? >> Maravilhoso. Gager, quer mostrar as miniaturas aí turma? >> É, não. Pega aqui, ó. Pega ali, ô. >> Pegar. Posso pegar? Posso pegar? >> Ô, vocês vão ver aí nas redes sociais, Mas a gente fez
um um presentinho, né, especial pros professores aqui hoje. Aqui, ó. Onde eu mostrar bem? Me avisa aí. Aqui vai mostrar bem. >> Arrancamos da embalagem aqui, ó. É, ó, temos o blisterzinho. Vem cá, Marco. Vem cá aparecer só para dar um oizinho primeiro, né? Aqui a gente sabe o critiquê, a gente não gosta de é só fazer as coisas bem feitas, não. A gente gosta de mostrar os artistas, né? Então, sem mais delongas, esse aqui é o Marco. >> Bom, prazer, Marco. É Vão Caricaturas, a nossa página. >> E aqui abaixo aqui, ó, não te
vi não, ó. Então, tá ali, ó. >> E a gente foi convidado aqui pelo Garger para participar dessa desse primeiro episódio aqui, né, dos Collectibl. E foi um prazer pra gente, né? Porque são duas figuras aí incríveis aí. E e tá aí as miniaturas deles aí como homenagem desse primeiro episódio aí. >> Boa. >> O brabo, viu? O brabo tem nome. Vai tá aí nas nossas redes sociais o link para você quer fazer aí uma homenagem ao seu professor. Leva um bonequinho. >> O cara só ganha maçã. Só ganha. >> V com mesmo terno. >>
Hã? >> Eu vim com o mesmo terno. >> É, então que a gente trabalha com a a previsão, entendeu? Já [risadas] é. Fala dele, fala dele aqui, ó. Foi o Sim que cantou a bola. Foi ele que pass [risadas] >> eh um anônimo mandou um live Pix aqui perguntando aqui. Obrigado aí anônimo assim, ó. Gostaria de ver juntos aí o Nicoleles e o Jean Van Elan, que é acho que é o pseudônimo do escritor, né? No Jean Van não sei. Ele sa não conhece. >> Con não é ele fala mais de conspirações. É o ele
é mais e é Janval. É. Sei quem é. é o escritor, né? Isso aí é um pseudônimo, não é? >> Não. Quem faleceu há duas semanas atrás foi o Eric Van Donican do livro que na minha infância foi uma aqui em São Paulo que era eram os deuses astronautas de Sim, sim, sim, sim. Porque deixou todo mundo, >> não deixou todo mundo completamente pirado aqui no Brasil. >> É, é que de no fundo gerou a trilogia, trilogia não, toda a sequência do Alien, né? >> Eu acho que sim, né? >> Foi sim, foi o que
inspirou, né, o a escrever toda essa coisa. Não, mas ele era muito interessante. Meu cara era muito louco. Quando eu cheguei nos Estados Unidos, eu vi ele na televisão, né, que eu não conhecia o autor, meu cara era >> A gente foge, a gente tenta fugir a essa regra, né? É interessante. Eu critiquei quando a gente conversa bastante, às vezes a gente fica preso aos algoritmos, que é muito o que tá acontecendo nos Filmes, né, Hollywood anos, né? Então o filme tem que ter um impacto de tanto e tanto tempo, senão o pessoal dorme no
cinema ou mexe no celular. é a Netflix já tá passando por isso. Eh, e os podcasts meio que acabam adotando formatos, algumas coisas, a gente comenta muito sobre isso, alguns debates, debates desnecessários, né? Debate só pela audiência e tudo mais. Tudo bem, tem público para isso. Eu sei que aqui é uma casa onde a gente Tenta levantar um pouco mais o negócio. Sei que muitas coisas, até peço perdão do que a gente falou, do que os nossos convidados falaram, às vezes tem um termo, às vezes um estrangeirismo, alguma coisa. Galera, volta, faça como eu faço.
Tem coisa aqui que eu vou pegar. voltar e vou, ó, aí para isso é bom o Google. Vai lá, busca o autor, vê o livro que foi citado aqui. Quem quiser fazer o favor, deixar nos comentários, pô, já li esse livro, é muito bom, esse Autor é muito bacana, recomendo. Ou não concordo também. Aqui é um espaço livre, né, de crítica. A gente pensa que o pensamento crítico ele é o preâmbulo para uma evolução, né? Se a gente não puder eh comentar isso e poder discutir amplamente isso, a gente perde o sentido. Inclusive o que
nos faz nos faz como seres humanos, né? Uma parte mais até transcendental, né? O que que a gente vai deixar de legado para as novas gerações, se a gente não discutir o que É importante. Recados finais, José Cubori, por favor. Bom, primeiro agradecer novamente, meu amigo Mário e e Geiger pela oportunidade de estar aqui novamente, principalmente do lado aqui do Dr. Miguel Nicoleles, que eu novamente muito admiro. Eh, para mim é com certeza um dos maiores cientistas que a gente tem no mundo hoje, não só pelo conhecimento, né, científico, mas pelo ser humano que ele
é. E gostaria até fazer um depoimento, Assisti o por todas essas características que eu tenho. Sou primeiro, eu sou descendente de oriental, teve tive todos os meus problemas, tem essa neurodivergência. Então minha esposa falou assim que tô há 25 anos com ela. Acho que ela foi me ver chorar com depois de 10 anos, né? Então >> sou um cara, teoricamente quem olha fala assim: "É um cara frio, né? >> E queria fazer esse depoimento que eu assisti a entrevista do professor no Roda Viva. >> Ah, sim. E no no finalzinho, quando o senhor faz aquele
depoimento do que é ser um cientista, né? Eu senti que o senhor ficou no final ali um pouco embargado e emocionado. E o choro que o senhor segurou lá, eu não consegui segurar em casa quando eu vi o senhor falando aquilo >> no final, né, de qual que é o papel e o senhor demonstra isso no dia a dia, com todo o seu conhecimento, com todos os Projetos, né, que o senhor toca lá no Rio Grande do Norte, que o senhor citou aqui, eh, de que esse o conhecimento da humanidade é coletivo, né? Sim. E
a gente tem que de alguma forma tentar devolver isso pra sociedade sem a métrica do lucro, né? Sem a métrica do o do que vai me dar de retorno. Se devolver simplesmente para devolver todo aquele conhecimento que que a sociedade precisa, principalmente de pessoas como o senhor. Então, foi um grande prazer Estar aqui com o senhor e uma honra imensa poder conhecê-lo pessoalmente. Eu que agradeço, >> professor. Comentários, recados finais. mesma forma. Eu agradeço demais o convite novamente. É sempre um prazer vir aqui. Agradeço a possibilidade de nós termos nos conhecido finalmente e trocar essas
ideias. Eh, não é não é fácil encontrar pessoas do seu mundo que são abertas ao humanismo e a missão, né, de preservar a condição humana, né, que Eu acho que tá nunca esteve em tanto risco, né, como no mundo que nós vivemos. Por outro lado, nunca nós tivemos as oportunidades de expor a nossa criatividade e comunicar a nossa criatividade como hoje, né? Então é um paradoxo, é um momento muito, ao mesmo tempo, delicado e é um momento muito extraordinário para todos nós, né? E conversas como essa são, Eh, mais do que um grande prazer, são
coisas que fazem motivam a gente a continuar a a defender essa tal condição humana, né? eh, que está em risco, mas ao mesmo tempo não tem nada e nenhum nenhuma startup de AI que é capaz de competir com ela, né? Essa é a conclusão mais profunda que eu diria dos nossos tempos. Nós quer tentar de todo jeito, bilhões de dólares. Eu eu sempre brinco, né? O cérebro humano funciona com 23 WH. Os caras precisam tentar construir uns Data centers de giga wats hora para tentar fazer o que uma baratinha faz e nem aí eles chegam
até agora, >> né? Porque LLM nenhum compete com as vespinhas da minha casa lá que estão todo dia mantendo o vespeiro vivo, né? Então é muito reconfortante saber que 3,5 bilhões de anos de evolução produziram algo que nenhum nenhum programador do Silicon Vale vai jamais conseguir reproduzir. >> Maravilhoso. Tem o seu livro aqui. O Professor trouxe pra gente. Eu vou deixar para vocês aqui na Eu vou mostrar aqui na tela rapidinho, ó. É a revolução no país do carnaval. Adorei o título aqui, ó. O julgamento final de uma nação fantasiada de democracia. Já tá na
mão aqui, já deixou autografado aqui pro tiqu. >> Legal, pessoal. Como já foi lançado pela planeta, né? >> É, esse livro demorou quase 50 anos para ser publicado. Eu escrevi quase ele Inteiro quando eu tinha 16 anos, 16 para 17 no meio da ditadura aqui no Brasil, né? >> Nossa. >> Nossa. >> E meu pai era juiz, né? E >> que bom, né? Não dava para >> E eu frequentava, não, eu frequentava os julgamentos, né? e aprendi. E essa é a minha visão de um moleque trancado em casa vendo o ditador de plantão fechar o
congresso no pacote de Abril de 1977, achando que não tinha mais saída, né? Então é uma sátira mordaz ao mundo que eu via da minha janela aqui em Moa, no formato de um julgamento no meio do carnaval, que era o único momento que você podia fazer isso, né? Julgar a ditadura era só tinha esse momento que era possível. Que legal, galera. Hoje assistiu aqui também ao vivo uma turma muito bacana que que a gente critique de Casanova, né? Depois que a gente saiu lá do >> grupo F, >> a gente a gente tô zoando, a
gente conseguiu pegar um espaço onde a gente consegue trazer a gente na sala que estão todos aqui eh de boca aberta, é liberando citocina nesse momento agora e todos bem representados pela nossa querida Fernanda ABC. nossa abelhinha, mais nobre, mais antiga seguidora do canal, veio do Rio de Janeiro para cá prestigiar o programa ao vivo. Então aqui muito obrigado todos representados Aqui por ela. Semana que vem no Critiquê, aguardo em terça-feira a gente ainda vai revelar, mas o que eu já posso dizer, na próxima quinta-feira a gente vai começar as conversas com os pré-candidatos à
presidência. Estamos num ano já importante e o primeiro começamos com Aldo Rebelo, já se manifestou. Então quem bota a cabecinha para fora a gente já dá martelada, né? Aí eu critiquei é assim, >> tem alguns que você vai ter que tomar o Engolve, né? >> Vai, vai >> eng. >> É, >> pô, já tô tomando pantopraszol, homem prazol um tempão, pô. É, vamos, vamos embora. Vamos embora, né? >> Vocês podiam criar o azia menômetro, né? >> Como que Ah, o de azia medi o nível de azia. >> Mas isso a turma da nos comentários sempre
vai deixando, né? Aliás, foi no Nas nas eleições da prefeitura, a gente teve que trazer algumas pessoas até pelo ambiente democrático, que a gente não concordava tanto, um deles foi o Pablo Marçal, mas aqui a gente conseguiu a pérola que ele revelou, no Critiquei em primeira mão, que o grande projeto >> para tirar todas as mazelas da cidade de São Paulo, >> Sim. >> era o edifício de 1 km de altura. E aí sim, >> como é? É, ele queria construir o maior difícil do mundo. Tinha isso. >> Achei que era o teleférico. >> Ah,
posso deixar? >> Ele também falou do teles para todos eles. >> Pro Aldo. Ah, não. Todos não. O Aldo é palmeirense, eu conheço, mas não para todos eles. >> Coitado, né? >> Pergunte para ele se não tá na hora de ter um presidente cientista no Brasil. >> Putz, aí é legal, né? >> Depende do centé, né? Você seria? Não, não, não, não, não. Eu, eu sou do >> Não, não, não, não. Eu sei, claro, mas pergunta só de provocação. Só que tô curiosíssimo para ver a resposta, porque, né, todo mundo fala, não tem jogador de
futebol, ator, entendeu? Já imaginou um país cujo presidente fosse cientista, aconteceu já. >> Ou que tivesse doutorado, >> aconteceu. A Angela Merkel era um Pegado. Verdade. Angela Merkel. É verdade. >> É, mas ela não era presidente, ela era primeira ministra, né? É. Ah, é verdade, é verdade. É, mas aconteceu. Eu eu me encontrei com ela no na no simpósio da queda do muro de Berlim. A mulher cientificamente falando, [ __ ] a gente conversou de uma maneira que eu não consegui acreditar. >> Era, não, ela era química, né? Ela tinha um PhD de química. Então,
>> então, mas eu eu tenho essa curiosidade porque todo mundo fala, não, né? O político sabe tudo, né? Então você pega um cara, põe no Ministério de Educação, não sabe tudo. Você tem o posto de Ipiranga, >> não tem o posto de Ipiranga, mas você põe o [risadas] cara no Ministério da Educação, no dia seguinte ele tá no Ministério da Saúde, no outro dia ele tá no ministério não sei do quê. Gênios, né? Então eu eu sempre tive essa Curiosidade, nunca pude fazer essa pergunta. Então se se escapar, >> parei >> se escapar e farei
de com certeza faremos. Galera, não esqueçam agora vou a gente vai baixar aqui essa cortina e já vai levantar outra. Fiquem aí mais 10 minutinhos que tem um hora extra aqui. O André Giger vai mandar aí para vocês. Muito obrigado professores. Aqui ador obrigados quem tava aqui aqui ó. Vou botar um ao vivo para saber que tem Gente aqui [aplausos] promovendo esse encontro critique até daqui a pouquinho. Até já. >> Até já. >> Vamos que vamos. >> Sabe aquela conversa que você não encontra [música] em qualquer lugar? Aquela que faz você pensar fora da caixa?
O Critiquê juntou José Cobori e Miguel Nicoles. [música] Um do mundo do mercado e investimentos, o outro da ciência e inovação. Duas Visões que raramente se cruzam.