Olá aluno na aula de hoje vamos falar sobre dinâmica da inflamação parte dois de acordo com o seu plano de ensino na aula anterior nós falamos um pouquinho do desenvolvimento né da cascata da inflamação desde os fosfolipídeos liberados até a formação de prostaglandinas tromboxanos leucotrienos e afins né então só para relembrar pra gente poder acompanhar aqui a gente tem a lesão celular a membrana celular ela é composta por fosfolipídeos esses fosfolipídeos vão ser liberados a gente tem uma enzima fosfolipase A2 que vai degradar vai modificar esses fosfolipídeos e transformar em ácido aracdônico ponto até aí
tudo bem esse ácido aracdônico ele vai formar mediadores químicos em diferentes vias por enzim enas diferentes quais são essas enzimas Então a gente tem lipoxigenase a lox e a gente tem cicloxigenase que é a cox tá então através da lox e da cox eu tenho a formação desses mediadores químicos Então os eicosanoides como são conhecidos esses mediadores químicos formados a partir do ácid aracdônico São sintetizados por duas classes principais de enzimas que é a cooc e a l e aqui eu coloquei pra gente não esquecer a gente tem cox 1 cox 2 e alguns consideram
cooc 3 ou cox 1 B né mas lembrando isso aqui não é nosso foco porque ele tem uma via né uma uma transformação modificação semelhante a cooc um tá e a gente tem a lox que vai formar leucotrienos a gente tem e eh formação de lipoxinas na lox tá na cox a gente tem prostaglandina a gente tem tromboxanos e a gente tem próstatas ciclinas que vão participar da inflamação então para diferenciar o que a gente precisa entender que a cox a gente vai ver um pouquinho de cada uma então eh a lox gente a gente
não vai aprofundar porque a gente não consegue eh eh cortar tanto a lox com o anti-inflamatório pensando no antiinflamatório esteroidal a gente corta né lá no início a gente vai pegar o início da da cascata a gente pode influ infar a fosfolipase beleza aí a gente vai influenciar também a enzima lox além da cicloxigenase e a formação também de de fator de ativação plaquetária a gente influencia todo esse processo mas pensando nos antiinflamatórios não esteroidais a ação dele é na cicloxigenase então ele não interfere na lox e não interfere por exemplo na formação de fator
de ativação plaquetária é o paff tá então por isso que a gente entra nessa parte de diferenciação de coqu um e cox 2 justamente porque a gente precisa entender a função desses antiinflamatórios e os seus possíveis efeitos colaterais a gente tem muito efeito colateral e no uso de antiinflamatório quando eles são utilizados de maneira errônea por um período prolongado então a gente precisa entender por que isso ocorre Quais são esses efeitos colaterais Então a gente vai entender dessa cooc 1 e cooc do para entender as diferenças entre eles tá então na cox um a gente
tem uma cox constitutiva expressa Ou seja eu preciso dela por estar presente em eh eh em fatores fisiológicos importantes do organismo Então ela é constitutiva expressa porque o tempo todo eu tenho participação da cooc para funcionamento de algumas partes dos tecidos né de alguma de alguns órgãos normalmente Então ela é uma constitutiva expressa estando presente em quase todos os tecidos né e fazendo esse esse papel aí fisiológico em algumas eh eh alguns pontos importantes então formação de prostaglandinas relacionadas a reações fisiológicas renais gastrointestinais e vasculares então a prostaglandina liberada na cocis um ela não tem
uma função diretamente relacionada com inflamação ela tem uma ação também em Pontos fisiológicos do rim do trato gastro intestinal e da vascularização tá na cox dois a gente tem uma cox induzida tá então ela precisa de um estímulo seja ele exógeno ou endógeno para que ela ocorra aí ela vem com uma força bem maior mais de 100 vezes mais a a do que a cox um por quê Porque ela foi chamada por um motivo ela vem justamente para responder a uma inflamação a uma lesão a uma emergência entre aspas né então a gente tem uma
cox uma uma via que ela tem que ser induzida estimulada exógena por um motivo por exemplo um agente agressor um trauma ou endógeno porque teve alguma infecção e esse essa infecção tem que ser respondida E aí vai estimular através de mecanismos da cascata tá formação de prostaglandina que prostaglandinas que participam dos eventos inflamatórios ou seja não é voltado para eventos fisiológicos ela é voltada para eventos inflamatórios tá álgicos ou seja eventos de dor e térmicos que eu ten alteração da temperatura corporal e no endotélio atua produzindo prostaglandinas de ação antitrombótica Então eu tenho essa ação
antiinflamatória e antitrombótica dessas prostaglandinas produzidas a partir da cox do Tá novamente essa figura então vocês T que entender ess essa figura tá não podemos esquecer dessa figura desse esquema para Justamente a gente entender toda essa Cascata e esse funcionamento tá então só para relembrar viu gente o fosfolipídeo a fosfolipase e aí vamos lá pro a né que ele bloqueia a cicloxigenase e todos esses processos então a prsta cicina tá representada o pgi2 os tromboxanos estão representados tá e a gente tem as prostaglandinas F2 ala E2 e E2 com suas respectivas ações então Eh aqui
a gente não tem uma separação em cocs um e cocs dois mas a gente sabe que a gente tem a produção de prostaglandinas e tromboxanos tanto como ação fisiológica quanto para ação inflamatória por estímulo bom as prostaglandinas então elas têm normalmente elas são liberadas principalmente a partir da cooc um viu gente que é a fisiológica a gente tem ação vaso dilatadora no cins e mucosa do trato gastrointestinal e a gente tem sistema de tamponamento na mucosa estomacal pelo bicarbonato o que que quer dizer isso daqui porque que isso aqui é importante quando a gente toma
eh eh Por exemplo quando a gente tá normal funcionando normal não tem nenhum problema a prostaglandina ela vai ser liberada em alguns casos em que eu preciso de uma V vasodilatação renal por exemplo uma diminuição da pressão arterial consequentemente muitas vezes eu tenho vaso constrição se houver uma vasoconstrição renal a prostaglandina para proteger o rim ela vai estimular uma vaso dilatação e a mucosa do trato gastrointestinal ela também precisa eh eh dessas ações às vezes Vas dilatadoras como fisiológicas Outro ponto extremamente importante da prostaglandina e é um dos efeitos colaterais mais comuns do uso errôneo
de antiinflamatórios é essa proteção do trato gáo intestinal principalmente na mucose estomacal Então a gente tem um sistema tamponamento eu tenho aí ação de bicarbonato na mucosa estomacal eu tenho estímulo a partir da prandina de produção de muco que protege e esse tamponamento para diminuir a ação do ácido além da diminuição de liberação de ácido clorídrico no estômago então eu Controlo a liberação de ácido clorídrico no estômago e ainda protejo esse estômago a partir da ação da pró glina Tá o que que isso tem a ver com anti-inflamatório quando eu utilizo anti-inflamatório mais de três
a 5 dias do animal o que que vai acontecer ele vai ter diminuição dessa proteção na mucosa gástrica E aí ele começa a desenvolver úlcera gástrica por causa do uso de antiinflamatório Então aquela história de que utilizar antiinflamatório ou utilizar medicamento antibiótico de estômago vazio por muito tempo que isso dá e eh eh que isso dá úlcera e tal não é bem assim tá o uso de alguns medicamentos pode ser irritante pro trato gastrointestinal mas o problema do antiinflamatório é o cortar a ação da prostaglandina então se eu der antiinflamatório comprimido Se eu der antiinflamatório
endovenoso Se eu der antiinflamatório intramuscular qualquer antiinflamatório usado maior que o período recomendado vai dar úlcera gástrica Então não é o antiinflamatório oral que vai dar úlcera gástrica porque ele chega no estômago e faz isso não é a ação do antiinflamatório que diminui essa proteção da prostaglandina consequentemente desenvolve úlcera gástrica e a gente tem os tromboxanos então nos tromboxanos a gente tem função principal promoção da agregação plaquetária então quando a gente tem eh eh a Gente corta o efeito do tromboxano quando a gente usa o a gente diminui a agregação plaquetária o exemplo que eu
mais utilizo é da Aspirina e tem a buprofeno também né Eh todos eles têm essa ação no tromboxanos só que na aspirina principalmente a gente tem uma ação Irreversível então ela vai e eh agir no tromboxano das plaquetas vai bloquear ele de forma Irreversível Então aquela plaqueta não vai se agregar nunca mais e ela tem um período aí vamos supor de 10 dias de vida durante 10 dias ela não vai agregar mais até que ela seja destruída uma nova plaqueta entre no lugar dela né entre aspas E aí a gente volta a ter a função
de agregação plaquetária novamente só que os outros antiinflamatórios eles têm essa ação só que é reversível ou por um período menor então a gente não tem tanto esse efeito colateral mas uma aspirina por exemplo se a pessoa tiver problema de coagulação e tomar Aspirina ela pode ter uma hemorragia porque eu tô impedindo a ligação plaquetária né aspirina Hoje em dia a gente quase não utiliza como antiinflamatório a gente utiliza muito mais para problemas circulatórios muitas pessoas tomam justamente para não ter formação de trombos porque ela tem essa ação de agreg de impedir agregação plaquetária porque
ela corta o efeito do tromboxano né ela não deixa que o tromboxano seja produzido equilíbrio entre ação de cox um e cox do então eu tenho uma ação ali equilibrada entre os dois às vezes eu vou ter estímulo de agregação em alguns tecidos e estímulo e e vou remover agregação plaquetária vou ter né eu tenho que ter um equilíbrio entre as duas Lembra que eu falei que às vezes vão ter ações eh eh Opostas né entre os mediadores químicos produzidos mas eu tenho que ter esse equilíbrio eu não posso tirar totalmente a agregação plaquetária e
não posso causar agregação plaquetária em excesso eu tenho que ter equilíbrio né então eu preciso desse equilíbrio entre as duas do as duas vias novamente Então essa figura só para ficar na memória de vocês tá essa questão da da via de cicloxigenase e os mediadores químicos formados Então a gente tem pra a prostaciclina e as prostaglandinas e os tromboxanos né as vias que vão ser produzidos só para vocês não esquecerem e por último nessa imagem a gente tem a diferença né que tem que manter o equilíbrio por isso tem a representação dessa balança eu tenho
que ter um equilíbrio entre as duas mas só para vocês lembrarem características importantes que diferen um a cox um da cox 2 A gente tem a cox um como constitutiva então ela não utiliza apenas eh ácido aracdônico como substrato ela é produzida o tempo todo e não só através do ácido aracdônico tá e na induzida a gente tem o ácido aracdônico como principal tá então por isso que ela é induzida a partir do momento que eu tenho uma lesão porque aí eu tenho produção do ácido aracdônico tá na cocum ação plaquetária proteção contra hemorragias induz
produção de múc estomacal e causa vasodilatação renal no caso da cox do a gente tem os sintomas de inflamação exacerbados 200 vezes mais tá inibição da agregação plaquetária então Ó presta atenção coocs um indução da agregação plaquetária coocs 2 inibição da agregação plaquetária principalmente próximo a circulação cardíaca e eu tenho vasodilatação renal na COC do também então lembra tenho situações Opostas mas se manter o equilíbrio eu consigo ter essa resposta inflamatória efetiva né não é que eu vou inibir agregação e estimular a agregação no mesmo local isso depende do tecido e do momento da inflamação
viu gente chegamos ao final da nossa aula até o próximo vídeo e bons estudos