Eh, eu queria falar hoje algo teológico. Eh, e por que que a gente fala sobre assuntos teológicos? A gente fala sobre assuntos teológicos porque a mente ela também está envolvida no processo de se conhecer a Deus.
E conhecer a Deus é o empreendimento mais importante que você possa ter na sua vida, de tudo que você possa intentar ter como propósito. O conhecimento de Deus, ele é o mais importante. Mas como é que acontece o conhecimento de Deus?
Ele acontece pela via espiritual, ou seja, o espírito de Deus comunica ao teu espírito a realidade, o conhecimento de Deus. Eh, então isso significa que sua mente ela pode ficar infrutífera. Entra aí, gente.
Sua mente, ela pode ficar infrutífera no processo de conhecer a Deus de maneira mais plena. Você pode ser pode ser transmitido ao seu espírito algo do conhecimento de Deus, mas a sua mente ela tem que ter parâmetros para compreender o que é que foi transmitido ao seu espírito. Senão você fica, Paulo disse: "Eu vou orar com o meu espírito, mas vou orar com a minha mente.
Eu vou cantar com o meu espírito, mas eu vou cantar com a minha mente". Então, a mente e o espírito precisam estar envolvidos no processo da comunhão com Deus. Então, eu queria falar algo sobre um assunto um pouco teológico, mas que tem a ver com o conhecimento de Deus, comunhão com Deus, presença de Deus.
Então, a o conceito que eu quero passar é o seguinte, que Deus é imanente porque ele é transcendente. Veja, são já são três conceitos que tem aí. Deus ser imanente, Deus ser transcendente, Deus ser imanente porque ele é transcendente.
São três coisas, tá? E eu queria tentar transmitir isso para você. Deus é imanente porque ele é transcendente.
Então, se você quer acompanhar na Bíblia um um versículo para pensar sobre imanência e transcendência, é Josué capítulo 2, versículo 11, ele vai falar sobre Deus de um jeito que vai nos remeter a esse conceito da transcendência e da imanência. Josué 2:11 diz assim: "Quando ouvimos isso, o nosso coração se derreteu. Todos ficamos desanimados por causa da presença de vocês.
" E aí agora vem a frase que de fato é a frase que eu quero que você pense. Ele diz assim: "Porque o Senhor, o Deus de vocês, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra. O Senhor Deus é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.
Então, quando fala que Deus é Deus em cima nos céus, está falando do aspecto transcendente. Quando fala que Deus é Deus embaixo na terra, é o aspecto imanente. Dizer que Deus é transcendente e imanente, por incrível que pareça, é o mais básico sobre conhecer a Deus.
Mas nós geralmente usamos uma outra linguagem para falar disso. Nós falamos que Deus é infinito e pessoal. Que que significa Deus ser infinito?
Ele é transcendente. Ele transcende a tudo. Ele está além de tudo.
Ele está acima de tudo. Mas ele é pessoal, ele aproxima, ele chega perto, ele vem para perto para conversar. Então, é isso que significa ser transcendente e imanente.
Não totalmente isso, mas em parte é isso, que Deus é transcendente, ele está acima de tudo, mas ele é imanente, ele também consegue chegar perto o suficiente da gente. Então, para entender Deus por completo, nós devemos reconhecer que a aproximação de Deus com a criação, isso inclui eu e você, nós somos parte da criação, decorre de Deus ser distinto da criação. Isso fala da sua transcendência.
Ou seja, Deus não é a criação. Quando a gente fala assim, ah, eu passo o C Le ali no caminho lá na Edson Street. Ele sentiu a presença de Deus com o vento que passou.
Deus não é o vento. Ele ele o vento fez uma referência a algo, mas Deus não é. Quando Deus se aproxima da criação, ele se aproxima exatamente por ser distinto.
Ele não é a criação. Então, uma vez que Deus é distinto da criação, não há deficiência em Deus que a criação possa satisfazer. OK?
Pode entrar. Não há deficiência em Deus que a criação possa satisfazer. Ou seja, não há deficiência em Deus.
E mesmo que houvesse, não há na criação algo que possa satisfazer essa deficiência. E Deus não tem deficiência. Mas mesmo que Deus tivesse necessidades, e ele não tem, nada na criação poderia satisfazer essas necessidades.
Então, o Senhor não se relaciona com esse mundo e comigo e com você, porque tá faltando algo nele. Algumas pessoas vão pensar assim: Deus estava muito sozinho, então ele criou o mundo? Não, Deus em primeiro lugar não estava sozinho.
Estava o Pai, o Filho e o Espírito. E não havia deficiência nessa relação, necessidade, sofrimento, ausência que fez com que Deus acabasse criando. Eh, senão seria como um casal que tem filhos porque a casa tá muito vazia.
Então eles têm filhos para preencher um vazio. Os filhos não são para preencher um vazio. Os filhos são o transbordar de um amor.
Porque tá sobrando amor, vem os filhos. Então quando Deus criou tudo, ele não criou porque estava faltando algo na relação da trindade, mas porque estava sobrando, porque estava transbordando. E então Deus criou todas as coisas.
Deus se aproxima da criação a partir da abundância de quem ele é. Deus não se aproxima porque ele tenha falta. Deus se aproxima a partir da abundância de quem ele é.
E aí tem um versículo bem importante para você entender. Isaías 57 versículo 15. Isaías 57:15.
Abre lá, liga lá, vai, Deus vai falar com você. Diz assim, porque assim diz o alto e sublime. Quando fala alto e sublime, você pensa em que aqui então baseado no que a gente tá pensando, transcendência.
Porque assim diz o alto e sublime que habita em eternidade, cujo nome é santo. Habito num alto e santo lugar, transcendência. Mas ele diz assim: "Mas habito também com o contrito e abatido de espírito.
" O que que é isso aí? Imanência. Ele se aproxima.
Eu sou, eu estou num alto lugar, mas eu também estou com o contrito, com o quebrantado. Só que se eu dissesse só isso, eh, seria só a minha teoria até agora, transcendência e imanência. Deus é alto, habita num alto lugar e Deus habita com contrito.
Então, Deus é transcendente e Deus é imanente. Mas ele diz uma coisa a mais no texto, ele habita com o contrito e com o abatido de espírito. Para quê?
para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos. Ele é alto transcendente. Ele habita num alto lugar, mas ele habita com o contrito.
Mas não porque o contrito tem algo para dar para ele. Não porque ele quer que o contrito vem e me serve, porque eu eu tenho que ser servido. Vamos.
Ele vem servir. Jesus é o que serviu a mesa onde os apóstolos estavam sentados. Jesus é aquele que lavou os pés dos discípulos e disse que se não deixasse lavar, não teria parte com ele.
Tem uma parte da realidade de Deus que a gente não pensa, que muito antes de Deus ser servido por nós, Deus quer nos servir. Deus quer doar. Deus quer aqui no caso vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.
Agora pensa comigo, por que Deus pode fazer isso? Por por Deus pode vivificar o coração dos contritos e dos abatidos? Qual é a fonte dessa força?
é o fato dele ser alto e sublime. Por que ele é alto e sublime? Porque ele não é parte dessa criação.
Ele criou e ele está acima. Quando ele se aproxima, ele não se aproxima necessitando de algo. Ele se aproxima para dar algo.
Ele se aproxima para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos. Ou seja, quando nós pensamos na presença de Deus, a presença de Deus, quando nós usamos essa essa terminologia, nós geralmente dizemos, estamos dizendo duas coisas. Hoje estamos falando sobre a onipresença de Deus.
Deus está em todos os lugares. Então, nós estamos falando de algo transcendente de Deus. Ou nós estamos falando de experimentar a presença de Deus, ter um toque da presença de Deus, sentir a presença de Deus.
E aí nós estamos falando de algo imanente, de algo que se aproxima da gente. OK? Então, eu quero que você pense, Deus tem toda disposição e capacidade de aproximar de você hoje, não porque você tá devendo e tem que pagar ele.
Por quê? Porque tem esse senso dentro de nós de culpa, esse senso de que a gente tá sempre devendo e que quando a gente sente a presença de Deus, a gente já quer acertar as coisas porque a gente sente que tá devendo. A gente tá devendo, mas é uma dívida tão grande que não tem como pagar.
Por isso que Jesus pagou. E é baseado nisso que nós nos aproximamos. É baseado nessa cruz que nós entramos na presença dele, que nós experimentamos dessa imanência, dessa aproximação.
Mas por que ele se aproxima? Ele se aproxima para encher você, para transbordar você, para fazer com que aquilo que ele tem de melhor, de mais rico, de mais poderoso, ele transmita o teu espírito de graça. Então, Deus é imanente, ou seja, sua presença se faz próxima a nós porque ele é transcendente, porque ele está acima necessitando de nada, ele pode vir suprir nossa necessidade.
Deus que não possui necessidade pode se aproximar para suprir todas as nossas necessidades. Consegue entender isso? Quando Salmo 16, versículo 11 fala: "Na sua presença há plenitude de alegria.
Na sua destra há delícias perpetuamente. " Significa que o anseio mais profundo do nosso coração, que é o anseio por prazer, por satisfação, ele deságua exatamente nas correntes de delícias que Deus pode suprir pela sua presença majestosa e magnífica. É isso que nós temos disponível a nós.
Existe uma alegria e existe uma satisfação que eu ainda não conheço plenamente, que nós não conhecemos plenamente, mas que tá sendo oferecida a nós. E essa é a boa nova. A boa nova não é que você vai pro céu, porque se Deus não tiver no céu, o céu é terrível.
A boa nova não é essa. A boa nova é que o seu coração ele foi criado para um anseio grande, eterno. E Deus quer suprir isso.
Você tem um anseio dentro de você por prazer, por satisfação tão grande. Deus quando se aproxima, supre isso. Não é errado.
Você não tem que nesse momento falar assim: "Eu quero negar a minha vontade nessa hora". Não, porque você não consegue negar essa vontade aí. Essa vontade foi plantada pelo próprio Deus.
Ela faz parte da imagem do próprio Deus. o anseio profundo por satisfação e prazer que você vai encontrar plenamente quando tiver o encontro com ele, quando tiver mais da presença dele. Por isso que o conhecimento de Deus demanda também conhecimento intelectual, porque ao pensar essas coisas que nós estamos pensando, nós conseguimos articular melhor a maneira que nós relacionamos e falamos com Deus.
Amém. Pai, obrigado porque você é quem supre os anseios mais profundos do nosso coração. Você aproxima para vivificar o nosso espírito, vivificar nosso coração.
Tu és Deus, não tens necessidade de nada. Por isso, nós podemos confiar em ti, que é aquele que supre toda necessidade. Muito obrigado, Senhor, em nome de Jesus.
Amém. Amém. Vamos lá.