[Música] ela entrou em vigor e lamentavelmente O que que a gente percebe na prática eh mal mal implementado tem colegas que acham que foi só trocar o PPRA pelo GR pgr isso aí é lamentável demonstra eh incompetência demonstra desatualização não isso é extremamente lamentável e entender também de que os riscos a gente tem mais facilidade de enxergá-los no patamar operacional Mas eles estão também no tático e no estratégico esse trabalho foi Bárbaro foi assim um um quebra de paradigmas de várias várias gerências várias lideranças inclusive de fazer exercício em papel mesmo presidente da companhia fazendo exercício para poder entender sabe é super legal para poder entender o que que é um perfil de risco o que que é apetite do Risco o que que é nível de risco então fazendo no [Música] papel B hoje eu recebo aqui no bate-papo com especialista engenheira professora Ana Cristina Batista Pereira Ana é um grande prazer te receber aqui no canal ssma em paa ai Rogério prazer é meu é uma grande satisfação poder participar do seu canal e dessa conversa Super agradável que a gente vai manter hoje que legal [Música] e a gente né já tava tentando fazer essa agenda um pouquinho antes né nossas agend são sempre complicadas né porque é muita atividade pô tu é professora né Tu é é engenheira enfim eh para quem não te conhece né que eu acho difícil dentro desse nosso mundo né de segurança principalmente eh mas eu sempre peço que o que o convidado ele se apresente né fale ó gostaria que tu dissesse Ah quem é Ana Cristina da onde é que tu é onde é que tu né Eh atua hoje Onde é que tu mora enfim só para para dar uma uma situada no pessoal porque eu falo com pessoas de diversos lugares do Brasil né então isso isso é tão legal a internet nos permite isso né E se puder contar um pouquinho também certeza com certeza primeiro eu quero agradecer n a você pelo espaço pela oportunidade da gente conversar eh bom eu sou engenheira química de Formação fiz engenharia de segura do trabalho fiz direito ambiental tenho o meu MB em administração de empresas fiz mestrado em gestão da saúde do trabalho e meio ambiente e eh doutorado em ciências no programa de saúde global e sustentabilidade eh defendi a Minha tese agora em julho do ano passado eh é uma tese inédita paraa Nossa Comunidade da de segurança eh me senti muito contente muito feliz de trazer essa contribuição paraa Nossa comunidade justamente porque a pesquisa ela trabalhou a a problemática de segurança humana e sua relação com a saúde do Trabalhador em tempos de pandemia covid-19 tanto no Brasil quanto na Colômbia e eh no fim da da minha pesquisa de campo eu eh apresentei uma proposta para que a gente possa entender melhor o que pode fazer com que o indivíduo se sinta inseguro ao realizar qualquer tipo de atividade qualquer tarefa qualquer operação e e e e eu percebi que com essa com essa tese a gente o quanto que a gente acaba atuando de forma equivocada quando a gente trabalha exclusivamente buscando a segurança do ou no trabalho né De que forma a segurança humana que tá baseada na definição da ONU de 94 de que forma ela se interrelaciona com o conceito de segurança do ou no trabalho então assim foi bastante gratificante porque da pesquisa bibliográfica que eu fiz eh tanto em nível Nacional quanto mundial esse tema até então ele não tinha sido eh considerado como um tema a a a ser desenvolvido e eh e com bastante alegria Quero trazer para pro Canal de que temos Então a primeira tese voltada à segurança humana e saúde do trabalhador legal Meus parabéns meus parabéns muito legal é muito muito legal porque isso faz com que a gente se torne mais fundamentado e e me permitiu também fazer com que a a fundamentação que eu tenho do ponto de vista de competência técnica eh me fez com que eu tivesse eh maiores experiências no campo da indústria então eu já atuei na simens como gerente corporativa eh a minha missão era fazer com que transformasse os cinco cesit em nível Brasil eh numa única linguagem num time e não num grupo de pessoas que tivesse uma padronização de procedimentos que pudesse subsidiar alta direção em relação à avaliação do desempenho em cada unidade a partir de uma metodologia de um padrão a ser atendido por todas as unidades então foi um trabalho bem bacana peguei um momento bem crítico né Mundial porque a Siemens naquela época ela foi envolvida em problemas de práticas ilícitas decorrentes da falta de compliance eh aonde culminou inclusive com a a demissão do nosso Presidente naquela altura decorrente essas práticas ilícitas depois eu fui trabalhar na dupom na dupom eu trabalhei com segurança sistema de gestão de segurança baseado na mudança de atitude e comportamento humano eh a dupon ela ganhou essa licitação Então os os dois grandes players para poder trabalhar com esse tema foi a dupon e a dnv e a dupon acabou eh ganhando essa licitação E aí eu fui trabalhar em duas plantas da Petrobras que eram eh era o projeto majoritário da dupom no terminal de Duque de Caxias e no aeroporto do Galeão então nesses dois sites eh tinha uma equipe que trabalhava junto comigo para que a gente pudesse fazer um diagnóstico em relação aos 22 elementos de controle eh que é baseado em segurança de processo que é o modelo americano só que o modelo brasileiro da dupon tem mais alguns outros elementos de controle se faz primeiro um diagnóstico em cima disso se eh faz a recomendação das ações para que tenha uma maior aderência aos elementos de controle então um trabalho super bárbaro que fez com que eu entendesse de fato Telmo O que é trabalhar com segurança eu acho que foi quando eu entrei na dupom eh eu entendi o que era realmente eh trabalhar com segurança dentro de um contexto de que segurança não é uma prioridade segurança é um valor segurança é um princípio que tem que fazer parte do DNA das das pessoas e da própria empresa aja Vista que se a gente considerá-la como uma prioridade dependendo das circunstâncias Ela jamais vai estar em primeiro lugar aliás eu acho que é até algo que a gente busca né Telmo porque a gente que trabalha na área de segurança a gente não busca com que ela ocupe o primeiro lugar e sim que ela seja equiparada aos demais critérios do eh desempenho organizacional Então a gente tem que trabalhar no mesmo patamar em termos de produção de processo de segurança de sustentabilidade de Meio Ambiente eh práticas organizacionais ou seja tudo no mesmo patamar né a agora a gente percebe que na prática lamentavelmente quando existe algum impasse acaba preponderando as questões da produção ou seja esse retrato né foi quando eu entendi na dupond de que realmente há meios e meios de você realmente incorporar a segurança no seu dia a dia ela não precisa ser excluída para que você tenha o processo produtivo e da do P eu trabalhei na Pirelli também a Pirelli foi foi um Um Desafio super Bárbaro porque na pirel eu era responsável pela implantação do sistema de gestão ambiental nas unidades e nível América Latina então eu ficava no headquarter em Santo André né eh e e foi um trabalho super Bárbaro por nasceu de que forma esse trabalho a empresa ela tinha no seu planejamento estratégico a necessidade para não dizer eh obrig notoriedade né imposta por ela mesmo de que ela precisava ter uma planta ao menos uma planta da Pirelli que fosse certificada no modelo de sistema de gestão ambiental em aderência a ISO 14001 porque ela sabia que tinha outros players do mesmo setor que estavam caminhando para alcançá-la Então seria importante para para ela em termos estratégicos de que ela saísse de que é a primeira indústria pneumática a alcançar a certificação E aí eu fui contratada justamente para implantar esse modelo de sistema de gestão que foi um desenho Super Bárbaro porque na na na começou pela fábrica de Santo André Aonde foram divididas em áreas e cada área nossa Telmo foi super Bárbaro cada área tinha um representante de cada área e aí a gente formou o grupo dos agentes facilitadores que em conjunto com a qualidade Central estaria implementando colocando em prática o desenho do sistema de gestão que naquela época ele tava associado ao Total Quality System não sei se você se recorda dessa ca Sim Sim lembro então ele tinha que estar integrado ao tqs e assim foi muito bacana porque num num período de um mês de diferença a Pirelli conseguiu sair na frente em relação à sua uma das grandes concorrentes dela então foi um trabalho também super Bárbaro a Ana não é só trabalho né a Ana tem Ana é casada Ana tem duas filhas eu falo que são nossos diamantes né Inclusive eu tenho alegria de dizer que eu me casei com um gerente de produção da [Risadas] Pirelli assim era uma pessoa que tinha eh muita resistência para implantar a o padrão de sistema de gestão ambiental e aí num determinado momento a gente percebeu falou Puxa tem alguma coisa aqui né então nós estamos casados há 25 anos nós temos duas meninas uma de 20 anos e outra de 19 eh a uma já está fazendo engenharia mecatrônica está no segundo ano e a outra terminou agora o ensino médio e vai ingressar em pedagogia legal é muito gostoso falar sobre sobre esse tema de segurança e assim agradeço mais uma vez pela oportunidade da gente conversar não Eu que agradeço eh B tua trajetória é incrível né a gente eu já te conhecia a gente né de de te acompanhar nas redes a gente falou né bastante né antes sobre isso a gente tem uma uma uma curiosidade que a gente trabalhou na Pirelli né Eu também trabalhei na Pirelli né em outro sim Em outro momento né mas numa planta comum né em Gravataí né onde tu também atuou na implantação do sistema né a gente conhece vários profissionais daquela época excelentes profissionais né eu digo sempre que eu aprendi muito em gestão de sistemas na Pirelli né Pirelli era muito forte nisso né E que legal ver tua trajetória lá na implementação do do sistema de gestão ambiental eh e né dentro da tua apresentação a gente viu também que tu né Sempre atuou em gestão de ssma em grandes empresas né e e também né como professora né que é um né é um algo que que que tu gostas bastante tuua Eu também atuei né agora não tô atuando mas sempre gostei também de dar aula e Teve teve um evento e a gente vai falar aqui sobre gestão de riscos né teve um evento bem significativo né Eh Janeiro de 2022 que foi a revisão da da né a colocação né em vigência da nova Norma nr1 da revisão da nr1 qual a importância dessa revisão da da Norma para ti Ah eu diria assim de que e até até falando um pouco dessa questão das aulas né a Ana a Ana Desde quando começou a fazer a estudar a primeira engenharia sempre entendi de que eu poderia fazer algo pelas próximas gerações então Eh sempre trabalhei em Jornada dupla indústria e acadêmico porque muitas coisas que a gente trabalha no nosso dia a dia não tá escrito no livro e muitas vezes do que tá escrito no livro A gente vai tentar reproduzir e na verdade acaba encontrando vários obstáculos então isso sempre fez parte da minha vida fazer com que eu levasse a informação para várias pessoas para desmistificar um pouquinho eh o nosso dia a dia né que tem pessoas que acham que é é é um dia a dia leve mas ao contrário é um dia a dia que faz com que realmente a gente tenha que ter muita perseverança muita dedicação né Muito jogo de tintura flexibilidade poder de negociação que empatia eh eu falo de que eh a gente tem que ter a o cuidado ativo e de qualidade né então são questões extremamente importantes para que a gente consiga interagir e fazer acontecer a segurança na prática então a minha trajetória sempre esteve nos dois lados indústria e acadêmico e frente a isso ah eh eu trabalhei 20 anos na FAAP em São Paulo para os cursos de pós-graduação eh em gestão ambiental engenharia de segurança do trabalho e para os cursos de graduação e eu sempre observava eh muita resistência em relação ao tema de segurança eh e era um aula que pareciam que tinham um tom muito de obrigatoriedade sabe eu até brinco Telmo de que era o SGA a segurança era o SGA porque era sistema goela baixo pro aluno sabe era uma coisa assim que você percebia claramente de que quando vinha aquela disciplina ele já falava Ai que droga legislação a gente veio aqui para ler legislação e aquilo me sempre me chamou muita atenção sabe eh da FAAP eh eu fui para paraa Fei então na FEI a também sentia e sinto né porque atualmente eu Trabalho como professora coordenadora da disciplina de segurança para os cursos de graduação e sinto ainda bastante resistência dos alunos em relação a esse tema mesmo hoje em dia a gente falando da atualização da legislação frente a a essa esse contexto evolutivo porque se a gente pegar as normas regulamentadoras as primeiras normas que foram editadas na década de 70 aquelas 28 primeiras normas elas foram editadas justamente porque a gente tinha um registro de acidentes quando da construção da usina de Taipu que era uma coisa absurda então naquele momento a o a governança pública tinha que sim fazer algo né até em atendimento a uma demanda uma percepção uma insatisfação da própria sociedade civil pública e nesse contexto evolutivo a gente percebe de que da desde 78 quando foram instituídas as primeiras normas regulamentadoras os colegas auditores fiscais do trabalho tem feito sim um trabalho numa comissão tripartite para que realmente elas sejam atualizadas a questão da da atualização da nr1 ela era mais do que premente porque ela já tinha sido engavetada ela não ia ser a a a atualização da nr1 ela ia ser a nr37 e ela foi engavetada por por n variáveis do contexto da do cenário eh político econômico que fez com que ela ficasse engavetada só que o que que aconteceu começou a acontecer de que várias empresas elas já tinham um modelo do sistema de gestão de segurança em aderência a osas 18. 001 que sa BS 8800 mas em termos certificáveis era 18. 001 E aí quando veio a ISO 45001 o que que aconteceu ela veio na estrutura de alto nível que permeia todos os modelos de sistema de gestão então o que que aconteceu de repente os auditores fiscais Quando eles começaram a fazer as suas diligências começaram a perceber de que Pera um pouquinho as empresas Estão realmente mais robustas e a nossa a as nossas normas regulamentadoras elas não refletem nenhum modelo de sistema de gestão foi quando veio Então a primeira revisão da nr1 E aí foi deu-se então um tempo né de um ano para que ela entrasse em vigor ela entrou em vigor e lamentavelmente O que que a gente recebe na prática eh mal mal implementado tem colegas que acham que foi só trocar o PPRA pelo GR pgr isso aí é lamentável demonstra eh incompetência demonstra desatualização isso é extremamente lamentável a ponto de Por exemplo quando você fala Eh você tem o conhecimento de qual a diferença que existe existe entre um perigo e um risco ocupacional e ele te responde não tudo é risco ou seja a revisão da nr1 a até pela propositura da comissão tripartite era mais do que necessária ela estava inclusive até ultrapassada por conta de estar engavetada mas o que a gente percebe é que lamentavelmente não houve a aceita que deveria haver e infelizmente isso cominou com o quê com a segunda revisão que vai sair agora ou seja vai sair essa revisão Por que que vai sair justamente por conta de que quem a redigiu entendeu de que eh as pessoas não não tiveram devido entendimento do que está escrito ali mas a minha percepção não é isso a minha minha percepção é que a maioria queria continuar com a estrutura do PPRA porque estava instituída há muitos anos e não consegue entender de que é um processo evolutivo necessário para eh proteger o próprio negócio da empresa Então para mim eu acho que sim é necessária tenho trabalhado com eh cursos Volt dados a Interpretação da nr1 fazendo um paralelo inclusive com a própria ISO 45001 porque foi ela que deu a base para ter essa redação e quando a gente pega Telmo a própria escritura da nr1 tem lá lá logo no final da da da redação da inr1 tá lá escrito empresas que TM um sistema de gestão elas ficam 3 anos a priori sem passarem para algum tipo de fiscalização porque elas acabam não entrando no radar né da própria fiscalização e da própria Receita Federal que a gente sabe hoje que tem por conta do programa esocial então na minha visão era extremamente importante até para dar esse caráter de sistema de gestão que não tinha aí nenhuma NR Por mais que você fale assim ah você tem a nr35 que tem lá um sistema de gestão de ção contra quedas mas não é na estrutura de um sistema de gestão de segurança aonde propriamente você identifica Quais são os perigos Associados a todas as atividades para que você analise e avalie os riscos ocupacionais Associados perfeit então eu acho assim muito importante eu achei extremamente importante essa iniciativa de ser atualizada essa nr1 até porque se você pegasse né Telmo era muito ordem de serviço falava de nr1 você falava assim ah já sei que você tá falando é ordem de serviço ordem de serviço né c e agora ela tem outra pegada né a ordem de serviço ela tá lá mas o que importa é esse desenho é de você garantir no requisito 1.
5 o que que é o gerenciamento de riscos ocupacionais E aí o que que eu percebo na prática também que eu acredito que você também tenha esse olhar todo mundo fica falando só de pgr pgr pgr aí falei assim mas gente antes de chegar no pgr tem o GR não é Ou seja para mim foi extremamente importante eu tenho essa mesma visão que tu tens e e vejo também que muitos profissionais infelizmente ainda entendem como só uma substituição do PPRA pelo pelo pgr né e é uma visão bem bem mup né do do do do processo toda a importância dessa dessa revisão né Eh e enfim a gente falando né desse contexto todo em cima muito da tua experiência eh como que a gestão de riscos eh ela pode se tornar um elemento fundamental eh para sustentar os resultados de uma empresa de sucesso né enfim o quanto que ela impacta ou pode impactar e sustentar isso é eu vejo que a a gestão de riscos eh corporativos eh e o desenho que é eh que é uma diretriz internacional que é a ISO 31. 000 o desenho que ela preconiza é um desenho que faz com que a empresa eh Crie e proteja valor então eu acho que é um desenho bem bacana pra gente poder implementar Mas antes a gente precisa entender de que gestão de riscos corporativos não é por exemplo eh um mapa de riscos não é isso isso que a gente tá falando não é um programa de gerenciamento de riscos ocupacionais não é isso que a gente está falando então o primeiro passo é entender o que de fato é risco então risco é uma incerteza que pode atingir os seus objetivos e essa incerteza ela pode aparecer tanto no contexto interno da empresa quanto no contexto externo a partir do momento que eu consigo entender de Que risco não é só risco ocupacional eu consigo ampliar o meu espectro para poder enxergar por exemplo de que eu tenho várias várias tipologias de riscos dentro de uma organização e fora então eu tenho eh risco econômico risco financeiro risco de processo de produção de compliance de infraestrutura tecnologia tecnológico reputação propriedade meio ambiente Então veja a amplitude que nós temos em relação ao grau de incertezas que podem rodear o negócio de uma empresa e que muitas vezes os profissionais da área de Safety só conseguem enxergar aqueles que são relacionados a riscos ocupacionais então a gestão de riscos hoje é prente para um profissional da área de segurança entender conhecer e saber aplicar porque isso vai fazer com que ele tenha o devido valor paraa linha da organização Aonde a gestão de riscos corporativos bem estruturada fazendo com que a mesa seja integrada em todas as áreas vai fazer com que você consiga suportar a governança corporativa da sua companhia e consequentemente a melhorar e ajudar a governança corporativa alcançar os seus objetivos estratégicos então eu vejo assim primordial de que eh não dá pra gente poder pensar hoje em eh governança corporativa compliance sem que seja suportado pela gestão de riscos não tem como perfeito eh recentemente né eu recebi aqui o Enio Viterbo Júnior né que tu também conhece né um grande grande amigo e profissional e a gente falou Como transformar o ssma como estratégico PR as empresas [Música] eh dentro dessa linha o que que tu entende como os principais desafios que as organizações eh vão enfrentar ao integrar Gestão de Risco nas suas estratégias eh eu primeiro eu diria que são as barreiras de conhecimento acho que esse é o é um dos principais desafios de fazer com que primeiro entenda de que o papel do responsável pela área do cesmt é muito maior do que só a caixinha do cesmt segundo fazer com que Essas barreiras de entendimento eh do que que é trabalhar com gestão de riscos corporativos elas sejam completamente dissolvidas a partir do momento de que o engenheiro de segurança ele consegue sair da sua caixinha para que ele tenha um trânsito em todas as outras áreas porque eu enxergo que trabalhar com eh processo de avaliação de riscos sejam riscos da área de segurança ou riscos de processo ou riscos de qualidade quem tem essa expertise é o engenheiro de segurança do trabalho e a barreira que ele acaba entando é justamente o preconceito em relação à sua atribuição as suas funções ao ponto de eh Uma área interna dizer Poxa mas você veio falar sobre metodologia de femeia de razo de warf mas essas ferramentas quem aplica é a área de qualidade não é a área de Meio Ambiente não é a área de segurança essas ferramentas são somente a área de projetos não Essas barreiras Elas têm que ser dissolvidas mas a maioria dos profissionais da área de segurança preferem ficar no seu quadradinho ao invés de realmente levarem a informação à frente para que tenha o real valor ao negócio da organização isso que eu enxergo hoje em relação aos desafios e entender também de que os riscos a gente tem mais facilidade de enxergá-los no patamar operacional Mas eles estão também no tático e no estratégico então de que forma a gente vai conseguir eh ter um desenho organizacional para que você como agente facilitador já que você tem a expertise fazer com que esse esse dese faça com que você tenha o resultado dessa Matriz de riscos corporativos então eu vejo muito a questão de aceitação do seu papel em relação à própria organização perfeito a gente falou também sobre em alguns vários momentos aqui a gente fala sobre sobre a necessidade dos nossos colegas e né profissionais de de segurança saúde meio ambiente enfim eh buscarem também né sair da da caixinha né E tu falou isso agora né E aí tem diversas maneiras né Eh e hoje né costumo dizer que é hoje a as desculpas para não buscar né entender sobre algum assunto elas elas acabam caindo em função da facilidade que a gente tem de acesso à informação né S Então seja na internet enfim a gente tem muito conteúdo de qualidade fácil de né de de de acessar Eh claro que como tudo a gente tem que filtrar para ver o que que é bom o né O que que serve o que que não serve Mas enfim eh a gente como profissional né da área a gente tem que eh incentivar com que os outros colegas também eles busquem uma uma qualificação até para subir nesses níveis como tu falou de tática estratégico eh que são fundamentais para pra nossa área né É eh e Ana e se tu tu pode compartilhar alguns exemplos práticos eh para nós aí de como uma abordagem proativa na gestão de riscos ela ela impacta eh o desempenho de uma empresa positivamente sim olha Eh eu eu já auxiliei algumas empresas a implantar a gestão de riscos corporativos eh tanto de uma forma reativa quanto de uma forma proativa então a reativa um dos exemplos que eu posso trazer eh foi uma empresa de Jundiaí que é do segmento de águas e energia e saneamento básico e essa empresa ela estava passando já por eh perdas financeiras perdas materiais decorrentes eh de alguns atos ilícitos que estava ocorrendo no depósito central de materiais e conjugado a isso essa empresa ela precisava eh implementar de fato o Código de Conduta e ética eh e eles me chamaram disseram Ana Olha você tem assim alguma metodologia que possa nos auxiliar eu falei assim olha pelo retrato o que eu indico é justamente ter a implantação da gestão de riscos corp cor ativos de acordo com a ISO 31000 E aí então fizemos da seguinte forma né Eh houve um workshop de dois dias eh esse workshop teve o presidente da companhia diretores e gerentes nesse workshop eh como como que a gente montou primeiro conhecer e entender cada item da Norma e de que forma isso eh pudesse ser implementado na realidade do cliente então o workshop ele já foi customizado para que tivesse uma uma linguagem apropriada para para que pudesse facilitar o entendimento da aplicação dos itens da Norma esse trabalho foi Bárbaro foi assim um um quebra de paradigmas de várias várias gerências as várias lideranças inclusive de fazer exercício em papel mesmo presidente da companhia fazendo exercício para poder entender sabe super legal para poder entender o que que é um perfil de risco o que que é apetite do Risco o que que é nível de risco então fazendo no papel apresentando sabendo lidar com dificuldades de conhecimento né Isso tudo foi feito com muito cuidado e o o resultado não poderia ter sido melhor né Eh eles conseguiram eh implementar de fato o procedimento porque lá eles decidiram fazer um procedimento de gestão de riscos corporativos que seria uma espinha dorsal que ia fazer parte da lista mestre da documentação aonde estaria interagindo com os demais procedimentos conseguiram eh colocar em prática esse procedimento e até hoje eles trabalham pra tomada de decisão eles trabalham com o processo de Gestão de Risco devidamente estruturado desde o treinamento que nós res liamos até hoje então foi um trabalho super Bárbaro super bárbaro que me deixou super contente porque isso reduziu drasticamente né a os prejuízos que eles estavam tendo eh conseguiram identificar riscos aos quais eles não tinham a menor ideia inclusive por exemplo Saiu em um dos cenários saiuu por exemplo como tá na rota de avião a possibilidade de queda de aeronaves né em um dos Sites deles que poderia colapsar o sistema de água e esgoto da própria cidade então coisas que eles nem imaginavam que tinha que entrar então é um trabalho super Bárbaro né que você pensa fora da caixinha né sim super legal né ou seja não é só aquela coisa da do quadradinho nosso mas o quanto que a gente pode pode expandir isso e eh fez com que realmente eles tivessem eh um resultado de desempenho e uma satisfação em relação à comunidade local muito melhor Então esse foi um dos trabalhos e o outro foi numa empresa eh São dois destaques mas já existiram vários assim mas acho que esses dois são bem legais assim o outro foi uma empresa que faz o abastecimento das barcaças né Eh no porto de S então eles trabalhavam a questão de gestão de riscos muito focada na questão do Risco operacional e eles precisavam também ter um olhar maior em relação a essas possibilidades que poderiam acontecer Principalmente quando eles tinham que abastecer navios que vinham de outros países essa interface também com esses navios a Além da questão eh saindo da questão operacional porque el falavam que Ana a gente tem muito problema do mangote se desconectar eh a gente tem muito problema disso muito problema daquilo então eu via uma fala muito no campo operacional mas de que forma isso poderia ter um impacto maior em termos de visão do negócio né Então aí eles começaram a enxergar de que mesmo tendo um derramamento pontual de de combustível no mar eles tinham lá toda a os os os contentores para poder realmente fazer a mitigação do dano Mas eles começaram a perceber qual que era o impacto disso em relação ao negócio então também foi um trabalho super Bárbaro quando quando as pessoas começam a perceber os ganhos né e começa a olhar amplitude fala assim puxa vida eu pensei que segurança era só nr12 era só trabalho em altura sabe perfeito eu eu trabalhei no porto né agora tu falou nisso ex para mim veio muito a minha cabeça né é questão de um navio parado atrasado num cais né o quanto que isso impacta no negócio né porque isso é muito dinheiro envolvido né fora a questão ambiental né do do próprio então muitas vezes né Realmente a gente vai pro operacional a gente não consegue enxergar isso quanto que impacta no negócio né então bem legal esse exemplo porque eu vivi isso né então inclusive com vazamento de óleo Jura é juro juro vi isso na pele e realmente é um impacto grande né isso isso meu começo de carreira né comecei a trabalhar no porto e realmente aconteceu uma situação dessas que na época também a gente né eu eu eu sou sincero dizer que eu eu via mais a questão operacional mesmo que eu era ligado ao operacional mas a própria empresa realmente a gente eu acho que não não se tinha esse entendimento do quanto que impactaria na imagem do né Dog da empresa a questão do do custo de de uma operação parada né interditada pelo órgão ambiental né nossa muito legal me trouxe um insite muito antigo aqui que foi bem legal que bacana né eh e e se a gente né tudo que a gente tem que para até para justificar a gente tem que medir né então se a gente tivesse que definir alguns indicadores chave de desempenho né que que os os próprios líderes de negócios devem monitorar para avaliar a eficácia da das estratégias né definidas para Gestão de Risco quais seriam esses indicadores é eu eu eu digo assim de que a gente tem os kpis né que na verdade eles são definidos justamente pra gente poder entender o quanto que a empresa está progredindo em relação ao atingimento eh dos seus objetivos e metas definidas né agora quando a gente fala de gestão de riscos a gente tem que necessariamente falar dos indicadores chave de riscos Então se a gente pegar eh quando a gente fala desses indicadores que são os os os Key risks indicators na verdade a gente pensa da seguinte forma eh quais são num processo produtivo Quais são as operações que são consideradas pulmão do processo que se parar aquilo colapsa toda a empresa né então Eh é super legal quando a gente já trabalhou na mesma empresa e a gente consegue falar sobre esse tema é super Bárbaro se a gente pegar por exemplo o processo da da Pirelli né que é indústria de pneumáticos para ela poder montar né o o pneu gigante câmaras de ar Ela precisa passar pelo bâ né isso e para quem não sabe que é um bâ é como se fosse eu sempre falo né Telmo é um liquidificador gigante né isso isso aí e ali é a primeira etapa do processo né Onde você coloca vários ingredientes você coloca a borracha mistura né tritura tudo faz aquela massa homogênea como se fosse a massa de um pão e dali sim você vai ter os seus produtos que você vai fazer né então eu fico eu fico pensando assim de que quando a gente fala de gestão de riscos a gente fala justamente dos indicadores chave de risco o que de o que de fato pode parar aquele processo e de que forma você vai medir Então aí nesse caso a gente não não é o mais recomendável a gente falar dos kpis e sim justamente dos indicadores Chaves de risco e aqui aquilo que pode colapsar a a própria a própria operação da empresa então é aquilo que você vai priorizar para que você possa medir ter o nível de risco né adotar as ações de tratamento para poder manter eh monitorado sob controle aquele risco Então se a gente falar por exemplo eh de um software que faz a automatização eh da alimentação do bumber e se houver por exemplo um erro de programação desse software o que vai acontecer é que você vai ter a geração muito maior de refugo e consequentemente você vai ter um défice no risco financeiro Então Ah é um pouco diferente a abordagem Apesar de que quando a gente fala de definição de indicadores a gente sempre tem que pensar naqueles que você vai conseguir medir porque senão do contrário você começa a a fazer algo definir vários e é como dizia Peter Duk né na verdade você não tá fazendo é nada então existe essa diferença quando a gente trabalha de riscos de de realmente definir aqueles que são chave para que realmente você consiga priorizá-los de modo a que você não venha a colar ar o seu processo perfeito perfeito eh a gente já falou um pouquinho né Mas a gente sempre fala na na na questão de carreira dos profissionais de scma né E na tua visão agora tu trouxe um né nessa última fala tu trouxe um ponto para mim que é extremamente estratégico quanto a nossa visão como profissionais né Eh de ter de novo a visão do negócio né então hum seja numa definição por exemplo da nr12 né adequação das máquinas né normalmente a gente faz comum de ver né de fazer eh uma análise né uma matriz de risco para definir Quais as eh só que normalmente nessas matrizes as que eu vi pelo menos a gente não considera o gargalo da produção risco de parar né já vi vários né não quer dizer que que todos não tinham mas muitas vezes a gente não consegue enxergar isso pelo lado do do negócio né Eh a gente vê só pelo só pela questão do risco de segurança e não só pelo risco da do do né não não não não incluímos o risco do negócio nisso né então Eh na tua visão Ana eh qual é o papel eh que os profissionais eh de de segurança eles têm né nessa questão da gestão de riscos empresariais eh e essa Fala tua foi maravilhosa né porque a gente faz por exemplo apreciação de riscos em máquinas e e essa apreciação de riscos quando considera lá o hrn do ponto da máquina que você tá estudando eh o teu objetivo é garantir salvaguardar a a pessoa o trabalhador né agora você veja que legal quando a gente começa a colocar eh qualquer ferramenta da 31. 010 no processo estruturado da gestão de riscos desse risco aqui de você por exemplo não ter uma proteção numa linha de prensas o que que isso pode causar como consequências para o negócio né então eu vejo que assim eh assim como como você eh sou também professora para os cursos de pós-graduação de engenharia de segurança do trabalho e assim me deixa muito feliz de encontrar profissionais e interagir com você porque realmente assim são provocações debates muito interessantes que fazem com que a gente consiga realmente ter um Horizonte mais equilibrado do que é trabalhar com segurança e e com assim com bastante tranquilidade eu diria assim de que os cursos de pós--graduação em engenharia de segurança do trabalho lament mente eles são feitos em módulos Desde quando foram instituídos quando foram aprovados junto ao Creia das suas universidades eles são oferecidos em módulos e muitas vezes um módulo não conversa com o outro né E além disso Muitas vezes os módulos são eh desatualizados então eu falo por mim mesma né Eh eu fui Eleita patroness né a gente fala que é patrono mas quando é do gênero feminino é patronesse né ISO eh eu fui Eleita patronesse de três turmas de pós-graduação que me deixaram muito feliz porque realmente é a consagração do nosso trabalho né Telmo Quando alguém faz isso conosco né e e eu sempre disse para para os alunos que todos viraram meus colegas amigos enfim eu sempre disse a eles a gente tem que fazer diferente porque se a gente busca resultados melhores e continua fazendo a mesma coisa a gente não vai conseguir e Olha vou dizer para você que foi uma luta para eu poder colocar gestão de riscos corporativos como um adicional de conteúdo nenhuma das disciplinas mas foi uma luta em que sentido eu vou eu vou até falar para você foi uma luta por quê Porque eu tinha eh eh obstáculo eh da própria eh da a própria coordenação em relação a não enxergar que isso era do negócio tá então tinha esse paradigma também tinha o paradigma também eh da própria instituição que achava que isso seria eh um ônus adicional paraa faculdade mesmo eu dizendo não não vai ter custo nenhum você não precisa me pagar nada porque eu vou colocar isso dentro da disciplina tinha esse ônus também e tinha também pelos próprios colegas de trabalho sabe parece que é aquela coisa assim de que Poxa eu não tenho esse conteúdo que ela tá falando então eu prefiro miná do que entender de que isso é importante pro avanço dos próprios dos próximos engenheiros de segurança que virão porque eles estarão melhor preparados eles estão melhor preparados Em que sentido em relação ao negócio como todo então hoje eu fico feliz de saber por exemplo que alguns destes viraram secretários do meio ambiente de algumas eh de alguns municípios alguns desses subiram paraa gerência paraa diretoria sabe então isso faz com que realmente a gente tenha o verdadeiro valor o papel do engenheiro de segurança do técnico de segurança ele tá fadado ao insucesso quando ele enxerga de que é a empresa que precisa dele e não ele dela porque ele se amarra a nr4 a gente jamais pode parar em relação a se atualizar a gente estava falando há pouco sobre as questões das novas visões de segurança isso não tá em nenhum módulo isso isso não está fatores humanos isso não está em lugar nenhum E para piorar mais ainda hoje qual é o retrato Telmo que nós temos no mercado além dessa questão desses profissionais que relutam em se manter atualizados para que realmente tenham o seu espaço dentro das empresas fora do cmit ou além do cesmt né porque eles reclamam que o pessoal da qualidade fica responsável pelo sistema de gestão de segurança mas tampouco eles querem se esforçar para que eles sejam os responsáveis pelo sistema de gestão de segurança e aí associado a isso o que que acontece é muito mais confortável né se eu não vou interagir com o meu cliente interno eu tô na minha zona de conforto então eu vou ganhar meu salário eu não vou incomodar com ninguém eu eu não quero visibilidade eu só quero fazer isso aqui ah melhor ainda eu quero incorporar as horas extras no meu salário sabe porque eu tenho boleto para pagar mas o dia que alguém de cima falar para você olha a partir de agora você não vai fazer mais hora extra você é a pior liderança que pode existir na face da terra porque ele já incorporou no salário então esse tipo de profissional a gente lamentavelmente a gente enxerga na nossa área e a gente não enxerga nas outras áreas então eu digo assim hoje profissional da área de segurança saúde do trabalho quer ser de quer ser valorizado você tem que se manter atualizado você tem que fazer bent Mark você tem que saber falar com o seu cliente interno você tem que trabalhar na diversidade você tem que saber trabalhar com a pluralidade de ideias respeitar as pessoas e principalmente tirar do seu vocabulário manda quem pode obedece quem tem juízo com esse tipo de gestão retrógrada que não leva a lugar nenhum associado ao quê há processos produtivos que mandam desligar o sensor de segurança porque acha que a segurança atrapalha na produtividade daquela máquina então a gente precisa realmente entender Qual é o tipo de profissional que você quer ser ou você vai de um lado ou você vai do outro mas não adianta você querer ser destaque se você também não forma conhecimento experiência e principalmente habilidade para que você possa interagir com as outras áreas mas também não adianta reclamar né Ah eu queria ganhar R R 30.