quadrinhos e Brasil colônia Vamos ver no que que isso vai [Música] dar livro de hoje cumb Marcelo de Salete eh Bom basicamente esse livro Saiu em 2014 pela Editora veneta bem o Marcelo de Salete é um é um quadrinista importante aí para essa nova geração aí do Brasil né um cara muito conhecido bastante lido e premiado e Brasil e por aí fora também foi editado e em outros países também né o Marcelo de Salete eu já tinha comentado dele aqui né que eu gostava bastante do trabalho dele no no livro do amzer que a gente
fez um vídeo e foi até curioso que ele veio aqui para Curitiba eu pedi para ele autografar o livro do m sezer né nem pedi para ele autografar uma obra porque para mim ali tá uns quadrinhos muito mais legais do que boa parte da obra dele mas isso não é demérito isso não é demérito isso não é demérito é fica feio né não não bota aí pô enfim porque ele conversa bastante ali né das dos quadrinhos dele os desenhos que ele faz na obra da mcr a conversa tão bem com texto que enfim eu fiquei
muito mais apaixonado assim por aqueles quadrinhos do que as obras mas enfim é um gosto pessoal Marcelo de salet então ele é um professor ele fez artes plásticas fez mestrado acho que na história da arte e o desenho assim da vida dele vem desde cedo né quando ele fez um curso no colégio de desenho e esse curso eh o que consta os registros formou os gêmeos também né então fez uma escola ali de artistas que tem mais alguns outros mas eu confesso que eu não lembro o nome que também e tiveram uma trajetória a no
mundo dos quadrinhos e tal basicamente segundo algumas pessoas a obra do salet a gente podia dividir em duas partes que seria uma primeira parte o qual ele tá mais preocupado com a cidade né com as cidades grandes preocupado em falar um pouco da miséria preocupado em falar um pouco sobre as periferias que seria duas obras né que é noite luz e Encruzilhadas veja essas obras basicamente ele tá querendo colocar luz em quem é apagado pela sociedade né então ele fala sobre a cidade grande e os seus vícios eh na maior parte das vezes e essa
segunda parte da obra do Marcelo basicamente é que a partir de 2006 ele começa se aprofundar bastante na história do Brasil colônia né e obviamente com foco na história da escravidão do Brasil colônia e esse estudo esse aprofundamento o qual ele fez também algumas exposições resultou em primeiro é o kumb que é o livro que a gente vai falar hoje isso 2014 posteriormente ele lança o Angola Janga que ficou bastante famoso circulou bastante e agora mais recentemente o mukanda Teodora o mukanda Teodora o diset ganhou o jabuti em 2023 mas a gente vai falar hoje
sobre essa primeira obra O kumbi ele é dividido em quatro partes cumbi e em alguns países pode ser traduzido diretamente para aquil ambo mas em kimbundo quer dizer força eh sol luz né bem então dessas quatro partes A primeira é calunga que conta a história de um um um jovem escravizado que descobre que vai ser transferido para outra fazenda e ele fica bastante preocupado com isso né porque ele vai perder todas as relações que ele criou ali naquela Fazenda onde ele estava que embora relações ruins eram relações a qual ele já conhecia e bastante preocupado
com essa mudança ele convida sua companheira para fugir né Essa companheira ela não quer fugir com ele porque ela era uma escravizada da casa ou seja ela gozava de certos privilégios né então isso mostra já um pouco de contradição da história né tipo por exemplo não é uma uma narrativa única assim a qual ah todo mundo quer fugir e tal tipo há há pensamentos diferentes inclusive né um pouco complicado a segunda parte que é Sumidouro que seria o a etimologia da palavra é um poço que foi feito para jogar os eh escravizados Rebeldes basicamente é
uma moça que estava grávida e quando a senhora da Casagrande descobre eles ficam muito revoltosos né com com isso ficam com uma inveja de colocarem uma criança ali na na casa e quando nasce jogam nesse Sumidouro né ponto curioso aqui que me chamou bastante atenção é que essa escravizada quando ela perde seu filho ela vai pra igreja ou seja ela vai conversar com o padre em busca de refúgio O que é curioso né porque geralmente tem uma narrativa muito utilizado hoje em dia que acredita que sei lá todos os escravizados eles cultuavam eh orixás etc
né só que Claro que não Assim isso só você olhar hoje né tipo onde estão as pessoas negras né estão nas igrejas evangélicas e estão com a Bíblia embaixo do braço de terno Domingo então é curioso porque enfim há essa e essa tentativa de falar que todos cultuavam enfim orixás não não Tipo isso não tem lastro na história e o Marcelo de Salete ele coloca isso de forma bem interessante assim que ela busca assim um refúgio no padre né claro que o padre não não dá esse Refúgio para ela Claro que o senhor descobre que
ela foi ao padre ela sofre castigo com isso mas o que me interessa seria essa essa Associação dela acreditar que indo à igreja ela poderia ser salva pelo padre sabe terceira parte é cumbe mesmo né que como eu disse no começo pode ser chamado de Quilombo que basicamente era um Mucambo Urbano ou seja era um lugar onde os fugitivos se organizavam na cidade em busca é desse dia da revolta né porém a polícia descobre eh e destrói tudo lá que eles estavam organizando só que sempre fica uma esperança do cumb se reerguer novamente por fim
uma história de dois irmãos assim que são separados porque um foge e depois volta para buscar a sua irmã veja o que eu acho interessante é que o Marcelo de Salete Ele nessa nessas três obras cumb eu eu não vou dizer trilogia mas eu poder dizer que o kumb e o Angola Janga tem uma sequência o esse novo eu realmente não li ainda então não posso afirmar mas essas obras nessa segunda fase do Marcelo de celete tem uma um esforço de narrar a perspectiva do escravizado Ou seja quando você pega uma obra principalmente do Brasil
colônia porque é isso né de um tempo para cá a partir do florest Fernandes Isso fica mais latente assim mas de entender o racismo a partir da República né não entendeu o racismo a partir do Brasil colônia porque a república que molda todas as instituições eh de de reprodutoras do racismo mas pros dias atuais veja o Marcelo de salet não ele volta pro Brasil colônia e faz uma arte a qual tá sendo difícil falar isso porque é uma ficção mas dando voz a esses personagens mas com várias aspas tá uma perspectiva contrária ao que que
a gente viu aí por bastante tempo claro que é fácil falar ah é Elias mas eu tô vendo isso direto tô vendo sei lá perspectivas e diferentes hoje na arte sim mas esse livro é de 2014 10 anos atrás eh tem um pouco de pioneirismo nisso sim acho que é isso eu gosto também da contradição que ele coloca por exemplo já nessa primeira parte o Marcelo ele coloca essa coisa de uma preferir ficar o outro querer fugir né não necessariamente todos queriam fugir Também Acho interessante esse Mucambo eh Urbano que seria o o cumb tem
uma coisa que o o personagem principal quando ele chega ele percebe havia traidores ali no cumbi e uma senhora mais sabe ela fala ah ele sofre da mesma chaga Então não precisa eh fazer algo com ele né mas mostrar que sim tem pessoas que pensam diferente isso acho ao lindo assim porque geralmente tentam colocar todo mundo assim ah mesmo objetivo mesma coisa e não gente não é assim sabe é bem diferente então acho genial essa essa essa questão assim do Marcelo a obra em si deixa eu tentar mostrar algo aqui ela não tem muitos diálogos
pouca mensagem mesmo é mais imagens né poucos diálogos mas Bastante movimento não sei se isso explica algo mas eu gostei assim mas dá para ver que é um Realismo muito forte né não tem grandes eh aventuras artísticas mas tem um trabalho muito muito sincero e muito visível sobre estudar o Brasil colônia nessa perspectiva eh tem até no final um um um um dicionário de palavras que ele utiliza ali o o Sumidouro por exemplo né seria esse poço que era muito utilizado da época malungo que é o nome da quarta parte e segundo diversos africanistas é
como eh se chamava como os escravizados se chamavam no sentido de companheiro né tipo malungo era companheiro sim enfim é um estudo muito muito criterioso Acho interessante e o próprio Marcelo deet fala que vocês podem ler em conjunto com angola Janga então um completa o outro né o Angola Janga é mais completo é muito maior também uma narrativa mais extensa e e assim ó eh aquele comentário do MS zer ele continua valendo eu acho que as obras que ele coloca ali junto com o texto do czer Vale a pena Então aproveita e assista o vídeo
do mcer quem não assistiu ainda E é isso que tinha para falar eh espero que vocês tenham gostado eh se inscrevam no canal de um like no vídeo se vocês de fato gostaram e assine o catars e é isso até a próxima [Música] repr like like