Bom dia, boa tarde, boa noite nas realidades das dimensões múltiplas da abertura deste programa que será assistido ao vivo e não também e também não ao vivo, né? será assistido ao longo da sua permanência nos algoritmos do YouTube nas três possibilidades de turno. Então, já abrimos com bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia para qued, bom dia, boa tarde para qued, boa tarde, boa noite para qued, boa noite. Um salve Salve. Alô, comunidade progressista do Diário do Centro do Mundo. Alô, povão. Agora é sério. Chegamos no ar com mais um DC, meu amigo. Dia
edição de domingo. Eu que estive fora na semana passada, estou de volta ao comando da atração e fui buscar reforço peso pesado para comandar o programa de hoje sem o Samuel Brown, que é o meu parceiro, né, nesta odisseia dos domingos. Hoje nós vamos com o professor e pesquisador João César de Castro Rocha e vamos também com o Ator Thiago Lacerda. Que tal, hein, gente? João César e Thiago Lacerda é pant, hein? É peso pesado pra gente mandar ver em determinado momento do programa eles estarão juntos. João César era um dos maiores pesquisadores de Shakespeare
no Brasil. Thiago Lacerda a esteve em cartaz com peça de Shakespeare e nós vamos shakespearear aqui. Nós vamos falar sobre isso, obviamente, né? Vamos falar eh claro sobre a conjuntura eh de política nacional e internacional. O programa vai tá Filé Minon. Vai tá Filé Minon e audiência se prepare para uma edição de colecionador. Só que pra gente já avançar para receber o Thago, para receber o professor João César, eu quero pedir o seguinte, ó. Vai deixando o like no vídeo, vai deixando o likezinho, o gostei, o joinha, né? Aquela aquela resenha nossa de sempre é
fundamental, é sensacional, é o caminho. É o caminho. Olha só, deixa eu botar o meu likezinho aqui que daí a gente, né, Já começa legal. Eu sou o like 132. Eu sou 132, mas nós temos 313 pessoas nestes dois primeiros minutos de programa. uma audiência sensacional. Só que eh vamos lá, eu preciso que todo mundo engaje, né? Afinal de contas, essa é a tônica do programa. Eu preciso que todo mundo entre nessa sinergia comigo, que faça valer. Eh, vamos deixar a contribuição primeiro do like. É de graça para todo mundo, para você não custa nada,
pra gente vale tudo, porque Afinal de contas nos faz, né, eh, girar nos algoritmos do YouTube. Depois do like no vídeo, é importante que você se inscreva no canal. Você que ainda não é inscrito, você que ainda não é inscrita, se inscreva também, é de graça. Somos 502.994. Gente, eu preciso de seis inscritos para virar 503.000. Eu tenho que fechar nesse programa, né? Seis inscritos tem que ser aqui agora. Seis, seis, só seis. Então, quem tá aqui desses quase 400 Simultâneos que ainda não tá inscrito no programa, se inscreve agora. Aí você vai dizer: Thiago,
mas eu já sou inscrito. Eu já tô inscrita. Que que eu faço? Traz mais alguém. traz alguém como você, manda agora aí pros seus amigos, amigas, familiares, né? Eh, paraa militância da sua região e peça paraa pessoa também se inscrever aqui no DCM. Vamos fechar esses eh 503.000 inscritos agora e aí a gente termina o mês de janeiro, né? E já inicia fevereiro, hoje, 1eiro de Fevereiro, com 503.000 1000 inscritos para amanhã já buscar 504, 505, 506, 78 9 e aí vai, né? 510.000 e por aí. Aa, depois do like no vídeo, depois da inscrição
no canal, é hora de você compartilhar o conteúdo. Vá jogando o nosso conteúdo nas mais distantes e possíveis realidades que você frequenta. Vai jogando nos seus WhatsApps, nos seus Discords, nos seus eh Telegrams, né, nos seus aplicativos de conversa. vai jogando a gente também aí na Nas suas timelines do Facebook, do X, eh, no story do Instagram, outros aplicativos e redes sociais que tem por aí, que eu já nem sei, né? Mas nos leve de carona. Nos leve de carona. Esse é o engajamento urgente, necessário, indispensável. É impossível você estar aqui e não engajar com
a gente dessa forma. Então vamos lá, deixa o like no vídeo, se inscreve no canal, compartilha o nosso conteúdo. Deixa eu pegar o controle do ar condicionado aqui, né, Pra gente botar um gelinho também no corpo. Gente, 270 likes agora, mas nós somos 547 simultâneos, então tá faltando like. É comecinho de programa, quem tá chegando, bom dia para você. Vai deixando o like. Aliás, professor Viário já deu a morta aqui, ó. A charada tá dada. Consuma, João César Lacerda. Quero ver 5.000 ao vivo no mínimo. Vamos lá comunidade. É isso, né? Programaço desse a gente
não pode deixar passar. Tem que ser 5.000 ao vivo. Já temos mais de 500. É só comecinho de programa. E todo mundo que chegar tem que deixar o like no vídeo, se inscrever no canal, compartilhar o conteúdo e aí vem a segunda etapa dos nossos combinados. Aí quem puder, da forma que puder, tem que contribuir paraa manutenção deste canal e deste programa. O DCM encontrou uma fórmula de sobrevivência sem um arranhão da caridade de quem nos detesta. O DCM vive e sobrevive do apoio popular e coletivo da sua audiência. Isso é Fantástico, isso é maravilhoso.
Eu que trabalhei já em todos os modais de comunicação, no rádio, na TV, no jornalismo impresso, no jornalismo online. Eu que já trabalhei em mídia alternativa, em mídia hegemônica, eu que já trabalhei em veículo internacional, veículo regional, veículo nacional. Eu nunca vi algo como o Diário do Centro do Mundo, que consegue manter uma equipe com mais de 40 funcionários, com apresentadores, moderadores, produtores, Redatores, editores, marketing social, mídia, design jurídico, financeiro, gerência, com diversos setores numa redação tremenda espalhada pelo Brasil e consegue fazer tudo isso sem depender do setor privado. sem depender de apoios financeiros dos
bancos masters da vida. Olha, isso é algo inenarrável, é fantástico, é sensacional. Mas para isso eu preciso que você nunca baixe a guarda, que você nunca deixe para amanhã Aquilo que a gente tá construindo no hoje. Entramos num ano eleitoral dificílimo, somos uma trincheira montada, não é? Abrimos o segundo mês da temporada. num espaço de conservação da dignidade da democracia, de manutenção do respeito ao estado democrático de direito, de equilíbrio das múltiplas visões possíveis e cabíveis daquilo que a gente tem por sociedade. Então, Vamos fazer a nossa política da maneira que a gente sabe fazer.
daquele jeitinho que é do DCM, que é da audiência do DCM. Vamos fazer isso tendo uma realidade econômica prevista, saudável, sem temores de que amanhã a gente pode não estar aqui. Para isso eu preciso do engajamento. Então faz o seguinte, Gente, quem vai chegando vai deixando o seu ingresso simbólico. Qualquer valor a partir de 99 centavos, como faz o Bruno Galvão aqui, ó, é valor é fundamental. ou como faz o Jones, a Jonísia, na verdade, desculpa, Jonísia, como faz a Jonísia, que deixa um pingo de R$ 2 ou a Ida, que deixa R$ 10, você
também pode colaborar. Mande o valor que você puder, o valor que você quiser, a partir de R$ 99 cent, pode ser R$ 99 centavos, R$ 2, pode ser R$ 5, Pode ser R$ 10, pode ser R$ 20. E aí nós temos a partir de R$ 50 duas realidades, tá? A primeira delas, com R$ 100 você leva um livro, você apoia o DCM e ainda ganha um carinho do DCM. Thago, mas que livro é esse que eu levo? Você escolhe. Tem uma lista com mais de 28 títulos à sua disposição numa parceria com a Cotter Editora,
com a editora Emoi, com a Matrix Editora. E aí você vai escolher dentro desse ral de possibilidades um título e esse livro vai paraa sua casa Com frete incluso. É uma forma de acarinhar aquele que nos prestigia eh com uma monta tão eh vultuosa como R$ 100. A cada R$ 100 vale um livro. E tem uma campanha criada pela nossa audiência que é a campanha do livro. Você colabora com R$ 50, ajuda muito a nossa meta e o próximo que pingar 50 leva esse livro. Ou seja, você tá nos ajudando e tá oportunizando que uma
outra pessoa leve leitura de qualidade, leitura política, social, econômica, cultural aqui do DCM. E tem novidade, hein? Tem novidade. Voltando pra área do DCM, eu vou dar só uma ideia aqui. Já estamos com 706 simultâneos, 9 minutos e meio de programa, mas eu tô com 414 likes. Se eu chegar dos 700 que estão agora, se eu chegar a 600 likes, eu vou contar a novidade. Eu vou contar uma novidade. é um retorno fundamental paraa construção intelectual da nossa audiência, de quem nos acompanha numa super parceria aí que a gente eh sempre Teve, que ficou um
tempo fora e que tá voltando. Mas eu preciso de mais like, hein? E eu preciso de mais gente aí comigo. Já já em três minutinhos deve chegar o Thiago Lacerda e eu quero receber ele com mais de 1000 simultâneos. Então vai espalhando nosso link, vai nos levando de carona, vai nos largando nos cantos e recantos aí dos algoritmos. Vamos nessa, gente. O programa hoje é para bombar, como disse o viário, é para mais de 5000. A Rosângela Kirst deixa um pinguinho aqui pra gente. Obrigado, Rosângela. A Neid também deixa um pingo. A Fátima XB, meu
pingo, professor Suma. Obrigado, Fátima querida, um beijo para você. Olha aqui, ó, a Teresa. Bora, minha gente. R$ 2 de cada um. Bate a meta. É isso, né, gente? O fardo, se for dividido, não fica pesado. É um pouco para cada. Eh, Joac Mota, deixa um pingo pra gente também. A Ana Silva com mais R$ 10 colabora muito pra nossa Missão. Esse tem que ser o espírito. A gente tem que colorir esse chat aqui. Cada um pingando um pouco. Bernardo também chega junto. Espetáculo Bernardo. A Neid Ponzone sempre presente. Deixa eu ver quem mais aqui,
gente. Que legal. Pessoal tá chegando. A Lourdes na terça-feira vou assistir a peça do Thiago no do Thiago no teatro da Unicinos. Um abraço pro DCM. Olha que espetáculo aí a peste, né? Uma obra eh inspirada, uma peça inspirada na obra de Albert Cami com Thiago Lacerda. A gente vai falar sobre isso. Que legal que você vai lá. Você nos representa, Lourdes. Você nos representa. Eh, não é, gente, vocês estão achando que é o retorno do Leandro Fortes? Não é, não é. Eu vou dizer que é algo muito melhor, muito melhor do que isso. É
algo eh, como é que eu posso dizer? É universal. Eh, eh, Unânime de que é um ganho tremendo, unânime de que é um uma retomada maravilhosa. Mas eu já vou falar, eu já vou falar, eu já vou falar porque ainda faltam 98 likes. 98 likes, mais de 800 pessoas. Eu tô botando essa meta aí de 600 likes. Enquanto isso, vamos atualizar aquilo que é notícia no diardocentrodomundo.com.br. diardoentrodomundo.com.br é o portal de notícias sempre atualizado Do DCM. Um portal de notícias que é uma padaria com fornadas sempre quentinhas de fatos e análises para você. Epstein elogiou
Bolsonaro para Steve Bennon. The Real Deal. Mensagens fazem parte de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na última sexta-feira. Diretor de documentário sobre Melania Trump aparece abraçando garota nos arquivos Epstein. Em vídeo, ex-ministro da defesa de Israel admite que supremacia judaica lembra o nazismo. Capão Redondo, Pinheiro Cissé. Veja a lista com bairros campeã campeões de roubos em São Paulo. Rota da magreza. Canetas emagrecedoras contrabandeadas seguem caminho do tráfico. Representantes de mortos no regime militar acusam BBB de reproduzir tortura da ditadura. E vídeos inéditos mostram Jeffrey Epstein dançando e correndo atrás de garota
em cozinha. Estes e outros temas estão à nossa Disposição no diarioundo.com.br. Gente, não é um retorno de um ex-apresentador ou ex-apresentadora, tá? Eh, já vou antecipando aí alguns sinais. A Dulce, ufa, se não é o galo preto da chupi, o Pingo. Obrigado, Dulce. Olha aqui, ó. Eh, tô fora. Mais capitalistas do que muito canal de direita. Então, sai fora, Rubens. Sai fora. Primeiro que não é de direita. de direita, segundo que eh como é que você mantém aí o seu dia a dia, queridão? Você é um um freio Franciscano, um monge tibetano e não consegue
eh lidar com o mundo do capital. Ele é isso aí que tá posto, infelizmente. É isso. E a gente tem que sobreviver a ele. Que papo mais aranha esse, que papinho mais chulé, né? É o estopa diz o Daniel. Deus que me livro bater na madeira aqui. Não, não é, gente. Não é nem a a a Saragós, nem a Mafê, não é não é não é uma pessoa propriamente dita. É uma pessoa Propriamente. O povo quer saber, Zo Miguel, né? O povo quer saber. O A Rosa disse que vai pedir pro filho ajudar a fazer
o super chat porque ela ainda não conseguiu. Gente, vamos ajudar e explicar pra Rosa também. Rosa, aqui embaixo das mensagens onde você mandou essa, tem um cifrãozinho do lado. Clica ali no cifrãozinho e vai dar o passo a passo. Esse passo a passo, ele tá ali mais ou menos eh facilitado. Ele é bem simples, né? Mas e o pessoal que faz até Costumeiramente os pingos pode ser mais útil na colaboração. Eu até não tenho o passo a passo aqui de cabeça agora, mas eu sei que ali ele vai dizendo, né? Ah, você quer cadastrar o
seu cartão, daí pode ser qualquer cartão Google, né? pode ser crédito e débito. Eh, aí ele vai dando ali o a as etapas para você cumprir. É bem fácil, tá? É bem intuitivo. É só você chegar ali que estará encaminhado. Mas mas eh o pessoal pode te ajudar aqui. O Daniel disse que é o Tardelli. Querido Tardelli, esteve comigo aqui durante 2025. Já temos 600 likes. Já temos 600 likes. 1000 pessoas. Eu posso falar o que é, né? H, e aí, o seguinte, a novidade é a transmissão ao vivo do carnaval de Uruguaiana. Viar e
bem-vindo tambão bem afim. Ô Tambor, o Viar tá a fim de ir pro carnaval de Uruguaiana? Ô, Viar, se você tá na audiência me conta aí. E eu não tava sabendo dessa, não é? Tá, mas Eu vou contar para você e pro Viar agora ao vivo na frente de todo mundo. Eu já comprei meu ingresso pro carnaval de Uruguaiana, tá? Esse ano eu vou pro carnaval de Uruguaiana, mas de caravana aqui, família vai acompanhar lá, né? Estaria em Uruguaiana, o melhor carnaval do Rio Grande do Sul. Eh, bom, gente, vocês pensando que é uma pessoa
e tal, mas é uma ideia, porque as ideias são mais importante do que os personagens. A volta dele, ó, tá aqui na Na minha no canto esquerdo superior da minha cabeça, a volta da obra de Legan Miran, com o seu kit para iniciantes, com os maiores pensadores. É isso que está de volta na programação do DCM. A partir da semana que vem, nós temos aí renovados ã as obras do professor Legend Ruck. estavam fora de produção um tempo, né? E aí ele retomou essa eh produção desse Kit maravilhoso, esse combo que muita gente conseguiu eh
se alçar aqui no programa e levar para casa. Eu mesmo, né, ganhei de vocês da comunidade como um presente de aniversário maravilhoso, o box para principiantes, os cinco grandes revolucionários, gente, com Marx, Engels, Lenin, Stalin, Mausedong, estará de volta à nossa programação. Maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso. Eh, Super Suuma, um abraço. Olha a Luciana Bauer, audiência Qualificadíssima hoje. Beijo, Luciana. Obrigado pela audiência. Tremendo, tremendo. Programa de hoje vai ser tremendo. Os bonés do professor Lejane tá dizendo a ida, quase a ida bateu na trave. É o box que tá de volta. Quem sabe os bonés na sequência,
hein? Quem não precisa de dinheiro é herdeiro diz a Jeisa. É verdade, é verdade, Jeisa, é verdade. Fátima XB, um beijo. Tá mandando a Silia, estão conversando as meninas aqui pelo super chat. Isso é Legal também, né? essa nossa conexão aqui que se dá através da nossa interatividades. E a Fátima responde: "A Silia, saudade, Silia, você faz a diferença, te amo." O o Mário Cachetário diz: "O box é indispensável". É isso, Mário. Você pegou a alma, né, dessa nossa eh novidade, né? Eh, que é trazer de volta essa obra que é indispensável. A Sobo diz
que o DCM é subestino e quase não valoriza notícias do nordestino. Você acha, Sobsol? Você acha mesmo? Eh, me dá um exemplo prático, sem ser uma frase solta assim, né? Esse papo de sudestino versus o nordestino. É uma coisinha também que eu acho que é outro papo aranha, tá? É outro papo aranha. Eh, a dona pergunta se eu tô bem. Tô maravilhoso, dondalin. Tô, olha, sentindo que hoje o programa vai ser um estouro aqui com o Thiago Lacerda, com o João César, com vocês que estão chegando. Audiência que tá bombando. A Dulciene já deixa outro
pingo. A Iberiz manda boa tarde. A Annabel boa tarde. Eh, o Fale com Paulo diz que tá carente, quer mandar um. Ô Paulo sem carência. Fale com Paulo sem carência. Vamos todos juntos aqui. Estamos todos ligados. Oi, Chuma. Não esquecer de beber água. Boa, Jujuba. Aqui, ó. Vou tomar já o meu golinho da água. Licença. Você tá certa. E é bom puxar a orelha. Às vezes a gente vai. Sergipe ganhou 1000ara. [ __ ] merda. E a gente não deu Essa notícia aqui ainda no programa de hoje. [ __ ] que cagada. Eh, um salve
para Sergipe e pra Nova Misa aí. Boas sumas Gomes. Glória a Deus a dona Dalina. Obrigado. Vamos lá gente, vamos deixando então os seus recados. Like no vídeo, inscrição no canal. compartilhamento de conteúdo. Nós já conferimos aqui as principais manchetes do momento, trocamos uma ideia, batemos esta resenha de começo de programa para já receber o Thiago Lacerda para já. Ó, ele tá me Chamando aqui, ó. Bora, tá valendo dizer. Bora, bora, Thagão, vamos nessa. Tô contigo, você tá comigo e já já o professor João César que sai da sua natação aos domingos direto aqui pra
tela do DCM. Robôs do Carlujo não tem gastos, diz o repositor. É verdade, né? Aí é mais fácil tocar extrema direita, né? Mais de 100 simultâneos, será que a gente chega a 2000 para receber o Thiago Lacerda? Numa das vezes que fui ao Rio, assisti Calígula com Thiago Lacerda. Ele Tem muita presença de palco, diz a dona Lourdes. Vamos contar isso para ele, Lourdes. Ele já tá chegando. Ele já me chamou aqui perguntando se já é para entrar nas na na no link, né, aqui do programa e vai colar com a gente aqui. Bora, Thagão.
Bora, Thagão. Vamos fazer essa história aí. Meu xará, meu tocaio, o carioca mais gaúcho do Brasil. Thiago Lacerda. Nem eu de Sergipe sabia da M do Fale com Paulo. Pois é, Paulo, mas aí como nós não demos Essa notícia, talvez sejamos sudestinos por demais, né? Essa é fantástica, né? Essa é fantástica. O DCM abraça todo o Brasil, noticia sobre todo o Brasil e as relações do Brasil com o mundo afora, não é? E nós não criamos essas subdivisões de campo que é uma bobagem tremenda. Boa tarde, Suma. Chame o Leandro Fortes, mesmo que só convidado
diz o Lenilson. Lenilson, obrigado pela sugestão, obrigado pela dica aí. Eh, vamos ver se alguém chama Aí nos programas, eh, se é o caso, né? Obrigado pela dica, fica a sugestão aí. Eh, obrigado pela gentileza de me explicar, Thiago Desar Rosa. De nada, Rosa. Eu que agradeço aí a sua atenção conosco em querer, né, contribuir e aderindo à nossa luta, eh, fazer a diferença aí, né? Eh, eu não sei se eu expliquei muito bem. Se você não tiver entendido aí, você continua mandando aí, entre aspas, as dúvidas que que o pessoal que tá aí consegue
ser mais útil Do que eu. Gente, olha só, é tão difícil a gente acompanhar a grande mídia fazer jornalismo de fato e de direito, que quando isso acontece, a gente tem que repercutir aqui, ó. Vamos ver esse trecho aqui, ó. >> Gana é do governo federal. >> Deixa eu botar aqui na tela para você. O cara foi desmentido ao vivo. Isso é fantástico. Prefeitinho Micketref de Rio Preto. Olha só essa gana do governo Federal em cobrar mais impostos e dos dos munícipes de maneira geral, inclusive aqui em Rio Preto. >> Eu vou aproveitar que o
senhor citou o governo federal pra gente já abordar essa questão, porque o senhor até publicou um vídeo nas suas redes sociais, a gente acompanhou hoje cedo na redação, eu fui conversar com alguns advogados tributaristas e também com o Ministério Público para entender essa questão. A reforma tributária tá Colocada uma atualização da planta genérica com um valor mais próximo ao valor de mercado, porque não dá para ser exatamente, mas tem uma exigência de tempo para que isso ocorresse. E em nenhum momento cita a questão do IPTU, porque é um imposto municipal, então a escolha da alíquota
da trava, isso fica a cargo do executivo, né? Então, por que que essa planta foi atualizada de uma vez? Esse estudo foi feito dessa maneira e não e essa questão do IPTU, por que Que o município decidiu então fazer esse aumento de 20%, já que a lei federal não determina isso? >> Olha, você tá equivocada. A lei determina que o cadastro imobiliário brasileiro ele seja, não é isso, que o cadastro imobiliário brasileiro que determina valores de referências que são valores reais de imóveis, no caso de Rio Preto, eles sejam atualizados até 2027. Portanto, >> como
que foi escolhido esses 20%, Prefeito? Esses 20% foram, não é que foi escolhido, isso é um cálculo técnico que foi feita pela nossa equipe para barrar esse aumento abusivo. >> Eu vou reforçar essa questão do posicionamento do Ministério Público e também dos advogados tributaristas ouvidos pela TVT, porque só Rio Preto teve esse aumento de 20% se a gente pegar outras cidades. Se essa lei federal valesse para todo mundo, isso não deveria ser reajustado em todos os Municípios? >> Olha, você de novo está equivocada, né? O município de São Paulo, por exemplo, fez um aumento escalonado,
em alguns locais vai passar de 40%. Não vou falar, não vou falar de outros municípios aqui da região que também fizeram esse aumento diretamente, fazendo a valorização da planta genérica e já atribuíram, né, na íntegra pro contribuinte. >> Obrigada, viu, prefeito. O nosso tempo é Curto, a gente tem que continuar ainda com as outras informações, mas agradeço a sua disponibilidade. Thiago volto com você. >> Obrigado. Voltou com o Thiago, voltou comigo, né? Voltou com o Thiago, voltou comigo. Falando nisso, Thiago Lacer tá só acertando o linkzinho aqui, estará conosco em instantes, né? Então aqui na
resenha, nos bastidores, ele já vai pintar na jogada. E aí povo para receber o Thago, vamos avançar essa meta e Também as membresias. Faltam cinco assinaturas, que é a meta básica do programa de hoje. Um pacotinho de cinco já resolve, mas um programa que vai ter Thiago Lacerda e João César de Castro Rocha merece o dobro de assinaturas, né? Merece o dobro de assinaturas. Então eu quero pedir para você aí que se você puder contribua, mande a sua interativa. Eh, como imposto de Osasco, caro para Aralho de Gilberto Materada. Esse senhor é da minha região
do Jospitelli. Assistiu Thiago no teatro ao ar livre. Deixa eu salvar isso aqui para ler depois na presença dele. Andreia, eh, em Nova Jerusalém, que saudade daquela época. Eu observei o interesse dele de interagir com os atores, lindo e sem vaidade. Uma grande diferença entre nordestino e sudestino é que um mora no norte do Brasil, o outro no Sul. Boa, Jorge. Eu concordo com você. Concordo com você. Temos que parar com essa subdivisão. Isso aí eu só vejo acontecer Também dentro do nosso campo, viu? Quando a extrema direita fala que os nordestinos não prestam e
tal e bá, e são eles sudestinos ou sulistas, eh, enfim, eh, eles reforçam esse separatismo, que aí o nosso campo fica repercutindo entre si. Depois é uma das grandes armadilhas que o campo progressista cai eh esse papo torto que é eh disfuncional e que não tem aderência na realidade, a não ser por parte dos fascistas, de uma divisão Deste país por eh região, por sutaque, idioma, cultura, por enfim, eh cor credo e outras dinâmicas que eh não podem entrar nesse esse nosso arco, né, de entendimento da realidade. A causa tem que ser amplificada, conectiva e
não vir nesse papo eh de comiseração dos regionalismos que são particulares, que são múltiplos, que são seus, mas que não podem nos distender, né? Tem que tem que nos conectar. Ah, vamos ver aqui, ó. No fundo é puro Racismo de São Jorge. A Inês Nascimento faz mais um pinguinho pra gente aqui. Obrigado Inês. Obrigado pelo pingo. Obrigado demais. É isso aí, gente. Já ouvi falar em Ribeirão Preto, mas Rio Preto é a primeira vez, diz a Miriam. E aí é o Rio Preto interior de São Paulo. Reforça a Sandra. Aqui o pessoal conversando a respeito
aí, né? Eh, a grande, deixa eu ver se aqui eu já li, a reforma tributária, quem aprovou foi o Congresso Nacional de Zugalo Guerreiro. Alguns recados que vão chegando. A audiência tá ficando fantástica para receber o Thiago Lacerda. Ele tá entrando em instantes com a gente, tá só acertando a questão de sinal e vai pintar na nossa programação para ficar a resenha. Eu, ele e João César, os três juntos aqui, né? E eu vou ficar aqui só de eh camarote, né? assistindo esse papo entre gigantes, grandes sensibilidades intelectuais. O nome da cidade é São José
do Rio Preto, nome completo diz a Gláuscia aqui pra gente. Maria Teresa deixa um pingo também maravilhoso. Muito obrigado pelo carinho aqui do Alertos sub melhor âncora do jornalismo. Fala aí que a CBN te sondou. Não tô sabendo, Aldo, você tem uma informação. A CBN não, aparentemente não chegou perto aqui, mas de repente você tem alguma informação aí de que eles vão fazer alguma oferta, eu não tô sabendo, viu? É uma novidade para mim. Mas obrigado pelo Elogio, obrigado pela valorização do meu trabalho. A gente aqui vai sempre, né, se dedicar a entregar o melhor
conteúdo com a melhor performance profissional que a gente puder. Marcos Papai, valeu, DCM, povo de qualidade. São José do Rio Preto foi onde teve aquela parada do BaEP. Ah, tá aí o pessoal lembrando detalhes aí depois desse vídeo deste prefeitinho meia pataca aí, né? Outra grande armadilha é rotular Santa Catarina como Estado mais fascista do Brasil. Só serve para esconder o fascismo espalhado por todo o Brasil e pelo mundo. Diz o Roberto Ferreira de Melo. Perfeito, Roberto. Perfeito. Eu tenho falado isso aqui, especialmente quando recebo a Giovana Mondardo, né? Bom, nós temos uma vereadora em
Cristiuma do PCD B, uma comunista, né? Uma jovem que está tentando mudar o o esses aspectos. Nós temos a Elenira Vilela, que é a nossa colunista aqui também, uma intelectual Maravilhosa, uma professora incrível, né, que é carioca de nascença, mas que luta em Santa Catarina, luta pela educação, pela cultura, agora atuando no Ministério da Cultura, né, a serviço do governo federal e que mostram pra gente, como tantos outros nomes que eu poderia citar aqui, que eh nós estamos indo num caminho de encapsular territórios, colocar um lacinho e entregar de mão pra extrema direita por conta
dos episódios Narrados pela própria extrema direita, né? Você tá certo, Roberto? Veja bem, eh, o Rio Grande do Sul tem bafo fascista, Santa Catarina tem, Paná tem, mas São Paulo não tem. Que que é Tarcísio, Derrit e esse fascismo? E o Rio de Janeiro com essa córge que o Garotinho teve outro dia aqui, sexta-feira, e nos deixou de queixo caído e Minas Gerais com Zema e por aí aa eu poderia começar a subir. Ah, mas o Nordeste não tem, não tem. Onde é que era o menino lá e a família do do do Ray Hitler,
da roupinha de Hitler? Ah, mas é um caso, é outro caso. Vamos parar com isso. Vamos parar com isso. Esma direita tá aí. O André Fernandes é da onde? O raspacanec. é de São Paulo, sabe? Vamos parar com isso. A gente tem que entender o seguinte, eh, esses fascistas estão por todo o Brasil. Você tem total Razão, né? Eh, eles estão pelo mundo e nós temos que juntar tudo que não é fascista como um bloco de unidade. Tudo aquilo que não é antidemocrático como um bloco de unidade. Tudo aquilo que é contra a classe trabalhadora
tem que estar do lado de lá e nós do lado de cá como um bloco de unidade, sem essa esse biombo que só serve para alguns que se locupletam eleitoralmente Disso e do lado de lá, porque quando estivermos fragilizados, eles estarão fortificados sempre, né? Sempre. Então, concordo com você. Suma, a CBN jamais teria nos seus quadros alguém como você. Talvez na narração, mas no lugar do Milton Jung, por exemplo, jamais o João. Ah, concordo com você, João. É um outro perfil. É um outro perfil. Agora, grande Milton Jung, né? Correspondente Ipiranga, lembra? Eu tive A
oportunidade de conhecer grande Milton Jung. Tem o filho dele agora que eu acho que tá pela CBN também, mas tá lá para cima, né? Mas o grande, saudoso Milton Jung. Eu tive a oportunidade de conhecer, ter uma foto com ele, foi uma grande referência correspondente Ipiranga, que era um dos grandes noticiários, né, do rádio brasileiro. Eh, meioia e 34 eu já tenho nos bastidores do Thiago Lacerda. Só tô esperando ele acertar o Detalhe de câmera. Ele tá sem imagem ali. Eh, mas assim que ele tiver OK, ele vem pro ar com a gente e nós
vamos avançar a nossa programação para depois receber junto dele o professor João César. Milton Ferret Jung diz o repositor. Ele mesmo, ele mesmo. Milton Ferret. Eu tenho uma foto com Milton Jung, eu bem garotinho, né? Eu estava indicado ao prêmio PR de jornalismo como apresentador de rádio e ele era eh o homenageado já a um concor, Né? Uma lenda do rádio. Obrigado pelo destaque, Suma aliviu atenção. Que bom, Roberto. Um grande beijo para você. Obrigado. Vamos lá. E a Lua já pergunta como vai ser para adquirir o box do professor Lejane. Lua, me pergunte na
segunda-feira, porque a partir de segunda que nós vamos começar a retomar esta novidade. Thagão, quando você tiver OK, você só dá o sinal de positivo e nós já vamos pra nossa resenha. Aí, ó. recebeu o meu xará, o meu tocaio, né? Algum tempo já ele não vinha no DCM e eu sempre incomodando ele e ele correndo e alguns desses dias correndo fora do Brasil também, né? Teve pela por Cuba, teve pela África, teve pelo mundo inteiro, mas sempre ligado no DCM. E quando não podia me mandavam um recado aqui, ó, o que é que tá
rolando de notícia aí para nós não nos desligarmos e a gente sempre se atualizando e é um personagem fundamental hoje pra gente conectar itens de política, cultura, Análise de sociedade, filosofia. Tudo isso passa a partir de agora pela nossa programação e eu recebo com a maiorra sempre meu xará, meu tocaio e olha um dos meus ídolos aqui, Thiago Lacerda. Seja sempre muito bem-vindo aqui ao nosso Diário do Centro do Mundo. Boa tarde, meu irmão. >> Ei, queridão. Prazer, parceiro. Prazer estar de volta. Tá me ouvindo bem? Não. >> Tá bem. Tá ótimo. >> Tá. Eh,
você pr Prefere o celular na horizontal, né? Se fosse na horizontal, a gente era muito melhor do que recebeu o professor João César era junto, mas se não tiver como, não tem problema. Ó, >> ó, vê, >> olha aí, ó. >> Olha aí, agora ficou lindo. >> Moleza. Eu tô fazendo no celular. Eu sou meio ruim com essas tecnologias, viu, cara? Me sinto o meu pai. >> Você sabe que >> a gente se sente o pai da gente nesses momentos tecnológicos assim, cara. Eu >> conecta também e vê a dificuldade que é por vezes as
questões geracionais também com as tecnologias, né? A gente acha que se incomodava, né, quando como é que o velho não entende uma coisa básica da tecnologia? Daí chega na vez do cara e o cara percebe o seguinte: "Agora eu entendo como é que ele tinha dificuldade, né? Faz faz parte também. >> Por exemplo, eu tô tentando ampliar essa Tela aqui, não tô conseguindo >> não, mas faz parte. >> Deixa eu ver. Tô vendo você muito pequenininho. >> A gente se junta aqui. >> Cadê? >> Tá virando aí. Vamos ver. Ao vivo fantástico. Tá fantástico. >>
Ah, vai assim. Vai assim, galera. Ô Thagão, agora começamos o seguinte, ó. Eh, deixa eu te perguntar antes da gente entrar no papo eh efetivo da da política E depois a gente falar de Shakespeare com o professor João César, né? O professor que é um gentlema, ontem ele sabendo que você estaria, né? Será que eu teria um minuto e tal? Daí eu eu falei contigo, confirmei com ele e depois ele todo preocupado. Não, você primeiro pergunta pro Thiago se ele não se incomoda de eu entrar no papo e tal, bá. Eu digo, mas de que
forma, né? De que forma? Meu Deus, de jeito nenhum. Vai ser uma Honra, professor. Ele aguardo ansiosamente para que a gente possa conversar um pouquinho. Sim, vai ser um prazer. Mas vamos lá, meu irmão. Como é que você passou de ano? Passou bem, apesar de toda essa turbulência? >> Você sabe que eh eu brinquei aqui, né? A gente passou o ano novo a virada ali e no sábado do dia 13 eu disse assim: "Olha, tô de folga hoje, coisa boa, começo de ano, vou curtir a folga". abriu os olhos, o Trump tinha Sequestrado Maduro. Aí
já caiu folga, vem pro ar, a gente fez uma programação especial e dali para cá a coisa só embolou, né? Foi Trump com Maduro, foi o ataque às questões do Irã, depois foi Groenlândia. Aí eh quando a gente parece que vai dar uma acalmada em termos de geopolítica, agora vem mais uma vez essa esse volume de documentos do Casio Epstein que vão nos anojando cada vez mais, né? Eh, tá cada vez mais clara, >> impressionante >> cura violenta desses caras. E como é que as pessoas não se constrangem de defender um cara que é um
notório pedófilo, não é, de uma rede internacional de pedófilos? Eh, muito muito impressionante, né, o envolvimento dessa gente, né, é muito revelador eh a respeito do tipo de gente que a gente tá lidando aí nesse momento, né, cara. É muito inacreditável e é mais inacreditável ainda que a justiça Americana não tenha conseguido impedir esse sujeito de ser candidato, né, de ser reeleito. Que loucura, que que momento terrível. É muito humilhante tudo isso, né? Essas revelações, essa esses documentos aí. Eh, é muito impressionante. Mas o que você falou, né, a gente foi surpreendido aí nesse final
de ano com essa operação inacreditável, né? Eh, eh, de forma surpreendente e e pioneira na América Latina, né? Esse Movimento com Maduro, né? Que loucura. Eh, eu vi você falando que eu tava em Cuba, né? Eu tive lá presencialmente recém eh eh participando do festival de cinema de Havana e pude presenciar a dificuldade do povo cubano, a dificuldade das circunstâncias históricas, né, econômicas. E diante desse cenário, né, eu tô muito apreensivo a respeito de Cuba. Ontem eu vi o Frei Beto já convocando eh as pessoas a a apoiarem de alguma forma com Medicamentos, com uma
série de suprimentos essenciais para para para auxílio mesmo, né, do povo cubano e tudo. Então, cara, que momento, né, que virada de ano, que 2026, um ano que promete, né, meu irmão? Apertem os cintos assim, esses caras eles não vão cair sem promover um tanto de confusão, um tanto de bagunça. Eh, eu também acho que eles não vão deixar de interferir nas eleições aqui no Brasil. Isso é um plano que tá se desenhando aí para toda a América Latina, né, Colômbia e enfim, cara, que momento, que momento. Mas apesar disso, conseguiu passar bem entre amigos,
entre família. tem que ser, né? A gente tem que se juntar e fazer, né, da nossa trincheira a esperança. >> E e sobre isso, eu acho que esse ano é muito sobre isso, né? Ô, ô, Thiago, é um ano eleitoral, é um ano de novo, a Eleição das nossas vidas. Eu sei que é meio clichê falar isso assim, porque todas acabam sendo, mas eh a gente sobreviveu eh na última eleição eh e conseguiu jogar os caras pro escanteio, mas isso não apaga os caras, isso faz os caras ficarem mais raivosos, mais eh inclusive audaciosos e
e agora eles têm o Trump eh desmedidamente a favor, né, do do do fascismo, custo que custar. E com isso, como você falou, vai ter intervenção estrangeira, vai ter Manipulação interna, as instituições estão sendo descredibilizadas cotidianamente para para vandalizar tudo mesmo. O STF passa por ataques constantes, o governo federal sempre tentando ser pechado de uma forma diminuta ou corrupta. Eh, são muitas frentes. Como é que você acha que a gente consegue criar musculatura para um ano que o tempo inteiro a gente não pode ficar na defensiva, mas tá sendo atacado constantemente? >> Eh, a impressão
que dá é que a eleição de 22 ela era fundamental, ela era importantíssima, mas a a a necessidade de se manter atento, ela não passou, né? O que a gente viu acontecer no Brasil não foi embora. Ele tá espreita ainda, né? Essa gente, uma parte dessa gente, o a representação dessa gente tá na cadeia eh como deveria estar diante das responsabilidades a partir das decisões que eles tomaram e Tudo mais, mas isso não acabou. Essas forças continuam por aí. né? Me parece que tá tudo conectado com o interesse norte-americano nessa nova ordem geopolítica global. Esses
caras estão se movendo a fim de não perderem a influência da América Latina, né? Eles já viram que economicamente e tecnologicamente a situação tá difícil para eles. O que resta é a força, né? >> E parece >> que esses caras tão tão mais vivos do que nunca. Eles eles eles enfrentaram no Brasil um uma derrota, né? Uma batalha que eles que eles perderam, mas mas não foi embora, não acabou. A gente tem que estar muito atento. A eleição de 26 desse ano é importantíssima. Eh, e eu acredito também que esses caras estão mesmo de olho
em 30, mas eles não vão deixar de tentar alguma coisa agora. Então, não sei, é tudo muito, é tudo muito incerto, tudo muito inseguro, muito, muito impressionante. Eu acho que a sua pergunta, né, o que que a gente faz para resistir? Eu não se sei. Eu acho que é resistir. Eu acho que é se comunicar, se falar, é tá aqui, é tá debatendo, é tá trazendo os pontos para reflexão, uma conversa às vezes, né? Eu não tenho lugar de especialista de nada. Eu tô muito mais Aqui com um debatedor. Dessa forma a gente mantém as
pessoas um pouco mais atentas, né, um pouco mais informadas. Eu acho que a sanha de poder e controle dessas bigtechs é impressionante. O nosso povo tá sujeito a a uma estrutura de manipulação de consciências que é muito perigosa. E ter essa oportunidade de estar aqui falando sobre isso contigo, daqui a pouco com o professor João César. É sempre um privilégio e e na Minha opinião um caminho importante nesse momento. >> Thiago, você tocou num ponto, né? Esses caras devem estar de olho mais em 2030, meio que pensando o seguinte, com as falvas contadas vai ser
difícil tirar Lula, mas depois de 2030 não tem mais Lula, é para lá que eu tenho que olhar. E aí tem um sujeitinho que eh ele ainda não tem idade paraa candidatura à presidência da República e não terá também 30, mas inegavelmente eh ele vai Tentando se conceber como um messiânico personagem da política que é o Nicolas Ferreira, né? E depois dessa marcha, eu eu eu fiquei completamente eh estupefato, né, vendo lavapés as mulheres acompanharem ele para de fato o colocar num lugar cristiano da coisa, né, dando os filhos para ele abençoar no colo. Eh,
e depois quando dá aquele raio, a mulher que foi atingida pelo raio chegar ao discurso de se eu tivesse morrido, teria morrido por uma causa Maior. Que coisa mais distópica, né, ô Thago. >> É. É, eu acho que distopeia a palavra mesmo, né? Como a extrema direita e essas figuras que manipulam as consciências, como eles têm essa essa ferramenta afiada, né? Como eles fazem isso bem, né? Eles conduzem consciências por esse viés messiânico, né? Esse rapaz é um sujeito pernicioso, né? A audácia desses desses agentes, né? É impressionante, Né? assim, eh, tudo aquilo é tão
de mentira, tudo aquilo é tão fake, é tudo tão para inglês ver, né? Nada tem nada nada contém verdade ali, né? é um instrumento simbólico de captura de consciências, evidentemente, mas também eh encerra uma ousadia perigosa, é uma gente muito hã consciente dessas ferramentas que tem para agir assim. E se valem da religião, né? É muito triste a tentativa perversa desses desses fariseus do templo, né? tentando usar a Fé das pessoas contra os coletivos, né, manipulando da das escrituras sagradas, manipulando percepções, né? Eh, eu vejo nesse rapaz um um um um uma representatividade muito perigosa,
muito perniciosa essa condução para coisa pública do ponto de vista religioso, messiânico. Eu não acredito nessa fórmula, né? todas as vezes que a gente vê o estado se misturando com religião, eh, isso é uma fórmula que não não me Parece funcionar, não me parece uma boa aposta. Então, eu me preocupo muito com esse caminho que a gente vê o Brasil desenhando, né, para uma para uma coisa que mistura, né, essa essa ideia da política do bem-estar comum com o viés religioso, né? Eu acho que isso é um perigo eh muito grande, é uma armadilha muito
grande. E essa gente aí representa um pouco isso, né? Esses, eu tem um outro Bispo aí que grita, é uma gente completamente descompensada, né? Que desalinha discurso e ação, né? E eu acho que que isso é um sintoma para quem estuda as religiões, para quem lê as escrituras, para quem se dedica, para quem tem fé, para quem pertence a um grupo religioso, lê lá o que tá escrito e observa bem o que essas pessoas dizem e o que essas pessoas fazem, porque há uma contradição entre discurso e ação, né? E isso é sintoma. Isso é
sintoma. Quem lê as Escrituras Sagradas não pode ouvir o que essa gente diz e acompanhar o que essa gente faz e achar que eles estão em acordo com o que tá escrito. Não tá. Não tá. Eh, quem é da fé mesmo conhece o que tá lá. A sabedoria contida nas religiões. Não pode se deixar levar por esse tipo de charlatão, por esse tipo de fariseu, de vendilhão do templo. São vendilhões do templo, né? E manipuladores da fé contra as próprias pessoas. É muito triste, é muito, é Muito impressionante. E me preocupa muito quando eu percebo
que essas pessoas ganham importância no cenário político, né? Eh, ele tem votos, esses essa gente tem votos. É importante a gente ter consciência disso. Mas de que maneira a gente protege a democracia desses desses mecanismos de desarticulação da democracia, né? Eu acho que o desafio tá com os juristas, tá com as as lideranças democráticas do país. Eh, eu acho que você falou do Supremo, os ataques ao Supremo, né? Nesse momento a gente tem que ter muito cuidado, porque a gente sabe eh o trabalho eh eh relevante e a contribuição imensa que o Supremo deu paraa
manutenção da democracia no Brasil, mas a gente não pode deixar de vigiar o que acontece lá, assim, eh aquele grupo de lideranças ali precisa eh se dar o respeito, né? É, a gente precisa trazer esse debate do Faquim aí sobre o código de ética. Assim, é inadmissível que algumas escolhas individuais, pessoais, comprometam, coloquem em cheque toda a importância do trabalho de sustentação da democracia que o Supremo eh teve nesses anos todos. Então, tem muita coisa em jogo, né, a respeito eh dessa validação, sabe? Eu acho que é preciso ter um consciência de que um sujeito
que é supremo do é e e é é ministro do Supremo Tribunal Federal não Pode se expor a determinadas situações, não pode se colocar em determinadas situações e não pode colocar o estado democrático ali. Então, eh, muita coisa acontece entre o céu e a terra. Já ansioso aguardando o professor João César pra gente partir um pouco dessa aí, né? Existem mais coisas entre o céu e a a terra. E eu, como cidadão comum, me sinto alijado desses meâos. Eu não sei exatamente eh o que se passa, mas a verdade é que a impressão que dá
é essa. Eh, é uma gente muito perversa e a gente tem que tá atento e as eleições estão aí. A gente tem muita responsabilidade com esse Senado. É muito importante a gente lembrar. Eh, mas vamos lá, vamos ver. Eu tô eu tô me preparando para um ano muito turbulento, meu irmão. >> É, é, eh, inegavelmente as coisas não estarão eh numa temperatura e pressão normal e nós temos que que desenhar mesmo premeditadamente os cenários eh mais eh nefastos possíveis para saber Como lidar, né? Nós não podemos eh pecar nem por ingenuidade, nem por anomia, nem
alegar que não estávamos preparados. Isso é uma coisa que me incomoda por vezes, né, na na dificuldade do nosso campo, eh, especialmente dos políticos e até mesmo da organização partidária quando é pego meio que com as calças na mão a essa altura do campeonato. Poxa, veio a coisa lá do da da fake news no início do ano passado lá do Pix e do Nicolas Ferreira. Pô, nós não Esperávamos, temos que esperar, né? Nós não temos mais como é tudo muito né? >> É tudo muito cretino, né? Esses caras fazem coisas tão absurdas, né? Eu me
lembro da postura do Tarcíio nas eleições de São Paulo. Eh, sabe aquele aquele sujeito lá, aquele outro que, sei lá, veio da internet, que aquilo era uma aberração, aquilo era uma deformidade do cenário, né, público, né, assim. Eh, e ao mesmo Tempo é isso. Aqueles caras fizeram coisas do arco da velha ali no nas eleições de São Paulo, culminando com aquela aquele pronunciamento, pô, aquilo é criminoso. O Tarcísio, antes de terminar o o o tempo de eleição, promoveu uma fala daquela e esse cara tá ainda com direitos políticos, sei lá. Eu eu fico olhando pro
Trump assim, eu fico assim, meu Deus, esse sujeito deu, esse sujeito tem três condenações em trânsito julgado e Ainda assim conseguiu pelas leis americanas e pelos esquemas ali de sei lá como aquilo funciona, ser candidato é surreal. A gente fica vendo esses caras cometendo absurdos atrás de absurdos atrás de absurdos. Quando é que quando é que a gente vai ser capaz de se prevenir do caminho futuro para onde essa gente aponta? Quer dizer, hã, eu não sei. Eu acho que aquilo que aconteceu em São Paulo era um é foi um absurdo. É um absurdo esse
sujeito ainda Ainda se poder eh frequentar o ambiente eh público. Minha sombra assim, o que que a gente vai vai esperar acontecer, né? Enfim, sei lá. Eu fico achando que a gente tem que buscar fortalecer os mecanismos eh de sustento da democracia no Brasil, né? Os mecanismos legais, né? ser capaz de finalmente, a partir dessas prisões aí que a gente viu acontecer, eh, ir atrás de responsabilizar os nossos algozes, né? Essa gente precisa ser responsabilizada, Né? Eh, eh, o cenário da coisa pública precisa de compostura, de uma certa, né? né, um compromisso com o que
ético e tem coisa que não devia poder. >> É de fato. Eh, ô, Thiago, e aí falando nessa temporada, né, que que tem tudo isso que a gente tá trazendo, tem um elemento que tem servido mais do que paraa vitrine cultural, mais do que paraa valorização cultural, tem servido como uma ferramenta política indispensável, que é o reconhecimento Internacional da nossa produção cinematográfica, né? E aí é no teu chão, mais uma vez o Óscar e agora a vez de o agente secreto. Fala um pouco pra gente dessa indicação da representação da obra do Cléper com o
Wagner Moura e o Óscar no Horizonte mais uma vez. >> Ah, acima de tudo, um momento lindo do cinema brasileiro, um momento potente, um momento importantíssimo, um momento que frutificou a partir de um tempo de muita dureza, né? O próprio agente Secreto, já ouvi algumas entrevistas do Cléber e do Wagner, nasce um pouco desse cenário de escombro moral, político, social, humano, né? E o filme é uma obra prima, cara. Eu eu assisti o filme deslumbrado com a capacidade eh de contação de história do do Clébrea. Eu amo absolutamente o filme, o o trabalho do Clé
para mim é é histórico no cinema nacional. O Wagner é um gigante. O Wagner é um gigante. É um é um artista Muito importante, um indivíduo muito importante, com uma lucidez, com uma inteligência, uma consciência político-social, uma consciência plena do seu ofício, do papel que ele representa. Eu acho a indicação, as indicações do filme e os prêmios que o filme vem angareando ao longo do eh do mundo aí com os festivais, justíssimo. Justíssimo. E a gente vem de uma De um ano do Quem está aí, né, que era que é outra obra prima do cinema
brasileiro, um filme que finca definitivamente a cultura do Brasil nesse momento eh histórico, político, global. Mas acima de tudo, sobre o agente secreto, eu acho isso, acho um filme importantíssimo, um filme que marcou e vai ficar certamente como um marco importante da história do cinema nacional, um elenco deslumbrante, uma fotografia, trilha sonora, a Montagem. Cara, eu sou eu sou devoto do filme. Eu sou completamente admirador do trabalho do Cléber, do Wagner. Eh, acho acho justíssimo vem colhendo e tô ansioso por essa por essa premiação. Lembrando, né, eh, essas premiações sempre têm um aspecto político, não
é só o aspecto técnico, né? Muita coisa em jogo ali, mas a maneira como o filme tem sido recebido, a apoteose do Cléber e do Wagner pelo mundo, né? Que orgulho, que orgulho, um orgulho imenso do talento do povo brasileiro e da nossa capacidade de resistir e de produzir lindeza a partir dos nossos próprios traumas, né, das nossas próprias dificuldades. Eu acho que o cinema é essa arma potente, a cultura é essa arma potente. O professor daqui a pouco entra e a gente fala um pouquinho também sobre essa ideia do papel da cultura nesse cenário,
né, de de resistência. e de Provocação transformadora também. Então, é muito lindo ver o filme nesse momento, ver o cinema brasileiro nesse momento, os profissionais do audiovisual no Brasil que passaram um momento de descrédito, de ataque cretino, injusto, vergonhoso, humilhante. Então, eh, não só fortalecendo essa economia da indústria, da cultura, que é gigantesca e é e vale muito a pena do ponto de vista do negócio, dos números, mas acima de tudo eh Concretizando, né, essa essa ideia do talento imenso do povo brasileiro. Parabéns a todo mundo do filme, Cléber Wagner, na boa, aquilo tudo é
é lindo, é magnífico, é deslumbrante uma aula, um prazer imenso. Eh, me sentir pertencente a um grupo de profissionais que são capazes de produzir uma potência daquela magnitude. Parabéns, vida longa ao filme e que vem muitos outros prêmios aí. O Oscar é só é só um um momento dessa trajetória linda que eles Construíram aí. Espetáculo. O Raimundo Silva lembra a gente que hoje também, né? Hoje tem Gramy Latino e concorremos lá com Caetano e Betânia, né? Deixa eu trazer pro papo junto do Thiago Lacerda. Agora sim, agora eu vou fechar eh um timaço aqui, né?
Eu ainda brinquei com o Samuel Brown, que é o colunista aqui os domingos. Digo, Samuel, para te substituir, eu tive que pegar pesado, viu? Eu busquei professor João César e Thiago Lacerda. Então, o Seguinte, ó, eh, não sei se você volta no domingo que vem. Ele tava apavorado, ele tem o vizinho aí no Rio, o Thiago ele disse: "Nossa, o Thiago passa aqui, eu vou ter que chamar ele no apito uma hora dizer: "Pera aí, vai me tirar o pão aqui e com o professor João César vai ser difícil depois eu conseguir meu espaço novamente.
Aí nós ficamos na brincadeira mandar um beijo pro Samuel Brau que tá de folga hoje e nos abriu a possibilidade de conectar dois Shakespeianos aqui. Deixa eu trazer o professor João Sérgio de Castro Rocha, que é sempre uma honra tê-lo aqui. Fazia algum tempo já que a gente estava tentando encaixar nos meus horários, professor. E e o meu tocai, o meu xá aqui, o Thagão também tava ansioso para receber-lo. Seja bem-vindo. Tá mutado, professor. O senhor tá sem áudio. O senhor tá sem áudio. Deixa eu ver aqui, ó. Vamos ver. Vamos só acertar o áudio
do professor João César. >> E agora? >> Agora tá vindo. Agora veio, professor. Seja bem-vindo. Agora sim. >> Talvez. Bom, boa tarde, Thiago Sulman. Boa, Thiago Lacerda. É um prazer falar com você. Admiro muito o seu trabalho. Sou um fã do Humlet Brown Daniels, então é uma alegria poder conversar com você. >> Coisa linda. >> Um prazer, professor. Uma honra imensa est dividindo esse espaço contigo. Eu te acompanho também há há muito tempo. Ah, Sou também um seu fã e fiquei muito feliz de saber que você teve comigo lá na jornada do Hamlet. Vamos falar
sobre isso. Eu tenho o maior orgulho de ter contado essa história para você também. Um grande prazer, querido. >> Igualmente. >> Posso comentar com Thiago? Thiago Suman, vou falar, vou chamar você de Summan. Posso comentar com Thiago a uma experiência que eu tive com Humlet, >> por favor? >> Claro, >> Thago. Olha que olha que olha que conjunção feliz num curto espaço de tempo, por pura casualidade. Eu assisti na seguinte ordem. Eu assisti em São Paulo o o Hamlet com Wagner Moura. Depois eu estava em Londres e havia um Hamlet com Jud Law num teatro
no Old Vic, um teatro pequenininho. O único ingresso que sobrava era o mais caro de todos. Eu falei: "Eu vou comprar". Fiquei em frente ao Jud La LW. Fiquei Uma semana em Londres como com modesto salário de professor, sem almoçar, comendo só sanduíche para poder pagar o ingresso. E voltando pro pro Brasil, eu estava em São Paulo e assisti você no Tuca. E Thago, foi uma experiência incrível >> porque olha, grandes artistas não se comparam, se admiram, como você falou muito bem em relação ao Wagner Moura, mas no Wagner, no Hamlet do Jud era muito
clara a linhagem do Lawrence Olivier. Porque ele, não sei se você assistiu esse Ramlet com Judo LOL, ele come, ele começava, >> eu fiz exatamente o mesmo, eu fiz exatamente o Eu fiz exatamente o mesmo circuito que você. Eu tinha assistido >> Wagner assistiu LW e por acaso depois eu fiz. Olha, você lembra que o o Judo L é bem L Olivier, ele começa a peça cocorado no centro no centro do palco, mais ou menos Na posição do pensador do Rodan, o que transmite aquela ideia do Humlet fundamentalmente como alguém que não podia decidir o
que fazer, que é como La Olivia começa a sua adaptação, não é? A M dat makeup his mind e a o mas de novo, não vou comparar, admiro a todos. O Wagner Moura estava um pouco nessa linha e havia e o e o Hamlet do Wagner Moura não tinha uma característica que eu acho que no seu era muito destacado e eu fiquei encantado com a concepção sua do Ron Daniels. Realmente encantado do Tuca. É que o seu Hamlet, Thiago, se eu não estiver equivocado, de fato era um homem de 30 anos. Isto é, há uma
tendência quando as pessoas fazem o Humletizar demais um ponto da peça. E no Shakespe você pode valorizar vários ângulos, você pode escolher várias formas de interpretar, não tem uma única forma. Mas é um ponto que eu acho que é bem importante, que nem sempre se destaca na peça, é que quando o Hamlet Recebe a notícia de que o pai morreu em Wittenberg, na Alemanha, ele se olha no espelho e pensa: "Agora sou o rei porque o pai morreu? Ele é o sucessor. Ele só descobre que a mãe casou com tio quando chega na Dinamarca. Então,
no caminho inteiro da Alemanha para a Dinamarca, ele viaja como rei. Quando ele chega na Dinamarca, ele se redescobre príncipe. E a primeira fala do rei Cláudius, que aparentemente é para consolá-lo, quando ele diz: "Quero Avisar a todos que ele será o meu herdeiro", é uma fala, é um punhal, porque faz com que ele saia da condição de rei, que ele se supunha e ele volte à condição de herdeiro. Isso implica, eu creio, um outro Humlet que nenhuma circunstância diminui o do Wagner Mourilo, mas eu acho que o Humlet que você construiu com o Bron
Daniel é de fato um homem de 30 anos que quase foi rei. >> Sim, sim, tem esse aspecto, tem sim. É Muito interessante a sua a sua observação, né? E de fato, eh, quando a gente analisa uma experiência teatral, como é o Hamlet, ao longo de séculos, né, eh, as comparações elas não existem. O que existe é a análise da experiência em si. Então, existem muitas escolhas a serem feitas, né? Na verdade, eu desconfio que esse é a grande, essa é a grande essência do nosso trabalho, fazer escolhas. >> É, >> na contação de história,
não existe uma maneira de fazer aquilo, especialmente o Hamlet, né? Não à toa, é um espetáculo encenado há muitos séculos, mas a ideia de que aquele jovem está em carne viva com a com com a com a antítese, a expectativa, né, natural e hereditária. Então ele descobre eh um um eh um luto, uma traição e a vergonha pela posição da mãe, a discussão com o feminino que a gente a gente eh tem ali inserido também. Mas acima de tudo é um jovem em Febre, em febres, em febres intelectuais, em febres existenciais, em febres h a
respeito e de de sua própria existência e tudo mais. Então, essa essa naturalidade em trazer um um homem de 30 anos para fazer aquilo, eu acho que isso passou um pouco pela gente, sim. Mas acima de tudo, a fé que a gente tem no dinamo de contação de história, que é a peça, né? Eu tenho, professor, eu tenho, eu não sei, mas eh Eu tenho a impressão que o Hamlet não acaba em nós. Eu eu tenho saudades físicas da peça. Eu acordo de madrugada para ler o texto, leio um pouquinho, leio lá o monólogo, volto
e durmo, porque aquilo é um eco humano >> que nos acompanha por muito tempo, eu imagino. Então, hoje eu tenho até o exercício do do monólogo, que a gente fez, que surge durante a pandemia, que é o o quem está aí. Aliás, Chará, tô indo a Porto Alegre. Terça-feira me apresento no Porto Verão Alegre >> com quem está aí, que é esse exercício a respeito dos monólogos do Shakespeare. Faço 3 e 4 de fevereiro no Porto Verão Alegre aí na capital. Mas só para pegar esse gancho. Agora eu eu ainda tenho eh como parte do
meu dia a dia o exercício do pensamento shakespeano, mas realmente é uma coisa que toca a gente, que alcança e que nos constitui a partir disso, né? Eu tenho uma experiência com Com Roberto Manhani, um ator muito querido que já faleceu e nós trabalhamos juntos. Ele foi assistir a última apresentação do meu Hamlet aqui no Rio de Janeiro e eu perguntei para ele, falei: "Pô, Man, e agora?" Ele tava muito eh envolvido com o espetáculo que tinha assistido. Eh, e ele falou, eu falei: "Poxa, Mariana, e agora como é que eu faço a depois daqui
para onde eu vou?" Aí ele virou para Mim, pegou na minha mão, olhou nos meus olhos, disse: "Olha, fica tranquilo, a partir disso tudo vira Shakespeare". >> Muito bom, né? >> É, não, isso é uma dimensão tão Eu tava, antes de entrar, eu tava escutando você comentar a Thago do mundo contemporâneo e do espanto diante de uma figura como Trump. E nós poderíamos dizer Bolsonaro, Rabier Milei, o espanto, porque essas figuras chegam poder hoje explicitando exatamente o que desejam fazer. Uma Coisa que nós não podemos dizer é que nós fomos surpreendidos pelo Bolsonaro no Brasil.
Tudo que ele fez, ele anunciou. Nós não podemos dizer que nós somos surpreendidos pelo Donald Trump. >> O desejo claro dele se tornar um tirano. Ele anunciou, não é verdade, >> Thaago? Sabe o que que eu sabe sabe aquela intuição que eu tenho? É que nós hoje vivemos a era de Ricardo I, isto é, nós vivemos hoje, aliás, você já fez Ricardo I, Thago? Ricardoir, eu Ia dizer, eu eu vou deixar você oi >> você deveria pensar em fazer o Ricardo I. É o retrato acabado do mundo contemporá. >> Ricardo é uma grande associação a
esse movimento é é uma grande associação a essa movimentação histérica desse sujeito em desespero, né? >> Mas você sabe que eu ia fazer uma provocação a você, professor? >> Hã? >> Sim. Eu ia, eu ia te propor uma reflexão a respeito do Cami sobre o Trump. Para mim é bastante calígula, o senhor não acha? >> Ah, que interessante. Totalmente muito bom, muito bom. Eu não vi o seu calígulo, Thago. >> Tem, tem gravado. >> Oi. >> Eu tô dizendo é uma excelente associação. Sem dúvida alguma. Sem Dúvida alguma. É muito interessante olhar esse sujeito laranja
desesperado e trazer um pouco da memória do Calígula, que é uma peça espetacular. Para quem não conhece, uma peça do Albert Cami, eu fiz a montagem do Calígula antes do nosso Hamlet. Na verdade, é curioso eh pensar nisso, mas eu sempre acho que o meu Hamlet tinha muito de Cami, tinha muito do Calígula >> ali, uma influência direta ali. E eu Vejo, eu vejo Trump, eu vejo o Trump e e e me vem a cabeça o Camica, vem a cabeça o Calígula. Eu vou reler. É que na, é que para mim, Thiago, é muito marcado
o Ricardo I, >> porque o Ricardo I no teatro elizabetano, mas também no teatro shakespeiano, é uma novidade muito complexa, porque o vilão usual é o é o que eu chamo da forma Iago, que é o vilão dissimulado. Ninguém só descobre que ele é o vilão de fato no final da Peça. Até o final todos acham que ele é honesto, leal. O vilão ainda hoje, o vilão tradicional é Iago, não é verdade? Algo que eu acho fascinante no Ricardo I, Thiago, é que ele entra no palco na primeira cena do primeiro alto e eu tive
a sorte de assistir em Londres um Ricardo I com o Mark Rans, que é um ator shakespeiano espetacular, o Mark Rans. E o Ricardo I entra no palco e diz claramente assim, ele diz: "Estou decidido a mostrar-me um vilão e a odiar Os prazeres vã destes dias." E depois ele declina tudo que ele fará para chegar ao poder. E não é pouco, não é, Thiago. Ele tem que matar dois irmãos e dois sobrinhos. E ele chega o poder. Me parece que figuras como Trump, Bolsonaro, Rabier Milei, Nib Buquele são figurações contemporâneas do Ricardo I. Eles
anunciam todas as vilanias que farão e eles chegam poder. >> Não sei se o Thago tá no >> Amigos, vocês estão me ouvindo? Nós estamos te ouvindo, Thago. Acho que você que tá agora sim. Agora sim. >> Será que ele tá com delay? >> Eu acho que eu tô tendo problema de sinais. >> De repente sai e volta na na tela, Thagão, que daí ele ele sai e volta na sala que ele resolve. Será que não? Ó, vamos ver se o Thiago volta ali. Você tá nos ouvindo, Thiago? Eu vou tirar ele um pouquinho que
daí ele Acerta ali. Eh, professor, eh, poxa, que oportunidade. >> Conectar ou não conectar? Eis a questão. >> É, ele dizia aqui, né? E também isso tem muito. >> Ah, Thago, agora eu não escuto sua voz. >> Não me escuta? É, não tá me escutando? Olha que coisa. Estamos com algum problema aqui na Vocês estão me ouvindo, gente? Vocês me ouvem normal aí? Halá lembrou que o Thiago tava ali com um Delay. Vamos ver. Estabilizou. Thagão, você tá nos ouvindo? >> Talvez seja melhor eu sair e voltar. Não, >> perfeito. >> Eu não ouço vocês.
Vou tentar aqui, amigos. >> Chamo já. >> Vamos ver. Vamos ver agora o professor João César também. Os dois saem em volta. Se vocês estão me ouvindo bem, né? Um problema ali. Isso é normal. Isso É normal, né? A gente tá aqui e filosofando, trazendo o Shakespeare, né? É um mergulho maravilhoso na qualidade de produção intelectual desses dois gigantes, mas essas coisas acontecem e a gente arruma para voltar a ouvir. Ouvimos o Thiago e o professor. Eu também ouço eles bem, Enês. Eles é que não estão nos ouvindo, né? Mas a gente vai acertar isso
aí. Que trio maravilhoso. Obrigada, diz aí a nossa querida Rosana aqui com a gente, né? Eh, gente, faltam R$ 240 pra gente fechar nossa meta. Eu não quero ter que interromper esse papo maravilhoso, então vou pedir para vocês irem pingando. Vamos ver se a gente acerta agora. Professor, o senhor tá me ouvindo? >> Agora sim, me escuta. >> Às vezes é só sair e voltar e aí ele resolve mesmo, né? >> Mas tá, tá me escutando agora? >> Eu tô te ouvindo bem. Eu já ouvi a >> Ah, então tá bom. Resolvido. >> Perfeito, professor.
Eh, eu falava um pouquinho antes do senhor entrar, né, sobre uma figura que e aí a gente até depois que o Thiago voltar retoma nossa pauta, mas essa figura me sempre que eu falo sobre ela, eu cito o senhor, falei sobre o senhor ao vivo aqui umas três vezes essa semana, né, que para mim a melhor leitura sobre ela é do senhor, né, que é do o Nicolas Ferreira, né, o cara que eh nos últimos dias encontrou Um arquétipo vago, né, o arquétipo messiânico tava vago. depois da prisão do Bolsonaro. E aí ele tentou encarnar
esse eh personagem eh etério, metafísico na política. Eh, o Thiago Lacerda, que tá voltando aqui com a gente agora, ele tocou um ponto muito fundamental. Eh, ele diz: "Ass a gente não tá olhando para as eleições do final do ano?" Final do ano parece que eh quem tá tá, mas não quer dizer que não tem que montar uma corporiedade Para aquilo que virá ali em 2030, 2034 mais adiante. Ele em especial que é muito jovem tem chão pela frente. Queria que o senhor falasse um pouco sobre ele enquanto a gente vai retomando o nosso papo
aí. >> Sobre o Nicolas Ferreira. >> Exato. >> Vamos lá. O Nicolas Ferreira é uma figura. Ah, ô Thogo, nós estamos aqui num dilema, não é? Conectar ou não conectar? Eis a questão, não é isso? >> Sim, sim, sim. A gente vai voltar a isso. A gente vai voltar a isso. Eu já comentei um pouco sobre o Nicolas Ferreira. Eu queria que o senhor falasse para lhe ouvir também. >> Então, vamos trocar aqui ideias. Ah, o Nicolas Ferreira me parece que é a figura mais perigosa da extrema direita no Brasil, porque ele representa a única
combinação possível entre três correntes que ameaçam de maneira real o nosso futuro. Quer dizer, a possibilidade de Que o Brasil, um país bem-sucedido, que eu acho muito importante agora, Thiago e e Suan, eu acho muito importante que nós do campo progressista da esquerda democrática, que nós digamos sem nenhum pudor: "O Brasil é um país muito bem-sucedido." Nós somos hoje a oitava economia mais rica do mundo. Eu me orgulho muito disso. Até a década de 30, nós éramos um país monocultor, exportador de café. Em menos de um século, a experiência da economia Brasileira foi brilhante, notável.
Só tem um paralelo, que é a China. Entre 1930 e 1980, nenhum país no Ocidente cresceu mais do que o Brasil. Então, o Brasil é um país bem-sucedido, oitava economia mais rica do mundo. Mas há uma estatística que não é nenhuma estatística, é uma perversão que faria a que daria enorme alegria ao seu calíulo, Thago, que é oitava economia mais rica do mundo, país bem-sucedido, nos orgulhamos, oitava Sociedade mais desigual do planeta. Isso não é uma estatística, isso é uma obscenidade que o Brasil, todo o Brasil está nesses dois números perversamente simétricos. Então nó para
que nós sejamos uma nação um dia fraterna e solidária e só então seremos potência, é muito importante que o projeto de Nicolas Ferreira não vá adiante. Bom, por que que ele é tão perigoso? Eu vou propor aqui pra nossa reflexão. Ele representa a junção explosiva de Pentecostalismo, não religião evangélica pela qual tem enorme respeito. Pentecostalismo, militarismo e olavismo. É algo raro, porque o Olavo de Carvalho, que era um católico tridentino, para ele missa tinha que ser em latim, ah, etc., tradicionalíssimo. Olvio de Carvalho tinha enorme desprezo pela reforma protestante e ainda mais pelos evangélicos brasileiros.
Então, nunca houve um canal de contato direto entre a Influência do que eu chamo a retórica do ódio do Lavo de Carvalho e o pentecostalismo. Agora, o Nicolas Ferreira, Thago, é a ponte. Há um vídeo dele que circula quando ele de 2019, ele é ele é um jovem, né? tem 18, 19 anos. Ele procura o Lavo de Carvalho e ele fala assim para Lavo de Carvalho: "Professor, o que devemos fazer para para direita chegar ao poder?" A resposta do Lavo de Car, você já viu isso, Suan? Se você encontrar, mostra Aí. A resposta do Alv
de Carvalhoga, ele fala assim: "Vou repetir as palavras de José de Irceu. Trabalho de base, trabalho de base, trabalho de base. Semana passada, quando ele terminou a caminhada e fez a manifestação na Praça do Cruzeiro, Praça do Cruzeiro, da Cruz, ele colocou um post: "O trabalho de base não vai acabar". Então o Nicolas Feira representa essa junção que é é nitoglicina pura entre a retórica do ódio do Olavo de Carvalho, que é muito Eficaz para as redes sociais, o pentecostalismo que não é rede social. Isso as pessoas nem sempre entendem, Thiago. A importância fundamental do
pentecostalismo é que se o olavismo é rede social, o pentecostalismo é corpo a corpo. É na igreja, é no templo, é na rua, é na esquina, é no contato físico entre as pessoas e militarismo. Então o Nicolas Ferreira representa algo muito importante que eu acho que eu acho, eu tenho impressão que o Thiago disse isso Antes de eu entrar. 2026, a extremo direita não está preocupada com a presidência da república. Se por acaso acontecer a possibilidade de chegar à presidência, é um bônus. O verdadeiro objetivo da extrema direita é criar as bases objetivas, ou seja,
domínio do Senado para manietar o judiciário para voltar em 2030 com terra arrasada. É isso que nós temos que evitar. E o verdadeiro perigo para este projeto, que é um Projeto de pinocetizar o país, é Nicolas Ferreira, é o que a elite deseja, Tarcisos e Freitas, mas a a o a extrema direita triunfa quando ela reúne o rumor da rua com a in o rumor das redes com a intensidade do corpo a corpo nas ruas. Quando isso acontece, Thiago, eles ganham eleições. Quem hoje no Brasil é capaz de fazer isso é Nicolas Ferreira. >> Que
coisa, que coisa. Ô, ô, ô, ô, Thago, professor. Eh, depois a gente até, né, insiste nesse agora. Me me suscitou Quando vocês falavam de Hamlet aqui. Se eh vocês chegaram a assistir já, se não assistiram, a gente até eh deixa para mais tarde, mas a Ramnet, né, a vida antes de Ramlet, que para mim é o grande filme da temporada, eu tinha já eu fiz um bolão aqui com o pessoal da produtora e apostei que venceria o Globo de Ouro, né? O pessoal mais os pecadores e eu já tava nessa. Levou e para mim levará
o melhor filme no Oscar. Você chegou a assistir, Thiago? >> Eu assisti a maravilhado, mas eu discordo do amigo. Para mim, o grande filme da temporada é o Agente Secreto. Eu acredito que o Hamlet é um filme eh importantíssimo eh nesse ciclo de premiação aí do do cinema. Ah, me impressiona. O senhor assistiu, professor? >> Não, ainda não, Thiago. Não tive tempo. >> Sem spoiler, sem spoiler, >> sem spoiler. Mas um filme extremamente elegante, de um bom gosto, >> é >> maravilhoso, a maneira de abordar essa essa relação entre as duas coisas. E lindamente as
escolhas do protagonismo eh feminino do filme, tem um protagonismo feminino do filme lindo, lindo, né? e em e em uma maneira absolutamente eh delicada de abordar com uma fotografia deslumbrante. Um filmaço, filmaço, filmaço. Só Realmente faça o couro pro agente, que eu acho aquilo de uma pirraça espetacular. >> Não, o Ramle não venda não, Thago. Eu vou ver. Posso fazer um suman, posso fazer um comentário sobre agente secreto para escutar o Thiago? por por favor, professor, >> tem uma questão no agente secretal que me chamou muita atenção e que eu acho que permite eh um
elo surpreendente com contemporâneo, especialmente nos Estados Unidos, é que geralmente os filmes sobre a ditadura militar, o que é perfeitamente compreensível. Eu acho que você disse uma coisa muito importante, Thiago, que norteia o meu trabalho. Eu acho que arte não se compara. Arte você tenta compreender aquela experiência e como ela impacta você. Então eu eu sempre evito com os meus alunos fazer comparações, porque sempre há essa coisa meio infantil de dizer melhor, pior, prefiro arte, propicia e experiências e Você tem que se relacionar com aquela experiência. Então não tô não, o que eu vou dizer
agora não é uma comparação entre filmes, mas são experiências diferentes. Por exemplo, um filme que é um filme de enorme coragem, importantíssimo no cinema brasileiro do Roberto Farias paraa Frente Brasil, que foi o primeiro filme que de maneira muito é 82, já tá governo do Figueiredo, um filme que explorou tortura e que tinha uma alusão a vários acontecimentos Reais, eh, retirados de documentos secretos. É um filme incrível, mas olha, ainda estou aqui. O filme do Mariguela, a os filmes, os filmes sobre a ditadura em geral são filmes que acontecem durante o período da luta armada,
quer dizer, durante o período da guerra mesmo, da conflagração. Durante muito tempo, a ditadura militar usou o artifício de dizer que tortura e assassinato apenas com aqueles que se envolveram com a luta armada. Um dos Escândalos do Ainda estou aqui é que o deputado, ex-deputado Ruben Spaiva nada tinha a ver com a luta armada. Ele nunca pegou em armas. Ainda assim foi preso em 48 horas morto sobortura. Então o filme foi muito importante, maravilhoso o filme, a Fernanda Torres, impressionante a atuação dela, mas todos esses filmes, eles estão no entorno da luta armada que ainda
hoje, ainda hoje, Thiago, os bolsonaristas raiz, aqueles radicais, dizem assim: "Pergunte para seu avô se Ele foi torturado. Pergunte trabalhador que estava na fábrica se ele foi torturado." Eando essa ideia de que tortura só com quem pegou em armas. Agora, o agente secreto, o enredo se passa em 1977. Não tem mais luta armada, Thago Suan, o último foco guerrilheiro importante foi 74, a guerreira do Araguaia. Em 77 ali a ditadura é, há um aspecto da ditadura que eu nunca tinha pensado antes de ver o filme. Isso é uma coisa bonita também De literatura e da
arte em geral, não é, Thago? É que se você se abrir para aquela experiência, você formula perguntas que sem aquela experiência você não ser capaz de formular. Então, olha que interessante, o agente secreto, como ação se passa em 1977 e envolve sobretudo uma questão empresarial, você começa a pensar na ditadura e na extrema direita hoje como business. Porque muitas vezes nós pensamos na Extrema direita hoje apenas como questão ideológica. Então nós pensamos no Trump, no Bolsonaro, no Milei e nós nos concentramos muito na questão ideológica, tá certo? Mas nós esquecemos que a extrema direita hoje
no mundo é um business. O ódio é uma mercadoria. O neoliberalismo predador é uma mercadoria. Os golpes de estado que eles querem financiar é para conseguir lítio, terras raras e financiar a tecnologia da informação. Então eu acho que o agente Secreto hoje tem essa ressonância nos Estados Unidos, porque essa intuição que a arte propicia é que você vê que o regime autoritário nós sempre pensamos nele do ponto de vista político, não é isso? Nós nunca pensamos nele do ponto de vista empresarial. Eu acho que o agente secreto tem essa contribuição, >> tem esse aspecto, sim.
É interessante você trazer esse esse ponto, eh, essa coisa que mobiliza a extrema direita, né, que parece que sempre passa pela Ideia do interesse pessoal, do business, do negócio, que é uma mola capitalista, né, de condução das coisas. É uma ideia desse tal mercado, né, esse tal mercado enxerga as coisas dessa forma. uma uma lei, ela pode ser boa ou ruim, dependendo da quantidade de lucro que ela traga para mim e pros meus, né? Se você for fazer essa pesquisa aí, eu vi outro dia uma notícia, parece que o Trump enriqueceu pessoalmente bilhões de dólares
depois que foi eleito. Quer Dizer, eh tudo para essa gente parece que gira em torno de lucro, de número, né, de exploração e resultado, né? Eh, é, é um pouco isso, sim. E acho que o filme traz também uma maneira muito inteligente de colocar o cenário político como pano de fundo e abordar uma história trivial, a história de um homem comum, >> né? O personagem do Wagner não é um herói. O filme não encerra histórias espetaculares, coisas fantábia De um homem comum que viveu aquele tempo, que tem os seus conflitos e morre como um homem
comum, quase como o Chico Boarque, né? atrapalhando o trânsito, né? Então eu acho que o filme tem esse mérito, né, de tratar dessa forma potente, trazendo essa mitologia urbana muito inerente a essa cultura pernambucana, né, essa particularidade original do filme, né, o filme tem uma uma originalidade comovente, né, para quem conhece o estado, a cultura de Pernambuco, da cidade do Recife, se conecta com o filme por um lugar muito impressionante, que só poderia ter partido de uma cabeça incrível, como é o Cléber e tudo mais, >> mas o filme filme trata, o filme trata desse
pano de fundo e conta a história de um homem comendo e conta de uma forma absolutamente incrível, né? Uma alegoria construída pela montagem, pela narrativa do roteiro e pela inteligência eh cênica, pela inteligência aplicada do Wagner, que é muito impressionante, a consciência >> plena das falas do no momento do pessoal. É muito bonito ver eh um ator como Wagner em cena e e e muito linda essa sua maneira de enxergar, né, professor, a cultura, o cinema, a arte, como essa ferramenta de provocação e de revelação, né, muitas vezes de revelação a respeito de caminhos. Eu
queria só aproveitar e voltar, já que a gente passou por esses esses essa gente Perniciosa, né? Eu chamo esse menino, esse deputado de de Belo Horizonte aí, de Minas aí, de sujeito pernicioso, é uma gente perniciosa. E eu tinha abordado exatamente com o Thiago antes do senhor entrar essa questão de que e e essa associação, né, e e essa proposição de um estado messiânico, essa é uma fórmula que deu errado em todos os experimentos da humanidade. E e eu sinto que tem um germe, né, na democracia brasileira que passa por essa ideia de Messianismo que
essa gente representa, mas acima de tudo representa de uma forma falsa, de uma forma frágil. São vendilhões do tempo, não tem estrutura, não tem consistência o que eles dizem, o que eles dizem que pregam, porque as ações são antagônicas, são contraditórias, né? Então, já que a gente passou por essa, a gente queria voltar à ideia lá do do Ricardo IR, eu tenho a impressão de que o senhor tava apontando um lugar que é eh eh eh se o Se por um lado o Iago é a dissimulação do mal, o Ricardo I é a explanação completa
e absoluta do mal. Essa gente perdeu a vergonha de ser nefasta, né? Eles estão autorizados por uma extrema direita global que reside nessas bigtech, nessas redes antisois aí, nessa loucura. Eh, eh, e eles perderam a vergonha >> de serem desprezíveis, >> né? E e e entenderam que a ferramenta tecnológica é um é um novo, é como o Rádio, né? E o cinema foi nos anos 20 paraa primeira e paraa segunda guerra, né? essas novas tecnologias que vão surgindo e a extrema direita se apropria disso para promover eh ampliação da desigualdade, para promover exploração, para se
empoderar, para se enriquecer essencialmente. E acima de tudo, eu acho que é sempre sobre o dinheiro, é sempre sobre enriquecer e excluir a maioria e se reunir em grupinhos cada vez mais privilegiados, em bunkers, em Marte, né? Ah, que é que bonito, Thiago. É isso, Thiago. É isso mesmo. Você sabe, eu tô agora, vou confessar aqui para vocês, tô tentando terminar um livro que é o livro mais difícil que eu já escrevi. Eu não sei se eu vou conseguir terminar. O livro se chama A era de Ricardo I subtítulo é Memórias do subsolo, dois pontos,
a desfaçatez como método. E é uma junção de Shakespeare, entre outros, e Dosso Soyevski. para tentar entender isto no Ricardo I, se eu fosse um Milionário a Richa porque eu tô longe de ser como professor da West, não é isso? Se eu fosse um milionário, eu produziria o Ricardo I. Eu convidaria você para fazer o papel, Thago, mas eu não permitiria que você usasse props. Não teria corcunda, não teria um braço maior do que o outro. Você não entraria coxeando no palco, você entraria inteiríssimo, de preferência bronzeado. Por quê? Porque eu estou >> pintado de
laranja para ficar mais Falso. >> Isso. Mas por quê? Porque me parece que o que o Shakespeare mostra em Ricardo I é que na verdade a deformidade real não é a deformidade física do Ricardo I. A deformidade real é moral. O Ricardo I anuncia a todos o que ele fará. E Thago, se você escuta o que ele diz, você cai da cadeira. Posso dizer aqui Sum? >> Por favor. Professor >> Vou eu vou dizer inglês e você me ajuda a traduzir. Pode ser? >> Ah, meu Deus. Calma. >> Não, vamos lá. Olha só. Olha só.
Ele entra no palco, famosa frase, e ele diz: "Eu lançado para o mundo, feito pela metade, desfore pela natureza". Eu que sou de tal forma feita e quando passo pelos cães, eles ladram, os cães se horrorizam com a feira do Ricardo Iiro. Ele diz: "Nesses tempos de prazer e de festa, porque pra audiência suman, a a guerra das duas rosas, oscancaster guerreavam. Osork venceram, então o Ricardo I era da família York. Então agora em lugar de guerra as festas de corte. Mas ele diz eu dessa forma, como é que eu vou seduzir as pessoas? Aí
ele fala assim o que fazer na situação dele? Fala determin hate idol pleasures of these days começa maravilhoso, né? É o primeiro personagem, Thago, que diz no palco, estou determinado a mostrar-me um vilão e a odiar os prazeres vãos destes tempos. Ele quer o poder. Agora, como é Que ele vai chegar no poder? Olha o que ele diz. Suman é o mundo contra. Fala assim, deixa eu ver se eu vou lembrar. Ele diz assim: "Plots have I laid, inductions dangerous by drunken prophecies, and dreams to set. My brother Claring in deadly hate. The one against
the other. Thago é o mundo contemporâneo das redes sociais, não é? >> Absolutamente, professor. Vamos lá. Associação associação perfeita. Segue, >> não é? Mas eu não tô esse livro me Angustia, eu tenho que terminar esse livro. Veja, é que é muito difícil escrever esse livro, porque eu parto inteiramente da literatura para tentar entender o contemporâneo. Então ele fala assim: "Olha só, suma a tramas urduras perigosas. por meio de ébrireas profecias. Agora, Thago, eu acho ébrireas profecias tinha que parar o palco, tinha que iluminar, tinha que repetir, tinha que repetir, não é? É lindo. Drunken prophecies,
por Meio debras profecias, mentiras e invenciones criar entre meu irmão Clarence e o rei ódio mortal de um contra o outro. Thago, é como estão direito, chega o poder. Fake news, teorias conspiratórias para gerar um sentimento que é o ódio através de uma retórica própria. Uma vez criado o ódio, produz caos cognitivo, inimigo imaginário, e ele chega ao poder. Não é isso? >> É, essa fórmula é é não foi inventada Por essa gente que tá aí, não é, professor? A impressão que dá é que é é é tudo tão evidente eh esses caras agem sob
um protocolo, né? A gente já conhece, existem muitos estudos a respeito e principalmente o Shakespeare que nos oferece a um spoiler de quem essa gente é e de seus métodos. Essa que é a história. E o que me espanta, professor, não é a natureza humana. Porque aí eu acho que é muito interessante a gente trazer essa ideia, Né? Eu vejo as pessoas se confundindo muito, se esforçando para acreditar a um indivíduo ou a um partido político uma condição que na verdade é humana, né? A ideia de corrupção, por exemplo, ela não pertence a um ou
outro, ela pertence ao indivíduo. O que mais me impressiona não é a manifestação das contradições e das precariedades humanas. O que mais me impressiona é o nosso despreparo enquanto sociedade em aprender a compreender o que se passa ao Nosso redor a partir de, por exemplo, da literatura, né? A nossa, o projeto de deseducação do nosso povo é um projeto secular, né? ah, o nosso despreparo de formação no sentido amplo. E veja, não é educação, para mim não é só dois mais dois. Eu não digo só apenas sobre esse aspecto primeiro da educação, mas acima de
tudo a negligência com a nossa formação, eu acho que passa pela falta de recurso para compreender os sinais, né? Porque o que essa gente faz é muito Simbólico. Eh, Joseph Campel tá aí também, né? assim, mas a mas a verdade é que a gente não tem formação, preparo, a gente não tem como povo, como coletivo, eh muitas ferramentas para lidar com esse tipo de distopia. A gente é presa muito fácil para quem compreende essas ferramentas tecnológicas que manipulam consciência. A gente é meio agente vítima da nossa própria desgraça nesse sentido. Então, mas o Shakespeare tá
lá, né? O Ricardo I tá escrito há Séculos, né? E muitas vezes as pessoas não têm condição de ah perceber o que se passa ao redor, talvez por falta de acesso às às histórias clássicas, por exemplo, ao cri tantas outras, né? >> É. É porque eu acho que uma coisa que a arte faz, Thaago, que é bem importante, a literatura em particular, ela agustaça a nossa imaginação. Isso nos permite projetar cenários. Às vezes as pessoas dizem assim: "Esse é um texto profético que antecipou o nazismo". Não, não, não. O que um texto de fato faz,
ele amplia o nosso horizonte, a nossa imaginação crítica e você começa a projetar cenários. Um deles pode se realizar. Não é que ele tenha pensado na é que é um cenário que ele projeta. Por exemplo, no caso do Ricardo I, ah, é, tem uma coisa genial que o Shakespeare faz que é absolutamente genial, que é a ascensão do Ricardo I ao poder é meteórica. Na história real da Inglaterra, ele não sucedeu diretamente o irmão. O filho do Irmão ficou três meses no poder. Na peça do Shakespeare ele sucede diretamente. Mas ele tem um momento que
isso é uma é dessas coisas do teatro shakespeano, da arte geral que é realmente espantosa. Ele entra para sentar no trono, ele chegou ao poder, agora ele é rei. Finalmente de Duct Glosser, ele é Ricardo I. Quando ele chega perto do trono, ele pede a mão do duque de Buckinghan para subir no trono. O que ele não precisa. Mas o que ele tá mostrando é que ele só chega no poder porque tem os operadores. O Duque de Buckinghan foi o operador político do do duque de Closer para se tornar Ricardo I. Então, quando digo que
eu não representaria a o rei Ricardo I com props, Corconda, é que eu acho que na verdade que o Shakespeare tá mostrando é que o poder ou a sua promessa é ele que deforma e conforma as pessoas a sua medida. É isso. >> Molda. Sim. >> É isso. O poder molda e o poder o É. Então, seria muito bonito imaginar, Thago, um Ricardo I sem props, mas ele continuaria dizendo mesmo. Eu lançado ao mudo apenas feito pela metade, eu os cão, eu passo os cãos lá, tem você manteria o texto, mas você não caia na
armadilha de imaginar que você tem que fazer ele com braço mais longo, com corunda, caminhando com dificuldade. O que realmente a deformidade real é o poder, Thago, e a capacidade que o poder Tem de moldar as pessoas. É sobre isso, né? É sobre isso. Essa verticalidade na direção do texto, ela nos leva a essa ideia, né? A deformidade é só o aspecto externo desse molde >> que começa de dentro para fora, né? Pela sua própria visão, >> né? Então, eu quero muito quero muito eh sentar com você depois com calma para falarmos desse livro novo.
Tô muito curioso, muito interessado. E você sabe, professor, você assistiu uma uma Experiência com o nosso Hamlet que já era o início do meu trabalho com Ron Daniels, né? Eu começo o meu encontro com Rome a partir do Ramlet em 2012 >> e trago até hoje, né? Eu fiz depois do Hamlet, nós fizemos o McBad, nós fizemos o medida por medida e hoje eu tenho um monólogo, um monólogo da peste com o do Cami, com o mesmo Ron. O R virou um grande parceiro, uma pessoa com quem eu divido a perspectiva a respeito do teatro,
do meu ofício. E desde o início, Desde já lá no Hamlet, a proposta sempre foi colocar o foco sobre a palavra, sobre o verbo, sobre o pensamento shakespeano. Então, todo o nosso trabalho de 13 anos e em torno da obra do Shakespeare passa por uma necessidade pessoal, uma uma combinação entre nós dois, entre mim e o Ronaldo, é de de que o que nos interessa é a força das histórias, é a potência humana das provocações que o Shakespeare traz Nas histórias. a gente busca abrir mão um pouco eh desse tipo de subterfúgio, né, e tal,
mas, por exemplo, seria absolutamente pertinente nessa lógica limpar a expectativa física, por exemplo, do Ricardo e trazer a a a condição humana a partir do verbo, né, a partir do texto. Nesse sentido, você eh lindamente trouxe o texto decorado em inglês. Eu não tenho muito essa habilidade, assim, me faltam trechos, mas eh me lembrei te ouvindo do início Da peça, né? E particularmente eu gosto muito, >> eu gosto muito da maneira como Shakespeare inaugura as suas peças, né? Eh, por exemplo, a primeira frase que se escuta no Hamlet é: "Rose there,", né? Quem está aí?
Que que coisa imensa, que coragem o sujeito começar talvez a história mais conhecida do Ocidente com a grande pergunta de toda a nossa condição, né? Pensadores, filósofos, pessoas imensas próas, eles Morreram tentando dizer quem somos nós, né? >> Então, eh, por isso que o meu meu monólogo chama Quem está aí, né? Na verdade, é uma provocação, >> é uma provocação a respeito dessa inauguração do verbo, né? E o Ricardo I tem um outro momento que eu amo que é nowentor sum. E aí a ideia do jograu, né, do S, o S como foco de luz
que que conduz, mas a Metáfora com um filho de York, que pode ser ele, pode ser o irmão. Então, a a genialidade do Shakespeare que se esconde nesses cantinhos, né? Eh, eu me lembro, ah, eu me lembro do do Humlet, eh, frases soltas, imensas, né? Ah, o, por exemplo, quem está aí, né? A primeira pergunta da peça no no Macbeth, no Macbet que eu que eu no Macbet que eu fiz também e é outro texto >> maravilhoso, maravilhoso >> que me que me acompanha fisicamente. É a frase que eu mais gosto, dos momentos que eu
mais gosto, é quando ele, você vai se lembrar, professor, quando ele ele volta do assassinato do rei, >> ele tem, calma, ele vou te surpreender. Ele tem aquela cena com a Lady que ela tá na cara dele e fala assim: "Para com isso, seu fraco. Já tá feito. Me dá essa faca aqui e tal". >> E daqui a pouco entra a o soldado quando ah depois do crime, o porteiro tem a Cena do zelador que é antológica, né? Uma, né? O guardião do inferno, né? Aquela figura, né? O o cérberos, né? Do e o o
o guarda entra. E o Macberth vem lá de dentro já liguinho, já enrolado. E o guarda narra o horror da noite anterior, né? Como e e ao narrar ele diz: "Estranha a noite hoje, né? Os ventos não pararam, a coruja piou, parecia que tudo tava perdido. E o cara vai narrando por metáforas de uma sensação de um Personagem que tava fora daquele quarto, um cenário de horror absoluto. E o Mcberth jeans, a frase que eu mais gosto da pesca, ele disse: "É, é, foi uma noite e tanto". Que genial, muito bom. >> Que genial. esses
cantinhos da peça, né, que não tá no ser ou não ser, não tá no meu reino meu reino por um cavalo. E aí o cara disse: "Foi uma noite tanque, >> isso é maravilhoso." Sabe o que que Sabe o que que isso me lembrou agora de Imediato? Dom Casmurro, o capítulo Ola de Ressaca, quando ele descobre que ele acha que foi traído, é um drama total. Aí ele para e fala assim: "A confusão foi geral". Muito bom. Thaago, você falou uma coisa importantíssima. Ah, o início do Humlet, eu acho uma obra prima, não é? Ah,
e você vai fazer esse monólogo em Porto Alegre, não vai? >> Vou vou vou. Thago, a epígrafe de um dos mais importantes romances da literatura Brasileira contemporânea, de um gaúcho que é o Jeferson Tenório, a epígrafe é a primeira fala da peça, que é a fala do Bernardo. Eu acho essa fala incrível que o o Vissantão conhece. Como é que é, filho? >> Quem vem aí? >> Alto aí, apresente-se. >> Olha aí. Viva o rei >> Bernardo. >> O próprio >> chegou na hora exata. Já bateu meia Noiteo. Obrigado, >> grande que lindeza. >> Porque
eu acho essa essa é isso, isso que tem no Shakespe, eu acho notável que essa fala, Thago, condensa a peça inteira, não é verdade? >> Porque quando ele diz de maneira a temerosa, quem está aí, quem vem aí? É porque tem uma guerra impotencial entre Dinamarca e Noruega. >> Então ele tá todo mundo lá na vigília. Ao mesmo tempo tem essa dimensão profundamente humana, que é, por exemplo, quando no Gênesis, >> quando Adão prova da maçã, a pergunta de Deus para Adão é: "Onde estás?" É muito bom, não é? Ou seja, onde estavas que não
me obedeceste? Então ele fala: "Adão, onde estás? Quem está aí?" É muito bom, não é? Agora em Macbest, porque no livro entra entra o Macbest também. É, a minha intuição é a seguinte, Thaago. Olha só. Torço para Dar certo. Eu consegui colocar no papel. A intuição é a seguinte. Ah, Ricardo I é o personagem contemporâneo e não Macbess. Porque tem uma fala do MacB que é exatamente nesse contexto que você citou quando ele tá profundamente abalado. Ele diz: "Escutei vozes que gritavam: "Macbess matou o sono." Isto é, é o despertar da consciência. é a é
o remorço pelo crime cometido. Você consegue imaginar o Ricardo I perdendo o Sono, Thago? Não, não, absolutamente. Mas é isso, mas é interessante essa essa essa essa essa costura entre o Mcbeth e Cariro. Porque veja, professor, para mim, eh, a minha abordagem a respeito do MacBeth é a ideia de que a tragédia do Macbeth é uma tragédia, não porque morre todo mundo no final. A tragédia do Macbeth é uma tragédia porque a gente presencia a decomposição de um homem de bem, um homem bom na direção de um animal pela Ambição, né? O Macbeth, ele começa
a peça um grande homem, um general, um herói de guerra, um homem com todo o futuro pela frente a partir de seus próprios méritos. E a ambição dele alimentada pela presença da Lady Mcbeth vai corroendo ele por dentro e vai destituindo ele de tudo o que é humano até que ele termina a peça como um animal que perde a cabeça. >> E na verdade a o Macbeth sabe que ele não pode cruzar aquela linha humana. O Macbeth diz: "Eh, [ __ ] se tudo fosse feito, quando estivesse feito, seria bom que fosse feito de pressa.
>> Se o assassinato não trouxesse consequências, se a faca no seu peito fosse tudo e o fim de tudo, a gente estaria livre da nossa consciência." Mas não é assim. Existem coisas que se a gente faz, a gente paga aqui. >> Isso. >> Parêntese. Se eu decido >> eh incorrer numa aventura golpista, eu Vou paraa cadeia. Então, existem coisas que a gente paga aqui, mas existem coisas que a gente não consegue lidar. Se eu matar o rei, eh, a natureza, a vingança dos deuses será sobreumana. Eu não suportarei. Uma chuva de lágrimas vai afogar o
vento se eu puxar esse gatilho. É, >> ainda assim, a partir dessa consciência shakespeana, eu quero, eu quero. E só tem uma coisa que me atrapalha a não fazer isso, é a minha ambição. Então eu Acho que e essa essa ideia de que ao puxar o gatilho você faz uma escolha macbeiana, ela tá muito presente nos dias de hoje, né? Eh, o Ricardo I não se não perde tempo com essa consciência que o que o Macbeth tem. O Macbeth tem, mas o Macbeth é um exercício ao Hamlet. É o se é o mesmo se por
um, se por um lado o Hamlet é o é a história de um menino que exita, >> é o Macbert é a história de um homem que Não exita. Ele faz ele, mas mas o que é particular do Mcbereth é que ele tem consciência plena de que ele não deve cruzar aquela linha, consciência que falta ao Ricardo Ricardo Mas na conclusão do livro, a minha intuição, eu concluo com o MacB. A impressão que eu tenho, Thago, é que hoje o que nós vemos nesse avanço da extrema direita, nesse avanço, chamemos da forma Ricardo I da
extrema direita, é porque é a verdadeira crise do capitalismo. Vivemos hoje é a Verdadeira crise do capitalismo, porque a ideia força do capitalismo é que era possível uma acumulação infinita de riqueza. O filho seria mais próspero que o pai, que foi mais próspero que o avô, que por sua vez teve uma condição que o bisavô jamais imaginou. Isso era essa essência do capitalismo, uma acumulação infinita da riqueza. Tem uma palavra em inglês, inglês americano, que é incrível, que diz isso, a palavra, olha, olha que palavra é one up manship. One, Um one um up para
cima manship. A qualidade de sempre subir um degrau na escada da prosperidade é uma palavra que não existia no inglês britânico. É a essência da ideia do capitalismo. Thiago, essa ideia tinha um ponto oculto que a crise climática revelou. Só seria possível uma acumulação infinita de riqueza no sistema capitalista se fosse possível imaginar a natureza como um repositório infinito de novas riquezas. Mas como agora o que está acontecendo é Que a própria natureza que está perecendo para esse sistema de predação contínua, a minha intuição é que sabe qual vai ser a resposta verdadeira pro capitalismo?
>> É, >> é que a floresta de Burnham caminhará em direção ao capitalismo. >> Caminhará. Caminhará. E eu quero recomendar, professor, que o senhor volte no primeiro monólogo da Titânia, >> no sonho de uma noite de verão. >> O primeiro, o primeiro monólogo da Titânia. Dá uma olhada nele depois, porque é um prenúncio apocalíptico da ação humana diante da natureza. É a coisa mais linda e premitó. Au, interessante, né? >> Então, a minha intuição é que se nós começamos com Ricardo I, a solução a solução está em MacB, a floresta vai caminhar, >> quer dizer,
a natureza vai vai dar os sinais. E tem uma coisa bonita também no Coisa bonita, Thiago, no teatro chicosperiano, que eu acho que ajuda a compreender muito do que acontece hoje em dia, é que é um teatro essencialmente político, mas no sentido próprio do termo. Quer dizer, é uma reflexão sobre o bom governo da Polis nesse sentido. E tem duas palavras que concentram a ideia do Shakespeare sobre isto, que é rei e tirano. O rei é aquele que governa, que é capaz de sacrificar-se para o bem comum. O tirano, pelo contrário, ele Sacrifica a todos
por si mesmo. E medida por medida é o Duque que não quer mais governar porque tem o ouro ao povo. Sempre tem esse personagem Shakespear. O Ricardo I é um O Macbess. O Macbess é derrotado mesmo pelo McDF. Quando McDF diz na cara do Macb o que precisa ser dito, ele diz Tyrant Die Face. Se nós traduzíssemos o Shakespeare com auxílio do Kazusa, seria Macb. mostra a tua cara, não é? >> Exatamente. >> Usar a palavra certa para designar essas pessoas. Isso é algo que eu creio que nós que trabalhamos com arte e com literatura
temos a possibilidade de fazer. É por isso que eles nos odeiam. >> É, eles nos odeiam porque eles não só não compreendem, mas eles eles reconhecem alguma potência eh de prenúncio do que a gente faz. Às vezes eu sinto eh o o a cultura, eh as pessoas ligadas à arte, eh de uma certa maneira como uma espécie De sinaleiro, né? Talvez essa natureza humana do nosso material de trabalho nos faça, pela experiência literária, pela experiência histórica, eh perceber alguns movimentos e a gente funciona quase que como um sinaleiro nas steps, né? quase uma espécie de
galinha da Angola. Quando a gente vê o perigo se aproximando, as galinhas da Angola começam a gritar, né? E a gente fala: "Olha, pera aí, tem alguma coisa muito errada na postura humana desse Indivíduo, será que não vale a pena a gente não apostar nisso?" >> Então, sinto um pouco galinha da Angola às vezes tentando alertar as pessoas a respeito da natureza humana. >> Ah, muito bom. É verdade, é verdade. >> Eu vou precisar tomar uns minutos de vocês porque chegou uma centena de recados literalmente. Eu preciso ter eles porque eles são muito carinhosos com
vocês. Eu vou de baixo para cima agora, do mais recente. Eu vou pedir Licença para vocês tentar ler no grau aqui, ó. Eh, me levaram de volta à universidade aos estudos de Shakes. Bons tempos. Que conversa cheia de sabedoria diz aqui pra gente. A Cida deixa um pingo. Thiago, a Univates te espera. Você vai também a a Univates em em Lagado. É, Thaago? >> Tô chegando em Lageado, na Univates, um teatro que eu amo, que eu já me apresentei. Eh, tô indo sim. Eh, e vai Ser um prazer voltar. Um beijo para todo mundo. Acompanha
aí no site da Univates a a programação das apresentações. Eh, e tô indo também a Porto Alegre. Eu tô indo também a Porto Alegre. >> Você sabe que ano passado, Thago, eu fui a eu tô morando em Passo Fundo, você sabe disso, né? Fica umas 3 horas, 4 horas. Eu fui a a Porto Alegre, apesar de fanoas ali na região metropolitana, só para acompanhar nosso querido Osmar Prado, numa peça dele lá, o veneno de Teatro, que é maravilhosa. Osmarente disso, faria agora, não sabia que tu vinhas para cá. dia 4 estarei em Porto Alegre para
te prestigiar, obviamente. Vou daqui até lá, >> meu irmão. Vai ser um prazer se você puder vir. E professor, assim que eu tiver uma, o senhor fica no Rio, né? Assim que eu tiver uma agenda eu lhe aviso >> para ter. >> Em maio você estará no Rio? >> Ah, maio provavelmente a gente tá com umas andanças aí batendo martelo de agenda, mas provavelmente sim. Se vocês estiver em maio no Rio, nós vamos organizar na ERGE o primeiro, a primeira feira literária internacional da Ergio. Você não quer fazer um espetáculo com o monólogo? >> Adoraria.
Seria um prazer imenso. E e eu não sei se o senhor sabe, mas é o meu retorno ao Erge GE, né? Eu fiz, >> "Ah, não sabia? Eu passei pela Universidade, >> acabou que a minha carreira me resgata dessa trajetória acadêmica, mas eu vou voltar ao ERGE com um prazer enorme. Vamos, vai ser um orgulho, um prazer enorme. >> Combinadíssimo. >> Olha aqui, ó. Eh, Thago, muito obrigada, diz aqui a Margarete. A Bit, Margarete. >> O Lacerda gosta muito de ler pelo pelo jeito, né? Que conversa >> é necessidade do ofício. Quase. >> Gratidão. Desagra.
É verdade, né? Eh, com certeza vou rever no gravado com calma e com tempo. Diz a Diana que chegou no final da live aqui com a gente. Nossa, que riqueza essa conversa. Obrigada DCM Sueli Ramos. Fascinante ver a empolgação que vocês falam de política, filosofia e tudo isso intrínse com a literatura de Shakespeare e a lei da Caldas. Esse presente que João César e Thiago Lacerda nos deram neste domingo, né, gente? Que aula de Literatura e cultura desaga aqui pra gente, a alga naci. A Jonísiaente, gratidão profunda por este respiro e essa viagem através da
literatura e do teatro. Por mais lives assim, beijos da Jonísia. Grande Thiago, sempre arrasando. Adrielee. Diana, nossa, eu não tava preparada para essa live, nem me vesti à altura. Maravilhoso. Ramos Shakes a Margarete Sport, a Vanessa Kaiser. Professora, eu gostaria De entender melhor sobre o processo de de pinchetização que a extrema direita brasileira quer implantar no nosso país. Você quer comentar rapidamente sobre esse trecho? Sobre esse trecho, professor? >> 10 segundos. Ah, é o projeto, era o projeto do Jair Messias Bolsonaro e do Paulo Guedes. O Bolsonaro provavelmente não teria sido eleito sem ou não
teria sido eleito com a mesma facilidade sem a chancela do Paulo Guedes. Hoje o projeto É Tarciso e Freitas, Guilherme Derrite, André Steves. Qual é o projeto? O que significa pinocchetizar o Brasil? Significa a a retirar o Estado sistematicamente de todas as suas funções sociais. Significa privatizar todos os ativos da União, significa retirar de maneira ainda mais radical todos os direitos do trabalhador. Significa usar uma palavra chave que é a valutirização da vida, é a uberização do trabalho. A voucherização Da vida. Escola pública para quê? Da vouer. SUS. Para que SUS? Da voucher significa tornar
a previdência pública privada. significa em última instância a militarização do cotidiano. O pior de tudo, Suman, é que este projeto pode ser realizado através das urnas. Isto é, o verdadeiro perigo é que a extrema, se no na pinocchetização do 11 de setembro de 73 foi com violento golpe militar, a pinocchetização do século XX realiza com a conquista de corações e mentes, Sobretudo dos mais jovens. Por isso, Thago, que é tão importante hoje, mais importante do que nunca, o papel da literatura e da arte, que é o papel de lutar centímetro a centímetro pela consciência das
pessoas. >> Vamos ler para essa garotada, professor. Vamos ler Shakespeare para essa garotada. Vamos falar sobre isso. Vai ser um prazer a gente andar com essa ideia de voltar às universidades. Quem sabe a gente expandir isso para além da ERGE, mas provocar através da literatura e das dos grandes clássicos dessa reflexão humana nessa garotada aí. Isso, isso. Pá, a querida Pát tá com a gente aqui, ó. Que conversa de gente fina, sincera e muito inteligente. Que programa, parabéns. Um beijo Pat, pro Carlos, que deve estar na audiência do programa aí tomando um bom champanhe nesse
momento. Sensacional ver pessoas completamente apaixonadas pelo que fazem. A Simone Rebeca manda um pingo. Muito show. Elizabe, André Xavier, olha que bonito, Thago, vi o Thago vibrando no final da peça no teatro da Paixão de Cristo, na penúbra do palco no final da apresentação. E isso ficou na minha memória. Tatuado, né, Andreia? Aí >> é essa experiência lá em Pernambuco com a Paixão de Cristo é uma experiência inesquecível. Fiz por muitos anos ali, aliás, contei essa história por muitos Anos, né? fiz no teatro uma adaptação do Evangelho Segundo Jesus Cristo do Saramago. Então eu tenho
um passeio não só tradicional por esse personagem, mas um passeio apócrifo também, mas de uma provocação humana imensa. Então, é uma experiência, quem conhece o o Palco de Fazenda Nova, quem conhece, é incrível, >> eh aquilo lá, realmente é muito interessante, como mobilização humana, né, como processo de catase também, até como negócio, mas acima de tudo e essa Possibilidade de um teatro a céu aberto, né, nosso e feito por eles ali é muito interessante. Eu gosto muito e e é uma experiência inesquecível. Eu guardo grandes amizades, grandes encontros ali daquele daquele momento. >> Coisa linda.
Olha aqui, ó. A Leida deixa um coração para você. Suma parabéns pelos convidados. Muita sintonia de a Lourdes. Um beijo pro João Vicente que fez uma participação maravilhosa. César deu tom da nossa live. Arrepiante Esta live. Diz a Neilsa Moreira. Boa tarde. Que live é essa? Maravilhosa diz a Jaqueline. A Denise Gente que maravilha. Tinha que ter me ligado de pegar os livros para acompanhar os trechos. Que barbaridade, precisávamos de uma live como essa, maravilhosa. Obrigada meninos. Estão fazendo meu domingo muito melhor. Desadir Pacheco. Além de fazer Hamlet, medida por medida e Macbet, se o
Thiago, a pergunta da Adriele, da Andriele, né, é se você Pretende fazer Romeu e Julieta, Thagão. >> Pô, claro, o Romeu, Romeu é sempre um texto. A Julieta ali, o o próprio Ricardo I, a gente tem, eu e o Ronaldo, nós temos três espetáculos, né? o Hamlet e o McBet medida por Medida. São os três monólogos que a gente é reunião dos monólogos das três peças que nós trazemos para essa experiência do quem está aí, que é o que eu tô indo fazer eh terça e quarta lá no Porto Verão Alegre. Aí, ah, mas ah,
a gente tem também a Tradução do sonho de uma noite de verão pronta, tá na gaveta, entrou a pandemia, a gente guardou, >> mas a gente tá com uma tradução pronta. Professor, vamos ler um dia o sonho com essa abordagem. >> Ah, a gente acaba trabalhando com as traduções do próprio Ron e do Marcos Daud. >> Que fantástico. Fantástico. >> É a a as três peças que nós temos em repertório. É uma tradução nossa, né? E O sonho tá aguardadinha em breve, mas a a verdade é que fazer o Home Julieta sempre é uma possibilidade,
né? Mas mas vamos ver. Quem sabe? >> Muito bom. Deixa eu ver mais recapes aqui. O Suma nem ousa interromper, diz aqui a a Susane, de forma nenhuma, né? Eu tô aqui bebendo, me embriagando, inclusive de João César e Thiago Lacerda. Que conversa maravilhosa. Diz aqui pra gente a Márcia Cunha. Eh, deixa eu ver o que mais chegou aqui, ó. Estou Maravilhada. Que espetáculo! Chegou o príncipe diz aí da Campos pra gente. O cinema transcendental manda aqui corações. Professor João César, boa tarde e abraços do Josias. Meu Deus, como me sinto ignorante frente a esses
gênios aqui de Zubira. Thiago Lacerda: "Boa tarde, abraços. Robson Galvano, >> abraço. >> Nunca verão uma live assim no campo da direita. Eles têm medo de ser eh eles têm medo de ser verdadeiros e descobrir Que são o que são. É muito bom pessoas vibrando com seu trabalho, diz a Dulci. Obrigado, pessoal. Que aula diz o Tomás aqui pra gente. Estou encantada com DCM, como consegue fazer lives tão maravilhosas. Zané Elias, trio maravilhoso, diz a Tânia Mendes. Tô entendendo nada, mas tô adorando o cinema transcendental. Ó, o Ganichimur e Gilmar deixam pingos aqui na nossa
contribuição. Live sensacional. Quem pode contribuir des Willem Jesus. Eh, Esse texto, professor César, do Ricardo I nos leva ao assassinato cruel do cãozinho orelha por adolescentes de 15 a 17 anos, filhos da elite catarinense e educados pelas redes sociais. Eh, comenta a Ilana aqui pra gente, né, fazendo uma conexão eh contemporânea aí, né? Que show de aula, diz a Rosânia. Que live fantástica, eu viria Shakespear, horas e horas é fascinante. Diz o céu feliz. Caramba, como eu amo lives assim. Aline Rocha, professor, uma peça como o Burei do Jerry também é profética, não é? Pergunta
aqui o André Fontes, professor. >> Ótima observação do do Alfredo Jarri. Ótima observação. Eu também trabalho nesse projeto com memórias de subsolo do Doyevski, porque tem no Memória de Subsolo uma intuição, Thago, que é incrível. Eles fazem uma pergunta, ele diz assim: "Como é possível que eu tento entender esse fato objetivo sem julgamento. Eu tento tento entender como É possível que o Germus Bolsonaro no dia 30 de outubro tenha obtido 58 milhões de votos depois de tudo que ele fez. Como é possível que o Trump depois do que ele está fazendo agora nos Estados Unidos
ainda tenha pessoas que o adorem?" Então, a pergunta objetiva é o seguinte: como entender que eles conquistaram corações e mentes? Eu intuo que algo, uma resposta possível está no narrador de A memória de subsolo, que é um sujeito profundamente ressentido, de um Ressentimento anímico. E ele diz assim, ele se pergunta, ele diz: "Como é possível que na maior parte dos casos as pessoas tomem decisões que no fundo elas mesmos sabem, vão prejudicá-las? Que prazer elas têm em fazer isso?" Aí ele responde, ele diz assim: "É porque na verdade não é uma escolha individual. Olha o
que ele diz, Thago. Ele fala assim: "É um personagem coletivo". É isso. O que as redes sociais acabam criando pela capacidade de manipulação Coletiva é um personagem coletivo. O bolsonarista deixa de ser o João César, o Thiago Sul, o Thiago Lacerda. Nós nos tornamos um personagem coletivo. Nós somos o bolsonaristas, só temos ódio. Quando esse personagem coletiva construído, eles conquistam corações e mentes. >> É perfeita, perfeita a ideia do do Memória de Subsolo, sabe, professor, essa é uma coisa que tem me acompanhado recentemente, né? Eu eu tenho a minha Trajetória no teatro me trouxe o
Cami. Do Cami, eu fui pro Shakespeare. Do Shakespeare eu voltei ao Cami, né, com a com a criação do do com com a realização do monólogo da peste que a gente tá circulando agora. Então eu tenho eu tenho esse esse essa essa esse trajeto entre o Shakespeare e o Cami e eu sinto que falta um falta um um elo de conexão entre uma coisa e outra. E eu tô muito empenhado nos russos, né? Eh, eu sinto que depois que eu cumprir essa minha Jornada shakespeana, >> eu vou iniciar uma jornada dostoevskiana. Muito, eu tenho muito,
eu tô muito interessado, eu tô muito interessado no Rasconicov, eu tô muito interessado nos russos, >> você trazer o memória de um subsolo, para mim é só um sintoma. Eu acho que tem alguma coisa ali, né? É, é como se o Shakespeare tivesse inaugurado um homem moderno, o Dostoyevski tivesse aplicado Esse homem shakespeiano moderno no dia a dia das cidades naquele tempo, né, do século X. E como se o Cami no pós-guerra tivesse processado uma reflexão a respeito do produto shakespeano passando por Dostoyevski. Eu não sei, mas de alguma forma eu induo que tem uma
coerência nesse nesse nessa trajetória. Eu vou em algum momento me enveredar pelos rustos, pelos russos como uma espécie de necessidade de contação de história e de investigação humana. Olha Que fascinante isso, porque veja o o Dossoevski era de uma periferia, a Rússia era uma periferia na época, o Camiro é argelino. Você sabe que tem a eu tenho uma espécie de ética de vida que foi determinada pelo Cami. Olha que interessante. No primeiro livro dele é um livro de ensaio, o verso e o reverso. No prefácio ele diz uma coisa que eu eu li, eu nunca
esqueci. Eu li isso tem uns 30 anos que eu já sou velhinho. Eu nunca esqueci. Ele disse assim, ele diz: "O Que me salvou, olha que bonito, ele fala assim: "O que me salvou é que eu cresci a meio caminho entre o sol e a miséria. O sol nunca me deixou acreditar que o mundo era só sombrio, que não havia esperança, mas a miséria nunca me permitiu confiar no mundo no qual não se considera as injustiças e as desigualdades. Na Argélia, ele cresceu entre o sol e a miséria. Isso é bonito demais, Joan. Para mim
é uma espécie ética de vida. >> Lindo, é lindo. O Cami tem esse lugar. O Cami me toca profundamente a literatura dele, a qualidade da literatura dele e a profundidade reflexiva me toca muito humana essa ideia, essa ideia de que diante >> do horror é preciso é preciso ser cego, louco ou um covarde para se resignar diante da peste, né? Assim, diante do horror que esse sujeito laranja representa, diante da ignorância absoluta >> que o Bolsonaro e e a seita que ele despertou no nosso povo, eh, representa diante desse horror e da dor e da
injustiça e da miséria que isso causa. É preciso ser cego, louco ou um covarde para ficar quieto, para não se posicionar e para calar, né? Então, o Cami tem esse lugar de resistência, né? O Cami no final da peste, ele diz: "Eh, esse texto existe para que eu não seja mais um dos que se calam." Eh, esse texto existe para que a gente preste uma Homenagem a essas pessoas que sofreram uma injustiça e uma violência tremenda, né? E para lembrar a todos nós que a despeito dessa barbaridade, existem mais coisas nos seres humanos que a
gente deve admirar do que desprezar a solidariedade, a compaixão e a capacidade de resistir e de manter utopias, né, de olhar para diante. Então, Albert Cami, Shakespeare e Dostoeves, que eu acho que a gente tá bem acompanhado, professor. >> Poxa, >> um time, né? time. >> É, é uma, é um, é um trio de ataque que vai marcar muito gol, né? >> Opa, opa, seleção e tanto. Eh, vamos ver mais recados que chegaram. Tem muito recado aqui para eu para eu conseguir eh dar conta. A história imita arte ou o contrário. Nós nunca evoluímos, só
recitamos o caos esquecido por quem não lê, quem não tem capacidade de entender a arte. Desajun fei. Esta live é um Verdadeiro espetáculo de arte política. Parabéns o João também da Lina César é brilhante. Eh, isso, Thiago Galindão por fora e por dentro, diz André Xavier, Thiago Lacerda aqui, tudo diz a Silvana aqui com a gente, a Sinara todo domingo. Fico esperando essa live chegar e quero dizer nada, mas tenho muito orgulho do sumo ser gaúcho. Obrigado, Sinara, o domingo com esse trio maravilha, diz a Joselita aqui pra gente. Que live maravilhosa, diz a Sinara.
Essa live não Pode acabar. Pode acabar. >> É um método antigo da vilania. Sumo, se a live não acabar, nós vamos inventar, Thaago, a live Bunuel, não é isso? É a live da qual não conseguir, a live da qual não conseguimos sair. >> João Castro é maravilhoso porque une literatura e política. Diz a Lourdes, quanta mente brilhante nessa live, que privilégio, diz a Susana, ter que produzir essa peça. Que live transcendental aqui, maravilhoso de Zamélia. Que parabéns professor João César e Thaago quea pra gente aqui a Maria Alissa. Obrigado Maria esse diálogo com o professor
João Maravilha a Ana Rosalina hoje na Avenida Paulista justiça por orelha tá reclamando aí Célia parabéns Ana Rosalina voltando aqui. Viva Thiago Lacerda sempre a um excelente ator Nilson adorável Thiago Lacerda o acompanho desde que começou na TV. Beijo para os três queridos. Galete, Deixa eu ver o que mais aqui. Que que prazer escutar, Thiago Lacerda. A inteligência o torna ainda mais belo, diz a Ana Rosalina. Como que um galã, como o Thiago faria para encarar o Ricardo Terceiro? O professor João César deu o mapa aqui, né? É, >> a deformação é interna, turma. >>
É essa deformação moral. Professor, mande o Pix para terminar esse livro. Já gostei do título do o Sérgio Cheguei agora e dei de cara com o lindo do Thiago Lacer da Zacarina. Ricardo em prosa em 2026 teremos uma eleição de muita pirraça, pergunta o Ricardo. Sem dúvida, né? Por favor, pergunte ao professor se será possível fazer auditoria da dívida herança desde 1824, que não precisamos jamais continuar pagando. Você entendeu a pergunta, professor? Entendi. Há uma, acho que é a Maria Lúcia, como é que é o nome dela? Eh, Fatorelli. Procura, por favor, Suman, nós não
temos compromisso com você. Far, auditora fiscal. >> Isso. Ela ela tem há muito tempo, ela tem um projeto em que ela pede uma auditoria da dívida, porque de fato ela mencionou 1824, é porque a dívida externa brasileira, entre aspas, começa em 1824. Porque a condição para que a Inglaterra reconhecesse o Brasil é que o Brasil assumisse a dívida de Portugal com a Inglaterra. Então começa daí. E Cresceu demais com os militares. Uma coisa importante, Suman, que é é que vocês são bem mais jovens do que eu. Eu já sou um velhinho, tem 60 anos. Paraa
minha geração, Thago, a ideia de que algum dia se pagaria dívida externa era uma coisa como o homem e a lua. E recordar que o governo do PT pagou dívida externa inteira. O Brasil hoje não deve pro FMI nenhum centavo e durante desde 1824 até esse momento, o Brasil devia. Então há uma proposta de Auditoria da dívida pública, porque hoje o o a parte a maior a maior parcela do orçamento público é usada para pagar juros de dívida da dívida pública. >> Que coisa. Eh, tudo que revira os intestinos do cérebro chepiriano. É grosseiro pensar
assim. Obrigado pela live espetacular. Pergunta a Vera Géis, que vocês achamorra os intestinos do cérebro. Que definição, hein? Burapogeral. >> Eu acho que revira. Ah, acho que revira o fígado do cérebro. Boa, muito boa. Que live maravilhosa. Exemplo para os trastes que estão ao redor. Diz o Marcos aqui pra gente. Obrigado. Eh, deixa eu ver mais alguns recados. Estão chegando ao fim aqui, ó. Igreja Confinec. Eh, o repositor é a a Lagoinha, né? Adoro DCM. A querida Gisele Agneli, nossa analista aqui. Ô, ô, ô, desculpa, desculpa Charar te interromper, Professor. Eh, o que é essa
igreja da Lagoinha? O que que é isso? >> O que que é isso? Por que que isso ainda existe? Como é que funciona? A existência desse lugar para mim é uma coisa inexplicável. Eh, por que que é aquilo? Vamos aqui. Pergun Thiago. Nossa, essa pergunta de fato transformará a nossa live num filme do Bunal. Agora a gente não sai daqui. Vamos lá. Questão é Fundamental. Ah, vou vou tentar ser bem sucinto, tá bom? Para não atrapalhar muito. Mas vamos lá. Ah, ah, Thiago, há hoje no Brasil em curso um projeto que nós não estamos levando
a sério e é o projeto do dominionismo ou da teologia do domínio que parte dos Estados Unidos. E acredite, Thiago, por isso parte de uma leitura absolutamente maliciosa, com má fé mesmo do capítulo 21, do do primeiro capítulo do Gênesis, versículo 28. >> Esse aliciamento religioso que vem dos do Estados Unidos da América pra nossa direção, ele já começa já lá atrás nos anos 70, não é, professor? Exatamente. Isso. Exatamente. Começa um movimento de infiltração de uma mentalidade que ia transformar. Per >> Ah, alô, alô. Melhorou? Melhorou. Alô. >> Eu perdi o seu som. >>
Alô, alô. Alô. Ã, continua. E agora? E agora >> eu caí aqui. >> Alô. Alô. >> Eu perdi o som do Thiago. >> Ah, voltou. >> Vocês estão se ouvindo aí? >> Voltou. Voltou. O Thaago, não tô escutando agora. Eu tô ouvindo. Eu acho que o senhor tem que sair e voltar, professor. >> Eu eu saio, eu saio e volto. >> É, é aquela mesma mesmo probleminha ali. Aí o professor responde. Deixa eu eu dei uma quedinha aqui. Eh, e aí o professor responde, Thagão. Enquanto isso, >> mas eu tava dizendo, né, o ô xará,
eh, esse aliciamento de transmutação do entendimento da religião, ele começa no Brasil já há muito tempo. O que a gente tá vivendo é a consequência de um processo consciente, né? Exatamente. >> De ruptura dessas massas conectadas à fé para uma outra perspectiva. >> Agora, professor, >> é isso mesmo, Thiago. É perfeitamente isso. Eu tenho proposto >> que no debate público, porque tudo é uma questão de linguagem, na verdade. Repara que interessante, Thago. Todos os escândalos que são associados à esquerda são escândalos que terminam com aumentativo. Salão, petrolão, radiolão, todos os cus associados à direita ou
são terminam com diminutivo ou desaparecem da mídia Rachadinha. Quando na verdade, se você acredita, vamos fazer aqui um um, vamos colocar o nosso coração ingenuamente à prova e vamos dizer que nós acreditamos piamente no Sérgio Moro. O petrolão significava que cada contrato da Petrobras tinha uma propina de 3%. A rachadinha é 90% do valor. Então a rachadinha devia ser um funk carioca. Rachadão, rachadão, rachadão, não é verdade? Mas é rachadinha. Então a linguagem muito Importante. Eu proponho, Thago, que nós não mais nos refiramos a Silas Malafaia, André Valadão, Damaris Alves, Michele Bolsonaro e Tutonte como
líderes evangélicos. Eles não são líderes evangélicos, eles são líderes políticos oportunistas que manipulam o repertório bíblico para obter vantagem financeira e política. É isso >> sim. >> Qual é, como é que eles manipulam isso de maneira concreta? É a ideia que Surgiu. Você tem toda a razão, Thiago. Tentando ser bem sucinto. Nos anos 60, o Nelson Rockfeller, que foi governador de Nova York quatro vezes, pareceu o nome certo para chegar à presidência da República nos Estados Unidos, mas enfrentou uma um um um massacre numa penitenciária americana. Semel Carandiru, acabou a carreira política dele. Antes ele
fez uma viagem na América Latina, fez o famoso Rockfeller Report, o relatório Rockfeller, que se Encontra na internet e ele fala o seguinte sobre a igreja. Ele fala assim, ele diz: "A Igreja Católica no continente está sempre preparada, fez a opção preferencial pelos pobres e está inclusive preparada para aderir a movimentos revolucionários, se isso for necessário para defender o pobre, a Igreja Católica." Que que ele sugere? em 60 69 o relatório dele, ele sugere assim, ele diz: "Precisamos favorecer o surgimento na América Latina de igrejas Pentecostais semelhantes às nossas, os famosos teleevangelistas". Então, por exemplo,
nós crescem, eu cresci vendo Billy Graham enchendo o Maracanzinho. Vocês lembram disso? Esses líderes evangélicos que viam pro Maracanozinho, isso é 69. Quando é que surge a primeira grande igreja no modelo teleevangelista norte-americano? Uma a que realmente que ainda hoje é a mais importante é a Igreja Universal do Reino de Deus, 1977. Ao mesmo tempo, aconteceu um fenômeno Que que não foi planejado, mas que teve uma consequência muito muito negativa. Quando o Papa Paulo II tornou-se o papa, surgiu um paradoxo. Ao mesmo tempo, ele foi o papa mais carismático, midiático do século XX. Ele foi
a lugares que nenhum papa antes tinha ido. Ele movia multidões no planeta, mas ele era extraordinariamente conservador. A obsessão dele era acabar com o comunismo. Que que ele fez então na América Latina? Ele desfavoreceu Radicalmente a teologia da libertação e todos os bispos e padres associados à teologia da libertação que tinha um trabalho muito bonito de periferia, tinha um trabalho de corpo a corpo nas comunidades eclesiais de base em todo o Brasil. sempre havia um padre. Na penitenciária havia sempre um padre no nos hospitais de pacientes terminais havia uma freira. Todos foram sistematicamente sendo substituídos
por padres e bispos conservadores. Qual foi A consequência? Abriu-se um clarão. Não havia ninguém. Hoje, Thiago, quem é que está nas penitenciárias, nos nos hospitais, nos locais mais carentes, são os pastores evangélicos. Então, houve esse fator muito influenciado pelos Estados Unidos. Mas o que está em jogo no Brasil, que me preocupa demais, Thiago, mas demais. E é porque nós geralmente pensamos apenas no plano federal, no máximo nós pensamos em governador de estado. Thiago Sulman e Thiago, nos mais de 5.000 municípios brasileiros está em jogo um projeto político que é puro conto da AIA, da Magwood,
que é a que é a imposição progressiva de um ordenamento jurídico que seja mais próximo à Bíblia do que a Constituição. Se você lembrar, Thiago, aqui no Rio de Janeiro, há mais ou menos uns 10 anos, surgiu um movimento que nenhum de nós levou a sério. Havia inscrições em muros e nas ruas. Se você lembrar, você Lembra, Thago? Era assim. E Bíblia sim, Constituição, não. Você lembra disso? >> Lembro. >> Que nós não levamos a sério, não é? Essa é a base do dominionismo. Nos mais de 5.000 municípios brasileiros, há muitos municípios hoje, nos quais
as secretarias de cultura, educação e saúde já são dominadas por esse princípio. Mas não precisamos ir tão longe. Criou-se em São Paulo, na Polícia Militar de São Paulo, criou-se a Polícia da Universal. >> Sim, sim. É um projeto em curso. >> Professor, eu me assombro eu me assombro tanto com esse projeto messiânico pro país, quanto com essa circunstância fascista, autoritária e ignorante que a gente vive, até porque os dois são sócios, me parece, né? Então assim, esse é um aspecto do nosso momento histórico que me preocupa muito e eu espero que a gente, eh, como
uma democracia seja capaz de criar mecanismos legais que nos Defendam dessa armadilha, porque realmente é muito impressionante a permeabilidade dessa gente, a e como eles acessam as pessoas através da corrupção da ideia da fé, né, na direção de benefícios próprios. individuais. É muito impressionante. É muito impressionante. Queria eh mandar aproveitar a a sua fala para mandar um abraço pro Leonardo Bof, que é um representante, >> claro, >> lá dessa ruptura de pensamentos que foi alijada, que foi atacada, vergonhosamente atacada. O Leonardo é um grande pensador, é uma figura incrível. Muito bom, muito. E mesmo entre
os evangélicos é bem importante, Thago. H a figuras notáveis, por exemplo, o pastor Henrique Vieira >> em Goiânia. >> Claro, claro, claro. Veja, veja, >> a questão não é a questão de novo, a questão é um indivíduo inserido nesse Contexto. O pastor Henrique Vieira é uma figura essencial pro debate público atual. Eu sou uma um um espectador assído do do pastor Henrique Vieira e ele é a revelação de que há um caminho. Você você não precisa abrir mão da dignidade ética, moral e cívica para eh eh eh praticar a sua fé, né? Você precisa criar
mecanismos de reconhecer qual o caminho que professor Henrique Verão >> em Goiânia. Tem a pastora e também Deputada Ava Santiago aqui no Rio de Janeiro. Há um pastor, um pastor Batista de quem eu sou muito próximo, o Sérgio Dzilec, acabou de lançar um livro importante. Vou pedir para ele mandar para você o livro, Thaago, que é Evangelistão, que é uma reflexão muito interessante sobre isso. Agora, me permita dizer uma coisa rapidamente, Thaago, que eu acho bem importante, que eu tenho estudado muito esse assunto e eu tenho aprendido a admirar Profundamente a fé evangélica. Porque algo
numa fé evangélica que eu acho realmente muito impressionante é que veja, você pergunta pro Brasil assim, no Brasil você fala: "Qual é a sua religião?" Muitas pessoas dizem: "Sou católico por formação", não é isso? E nós sabemos o que significa. Não vai à igreja, não tem vida espiritual numa comunidade, não é verdade? Quase como se a prática não Quase como se a prática não importasse. >> É isso. Ser católico é formalidade. Não existe, Thiago, isso acho bem importante, Suman. Não existe evangélico de formação. Ou seja, se você professa fé evangélica, você realmente está presente naquela
eclésia, naquela comunidade, naquela assembleia. É uma é um é um é uma comunidade viva, é um pertencimento real. A minha intuição, Thago, é que as pessoas às vezes me perguntam, porque eu tenho estudado muito esse assunto, me perguntam assim: "Como é que a gente conversa com os segmentos evangélicos?" A minha resposta que eu penso, eu penso em sugerir a seguinte resposta: nós devemos falar sobre tudo menos sobre religião, porque religião é foro íntimo. Eu não posso questionar religião de ninguém. Ou eu respondo assim, nós precisamos conversar com os segmentos evangélicos de segunda a sexta-feira, porque
de segunda a sexta-feira, Thaago, eles pegam ônibus, eu, por exemplo, não tenho carro, eu uso Transporte público, pega o metrô, pega trem, tem que ir no mercado fazer compra, não sabe com quem deixa o filho porque não tem creche. Então, a minha intuição é que nós conquistaríamos, dizer de outra forma, para derrotar de fato extremo direita, nós precisamos transitar da defesa correta, necessária da democracia formal, direito ao voto, respeito ao resultado das urnas, alternância de poder, livre expressão partidária. Isso é fundamental numa História com a brasileira. Mas a minha intuição, Thago, é que nós nunca
tivemos de fato democracia enquanto acesso a direitos. Isto é, dúvida, >> uma democracia mais profunda em que as pessoas compreendam que é na democracia que vija a igualdade. É na democracia que, de fato, as pessoas podem romper hierarquias que são seculares. A minha intuição é que se, por exemplo, é um sonho que eu tenho, que eu falo sempre, Thago, eu digo o seguinte, Um dia o governo tem que anunciar a criação de 100.000 creches Brasil. Que que é uma creche Brasil? É um centro de acolhimento de crianças de 6 meses a 5 anos que aconteceria
onde? Dentro de escolas públicas que teriam assim o o o seu os seus edifícios, os seus próprios renovados. Olha que bonito, Thago. 100.000 creches Brasil. Você sai da creche, abre uma porta e você entra em outra porta, a da escola pública, que deveria ser de tempo integral em todo o País. Percebe o que eu tô dizendo, Thiago? Se nós tivéssemos esta democracia enquanto acesso a direitos, a pessoa pode ser evangélica, espírita, ateia, agnóstica, católica. Se nós tivermos democracia enquanto acesso a direitos, aí sim nós derrotamos a extrema direita. É, professor, e de novo, assim, acho
que você tá certíssimo. Acho que é um é uma bela, um belo apontamento, mas de novo, né, deixar claro para quem tá Acompanhando a gente aqui, quando a gente critica a postura desses vendilhões do templo, a gente não tá atacando a religião. A questão não é a religião, seja ela qual for, não é sobre isso. A questão é sobre o que os homens fazem com a religião, >> eh, e de que maneira esse como é usado para permear o poder, eh, a coisa pública, né? Eh, o projeto, quando a gente critica eh o governo sionista
que ora decisões em Israel, a gente não tá Criticando Israel ou a religião, >> né, israelita. a gente tá criticando as lideranças inerentes às decisões atuais. Então, eu acho que isso é importante ficar claro, porque às vezes as pessoas confundem, né? A gente critica a postura de uma liderança, entre aspas, e as pessoas tomam para si. Não, pera aí, é só um alerta a respeito do indivíduo e do papel dessas individualidades na condução histórica das religiões, né? na transformação das religiões, da fé das Pessoas num grande negócio que atende a poucos interesses. E a isso
é importante, Thiago, totalmente de acordo. Isso é uma observação fundamental. Quer dizer, criticar o genocídio de Gaza e o criminoso de guerra na Etaniarro e nenhuma circunstância quer dizer retirar a legitimidade histórica de Israel ter o seu estado autônomo e da fé judaica. São duas coisas totalmente diferentes. Totalmente de acordo. Agora deixa eu Propor uma coisa aqui rapidamente. Temos tempo, Sman. É rápido. >> Tô por vocês, >> Thago. Ah, tem um uma passagem, há uma passagem no Evangelho que um dia eu quero escrever sobre ela. Eu não o faço porque eu não sou teólogo de
formação e eu faço questão de me manter, de ser modesto, mas é uma passagem que eu acho tão importante pro mundo contemporâneo. É uma passagem pequena, só existe num evangelho que é o evangelho de João, é Capítulo 8, os primeiros versículos. é o famoso caso da mulher adúltera. Como sempre, os fariseus tentam colocar Cristo numa posição difícil, ou com a fé judaica, ou com os romanos. Então, estão lapidando a mulher adúltera, quer dizer, estão aí estão matando, matando apedrejando. E eles para provocar Cristo, dizem: "Ah, Senhor, o que devemos fazer? Devemos seguir a lei?" A
lei é apedrejar. Olha, nota o pé de página, Sulman. Nesse episódio, o Thiago Tem uma coisa notável. Eles estão apedrejando a mulher adúltera, não é? Agora, só vingano, para ver adultério, tem que ter dois corpos, não é isso? Com um corpo só não tem adultério. Onde é que tá o homem adúltero, Thaago? Ninguém sabe, mas é malapidar é só a mulher adúltera. Aí tem um, aí tem um momento que que Cristo aí tem diz assim a a passagem, Cristo está escrevendo no chão. Então eles provocam Cristo com a pergunta. Olha que bonito agora, Thago, Ele
não responde. O texto diz, ele continua escrevendo. O que ele escreve não sabemos. Aí ele ele não faz contato visual, que é sempre agressivo, ele não admoesta, ele pega uma pedra, ele não diz para as pessoas como hoje demonstração de virtude na internet, não joguem pedra porque a pedra vocês são maus e eu sou bom. Ele pega a pedra e diz: "Aquele que não, e cabeça baixa, aquele que não tiver pecado, atire a Primeira pedra". Todos se olham, o momento macbess de todos. Todos se olham e sabem que todos têm pecado, vão todos embora. Ele
se vira pra mulher adulta e fala: "Creio que nenhum deles quis atirar a pedra". E diz assim: "Vá, mas não peques mais. Thiago, as redes sociais estão inteiros nesse pequeno episódio. Veja, nas redes sociais seria o oposto. Teria contato visual agressivo, teria demonstração de virtude, teria haveria uma bronca Monumental, gritos, nunca sussurros, só gritos. E aqui não. O que que que faz Cristo nessa cena? Ganha tempo. Ganhar tempo hoje é fundamental para romper a lógica do algoritmo. O algoritmo só funciona se, como você disse, for nowness, da agoridade. O now, como diz o Iago quando
tenta convencer o Brabâncio que o hotelo sequestrou mesmo a desde ele fala: "Now, even now, very". É essa agoridade extrema sem a qual não tem vilania. Só tem vilania quando o Tempo é o tempo da agoridade que não tem não permite contemplação. Cristo não responde, ele ganha tempo. E quando tudo termina, ele volta a ganhar. É muito bonito, não é? É que isso que você falou que é importantíssimo, Thago. O que os vende longe do templo fizeram é que eles abandonaram Cristo. Eles abandonaram o Novo Testamento. Para eles, só o que interessa é o Antigo
Testamento. Lá na lá em São Paulo, não sei se você já visitou, eu fui lá visitar o templo é de Salomão. É Antigo Testamento. >> Olha aí. Maravilhoso, professor. >> Bravíssimo. >> Eh, eu eu quero dizer pra audiência aqui que eu fui colocando alguns recados na tela e não não vai dar para ler todos porque são centenas de milhares. Quero me desculpar se algum outro passar. Quero agradecer o Fábio Potter que mandou R$ 50 e repetiu uma frase me mandou no inbox Aqui dis eh você tá só assistindo, Thagão. Eu tô bebendo destes dois. E
ele diz, vou usar o termo que eu vi do S. Obrigado. Mas aí chegou uma pergunta, ó, da Valéria. Eh eh Thiago, nesse daí para você, Laciérd, nesse trio inglês, russo e argelino, bem que poderia ter espaço para um imenso brasileiro, considera uma chave de Assis, formando um baita quarteto universal nas PMS a tempo de todo o país. Reforça a Valéria. Machado prateleira ali dessa turma toda, né? >> Sim, sim. Machado. Mas engraçado, né? Nunca me ocorreu Machado agora. Eu tenho uma ligação estreita, direta e ativa com a literatura brasileira, né? Eu tenho nessas minhas
andanças feito não só o quem está aí, né, essa experiência shakespeana do exercício dos monólogos, mas como tenho feito o Cami também, a peste como o formato de monólogo, mas eu tenho feito as leituras pelo Brasil, eu Tenho lido o Drumon por todo o Brasil, tenho lido o Érico Veríssimo, tenho lido o Mário Quintana >> e tenho muitas outras intenções a respeito disso. Tenho vontade de ler, de ler, sei lá, Euclides da Cunha, de ler Castro Alves, de ler, de ler Jorge Amado para para Isso é uma coisa que já tá me acompanhando há um
tempo também, há desde dessa desse processo pós-pandemia, mas esses esses projetos de leitura e Professor tenho feito muita questão de de jogar luz sobre essa ideia, né? é leitura mesmo. O projeto é nos reunirmos e exercitarmos o que nos resta de humano em torno desse hábito do corpo do livro, sabe? do hábito humano e simples da leitura, reunir pessoas, ficarmos sentados de forma íntima, seja num espaço tradicional de teatro, seja na sala da casa de alguém, mas ler ler o ler eh a os grandes escritores de língua portuguesa e tô obsecado em levar essa Ideia
paraa juventude. Quero, eu quero ler nas escolas públicas, eu tô eu tô envolvido. Então, todo o meu trabalho e nesse passeio pelo Shakespeare, pelo Camii, pelos russos, ele é permeado de forma ininterrupta pela literatura de língua portuguesa, especialmente a literatultura brasileira, assim, a concreto e tá tá rolando >> bacana, muito legal, muito bom. E leitura mesmo, né, Thaago? ler o texto, >> ler, ler. Eu tenho deixado claro paraas Pessoas, né, nesse mundo de velocidade alucinante, sobreumana, nessa nessa forma de se relacionar com as pessoas que consideram uma tela entre nós, a gente é isso, a
gente tá aqui usando a tecnologia como uma ferramenta, mas no nosso dia a dia, essa garotada tá se relacionando com um elemento tecnológico entre elas. não tem mais olho no olho, não tem mais pausa, não tem mais um um uma respiração que acontece naquele momento. Então eu Tenho batido muito nessa tecla, assim, eu tô eu tô bastante interessado nesse exercício humano de promover um caminho na direção da simplicidade do gesto mesmo como uma forma de resistir, né? Um bastião de resistência humana nesse mundo acelerado e tecnológico, né? Que a gente tá se distanciando, né? essa
coisa que foi citada aqui várias vezes, né, essa atrocidade inadmissível que esses jovens fizeram com esse pobre animal. Eh, e eu acho que é isso, sabe, essa Esse distanciamento da nossa natureza humana, dessa de desse de dessa de parte da nossa constituição ter o pé nesse negócio que é desumano, que é distanciado mesmo da da nossa essência de espécie. Eu acho que essa é a proposta das leituras, né? Fincar uma bandeira de resistência no que nos resta de um ano. >> E olha que sintonia bacana, Thiago. Há mais ou menos uns 15 anos, eu tomei
uma decisão na universidade, nage, porque eu Me dei conta que os cursos que eu estava ensinando eram cursos de uma má ficção. Eu fingia que os alunos liam os textos muitos que eu indicava. Os alunos fingiam que liam os textos para responder perguntas. Eu decidi há mais ou menos uns 15 anos ch, eu disse, sabe de uma coisa? Eu vou agora dar uma aula diferente. Vai ser, eu sou professor de literatura comparada, é uma disciplina eletiva, não é obrigatória. Eu faço questão que não seja obrigatória. São Poucos alunos, 15, 20, no máximo. Se tanto, há
mais de 15 anos que eu faço é o seguinte, no início do semestre, eu dou eu trago a a cena dois textos, em geral, duas peças do Shakespeare. Eles escolhem um texto e nós passamos o semestre inteiro lendo da primeira a última palavra em voz alta e procurando justamente o ritmo, a entonação. Tiago, uma experiência incrível. Geralmente é assim, no primeiro mês os alunos não entendem o que está acontecendo, porque Eu nó tem uma frase, eu vou ler, eu li, eu leio mal, eu digo: "Não, pera aí, eu me perdi aqui. Vamos, vamos encontrar qual
é a respiração dessa frase." Então, se eles resistem o primeiro mês, quando chega no final do curso, eu olho nos olhos dos alunos, Thago, eles estão deslumbrados porque eles viram que eles conseguem pegar uma peça do Shakespeare, que para eles parecia impossível. da primeira a última palavra, lê a peça inteira, construída uma interpretação Própria. Eu acho que isso, de fato, eu tô bastante convencido, é o que eu chamo da leitura literária. Eu acho que a leitura literária, ela hoje é uma forma fundamental de resistência, porque a leitura literária inventa um tempo próprio que é subjetivo.
Você tem que ler, reler, procurar de novo. Às vezes você tá lendo, você chega na página 50, você se dá conta de algo, você volta à página 10. é outro tempo, é um tempo subjetivo muito interessante. E a Leitura literária, eu brinco dizendo que a leitura literária tem duas características. É filosofia que nunca para de pensar. Porque se a filosofia, filosofia e literatura se caracterizam por perguntas radicais sobre a nossa condição, a filosofia legitimamente, é o discurso da filosofia, responde com conceitos. Mas quando você tem um conjunto de conceitos articulados, você tem um sistema. Quando
você tem um sistema, Thago, você não faz mais Pergunta, você responde. A literatura é filosofia que não para de pensar, porque a literatura não articula respostas em conceitos. A literatura articula respostas em ações humanas possíveis. É sempre uma abertura de caminhos. E eu considero a literatura a forma mais radical de antropologia pela mesma coisa. Você tá lendo Calígula do Caminho em algum momento sem que você se dê conta com de forma consciente, não é um trabalho consciente. Em algum momento Você começa a ingressar numa forma outra de pensamento, você deixa de ser totalmente Thiago Lacerda
e você passa a ser não o caligro histórico, mas o caligro do Cami. E você passa a ser um pouco também o olhar do Camil através da sua voz. Essa experiência fundamental de deslocamento é uma experiência radical de reumanização. Se nós fossemos um país de leitores literários, Thago, jamais teríamos sido Bolsonaro. >> Exatamente. Eu concordo plenamente. Concordo plenamente. e a tradição oral, né, essa tradição literária, essa tradição eh de comunicação, né, é algo tão antigo, é algo tão potente, tão poderoso. >> Então, assim, eu concordo plenamente. Eu tô muito empenhado nessa nessa ideia de reunir
eh nossos nossos pares em torno da ideia simples de abrir um livro e ler e ouvir e compartilhar sem culpa acelerada moderna Esse momento, né? Compartilhar essa coisa tão nossa, né? Tão tão tão humana, tão antiga, tão enraizada e que por vezes a gente esquece, né? Eu acho que o que a gente faz de uma certa maneira é sim bastião de resistência humana e é por isso que eles se apavoram com a gente. Olha aqui, ó, Thagão, pra gente começar a encaminhar o nosso papo. Boa tarde a todos. Thiago, você teve aulas de teatro com
Hugo Rodas aqui em Brasília, foi meu professor já falecido. Sou policial antifascista o Tom Vital aqui. Belo depoimento. Você teve aula com o Uruguai, o Hugo Rodas de de teatro? Não, não, não, não, por acaso não, infelizmente não. Mas um abraço aí pro amigo antifascista, meus parabéns, um abraço a toda a categoria aí tão sofrida, tão negligenciada também no Brasil. >> E para fechar o nosso papo, eu trago esse recado que eu acho que resume bem o momento que a gente viveu. Melhor live Dos últimos tempos do DCM. Estou em um hospital esperando o término
de uma pequena cirurgia da minha esposa. Parabéns. É o José Travaço. E >> um abraço, José. Melhoras aí, meu amigo. Boa recuperação, pós cirurgia. >> E eu vou dizer o seguinte, professor Thagão, eh é isso. A gente alcança pessoas em tantas situações, lugares, condições que a gente nem imagina por vezes, né? E e vocês nos permitiram aqui um domingo De lavar a alma, né? Eu costumo dizer que tem momentos aqui que eu ganho, né, um salário para aprender. Isso é mágico, né? Eu fico aqui sentado, eh, entrei nesse rioano hoje, né? Não sou mais o
mesmo depois deste programa, inavel a nossa audiência também. Então eu só só me resto agradecer demais vocês, deixar um beijo no coração de cada um e torcer que a gente possa repetir essa dobradinha o mais breve possível e criar até por um hábito aqui, porque nós Merecemos, a nossa audiência merece e esse país precisa mais do que qualquer coisa. Obrigado, professor. Obrigado, Thago. >> Muito obrigado. >> Obrigado. Obrigado você, meu amigo, por me fazer mais esse convite. É um prazer estar com você e obrigado por me proporcionar essa experiência inesquecível de estar com o João
César. João, muito obrigado pela troca, por nos oferecer tanta tanta reflexão, tanta Tanta provocação num momento muito importante da nossa história e é um prazer, um prazer estar aqui. Um bom domingo a todos e até daqui a pouquinho, quando quiser. Tô sempre, sempre aí pro DCM e pro professor João. >> Muito obrigado também, Thiago. Foi uma alegria enorme esse diálogo com você. Eu admiro muito seu trabalho, acho o seu Hamlet uma um achado precioso. Para mim foi uma revelação, de fato, uma alegria grande. E olha, vou vou reafirmar o Convite. Maio, 26, 27, 28 de
maio, primeiro primeira-feira internacional de literatura da GE. Por favor, venha apresentar seu manolo. >> Vai ser um prazer. Já tá aceito o convite e vamos falar sobre isso, né? Vamos conectar com essa garotada e com essa juventude aí. >> Vamos, com certeza. Todos >> dia 4 ano para todos abus >> até mais. >> Valeu. Valeu, professor João César. Até mais, gente. Olha só, sensacional, hein? Isso não foi uma live, isso foi uma aula magna, foi um momento de espiritualização, momento de intelectualização, um banho, né, que a gente toma de um banho com cores, né, um
banho com letras, um banho de ideias, um banho de reflexões e e a gente só resta agradecer. A Rosa Maria me manda agora aqui, ó. É uma live maravilhosa. Vou ter Que assistir depois, não posso perder, não pode mesmo, querida. Eh, e a todos vocês, eu quero eh dizer que eu trouxe quase todos os recados que chegaram, seja eles em super chat ou não, aqueles que não daria tempo, eu fui botando na tela para prestigiar, porque vocês nos prestigiam e eu gosto demais de de reconhecer e agradecer isso. Eh, mas nem sempre a gente consegue
todos. Então, se eventualmente um ou outro recado ficou para trás, eh, peço desculpa, mas você Sabe que, eh, todos nós vencemos hoje, né? Nós ganhamos. Hoje nós ganhamos porque temos o brilhantismo de João César e de Thiago Lacerda, porque temos eh a sensibilidade desses dois e porque a gente viajou, né? É quase como uma espiritualização de sair do corpo mesmo e ficar acompanhando etheramente esse papo que foi tremendo, né? Tremendo, tremendo, tremendo. Eu tô de alma lavada. Quero agradecer a todos que estiveram com a gente. O programa era Para terminar 2 da tarde, gente. Faltam
14 minutos paraas 3 e se deixasse eles iam. Mas eu também não quero abusar, né? Vamos combinar. São os convidados que estão sempre atendendo meus chamados e daqui a pouco a gente vai prendendo eles e depois o cara fica aí. Eu não vou mais lá. O cara me mantém 4 horas agrilonado no ar, né? Mas foi lindo, foi lindo, gente. Que coisa espetacular. E bom, quero agradecer a todos que contribuíram também pra gente bater meta E para construir esse programa. Logo mais à tarde, hein, vai ter, claro, a super live de domingo e hoje na
super live nós teremos o Alid Rabá. Saudade que eu tô do Alid. Tem que trazer o Alid no café da manhã em seguida também. Aí, tô com saudade de trocar com Alid, presidente da FEPAL, eh, e o Rogério Correa, deputado federal por Minas Gerais, no retorno da Sara Viváqua ao comando da atração, com a moderação do Gabriel Siqueira. Convido todo mundo Para estar com a gente também a partir das 5 horas da tarde. E eu concordo aqui com Jorge Francisco, ó, a paixão do professor por Shakespeare me fez lembrar de um teórico polonês de Shakespeare,
o Jancot, que fez reflexões na mesma linha. Professor é um apaixonado visceral, né, pela obra shakespeiana. Live maravilhosa, diz a Juliana. Melhor live do DCM no ano diz o Orlando. É, e a gente, né, subiu a régua, agora vai ter que manter cada vez maior, né? Tinha que Ser você, Suma, o âncora dessa live. Top. Obrigado, Sueli. Um beijo para você. Muito obrigado. Parabéns que chega aqui. Sempre muito bom. Hoje se superaram. Parabéns o Valtinho. A ideia é essa, né? sempre receber gente dessa magnitude para fazer com que a gente mergulhe em programas como esse.
A Silvana disse: "Que tristeza, o super chat não saiu a tempo, empacou, foi maravilhosa essa live, vocês nos surpreenderam, eh, e se superaram. Que Legal! Obrigado, Silvana, um beijo para você. Muito obrigado por estar com a gente. Relevância cultural, intelectual faz ju. Fernando Monteiro, coisa linda. Os recados de vocês também, gente. Muito obrigado aí por todos. E bom, eh, suman, foi por causa do xixi que você não leu meu super chat. Qual xixi, Galo? Alguns escaparam aqui, galo. Principalmente vou explicar para você que quando eu caí, eu perdi alguns super chats, tá? Eles Entraram, mas
eles estavam me escapando. O do Fábio Potter foi um, eu vi o nome dele, mas depois não consegui achar por nada o o super chat dele. Tive que pedir no WhatsApp pro Fábio que disse: "Fábio, eu vi que você mandou o super chat, mas não consegui ler e eu não acho mais aqui porque entrou bastante recado e embaralhou um pouco aqui hoje com algum problema na plataforma. Vocês viram até alguns sons em reverber, eu vi alguns de vocês comentando e hoje foi difícil Botar o programa no ar por conta da plataforma. Ela tava com uma
instabilidade, mas não viu o seu recado. Qual xixi? Ô, você me deu um xixi, gal? Pode dar, não tem problema nenhum. Aqui a gente as críticas também. Deixa eu ver se eu acho teu recado aqui. Eh, afinal de contas, foi muita mensagem, gente. E eu salvei muita mensagem sem ser Ah, tá aqui, ó, galo. Ó, Thiago Lacerda. Da outra vez te lançamos, senador, e você mijou para trás. Então, agora vamos te Lançar a deputado federal. Deix seus pulos aí. O Rio e o Brasil e Lula por cima de você. Pra 31/3 para filiar te vire.
Ah, que pena. Não vi esse galo. Poxa vida. Não, não teria problema nenhum. Thagão ia rir, mas eu sei que ele não tem interesse em sair candidato agora, mas ele contribui muito mesmo sem cargo parlamentar. E poxa, que droga. Se eu tivesse visto esse aqui, obviamente eu teria lido, né? Desculpe. Thiago, você não leu o meu, mas tudo bem. Obrigado, Suma Célia, querida, manda para mim aqui mesmo. Você v seu super chat que você mandou que eu faço questão de pelo menos registrar. Realmente hoje, né, a demanda tava tremenda, né? Eh, "Boa tarde. Amei a
live", diz Antônia. Que bom, Antônia. Obrigado. Eh, "Vou descontar na super live", diz a Silvana. Foi tão bom, Thago. O Thiago nem dormiu disaleda, tava só se fosse para para sonhar com essa live aí. Foi muito bom mesmo, diz Aí Elizabe. Obrigado, Elizabe, obrigado demais. Eh, o meu também não foi lidos, Márcio. Nem o meu. Ô, Célia, Márcio, peço desculpa para vocês. Alguns eu botei na tela. Porque realmente assim, ó, eh, não sei se pelo número de super chats que entraram, alguns foram se perdendo, outros abrem e eu clico e ele solta e quando eu
caí alguns sumiram, tá? Isso não é comum de acontecer na plataforma, mas ela tá com uma estabilidade. Hoje entrou um recado na Tela quando eu fui abrir a live hoje dizendo que a plataforma estava com fluxo acima do normal e por isso tinha alguma estabilidade. Algumas coisinhas passaram mesmo. Peço desculpa, né? Se vocês quiserem mandar os recados aqui, eu reforço, né? Queria eh que o Thiago Lacerda soubesse que o primeiro Hamlet que assisti no Rio foi com o meu queridíssimo amigo Diogo Vilela. Ô, Silvana, eu vou mandar essa foto para ele, viu? Vou mandar esse,
ele deve Estar na nossa audiência agora, mas eu mando para ele aqui e aí ele toma registro desse seu recado, sem dúvida nenhuma. Grande Diogo Vilela, que registro, né? H, o Thiago Laciada pode ser visto na Globo das 2:45 às 3:30 da tarde, reforça o Márcio, eh, em terra nostra, né? Bem garoto lá com Ana Paulo Aróio, Mateu, né? É isso aí. Eh, bom, eu li alguns aqui. Judá, eu fiz o melhor Henrique Oitavo no filme O Jogo da Rainha, com direção do nosso cearense Karim Ains, também diretor da obra prima Madame Satan. Vou procurar
isso aí, Sus Fest, eu não conheço essa obra. Vou atrás. Vou atrás, vou atrás, vou atrás. HH, deixa eu ver aqui. Eu acho que eu consegui registrar. Se alguém quer ainda, gente, a a sério, o Márcio aí botou o recado, eu li. Se alguém quer registrar algum recado que eu não li, eventualmente eu mando pro Thiagão aqui, sem dúvida nenhuma. Eh, Esperar as visitas sair para reclamar a Diana. É coisa de família, né, Diana? Nós somos uma família aqui, afinal de contas, né? a gente eh lava a roupa suja depois das visitas, né? Eh, não
leu a minha, mas eu só queria dizer bravo. Ô, Regina, obrigado, querido. Um beijo para você. Desculpa mesmo. Assim, vocês sabem que eh se tem um compromisso meu aqui é com os recados de vocês. Eu acho que é um engajamento mais do que eh solidário, é Muito sensível de vocês conosco e eu prestigio sempre, mas tem dias que o pau tora, né? Tem dias que a coisa pega e eu não consigo dar conta. O Thagão tá na audiência, ó. Ó, sensacional. Baita resenha. Abraço para você e pra turma do DCM. Acabou de me mandar aqui.
Eh, gente, faltando 8ito minutinhos paraas três. Eh, obrigado, obrigado demais pelo programa, por tudo isso. Obrigado, Anderson, pelo seu reconhecimento, né? Parabéns pela humanidade. Não se Preocupa com os chats. Eh, a gente, né, tá sempre junto, né? Eh, critica na frente da visita é vedado na etiqueta familiar. Valeu, DCM. Crítica, né? Na frente da visita é vedado na etiqueta familiar. É isso aí, Fabiano. A gente resolve depois, né? Em casa a gente conversa, né? Maravilhosa live. Parabéns, diz ausa. E gente, eu volto amanhã, tá? Às 8 horas da manhã. Eu, Antônio Donato, Adriano Diogo e
André Jacobina. E amanhã até o meio-dia, né? Na segunda-feira passada foi a fatídica live em que eu tive o apagão. Quero dizer para vocês que fui procurar médico, né? Eu passei uma semana com sono mais do que o normal. Quero agradecer publicamente também o Luís Portinho, né, lá do canal Voz Trabalhadora, que me liberou nas tardes dessa semana para eu poder ir aos ao médico e tal. Essa semana talvez eu não faça um ou outro programa aqui no DCM Porque tem uma bateria de exames. Eu vou ver isso ainda, mas tô procurando aí, né, o
cuidado com a saúde, agradecendo a sensibilidade, a atenção, o carinho, a preocupação de todos vocês. E e bem, né, amanhã a gente vai estar de volta. Hoje ainda tem a super live, maravilhosa live, parabéns. Abraço, Thago. Abraço, Célia. Abraço, Fabiano França, obrigado demais. Obrigado, Lida querida. Obrigado, Jeisa. Olha o tambor. Só eu achei no início da live o Thiago Lacerda com a cara do Adriano Diogo versão galã. Acho que o cabelo e o óculos. Pode ser tambor, pode ser, pode ser. Os dois são galãs aqui pra gente, né, povo? Beijo para vocês, muito obrigado. 5
da tarde, todo mundo de volta aqui no Diário do Centro do Mundo. Antes de ir embora, deixa o like no vídeo, se inscreve no canal e, ó,