e Salve salve rapaziada Professor base no canal esperando estou aqui parado numa aula na verdade nem bem uma alma é mais uma reflexão histórica eu gostaria de pensar com vocês sobre a Lei de anistia da ditadura militar a Lei de anistia com o paradigma da sociabilidade brasileira além de anistia com um exemplo Claro e evidente de um processo muito mais amplo o silêncio sobre o passado como uma estrutura de poder é importante nós entendamos o Vim trazer uma priori aqui é importante que nós pensemos que um país marcadamente violento marcadamente genocida cuja prática da Tortura
não é uma prática excepcional mas é a própria regra como esta sociedade pode existir ela só pode existir silenciando progressivamente sua própria história o silêncio sobre o passado não é um acaso mas para citar o próprio Darcy Ribeiro é um projeto político O projeto político de manutenção da estrutura social violenta racista e absolutamente exploratório já que eu falei no homem eu gostaria de ler para vocês um trecho de dar as irei Darcy Ribeiro está escrevendo em 1979 anos da Lei de anistia O que foi a Lei de anistia forma lei imposta pela ditadura para controlar
o processo de redemocratização no qual os militares anistiaram seja perdoaram certos presos políticos e por outro lado os militares criaram um dispositivo jurídico crimes conexos artigo 1º da Lei de anistia estão anistiados presos políticos e conexos ou seja estão Associados quaisquer que cometeram crimes conexos relacionados aos crimes políticos em outras palavras os militares da ditadura anistiaram Tour e por isso mesmo a tortura sendo um crime imprescritível E adivinha só em pleno regime democrático e o STF e todo o sistema político enxergaram na Lei de anistia constitucionalidade em 2010 o STF julgou constitucional Lei de anistia
portanto a Lei de anistia não pode ser revista gostaria de ler uma brevíssima reflexão dele o grande Darcy Ribeiro cassado pelo golpe perseguido pela ditadura Darcy Ribeiro nos diz e não nos esqueçamos de que este é um tempo de abertura vivemos sob o signo da Anistia que é esquecimento ou devia ser tempo que pede contenção e paciência sofremos todo ímpeto agressivo adoçamos os gestos o tempo é de perdão esqueçamos tudo isso mas cuidado não nos esqueçamos de enfrentar agora a tarefa que fracassamos ontem que deu um Gaara tudo isso não nos esqueçamos de organizar a
defesa das instituições democráticas contra novos golpistas militares e civis para que em tempo algum do futuro ninguém tenha outra vez de enfrentar e sofrer e depois esquecer os conspiradores os torturadores os sensores e todos os culpados e coniventes que beberam nosso sangue e pedem o nosso esquecimento Taci Ribeiro tá falando algo de uma absoluta importância e de uma absoluta clareza perdoarmos hoje mas não nos esqueçamos do que aconteceu não nos esqueçamos do passado não deixemos elaborar o passado para que amanhã não tenhamos outrora novamente que esquecer e esquecer e esquecer perdoarmos hoje mas lembremos o
que houve e teodor Adorno importante filósofo importante Pensador da chamada escola de Franco pensando naquele mundo pós aos vídeos pós-nazismo ele fala o quê que vai ser educação pós aos chefes adoram fala educação para a saúde e ter uma educação que elaboro passado que trabalha com passado porque enquanto não estiverem elaboradas as causas do passado passado tende a se repetir desse adoro precisamos compreender com clareza O que foi aquele passado sobre risco de repetição de forma semelhante filosofos lá de Minas a fazem diz o Brasil repetidamente silencia-se sobre o seu passado e este passado tal
como um trauma mal elaborado se repete e se repete e se repete talvez não apenas a ditadura de tempos em tempos se repita Talvez o autoritarismo de forma mais Ampla se repita se repita se repita por quê e sobre o passado mantém uma estrutura social violentamente desigual eu gostaria de fazer alguns esboços uns Bosso de especulação histórica sobre alguns processos que talvez esqueçamos e talvez ao jogarmos estes processos no passado distante não percebamos a permanência desse passado no presente eu gostaria de começar falando do massacre indígena e da escravidão elementos estruturais da sociabilidade brasileira que
são jogados no passado distante e poucos são ditos Qual é o memorial da escravidão no Brasil qual é o memorial da Resistência escravizados no Brasil o que se sabe o que se vive o que se rememoram sobre este passado ou sobre o massacre indígena e quais são os símbolos deste passado que temos de forma viva no presente para que frequentemente rememoremos para que de forma frequente olhemos as vinculações entre passado e presente nada silêncio um exemplo mais do que claro a lei Áurea de 1888 que põe fim a instituição mais sólida e estruturante do Brasil
a escravidão a lei Áurea acaba com a escravidão com 17 palavras artigo primeiro e artigo 2º ten 17 palavras e depois das suas palavras o silêncio o silêncio sobre o que se fazer Rui Barbosa grande Republicano que ele faz ele quem os registros da escravidão como se ao queimar os registros você apagasse o passado na verdade você não apaga o passado você apaga a possibilidade rememoração do passado coisas profundamente diferentes o passado não o passado ao presente o que se encerre a possibilidade de compreensão de materialização de assimilação deste passado a independência EA República movimento
sem qualquer Participação Popular morrendo de vê-los contrário controlado pelas elites Para justamente impedir qualquer mobilização Popular Qual é o protagonismo que damos aos movimentos populares Qual é o protagonismo que damos por exemplo ao movimento abolicionista no fim da escravidão e também não desgaste do regime monarquico novamente silêncio e as ditaduras não só ditadura militar esta meditador do estado novo que que nós temos silêncio silêncio sobre as suas experiências como se elas estivessem presos no passado distante como se elas não tivessem presentes como se a tortura do regime militar não existisse no Brasil contemporâneo e aqui
é um exemplo mais do que explícito e evidente o Carandiru e as chacinas não aconteceram em pleno Rio e ditatorial militar aconteceu em plena vigência do Estado democrático de direito Carandiru 1992 massacre da Candelária é um Dourado dos Carajás uma série de massacres cotidianos que nós não lembramos que são vistos como exceção e não Como regra E por que não são regras que não conseguimos entender a processualidade histórica entendermos que a estrutura social brasileira é marcada pela exploração brutal Darcy Ribeiro chama o povo brasileiro de gente moída nascedouro fala que o Brasil uma verdadeira máquina
de moer gente e esta gente não pode se apropriar o seu passado que se apropriasse de seu passado entende que a sua existência ela não é exceção Mas é uma regra histórica é para facilitar este silenciamento sobre o passado nós temos certos Unidos silenciadores certas narrativas em dicas que servem justamente a potencializar uma coesão social em pedir qualquer elaboração presente passado e que Muitos são esses o aumento da cordialidade somos pacíficos somos cordiais o Brasil é um país que nunca teve guerra é óbvio que o Brasil nunca teve guerra porque a guerra que nunca parou
a guerra que a Constância nos nunca paramos nós nunca Saímos da Guerra só que na verdade vai nenhuma guerra é umas Acre não existe em equilíbrio entre os lados somente um lado dispõe de armas de forças e massacra nesta máquina de moer gente outro mil de silenciador a democracia racial todos somos as tias não é racismo no Brasil a escravidão passado superado muito bem a democracia racial também impede a discussão profunda sobre este passado o presente do Brasil e por fim a grande narrativa a narrativa da redemocratização do Brasil é o país do Futuro amanhã
vai ser outro dia amanhã eu vá um OK se ontem não é elaborado se ontem não é trabalhado nós estaremos sempre presos e o amanhã que nunca chega e um passado que nunca se foi nós estamos enclausurados nesta máquina de moer gente essa também é uma reflexão que o professor Paulo Arantes importante filósofo também o faz a ditadura cumpriu o sabe são Quando comprei o sua missão ela simplesmente sai de cena e a mesma máquina continua rodando porque fomos absolutamente incapazes de elaborar o passado como os absolutamente incapazes Diferentemente Argentina Uruguai Chile e prendermos Os
Procuradores de julgarmos os violadores dos Direitos Humanos portanto estaremos presos neste passado enquanto não elaborarmos o passado o trauma não elaborado ele