Se eu tiver numa condição de défic hídrico anual acima de 100, solo for pesado, argilo, você não pode passar de 4 tonelad car. Se você não for por esto, você tem que jogar uma tonelada do Tem um pré-mergên, você joga antes de plantar. >> Sim.
>> Eu vou em junho e marco, ó, tenho que riscar o meu café aqui, porque em junho é onde dá mais doença. Aí dá doença para caramba aqui e muita. E do lado de lado não.
>> Cafecutor, você quer ter dicas valiosas para implantar uma lavoura com sucesso? Nós estamos aqui no Congresso Brasileiro de Pesquisa Cafeira e tivemos a oportunidade de conversar com o professor Santinato, uma das sumidades da cafetura brasileira e ele trouxe dicas valiosas para implantar uma lavoura com sucesso. Então, se eu fosse você, eu não perderia nenhum segundo esse vídeo de hoje, porque esse é o assunto do nosso no pé do café de hoje.
[música] Nós estamos aqui com o professor Santinato. Professor, que honra estar aqui com o senhor, podendo falar de cafecitura. Eu que já li tantos livros, né?
sempre tive isso como uma referência na minha formação, na minha vida profissional, na minha vida como café. Hoje a gente vê um clima muito desfavorável, né? Eu acho que o senhor pode nos dizer que de alguns anos para cá, né, a coisa vem mudando muito e cada ano mais desafiador.
>> E eu vejo o senhor como uma referência hoje em produção de café em áreas marginais. Uhum. >> Né?
Naqueles lugar onde as pessoas nem imaginavam produzir café, né? o senhor vai lá com a irrigação, com sistema de manejo, né, e consegue trazer altas produtividades, né? Certo?
>> Então, hoje pro nosso cafecutor, eh, o que que o senhor nos aconselharia para construir uma planta resistente para aquele que quer plantar, né, numa área às vezes um pouco mais desafiadora, que conselho só dá, né, na no preparo do solo ali para produzir uma planta mais forte? Bom, eu primeiro agradecer as suas palavras, né? Então, hoje o que eu faria?
Vou plantar 10 haares. Eu vou procurar uma área dentro da minha propriedade que eu consiga mecanizar alguma coisa, porque nós estamos montanhos. >> Se eu conseguir mecanizar, eu posso trabalhar com trator pequenos, tal, fazer tudo.
Fica muito mais econômico por causa do custo mão de obra. E tecnicamente eu vou trabalhar, jogar um um termofosfato no suco de plantil ou na cova com matéria orgânica, seja esterco de galinha, que é o melhor, ou esterco de boi ou um composto, né? >> Vou plantar a variedade, é clima mais frio, vou plantar ar, clima mais quente, vou plantar asa branca.
Tem outras, mas só falando esses dois extremos, >> certo? >> E seguir a regra, eh, adubações. >> Sim, certo?
do figurino. E se eu tiver numa condição de défic hídrico anual acima de 100, eu ponho a irrigação. Se tiver abaixo de 100, eu não ponho irrigação.
Dá para arriscar. É, ali é o seguinte, o 100 é o limite. Abaixo de 100 raramente eu vou ter perdas mesmo com essa mudança climática, porque nos lugares que dá défic hídrico, 50, 60, a temperatura média é baixa.
Sim. >> E aí nos nos meses críticos ela continua baixa. Subiu 07, 06º, subiu mais com isso.
>> E só pro cafetor entender, professor, o que que seria um défic hídrico de 100 mm? def de senha, por exemplo, vamos, você chove, vamos pegar janeiro, janeiro choveu 400 mm, >> certo? >> Excesso de água.
Eu preciso disso, 120, choveu 200. Fevereiro, mesma coisa. Março, mesma coisa.
Abril >> a a como já nessas regiões mais frias, abriu, a temperatura cai. >> Aí v transpiração minha que era de 4 c passa a ser de dois. >> Então eu tenho 32 a 2, eu preciso de 60 mm de água.
Chove. Então tudo bem, >> se eu tô numa região que não chove, eu tenho que complementar a chuva. Então eu preciso de 60 para não dar >> e choveu 30, eu vou irrigar com 30 e assim sucessivamente, mês a mês.
>> Se você não irrigou, você já acumulou um défic de 30 mm >> de 30 mm. No mês seguinte, de repente choveu. Se choveu bastante, a capacidade do solo derreter água subiu.
>> Sim. Então tá normalizado. Se não chover em junho eu vou ter 60 outra vez com 30 90.
Até aí dá para aguentar. Mas em julho, se acontecer isso, eu passo para 120. Aí bau bau pro meu, pra minha formação de botão floral e pra minha florada.
Aí >> de abortamento não tem ficar fe, né? Certo? E no preparo da cova, o senhor comentou aí, né, da aplicação de termosfosfato.
Isso já é para eu ir, vamos dizer que primeira coisa, a primeira coisa que você vai fazer >> é uma análise de solo. >> Sim. >> De 0,20 e de 20 a 40.
>> 0,20 interessa para calch e 20 a 40 interessa para ver se você vai jogar gesso, se tem alumínio. >> Sim. >> Você não pode, o sol for pesado, argilo, você não pode passar de 4 tonelad de calcá.
Se ele for médio, 3 toneladas. Se ele for arenoso, 2 toneladas. Por quê?
Porque seu, eh, isso aí são limites, >> sim. >> Que você tem que obedecer, porque senão o pH explode para sete. >> Aí o o fósforo que você pôs do termo fosfato super simples, ele vira pedra, >> fica trifosfato >> e o zinco, bola e tal, vai ficar óxido e zinco não libera e diciência.
>> É, então você tem que librar por aí. Então, peguei a calagem. Eu posso jogar por cima, só por em cima.
>> Se o meu terreno permitir, eu faço uma subsolem, né? >> Eu tiver de máquina, vou é, vou norte, sul, leste, oeste, quebro tudo. >> Aí já tô incorporando o calcário.
>> Sim. >> Depois eu venho com uma grade de 38, nivelo, depois vem com a niveladora, ficou tudo lisinho, bonitinho e tal. Aí eu venho, vem no suco, eu ponho o termofosfato, me chamou tacar o cara no suco porque o termofosfato já tem, já tem os bicos nutrientes, tudo.
Pode falar o nome comercial disso aí. Só tem esse de bom que é [risadas] um s tem 20 anos que ele não mexendo com esse negócio. Tem outros também que um dac muito bom e tem se quiser o arroz feijão super simples, super triplo.
>> Mas aí você tem que jogar os mos. Mas o senhor faz o termosfato e depois ainda entra com super simples. >> Não, não.
Termofosfato, este, aí batedor de coba para cima e para baixo. Nivela e pinta. Quantos?
Porque o cafet com dúvida. Põe muito, põe pouco. Tem com medo de pôr muito.
>> Se você não for por este, você tem que jogar uma tonelada do em termosfato. >> Sim. Se você jogar 10 tonelad de estco, que seria uma dose, coisa, você cai para 700 kg do Euri.
Você reduz o que você tem >> na matéria orgânica do químico ou do abate ali, >> aberto >> e você só vai todo ano, se você puder, você põe matéria orgânica, você tem que levantar. Por quê? que a maioria dos solos que tá aí, que a gente pode plantar café, eh, você não pode tirar um pé de nada hoje.
>> Então, você vai plantar em pasto, você vai arrancar um café >> extremamente pobre. >> Exatamente. Então você tem que fazer a base, >> que é seu solo.
>> Então isso aí você vai fazer. Se tiver um alumínio, aí por exemplo, vou jogar 4 tonel, eu ponho 25% das 4 tonelada, que dá 1 tonelada de gesso. >> Mas se não tiver alumínio, quer dizer, você vai ver, tem um negócio chamado M, >> sim, >> chama saturação >> de alumínio.
>> Se essa saturação tiver acima de 30, você põe no gesso, senão você não põe. >> Sim. Senão se você pô gesso demais >> vai bagunçar >> o potássio que você tem, o magnéo que você tem, vai parar lá no >> carreia tudo, >> é lá para baixo, tudo carregado.
Então feito isso aí, o resto é moleça, né? Hoje, por exemplo, para economizar mão de obra tem eh produtos pré-emergente. >> Sim.
>> Tem um pré-emergente, você joga antes de plantar. >> Sim. >> Aí você não nasce mato nenhum, mais ou menos uma faixa de 1,5, >> né?
Metro. Aí você planta, depois você vem com outro pé emergente e joga por cima. Espetacular.
>> Eu falo só onde você mexeu ali para plantar a muda. Você vem fazer >> aí. Aí se você tá no lugar que tem vento, se tiver um lugar inclinado, você põe um uma graminha para segurar a erosão.
>> Sim. >> Se não tiver e tiver vento, você põe uma plantinha sem vergonha que nós desenvolvemos agora para café, chama sorgo. Eu até apresentei um trabalho aí.
>> O sorgo tem a vantagem de ser fica dessa altura mais ou menos. Eh, ele fica 1,20 da das plantinhas. >> Sim.
Da linha de >> a plantinha a mesma coisa que tivesse no viver, não sofre nada, não sai semedequi para lá e não a cama. >> E ele faz o quebramento. >> E faz o quebramento.
Tem que pôr o quebramento. Você botando no quebramento, você diminui e mancharolada, fumas, coquita, que vai no começo. >> E aí você vai on, né?
>> E e nessas áreas de de plantil, né? Vamos pensar mecanizado igual a gente tá começando. O senhor trabalha também com a linha na direção do sol?
>> Não. Se eu tiver plana, se eu tiver planta e tiver, vamos dizer em Pinhão >> Uhum. >> né?
Aqui na região São João, eh, da Boa Vista, aqui que é frio, >> sim. Eu planto 350 eh 315º norte verdadeiro, que é isso em junho. Eu vou em junho e marco, ó, tenho que riscar o meu café aqui, porque em junho é onde dá mais doença o café e no frio.
>> Uhum. >> E aí o sol vai caminhar aqui em cima no topo dele. >> É.
É. Se eu plantar assim, vai, esse lado vai ficar mais úmido que o de lá. Aí dá doença para caramba aqui e muita e do lado de lá não.
Se eu tiver numa lugar quente, esse elementamento é 270º, só que é em março, para evitar o quê? Escaldadura. >> Uhum.
>> Que queima as folhas. >> Sim. Andar no topo ali no verão.
>> É, eu tenho esses ensaio foi feito em numa rosa de vento. Sabe o que é rosa de vento, né? Todos os anos tem um ensaio aqui em Pinhal, um ensaio em Franco, um ensaio em Caro Paranaíba, um ensaio na Bahia, todas as regiões nós fizemos isso aí, entendendo?
E dentro do possível, se for bem inclinado, você tentar ajeitar nisso aí. Nunca plante numa posição que o sol da tarde >> pega de lá, >> pega aqui >> de chapa, >> certo? Tinha uma face Noruega, não tem nada com a Noruega, né?
Mas >> professor, então o senhor falou fatores muito importantes no preparo do solo pra gente ter uma planta resistente na área mecanizada >> e na cafeetura de montanha. O que que disso aí o cafetor de montanha pode aproveitar para também ter uma planta para explorar mais o perfil do solo ali? >> Na montanha eu conheço bem Manho sul, Batipó, Manhomeri, nós damos muito trabalho de espaçamento lá.
Então, uma técnica que tem lá para você logo no começo pegar muito eh produtividade >> é, por exemplo, plantar 1,5 por meio. Aí eu estouro 7. 000 plantas vençamento, >> porque vai ser tudo no braço.
>> Sim. Você pega a primeira, talvez até a segunda sala e produz muito, 60, 70, >> que já paga o investimento do do pequeno produtor. Depois você arranca aquela rua do meio, >> fica três por meio, que é um espaçamento razoável, né?
>> E trabalhar eh com rua sim, rua não. Uma rua você põecida, outra você deixa o mato, depois você inverte e trabalha com rasadeira. Rosadeira é uma e costal, né?
>> Sim, sim. colheita hoje, pano e a maquininha. Sim, >> porque você não acha mais jeito para ficar catando.
>> É isso aí. >> E muitos cafetores, inclusive eu lá na montanha, a gente faz o plantio com faz o sucamento, né, com a com a escavadeira. E aí eu posso usar as mesmas técnicas que o senhor sugeriu, fosfatagem, mesma coisa.
Mesma coisa. Isso aí não muda. O solo é a base.
>> Isso, professor. Muito obrigado. O senhor deu aqui eh dicas valiosas, importantíssimas para caficultores, para técnico, para todo mundo diante sua experiência.
Isso aí realmente foi uma grande aula como sempre, né, que a gente tem oportunidade de escutar. Muito obrigado. Muito obrigado por isso.
Muito obrigado por tudo que o senhor fez, tudo que o senhor faz pra nossa cafeura e tudo que o senhor vai fazer ainda, se Deus quiser. Deus quiser. >> E café, deixa aqui nos comentários seu agradecimento também.
E não esquece de deixar aquele joinha que é muito importante. Muito obrigado a você que nos acompanhou até aqui. Um forte abraço e até o próximo no pé do café.