Gente, eu não sei se é porque eu trabalho entrevistando muita gente e com câmera o tempo todo e eu gosto de aproveitar o tempo com o filho, com com os meus amigos, que esse momento onde eu estou sozinha no carro, vendo paisagens novas, é tipo um dos meus momentos mais importantes para poder criar e saber o que eu vou perguntar pro convidado. Gente, só para avisar que hoje eu tô tirando onda, tá? que eu vou levar vocês pra próxima entrevista no Bi Dolphin Mini, que é moderno, sustentável, 100% elétrico, como eu, eu acho, uma bateria mega econômica, estiloso, perfeito pra cidade e amarelo, gente.
Tô meio passando mal de amor. Vamos embora. Se eu estivesse em São Paulo, eu estaria preocupada com rodízio, mas o BID do Alfim Min tá isento do rodío, então só preciso me preocupar com a vaga.
E mesmo assim não preciso me preocupar muito porque esse carro é compacto. Como Já [Música] chegaram? Eu só precisava me preocupar em achar uma vaga, que aqui na Urca não é exatamente fácil de achar vaga, mas o carro é super compacto, foi tranquilo, inclusive tem câmera traseira, sensor de movimento e gente, sei lá, me dá uma autoestima, tá, nesse carro amarelo.
Então agora eu vou lá que meu entrevistado tá me esperando. Botei esse negócio rosa aqui pr ficar estiloso, que eu falei pra figurinar assim, a roupa mais estilosa tem que ser prdfe. Eu quero absorver essa tranquilidade, gente.
Mas se mudaria minha vida, chegaria, dominaria o mundo se eu tivesse essa voz. o mundo, gente. Você tá me valorizando, você tá me deixando mesmo.
[Música] [Aplausos] [Música] convidado de hoje do Maria Vai com os não cabe em uma caixa só porque ele é rapper, empresário, ator, marido, pai, nerd de música e também amante de joias, charutos, golf e dono de uma voz, juro, digna de rei. MDF tem só 25 anos, mas não parece porque além dos prêmios e dos números no Spotify, no YouTube, Leonardo dos Santos Barreto também tem no currículo uma história de amor pela palavra e pelo layout. o que faz com que ele pare tudo à sua volta mesmo sem cantar.
Com vocês, o nosso Rei Lacoste ou o grande embaixador do Charme da Educação, MD Chefe. Como eu sou uma pessoa mais ansiosa, eu pensei, se eu tiver num barco, uma coisa flutuante, talvez eu chegue numa tranquilidade que nunca eu cheguei até hoje em 49 anos de vida. Você é mais hiperativa, então assim, você é mais infelizmente eu sou.
Eu sou hiperativo também, cara. Você é? Eu sou, pô.
Eu amei o Eurotchuco, gente. Essa foi quando eu fiz a torneia na Europa. Pois é.
É por isso que eu trouxe essa apelida, eu fiz aquela música quando eu tinha chegado da turnê. É por isso que eu sempre gosto de inventar alguma gira, alguma tendência. A gente sempre brinca muito com essas giras que a gente carrega, né, na nossa região.
Falei, acabei de chegar da Europa, bota o nome da torneio de Euroto. Aí pegou, o pessoal gostou. E tem um vocabulário que é muito bom.
Eu, por exemplo, já entendi outro dia porque meu filho tudo ele fala, eu falo Bento, vamos ali não sei o que. Ele fala fé. Durante um tempo eu fiquei fingindo que eu sabia o que era.
Ficou usando em vários contextos. Fiquei usando sem saber. Aí um dia ele falou: "Não, mas você tá usando fé errado".
Fé só tipo assim, beleza, né? É uma confirmação. É só tipo, não é um fé, pô.
É fé. Bora, táé. Você vai chegar, você me convidou, vou chegar.
A porta tá fechada. Quem é fé? Tu já sabe que é um dos teus.
É um dialento, né? Muito usado em cultura de favela e tal. Cabelin fala muito isso.
Cabelin também. Fé a gente popularizou muito através dele, inclusive, creio eu. Igual já é, só que o fé é mais atualizado.
Até mais maneiro do que o Já é. Inclusive, você tá ouvindo as músicas com a tua filha? Que que ela ouve?
Eu sou nerd de música, né? Você é nerd de música desde? Eu sou nerd, né?
Eu sou nerd de tudo, assim. Tudo que eu acho, se eu achei que esse restaurante é uma curiosidade para mim, eu vou pesquisá-lo. Eu comecei a fazer whiskando história, pô.
Por causa da história, porque cada whisky tem uma história e eu gosto muito de história, né? Eu sou curioso, então então sou de rap, sou n de música. Então escuta música.
O que ela tá viciada naquela apatia do da Rose com o Bruno Mar. Sim. Alguém te chama de Leonardo?
Não, muito raro, mas a minha família, mas no particular na rua, eles também me chamam de de MV. Acostumaram já. Mas Leão é difícil, mas eu gosto muito do meu nome.
Teu nome é lindo. Meu nome é lindo. Significa valente como um leão.
Sério? E é exatamente que eu sou meu nome me define. Forma como me posiciono no meu rap, a forma que eu lido com o meu negócio, eu vou, eu, eu vivo eu sou um cara valente, né?
Até demais. Então, sempre tive que ter mais prudência conforme eu fui envelhecendo. Então, sempre fui um cara muito valente, sempre um cara que eu sempre quis tomar a liderança, sempre tive essa essa atitude de liderança e fui um leão ali.
E o nome da minha filha era ela, leua de Deus. Carrega le Deus. O meu é valente como leão.
Ela é lea de Deus, gente. Mas como a Urca realmente? Você sabe que o Roberto Carlos mora aqui, né?
Sim, eu tô, tô ligado. Uma vez tentaram me convencer morar aqui por causa usando esse argumento. Sério?
Bom, Roberto Carlos mora lá. Você também é todo reizinho, você tem que morar lá. Falei: "Calma, cara, assim, você não vai me entender nada, mas continua tentando [Música] isso de se vestir bem, de falar bem, essa eloquência, eu aprendi com meus pais, meu pai e minha mãe.
Minha mãe me deu minha primeira joia, falou: "Filho, você guarde que isso aqui pode ser familiar, isso aqui é joia. Joia tem energia também". Meu pai sempre foi o cara que gostou de muitas roupas, de perfume, de roupa de marca.
Eles sempre se vestiram bem. Meus pais joias se vestiram bem. Então aprendi isso em casa.
Por mais que a gente teve uma origem um pouco mais humilde do que a gente tem hoje, a gente já tinha esse cuidado em se apresentar às pessoas e na comunicação. Como eu disse, respeito é uma das coisas fundamentais na nossa casa. Então é educação, respeito.
Eles também me deram a melhor educação da do meu bairro ali. Estrei o colégio particular minha vida toda. Sério?
É. Tive educação adventista, sabia? Adventista.
Tive educação adventista, pô. Adventista e católica. E é incrível como e a a igreja, seja ela qual for, assim, né?
Ela exerce um papel tão fundamental assim, né, no no no Brasil, porque quantas pessoas começaram a cantar em igreja ou começaram a a estudar muit muitos artistas, pô, você vai ver que vieram de de crescimento gospelo, do segmento gospel. A igreja é o órgão mais influente do mundo, né? Só que também existe a separação do mundo aa e do mundo dentro também.
É, como você falou, não pode ter essas denominações. O adventista não pode brigar com o católico. O católico não pode brigar com presbiteriano, sabe?
Pentecostal. Essas camisas de time, essas denominações são perigosas. Isso afasta das pessoas da igreja, porque às vezes é uma pessoa que ela já é um pouco discrente, ela quer entrar na igreja, ela vê as pessoas da igreja brigando entre si, se afasta.
Total. Eu [Música] tô tentando essa entrevista já tem um tempo, porque a pessoa é muito ocupada, tá bombando num grau master, trabalha para caramba, ganhou o Beta Awards, que é tipo o prêmio mais importante do R. Foi quando ele tinha Black Music, na verdade.
Mais importante me me conserta que eu sou ignorante. Me ajuda. Também sou ignorante em vários aspectos.
Não, mas ainda tem isso, gente. Eu não vou nem dizer que eu convidei um pouco ele por interesse, porque eu gostaria muito de provar a marca de whisky dele. Eu fiquei sabendo que você é whisqueira, você é whisky que concê também, você gosta.
Então, então como é que veio a tua história com com o whisk? Por causa de história. Quando você vê uma idade no whisk, é idade mínima.
Um blend, um blend é mistura de whiskys, né? Se você vê 21, o mínimo de misturas que tem ali é de 21 anos. São vários whiskys que o mínimo dele tem 21 anos.
E aí tem um que aquele aquele tal blend ali, a idade dele era dada segundo aos 21 tiros que era dado na coroação de uma rainha europeia. Falei: "Cara, isso aqui é história". Eu sempre fui muito nerd também, né?
Aí aquele era nerd de história. Aí eu falei: "Pô, você que aqui tem uma história maneira". Eu comecei a estudar várias histórias de whiskys.
Eu me comecei a me aproximar. Eu sempre fui um cara que combinava, tinha tendências chiques, né? Tendências chiques.
Eu gostei dessa, tendências chiques. E aí eu falei: "Pô, isso aqui também é chique, combina comigo, combina com o que eu, com o que eu prospecto pra minha vida". Os fãs pediram, não sei, a marca de whisky Misterl, homenagem também o meu nome, nome da minha família.
Você tem muita gente trabalhando para você? Tem algumas pessoas. É, hoje em dia a minha equipe, você é uma, eu sou uma empresa.
Quando o artista ele ele ele bomba, ele virou uma empresa, né? Todo artista é uma empresa em si, né? Por mais que ele possa ter outra empresa e tal, o artista é uma empresa.
Ele vira uma empresa porque ele começa a rentabilizar de muitos lugares, né? publicidade, royalty, música. Quar você bomba a tendência é você ter mais pessoas porque se não dinheiro vaza, né?
Sim. É. E todo artista tem que ser uma empresa.
Todo artista, por exemplo, eu apareci com uma marca pode mudar, influenciar na venda daquela marca, na credibilidade daquela marca. Então também é muito meticuloso. Mas você sempre teve essa consciência?
Porque não é todo e eu sempre tive essa vantagem. Consciência nem sempre tive. Já fui mais imprudente, já fui menos sábio na forma de gerir meu negócio.
Quando você tem 25 anos para Ah, mas verdade. Tento muito, né? Então erro, eu aprendo.
Eu, graças a ao eterno evolu Batalha de rima. E aí, Madruguinha que virou MD? Abreviou.
Abreviou MD chefe. O chefe foi por quê? Precisava de um nome mais potente, né?
de assumir uma posição de liderança. Chefe, chefe. Eu acho que na verdade esse nome já nasceu para você, né?
Acho que combina combina com a com artista. Eu eu acho que é um nome muito, eu gosto muito do meu vulgo, né? Tanto do meu nome, né?
De batismo, minha graça que é Leonardo. Gosto do meu vulgo. Eu gosto muito do teu vulgo também.
Nem sabia que que era vulgo, mas eu gosto muito do teu vulg. Vulgo. Vulgo é o apelido.
Isso aqui é mais formal, né? Vulgo. Vulgo.
Tô aprendendo muito. Você não tem vúo. Você usa seu nome?
Eu vou inventar um vulgo, garoto. Eu seu nome completo é Maria Maria do Amaral Ribeiro. Mas vou ter um vulgo.
Eu tenho quro anos de famoso, 10 anos de não famoso. Sabe o rap é muito isso. É porque o artista muito, você sabe como é que é.
Agora você já é uma uma uma atriz, uma artista formada. Então você já tem, além de muitos recursos, você tem um uma abertura no mercado muito grande. Aí a pessoa fala: "Não, Maria, foi fácil para ela porque eu não sei o que, mas antes de chegar nesse tempo, você passou 20 anos.
Quando você ganhou o o Battle Awards? Foi tipo 2000. 22 anos.
Você tinha 22 anos. Sim. Como é que você não pirou com sucesso?
Parando para pensar agora, foi uma parada muito maneira, né? Tipo, muito, é tipo muito incrível. 22 anos a maior premiação do Black Music, né?
Das mais importantes pro Jeffers também. Acho que tipo, ficou feliz, mas porque fiquei contente. Ah, mas eu sou abusado, né?
Eu sou marrento. Aí na na tem que ser, né? Um pouco na do agradecimento ao Bards.
Eu foi polêmico, né? Esse agradecimento. Ah, mas eu também sou fogo também.
vez eu eu sou fogo. Vai. Aí eu falei assim, não vou fingir como se eu não tivesse trabalhando para isso.
Comecei assim o discurso, né? Azou. Falou e eu trabalho para isso.
Eu quero ver no mercado e me deixar campeão B ordes é o rec do Brasil. Obrigado. A pessoa ficou pô você é muito cheio demais.
Você de fato eu sou. Com certeza. Mas não é por isso queando você é uma pessoa legal, uma pessoa humana.
Você desculpa, você é muito educado. Você e amarra é ela, ela é o charme da educação. E outra, gente, é um frasista.
Socorro. Uma ótima frase pras pessoas postarem. Nossa, é muito bom.
E pro brasileiro é é fundamental. Brasileiro gosta de de frase. Não, não tô dizendo a tô dizendo amarra é importante.
É, nós somos um povo muito muito bom, cara. É porque o Brasil não dá valor pro Brasil, mas o Brasil é um povo extremamente habilidoso. Os rappers é a amarra é tipo, faz parte do jogador, pelo amor de Deus.
E tipo, o rap é muita abatho. Os raps são sofridos, pô. A gente merece.
Claro. E outra, lembrei também uma coisa que me ajudou também muito a manter o pé no chão, que eu sempre tive amigo. Eu sou um cara que eu tenho amigo, cara.
O o Lai, que é o meu irmão mais velho, que é meu sócio no Feludde, ele me falou uma frase que acho que alguém falava para Alexandre Grande, né, que ele tinha alguém que ficava no ouvido dele, você é apenas um homem. Você é apenas um homem. E às vezes você tem que ter essas pessoas que vão te lembrar que você é apenas um homem.
Sim. Não, não questão de que a pessoa tá embaixo de você, não. Mas uma questão de que você tem que ter consciência.
Então, a educação que eu tive somado com os verdadeiros amigos que que que que eu tenho e primeiramente a graça de Deus na minha vida me fez eu respirar com tranquilidade. Não quer dizer que eu não seja um cara autêntico. Eu sou um cara autêntico, sou um cara marrento, né?
Não posso negar, eu já não preciso provar mais nada para ninguém, né? Primeiro Brasil vai ter um BT. Porém, eu quero mais.
Eu quero BT na minha instante. Eu quero um Gramy, Gramy Latino. Eu quero mais coisas.
Não que os prêmios em si seja coisa que vai predominar na minha carreira ali, mas o fato da gente levar o nosso mercado para um outro nível é muito importante, é um objetivo meu na minha carreira musical. Você é ator também agora? Agora sou ator também.
Conta, conta. Ah, foi maneiro. Foi um personagem muito engraçado assim, muito diferente pro pro que a pessoa estima do MD chefe.
E ali esse personagem foi ótimo para poder mostrar pra pessoa que eu também tenho uma ver artística cômica também, porque meu personagem é o bonito. Então ele é um cara que ele tem um bigodinho, ele tem um cabelo alisado, né? O cabelo dele é meu cabelo é grande, é que tá preso, mas meu cabelo é aqui.
Aí o meu cabelo liso assim, alisado, tipo personagem mesmo, com layout totalmente diferente. Personagem. Bombou muito na internet aquele meme do rei Luizinho, do Pica-apau.
Já viram [ __ ] Pau? Tem que tem um leão que tem o cabelo liso. O bonito ele é um cara que ele ele tem atração pela avó do cabelinho no filme.
Ele é um cara que ele quer mulher mulheres mais velhas, porque ele é um cara, ele é bonzão, né? O bonito é bonzão. Ele é o funcionário do mês, é o cara que faz mais entrega, é o único dali que tem moto.
Aí tem um debate cabelin lá, pô, você tá ficando com a minha avó? É, tô ficando com a sua avó assim e tal. Bambu, foi maneiro para caramba.
Forte abraço pro meu irmão Cabelinho também. Cabelinho, ó, Cabelinho. Queremos você aqui também no no Maria.
Eu perguntei para todo mundo que tinha mais experiência do que eu, como o que que eu poderia fazer me ensinasse. Falei com o Daniel Rocha, com a Jade de Sassará, com o Artur Aguiar. tava prestando muita atenção.
Eu sou o cara que ficou muito caro prestando atenção também no que a pessoa tá fazendo. Eu ficava lá, eu ia na cena dos outros para poder olhar para olhar e poder aplicar aquilo. Tem que praticar ainda mais, eu tenho que continuar evoluindo.
Mas eu consegui fazer o meu papel, acho que devido a essa esse pé no chão de não, eu tenho que aprender, eu já não posso achar que eu sou bonzão, porque eu sou bravo no rap, mas na atuação tô começando agora, então eu tenho que pedir licença, sabe? Eu ten que aprender com quem sabe. E o mano Brown foi um cara que te influenciou?
O Brau? É, cara, eu tenho uma coletividade muito grande com o Brau, sabia? Não, não sabia.
Eu sou muito, eu acho ele tipo um dos nossos maiores nomes, senão o maior do rap. Eu tenho uma história muito linda com com o Sérgio Vasque e ele fez a Coperifa que que que era uma coisa de poesia e aí ele ia nas escolas e chegava pra galera e falava assim: "Gente, vocês gostam de poesia? " E a galera falava assim: "Não, poesia, poesia, coisa de fresco, a gente aqui, [ __ ] tá quebrada, não sei o quê".
Ele falou: "Mas vocês, vocês ouvem negro drama? " É, a galera isso é poesia. Isso é poesia.
Me aproximei muito do do da, enfim, já conheci obviamente Racionais, mas comecei a ouvir de outra forma. É muito prestar uma prestar atenção com outro olhar, né? Com outro olhar.
Eu conheço o Negão Blue, Blue, Brau. Tem uma coletividade muito grande com Brau. A gente se fala com frequência, me abraçou maneiro.
Toda vez que vou em São Paulo, ele ele me recebe muito bem. E aí eu tenho um contato direto com esse poeta, né? Que o Brão é um é um poeta.
É, é maneiro que você conversa com o BR, você as coisas que ele fala é muito maneira assim, você sempre tá aprendendo as coisas que ele fala, né, mano? Ele fala sempre, ele sempre tá falando coisa interessante, né? [Música] A sua voz é um acontecimento.
Não tem ninguém no rap. Será? Será que é a maior característica da MD?
Talvez seja. Não, não. Eu acho que não.
Eu acho que tipo o combo, o combo é muito bom. O combo é muito bom. Ah, legal.
Obrigado. Não, o combo é muito bom porque assim, é, né? Você tem o layout, você tem o o o talento e e realmente as suas músicas são incríveis.
Qual é a diferença de rap e trap para uma pessoa que não entende? Não tem diferença. Ai, obrigada.
Jura? É rap é trap. [ __ ] eu canto trap, mas eu sou um rapper.
Não existe diferença. Não existe. Quem criou esses aí é um louco, tá?
É um rapaz muito ignorante. Alguém que inventou isso aí é muita loucura. Am.
Vou te vou te explicar antes da gente entrar na voz. O que acontece? Sabe que os Estados Unidos é muito patriótico, né?
Tudo é patriotismo. Eles gostam muito de autenticidade. Tudo que é original lá bomba.
Então cada cidade lá fora tem um jeito de fazer alguma coisa. Isso foi pro rap porque é cultural. Então sabe o que é trap?
É o jeito do pessoal de atleta fazer rap. Só isso. O trap ele foi tão autêntico, foi tão maneiro de ouvir o rap que ele bombou no mundo todo.
Trap significa armadilha, né? Não, eu acho que você Ah, é. É.
Trap significa armadilha. E por quê? Porque a Atlanta tem muita rua sem saída, então você cai na armadilha.
Você fica na rua sem saída, você cai na armadilha. Você tá no perigo, por isso que é Trump, que é o jeito do pessoal de Atlanta. Gente, como é que eu nunca soube disso?
Ainda ainda bem que eu faço esse programa. É porque o pessoal fala: "Pô, o rap mudou, é, não tem mais pois tem, pô, só você escolher a música certa, vai escutar um Jong, um BK R tem música comercial, tem música Orosoch, tem música comercial e tem música MDF, tem música comercial e tem música poética. É normal, a pessoa é muito ignorante também, ô Maria, sabe?
Pessoal gosta de criticar, eles querem criticar. Vem cá. Essa voz aí é fod não é normal.
Não, não. Não, não, não. Para de mentir para mim.
Vai. Nunca fiz fundo. Fal sério.
Pô, maioridade do nada essa voz veio. Então, a não acredito do nada, né? Eu acredito no propósito.
Acho que a minha voz ela empaquita as pessoas de muitas formas. Então, acho que não tem como não ser propósito, sabe? É uma voz que ela tem autoridade, mas ela também passa acolhimento.
Então eu tenho que usar esse dom de uma forma prudente, de uma forma inteligente. Isso aqui é o rugido do leão. Aí agora a gente tá dominando a selva aí, conquistando as coisas, sabe?
Você tem uma voz que, tipo, você convida a pessoa, você fala assim: "Cara, ah, legal, legal você tua perspectiva. Vem pr cá, isso aqui você tá voltando pra casa. Isso é um lugar seguro, isso é um lugar que, tipo, presta atenção, presta atenção, você tá o tempo inteiro falando que você é abençoado.
" Sim, mas é um modo de ver a vida. Você concorda? Concordo.
Concordo. É uma, você poderia falar assim: "Não, eh, ralehei pra caramba. Você podia contar de outro jeito.
É tudo a maneira como você pega e lê e lê a tua história. " A vida é perspectiva. A vida é perspectiva.
Correto. Qual é a leitura que você acha que ou você acha que a gente tá em Quem ouve rap não houve MPB? Que onde é que você acha que tá o Brasil?
Eu acho que é mais do pessoal de fora do rap do que do rap para fora. Entendi. Porque o pessoal do rap sabe que a gente escuta todo tipo de música, mas o pessoal de fora não sabe que o rap ele é nerd, que ele é estudioso.
Você tá o tempo inteiro falando que você é nerd e eu para mim ner é lindo isso que tá falando. Acho é bom ner que essa combinação é muito acha. Você acha que o mano Brau não é nerd de música?
É, pô, Chup, Mig, Nes, Rquin, todos são sempre foram muito inteligentes de rap, pô. Sempre as pessoas são extremamente conhecedoras. Não tem como você fazer poesia sem conhecimento.
E não tem como você falar das ruas sem conhecimento, porque uma coisa eu falar uma coisa bonita, porque o paradoxico da mente, porque não é só uma palavra bonita, mas é vazia. Mas eu falar sobre o que acontece com na rua com extrema descrição, com exatamente o que tá acontecendo na rua, isso é muita poesia, pô. O rap é poesia ao vivo.
O rap é a poesia das é o que acontece de verdade. É o é fala sobre quem tá sendo ferido. Fala sobre o ferimento, fala sobre o que o ferimento causa.
Isso é o rap. O rap é é a rua, pô. O rap é a verdade.
Vocês que viram o programa, escutaram o programa, Rapazes e Moças, Fé. É, agora pode bater palma. Agora acertou.
Jo.