nós pegássemos o dinheiro que foi gasto o ano passado em armamentos, em conflitos, o equivalente a 2 trilhões e 700 bilhões de dólares e dividíssimos entre os 630 milhões de seres humanos que no planeta passam fome, daria pra gente ter distribuído 4. 000 285 para cada pessoa. Vocês percebem que não precisaria ter fome no mundo se houvesse o bom senso dos governantes do mundo.
Por isso eu quero começar essa minha fala fazendo um apelo aos nossos presidentes responsáveis pelo Conselho de Segurança como membros permanentes da ONU. São cinco. A França, a Inglaterra, a Rússia, a China e os Estados Unidos.
Se esses senhores que coordenam o Conselho de Segurança como membros permanente da ONO se preocupassem com essa questão da fome nesse instante e ao invés de ficar discutindo como agora está se discutindo na Europa, o fortalecimento do armamento dos países, investimento na defesa, porque tá todo mundo pensando que vai se agravar os conflitos e todo mundo quer mais armas, todo mundo quer mais bomba atômica, todo mundo quer mais drone, todo mundo quer aviões de caça cada vez mais caro. E tudo isso não é feito para construir ou para produzir alimento. Isso é feito para destruir e para diminuir a produção de alimentos ou destruir aquilo que já está plantado.
Seria apenas uma reflexão de bom senso. Se houvesse a convocação, são apenas cinco pessoas que poderiam fazer uma teleconferência. Não precisaria ninguém correr risco para ninguém ser atacado por drone à noite, para ninguém ser vítima de uns mísseis.
Poderia ser feito uma teleconferência para fazer uma discussão muito clara se o que vai resolver o problema da humanidade é mais guerra ou mais paz. se é a construção e a produção de mais armas cada vez mais sofisticadas e cada vez mais cara, o aumento da produção, da distribuição e do aumento da renda do povo para que a gente pudesse ter alimentação necessária. Eu acho que é isso que tem que sair de uma mensagem, de uma conferência que envolve a América Latina.
M.