Você sabe quanto de bateria tem no seu celular, certo? Basta olhar no visor, mas e no seu corpo. Você sabe exatamente o quanto você tem de energia nesse momento?
Foi a partir dessa pergunta que três empreendedores criaram um aparelho capaz de monitorar em tempo real a energia de uma pessoa e mais do que isso, monitorar vários outros indicadores que informam exatamente como está o seu condicionamento físico nesse momento. Nessa ideia, surgiu um negócio de bilhões de dólares que gira em torno de um simples anel, um anel tecnológico que conquistou nomes como Mark Zuckerberg, King Kardashian, Principe Harry, jogadores da NBA e até mesmo o exército americano. Esse é o Ora Ring.
Nesse vídeo, você vai conhecer a história da ARA, a empresa que colocou informações de saúde nos dedos de milhares de pessoas. Or Ring, o anel inteligente que conquistou celebridades e até autoridades de todo o mundo, é um dispositivo que surgiu depois de uma grande ideia e muita insistência de três finlandeses. Em 2013, os engenheiros Peter Latela, Kivla e Marco Cosquela decidiram criar um aparelho que fosse capaz de monitorar dados corporais em tempo real e que fosse tão preciso quanto o enorme aparelho de dezenas de milhões de dólares.
No início, o objetivo era monitorar o sono e a recuperação corporal depois de um dia inteiro. Mas em um curto espaço de tempo, com avanço da tecnologia, seria possível avançar para vários outros indicadores. Na época, já existiam relógios inteligentes que prometiam um monitoramento de vários indicadores, como a pressão arterial, por exemplo.
O problema é que eles eram imprecisos e muitas vezes eram até desconfortáveis. E o intuito dos três era criar um dispositivo que fosse pequeno, discreto e que o usuário até mesmo se esquecesse de que está o usando. Foi assim que surgiu o plano de tornar o aparelho o menor possível e o mais fácil de se usar.
Logo, por que não um anel? Surgia assim o desafio de colocar a mesma precisão de aparelhos gigantes de milhares de dólares em apenas um anel. E isso quando as pessoas ainda se adaptavam aos smartphones.
Nascia a Ora Health, a startup que os três tinham desafio de tirarem a ideia do papel, mesmo sem todo o dinheiro necessário. Além dos três engenheiros, a startup contava com funcionários com passagens para empresas como Nokia e a empresa de monitoramento esportivo polar. Mas para tirar o dispositivo do plano das ideias, era necessário muito esforço e, principalmente, bastante investimento.
Foi assim que eles recorreram sem sucesso à ajuda de investidores e possíveis interessados. Mas depois de negativas, eles tiveram que usar todas as suas economias para criarem o projeto sem salário e sem perspectiva de sucesso. Apenas com suas economias e muita esperança, os três tocaram o negócio por 3 anos, somente com seus próprios recursos.
E por muitos meses o jeito foi recorrer aos cartões de crédito. Nesse meiotempo, alguns possíveis investidores até acharam a ideia interessante, mas todos esbarravam no mesmo ponto. Parece interessante, mas quem vai querer ficar usando um anel?
Depois de algumas negativas, em 2015, eles decidiram expor a invenção em um evento em São Francisco, nos Estados Unidos, em busca de atingir o público do Vale do Silício. Além de clientes, o objetivo era também tentar atrair algum investidor interessado no negócio. Porém, apesar de conseguirem algumas vendas, o resultado foi bem longe do esperado.
Foi somente em 2016 que a maré começou a mudar graças ao que é conhecido como crowd funding. Isso porque para produzirem os itens em larga escala, os empreendedores decidiram anunciar o projeto no Kickstarter, a plataforma de financiamento coletivo em que usuários de todo mundo poderiam contribuir para que o projeto se tornasse um grande negócio, com a promessa de receberem os produtos tempos depois. Através da plataforma, várias pessoas tomaram conhecimento da invenção, um anel que monitorava em tempo real o corpo humano, um smart ring.
Logo, milhares de pessoas quiseram ter acesso ao novo dispositivo e assim os três amigos conseguiram levantar o dinheiro necessário para produzirem e colocarem em escala no mercado as primeiras unidades do anel inteligente, o Ring. Inicialmente, o produto era vendido apenas na versão com preto e branco e buscava unir simplicidade, conforto e precisão. O A Ring oferecia algo revolucionário.
Sessores infravermelhos embutidos no dedo, posicionados estrategicamente próximos à corrente sanguínea, capturando dados com granularidade nunca vista em um dispositivo que poderia ser usado durante todo o tempo, o chamado weable. Tudo sob o marketing como a promessa direta. Melhore seu sono, tenha um melhor desempenho.
Depois do sucesso no Kickstarter, o inesperado aconteceu e um estudo mudaria totalmente o jogo. Dois pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, compraram dispositivo pelo Kickstarter e decidiram testar cientificamente a eficiência do anel inteligente. E os resultados foram surpreendentes.
O Waring realmente funcionava e entregado o que prometia. Um simples anel que conseguia a precisão de uma enorme máquina de polissonografia que custava milhares de dólares. O teste se tornou um estudo científico verificado publicado em março de 2017 e o passaporte para que War Ring ganhasse o maior mercado consumidor do mundo.
Com o endo de nada menos do que pesquisadores do SRI, o Instituto de Pesquisa de Stanford, o Gadget tinha uma estrada enorme de sucesso pela frente e só faltava o combustível. Com a excelente repercussão no Kickstarter e o estudo de Stanford não demorou para que a Oa Health recebesse um investimento semente de 2,3 milhões de dólares para acelerar seu crescimento e conquistar o mercado que até então não tinha nenhum produto similar. E antes mesmo de bater de frente com concorrentes como Apple ou Samsung, a Oa criou um mercado até então não percebido pela gigantes e aos poucos poôde não só conquistar clientes, como também dar saltos de inovação em seu produto.
Ao longo dos anos, o Rink foi ganhando cada vez mais funcionalidades e se transformando em uma espécie de computador em formato de anel. Em 2017, foram vendidas 10. 000 1 do anel e nos anos seguintes, as gerações posteriores receberam diversas organizações.
Em 2021, a terceira geração do Orar Ring recebeu o sistema de monitoramento cardíaco 24x7, oximetria, previsão de ciclos menstruais e funcionalidades expandidas que transformavam o anel em um centro pessoal de dados biométricos. Tudo isso com apenas 5 g de peso, um design discreto e leve para que o dispositivo fosse usado o tempo todo. Não demorou para que o anel também ganhasse a atenção de famosos e celebridades.
E de um produto para alguns entusiastas, o Gadget se tornou o acessório de pessoas de todos os perfis, conquistando desde a atriz Jennifer Aniston ao fundador da Dell, Michael Dell, além dos nomes já comentados. E além de clientes, o Honoring ganhou fama e notoriedade, sendo eleito pela revista Time como uma das 100 melhores invenções de 2020. Além de celebridades e de membros do Fale do Silício, o War ganhou também os dedos dos atletas da NBA, já que o anel se tornou um item essencial no processo de recuperação dos atletas da liga.
Apesar de ser concedido para ser leve e discreto, o anel também ganhou versões de luxo, como em uma parceria com a Guti, que lançou uma versão especial da terceira geração do anel em 2022 com 18 quilates de ouro. e os avanços não pararam. Além de monitoramento corporal em tempo real, a fechou parceria com laboratórios e empresas do ramo de tecnologia metabólica, como a Dexcom, líder global em monitoramento de vilcose, o que transformou o anel em um sistema de integração corporal com outras tecnologias já existentes.
O sucesso foi tão grande que desde o lançamento até hoje foram vendidos mais de 5,5 milhões de anéis, sendo 3 milhões somente nos últimos 2 anos, o que fez com que a ORA alcançasse um faturamento de 500 milhões de dólares em 2024, com previsão de ultrapassar o pilhão deste ano. Além da venda do dispositivo em si, a empresa também oferece um serviço por assinatura que confere mais uma série de métricas para o usuário com preço de $5. 99 99 por mês ou 9,99 por ano, o que aumentou a vida útil do cliente, já que boa parte dos usuários mensalmente tende a contribuir para a empresa.
Hoje, na quarta geração, o Or Ring é oferecido em diferentes versões, com preços que vão de 299 a 549. Atualmente a empresa tem 80% do mercado de Smart Rings, o que fez com que ela chamasse a atenção de investidores gigantescos, como mais recentemente a FEM gerada Fidelity, a empresa que controla trilhões de dólares e que já teve a sua história contada aqui no canal. A Fidelit participou da última rodada de investimento na Ora Health e, conjuntamente com outras gestoras, realizou um aporte de 900 milhões de dólares, o que totaliza um montante de 1,5 bilhão de dólares já aportados diretamente no negócio, que agora tem uma valorização de mercado de 11 bilhões de dólares.
Além disso, a Aura também garantiu linhas de crédito de mais de 250 milhões de dólares com bancos como JPE Morvin Chase, Goldman Sax e outros gigantes do mercado financeiro. Com liderança ampla no mercado, a startup consegue vencer até mesmo algumas gigantes tradicionais, como a Samsung, que lançou seu Smart Ring Galaxy para tentar concorrer com a Oro, mas ainda sem sucesso, mesmo com preço mais acessível. Para manter seu domínio, a OR tem recebido novas atualizações que incluem a integração de algoritmos com base em inteligência artificial e recentemente tem ampliado seus mercados, tanto no varejo como em mercados na Ásia e América Latina.
E em paralelo, ela ganhou uma clientela bem diferente. Em 2024, a empresa celebrou um contrato com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, 96 milhões de dólares para fornecer os dispositivos e um serviço de análise de dados voltados exclusivamente para os militares americanos. Com cada vez mais força e o impulso do chamado efeito network, em que mais e mais pessoas usam e promovem o Aura Ring como referência desse mercado específico, a ARA não para de crescer e já é um sucesso bilionário que tende a se tornar cada vez maior nos próximos anos.
E você já conhecia o Aura Ring? Você acha que esse dispositivo veio para ficar ou é só uma moda? Compartilhe com a gente a sua opinião nos comentários.