como ser melhor que 99% das pessoas. Com certeza você já deve ter visto algum vídeo com essa proposta na sua tela inicial, mas a grande questão aqui é: você realmente precisa ser melhor que 99% das pessoas? E a resposta é depende.
Existem casos que precisamos ultrapassar nossos adversários e demonstrar nossa superioridade. E claro, vencer é bom demais, mas vejo que esse conceito foi corrompido. O que deveria ser uma inspiração se tornou uma paranoia, fazendo parecer que você está cercado por adversários a todo tempo.
Mas a verdade é que ninguém tem inimigos. E por mais tentadora que pareça a ideia de fazer parte do 1%, no vídeo de hoje vou te provar que você não precisa ser melhor que 99% das pessoas para evoluir. E aí pessoal, eu me chamo Rafael.
Deixa o like para fazer esse vídeo ter um maior alcance e ao final, se esse conteúdo agregar na sua vida, manda ele para um amigo agora, sem enrolação. O estilo de vídeo, seja melhor que 99%, se popularizou tanto que ironicamente agora são as 99% das pessoas que realmente consome esse conteúdo. Claro, existem ótimos vídeos, mas boa parte é bem genérica, simplesmente uma lista de hábitos que o cara pegou no chat GPT, narrou com voz de inteligência artificial e postou no YouTube.
E sendo franco, dependendo do conteúdo, ele pode atrapalhar mais do que te ajudar. E foi por isso que decidi pegar uma situação real que exemplifica muito bem o que eu quero que você sinta após terminar esse vídeo. Eu nunca me importei com futebol, em jogar ou até assistir, mas por conta do anime Bruock, eu simplesmente fiquei fascinado com esse esporte e decidi que queria ter aquela sensação de vencer uma partida, de olhar ao redor e perceber que foi por minha causa que o time venceu.
Mas vamos ser realistas. Eu tenho 23 anos, comecei agora a jogar futebol e diga-se de passagem, sou muito ruim. Você acha que eu vou conseguir ser melhor que 99% das pessoas?
Definitivamente não. E aqui que está o nosso dilema. A verdade é que isso não importa.
Pelo fato de ficarmos com essa paranoia de sempre ser o melhor, muitas vezes nos limitamos. Ficamos em um ciclo infinito de preparação, onde evitamos voluntariamente experiências reais por medo de ainda não estar pronto para tentar. No meu caso, comprei uma bola e comecei a treinar em casa por conta própria.
Mas sempre que um amigo me chamava para jogar, eu inventava uma desculpa porque sabia que ainda não estava bom bastante. Acredito ser um homem bem confiante, mas ironicamente foi por isso que eu evitava jogar futebol. Se aceitasse e participar de um jogo, estaria me arriscando, me expondo a algo que não tenho o domínio e isso iria demonstrar uma de minhas falhas.
Para não admitir que eu sou péssimo em algo, ou melhor, por receio de fazer parte dos 99%, eu limitava a minha evolução. A realidade é que muitas vezes ficamos com medo de não sermos a pessoa que idealizamos na nossa cabeça e por isso evitamos começar algo novo. final, é muito mais fácil dizer que conseguiria se tentasse do que realmente tentar e acabar falhando.
Felizmente, no meu caso, não tive opção. Digamos que o acaso me ajudou a resolver esse problema. Presta atenção que esse conceito se aplica a praticamente tudo.
Seja um esporte, uma prova que você está se preparando, pode usá-lo para literalmente qualquer coisa que deseja aprender. Essa semana combinei de me encontrar com os amigos na praia, como normalmente fazemos. E para minha surpresa, tinham levado uma bola e não teve jeito, tive que jogar também.
E cara, aqui entre nós, eu fui horrível. Ficava meio perdido, errava os passes e não tinha nenhum domínio de bola. E por mais estranho que pareça, foi incrível.
Com essa experiência percebi no que preciso melhorar. Por exemplo, o meu chute não é tão ruim, já o meu domínio de bola ainda preciso desenvolver muito. E o fato de ter me exposto a esse cenário, não voluntariamente, foi o que me permitiu retirar o meu limitador.
Desde criança sempre menti para mim mesmo, dizendo que não gostava desse esporte, quando na realidade só era mais uma desculpa porque simplesmente não queria fazer algo que sabia que era ruim. Somente através da experiência que conseguimos nos tornar melhores. E graças a esse simples momento, posso dizer que estou mais próximo da minha melhor versão.
Hoje aplico esse conceito em praticamente tudo na minha vida. É o que gosto de chamar de riscos moderados. E você também pode fazer o mesmo.
É muito simples. Separe o tempo de uma semana. Estude a teoria nesse período e depois aplique na prática o que aprendeu.
Por exemplo, se estiver estudando para uma prova, estude por 7 dias e em seguida realize um simulado online. Independente do resultado, isso vai te dar um parâmetro no que precisa melhorar. E quando realizar a prova real, seu estudo somado à experiência dos simulados vai te proporcionar um resultado melhor.
Gosto de pensar que na minha primeira partida de futebol, com certeza fui pior que 99% das pessoas. No entanto, agora sou 1% melhor do que meu antigo eu. Precisamos arriscar mais para alcançarmos a nossa melhor versão.
Obrigado pela atenção e nos encontramos no próximo vídeo.