Salve salve rapaziada Professor Basílio canal estourando eu tô aqui pra dar mal muito especial uma aula da memória sobre a Ditadura Militar Brasileira meu tema de Mestrado um tema que eu pesquisei Nos últimos quatro anos e cuja pesquisa e o defende ano passado na Universidade de São Paulo essa é uma forma também de devolver à sociedade agradecer a sociedade pelo investimento na minha formação enquanto pesquisador essa é uma luva especial porque eu trago a vocês a minha pesquisa fundamentalmente a gente só definir alguns conceitos o conceito de memória o que que memória tem a ver
com história o que que são essas categorias Pousada memória e história são formas de se interpretar o passado só que se história é uma forma de se interpretar o passado por meio de fundos de documentos de registros daquele passado Ao qual eu vou analisar de forma crítica a memória ela não tem esse caráter tão e ela tem uma ligação quase que mais afetiva mas subjetiva quando eu terminar passado é uma impressão que eu tenho subjetivamente em relação ao fato passado é uma memória que eu construir esta memória esta forma mais subjetivo mais excluída disse elaborar
o passado ela é um dado individual Todos Nós lembramos do passado Todos Nós criamos certos certas representações certas ideias do passado mas não necessariamente a memória é somente individual nós temos uma memória que ela pode ser social quando determinado as impressões sobre o passado são socialmente compartilhadas nos falamos de uma memória social pense bem você não viveu uma série de eventos mas você tem ideias sobre esses eventos você não aprendeu por um livro de história você aprendeu por meio dos seus pais dos seus avós de pessoas que viveram determinado acontecimento portanto uma memória ela pode
ser socialmente e dentre as memórias que são socialmente compartilhadas algumas se afirmam algumas se consolidam algumas formas de ler passado se afirmam como memórias hegemônicas Esse é o conselho importante é sociólogo chamado poema ele vai falar algumas memórias elas se consolidam E especialmente aquelas memórias que são sancionadas legitimados por instituições de autoridade por exemplo meios de comunicação a indústria cultural é o estado muitas vezes essas instituições reafirmam determinada memória ou seja determinada a forma subjetiva de se ler de se enxergar o passado falando que determinado passado era bom que determinará passado era ruim que determinado
passar de algumas características perceba isso pode estar alinhado com o historiografia ou não então algumas memórias elas são hegemônicas algumas formas de se interpretar o passado são hegemônicas só que e g O que significa uma memória absoluta para além das suas memórias hegemônicas nós temos memórias que estão à margem certas pessoas que discordam daquela forma de interpretar o passado só que essas memórias elas ficam à margem porque elas não tem força para se legitimar para se impor para sobressair para se divulgar este publicizar essas categorias são muito importantes porque nós vamos estudar As Memórias sociais
sobre a ditadura militar nós vamos fazer uma periodização porque estas memórias elas não são constantes mas ela se alteram de acordo com a conjuntura política porque em última instância memória é uma arma política a forma que eu elabora a memória que eu construo a cerca de um passado é uma forma de legitimar o tempo presente se eu falo que determinado passado era ruim é uma forma de eu muitas vezes defendeu que tem presente ou criticaram tem presente eu não e os fatos do passado mas eu consigo alterar a forma que esses fatos são interpretados ou
a forma que esses fatos são sentidos para além da história da historiografia da análise de fungos a memória ela pode ser muito mais fluida ela pode ser muito mais mobilizada nas disputas políticas do tempo presente é isso que nós vamos discutir de que forma que esta memória sobre a ditadura ela se alterou ao longo do tempo rapaziada vamos aplicar que uma periodização seja entender este movimento ao longo do tempo essa atualização foi proposta por importante Historiador sobre a ditadura militar professor Marcos Napolitano para o professor Marcos Napolitano nós temos quatro grandes momentos quatro três períodos
em que se forjou uma determinada a memória sobre a ditadura militar de 64 com golpe civil-militar até 1974 nós temos experiências matriciais é um momento bom então a memória elaboradas por aquele dia vai ficar aquele sabem que estão acontecendo é justamente o momento em que a ditadura está estável é um momento em que a ditadura está consolidada tem apoio dos grupos econômicos tem certo apoio das camadas médias conseguiu reprimir com brutalidade tanto governo deposto pelo golpe de 64 quantos movimentos de oposição e 68 e os movimentos armados em 71 e 72 Então já sabe neste
momento a ditadura está muito estável só que a partir de esmaltes Napolitana partir de 74 essa estabilidade começa a ruir a ditadura tá perdendo uma certa hegemonia Este é o momento em que vamos ter a gestação de uma memória crítica à ditadura militar esta memória crítica ditadura militar ela vai se forjar e vai se estabelecer até pelo menos 1994 esta memória crítica à ditadura e perceba 14 é o ano da crise do milagre econômico é o ano de um governo gás ou tentando gerir a crise é um ano em que importante setores que apoiaram o
golpe começam a se afastar é o ano em que a luta armada já havia sido esse terminada então desta forma ditadura já não era mais um mal necessário para certos sectores liberais vamos ver apagar essa memória crítica ditadura ela vai ser forjada por setores liberais que apoiaram o golpe mas que agora estão tentando se distanciar da ditadura ao mesmo tempo Por uma esquerda moderada que na década de 70 tá muito ligada ao perceber você falou nossa liberais esquenta moderada se junto da ditadura sim é uma aliança tática golpista de 60 de golpistas de 64 e
golpeado sessenta e quatro se juntam contra a ditadura e constrói e você vai perguntar eu quero a sua ajuda Porque desta forma ele se opõe a ditadura eles conseguem fazer aliança com o setor estratégico muito importante além disso eles não precisam de autocrítica porque perderam E 64 porque perderam e 68 porque perderam isso é 32 ou seja eles podem colocar como vítimas E se silenciam também sobre os seus erros assim como os liberais se silenciam sobre o seu apoio ao golpe e a ditadura A Fazenda está memória crítica ditadura vai se consolida a partir de
uma ideia a sociedade vítima da ditadura a sociedade é uma vítima mais uma vítima que resiste não Por acaso as grandes expressões dessa sociedade resistente será em presentes serão os artistas censurados serão aqueles que foram para o exílio uma sociedade que não estou uma sociedade que resistiu e uma sociedade que nunca apoiou a ditadura como os a ditadura fosse um corpo estranho à sociedade brasileira marcadamente cor a guarda acidente desta forma começou se for lá nossa tô posição como se a ditadura fosse uma coisa que caiu aqui do nada sem qualquer apoio social um dado
muito marcante desta construção de uma memória crítca ditadura é humano de 1979 o ano da Anistia ou da auto-anistia momento em que os militares vão impor um perdão vão por um pacto de silêncio ou na Perspectiva também do professor Marcos Napolitano em outro artigo em importante artigo a ditadura vai impor um tabu um interdito um silêncio Esqueça se o passado bola para frente nada de discutir o passado Afinal estão todos perdoados aqueles que foram mortos pelo regime e aqueles que mataram pelo regime É aquela ideia do auto perdão aquela ideia de um silêncio em ponto
rapaziada esta altura Este é um pacto de silêncio Olá meus amores liberais e até mesmo esquerda moderada aceitam certa forma apesar da discordância aceitam a Anistia dessa forma se joga uma pá de cal sobre o bastante silencia sobre o passado e bola para frente viva a democracia Brasil é em processo de transição mas é um processo de transição que silencia-se sobre o passado muito bem é desta forma que o Brasil vai se redemocratiza dar sem verdade memória e justiça pelo contrário uma política de silêncio muito bem a parte de 1994 ou seja o governo FHC
exilado Esse princípio do político de forma moderada sem dúvida mais um perseguido político de 94/2004 vamos começar algumas leis de memória o estado brasileiro vai criar algumas políticas de memória algumas políticas de reparação mas sem nunca verdade e sem nunca Justiça as políticas de indenização aqueles foram mortos ou desaparecidos uma política que vai Pouco a Pouco de forma tira de forma não tencionar o pacto de silêncio de forma não tencionar o Tabu ou seja vamos aqui dentro das brechas possíveis a oferecer indenizações aqueles que foram vitimados pela ditadura mas sem contudo oferecer Justiça aquelas pessoas
em outras palavras Eu ofereço uma certa indenização essas pessoas sem nunca punir aqueles que foram responsáveis pelas violações eu tô tentando de uma certa forma conciliar de certa forma que ele passado ele não é trazido à tona diferente mas por exemplo a ditadura Argentina Diferentemente da ditadura chilena No Brasil existe um silêncio sobre a ditadura militar o que importa é o futuro e o passado ele é silenciado o problema o problema e péssimo aspecto importante liberais esquerda moderada se juntaram contra a ditadura a grande manifestação disso a campanha das diretas-já Quem estava nas diretas estavam
MDB estava Ulysses Guimarães estava o que seria o PSDB Fernando Henrique Cardoso Mário Covas Ah tá valeu Brizola do PDT estava Luiz Inácio Lula da Silva do PT ou seja temos ali uma articulação dos setores liberais e de setores mais à esquerda juntos sociedade resistente sociedade vítima contra a ditadura O problema é que em 2004 nós temos uma nova segunda mates ó fazendo nós temos uma mudança muito profunda aí que mudança é essa nós começamos e perceber esta mudança ela é marcada pela atenção justamente do partido dos trabalhadores ao poder e o PT tem na
sua composição muitos egressos da luta armada dentre eles Olha que interessante a futura Presidente Dilma Rousseff ex militante da VPR ou seja de mobilização armada então perceba quando o PT ascende ao poder e o PSDB ambos por cima PT e PSDB era impactar iOS deste deste pacto da democratização deste pacto da conciliação deste pacto da moderação É só acabar de 2004 segundo Marcos Napolitano nós somos até uma série de revisionistas ou seja uma tentativa de reviver aquele passado e fundamentalmente uma disputa de memória uma memória como arma política e que revisionistas são esses e historiadores
de ofício importantes historiadores grande Historiador Daniel Aarão Reis Denise Rollemberg alguns historiadores começam a questionar a ideia de sociedade resistente segundo os historiadores a sociedade não foi resistente pelo contrário a sociedade foi indiferente ou colaboração lista ou a sociedade apoiou a ditadura a sociedade se silenciou perante a ditadura nada de sociedade existente são um mito criado perceba eles estão por meio de documentação imponente fonte questionando uma um certo mito uma certa memória sobre aquele passado muito bem só que o revisionismo não fica apenas com os historiadores de ofício alguns grupos políticos começa a ter e
ele rever aquele passado setores de uma extrema-direita Saudosa os a ditadura começam a é afirmar um saudosismo da ditadura como ser a nova república como se a Nova República fosse um mau como se todos os grupos então Nova República fosse uma mesma coisa porta do PT PSDB Folha de São Paulo e Globo Todos Os Comunistas e esta Nova República marcada pelo mau representava algo ruim se comparado O Ditador militar é Neste contexto que nós vamos ter nos anos 2000 - bolo Esporte importante expoente desta voz que é o deputado federal Jair Messias bolsonaro Jair bolsonaro
representa essa extrema-direita Saudosa da ditadura que é joga todos os opositores moderados a ditadura no mesmo pacote errei a mata a saudade do regime militar como um período grandioso como um período de paz segurança e honestidade sem corrupção sem bandalheira e assim sucessivamente passiva é uma forma de você tentar reinterpretar o passado a ditadura para esse grupo não teria sido algum mais algo bom que deveria tratar forma retorno mas não só historiadores extrema-direita relembre o passado quem também relevo setores liberais de certa forma PSDB começa em sua oposição com pt a ser tensionada ser puxado
para a direita o PSD vai começar a polarizar com partido dos trabalhadores Afinal perdem 2002 perdem 2006 perdem 2010 pedem 2014 eles vão se aproximando cada vez mais desta direita a extremada e o que é que estes setores liberais vão fazer vão reler o passar você já vão construir uma memória sou a ditadura que podemos chamar de teoria de dois demônios os liberais vão falar esquerda e ditadura são duas faces de uma mesma moeda são ambos autoritários que afundaram o Brasil então jogo lá foi responsável pelo golpe EA ditadura foi responsável por uma tragédia anos
seriam iguais luta armada e militares e não faz extremadas e o mesmo autoritarismo perceba-se esquerda e direita são a mesma coisa O quê que fica fica um centro democrático um centro-liberal Olha que interessante é uma forma de você reler o passado para se legitimar não tem presente nem esquerda nem extrema-direita mais um centro-direita de mais uma centro-direita democrática Tem alguém de dois demônios uma equivalência entre torturadores e torturados como ambos autoritários muito bem o que nós temos também nós temos um esquerda moderada e eu vou te ligado ao partido dos trabalhadores ligados ao estado que
vai querer você ler este passado e vai falar aquelas pessoas que pegar em armas na verdade não sou guerreiro os terroristas mais são heróis da Democracia são resistência democrática O problema é que as organizações Armadas Ou estavam lutando por esta democracia pactuada por esta democracia moderada e conciliatória e talvez por um regime de transformação política e social alguns com uma vertente mais ou menos socialista mas não essa democracia com necessidade de centrão e PMDB mas perceba a própria esquerda está relendo o passado como forma de legitimar os seus quadros como heróis da Democracia que vivemos
o importante é discurso de Dilma Rousseff vão nesse sentido lutem pela democracia como se a luta na década de 70 fosse por esta democracia que tivemos Perceba o passado Então está sendo mobilizado para as disputas políticas do presente para fazer de por fim os ex-presos políticos são uma memória profundamente Marginal os presos políticos estão no meio desta dessa bagunça toda aí vem citando O que é fundamentalmente justiça os presos políticos estão revistando Justiça ou seja prisão e punição aos motores torturadores rapaziada de certa forma o que aconteceu aquela unidade da Resistência democrática ela ruiu e
quando ela ruim o memórias marginais memórias que tava margem começam a emergir começa a se fortalecer de certa forma as bases da nova república a conciliação e a moderação começam a se esfacelar muito interessante e é Neste contexto que nós precisamos entender para compreender agora não uma memória sobre a ditadura mais uma memória social sobre a lutar nada de que forma a luta armada vai ser compreendida por esta memória crítica à ditadura nós vamos ter duas expressões duas compras tensões setores liberais preciso explicar luta armada de se explicar e estes setores liberais Neste período em
que a memória crítica à ditadura hegemônica e setores vão falar a luta armada foi uma expressão de idealismo juvenil coitados jovens tão autoritários talvez quantos militares na jovens bem-intencionados mas que optaram por um caminho errado o caminho correto seria moderação seria uma resistência pacífica e moderada perceba é uma perspectiva liberal de você compreender a luta política a luta política de resistência à ditadura é uma das grandes expressões idealismo juvenil livro de Fernando Gabeira O Que É Isso Companheiro já há setores diz que davam como eu já disse compreender a luta armada como uma expressão de
resistência democrática eram heróis da Democracia também uma coisa um pouco anacrônica só que tanto liberais quanto de esquerda vamos para tirar de uma coisa a ideia de que vem que você mostrar a ditadura a ideia de que a ditadura foi ven Cida a ideia de que a resistência venceu é alguns filósofos dentre eles floresta Fernandes nem entre eles O importante filósofo Paulo Arantes discordam desta ideia para esses pensadores a ditadura elas encerrou justamente no momento em que ela consolidou o seu projeto ela consolidou a moderação e a conservação dos privilégios como a estrutura central da
nova república uma república formalmente é mais uma república que continua exterminando tão aqueles não alinhados e uma república que não consegue tocar nos privilégios estruturais da sociedade brasileira Paulo Arantes diz no momento em que a ditadura com sólidos o projeto ela simplesmente entra em recesso Mas pode a qualquer momento levantar a bandeira e ameaçado novamente a ordem institucional por Cê é o pacto da moderação e do Silêncio for tensionado inscrevam no momento em que há um tensionamento a este pacto de silêncio é este Tabu com a comissão nacional da verdade por exemplo nós tivemos dos
quartéis gritos raivosos perceba a ditadura é um passado presente a ditadura é um passado em disputa porque essas memórias em disputa são mobilizados como armas políticas do tempo presente compreender este passado e as múltiplas interpretações desse passado é entender certos dilemas do tempo presente a minha pesquisa se chama entre é o nono lugar da memória da luta armada na transição pactuada brasileira agradeço a paciência um forte abraço e viva a resistência em tempos sombrios